segunda-feira, junho 29, 2015

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Uma Família de Atenas


ANDRÉ KEDROS
trad. António Redol
capa de Carlos Rafael

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
19,5 cm x 14,2 cm
348 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Uma família cuja vida é o espelho da vida de muitas outras famílias; uma família que tateia o caminho da vida estável e feliz, e que, como se sobre ela pesasse uma condenação irremediável, sofre, desilude-se e dilacera-se nos espinhos do seu próprio caminho. São destinos que se cumprem num clima de tragédia, vidas que na negra noite do presente, procuram a luz futura. E tudo se passa na Grécia, banhada de sol, de claridade pura, de acolhedora paisagem. [...]»

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Resumo da Ciência do Brasão



RENÉ LE JUGE DE SEGRAIS
trad. Ruy Travassos Valdez

Lisboa, 1951
Livraria Bertrand
1.ª edição
25,3 cm x 18 cm
144 págs. + 2 folhas em extra-texto, uma das quais dupla
profusamente ilustrado a preto e a cor, no corpo do texto e em separado
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar estimado, capa com alguma sujidade e restauro na contracapa; miolo irrepreensível
é o n.º 470 de uma tiragem limitada a 520 exemplares
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante tratado de heráldica francês.

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Real Gymnasio Club Portuguez sob a protecção de Suas Magestades El-Rei o Senhor D. Luiz 1.º e a Rainha a Senhora D. Maria Pia



Lisboa, 1889
Typ. e Lth. a Vapor da Papelaria Progresso
1.ª edição
15,8 cm x 11,1 cm
2 págs. + 32 págs.
subtítulo: Estatutos
ilustrado
elegante encadernação recente de amador em tela e papel de fantasia
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A História de Angola Através dos Seus Personagens Principais


MARTINS DOS SANTOS

Lisboa, 1967
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
22,9 cm x 16 cm
480 págs. + 44 págs. em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse de D. Vasco Cabral da Câmara [Belmonte] à cabeça da pág. 17 e, no ante-rosto, dedicatória do seu sogro Manoel [de Lancastre de Araújo de Bobone]
105,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Rubáiyát



OMAR KHAYYÁM
trad. Edward FitzGerald [1858]
ilust. Joseph Low

Cleveland – Nova Iorque, 1947
The World Publishing Company (Cleveland, Ohio)
1.ª edição [na The World Publishing Company]
19,4 cm x 13,1 cm
112 págs.
profusamente ilustrado
todas as páginas impressas a duas cores
encadernação editorial em tela encerada gravada a vermelho e ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O volume baseia-se na 4.ª edição, considerada a melhor que Fitzgerald deixou dos quartetos do poeta Omar Khayyám. Para o Ocidente, foi sempre esta tradução inglesa a de referência, que serviu de suporte às que depois foram surgindo noutras línguas; até a tradução de Fernando Pessoa daqui parte.

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Robaïyat



OMAR KHAYYAM
pref. Ali Nô-Rouze
trad. Franz Toussaint
ilust. Paul Zenker

Paris, 1925
L’Édition d’Art H. Piazza
s.i.
15,6 cm x 11,1 cm
XIV págs. + 88 págs. + 20 folhas em extra-texto (10 gravuras + 10 folhas-de-guarda legendadas)
profusamente ilustrado em separado, tem todas as páginas decoradas com capitulares e vinhetas supostamente alusivas à cultura persa
impresso a cor sobre papel superior creme
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O seu prefaciador, nesta edição, considera-o um «desesperado que se mascara atrás do sorriso», cuja «serenidade magoada conseguiu à custa de grande esforço e dor», que se traduz numa poesia minimal de extrema clareza e concisão filosófica.

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Robaiyat


OMAR KHAYYAM
trad. do persa por Franz Toussaint
pref. Ali Nô-Rouze
ilust. (frontispício) P. [Paul] Zenker

Paris, 1951
L’Édition d’Art H. Piazza
75.ª edição
16,3 cm x 11,3 cm
6 págs. + VIII págs. + 176 págs.
profusamente ilustrado, tem todas as páginas com vinhetas alusivas à cultura persa
miolo impresso a duas cores
gravura de Zenker em policromia
encadernação recente em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Comunidade


LUIZ PACHECO

s.l. [Lisboa (seg. BNP)], 1970
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição (na forma tipográfica)
21,9 cm x 16,4 cm
28 págs.
acabamento com dois pontos em arame
impressão a roxo sobre papel dito “manteigueiro”
exemplar da tiragem comum, estimado, discreto restauro na folha exterior; miolo irrepreensível
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirma Vitor Silva Tavares no caderno que acompanhava e constitui parte integrante da tiragem especial desta edição de Comunidade, sob o título 2 Textos à Pressão:
«[...] a Comunidade (tudo isto e mais a emoção elegíaca, o impulso de um humanismo proposto sem fronteiras) é uma obra-prima. Tem a força de um murro bem dado (com moral e músculo) na cobardia, no conformismo, na ronha de quem se joga na vida com trunfos menores – afinal, todos ou tantos de nós (Pacheco incluído, que português e à pedincha); só que o Pacheco traz outra embalagem (a sua biografia é uma caótica, acidentada viagem ao fundo da noite [...]), só que o Pacheco despudorou-se, desinibiu-se, ganhou(-se) a autoridade da coerência entre o acto e a palavra, garantiu(-se) o direito de falar – isto é, de ser como é, autêntico, incómodo, infantil e sábio. [...]»

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Carta-Sincera a José Gomes Ferreira com uma Nota do Autor por Causa da Província


LUIZ PACHECO

Lisboa, s.d. [1959]
A Antologia em 1958 (ed. Mário Cesariny de Vasconcelos)
1.ª edição
18,6 cm x 13,2 cm
44 págs. + 1 folha em extra-texto
dístico: «Do polo fixo: onde inda se não sabe que outro “clerc” comece ou mundo acabe»
composto em Bodoni e impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura e carimbo de posse no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incluído nesta colecção surrealista publicada pelo pintor / poeta Mário Cesariny, o ainda editor de surrealistas e abjeccionistas Luiz Pacheco sugere aqui, com inusitada verve e o correcto estilo literário, ao já então grande poeta José Gomes Ferreira que se deixe de «croniquetas» nos periódicos, isto a propósito de certa coluna jornalística – «À Porta da Livraria» – que este alimentava no Ler: «[...] elas têm estilo lá isso têm e não é mau. Mas ó diacho! é o estilo dos poemas, é a imagética dos poemas, é o vocabulário dos poemas, é tudo dos poemas! E então ficamos preocupados e um tudo-nada suspeitosos: os corvos de névoa, pântanos de cinzas, séculos de musgo, as chagas de grilhetas, verdades de punhal, criptas de morcegos, soluços de chicote, sonâmbulos de trapos, lençois de êxito, horizontes moles, chicotes de unhas, cidades de fome, luar dos ossos, dentes do coração, cabelos dos charcos, lágrimas de areia que criavam tão forte ambiente também servem para falar de porcarias do Chiado?!... então o Poeta não dá poemas e dá isto?! é então isto que o preocupa agora? e o resto? as lágrimas dos outros? o mundo dos outros? José Gomes Ferreira pode estar a escrever em casa um, dois, três livros de poemas ou seja o que for óptimos, sublimes. Não sei, não tenho nada com isso, ainda que me interessasse sabê-lo. O que não pode é entretanto mostrar ao público as plumas negras que tinha no lixo do saguão. Mais vale estar calado. [...]»

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Literatura Comestível


LUIZ PACHECO
fotografia de Armando Vidal

Lisboa, 1972
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 13,6 cm
168 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne alguns dos textos de crítica croniqueira mais virulentos, exercitando um estilo que, aqui, o Autor derrama por cima de valores culturais como sejam Figueiredo Sobral, João Gaspar Simões, Fernando Namora ou Mário Braga. Na época em que o livro veio a lume, muitos finórios da escrita que por cá andavam iam logo a correr à primeira livraria que se lhes deparava comprar o voluminho, aflitos, não fosse o nomes deles ter sido alvo da “pachecal” verrina. Bons tempos!

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Textos Malditos



LUIZ PACHECO
capa e ilustrações de Henrique Manuel

Lisboa, 1977
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
1.ª edição
20,9 cm x 14,8 cm
168 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Luiz Pacheco não terá apreciado o resultado final desta edição, até porque entre a data de assinatura do contrato editorial (Maio de 1974, ver Pedro Piedade Marques, A Última Sessão – A Edição dos Textos Malditos de Luiz Pacheco, Montag, 2012) e a data em que o conjunto de Textos Malditos apareceu finalmente nas livrarias já o editor Ribeiro de Mello, afirmando o seu anticomunismo primário, desatara a editar livros de extrema-direita, autores como Hitler ou Julius Evola. E, para opositor a um hipotético totalitarismo então nascente, também não era preciso ser-se tão reaccionário – como, aliás, a História veio demonstrá-lo... Para já, o que se sabe de fonte segura é que existe um exemplar do vertente livro todo riscado pelo autor, com emendas manuscritas de rejeição de certas opções editoriais e índice de entrada de novos textos, sem dúvida destinado a uma reedição (noutro editor), e que nunca chegou a efectivar-se.

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O Caso do Sonâmbulo Chupista

LUIZ PACHECO

Lisboa, 1980
Contraponto
1.ª edição [única]
29,8 cm x 21,2 cm
8 págs. [2 fólios encasados sem costura]
exemplar em bom estado de conservação, apenas com persistente vinco de dobragem
folheto sem distribuição comercial: «Distribuído mão-a-mão (forçosamente)», segundo o cólofon
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rosto paginado ao estilo das publicações surrealistas A Antologia em 1958, com o seguinte dístico: «Vergílio Ferreira. Fernando Namora. Vergílio Namora. Fernando Ferreira. Aparição. Domingo à Tarde. Aparição à Tarde. Domingo de Aparição.»
Denuncia Luiz Pacheco um desenrascado plágio de Namora. Com introdução e conclusões condignas, situando os dois romances distintos de dois distintos autores na respectiva cronologia e nos interesses que terão movido Namora a passar a perna a Vergílio Ferreira.
«[...] Vergílio Ferreira publica em fins de 1959 o romance Aparição, concorre e obtém o Prémio Camilo Castelo Branco de 1960. Concorrente também, com a narrativa Cidade Solitária, Fernando Namora vê-se preterido, numa arreliadora posição de subalternia, relativamente ao seu companheiro de geração e amigo íntimo. É opinião unânime, sondagens insuspeitas, que Namora não é um ambicioso, um invejoso, mafioso, vaidoso; não é um perdigoto e velhaquete; não pequenote, não morenote, zote. Mas ele há coisas que doem. Deixam cicatrizes fundas. Além desse desaire, Namora tem um frio intenso desejo: ganhar o Prémio José Lins do Rego. Namora trabalha numa anedota, tão pateta e lacrimejante como o famigerado Love Story, de Erich Segal. Precisava dar-lhe um, como diremos?, toque existencial, "o sopro existencial", "entrando assim no tema ontológico que o existencialismo trouxera entretanto à tona da maré". O neo-realismo estava a ficar muito visto... mas, um estilo assim a modos que ontológico, não se improvisa de supetão. Sartre e Camus, Malraux, Heidegger, Chestov, Kierkegaard, Jaspers, Merleau-Ponty não se lêem, aspiram, rastrejam sem afincado estudo. Como desenrascar-se? Havia prazos regulamentares a cumprir para o almejado Prémio Lins do Rego. O Leitor, suspicaz, cogitará que o êxito retumbante de Aparição, teria apontado a Namora o melhor caminho, o mais fácil. O processo expedito, talvez infalível, era a prata da casa, tão à mão; rapar do romance de Vergílio Ferreira uma data de coisinhas giras, metê-las à má-fila, mesmo a martelo, na obrinha que não andava nem desandava. Tinha de despachar o origi¬nal (?!) para Livros do Brasil. O estilo de Namora, frouxo e tedioso, ia ser borrifado, embutido, dopado com requintes formais, mimos criativos do Vergílio. Que se lixasse! os amigos são para as ocasiões. [...]»

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A Minha Mulher


ANTON TCHEKOV
trad. Luiz Pacheco
capa e ilust. Luís Filipe [Abreu]

Lisboa, s.d. [1962, seg. BNP]
Editorial Inquérito, Lda.
1.ª edição
16,8 cm x 12,4 cm
120 págs.
ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das primeiras, e raras, traduções do escritor Luiz Pacheco. Não terá sido do russo, terá sido por interposta língua, o francês necessariamente; é, sem dúvida, um bom texto na língua de chegada.

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Os Mujiques


ANTON TCHEKOV
trad. Luiz Pacheco
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, s.d. [1966, seg. BNP]
Editorial Inquérito Limitada
[1.ª edição]
19,2 cm x 12,6 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, junho 25, 2015

Ver

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS
capa, notas e pref. de Lima de Freitas

Lisboa, 1982
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
24,2 cm x 22,1 cm
280 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar como novo
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de cadernos, a maioria então ainda inéditos, que completam quanto Almada já tinha dado a conhecer, em 1948, na brochura Mito – Alegoria – Símbolo. Trata-se de uma portentosa reflexão em redor da «geometria simbólica, a numerologia e a organização dos mitos. [...]
Com efeito, conviria desde já tornar claro que o conjunto de textos que formam este volume constitui, a nossos olhos, não apenas uma das páginas mais inteligentes e cativantes da moderna literatura portuguesa – inteligentemente bela e cativantemente inteligente – como também um documento, praticamente único no seu género, de um pensamento de raiz artística que parte à procura da significação do universo e do homem através da inteligência e decifração das formas e dos sinais, o qual, pela vivíssima originalidade, pela visão criadora que o percorre e pela coerência interna da sua reflexão ocupa um lugar de privilégio na cultura ocidental. [...]»

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Deseja-se Mulher



JOSÉ DE ALMADA-NEGREIROS

Lisboa, Maio, Junho e Julho de 1959
Tempo Presente – Revista Portuguesa de Cultura (ed. José Maria Alves)
1.ª edição
apenas os 3 fascículos da revista que incluem a peça teatral de Almada
23 cm x 16 cm (fascículos) / 24,1 cm x 16,6 cm (estojo)
116 págs. + 100 págs. + 100 págs.
subtítulo: Espectáculo em 3 actos e 7 quadros
ilustrado
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
acondicionados em estojo artístico de manufactura recente
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

O texto de Almada encontra-se impresso sobre papel azul, situando-se entre as págs. 65-80 do n.º 1, as págs. 61-72 do n.º 2, e as págs. 57-68 do n.º 3. Vítor Pavão dos Santos alude às circunstâncias que envolveram a criação e, muito mais tarde, a edição da vertente obra teatral (ver Almada [catálogo], Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1984):
«[...] foi lá [em Madrid], estimulado talvez por um clima de intensa criatividade, que escreveu o seu melhor teatro, e em espanhol, segundo conta, para ali ser levado à cena. Trata-se fundamentalmente do tríptico El uno, tragedia de la unidad, constituído por Deseja-se mulher (1927-1928), em que procura apresentar “o indivíduo separado da colectividade, a pessoa humana diante de um caso pessoal”, e S.O.S. (1928-1929), que mostra “a colectividade sofrendo o inevitável atrito de cada um dos seus indivíduos”.
Teatro dito de comunicação imediata, Deseja-se mulher, que Almada viria a considerar “o meu melhor exemplo”, “onde toda a acção está constantemente negada”, é o seu melhor texto teatral, fluindo numa linguagem viva e nova, poética e misteriosa, coloquial e apaixonante, onde solidão e amor, simbolizados na fórmula 1 + 1 = 1, se rodeiam de certo humor, por vezes pitoresco, criando um clima moderno, modernista até, mas sempre forte e nunca gratuito.
Publicada em 1959, com belos e depurados apontamentos para a cenografia, a peça só foi representada em 1963, numa encenação de Fernando Amado, com os elementos cénicos de Almada transpostos pesadamente para o palco por Vitor Silva Tavares, na Casa da Comédia, onde a peça voltaria, em 1972, em encenação imaginativa de Fernanda Lapa – que fora a “Vampa” na criação – desenhada por Carlos Amado. [...]»

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Almada – o Escritor, o Ilustrador [catálogo]


MANUELA RÊGO, coord.
JOÃO RUI DE SOUSA
MARIA TERESA ARSÉNIO NUNES
VASCO DE CASTRO
ANTÓNIO PEDRO VICENTE

Lisboa, 1993
Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro
1.ª edição [única]
24 cm x 17,1 cm
356 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, junho 24, 2015

No Mundo dos Homens




EDUARDO MALTA

Lisboa, 1936
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19 cm x 13,7 cm
200 págs.
encadernação coeva inteira de pele elegantemente gravada a ouro nas pastas, na lombada e nas seixas, com o selo «Encadernação Palhares, L.da»
conserva as capas de brochura
aparado e dourado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO ENTÃO MINISTRO DAS COLÓNIAS ARMINDO MONTEIRO
ostenta no verso da pasta anterior selo de entrada em biblioteca particular
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Aviso com que o pintor Eduardo Malta (1900-1967) antecede o seu romance:
«Nêste livro conta-se, combatendo-a, a má educação amorosa da mocidade masculina portuguesa. E assim, sendo um livro moral, tem algumas páginas impróprias para menores.»

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O Palhaço Francês





MARIA HELENA
ilust. Eduardo Malta

Lisboa, 1927
Edição da Emprêsa Diário de Notícias
1.ª edição
20 cm x 14,5 cm
64 págs.
profusamente ilustrado a preto no corpo do texto
é o n.º 7 da Biblioteca dos Pequeninos
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo
os desenhos das págs. 7, 9 e 11 encontram-se coloridos a lápis
valorizado pela dedicatória da Autora ao «[...] Senhor Doutôr Joaquim Manso, ilustrissimo directôr do “Diario de Lisbôa” com a mais alta consideração e respeito [...]»
assinaturas de posse, no frontispício e na capa, de Maria Teresa Bordalo Pinheiro (Mitu), sobrinha-neta de Rafael Bordalo Pinheiro
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Maria Helena Vaquinhas de Carvalho notabilizou-se discretamente com, pelo menos, dois prémios literários atribuídos pelo Estado Novo, a saber: Emissora Nacional, 1948 (concurso de poesia lírica); Secretariado Nacional da Informação, 1958 (concurso de conto).

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O Palhaço Francês



MARIA HELENA
ilust. Eduardo Malta

Lisboa, 1927
Edição da Emprêsa Diário de Notícias
1.ª edição
20 cm x 14,5 cm
64 págs.
profusamente ilustrado a preto no corpo do texto
é o n.º 7 da Biblioteca dos Pequeninos
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Princípio de Utopia, o Princípio de Realidade Seguidos de Ana Brites, Balada Tão ao Gosto Popular Português & Vários Outros Poemas


ALEXANDRE O’NEILL
capa de José Escada
grafismo de Fernando Cerqueira

Lisboa, 1986
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 14,9 cm
32 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um livro tardio, editado já depois das duas reuniões de Poesias Completas (1982 e 1984), que o mercado livreiro justamente absorvera apesar da péssima distribuição que sempre caracterizou a Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Conjunto de inéditos patenteando, uma vez mais, o sarcasmo característico deste poeta ex-surrealista. Por exemplo:

«O conta-orgasmos registara várias centenas naquele ano.
Micas disse um dia peremptória:
A-CA-BOU-SE.
Fiquei triste. Onde diabo iria eu desencantar um orgasmo como o da Micas?
Era um orgasmo que se saía por inteiro,
com quedas de unhas de pés, dentadas e outros gestos acessórios.
Era um orgasmo lindo, o da Micas!
Mas como o amor é coisa mental, algo sucedera na mente da Micas.
Pus-me a cogitar. A Micas, provavelmente, sentia-se abusada, sentia que os orgasmos eram contra ela.
Uma ideia mesmo de mulher.
A Micas queria, se calhar, sentimento.
Exactamente o que eu não lhe podia dar, ou melhor:
Podia dar-lhe sentimento mas sob a forma prazenteira de um orgasmo. [...]»

E aqui está a melhor definição, se bem que pouco académica, da poesia satírica de O’Neill: nada de etéreos sentimentalismos, triunfo «prazenteiro» do prazer.

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Tomai Lá do O’Neill!


ALEXANDRE O’NEILL
selecção e prefácio de Antonio Tabucchi
fotografias de Alexandre Delgado O’Neill

Lisboa, 1986
Círculo de Leitores
1.ª edição
24,5 cm x 16,1 cm
296 págs.
cartonagem editorial com falta da sobrecapa, folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o n.º 5.809 de uma tiragem não declarada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que o escritor italiano Antonio Tabucchi nos apresenta revertida, dos poemas mais recentes para os mais antigos. Esplendor da palavra surrealista, que, não deixando de o ser, surge em O’Neill liberta da ortodoxia. As reproduções fotográficas, da autoria do filho do poeta, vão pontuando os principais núcleos temáticos da escrita do pai.

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Entre a Cortina e a Vidraça

ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,9 cm x 20,5 cm (oblongo) + Ø 17,5 cm
72 págs. + 1 disco de vinyl (45 r.p.m.)
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível; disco como novo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemas do centro urbano, e cosmopolita!, repassados de um agressivo sarcasmo muitas vezes – segundo a crítica encartada – alusivo ao grande Nicolau Tolentino. Esta é das fáceis; que O’Neill, ele mesmo, assiduamente compilou, ou antologiou, ou somente fez arrumação em livro, da obra do poeta setecentista. Mas O’Neill foi mais longe, como escritor que em primeira mão trouxe para Portugal, e a outros deu a ler, um exemplar da Histoire du Surréalisme de Maurice Nadeau. Leiamo-lo, «Pois*»... ao O’Neill:

«O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do míni
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções.

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.»

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Pássaros de Asas Cortadas


LUÍS FRANCISCO REBELO
ARTUR RAMOS
STTAU MONTEIRO
ALEXANDRE O’NEILL
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1963
Prelo, Sociedade Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
144 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA E ASSINADA PELOS QUATRO AUTORES
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pássaros de Asas Cortadas


LUÍS FRANCISCO REBELO
ARTUR RAMOS
STTAU MONTEIRO
ALEXANDRE O’NEILL
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1963
Prelo, Sociedade Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
144 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do guião cinematográfico do filme realizado por Artur Ramos com base na peça teatral homónima de Francisco Rebelo. Apesar de a estreia da película ter ocorrido sem sobressalto, no Coliseu do Porto – não sem haver sofrido vastos cortes de censura prévia –, o livro veio a ser proibido e apreendido pela polícia. Quanto ao filme, marca o início daquilo que por cá, decalcado de uma fórmula estética francesa, ficou conhecido por “cinema novo”.

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O Ano Passado em Marienbad


ALAIN ROBBE-GRILLET
[Alain Resnais]
trad. Serafim Ferreira

Lisboa, 1967
Início
1.ª edição
20,9 cm x 14,1 cm
164 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do jornalista Jorge Lima Alves no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto concebido, desde logo, como guião cinematográfico, é um dos modelos de economia de meios literários posta ao serviço de um filme seco, que retrata o vazio existencial de uma burguesia ociosa, (sempre) em férias, algures num hotel cujos apontamentos arquitectónicos barrocos nos interiores contrastam com o corte depurado dos jardins circundantes. Do mesmo modo que toda a acção (ou inacção) está expressa nas falas dos actores, assim o próprio cenário e os seus sóbrios objectos assumem o valor de verdadeiros personagens da trama narrativa. Trata-se, talvez, do mais feliz encontro entre o nouveau roman e o nouveau cinéma franceses.

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No Labirinto


ALAIN ROBBE-GRILLET
trad. Alberto Sampaio
capa do pintor Espiga Pinto

Lisboa, s.d. [circa 1965]
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
19 cm x 12,1 cm
204 págs.
exemplar em bom estado de conservação, não apresenta qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exemplo maior da técnica literária conhecida em França por nouveau roman, de que Robbe-Grillet, Claude Simon, Michel Butor e, sobretudo, Nathalie Sarraute são os “inventores”... se se considerar o pioneiro Marcel Proust um caso à parte!

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Bucareste – Estação Norte


STEFAN BACIU
capa de Newton Cavalcanti

Rio de Janeiro (Brasil), 1961
Edições Cruzeiro
1.ª edição
23 cm x 15 cm
204 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Stefan Baciu (1918-1993), poeta, ensaísta, jornalista, tradutor, etc., este romeno poliglota ligado ao corpo diplomático, teve para o surrealismo português certa importância. Foi a partir de Honolulu, onde, nos últimos anos de vida, se encontrava radicado, que deu a conhecer a uma comunidade intelectual mais vasta os nossos nomes de referência. Através da revista Mele, por si dirigida no Hawaii, chegou ao “continente americano” o conhecimento de poetas e artistas plásticos como, entre outros, António Maria Lisboa, Manuel de Castro, António José Forte, Mário-Henrique Leiria, Alexandre O’Neill, Pedro Oom, Areal, Gonçalo Duarte, João Rodrigues, António Domingues, etc.
No vertente livro, Baciu relata (segundo a nota editorial de badana) os «[...] acontecimentos que antecederam o início dos dias de terror num país da Europa. É, ainda, o documentário pungente e objetivo de um casal que, após dias e noites de terrível angústia, resolve abandonar posição social, cultura, família e mergulhar num futuro ainda incerto mas que se antecipava garantido pelo menos no tocante à liberdade já perdida. [...]» É, portanto, um testemunho pessoal, já que Baciu, ele próprio, teve que fugir da Europa quando o horror económico e político e rácico aí se apoderou das vidas humanas, a meio do século XX. Livro escrito directamente em brasileiro, dá-nos o retrato do desenraizado que procura e consegue, à falta de outra, a cidadania do Mundo.

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Bailya d’Amor



SILVA TAVARES
capa de Eduardo Malta

Lisboa, 1933
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
128 págs.
subtítulo: Cantigas dos Cancioneiros interpretadas por [...]
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO EMPRESÁRIO TEATRAL LOPO LAUER
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Consumatum Est...


SILVA TAVARES
capa de H. Santana, ilust. Octavio Sergio

[Lisboa], 1925
ed. Autor
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
128 págs. + 8 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poema dramático, escrito nas vésperas do 28 de Maio da implantação da ditadura, lastimando o rumo que o regime republicano tomara, ou, como diz Silva Tavares: «[...] Nos tempos do senhor Dom Carlos de Bragança, dar um viva á Republica era sinónimo de Viva Portugal! Agora, que chegamos á degradante vergonha de rir e fazer chacota da nossa propria miséria moral, – qual será o viva que devemos soltar, como sinónimo de Viva a Pátria? [...]»

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Gente Humilde


SILVA TAVARES

Lisboa, 1934
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
136 págs.
composto manualmente, capitulares e vinhetas impressas a cor
exemplar com a capa algo oxidada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um dos muitos livros de versos de um prolífico Autor que estendeu a sua obra também pelo teatro de revista e a composição lírica de fados.

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Quem Canta...



SILVA TAVARES

Espinho, 1925
Casa Editora “Violeta Primorosa” – F. Alves Vieira
3.ª edição (aumentada)
19,3 cm x 12,9 cm
composto manualmente e enriquecido graficamente com vinhetas a duas cores
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito manuseado mas aceitável, com restauro tosco na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Verso e Reverso


SILVA TAVARES
vinheta da capa do livro por Bernardo Marques
arranjo gráfico de José Apolinário Ramos

Lisboa, 1962
ed. Autor
1.ª edição
18,8 cm x 13,5 cm
196 págs.
impresso a duas cores sobre papel superior creme
sobrecapa de protecção armoreada, com atilhos em pele
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 203 de uma tiragem declarada de 363 exemplares fora do mercado, assinados pelo Autor e nominais, sendo o vertente «especialmente impresso para o Ex.º Senhor Dr. Constantino Fernandes»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Marginália com que o Autor encerra o seu livro, e onde faz reproduzir excertos de cartas por ele recebidas e de críticas literárias avulsas, esta – um mimo retórico! – assinada por Acúrcio Pereira nas páginas de O Século:
«[...] Silva Tavares faz versos como a roseira esplende em rosas formosíssimas e o regato salta cantante, infantil entre as penedias do seu berço. Há neles uma espontaneidade, um viço, um donaire, uma ingénua ou maliciosa graça portuguesa, que estende para nós os braços e nos enleia como gavinhas, despedidas entre pâmpanos triunfais. [...]»

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Viagem à Minha Infância



SILVA TAVARES
ilustrações de Tom [Thomaz de Mello]

Lisboa, 1950
[ed. Autor]
1.ª edição
26,9 cm x 20,6 cm
104 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco; miolo impresso a duas cores
exemplar em geral oxidado e com pequenos golpes na capa junto da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao coronel Óscar de Freitas
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vigília de Sombras



SILVA TAVARES
capa de Fernandsilva
retrato do Autor por Luciano

Lisboa, 1958
ed. Autor
1.ª edição
22 cm x 16,5 cm
268 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Cinquenta Anos de Poesia
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Clemente Rogeiro
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Marginália com que o Autor encerra o seu livro seguinte (Verso e Reverso, 1962), e onde faz reproduzir excertos de cartas por ele recebidas e de críticas literárias avulsas, esta – um mimo retórico! – assinada por Acúrcio Pereira nas páginas de O Século:
«[...] Silva Tavares faz versos como a roseira esplende em rosas formosíssimas e o regato salta cantante, infantil entre as penedias do seu berço. Há neles uma espontaneidade, um viço, um donaire, uma ingénua ou maliciosa graça portuguesa, que estende para nós os braços e nos enleia como gavinhas, despedidas entre pâmpanos triunfais. [...]»

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terça-feira, junho 23, 2015

Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. do pintor Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
552 págs. + 6 folhas em extratexto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
impresso sobre papel superior
capa impressa a prateado e relevo seco sobre cartolina de fantasia a imitar de tela
exemplar n.º 422 da tiragem especial de 500 exemplares rubricados (carimbo) pela Autora
exemplar em bom estado de conservação, lombada ligeiramente queimada pela presença da luz; miolo irrepreensível, por abrir
peça de colecção
445,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

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Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Edição de Fernando Ribeiro de Mello – Afrodite
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
552 págs. + 6 folhas em extra-texto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
ilustrado
capa impressa a cinza e relevo seco
exemplar manuseado mas aceitável, sujidade na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
85,00 eur (IVA e portes incluídos)


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