SOPHIA DE MELLO
BREYNER ANDRESEN
[capa de Escada]
Lisboa, 1966
Livraria Morais Editora
3.ª edição
199 mm x 154 mm
80 págs.
capa em cartolina tipo kraft,
com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
discreto ex-libris
em relevo seco na contracapa
30,00 eur (IVA e
portes incluídos)
É um dos mais interessantes livros de versos de Sophia, sem tempos mortos, nem evasivas líricas: «[...] Eis-me / Tendo-me despido de todos os meus mantos / Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses / Para ficar sòzinha ante o silêncio [...]» E assim se prepara a escritora para o «Pranto Pelo Dia de Hoje»:
«Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas»
