domingo, março 29, 2015

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Memória de Elefante


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1979
Editorial Vega
1.ª edição
20,3 cm x 14,3 cm
152 págs.
exemplar estimado, com ligeira esfoladela na capa, mas sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro daquele que veio a tornar-se um escritor nobilitável.

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Fado Alexandrino


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras


Lisboa, 1983
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
696 págs.
exemplar em bom estado de conservação
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o livro de referência de um Autor que, sem favor, também poderia ter sido catapultado para o Nobel. A matriz ficcional inspira-se na memória traumatizada da guerra colonial em Moçambique, desenvolvendo-se num impossível exorcismo.

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Auto dos Danados


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras


Lisboa, 1985
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
324 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que lhe trouxe a atribuição do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Lobo Antunes: «[...] Da primeira vez que tive o prémio da Associação Portuguesa de Escritores, na altura era um prémio importante, recordo-me de ter lido as apreciações dos jurados e de me ter fartado de rir.» [fonte: Tereza Coelho, Fotobiografia de António Lobo Antunes, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2004]

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As Naus


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1988
Publicações Dom Quixote [co-edição: Círculo de Leitores]
1.ª edição
21 cm x 13,4 cm
248 págs.
capa de Fernando Felgueiras
no todo, em bom estado
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Fotobiografia de Tereza Coelho:
«[...] Os Descobrimentos como se fossem vistos do avesso, mostram a decadência de Portugal em todo o seu esplendor. Navegadores, reis, escritores, colonos, regressam à pátria: Pedro Álvares Cabral procura emprego e vive num quarto nojento de uma pensão com outras famílias de Angola, Gil Vicente é ourives, Vasco da Gama passeia no Guincho com o rei D. Manuel. D. Sebastião é esperado por um grupo de indigentes. Mesmo antes disso, A Portuguesa é executada em ritmo de pasodoble. [...]»

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A Ordem Natural das Coisas



ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras sobre pastel de Johannes Grützke


Lisboa, 1992
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
332 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao ilustrador Vítor Mesquita
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreveu Urbano Tavares Rodrigues, em recensão para Fundação Calouste Gulbenkian:
«É talvez o melhor romance de António Lobo Antunes. Muito bem estruturado, na linha faulkneriana de vários narradores internos, o que supõe um certo esforço por parte do leitor. A Ordem Natural das Coisas conta a história dos amores, das lutas, dos fracassos, das decadências dos membros de uma família rica, com casa apalaçada na Benfica de há mais de trinta anos. O título fala-nos das leis da Natureza que condenam à morte os seres humanos e votam ao insucesso as paixões de homens de cinquenta anos por meninas adolescentes. Não há um herói nem um fulcro de narrativa, que se tece das múltiplas histórias dos irmãos e irmãs (e do sobrinho bastardo) e ainda de outras personagens adjacentes, como o antigo mineiro semi-louco, na sua arteriosclerose adiantada, que por todo o lado abre furos com a picareta, em busca de ouro, ou do ex-agente da P.I.D.E. reduzido a expedientes de miséria. [...]»

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A Morte de Carlos Gardel


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1994
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,6 cm
394 págs.
exemplar novo, sem qualquer quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Lobo Antunes, implacável, dá-nos a conhecer uma família e os que em seu torno gravitam, num retrato árido e cruel, que leva o leitor a repensar as relações humanas num Portugal em declínio. Por contraste com a força vital do cantor argentino Carlos Gardel, cuja presença musical é recorrente, temos neste romance o retrato da frustração, do cansaço, da amargura, do tédio: «[...] o casamento no fundo é isto, duas pessoas sem alma para cozinhar e nada para dizer partilhando peúgas em detergente e frangos de churrasco. [...]».

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Exortação aos Crocodilos


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Emília Abreu
fotografia de Isabel Risques

Lisboa, 1999
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
20,7 cm x 13,5 cm
384 págs.
brochado com capa e sobrecapa
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escrevendo de um ponto de vista narrativo feminino, em que verdade histórica e ficção literária subtilmente se misturam, Lobo Antunes dá-nos os sinais de um pós-Abril com assaltos a sedes de partidos políticos e assassinatos por encomenda. Dos apontamentos do escritor (in Tereza Coelho, António Lobo Antunes – Fotobiografia, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2004):
«[...] Quatro mulheres de “crocodilos” da revolução de Abril, tomando aqui uma liberdade de expressão para bombistas, dizem o que sabem – e o que sabem é o que inventam a partir do que os homens lhes disseram [...]
[...] A história vista por quatro mulheres: por trás da história; apenas sabem dos factos por conversas escutadas apesar do cuidado dos homens, cartas, papéis, segredos roubados, nunca sabem de tudo; presumem, inventam, adivinham, suspeitam. Metade real, metade inventado, sonhos, desejos, desilusões, projectos, frustrações, esperanças, medos [...]»

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sexta-feira, março 27, 2015

O Metafísica do Sexo



JULIUS EVOLA
trad. Elisa Teixeira Pinto
revisão literária de Vitor Silva Tavares
capa de Nuno Amorim

Lisboa, 1976
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
21 cm x 15 cm
[412 págs. + 16 folhas em extra-texto] + 1 desdobrável
ilustrado em separado
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
inclui o desdobrável promocional
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] É uma obra única no seu género por considerar o sexo e a experiência sexual segundo aspectos e dimensões diversos daqueles a que se circunscreveram as actuais investigações psicológicas, sexológicas e mesmo psicanalíticas. Como o autor afirma explicitamente – uma vez que a época actual é caracterizada por uma espécie de obsessão do sexo e da mulher e dado que a psicanálise se esforçou por pôr em relevo o sexo como potência elementar obscura e subpessoal –, o seu propósito foi descobrir uma realidade do sexo não menos profunda, mas de natureza superior, transcendente. [...]»

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O Super Macho


ALFRED JARRY
trad. Luiza Neto Jorge
capa e ilust. Nuno Amorim

Lisboa, 1975
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
19,1 cm x 14,8 cm
24 págs. + 184 págs.
exuberantemente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
inclui a cinta promocional
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfred Jarry (1873-1907), de par com Rimbaud e Ducasse, veio a ser dos autores do século XIX mais acarinhados pelos absolutamente modernos surrealistas parisienses. É mesmo ele o pioneiro de um cruel humor negro inspirador de André Breton. Na vertente obra – segundo a nota editorial na badana –, «[...] Sem escabrosidade, mas igualmente sem preconceito de sentimentalismo ou subjectividade – portanto directo, puro, nu e cru – o romance de Jarry vem ao encontro de uma filosofia do amor erótico gerada pela “civilização mecânica” [...].» «O herói de O Supermacho consegue bater o record do “Índio tão celebrado por Teofrasto” de que fala Rabelais: às setenta do Índio responde com oitenta e duas seguidas no acto do amor. [...]»

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A Vida Sexual de Robinson Crusoé


MICHEL GALL
trad. G. P. Freire
capa de Jorge Cardoso

Lisboa, 1978
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
1.ª edição
20,8 cm x 13,7 cm
184 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Em 1978, numa viragem a cento e oitenta graus, está Fernando Ribeiro de Mello completamente mergulhado num trilho editorial despudoradamente ávido para o comércio sem rei nem roque. Já tanto lhe faz publicar o Hitler como o Luiz Pacheco, ou, no vertente caso, um certo escritor menoríssimo, o francês Michel Gall (mais conhecido na América como Humphrey Richardson), jornalista na Paris-Match e na Marie-Claire. Livro inicialmente saído em inglês, sob o dito pseudónimo, embora datando de 1955 só em 1963 viu as luzes de Paris no catálogo do editor Claude Tchou. Trata-se de uma narrativa erótica, que vem acrescentar ao clássico de Daniel Defoë aspectos criativos imprevistos, de zoofilia e homossexualidade. A nota de contracapa dá o tom: «Caíra a noite, envolta na tempestade. O pêlo das cabras luzindo na penumbra tornava-se excitante. Desse pequeno e compacto mundo de peles molhadas desprendiam-se quentes eflúvios que impressionavam estranhamente Robinson. De súbito, um enorme relâmpago ofuscou-as, logo se ouvindo o estampido do trovão. Uma cabra aterrorizada veio encostar a Robinson o traseiro trémulo, palpitante...» Ainda da contracapa: «3 milhões de exemplares vendidos nos E. U. A.»

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O Sexo na Moderna Ficção Científica


ISABEL MEIRELES, org., notas biog. e posf.
trad. Luiza Neto Jorge, Manuel João Gomes e Manuel Joaquim Gandra
capa e ilust. Nuno Amorim e Pedro

Lisboa, 1976
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
21 cm x 15 cm
376 págs.
subtítulo: Antologia de Autores Franceses
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A antologiadora, conhecida na esfera do surrealismo em português, apadrinha aqui um género que, ela própria, assinala como sendo uma moda... Não, evidentemente, o sexo; mas a ficção científica!

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Os Normalizados


CHRISTIAN JELEN
pref. Pierre Daix
posf. Illios Yanna Kakis
trad. Maria Guilhermina Ramalho
capa de Jorge Cardoso

Lisboa, 1978
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
20,8 cm x 14,8 cm
4 págs. + 256 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Libelo anticomunista, devidamente fundamentado. Importante no contexto de uma análise da viragem do catálogo das Edições Afrodite após o 25 de Abril. Perante esta edição – mais do que face à publicação provocatória do Mein Kampf de Adolf Hitler – Fernando Ribeiro de Mello posicionava o seu repúdio pela ascenção do Partido Comunista Português ao poder.
Da nota editorial na contracapa:
«[...] Não se trata agora da questão de abordar, uma vez mais, o socialismo soviético a partir do terror estalinista e dos grandes processos dos anos 50, dos campos de trabalhos forçados, dos asilos psiquiátricos e das depurações. Trata-se apenas da vida quotidiana de milhões de pessoas anónimas, da ausência de democracia nas empresas, do reino dos chefes pequenos e grandes, das dificuldades de abastecimento e de habitação, dos milhares de regulamentações administrativas que obrigam aqueles que são esmagados por elas a fugir à lei. Partindo destes factos, pode dizer-se que as sociedades da Europa de Leste se caracterizam concretamente pela inversão dos valores que deram origem ao movimento socialista.
Este livro faz-nos viver, impiedosamente, o que se esconde por detrás da teoria e das aparências: a deterioração das relações entre os indivíduos – violência e egoísmo sem escrúpulos tornaram-se qualidades sociais [...].»

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quarta-feira, março 25, 2015

O Non Plus Ultra | do Lunario, | e Prognostico Perpetuo Geral, | e particular para todos os Reinos, e | Provincias. | Composto por | Jeronymo Cortez, | Valenciano. | Emendado conforme o Expurgatorio da Santa | Inquisição, e traduzido em Portuguez por | Antonio da Silva | de Brito




JERONYMO CORTEZ
trad. Antonio da Silva de Brito

Lisboa, 1757
Na Officina de Domingos Gonsalves
[3.ª edição (segundo Inocêncio)]
15,1 cm x 10,3 cm
[4 págs.] + 336 págs. + [4 págs.]
subtítulo: E no fim vai accrescentado com huma invenção curiosa de huns apontamentos, e regras para que se saibão fazer prognosticos, e discursos annuaes sobre a falta, ou abundancia do anno, e hum memorial de remedios universaes para varias enfermidades
profusamente ilustrado
encadernação da época inteira de carneira com rótulo na lombada gravado a ouro
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
muito discretas rubricas de posse nos rodapés das págs. 9, 37, 115, 159, 221, 243 e 277
assinaturas de posse nas folhas-de-guarda anteriores e posteriores
PEÇA DE COLECÇÃO
270,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva cita a vertente obra na bibliografia do tradutor, sem nada adiantar acerca dele. Esclarece, entretanto, João Luís Lisboa no texto de abertura a Os Sucessores de Zacuto (Biblioteca Nacional [que possui idêntico exemplar], Lisboa, 2002):
«[...] A diferença entre um almanaque do ano e um lunário perpétuo, para além da estrutura periódica, é que o lunário perpétuo apresenta dados, seja sobre as posições dos astros, seja sobre festas móveis, de forma a que possam ser aplicados a um período mais longo que, ciclicamente, se repete. [...]»
O original castelhano é de Valência, publicado em 1594 e expurgado pela Inquisição em 1632, cuja primeira edição portuguesa data de 1703.

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Elucidário Fitológico


RAÚL D’OLIVEIRA FEIJÃO

Lisboa, 1960, 1961 e 1963 [aliás, 1964]
Editado pelo Instituto Botânico de Lisboa [vol. I com recarga (rótulo) da Livraria Progresso Editora]
1.ª edição (todos)
23,7 cm x 16,7 cm
[6 págs. + 474 págs.] + 464 págs. + 396 págs.
subtítulo: Plantas Vulgares de Portugal Continental, Insular e Ultramarino (Classificação, Nomes Vernáculos e Aplicações)
exemplares estimados, capa do vol. I manchada, lombadas com sinais da presença contínua da luz; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Arte Poetica


Q.[UINTO] HORACIO FLACCO
trad. de Cândido Lusitano

Lisboa, 1784
Na Typografia Rollandiana
3.ª edição
bilingue latim / português
19,4 cm x 12,8 cm
264 págs. + 8 págs. («Livros modernos, que se vendem em casa de Francisco Rolland, Impreffor-Livreiro em Lisboa ao Bairro Alto, na efquina da Rua do Norte»)
encadernação da época inteira de pele, com gravação a ouro e rótulo na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Há muitos séculos, que os homens dedicados às boas Artes veneram com especial respeito os Poetas do século de Augusto; mas entre todos nenhum tem reputação mais distinta, do que Horácio, e talvez nenhum tem ouvido iguais louvores, não menos de sábios modernos, que antigos. Petrónio admirou nele uma particular arte em dar às matérias, de que tratava, umas cores vivíssimas; e Quintiliano confessa, que ele é quase o único Lírico digno de se ler: porque é cheio de belezas, de variedade de figuras, e de uma felicíssima abundância de expressões nobres [...]» (grafia actualizada). Isto nos diz o nosso Cândido Lusitano no Discurso Preliminar à sua tradução e anotações para português, de uma obra que a nova geração de poetas nacionais nada perderia em tentar ler.

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Traduccion del Arte Poetica de Horacio, o Epistola a los Pisones



[QUINTO] HORACIO [FLACCO]
trad. de Fernando Lozano, padre frei


Sevilha, 1777
Manuel Nicolàs Vazquez, y Compañìa
[1.ª edição]
20,2 cm x 12,8 cm
2 págs. + 36 págs. + LXIV págs.
encadernação da época inteira de pele, mosqueada e apenas com filetes a ouro na lombada
exemplar irrepreensível considerando tratar-se de uma edição setecentista; ligeiramente aparado
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, março 24, 2015

Poesia Toda



HERBERTO HELDER

Lisboa, 1981
Assírio e Alvim
1.ª edição (na presente forma)
19 cm x 15,8 cm
652 págs.
capa de Manuel Rosa
subtítulo: 1953 - 1980
exemplar estimado; miolo limpo
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nas sucessivas formas anteriores a vertente reunião da obra poética de Herberto Helder teve os seguintes títulos: Ofício Cantante (1953-1963) e Poesia Toda (2 vols., 1953-1971), sendo que todas as edições, além de acrescidas dos novos poemas, apresentam consideráveis variantes entre si e relativamente às suas edições princeps.

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Cobra [manuscrito]






HERBERTO HELDER
capa e extra-texto de Carlos Ferreiro

Lisboa, 1977
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,5 cm x 15,3 cm
84 págs. + 1 extra-texto colado à mão na pág. 2
capa impressa a negro nas costas de cartolina de dupla face, com sobrecapa impressa 3 cores sobre kraft verde
exemplar em muito bom estado de conservação
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO ENTÃO DIRECTOR DO INSTITUTO ALEMÃO, CURT MEYER-CLASON
peça de colecção
2.000,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos raríssimos exemplares destinados apenas a ofertas nominais, com significativas emendas manuscritas do punho do Autor. Comparativamente a idênticos outros por nós consultados, apresenta variantes pontuais de versão final, o que os torna, a todos, originais autónomos da vulgar edição distribuída no mercado livreiro. À data da publicação, porque há muito de HH não se lhe conheciam inéditos, o livro foi “devorado” dos escaparates em pouco mais de uma semana. Trata-se da irradiante obra-manifesto que veio consolidar a importância deste poeta da língua portuguesa modernizada por Mário de Sá-Carneiro / Fernando Pessoa / Almada Negreiros.

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O Corpo o Luxo a Obra




HERBERTO HELDER
desenho de Carlos Ferreiro

Lisboa [aliás, Porto], 1978
& etc [aliás, Contraponto]
2.ª edição [aliás, contrafacção da 1.ª edição]
17,6 cm x 15,2 cm
24 págs. + 4 págs. em extra-texto + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel superior verde marinho
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

Zangaram-se muito. Por causa desta contrafacção. Autor, editor legítimo (Vitor Silva Tavares) e editor pirata (Luiz Pacheco). Com polícia judiciária de permeio e tudo!... E tudo por causa da assumida, por parte do legítimo, baixa tiragem e reedição para nunca, da obrinha de HH. E tudo por causa da gula invejosa do pirata. Talvez também Estela Guedes, então jornalista do Diário Popular, haja ficado um pouco agastada. Mas a todos depressa lhes passou. Estava-se em 1978, quando tudo ainda era possível. Quando tal e tanto o desleixo do pirata, que duas gralhas cantavam nas escassas 4 linhas da ficha técnica na contracapa. Faz a diferença. Entre editores.
O poema, propriamente escrito, inaugurava na casa editora & etc a colecção Subterrâneo Três, que viria a ser uma referência cultural incontornável. Sendo que o mesmo, de par com Cobra e com Flash, no contexto da obra de Helder, faziam a ponte para o futuro literário do escritor.

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Do Mundo


HERBERTO HELDER

Lisboa, 1994
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,5 cm x 15 cm
96 págs.
exemplar novo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de HH escreveu Joaquim Manuel Magalhães, outro grande poeta português do século XX (in Um Pouco da Morte, Editorial Presença, Lisboa, 1989):
«[...] Começa a ser histórico-literariamente fundamental, para a compreensão da nossa poesia contemporânea, proceder à análise da alteração de “gosto” que, nos anos 60, representou a obra de Herberto Helder. Compreender quanto ela realizou a violência de condução para outros sentidos dos sentidos que julgavam revitalizar (através de meras reformas sintácticas) a maioritária quimera da representação justiceira, em poesia, de um real exemplar para o modo como o real quotidiano tendia a organizar-se. Nesses anos 60, a escrita de Herberto Helder representa, diante do neo-realismo (à excepção de Carlos de Oliveira) e diante da fragmentação provinciana do surrealismo (à excepção de Mário Cesariny), uma revitalização afim daquela que, com as devidas diferenças, nos anos 80 do século anterior Cesário Verde representara diante do naturalismo politiqueiro de Guerra Junqueiro e das hostes tardias dos ultra-romantismos. [...]»

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Fonte


HERBERTO HELDER

Lisboa, 1998
Assírio & Alvim
1.ª edição autónoma
18,5 cm x 11,5 cm
32 págs.
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um poema revisto e autonomizado relativamente ao livro que inicialmente o integrava, A Colher na Boca (Ática, Lisboa, 1961). A vertente edição destinava-se a ofertas para promover a casa editora no meio livreiro.

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A Cabeça Entre as Mãos


HERBERTO HELDER

Lisboa, 1982
Assírio e Alvim
1.ª edição [única]
20,5 cm x 12,2 cm
48 págs.
capa do escultor Manuel Rosa
exemplar como novo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve Maria de Fátima Marinho em O Surrealismo em Portugal (Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987): «[...] a produção de Herberto Helder não se esgota nas suas ligações com o surrealismo, abrangendo uma área mais vasta que atinge entre outras a poesia experimental e concreta. É, contudo, importante ressaltar que o autor [...] é um dos casos em que o surrealismo português alcança um nível mais elevado. Talvez porque não é puro, talvez porque Herberto Helder nunca pretendeu, teoricamente, ser surrealista, mas foi, frequentemente, na prática. [...]»

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Edoi Lelia Doura – antologia das vozes comunicantes da poesia moderna portuguesa



HERBERTO HELDER, org.
capa de Manuel Rosa

Lisboa, 1985
Assírio e Alvim – Cooperativa Editora e Livreira, CRL (dir. Hermínio Monteiro)
1.ª edição [única]
26,9 cm x 17,1 cm
316 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ajustando um modelo antológico, ou organizativo, que no magazine Nova havia ficado em esboço – até pela contingência de tratar-se de uma publicação periódica datada, e não uma antologia pessoal –, o poeta Herberto Helder dá a conhecer, finalmente, aquilo que na cultura portuguesa do século XX constitui o filão do verdadeiro ouro poético. E justifica: «[...] Todo o livro vai sendo o seu prefácio, e o posfácio, a inacessível e prontamente acessível evidência. E assim quero eu pôr em escrito rápido que ele, livro, com as suas vozes comunicantes, incita quem puder a poder encontrar a razão das razões, pessoal, pessoais, e o fundamento agora inabalável de uma figura da realidade que, apenas manifesta, se torna encontrada como única. O que se faz segundo as posses dos encontros. Neste sistema de vozes não deixa a natureza que entrem outros veios: é uma clepsidra para ajuste de certas horas, porventura nocturnas, marcando a dominação e os passos de um sol negro magnificante. Fique indiscutível que é uma antologia de teor e amor, unívoca na multiplicidade vocal, e ferozmente parcialíssima. Quando os lemos lado a lado, a todos estes poetas e poemas, sabemos estarem eles entregues ao serviço de uma inspiração comum, a uma comum arte do fogo e da noite, ao mesmo patrocínio constelar. [...]»
Daqui não podemos deixar de inferir que, por exemplo, ao acaso, é inviável juntar uma Chiote, um Pires Aurélio ou um Miranda Rocha a par com contemporâneos, deles, como António José Forte, Manuel de Castro, Ernesto Sampaio, Luiza Neto Jorge ou António Gancho. E se fizermos, no vertente florilégio, o caminho ao contrário na cronologia, ainda encontraremos valores poéticos de maior peso: António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Natália Correia, Carlos de Oliveira, Vitorino Nemésio, Edmundo de Bettencourt, Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Teixeira de Pascoaes, Ângelo de Lima, Camilo Pessanha e Gomes Leal. Será justo e correcto acrescentar a este «veio» intemporal o nome do próprio Herberto Helder.

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Nova





aa.vv.
capas de António Sena

Fundão, Inverno 1975 / 76 a Outono de 1976
dir. e ed. António Paulouro, António Sena e Herberto Helder
1.ª edição [única]
2 números (colecção completa)
23,8 cm x 19,1 cm
[176 págs. + 13 cromos colados em extra-texto] + 196 págs.
profusamente ilustrados
o n.º 2 é impresso a azul sobre papel branco
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
acondicionados num luxuoso estojo artístico de confecção recente, forrado a tela com uma ágata embutida
PEÇA DE COLECÇÃO
375,00 eur (IVA e portes incluídos)

O prefácio ao primeiro volume – não assinado, mas inconfundivelmente da autoria de Herberto Helder – constitui um modelo de texto de abertura na definição de criteriosas linhas de força antológicas; pois assim, a dado passo: «[...] A justificação deste Magazine encontra-se no que o ultrapassa em simples fraternidade de poemas e desenhos. Mas essa matéria restrita era uma coisa que faltava e, apresentando-se, faz-se sinal da coisa maior que continua em falta: o encontro não ocasional, mas insistente; não parcelar, mas global; e não só diletante, mas até ao mais fundo. [...]» E como este «encontro» apela a um registo de invulgares afinidades, algo em que o segundo volume se mostra infiltrado de vulgaridades várias (basta comparar os respectivos índices), Herberto Helder descarta-se passando a pasta da direcção do magazine a António Paulouro. Embora o nome e a “anuência” do Poeta continuem por ali (no dizer de uma nota de Paulouro), ele já não está. Mas o modelo renovado de selecção inflexível, segundo Herberto Helder, vinha a caminho e iria chamar-se Edoi Lelia Doura – antologia das vozes comunicantes da poesia moderna portuguesa...
Alguns colaboradores do n.º 1: Ângelo de Sousa, António Franco Alexandre, António Tavares Manaças, Costa Pinheiro, Fiama Hasse Pais Brandão, Haroldo Campos, João Miguel Fernandes Jorge, João Pedro Grabato Dias, Joaquim Manuel Magalhães, Jorge de Sena, Júlio Pomar, Sophia de Mello Breyner Andresen, etc.
Alguns colaboradores do n.º 2: Diogo Pires Aurélio, Eduarda Chiote, Fernando J. B. Martinho, Joana Ruas, José Alberto Marques, Armando Alves, Luís Miranda Rocha, Ramiro Osório, etc., etc.

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Sulco – Revista de Cultura Político-Social



[HERBERTO HELDER]

Lisboa, II série – Ano I – n.º 2, Junho-Julho de 1965
Centro de Estudos Político-Sociais da União Nacional (C.E.P.S.)
ed. Virgílio Cruz
22,5 cm x 15,4 cm
168 págs. (numeração contínua: págs. 121 a 288)
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

A curiosidade deste número isolado desta revista de extrema-direita reside no facto de aí figurar uma tradução de Herberto Helder, o artigo «Julgamento de um jovem poeta russo – o processo de Josef Brodsky». Entre o declínio habitual neste tipo de imprensa, assinado por gente retrógada como, por exemplo, Lumbrales, Rodrigues Cavalheiro ou João Ameal, ergue-se, traduzido da revista inglesa Encounter, o «relato quase integral das duas sessões que constituíram o julgamento, efectuado em Fevereiro e Março de 1964», que se saldou na condenação do dito escritor russo «à pena de cinco anos de trabalhos forçados». Na União Nacional devem ter rejubilado com uma peça de tal jaez anticomunista...
Iosif Aleksandrovich Brodski (1940-1996), poeta e ensaísta discípulo de Anna Akhmatova, viu-se envolvido por uma denúncia jornalística que classificava os seus versos como «pornográficos» e «anti-soviéticos», o que levou as autoridades policiais a interná-lo num manicómio e, posteriormente, a condená-lo em tribunal por «parasitismo». A importância que o protesto contra o seu aprisionamento ganhou para cá da Cortina de Ferro, apesar de não ter abalado o regime totalitário russo, culminou na comutação dessa pena.

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Herberto Helder – Poeta Obscuro



MARIA ESTELA GUEDES
capa de Vitorino Martins

Lisboa, 1979
Moraes Editores
1.ª edição
22,9 cm x 16,1 cm
244 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de uns artigos avulso ao sabor das vagas editoriais disponíveis numa imprensa sucessivamente dominada pelo frentismo neo-realista, depois pelo academismo estruturalista e finalmente pela parvoíce da comunicação de massas pós-Abril, na época áurea de Estela Guedes cronista no Diário Popular, nenhum exercício ensaístico mais profundo alguma vez havia sido dado a público no tocante à obra de um dos maiores poetas nacionais da segunda metade do século XX. É este Poeta Obscuro, soprado pelos “lares” a Maria Estela Guedes, a primeira tentativa nesse sentido: mostrar como é que o que fica por cima é igual ao que fica por baixo, e como os deuses, não obstante, nem sempre escrevem por linhas tortas.

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Poemas Ameríndios


[HERBERTO HELDER, versões]
capa de Ilda David

Lisboa, 1997
Assírio & Alvim
1.ª edição
19,9 cm x 14 cm
120 págs.
subtítulo: Poemas Mudados para Português
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto de abertura do livro O Bebedor Nocturno de Herberto Helder (Portugália Editora, Lisboa, 1968):
«[...] Quanto a mim, não sei línguas. Trata-se da minha vantagem. Permite-me verter poesia do Antigo Egipto, desconhecendo o idioma, para o português. Pego no Livro dos Mortos, em inglês ou francês, e, ousando, ouso não só um poema português como também, e sobretudo, um poema meu. [...] O meu labor consiste em fazer com que eu próprio ajuste cada vez mais, ao meu gosto pessoal, o clima geral do poema já português: a temperatura da imagem, a velocidade do ritmo, a saturação atmosférica do vocábulo, a pressão do adjectivo sobre o substantivo.
Uma pessoa pergunta: e a fidelidade? Não me sinto infiel. É que procuro construir o poema português pelo sentido emocional, mental, linguístico que eu tinha, sub-reptìciamente, ao lê-lo em inglês, francês, italiano ou espanhol. Como fidelidade, convenhamos, é bizarramente pessoal. Mas não há fidelidade que não seja pessoal. [...]»

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As Magias


[HERBERTO HELDER, versões]
capa de António Lobo sobre fotografia de Jorge Molder

Lisboa, 1988
Assírio & Alvim
2.ª edição
18,5 cm x 11,6 cm
64 págs.
exemplar como novo
inclui cinta editorial
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do terceiro conjunto de “traduções” de Herbeto Helder, este anteriormente publicado numa editora independente, a Hiena.

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O Patinho Feio e outros contos


[HANS-CHRISTIAN] ANDERSEN
trad. Herberto Helder
ilustrações de Jean-Léon Huens

Lisboa, s.d.
Editorial Verbo
1.ª edição
30,5 cm x 23,1 cm (álbum)
32 págs.
profusamente ilustrado a cor no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no verso da primeira folha-de-guarda
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Contos


HANS-CHRISTIAN ANDERSEN
trad. Elvira Taveira e Herberto Helder

Lisboa, 1964
Editorial Verbo
1.ª edição
18,4 cm x 14,7 cm
164 págs.
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela infanto-juvenil, de um autor que é a matriz do género na literatura europeia.

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Veloz Como o Vento


GINE VICTOR LECLERQ
trad. Herberto Helder
capa de José Antunes

Lisboa, 1967
Editorial Verbo, Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 14,7 cm
204 págs. + 10 págs. (pub. editora) + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a preto e a cor, no corpo do texto e em separado
cartonagem editorial
exemplar como novo
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela juvenil, apenas de interesse bibliófilo. Garantidamente vertida para a língua portuguesa de um dos nossos maiores poetas de sempre.

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sexta-feira, março 20, 2015

Homenagem a Fernando Pessoa


CARLOS QUEIROZ

Coimbra, 1936
Edições «Presença»
1.ª edição
19,4 cm x 14,5 cm
52 págs.
subtítulo: Com os excerptos das suas cartas de amor e um retrato por Almada
encadernação inteira em sintético com gravação a ouro na lombada
não aparado, conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
tiragem limitada a 500 exemplares
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne o breve volume – que é das primeiras referências intelectuais logo após a morte do poeta – uma palestra lida pelo poeta Carlos Queirós (1907-1949) aos microfones da Emissora Nacional, um artigo surgido anteriormente na revista presença, e algumas passagens de cartas de amor dirigidas por Fernando Pessoa (1888-1935) a Ofélia Queirós, irmã de Carlos Queirós.

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“Orpheu” – Revista Trimestral de Literatura [junto com] Orpheu 3 (Povas de Página)





a) Lisboa, Janeiro-Fevereiro-Março, Abril-Maio-Junho de 1915
dir. Luiz de Montalvôr e Ronald de Carvalho [n.º 1], Fernando Pessôa e Mario de Sá-Carneiro [n.º 2]
ed. Antonio Ferro
Typografia do Comércio
b) Porto, 1983
Edições Nova Renascença (José Augusto Seabra)
1.ª edição (todos)
3 números em 2 volumes (colecção completa)
27,8 cm x 21,5 cm (estojo): 25 cm x 17 cm (n.os 1 e 2, enc.) + 26,5 cm x 21 cm (n.º 3, br.)
[4 págs. + 84 págs.] + [4 págs. + 80 págs. + 4 extra-textos em dupla página (couché)] + [VIII págs. + 64 págs.] (numeração contínua)
a) encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada com nervuras igualmente pontuadas a ouro e filetes nos remates do corte da pele nas pastas; aparo de acerto e carminado apenas à cabeça; conserva todas as capas de brochura
b) brochura
exemplares em bom estado de conservação, pequeno restauro no bordo inferior da capa do n.º 1; miolo limpo, o n.º 3 está como novo
acondicionados em elegante estojo próprio de confecção recente
PEÇA DE COLECÇÃO
3.800,00 eur (IVA e portes incluídos)

Disse Almada Negreiros (Orpheu 1915-1965, Ática, Lisboa, 1993), em memória da criação da revista: «[...] De mais extraordinário não vejo senão que tenha sido um movimento os nossos encontros pessoais entre companheiros de revista.
[...] Até este momento nada mais disse que “Orpheu” tinha sido o nosso encontro actual das letras e da pintura. É tudo o que queria ter dito. A continuar seria isto mesmo no resultado do “Orpheu”. Nenhuma geração post “Orpheu” se acusa no da pintura não separada do seu encontro com as letras. “Orpheu” continua. [...]
O selo do “Orpheu” era a modernidade. Se quiserem, a vanguarda da modernidade. A nossa vanguarda da modernidade. [...]»

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Poemas Inéditos Destinados ao n.º 3 do «Orpheu»



FERNANDO PESSOA
prefácio de Adolfo Casais Monteiro
retrato inédito por Rodriguez Castañé
vinhetas na capa de Fernando Azevedo

Lisboa, 1953
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
26 cm x 19,6 cm
28 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso sobre papel de algodão
com sobrecapa
é o exemplar n.º 47 da tiragem especial de 60 exemplares assinados pelo poeta Adolfo Casais Monteiro
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aqui se junta toda a colaboração de Pessoa conhecida que se destinava ao terceiro volume da revista Orpheu, nunca vinda a lume na forma que os seus editores lhe haviam conferido – só anos muito mais tarde será publicado o fac-símile de um conjunto das respectivas provas tipográficas. Como diz Casais Monteiro no vertente Prefácio, «[...] O principal interesse de “Orpheu 3” reside no poema “Para além doutro Oceano”: assina-o C. Pacheco, o qual não é senão um heterónimo de Fernando Pessoa, do qual não se conhece outro sinal de vida senão estas “notas” – pois assim vem designado em sub-título. [...]»

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quarta-feira, março 18, 2015

Mundo Português





aa.vv.
pref. Eduardo Brasão
discursos de Duarte Pacheco e Augusto de Castro
mapa de Fred Kradolfer
grafismo de Manuel Lapa
[texto de Gustavo Matos Sequeira, fotografias de Amadeu Ferrari,  A. Santos d’Almeida Jr., Carvalho Rodrigues, Fernando Vicente, Horácio Novais, João Martins e Mário Novais *]

Lisboa, s.d. [1956]
Edições S.N.I.
1.ª edição
37 cm x 29 cm (álbum)
236 págs. (não numeradas, algumas com 23 policromias coladas) + 1 vegetal impresso em extra-texto + 3 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Imagens de uma Exposição Histórica
profusamente ilustrado a negro e a cor
impresso sobre papel superior encorpado
encadernação editorial em imitação de pergaminho gravado a ouro na pasta anterior, com sobrecapa impressa a cor
exemplar em bom estado de conservação, sobrecapa com pequenas esfoladelas restauradas (protegida com polyester não ácido); miolo impecável
PEÇA DE COLECÇÃO
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do mítico álbum fotográfico documentando o que foi a Exposição do Mundo Português em 1940 e a sua orgia de propaganda nacionalista. Livro publicado volvidos dezasseis anos após o evento – durante a exposição 30 Anos de Cultura Portuguesa –, destinava-se, tal como diz a sua epígrafe, «Aos filhos dos que viram [...] para que também a vejam». Embora hoje possamos aferi-lo a uma outra luz, sob um juízo destemido, como, por exemplo, o da professora Margarida Acciaiuoli no seu minucioso estudo Exposições do Estado Novo 1934-1940 (Livros Horizonte, Lisboa, 1998):
«[...] Se o pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris (1937) traduziu um assentimento quase acrítico dos termos em que o regime estipulara a colaboração artística, a exposição do “Mundo Português” irá ratificar a não inocência dessa formulação, penalizando os artistas pela sua acomodação e afogando os arquitectos em referências históricas ou responsabilidades oficiosas que abafariam grande parte do fulgor que, no princípio da década de 30, parecia prometer uma importante viragem. [...]»
Acciaiuoli referirá ainda a importância da recepção do evento na ficção humorística, o modelo jocoso da palavra clandestina passada de orelha a orelha debaixo dos basbaques patrióticos, e da qual alguns romances de Armando Ferreira patenteiam o género.

* Fonte: António Sena, História da Imagem Fotográfica em Portugal – 1839-1997, Porto Editora, Porto, 1998.

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