quinta-feira, Setembro 18, 2014

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Cartas a Sandra


VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1996
Bertrand Editora, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14 cm
156 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance inacabado sob género epistolar, de publicação póstuma, em que o consagrado escritor dá seguimento romanesco a Para Sempre, servindo-se dalgumas das suas figuras literárias. É motivo próprio e ficcional de despedida – o escritor projecta nos personagens o seu próprio fim da vida –, interrogação acerca do sentido da morte e da existência humana. Mas, acima de tudo, é um livro em que o Amor se afirma como matéria-prima dessa existência.

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Invocação ao Meu Corpo


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
19,6 cm x 14,1 cm
416 págs.
subtítulo: Ensaio com um Post-Scriptum sobre a Revolução Estudantil
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o escritor António Quadros (Fundação Calouste Gulbenkian, fichas para aquisição de livros), depreciando Vergílio Ferreira: «Conforme escreve o autor, “o ponto de convergência de toda a problemática enunciada, é o da reconquista da plenitude do indivíduo, referenciado ao corpo que o constitui”. É um ensaio de reflexão sobre o homem e a sua problemática, partindo de uma “invocação” existencial e fenomenológica muito atenta às vivências pessoais do autor, aos problemas específicos da nossa época, aos caminhos mais recentes da cultura europeia (existencialismo, estruturalismo, contestação estudantil). Vergílio Ferreira, pensador perturbado pela ausência de Deus, é mais um escritor da linhagem de Nietzsche [...]. Mas, sem o poder filosófico do autor da Gaia Ciência, não raro se vê diante de contradições e paradoxos de difícil resolução. O seu humanismo, ou é o eco de muitos outros humanismos congéneres, ou revela uma ambiguidade com algo de estéril. [...]»
Todavia, foi Vergílio Ferreira quem acabou por lhe ser reconhecido um inequívoco lugar cimeiro na cultura portuguesa...

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segunda-feira, Setembro 15, 2014

[Carta ao Futuro]



[VERGÍLIO FERREIRA]

Coimbra, Setembro / Outubro, 1958
Vértice – Revista de Cultura e Arte, n.º 180 e 181
(dir. Raul Gomes; ed. Mário Braga)
1.ª edição
22,8 cm x 17,3 cm
[66 págs. + 1 folha em extra-texto] + [64 págs. + 1 folha em extra-texto]
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo, acidez generalizada
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da autêntica edição original do conhecido ensaio-manifesto do romancista. «[...] Se é fácil determinar as linhas gerais da obra de Vergílio Ferreira, é-o particularmente [...] através de Carta ao Futuro, no que se refere aos problemas evidenciados nas suas obras de ficção, exemplificando-se assim a afirmação de Camus segundo a qual todo o artista exprime ùnicamente “uma só coisa sob aspectos diferentes”» (pode ler-se na nota de badana à edição de 1966 na Portugália Editora).

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Do Mundo Original



VERGÍLIO FERREIRA
capa de Carlos Almeida

Coimbra, 1957
Vértice
1.ª edição
18,7 cm x 12,1 cm
180 págs.
exemplar estimado; miolo com vagas manchas periféricas não afectando o texto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de ensaios em que o prosador reflecte acerca da escrita e da pintura, num sentido filosófico existencialista, ou de condenado a um saber incómodo. Logo na Abertura o tom fica assinalado, assim: «[...] Tudo quanto se disser da arte é excessivo, porque o mundo da arte é o do limiar da vida, o mundo inicial, mundo da aparição, do qual ela é o sinal sensível e o eficaz meio de acesso. [...]
Mas como evitar o desejo de saber? A História da Europa é a história da inteligência, – até ao sofisma (e, sim, até ao terror). [...]»

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Uma Esplanada Sobre o Mar

VERGÍLIO FERREIRA
capa de Rogério Petinga

Lisboa, s.d. [1986]
Difel – Difusão Editorial, Lda.
1.ª edição
19 cm x 12 cm
2 págs. + 80 págs.
capa e miolo impressos sobre cartolina e papel avergoados
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mescla de contos inéditos e de poemas já conhecidos das páginas de Conta-Corrente.

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Manuel Cargaleiro – Obra Gravada, 1957-1978 [catálogo]

VERGÍLIO FERREIRA, introd.

Lisboa, s.d. [1978]
Galeria S. Mamede
1.ª edição
27,1 cm x 22,2 cm
48 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
encadernação editorial com sobrecapa e guardas impressas em monocromia
exemplar com sinais de antiga humidade no bordo inferior das duas primeiras folhas; miolo limpo no geral
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Refere o cólofon que o livro foi realizado «com a colaboração da Tipografia Manuel A. Pacheco, Lda.», o que significa que toda a execução na máquina foi conduzida e supervisionada pelo chefe de oficina João Gonçalves. Podemos, assim, mesmo sem observação a conta-fios, garantir ter havido nas páginas de côr mais do que as quatro convencionais passagens de tinta, dado o peculiar método de impressão – uma transposição da técnica serigráfica para o off-set – utilizado nessa tipografia em obras que exigissem algum rigor cromático. Neste particular, a obra-prima tipográfica absoluta executada nessa empresa estamos em crer ter sido O Papel-Moeda em Portugal, com grafismo de Sebastião Rodrigues, encomenda do Banco de Portugal em 1985.
De Cargaleiro, fala-nos com acerto o escritor Vergílio Ferreira:
«[...] Eis-me aqui em face da arte de Cargaleiro [...]. E a primeira característica que de imediato me atinge, para além da sua luminosidade, é a da sua monotonia. Mas que “o génio é monótono” é já hoje um lugar-comum – e em nada, pois, isso diminui quem génio se não pretenda. E no entanto, essa monotonia faz pensar. Porque, como em toda a arte, e submersa a ela, é como se uma realidade inatingível incitasse o artista à sua perseguição, frustrada sempre, e as breves alterações fossem a estratégia de a alcançar, fossem o breve indício ou o sinal cabalístico de que essa realidade estava lá. Invencivelmente, a monotonia de Cargaleiro traz-me o eco dessa enigmática singeleza do cantar trovadoresco, quando podia decidir-se da qualidade de uma poesia pela simples alteração de um “amigo” num “amado”. Como na velha “paralelística”, que se auto-engendra indefinidamente, esta arte reinventa-se a si mesma, recriando-se no motivo que se repete. Assim ela converte o “amigo” de um azul no “amado” de um vermelho, desdobrando pelo “leixa-pren” – o “deixa-toma” – os seus quadrados e triângulos. [...]»

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Para Sempre



VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1983
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
21 cm x 13,9 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma entrevista concedida pelo Autor ao jornalista Francisco José Viegas para a revista Ler (Primavera de 1988):
«[...] P. — Que significado dá à expressão “para sempre”?
R. — Não sei. Você faz-me uma pergunta agora, e agora é que eu tenho de pensar...
P. — Claro...
R. — Não sei... é uma certa dose de nostalgia, de fim de vida que se realizou completamente. É isso. Completamente. É a historia de um homem que fechou o ciclo da vida e que rememora, procurando cortar um pouco o mel e a doçura desse prazer da evocação com acidez e ironia.
P. — Por que razão insistiu nessa versão da vida com este novo título, Até ao Fim?
R. — Porque eu queria dizer, de algum modo, que a destruição dos valores (que é o que marca de um modo geral, os actos que hoje dominam certas áreas da juventude) é uma coisa terrível. E queria, por uma razão de amizade para com o António Ramos Rosa, encontrar um verso dele que significasse isso, que dissesse isso. E foi: “perseguido até ao fim, acho o mar”. Este verso resume o meu objectivo. Achar o mar como um símbolo, como uma metáfora dessa alegria, que é a alegria da pacificação, da eternidade, da plenitude, da juventude plena. Depois há outra coisa, evidentemente: eu quis sempre que os títulos dos meus livros tivessem alguma coisa de si próprios, um certo valor estético. Não me interessam os títulos puramente designativos, como o rótulo de um frasco. Quero que o título seja em si mesmo um sinal e um valor estético e poético. Que fosse uma abertura, um começo de um poema. [...]»

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Mudança


VERGÍLIO FERREIRA
capa de V. [Victor] Palla

Lisboa, 1958
Editora Arcádia Limitada
2.ª edição
18 cm x 11 cm
184 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 1.672 de uma tiragem controlada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] em 1948, publica Mudança, livro influenciado pelo existencialismo e que corta com o neo-realismo dos romances anteriores.
[...] Com Mudança, Vergílio Ferreira introduz uma interrogação de tipo existencialista sobre a possibilidade de justificar uma vida humana que se passa no tempo, sob o signo da Mudança. É a grande angústia de encontrar um valor permanente em torno do qual seja possível organizar a vida [...].» (Helder Godinho / Serafim Ferreira, Vergílio Ferreira – Fotobiografia, LB – Bertrand Editora, Lisboa, 1993)

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A Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1956
Cidade Nova
1.ª edição
18,6 cm x 12,4 cm
164 págs.
exemplar estimado, capa com vagos picos de acidez; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Existência Literária



ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1959
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,6 cm x 14,2 cm
224 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimo conjunto de ensaios literários, cobrindo reflexão vária sobre, por exemplo, Branquinho da Fonseca, José Gomes Ferreira, Fernando Namora, Vergílio Ferreira, José Régio, Pessoa, Camões. Muitos outros escritores e filósofos são aí abordados por este autor, que nasceu num meio vocacionado para a erudição, visto ser filho de Fernanda de Castro e António Ferro. Especial destaque para os últimos sete textos, que formam o capítulo VI, onde a «condição do escritor» é tratada.

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Portugal, Entre Ontem e Amanhã


ANTÓNIO QUADROS

s.i. [Braga], Janeiro de 1976
Sociedade de Expansão Cultural [imp. Livraria Editora Pax, Lda.]
1.ª edição
19 cm x 12,8 cm
344 págs.
subtítulo: Da Cisão à Revolução. Dos Absolutismos à Democracia
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reflexão acerca dos acontecimentos que estiveram na génese da Revolução de Abril, mas principalmente acerca da então história vivida passo a passo. O ponto de vista – ao mesmo tempo que na badana do livro se lhe tenta criar, ostensivamente, uma “reputação democrática” – é o do anticomunismo primário: «[...] Com o consulado de Vasco Gonçalves e com as perturbações populares que se lhe sucederam a vários níveis, com o vanguardismo utopístico-abstracto da esquerda radical e com o assalto marxista à cultura, à educação e à informação portuguesas, corremos na verdade o risco de uma desagregação convulsiva de unidade nacional. [...]»

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Modernos de Ontem e de Hoje


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1947
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos de entrada na biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estreia do autor, é um interessante conjunto de ensaios sobre literatura, em que se fala desde Marcel Proust, ou Henry Miller, até aos brasileiros Lins do Rego e Erico Veríssimo e aos portugueses Eça, Fernando Pessoa e Cesário.

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Problemática Concreta da Cultura Portuguesa


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1957
CEPS – Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
22,5 cm x 14,6 cm
76 págs.
capa impressa e com rótulo colado
exemplar estimado; miolo limpo por abrir
carimbo de posse na folha de ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida pelo filho de António Ferro, que aproveita para tecer largos elogios à «política do espírito» conduzida pelo pai...
Brochura ausente da exaustiva bibliografia tornada pública pela Fundação António Quadros.

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O Primeiro Modernismo Português


ANTÓNIO QUADROS

Mem Martins, 1989
Publicações Europa-América (ed. Francisco Lyon de Castro)
1.ª edição
20,8 cm x 13,9 cm
348 págs.
subtítulo: Vanguarda e Tradição
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quadros (filho de António Ferro) não se limita ao historial artístico da geração do Orpheu, ou aos episódios de conflito desta com os retrógados representantes do passado; mostra-nos isso e ainda as linhas que conduziram à «política do espírito» do Estado Novo, mostra-nos o caminho que levou esses intelectuais à (despudorada) colaboração com o regime autoritário.

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domingo, Setembro 14, 2014

A Sibila


AGUSTINA BESSA LUÍS

Lisboa, 1954
Guimarães Editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
288 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, vagos sinais de fita-cola na primeira e na última folhas
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] O mais alto mérito desta escritora talvez seja [...] o de contista, com muito da sua imaginação a tentar organizar-se em romance do existencial, mas sobretudo poderoso dentro do espaço que vai desde o expressionismo do absurdo de Kafka até à fantasia onírica de surrealismo bem logrado. [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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O Comum dos Mortais


AGUSTINA BESSA-LUÍS

Lisboa, 1998
Guimarães Editores, Lda.
1.ª edição
20,5 cm x 14,7 cm
368 págs.
acabamento com capa impressa a negro e sobrecapa a cor
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na altura da publicação deste notável romance, escreveu Torcato Sepúlveda, na revista Ler do Círculo de Leitores (Verão / Outono 1998, n.º 43), as seguintes acutilantes palavras:
«Agustina Bessa-Luís publicou um novo romance, O Comum dos Mortais, sobre Salazar [Mazarino] e o salazarismo. O retrato do ditador e seus acólitos é tão negro que uma questão se levanta: como é que todo um povo se deixou governar por semelhantes espantalhos? [...]
Dá-se o caso simples de o seu olhar impressionista ser mais lúcido do que o de muitos investigadores sociais que vão trabalhando sobre o tema. A escritora sabe que quer Salazar, quer os portugueses são mortais comuns. Neste aspecto, Agustina Bessa-Luís é também uma mortal comum com o seu bom-senso, com a sua observação ao nível rasteiro dos sentimentos e das coisas. A autora sabe que Salazar era pequenino, de sentimentos mesquinhos, medroso ante a evolução das classes e das ideias; mas sabe também que a arquitectura intelectual e moral do ditador correspondia à pusilanimidade de todo um povo. [...]
[...] O Comum dos Mortais é um romance sarcástico, atravessado por personagens mais ou menos pícaras: a mulher de Salazar / Mazarino lembra irresistivelmente Supico Pinto; António Ferro era desprezado por Salazar, como fora desprezado, no tempo do Orpheu, por Fernando Pessoa; de Fernanda de Castro, nem falemos; a Cerejeira não é dada qualquer importância. Só Bissaya Barreto é tratado com a elevação correspondente à dignidade que sempre soube manter na sua vida.
O Comum dos Mortais é um grotesco cortejo de sombras, que impressiona mais pelo ridículo do que pelo terror que personalidades aqui retratadas causaram em vida aos seus concidadãos. Como foi possível que todo um povo se deixasse governar por espantalhos destes? Uma pintura tão cruel de Salazar e do salazarismo, só Agustina Bessa-Luís a poderia ousar. Os escritores de esquerda foram incapazes.»

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A Monja de Lisboa


AGUSTINA BESSA-LUÍS

Lisboa, 1985
Guimarães Editores, Lda.
1.ª edição
20,9 cm x 14,7 cm
304 págs.
acabamento com capa impressa a negro e sobrecapa a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo, com vagos sinais de oxidação nas primeira e última folhas
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance histórico, conventual, que conta a vida da monja carmelita do século XVI Maria da Visitação, contemporânea da dominação filipina. Escreveu Álvaro Salema nos verbetes do Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian:
«[...] foi venerada como santa, contemplada pelo prodígio divino, mas em circunstâncias que levaram a Inquisição a intervir. [...] foi processada e condenada a desterro com prisão. [...]» Livro que a escritora elaborou financiada, nos necessários estudos, pela própria Fundação Calouste Gulbenkian e que – continua Salema –, apesar do «[...] desígnio expresso duma investigação erudita que condiciona a estrutura da obra [...]», Agustina não se coíbe de «[...] excluir dela o habitual processo da escritora: incessantes considerações ou dissertações sentenciosas, frequentes paradoxos com fisos a filosofar original, até excentricidades evidentes, como a de que “a santidade é um esforço parcial para retomar a fase uterina”. E, com tudo isso – e apesar da fundamentação histórica minuciosa – poucas vezes terá escrito Agustina um livro de tão confusa e enovelada tessitura, tão repetitivo em passagens inúmeras, tão desordenadamente estruturado. [...]»

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O Mistério da Légua da Póvoa


AGUSTINA BESSA-LUÍS
capa de André Carrilho
grafismo de Vasco Rosa

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
22,2 cm x 15,7 cm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado na boa tradição folhetinesca, no semanário O Independente entre Maio de 2001 e Maio de 2002, trata-se da história (menos ficcional do que poderá julgar-se) de Maria Adelaide Coelho, filha do escritor Eduardo Coelho, um dos fundadores do Diário de Notícias, e cuja história de perseguição que, apoiado por psiquiatras, lhe moveu o marido, o jornalista Alfredo da Cunha, aprisionando-a num manicómio, motivado pelo abandono do lar burguês, com o habitual picante do adultério, etc., etc.

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O Susto


AGUSTINA BESSA LUÍS
capa de [Rogério] Ribeiro

Lisboa, 1958
Guimarães Editores
1.ª edição
18,5 cm x 12,2 cm
336 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo António Quadros, em verbete de leitura para o serviço das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, «Trata-se, quanto a nós, do melhor romance de Agustina Bessa Luís. É a biografia de um poeta, que tem sido identificado como Teixeira de Pascoais. Mas é sobretudo uma extraordinária visão da faculdade poética, inserida nas vivências de uma espiritualidade portuguesa. Livro sem dúvida recomendável e o mais claro e nítido dos livros da autora».

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A Muralha


AGUSTINA BESSA LUÍS

Lisboa, 1957
Guimarães Editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
432 págs.
exemplar estimado, apresenta sinais de vinco no canto superior esquerdo da contracapa; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, Porto Editora, 10.ª ed., Porto, 1978):
«[...] Uma das feições mais notáveis do pós-guerra é o desenvolvimento da ficção de autoria feminina, fenómeno aliás universal, mas entre nós de extraordinário relevo histórico-social e temático. [...]
Algumas das melhores revelações femininas podem ligar-se àquela tendência aparentemente demolidora de todas as ideologias, sobretudo disciplinadas e consequentes, que procura atingir a mola íntima, existencial, de liberdade, através de uma nauseada ou angustiada negação sistemática, tão semelhante à teologia negativa dos místicos. [...] Uma negatividade mais radical, nascida de um ainda mais profundo sentido de decadência na burguesia originariamente rural, e servido por uma extraordinária exuberância, algo indisciplinada, de evocações, pormenorizadas até à alucinação ou simplificadas até aos casos patologicamente mais significativos, eis o que informa os romances caudalosos de um dos mais originais ficcionistas de hoje, Agustina Bessa Luís [...].»

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O Sermão do Fogo


AGUSTINA BESSA LUÍS

Lisboa, s.d. [1963 ?]
Livraria Bertrand
[1.ª edição]
19,2 cm x 12,6 cm
284 págs.
capa de Guilherme Casquilho
exemplar em estado muito aceitável
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Caminheiros e outros contos



JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Júlio Pomar

Lisboa, 1949
Edição do Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,3 cm x 13,8 cm
156 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao escritor Luiz Pacheco, cuja assinatura de posse figura no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
410,00 eur (IVA e portes incluídos)

Primeiro do escritor. Livro de circulação clandestina, dada a censura salazarista, nunca republicado por Cardoso Pires.

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Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S. A. R. L.
1.ª edição
24,7 cm x 17,4 cm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na pasta dianteira e na lombada, protegida com a mica de origem
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
É O N.º 1 DE UMA TIRAGEM DECLARADA DE 120 EXEMPLARES IMPRESSOS SOBRE PAPEL ESPECIAL DE COR MOSTARDA, ASSINADO PELO ESCRITOR E PELO ILUSTRADOR
peça única, de colecção
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sátira política, escrita de forma desabrida e sem rodeios ou hesitações, ao estilo oitocentista da Viagem à Roda da Parvónia (Gil Vaz, pseud.). O livro caricaturiza Salazar e a parte da nação que o aplaudia e perpetuava numa descarada busca de benesses e privilégios. Caricatura feroz, que João Abel Manta reforça com os seus desenhos igualmente corajosos. As primeiras linhas desta alegoria anunciam desde logo o que vai seguir-se: «[...] não há muito tempo existiu no Reino do Mexilhão um imperador que na ânsia de purificar as palavras acabou por ficar entrevado com a paralisia da mentira. Ainda lá está, dizem. E não é homem nem estátua porque a ele, sim, roubaram-lhe a morte. Não faz parte deste nosso mundo nem daquele para onde costumam ir os cadáveres, embora cheire terrìvelmente. Quando muito é isso, um cheiro. Um fio de peste a alastrar por todas as vilas do império. [...]» O sabor da narrativa espraia-se daí em diante, mesmo os personegens de Cardoso Pires têm nomes de cena que, só por si, dizem tudo, como o Juiz das Causas Combinadas, ou frei Pantaleão das Bulas. É a contemporânea História de Portugal, o seu resumo imediato, desfiando-se como reportagem por dentro do regime sócio-político vigente na altura, e igual a si próprio, até ao capítulo Epílogo, este uma pequena obra-prima da literatura panfletária portuguesa. Lá se lê, com um sorriso amargo e um aperto no estômago, como foi possível mascarar o colapso da governação de Salazar, sem que o próprio disso se apercebesse, após a sua queda da cadeira em Agosto de 1968 e até Julho de 1970, enquanto o seu sucessor, Caetano, contava as espingardas e garantia um lugar na vergonha pátria.

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Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S. A. R. L.
1.ª edição
24,7 cm x 17,4 cm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em tela encerada e sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação, com muito discreto restauro no topo superior esquerdo da sobrecapa; miolo irrepreensível
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra-prima da sátira política portuguesa. O seu carácter subversivo traça o melhor retrato que se conhece da transição do poder das garras de Salazar para as de Caetano, episódio dos mais risíveis da história contemporânea.

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Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas



JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa e grafismo de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1960
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 11,5 cm
128 págs.
subtítulo: Redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais
encadernação editorial com sobrecapa a duas cores
exemplar como novo
tiragem de apenas 400 exemplares numerados e assinados pelo Autor
380,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Cartilha do Marialva é um ensaio sobre a via errada, seguida por Portugal, que optou pelo irracionalismo e pelo imobilismo, actualizados e enaltecidos pelo regime salazarista. A figura do marialva, privilegiado em nome da sua família e dos seus haveres patrimoniais, encarna a espécie de provincianismo português que o autor caracteriza em traços negros e caricaturais de modo a fustigá-lo para melhor o erradicar do país. [...]» (Eunice Cabral, José Cardoso Pires, Centro Virtual Camões, pág. electrónica)

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Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas


JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia Limitada
2.ª edição
19,1 cm x 12 cm
194 págs.
subtítulo: Redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais
encadernação editorial com sobrecapa a duas cores
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Histórias de Amor


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Victor Palla

Lisboa, 1952
Editorial Gleba, Ld.ª
1.ª edição
16,1 cm x 11,4 cm
174 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
carimbos de posse de «Carlos Nandin de Carvalho | engenheiro civil | Avenida Gomes Freire, 3 | Lourenço Marques»
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido pela censura salazarista – e não era o primeiro que Cardoso Pires via fora do mercado –, republicado condignamente apenas dez anos após a morte do escritor, pelo editor Nelson de Matos, que juntou ao texto integral a carta-protesto de imediato dirigida por Cardoso Pires ao director dos Serviços de Censura (ver Edições Nelson de Matos, Lisboa, 2008).

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O Anjo Ancorado



JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Sebastião Rodrigues sobre fotografia do arquitecto António Sena da Silva

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,8 cm x 12,5 cm
132 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Liberto Cruz (vd. José Cardoso Pires – Análise Crítica e Selecção de Textos, Arcádia, Lisboa, 1972): «[...] Em O Anjo Ancorado o ambiente ressalta do contraste entre o casal e o automóvel e a aldeia e seus habitantes. Nos últimos tudo é primitivo, a começar pela fome, enquanto nos primeiros – burgueses palavrosos de má consciência – a modernidade da técnica lhe aumenta o conforto. Suave descida aos infernos (atente-se na descrição da travessia da aldeia e nos comentários de Guida Sampaio) há tanta soberba e distância entre os dois passageiros e os aldeões como entre o carro e “os casinhotos de S. Romão”. [...]»

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quinta-feira, Setembro 11, 2014

Grifo



aa.vv.

s.l. [Lisboa], 1970
ed. Autores / distribuição Quadrante
1.ª edição [única]
22 cm x 16,5 cm
208 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do artista plástico Carlos Barroco
PEÇA DE COLECÇÃO
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colectânea de intervenções surrealistas (umas mais, outras menos: poesia, prosa, desenho, dramaturgia) – seguindo o modelo pioneiro de Mário Cesariny com Surrealismo Abjeccionismo (Minotauro, Lisboa, 1963) –, inclui inéditos de António Barahona da Fonseca, António José Forte (a sua homenagem ao Maio de 68 na pessoa do anarquista Daniel Cohn-Bendit), Eduardo Valente da Fonseca, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, Manuel de Castro, Maria Helena Barreiro, Pedro Oom, Ricarte-Dácio, Virgílio Martinho e, tudo orquestrando graficamente, Vitor Silva Tavares (que repetirá a fórmula no Inverno 1973-1974 com o, igualmente magnífico volume colectivo de combate, Coisas, na & etc). O vertente, então alvo de buscas policiais, circulou clandestinamente de mão em mão, vendido pelos diversos autores nos cafés, nos bares, nas redacções da resistência... Para a sua capa, chamou recentemente as atenções Pedro Piedade Marques na página electrónica Montag – By their covers: «[...] denota um olho atento do editor / grafista Vítor Silva Tavares ao que de melhor vinha de França, no caso o alfabeto criado por Roman Cieslewicz para o Guide de la Fance Mysterieuse das edições Tchou, em 1964».

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Rainhas Cláudias ao Domingo [junto com] Para já para já [junto com] As Aventuras do Major Bento



VIRGÍLIO MARTINHO
VITOR SILVA TAVARES
NELSON DE MATOS
ilustr. (respectivamente) Maria Aurélia, Rocha de Sousa e Fausto Boavida

Fundão, 1972
ed. Autores
1.ª edição
3 brochuras (colecção completa)
22,5 cm x 16,8 cm (estojo): 3 x [21,5 cm x 16 cm (brochuras)]
3 x [24 págs. + 1 folha em extra-texto]
ilustrados
impressos sobre papel cinza dito manteigueiro
acabamento com dois pontos em arame
exemplares muito estimados; miolo limpo
acondicionados num belíssimo estojo artístico de fabrico recente em tela serigrafada a negro
tiragens declaradas de 500 exemplares
todos com assinatura de posse
PEÇA DE COLECÇÃO
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Raro conjunto de publicações de carácter surrealizante, nunca posto à venda nos circuitos livreiros. A sua intensidade subversiva e a sua narrativa cultural entroncam na linha discursiva que se iniciara em 1970 na colectânea Grifo, seguindo-se-lhe o livro colectivo Coisas já nos primeiros meses de 1974. Muito semelhantes no propósito de denúncia bem humorada do país em que se vivia, e, quando louvam os mitos maiores do amor, também aí os seus modos são por igual mágicos. No plano estético, quer por via das idênticas matérias-primas “pobres” escolhidas como suporte tipográfico, quer na estrutura dos alinhamentos – um ilustrador para cada escritor –, melhor sai reforçada a interligação aduzida.

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Coisas


aa.vv.

Lisboa, Fevereiro-Março de 1974
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,5 cm x 15,4 cm
176 págs.
ilustrado
capa impressa a uma cor sobre o lado rude de cartolina duplex, sobrecapa a duas cores sobre o lado mate de papel kraft
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro editado pela casa & etc, até aí unicamente responsável por publicação periódica homónima. Dado o carácter globalmente agreste, linguagem a condizer, desenhos não menos acutilantes, e porque traz data de impressão anterior ao 25 de Abril que correu com a polícia política e a censura, foi obra que ainda se viu sujeita às técnicas de venda de mão em mão e por baixo dos balcões. Reúne intervenções escritas e ilustrações de Adelino Tavares da Silva / [Carlos] Ferreiro, António [Tavares] Manaças / Eurico [Gonçalves], Baptista-Bastos / Lud, Carlos Porto / Figueiredo Sobral, José Martins / João Rodrigues, Nelson de Matos / Ana Machado, Paulo da Costa Domingos / Gonçalo [Duarte], Pedro Oom / Lud, Virgílio Martinho / [Maria] Aurélia, Vitor Silva Tavares / Aldina [Costa].

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quarta-feira, Setembro 10, 2014

A Maravilhosa Viagem dos Exploradores Portugueses




CASTRO SOROMENHO
grafismo de Manuel Ribeiro de Pavia
fotografias de Elmano da Cunha e Costa

Lisboa, 1946-1948
Terra – Editora (até ao fascículo 9; os três últimos foram editados pelo próprio Autor)
1.ª edição
12 fascículos, ou cadernetas (completo, com todas as respectivas capilhas)
29 cm x 23,4 cm (álbum)
392 págs. + 84 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas) + 10 folhas em extra-texto (gravuras) + 1 encarte publicitário + [2 frontispícios alternativos devido à mudança de editor + 4 págs. corrigidas relativamente à impressão original]
profusamente ilustrado a cor no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
apresenta-se na raríssima forma original de comercialização*, protegido por elegante estojo de fabrico manual recente em tela crua
é o exemplar n.º 378 assinado pelo Autor
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Monteiro de Castro Soromenho (1910-1968), que foi um escritor neo-realista com fortes influências etnográficas, bebidas na sua permanência em Angola, sobretudo no interior, entre os quinze e os vinte e sete anos de idade, para além de notável prosa ficcional legou-nos algumas páginas de crónica e reflexão acerca da presença portuguesa em África. Mas, para além do registo do nosso espírito pioneiro e desbravador do continente negro – de que A Maravilhosa Viagem, em estilo de reportagem histórica, dá notícia dos relatos científicos das travessias de Capelo, Ivens, Anchieta e Serpa Pinto –, são os contos e romances de Soromenho o lugar onde melhor ele assume uma consciência crítica sobre a colonização. Tratou-se de um ganho substantivo, que levou aos caminhos do exílio esse filho de um governador colonial e ele próprio ex-funcionário administrativo; não sem antes haver participado na campanha eleitoral de Norton de Matos, em 1948, e, durante o Inverno de 1959-1960, numa conspiração que visava o derrube do regime salazarista.

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem nunca ser aparados ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; a sua conservação dentro de estojos, de que o vertente exemplar constitui modelo, é a mais correcta.

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A Expedição ao País do Oiro Branco


CASTRO SOROMENHO

Lisboa, 1944
Livraria Clássica Editora
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
232 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo em parte por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reconstituição histórico-romanesca do governo dos Rios de Sena (Angola) pelo explorador Francisco José de Lacerda e Almeida, ali chegado «ao findar do ano de 1796». Descreve Soromenho, entre outras aventuras, a gorada expedição que poderia ter sido pioneira da travessia de Angola à contra-costa levada a cabo por Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens nos finais do século XIX.

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Terra Morta


CASTRO SOROMENHO

Rio de Janeiro, 1949
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
19,3 cm x 13,4 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR MÁRIO BRAGA
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana, assinada por Adolfo Casais Monteiro:
«Terra Morta é, sem dúvida possível, o melhor romance de Castro Soromenho. A segurança, a naturalidade, a verdade humana das cenas e das figuras, a nitidez e a transparência do estilo, que são apanágio do romancista em pleno domínio da matéria que trabalha, põem esta obra num plano que raras vezes temos visto alcançado pelos nossos romancistas contemporâneos.
Não esqueço que a obra entra na categoria da chamada “literatura colonial”; pois pela primeira vez um romance português deste género se nos impõe como de categoria universal. Pela primeira vez, um romance de Angola nos dá, mais que o pitoresco, o sentido geral da contraditória humanidade da sua população, e põe, no mesmo plano de realidade, o negro, o mulato e o branco – e a natureza em que vivem os seus dramas e as suas misérias. Terra Morta é uma obra profundamente amarga, e, além de um grande romance, é um libelo – e que o seja sem prejuízo da sua alta qualidade literária não é do menos digno de admiração, tão raras vezes isso sucede. [...]»

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Terra Morta


CASTRO SOROMENHO
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [1979, segundo a BN]
Livraria Sá da Costa Editora
[4.ª edição]
20,9 cm x 13,5 cm
4 págs. + 268 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota do editor na contracapa:
«[...] Ele é o fiel e implacável retratista dos homens do interior de Angola, que tão bem conheceu, desses homens e mulheres, brancos e negros, enredados na teia de um colonialismo primitivo e bárbaro, habitantes perdidos numa Terra Morta, sem saída.»

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Calenga


CASTRO SOROMENHO
capa e ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1945
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
240 págs.
ilustrado no corpo do texto, gravuras impressas a duas cores
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
é o n.º 11 de uma «tiragem especial em papel offset de 50 exemplares, numerada e rubricada pelo Autor»
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o prosador e ensaísta Manuel Ferreira no seu Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] Caberá a Castro Soromenho (1910-1968), moçambicano de nascimento e angolano de vivência, lançar, de vez, o arranque da autêntica ficção angolana. A uma primeira fase em que é relevado o sentido do mundo social e mítico, lendário e histórico, das sociedades tribalizadas, encaradas ainda de um certo ponto de vista estático [...], sucede a análise pertinente das relações do homem negro, mestiço, branco, com a violência, a repressão, os abusos da administração, o sofrimento do homem angolano explorado, e até o desencanto existencial de alguns homens da administração colonial. [...] A figura de Castro Soromenho vai dominar os fins da década de 30 (nessa altura já em Lisboa, como jornalista) e a década de 40, até que nas décadas de 50 e 60 outros se lhe vêm associar, mas poucos são os que atingiram o nível por ele alcançado, reconhecido internacionalmente através de traduções em várias línguas e alguns estudos que foram dedicados à sua obra e personalidade literária [...].»

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Homens Sem Caminho


CASTRO SOROMENHO
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1946
Editorial Inquérito Limitada
2.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
240 págs. + 1 targeta (erratas)
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Documentos Relativos ao Apresamento, Julgamento e Entrega da Barca Franceza Charles et Georges e em geral ao engajamento de negros, debaixo da denominação de trabalhadores livres nas possessões da Coroa de Portugal na Costa Oriental e Occidental de Africa para as colonias francezas apresentados ás Cortes na sessão legislativa de 1858



aa.vv.

Lisboa, 1858
Imprensa Nacional
1.ª edição
30,6 cm x 21,5 cm
6 págs. + 250 págs. + 16 págs. + XX págs.
encadernação moderna de amador em sintético com gravação a ouro na lombada
muito pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, pequeno restauro na capa de brochura; miolo como novo, papel encorpado
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião integral de todos os documentos relativos ao incidente diplomático criado pelo apresamento do navio francês Charles et Georges, que servia de transporte de negros levados de Inhambane para a ilha da Reunião, disfarçadamente como trabalhadores livres, mas sendo de facto escravos a pedido da família francesa Routannay. Julgado e condenado o capitão, trazido o navio para Lisboa para aguardar o resultado do recurso interposto. «[...] O episódio transformou-se ràpidamente numa questão de prestígio e o governo francês acabou por ameaçar com a força para nos obrigar à libertação pura e simples do navio e do seu comandante e ainda ao pagamento duma indemnização aos interessados. [...] Um triste episódio, afinal, integrado no movimento antiescravagista, em que o mais fraco foi batido pelo mais forte, com a fácil arrogância característica do 2.º Império francês.» (Alberto Martins de Carvalho, in Joel Serrão, Dicionário de História de Portugal, vol. II, Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1979)
Em Apêndice, junta a edição «Documentos relativos á detenção, no porto do Ibo, da barca franceza Alfred».

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