domingo, fevereiro 19, 2017

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Assim Cantava um Cidadão do Mundo



ROBERTO DAS NEVES
ilust. Arcindo Madeira, Fernando Dias da Silva, Joaquim Mendes, et alli

Rio de Janeiro, 1952
Editora Germinal
1.ª edição
18,8 cm x 14,4 cm
160 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas que levaram o autor treze vezes aos cárceres do santo ofício de Salazar
ilustrado
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, elegante gravação a ouro na lombada
aparado e carminado à cabeça
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no topo do ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Roberto Barreto Pedroso Neves (1907-1981), formado em filosofia e pedagogia, foi jornalista e professor em Portugal, Espanha e Brasil, e um dos grandes impulsionadores da difusão do esperanto. Tendo sido uma das primeiras vítimas da polícia do Estado Novo, desde que foi preso no 1 de Fevereiro de 1927 nunca mais deixou de sofrer com as perseguições que lhe foram movidas. Terão sido as suas muitas sátiras político-sociais o grande motivo de alarme por parte do poder... que assim se mostrava vulnerável à verdade anarquista e anticlerical. Acabando por se exilar no Brasil, Roberto das Neves fundou a Editora Germinal, que deu voz a escritores como Tomás da Fonseca, Edgar Rodrigues, Fernando Queiroga, etc.

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Nome de Guerra


JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS

Lisboa, 1956
Edições Ática
2.ª edição
19,7 cm x 13,1 cm
256 págs.
capa impressa a preto e vermelho, cercadura em relevo seco
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
ostenta no verso da capa o ex-libris de Carlos J. Vieira
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Deseja-se Mulher



JOSÉ DE ALMADA-NEGREIROS

Lisboa, Maio, Junho e Julho de 1959
Tempo Presente – Revista Portuguesa de Cultura (ed. José Maria Alves)
1.ª edição
apenas os 3 fascículos da revista que incluem a peça teatral de Almada
23 cm x 16 cm (fascículos) / 24,1 cm x 16,6 cm (estojo)
116 págs. + 100 págs. + 100 págs.
subtítulo: Espectáculo em 3 actos e 7 quadros
ilustrado
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
acondicionados em estojo artístico de manufactura recente
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

O texto de Almada encontra-se impresso sobre papel azul, situando-se entre as págs. 65-80 do n.º 1, as págs. 61-72 do n.º 2, e as págs. 57-68 do n.º 3. Vítor Pavão dos Santos alude às circunstâncias que envolveram a criação e, muito mais tarde, a edição da vertente obra teatral (ver Almada [catálogo], Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1984):
«[...] foi lá [em Madrid], estimulado talvez por um clima de intensa criatividade, que escreveu o seu melhor teatro, e em espanhol, segundo conta, para ali ser levado à cena. Trata-se fundamentalmente do tríptico El uno, tragedia de la unidad, constituído por Deseja-se mulher (1927-1928), em que procura apresentar “o indivíduo separado da colectividade, a pessoa humana diante de um caso pessoal”, e S.O.S. (1928-1929), que mostra “a colectividade sofrendo o inevitável atrito de cada um dos seus indivíduos”.
Teatro dito de comunicação imediata, Deseja-se mulher, que Almada viria a considerar “o meu melhor exemplo”, “onde toda a acção está constantemente negada”, é o seu melhor texto teatral, fluindo numa linguagem viva e nova, poética e misteriosa, coloquial e apaixonante, onde solidão e amor, simbolizados na fórmula 1 + 1 = 1, se rodeiam de certo humor, por vezes pitoresco, criando um clima moderno, modernista até, mas sempre forte e nunca gratuito.
Publicada em 1959, com belos e depurados apontamentos para a cenografia, a peça só foi representada em 1963, numa encenação de Fernando Amado, com os elementos cénicos de Almada transpostos pesadamente para o palco por Vitor Silva Tavares, na Casa da Comédia, onde a peça voltaria, em 1972, em encenação imaginativa de Fernanda Lapa – que fora a “Vampa” na criação – desenhada por Carlos Amado. [...]»

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Ver

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS
capa, notas e pref. de Lima de Freitas

Lisboa, 1982
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
24,2 cm x 22,1 cm
280 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar como novo
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de cadernos, a maioria então ainda inéditos, que completam quanto Almada já tinha dado a conhecer, em 1948, na brochura Mito – Alegoria – Símbolo. Trata-se de uma portentosa reflexão em redor da «geometria simbólica, a numerologia e a organização dos mitos. [...]
Com efeito, conviria desde já tornar claro que o conjunto de textos que formam este volume constitui, a nossos olhos, não apenas uma das páginas mais inteligentes e cativantes da moderna literatura portuguesa – inteligentemente bela e cativantemente inteligente – como também um documento, praticamente único no seu género, de um pensamento de raiz artística que parte à procura da significação do universo e do homem através da inteligência e decifração das formas e dos sinais, o qual, pela vivíssima originalidade, pela visão criadora que o percorre e pela coerência interna da sua reflexão ocupa um lugar de privilégio na cultura ocidental. [...]»

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O Escaparate de Todas as Artes ou Gil Vicente Visto por Almada Negreiros [catálogo]


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS
capa e grafismo de Alda Rosa

Lisboa, Setembro de 1993
Secretaria de Estado da Cultura – Instituto Português de Museus
1.ª edição [única]
21,4 cm x 21 cm
2 págs. + 82 págs.
subtítulo: Exposição Comemorativa do Centenário do Nascimento de Almada Negreiros no Museu Nacional do Teatro
capa impressa frente e verso
profusamente ilustrado a negro e a cor
exemplar estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conclui assim Vítor Pavão dos Santos o seu magnífico ensaio:
«[...] Tanta sabedoria, tanta imaginação, tão clara compreensão de Gil Vicente convergem neste Auto da Alma, que bem pode considerar-se o testamento teatral de Almada.
E com este espectáculo em que tudo desejou abranger, se chega ao fim desta breve incursão pelo constante fascínio de Almada pelas artes do espectáculo. Para todas tão apto e por todas tão fascinado que nenhuma distinguiu, por todas se dispersando, em nenhuma, por isso, deixando a grande obra que em tudo quanto fazia constantemente se anunciava.
Afinal, porque, para Almada, o espectáculo tanto estava na escrita, como no desenho, como no pensamento, como, muito especialmente, na própria vida.»

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Artigos no Diário de Lisboa


ALMADA NEGREIROS
pref. E. W. Sapega
grafismo de M. J. Matos

Lisboa, 1988
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição [em livro]
24 cm x 15 cm
140 págs.
vol. III das Obras Completas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 2.041 de uma tiragem declarada de 3.000 exemplares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião dos artigos escritos para o DL entre 1921 e 1925.

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Poemas Com Endereço



ALEXANDRE O’NEILL
[capa de Escada]

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,9 cm x 15,6 cm
88 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o livro:
«O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada. [...]»

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Tomai Lá do O’Neill!


ALEXANDRE O’NEILL
selec. e pref. Antonio Tabucchi
fotografias de Alexandre Delgado O’Neill

Lisboa, 1986
Círculo de Leitores
1.ª edição
24,6 cm x 16,2 cm
296 págs.
cartonagem editorial, sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
exemplar como novo
é o n.º 3.383 de uma tiragem não declarada
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que o escritor italiano Antonio Tabucchi nos apresenta revertida, dos poemas mais recentes para os mais antigos. Esplendor da palavra surrealista, que, não deixando de o ser, surge em O’Neill liberta da ortodoxia. As reproduções fotográficas, da autoria do filho do poeta, vão pontuando os principais núcleos temáticos da escrita do pai.

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Tomai Lá do O’Neill!


ALEXANDRE O’NEILL
selecção e prefácio de Antonio Tabucchi
fotografias de Alexandre Delgado O’Neill

Lisboa, 1986
Círculo de Leitores
1.ª edição
24,5 cm x 16,1 cm
296 págs.
cartonagem editorial com falta da sobrecapa, folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o n.º 5.809 de uma tiragem não declarada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Entre a Cortina e a Vidraça

ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,9 cm x 20,5 cm (oblongo) + Ø 17,5 cm
72 págs. + 1 disco de vinyl (45 r.p.m.)
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível; disco como novo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemas do centro urbano, e cosmopolita!, repassados de um agressivo sarcasmo muitas vezes – segundo a crítica encartada – alusivo ao grande Nicolau Tolentino. Esta é das fáceis; que O’Neill, ele mesmo, assiduamente compilou, ou antologiou, ou somente fez arrumação em livro, da obra do poeta setecentista. Mas O’Neill foi mais longe, como escritor que em primeira mão trouxe para Portugal, e a outros deu a ler, um exemplar da Histoire du Surréalisme de Maurice Nadeau. Leiamo-lo, «Pois*»... ao O’Neill:

«O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do míni
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções.

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.»

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As Andorinhas Não Têm Restaurante


ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 11 cm
96 págs.
são conhecidos alguns poucos exemplares revestidos com sobrecapa, o que não é o caso presente
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para Eduardo Prado Coelho, a «[...] homegeneidade deriva essencialmente do extraordinário domínio no exercício da linguagem que estas prosas revelam. [...]
Valerá a pena, contudo, indicar até que ponto a integração do calão no texto introduz um princípio de subversão do discurso literário tradicional que vê agora a sua dignidade desmantelada. O calão visa um efeito destrutivo em relação à linguagem cultural, produzindo um insistente mecanismo de desvalorização. [...]» (Colóquio / Letras, n.º 3, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Setembro de 1971)

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Coração Acordeão


ALEXANDRE O’NEILL
selec. e pref. Vasco Rosa
capa de André Carrilho

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição [em livro]
22,2 cm x 15,7 cm
192 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de dispersos avulsos na imprensa periódica. O nome do organizador, Vasco Rosa, é garantia suficiente para a qualidade da edição e o escrúpulo na busca e na transcrição das fontes primárias.

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Poesias e Cartas


JOSÉ BAÇÃO LEAL
pref. Urbano Tavares Rodrigues

s.l. [Porto*], 1971
Tipografia Vale Formoso
[2.ª edição]
20,7 cm x 15 cm
160 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da sinopse do filme Poeticamente Exausto, Verticalmente Só (frase retirada de uma das suas cartas), realizado por Luísa Marinho em sua homenagem:
«[...] José Bação Leal, um jovem e promissor poeta, falecido em Moçambique durante a guerra colonial, com apenas 23 anos. Com uma sensibilidade à flor da pele e uma consciência política rara naqueles tempos, marcou fortemente as pessoas com quem conviveu. Após a sua morte, os amigos juntaram-se para editar, em forma de homenagem, os seus poemas e cartas. Em 1971 o seu pai reedita-o desta vez com grande impacto no meio literário e intelectual. Será, nesse ano, o livro mais vendido na Feira do Livro de Lisboa, antes de ser apreendido pela PIDE. [...]»
Cabe acrescentar que o seu testemunho – não propriamente poético – se insere numa linhagem com nomes como Fernando Assis Pacheco e Nuno Guimarães.

* A edição original, com data de 1 de Setembro de 1966, foi impressa em Lisboa. Tudo leva a crer tratarem-se ambas da responsabilidade da família do falecido Autor.

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quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Caricaturas Pessoais


 F.[RANCISCO] VALENÇA

Lisboa, 1931
Edição da Renascença Grafica
1.ª edição [única]
24,1 cm x 19 cm
216 págs.
subtítulo: Com legendas do Autor
profusamente ilustrado, imagens em zincogravura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
165,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colecção de caricaturas publicadas no periódico Sempre Fixe, com amáveis legendas do próprio desenhador, que, partindo de uma inspiração de 1900 subsidiária de Rafael Bordalo Pinheiro (O Chinelo, Varões Assinalados, etc.), ganha o seu elã precisamente nesta época.

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O Aldrabão Pimenta e a Sua «História»



JOÃO PAULO FREIRE (MÁRIO)
ilustrações de Francisco Valença

Lisboa, s. d. [1934 e 1935]
Edição do Autor
1.ª edição
3 volumes
24 cm x 19 cm
volume 1: 60 págs.
volume 2: 76 págs.
volume 3: 88 págs.
subtítulos:
Análise contundente às parvoíces insanáveis dum megalómano mental. Primeiro opúsculo. Primeira corrida em pêlo – A «Prefação...»
[...] Segunda corrida em pêlo – Do «1.º Parágrafo...»
[...] Terceiro e último opúsculo. Terceira e última corrida em pêlo – Em pleno monturo!
exemplares em razoável estado de conservação
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Polémica jocosa à volta duns duvidosos Elementos de História de Portugal de Alfredo Pimenta: «[...] Estou arrependido de ter comparado êste biltre ao truculento José Agostinho de Macedo. O frade de Beja era incapaz de escrever esta protérvia, porque o irrequieto tonsurado era mau, mas tinha talento e sabia gramática. Êste tratante dos Elementos nem talento, nem gramática. [...]»

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segunda-feira, fevereiro 13, 2017

A Entrevista – Sem santo nem senha



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 30 de Outubro de 1913 a 8 de Maio de 1914
1.ª edição
20 números (completo)
24,5 cm x 17,5 cm
318 págs. (num. contínua) + 19 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação de amador inteira em tela com cromo colado na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, fevereiro 11, 2017

O Fantasma do Louvre


ARTHUR BERNÈDE
trad. Leyguarda Ferreira

Lisboa, s.d.
Edição Romano Torres
1.ª edição
19,6 cm x 12,6 cm
208 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do conhecido romance de mistério Belphégor, que esteve na origem, em 1927, do filme homónimo de Henri Desfontaines.

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Casino de Paris


Paris, 1929
Édité par Les Publications Willy Fischer
[1.ª edição]
18 cm x 13,7 cm
56 págs.
profusamente ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de actividades artísticas do Casino para a Saison 1929, em que se destaca a peça de teatro de revista Paris Qui Charme de Albert Willemetz, Saint-Granier e Jean Le Seyeux. No mais, trata-se de um voluminho de grande interesse para o estudo da publicidade dos anunciantes na época.

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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

O Valor da Mulher Portuguesa Aquém e Além Mar



SANTOS GUERRA

Lisboa, 1955
s.i. [Tip. Silvas, Lda.]
1.ª edição
23 cm x 15,4 cm
32 págs.
encadernação inteira em tela com gravação a ouro na pasta anterior
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Hamlet Austríaco


CLAUDE ANET
capa de Stuart

Lisboa, s.d.
Editorial «O Século»
[1.ª edição]
19 cm x 12,3 cm
264 págs.
subtítulo: Biografia romanceada do Príncipe Rodolfo, de Áustria, com 19 retratos e outras gravuras, reproduzidos de documentos e publicações da época
ilustrado
exemplar muito estimado, miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Claude Anet (1868-1931) era o pseudónimo do escritor, tenista e coleccionador de arte suíço Jean Schopfer.

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Os Poemas de [...]


ÁLVARO FEIJÓ
pref. João José Cochofel
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
2.ª edição [dos poemas reunidos]
20,4 cm x 14 cm
2 págs. + XXXII págs. + 176 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Álvaro Feijó (1917-1941) publicou em vida apenas um dos livros aqui reunidos – Corsário –, tudo o mais se deveu ao esforço editorial póstumo dos seus amigos, logo após o seu falecimento, na colecção coimbrã Novo Cancioneiro, com um volume que trazia não somente o referido título como também quase toda a sua produção inédita. A vertente edição retoma essa mesma primeira homenagem.

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Voz Velada


ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS

Coimbra, 1958
Edição do Autor (Textos Vértice)
1.ª edição
19,2 cm x 13,2 cm
78 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Afirma Pereira


ANTONIO TABUCCHI
trad. José Lima
capa de Rogério Petinga

Lisboa, 1994
Quetzal Editores
1.ª edição
23 cm x 13 cm
212 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] Tendo por pano de fundo o salazarismo português, o fascismo italiano e a guerra civil espanhola, Afirma Pereira é a história atormentada da tomada de consciência de um velho jornalista solitário e infeliz.»

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Poèmes


ARTHUR RIMBAUD
pref. Paul Claudel

Paris, 1960
Librairie Gallimard – Le Livre de Poche
s.i.
16,5 cm x 11 cm
180 págs. + 12 págs. (não num.)
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Œuvres


ARTHUR RIMBAUD
pref. Paul Claudel

Paris, 1937
Mercure de France
s.i.
20,4 cm x 13,6 cm
4 págs. + 400 págs.
subtítulo: Vers et proses – Revues sur les manuscrits originaux et les premières éditions mise en ordre et annotées par Paterne Berrichon – Poèmes retrouvés
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o avisado Paul Claudel no seu texto de apresentação:
«Arthur Rimbaud apparaît en 1870, à l’un des moments les plus tristes de notre histoire, en pleine guerre civile, en pleine déconfiture matérielle et morale, en pleine stupeur positiviste. Il se lève tout à coup, – “comme Jeanne d’Arc!” s’écriera-t-il plus tard lamentablement. [...]. Est-ce un fait commun que de voir un enfant de seize ans doué des facultés d’expression d’un homme de génie? [...] Et quel nom donner à un si étrange événement? [...]»
Um exemplo de visão, antecipando o mundo que estava na altura a formar-se:
«DÉMOCRATIE
“Le drapeau va au paysage immonde, et notre patois étouffe le tambour.
“Aux centres nous alimenterons la plus cynique prostitution. Nous massacrerons les révoltes logiques.
“Aux pays poivrés et détrempés! – au service des plus monstrueuses exploitations industrielles ou militaires.
“Au revoir ici, n’importe où. Conscrits du bon vouloir, nous aurons la philosophie féroce; ignorants pour la science, roués pour le confort; la crevaison pour le monde qui va. C’est la vraie marche. En avant, route!»

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Œuvres Complètes


ARTHUR RIMBAUD

Paris, 1942
Éditions de Cluny
s.i.
23,8 cm x 13,3 cm
274 págs.
impresso a duas cores directas, elegantes capitulares abrem alguns núcleos poéticos
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo quase apagado no fontispício
é o n.º 1.898 de uma tiragem limitada a 4.000 exemplares
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jean Nicolas Arthur Rimbaud (1854-1891), poeta, libertino e contrabandista, exerceu a maior influência no rumo da literatura poética contemporânea francesa em particular, mas também nas poéticas além-Atlântico. Pode dizer-se que o movimento surrealista mundial nasceu à partida do feliz cruzamento de Freud com Rimbaud, e pouco depois com Lautréamont e Sade.

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Uma Época no Inferno


JEAN-ARTHUR RIMBAUD
trad., pref. e notas de Mário Cesariny de Vasconcelos

Lisboa, 1960
Portugália Editora
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
124 págs.
composto manualmente e impresso na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pelos anos fora, Cesariny foi burilando esta tradução de Rimbaud, em que a Saison passará de época a uma rebuscada Cerveja no Inferno.

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quinta-feira, fevereiro 09, 2017

As Evidências


JORGE DE SENA

Lisboa, 1955
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,3 cm x 13,5 cm
48 págs.
subtítulo: Poema em vinte e um sonetos
composto manualmente e impresso na Tipografia Ideal
exemplar muito estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do poema, uns admiráveis oito versos numa única respiração:

«[...] Na antiga e fácil pátria da amargura
com qual quais chegam vossas vozes vão
quebrando as ondas minha voz mais pura
só de ter visto o mesmo coração

que como exílio fora não perdura,
eis-me silêncio arrebatado e não
nenhuma ausência ou extrema formosura
de um Deus que volta em pompa e escuridão. [...]»

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Peregrinatio ad Loca Infecta


JORGE DE SENA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
20,1 cm x 14,1 cm
XVI págs. + 204 págs.
subtítulo: 70 Poemas e um Epílogo [ou] 70 poemas, alguns dos quais amáveis, com um epílogo altamente filosófico, e sem prefácio do autor
é o n.º 33 da Colecção Poetas de Hoje
reproduz na pág. VII um poema autógrafo zincogravado
exemplar como novo
junta-se marcador publicitário onde, além de notícia editorial acerca da excelência do Autor, é dada ao título a tradução «Peregrinação a Locais Infectos»
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o poeta no seu “não-prefácio”:
«[...] O título é caricatura de Peregrinatio ad loca sancta, espécie de guia e relatório devoto, artístico e prático do peregrino da Terra Santa, que constitui um dos mais preciosos documentos existentes para o estudo do latim vulgar. Terá sido composto por Etéria ou Egéria, ou santa qualquer coisa, freira talvez de Braga, que, em 395 da nossa era, viajou à Palestina, ao Sinai, ao Egipto e a Constantinopla. Como se vê, a mania portuguesa de viajar e relatar as peregrinações feitas é antiga. [...]»

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Anedotas Portuguesas e Memórias Biográficas da Corte Quinhentista


[ANÓNIMO]
leitura do texto, introd., notas e índices de Christopher C. Lund

Coimbra, 1980
Livraria Almedina
1.ª edição
26,2 cm x 19,7 cm
220 págs.
subtítulos: Istorias e ditos galantes que sucederaõ e se disseraõ no paço – Contendo matéria biobibliográfica inédita de Luís de Camões e outros escritores do século XVI
impresso sobre papel superior creme
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da publicação de um códice manuscrito encontrado pelo professor norte-americano Christopher Carson Lund, em 1976, na Biblioteca do Congresso nos Estados Unidos. Conforme a sua descrição, tem «[...] encadernação actual, em bezerro, [...] executada por Lesort em Paris, provavelmente nos fins do século XIX, e traz na capa as armas do 2.º Conde de Olivais e Penha Longa (José de Araújo Pinto Leite, 1871-1956) estampadas em ouro. [...]» Tudo indica ser uma cópia seiscentista, cuja autoria aponta na direcção de Rui Lourenço de Távora. Quanto à validade deste género literário, ele «[...] surge modernamente nos séculos XV e XVI, como uma das actividades satélites no desenvolvimento do humanismo, praticada principalmente entre os italianos [...]», e pode afirmar-se que «[...] “sem o uso da anedota literária é vão tentar a biografia literária”. [...]» E acrescenta Lund, em defesa da sua descoberta:
«[...] Grande foi o nosso alvoroço quando descobrimos que, além de anedotas biográficas não conhecidas do autor d’Os Lusíadas, havia também entre elas poesias desconhecidas atribuídas a Camões e, se atendermos ao seu contexto ingénuo e aparentemente autêntico, a ele certamente atribuíveis. [...] Camões não é o único autor escondido entre as folhas da obra. Nomes já consagrados na história e na literatura de Portugal como D. Francisco de Portugal, Jorge de Montemayor, Fr. Bartolomeu dos Mártires, D. António de Ataíde, Pantalião de Sá, Cristóvão de Moura, Tomás Jordão de Noronha, o Duque de Bragança, etc., saltam à vista a cada folha, junto a nomes menos conhecidos, mas em anedotas igualmente interessantes. [...]»

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quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Dinis e Isabel


ANTÓNIO PATRÍCIO
ilust. Sofia de Sousa

Paris-Lisboa – Porto – Rio de Janeiro, 1919
Livrarias Aillaud e Bertrand – Livraria Chardron – Livraria Francisco Alves
2.ª edição
19,4 cm x 13 cm
196 págs.
subtítulo: Conto de Primavera
ilustrado com elegantes cabeçalhos
impresso a duas cores sobre papel superior avergoado
exemplar manuseado mas aceitável, restauro na lombada e na contracapa; miolo limpo
carimbo do autor na pág. 4
sucessivas dedicatórias de posse no frontispício e no ante-rosto, sendo esta do engenheiro agrónomo Francisco Perry Vidal
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Coração e a Espada


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
pref. David Mourão-Ferreira
capa de António Vaz Pereira

s.l. [composto e impresso no Centro Gráfico de Famalicão], 1953
Távola Redonda
1.ª edição
21 cm x 16 cm
88 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
é o n.º 150 de uma tiragem extra de apenas 165 exemplares numerados
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do estudo introdutório da Mourão-Ferreira:
«[...] Couto Viana opta pelo inferno da irredutibilidade entre si e os ritmos vitais, já que não é possível aquela perfeita concordância que veementemente deseja. Esta dolorosa opção origina, na sua Poesia, ora uma atitude de ensimesmamento quase comodista [...], ora certa maneira irónica [...], ora ainda o tom grave e patético destes dois alexandrinos [«Tenho lábios de pedra (há dor nesta secura!) / E há rios a fluir, longe das minhas veias»] [...].»

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Café de Subúrbio




ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
notas de Joaquim Manuel Magalhães e Fernanda Botelho
ilust. Juan Soutullo

Lisboa, 1992
[ed. Autor]
2.ª edição
21,2 cm x 29,9 cm (oblongo)
48 págs.
profusamente ilustrado
encadernação artística recente em tela
não aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
tiragem declarada de apenas 200 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Num dos posfácios, o poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães põe as cartas na mesa, permitindo-nos ler os versos para além daquilo que é costume ler-se no imediato, porque um poema deve levar sempre consigo também a história da cultura em que está escrito:
«[...] Café de Subúrbio vive radicalmente da conjugação do efeito de verosimilhança com o efeito da regularidade prosódica assente na equivalência métrica, rimática e estrófica. É deste território imaginativo, verbal e processual que estabelece a partilha que pede ao leitor. Se o leitor predisposto a aceitar, por hábitos de tradicionalização convencionada nesses âmbitos, essa situação da escrita apenas tem de ser capaz de compreender as particulares intensidades conseguidas por Couto Viana para reconhecer o valor desta obra, o leitor ligado a hábitos de tradicionalização convencionada diferentemente por ligação a outras apostas prosódicas e discursivas terá de abdicar do pressuposto de que só por essa tradição se atinge um alto valor estético hoje em dia e predispor-se a encontrá-lo também noutro campo, onde o poema procura significar e não apenas ser, referir e não apenas abstractizar, prender numa regularidade e não apenas soltar na proliferação dos desequilíbrios estilísticos.
A apropriação deste livro pela leitura terá de assumir esta querela, que não o é, para poder ser plena. Para poder compreender que o seu valor não está em recusar a “outra” poesia, tal como o valor da “outra” poesia não está em recusar esta. O seu valor (de ambas) residirá sempre no modo como se inscrever em renovação ou intensificação, isto é, em vigor estilístico entre os conseguimentos das diversas tradições pelas quais são responsáveis ao serem delas consequências revitalizadoras. [...]»
Quanto ao ilustrador, o galego radicado em Portugal Juan Soutullo, foi ainda actor, mas é sobretudo conhecido pelos seus trabalhos como cenógrafo e como criador do Museu de Cera em Fátima.

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Ruy Cinatti


JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES [org. e posf.]

Lisboa, 1986
Editorial Presença
1.ª edição
21 cm x 14 cm
320 págs. + 4 págs. em extra-texto
subtítulo: Antologia Poética
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Senhor, Eu Não Sou Digno», o “posfácio” de Joaquim Manuel Magalhães, é, afinal, um dos mais notáveis poemas do século XX português. Numa dúzia de páginas, em defesa e louvor de Cinatti, dá Manuel Magalhães (aos que se interessam pelos destinos da língua escrita) uma lição de medida e ritmo invulgares, sem que por um segundo nos distraia com chavões líricos ou estopa retórica.

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Conversa de Rotina


RUY CINATTI

Lisboa, 1973
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
21 cm x 15,8 cm
104 págs.
capa de Júlio Gil
exemplar novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cinatti, que, sendo engenheiro agrónomo e etnólogo, nos anos 40 e 50 do século XX colaborou com o regime colonial na qualidade de chefe de gabinete do Governo de Timor e de chefe dos Serviços de Agricultura nessa colónia, surge-nos aqui como o poeta «[...] de um humor subtil e uma ironia originalíssima verdadeiramente conseguidos [...]» (da nota de badana). Não será, entretanto, fácil esquecer a sua imagem vagabunda, na Lisboa pós-25 de Abril, de vociferador contra-revolucionário em missão de catequizar o alfacinha atónito, à força de poemas avulsos distribuídos pelas mesas dos cafés.

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Memória Descritiva


RUY CINATTI
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1971
Portugália Editora
1.ª edição
20,4 cm x 14 cm
140 págs.
reproduz em zincogravura um poema manuscrito do Autor
exemplar muito estimado, apenas com sinais de fita-gomada no verso da capa e nas primeira e última folhas
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas Completos


MANUEL DA FONSECA
pref. José Fernandes Fafe

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,2 cm x 12,9 cm
4 págs. + IV págs. + 72 págs.
subtítulo: Rosa dos Ventos – Planície – Poemas dispersos
exemplar muito estimado; miolo limpo
57,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Anjo no Trapézio


MANUEL DA FONSECA
capa de Pilo da Silva

Lisboa, 1968
Prelo Editora
1.ª edição
19,7 cm x 14,3 cm
144 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neo-realista militante de partido o Autor, todo este seu livro de contos tem o sabor literário só proporcionável por um alentejano que vem à cidade observar-nos. Uma passagem que nos ilustra sob esse olhar:
«[...] Vindo do lado da Cordoaria, a rua é estreita como um beco. Alarga à medida que desce. Mas continua sempre estreita, angustiada, exígua. Fora e dentro das casas, nos quartos divididos por tabiques, nos corredores. Até nas janelinhas de sacada, bonitas à sua maneira, mas onde mal se cabe.
É preciso falar, sair das casas, senão sufoca-se. É preciso viver à vista da rua. Contar tudo, em grupos, pelas tabernas ou de longe, de porta para porta, de janela para janela. Desabafar, senão cometem-se crimes. Gritar o que se fez ou anda a pensar fazer. O que se viu ou ouviu. Tudo. Principalmente acontecimentos da vida íntima. Nossa ou alheia.
Velhos como a rua, de pé, no minúsculo degrau que faz de passeio, os barbeiros analisam os factos, criticam. Os diálogos refilam de uma vivacidade crua e mordaz. A ninguém, homem, mulher ou criança, nenhuma palavra é vedada. Obscena, cruel, satírica, odiosa, desde que sirva usa-se de voz corrente e simples. [...]»

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O Fogo e as Cinzas



MANUEL DA FONSECA
capa de Victor Palla

Lisboa, s.d. [1953]
Editorial Gleba, Lda.
1.ª edição
16,1 cm x 11,2 cm
168 págs.
é o n.º 7 da notável colecção Os Livros das Três Abelhas *, criada e dirigida pelo próprio Palla e por Aurélio Cruz
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro onde (ver Mário Sacramento, Há uma Estética Neo-Realista?, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1968) o escritor, logo no conto de abertura, «[...] descreve a decadência de valores humanos que a infiltração do capitalismo trouxe à vila pelas mãos do comboio, e mitifica assim uma idade de oiro preexistente [...].
Quer dizer: o escritor, ao criar a personagem [...] procura apoios nos quadros do passado – do passado histórico e do passado literário –, a fim de estabelecer confrontos, definir antagonismos e desencadear conflitos. [...]»

* Por se tratar da mesma época, e de um rol de títulos que, na sua grande maioria, vieram afrontar a censura vigente, embora especulando não podemos deixar de ver elos de ironia entre o nome escolhido para a colecção e as três abelhas de uma insígnia da Mocidade Portuguesa Feminina. É óbvio que livros como os publicados nessa colecção só poderiam perturbar a branda moral das peúgas passajadas ao serão por mocitas filiadas num destino de procriação, domesticidade assexuada, cabeça baixa na presença dos maridos e denúncia intriguista de vizinhos ditos subversivos.

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Seara de Vento



MANUEL DA FONSECA
sobrecapa do pintor [Marcelino] Vespeira

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
176 págs.
capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco, revestida com sobrecapa
exemplar muito estimado, somente a sobrecapa apresenta uns pequenos restauros; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Seara de Vento



MANUEL DA FONSECA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d. [circa 1963]
Portugália Editora
2.ª edição
19,1 cm x 13,3 cm
250 págs.
exemplar estimado, com assinatura de posse rasurada na folha-de-rosto (imperceptível); miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

A capa desta edição é particularmente melhor conseguida do que a de Vespeira para a edição princeps na Editora Ulisseia em 1958.
O romance, é um dos mais interessantes no ideário neo-realista: «[...] sóbrio, anti-sentimental, objectivo [...]», diz-nos a nota de badana. A toda uma acção que decorre nas imediações das minas de São Domingos no Baixo Alentejo refere-se-lhe Mário Sacramento nestes termos: «[...] É esse vento a personagem reflexiva da obra-prima que Manuel da Fonseca agora produziu, vento que isola o casebre miserável, cercando-o e batendo-o da telha vã ao forno da cal; vento que acompanha a intriga duma ponta à outra contraponteando-a de lance em lance, através dum fundo musical, lúgubre e sinistro, que só ensurdece no curto lapso em que o contrabando traz àquele lar [...] um breve hiato de desafogo [...].»

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terça-feira, fevereiro 07, 2017

Poemacto


HERBERTO HELDER

Lisboa, 1963
Guimarães Editores
2.ª edição
21,7 cm x 15,6 cm
48 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o terceiro livro do Autor... De imensa beleza formal:
«Deito-me, levanto-me, penso que é enorme cantar.
Uma vara canta branco.
Uma cidade, luzes.
Penso agora que é profundo encontrar as mãos.
Encontrar instrumentos dentro da angústia:
clavicórdios e liras ou alaúdes
intencionados.
Cantar rosáceas de pedra no nevoeiro.
Cantar o sangrento nevoeiro.
O amor atravessado por um dardo
que estremece o homem até às bases. [...]»

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