terça-feira, dezembro 20, 2011

As Três Missas Rezadas


ALPHONSE DAUDET
trad. Nataniel Costa
desenhos de Manuel Lapa

Lisboa, 1963
Estudios Cor
[1.ª edição]
19,3 cm x 12 cm
32 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur



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quinta-feira, dezembro 15, 2011

O Problema da Filosofia Portuguesa


ÁLVARO RIBEIRO

Lisboa, 1943
Editorial “Inquérito” Limitada
[1.ª edição]
19,1 cm x 12,3 cm
80 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur

Para além dos considerandos genéricos acerca da reflexão e do estudo filosóficos nacionais, em que Sampaio (Bruno), Fidelino de Figueiredo, Sant’Ana Dionísio e Leonardo Coimbra surgem como luminares, também, e nomeadamente, são aqui expressas as preocupações do Autor no que concerne o ensino da disciplina sob a alçada universitária.


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sábado, dezembro 10, 2011

Término Augustal no Concelho do Fundão (Peroviseu)


JOSÉ ALVES MONTEIRO

Lisboa, 1974
s.i. [ed. Autor ?]
[1.ª edição]
23 cm x 16,1 cm
24 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo com dois breves sublinhados na pág. 20 e sinais de tentativa de rasura
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor à «Família dos Senhores Condes de Idanha-a-Nova»
17,00 eur



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domingo, novembro 13, 2011

Amarrado ao Pelourinho


ANSELMO BRAAMCAMP FREIRE

Lisboa, 1907
Ed. do Autor
1.ª edição
30 cm x 21,5 cm
80 págs.
encadernação com lombada e cantos em pele, nervuras e ferros a ouro; exibe etiqueta da Livraria Académica de J. Guedes da Silva (Porto) colada no canto superior esquerdo do verso da pasta da frente
folhas de guarda e primeira e última folhas do miolo com fortes sinais de antiga humidade; no restante o miolo está impecável e foi somente aparado à cabeça, conservando pois largas margens em torno da mancha tipográfica
sem capas de brochura
falta de papel na pasta das costas (vd. destaque na imagem junto)
90,00 eur

É um dos escassos 150 exemplares impressos fora da tiragem normal inclusa no Archivo Historico Portuguez de Junho desse ano. Trata-se do regresso a uma violenta polémica que Freire sustentou contra José Caldas a propósito de um livro deste, História de um Fogo Morto..., onde são proferidas algumas «imposturas» históricas, e surge assim publicada «para que, quando da obra de José Caldas só tiverem noticia os vermes dos cantos escuros das bibliotecas, os seus processos de critica, os seus destemperos de linguajem, subsistão para justa apreciação do seu caracter. [...]»
Bramcamp Freire foi, não só historiador, mas também activista republicano, e nesta qualidade chegou a presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 1908, sendo o primeiro republicano a assumir os destinos da cidade.


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quarta-feira, novembro 02, 2011

Curso de Jornalismo


aa.vv.

Lisboa, 1963
Junta de Investigações do Ultramar
Centro de Estudos Políticos e Sociais
1.ª edição
26 cm x 19,7 cm
200 págs.
impressão sobre papel avergoado
exemplar como novo, por abrir
25,00 eur

Reúne intervenções pedagógicas de A. da Silva Rego, Pedro Correia Marques, Jacinto Ferreira, Barradas de Oliveira, João Coito, Almerindo Leça, Adolfo Simões Müller, Trabucho Alexandre, Silva Dias, António Avelino Gonçalves e Barradas da Silva. Por este conjunto de colaboradores poderemos confirmar que jornalismo de regime se praticava, por exemplo, no defunto Diário da Manhã ou na Radiotelevisão Portuguesa.


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Colectânea Jornalística


AFONSO SERRA

Lisboa, 1965
s.i. [ed. Autor ?]
[1.ª edição]
19 cm x 14,1 cm
200 págs.
exemplar como novo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de vinte e cinco anos de colaboração jornalística com o reaccionaríssimo jornal católico Novidades, que o padre Moreira das Neves ainda elogiava, no fim do século passado, nos seguintes termos:
«[...] Recorde-se que as Novidades e a Rádio Renascença foram sempre inteiramente solidárias, como órgãos de comunicação social irmanados e comprometidos na mesma causa: a de alargar e revitalizar no mundo moderno o reino de Cristo, servindo, n’Ele e por Ele, o homem em todos os seus projectos e em todas as suas aspirações. Das Novidades saiu Monsenhor Lopes da Cruz para pôr de pé, com a sua vontade heróica, a Emissora Católica Portuguesa, de que José Maria de Almeida foi entusiástico e generoso colaborador.
Quem sabe se da Rádio Renascença sairá, um dia, o pulso dinamizador do novo diário católico que Portugal espera?» (José Maria de Almeida, Subsídios para a História do Jornal “Novidades”, Rádio Renascença, Lisboa, 1989)


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quarta-feira, outubro 19, 2011

Parabens de Portugal, na feliz acclamaçaõ do fidelissimo Rey D. Jozé, unico do nome


FRANCISCO ANTONIO DA SILVA

Lisboa, 1750
Na Officina de Francisco da Silva
1.ª edição [única]
19,8 cm x 15 cm
7 págs. + 1 pág. (branca)
opúsculo protegido por folha de papel de lustro antigo
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
35,00 eur

Poema ao gosto e ao estilo da época, celebrando a aclamação do dito rei, que teve lugar a 7 de Setembro do referido ano.


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terça-feira, outubro 04, 2011

Páginas de Política


RAUL PROENÇA

Lisboa, 1972 [2]-1974-1975
Seara Nova
2.ª edição (vols. I e II) e 1.ª edição (vols. III e IV)
4 volumes
22,5 cm x 14,5 cm
284 págs. + 252 págs. + 288 págs. + 280 págs.
capa de Acácio Santos
subtítulo: Obra Política – Edições do Cinquentenário 1921 / 1971
exemplares estimados; miolo limpo
60,00 eur

De grande interesse para o estudo do pensamento opositor à ascensão do fascismo português, e para a compreensão dos erros que haviam levado ao esfacelamento da I República.
De seu nome completo Raul Sangreman Proença, foi um dos responsáveis, com Jaime Cortesão, por aquilo que veio a ser essa instituição de referência que é a Biblioteca Nacional. Defensor de um socialismo não autoritário, foi exactamente a Seara Nova – que ajudou a fundar – a sua tribuna política por excelência.


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quinta-feira, setembro 29, 2011

Castelos de Portugal


MANUEL IVO CRUZ
desenhos de Manuel Lapa

Lisboa, 1960
Editorial Publicações Turísticas
[1.ª edição ?]
edição em português, francês, inglês, alemão e espanhol
n.º 2 da Colecção Turismo
17 cm x 12,5 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto + 32 págs. em extra-texto
impresso em rotogravura
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)



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quinta-feira, setembro 22, 2011

Macau, Terra de Lendas


HERMENGARDA MARQUES PINTO
capa de Nuno San Payo

[Lisboa], 1955
[Campanha Nacional de Educação de Adultos]
[1.ª edição]
16,5 cm x 11,2 cm
132 págs. + 16 extra-textos, 4 dos quais a cor
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Monografia, embora sucinta, muito abrangente, quer do ponto de vista da cultura local e tradicional, quer dos recursos produtivos, quer da história passada, quer de usos e costumes, sejam eles a culinária, o mobiliário, etc.

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Alguns Problemas Sociológico-Missionários da África Negra


A.[NTÓNIO] DA SILVA REGO

Lisboa, 1960
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,7 cm x 19,4 cm
140 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo por abrir
25,00 eur

Os problemas da presença do homem branco cristão numa África sob aliciação de todos os quadrantes – religiosos, políticos, sexuais, mercantis, braçais, etc. –, relato de que o chefe da missão para o estudo da presença missionária colonial conclui:
«[...] tarefa a que a Igreja está habituada é a de vivificar culturas, a de elevar civilizações, a de conduzir povos.
A Igreja espera a sua hora – em África.»


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quinta-feira, setembro 08, 2011

Cartas a João Venâncio


JOAQUIM MANSO

Lisboa, 1940
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,2 cm x 14,2 cm
254 págs.
exemplar pouco manuseado, com ligeiros picos de humidade na primeira e nas três últimas folhas
17,00 eur

Entre ter sido secretário de Bernardino Machado ou governador civil o jornalismo prático atraiu este autor, e mesmo a coordenação de outros pares do ofício, o que lhe proporcionou a fundação e direcção do Diário de Lisboa por três décadas e meia.


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quinta-feira, agosto 25, 2011

Águas de posse colectiva no comunalismo rural de entre Estrela e Gardunha


JOSÉ ALVES MONTEIRO

Lisboa, 1975
2.ª edição
s.i. [ed. Autor ?]
22,9 cm x 16 cm
60 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; exibe alguns sublinhados em quatro das últimas seis páginas de notas, no mais o miolo encontra-se limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
17,00 eur



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Etnografia, Linguagem e Folclore de Castelo de Vide


MARIA DO GUADALUPE TRANSMONTANO ALEXANDRE

Portalegre, 1976
Junta Distrital de Portalegre
[1.ª edição]
21,1 cm x 15,2 cm
184 págs.
subtítulo: Distrito de Portalegre
exemplar estimado, capa vagamente marcada pela presença contínua da luz; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo da folha de rosto
20,00 eur



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quarta-feira, julho 27, 2011

Alentejo não Tem Sombra [...]



EUGÉNIO DE ANDRADE, org.

Porto, 1983
O Oiro do Dia
2.ª edição
22,5 cm x 15 cm
48 págs. + 4 págs. em extra-texto
subtítulo: [...] antologia de poesia contemporânea sobre o Alentejo organizada por [...] com uma pintura de Armando Alves e outra de Jorge Pinheiro nas edições oiro do dia
capa e miolo impressos sobre papel avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse de Eulália Marques na pág. 2
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologiados, entre outros, e para além de si próprio, poetas como Florbela Espanca («Horas mortas... Curvada aos pés do Monte / A planície é um brasido [...]»), José Régio, José Gomes Ferreira («Nunca ouvi um alentejano cantar sozinho / com egoísmo de fonte. [...]»), Miguel Torga, Manuel da Fonseca («Nove casas, / duas ruas, / ao meio das ruas / um largo, / ao meio do largo / um poço de água fria. [...]»), Jorge de Sena («[...] Por entre os campos, os cordões rugosos / dos caminhos para toda a parte, / menos para os campos, que pacientemente evitam. [...]»), Raul de Carvalho, Sophia de Mello Breyner Andresen, Mário Cesariny, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo, etc.

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Antologia [1945-1961]



EUGÉNIO DE ANDRADE
ensaio de Eduardo Lourenço
desenho de Dordio Gomes

s.l., 1961
Delfos
1.ª edição
19,5 cm x 13 cm
232 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado, apresentando sinais de traça na contracapa; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor o melhor da sua produção poética, abrangendo os excepcionais livros As Mãos e os Frutos, Os Amantes Sem Dinheiro, As Palavras Interditas, Até Amanhã, Coração do Dia e Mar de Setembro. O magnífico ensaio do filósofo Eduardo Lourenço constitui a introdução à leitura que qualquer poeta desejaria.

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Variações Sobre um Corpo


EUGÉNIO DE ANDRADE, org.
desenhos de José Rodrigues
capa e direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 1973
Editorial Inova sarl
2.ª edição
22,4 cm x 14,5 cm
92 págs. + 8 págs. (não numeradas)
subtítulo: Antologia de Poesia Erótica Contemporânea
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia com algumas diferenças relativamente à sua edição primitiva – para além da mudança de formato, por exemplo, foi suprimido o poema de Sophia... –, abre com Fernando Pessoa e fecha com Nuno Guimarães, numa panorâmica que abrange os nomes cimeiros de quase um século poético, a saber: Mário de Sá-Carneiro, Irene Lisboa, José Régio, António Botto, Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena, Egito Gonçalves, Eugénio (ele mesmo), Natália Correia, Alexandre O’Neill, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, Fernando Guimarães, João Rui de Sousa, Alberto de Lacerda, José Terra, Herberto Helder, José Bento, Pedro Tamen, M. S. Lourenço, Maria Teresa Horta, Armando da Silva Carvalho e Fiama Hasse Pais Brandão.
Um exemplo ao acaso, de Natália Correia:

«COSMOCÓPULA

O corpo é praia a boca é a nascente
e é na vulva que a areia é mais sedenta
poro a poro vou sendo o curso de água
da tua língua demasiada e lenta

dentes e unhas rebentam como pinhas
de carnívoras plantas te é meu ventre
abro-te as coxas e deixo-te crescer
duro e cheiroso como o aloendro».

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sábado, julho 16, 2011

Itinerário Histórico da Poesia Portuguesa – De 1189 a 1964


JOÃO GASPAR SIMÕES

Lisboa, 1964
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,5 cm
404 págs.
colecção BAB
exemplar em bom estado
17,00 eur

Trata-se de uma síntese a que Gaspar Simões procedeu a partir da sua própria obra, de 1958, a História da Poesia Portuguesa.
De grande interesse para estudo e confronto com algumas falsas ideias hoje correntes.


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quinta-feira, junho 16, 2011

As Favas Negras


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Figueira da Foz, 1924
ed. Alberto Salgueiro [Tipografia Popular]
[1.ª edição em folheto autónomo]
22,5 cm x 12,4 cm
8 págs.
exemplar com a capa solta do miolo e separada da contracapa, com falhas nos cantos; miolo bastante bom, por abrir
50,00 eur

Da nota Ao Leitor:
«A “Revolução de Setembro”, no seu número de 19 de Março de 1862, o jornal “Estandarte Vermelho”, de 30 de Janeiro de 1887, e ainda o opúsculo do dr. J. Mendes Martins “A Faculdade de Direito (Professores e doutrinas)”, editado em 1895, inseriram a carta que Camilo Castelo Branco, o gigante da nossa literatura romântica, dirigiu ao então Presidente do Instituto de Coimbra, justificando a rejeição, que fizera, do diploma de sócio honorário daquele grémio universitário, pelo facto de terem aparecido cinco favas pretas na votação da respectiva proposta.
Eram favas demais... E Camilo, que vira a sua entrada na Academia Real das Sciências de Lisboa – proposta por outro gigante da nossa literatura: Alexandre Herculano – sancionada por uma votação a que as favas pretas haviam sido estranhas, devolveu para Coimbra a honraria do Instituto, mas não sem lhe apor alguns daqueles comentários cáusticos que da sua pena faziam implacável bisturi. [...]»


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Ex.mo Sr. Dr. Arnaldo Dantas da Gama – Carta inédita de Camilo Castelo Branco a propósito de «A Caldeira de Pero Botelho»

CAMILO CASTELO BRANCO

Lisboa, 2006
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
16 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar novo
19,00 eur

A edição reúne a carta em fac-símile e a sua transcrição, juntas com uma carta do mesmo dirigida a António Feliciano de Castilho, segundo compilação e prefácio de Paulo da Costa Domingos e Telma Rodrigues. Do Exórdio:
«Os leilões são uma torrente de conhecimento e aventura pela nossa humanidade passada. Ao invés do que, ciúme ou ganância, afirmam certos colegas editores, são, actualmente, os antiquários e os alfarrabistas os únicos negociantes de livros com interesse iniludível e feliz surpresa… Já que os mais, editores e livreiros de novidades estabelecidos, fraca mercadoria exibem nas suas quitandas. Dizíamos dos leilões: que das gavetas de algum cuidado coleccionador trouxeram à luz, no caso, a carta manuscrita inédita de Camilo Castelo Branco motivo da vertente publicação. Foi numa tarde do Outono de 2005, em amena sessão no Palácio do Correio Velho, com o número de lote 366, a uma sexta-feira sem história nem sobressalto, 7 de Outubro, que, por uns irrisórios cem contos (moeda antiga), ficámos na posse de maior riqueza para o domínio público das ideias. E do que se trata, afinal, no preciso capítulo destas?
Conhecia-se já, comunicada por João Costa em 1924, no seu trabalho Castilho e Camilo, Correspondência Trocada entre os Dois Escritores, carta escrita à data de 26 de Março de 1867 por Camilo ao poeta António Feliciano de Castilho, e que, entre assunto vário, expressa a sua total indisponibilidade para ler um romance de Arnaldo Gama, então novidade livreira no Porto. A dúvida, porém – dúvida, claro, para quem se interessa pelos detalhes do quotidiano dos nossos antepassados –, surge quanto ao título da tal obra de Arnaldo Gama, pois que duas haviam saído dos prelos, por essa altura, a curto intervalo entre si.
O camilianista Alexandre Cabral, editando novamente essa carta, nos anos oitenta, em obra sua profusamente anotada, Correspondência de Camilo Castelo Branco com António Feliciano de Castilho – I, continuava a ignorar que romance teria desgostado Camilo: “O romance de Arnaldo Gama, que Camilo afirma peremptoriamente que nunca lerá, deve ser um destes dois títulos: O Filho do Baldaia ou A Caldeira de Pero Botelho, editados ambos em 1866, o primeiro pela Viúva Moré; e o segundo, pelo Cruz Coutinho.” Ora, dado o conhecimento de hoje, do que inédito estava, fica assim desfeita a dúvida… Outras razões faltassem a justificar a presente edição do saboroso naco epistolográfico.
Mas não: o próprio conteúdo [...] fac-similado e transcrito até pode agradar-nos.
Com razão, acerca da carta autógrafa, alguém escreveu na ficha descritiva no catálogo da leiloeira: “muito valiosa pela sua graça e chiste” – o que é justo apreço literário ao arrepio do preço a licitar. E nem aí se suspeitava a maior graça que a coisa passa a ter logo que, juntando duas missivas, verificamos quão contrárias são as opiniões de Camilo sobre o mesmo objecto, com dois dias de intervalo e dirigindo-se a dois distintos interlocutores: um, o autor da Caldeira, talvez à míngua de aprovação do reconhecido mestre… sendo que se desconhece em que termos se dirigiu ele a Camilo no acto de enviar-lhe o livro; o outro, poeta que o prosador sempre teve em alta consideração (quando sobre ele não emitia, junto de terceiros, ditos biliosos), com quem desabafa os horrores que vai lendo, ou evitando. [...]»


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Camilo



VITORINO NEMÉSIO
abertura de Eugénio de Castro

Coimbra, 1925
Edição da Universidade Livre
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
32 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa com sinais de fita-gomada; miolo limpo
carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve conferência, em que Nemésio, contra Camilo, aproveita para enaltecer Eça de Queirós. Eugénio de Castro, na qualidade de presidente da mesa, nas suas palavras circunstanciais de abertura, dá para perceber que julgava não ir o evento correr assim.

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domingo, maio 01, 2011

L’Anarchisme


HENRI ARVON

Paris, 1951
Presses Universitaires de France
1.ª edição
17,6 cm x 11,5 cm
128 págs.
na conceituada colecção universitária Que Sais-je? (Le point des connaissances actuelles)
manuseado, com o miolo limpo
17,00 eur

Diz-nos logo um Aviso de abertura:
«[...] Il ne s’agit ni d’une apologie, ni d’une réfutation méthodique. Une attitude de combat nous a paru, en effet, anachronique [...]. [...] l’anarchisme a été certainement un courant assez fort qui, même vu à distance, ne semble point négligeable. De nombreux écrivains et artistes, ravis de rencontrer une doctrine qui exaltait l’originalité créatrice, s’en imprégnèrent [...].»
Para além das origens e dos fundamentos históricos da vasta corrente de ideias que se condensam na teoria e na acção anarquistas, Arvon em breve síntese abre-nos, neste seu segundo livro, o caminho da descoberta de compañeros de referência, tais como William Godwin, Stirner, Proudhon, Bakunine ou Tolstoi.


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sábado, abril 30, 2011

Boa Noite


PEDRO PAIXÃO

Lisboa, 1993
Edições Cotovia, Lda.
2.ª edição
20,5 cm x 13 cm
80 págs.
EXEMPLAR COM DEDICATÓRIA DO AUTOR
em bom estado
17,00 eur

O autor, para além da sua actividade como agente publicitário, desenvolveu nos anos 80 do século passado intensa intervenção literária, podendo a sua prosa ser considerada à altura da dos seus congéneres internacionais, de que Menos Que Zero (Bret Easton Ellis) foi modelo.


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quarta-feira, abril 06, 2011

Teoria da Tributação


CARLOS WALLENSTEIN

Lisboa, 1966
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
21,4 cm x 15,7 cm
capa de Júlio Gil
exemplar em bom estado de conservação, miolo muito limpo e por abrir
20,00 eur

Diz o poeta Pedro Tamen na sua nota de abertura à reunião póstuma das Obras Completas – 1, Poesia de Wallenstein (Edições Salamandra, Lisboa, 1998):
«[...] o seu nome estava, para mim, sobretudo ligado ao teatro, ou, melhor, a uma zona literário-teatral confusamente conectada com os meios surrealistas.
[...] E foi então que, com os olhos paradoxalmente clarividentes que o afecto proporciona, aprendi a amar a sua poesia nos dois livros dela que publicou (a Teoria da Tributação, que me escapara nove anos antes e o Corpo Conflito, que me surpreenderia oito anos depois).
Verifiquei então, nessas leituras mais atentas, e independentemente do conhecimento que fui tendo de outras coisas que escrevera e publicara, sobretudo de teatro, como no seu verbo poético se exprimia, a um nível de realização formal geralmente brilhante, um diálogo com o mundo cujas características originais igualmente, e noutro plano, transpareciam na sua vida quotidiana: um humor corrosivo e destruidor perante uma sociedade impossível de levar a sério, traduzido numa linguagem sacudida e transgressora – e aqui, em ambas as coisas, é indiscutível a familiaridade com os surrealistas –, lado a lado com uma afectuosíssima, comovida, quase infantil e não contraditória relação com as pessoas e o mundo [...].»


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segunda-feira, abril 04, 2011

Lyautey

ANDRÉ MAUROIS

Paris, 1934
Éditions d’Histoire et d’Art – Librairie Plon
[2.ª edição ?]
20,9 cm x 13,8 cm
6 págs. + 284 págs. + 21 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
exemplar como novo
20,00 eur

Depois de ser responsável militar pelo poder colonial da França em Marrocos nas primeiras décadas do século XX, o marechal Hubert Lyautey foi, ainda que brevemente, ministro da Guerra durante o primeiro conflito mundial. De facto será afastado do cargo devido à sua – aliás, confirmada – visão trágica da derrota da França na ofensiva de Aisne.


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