terça-feira, julho 28, 2015

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Fourier et Son Système


GATTI DE GAMOND

Paris, 1841-1842
Capelle, Libraire-Éditeur
5.ª edição
16,7 cm x 10,7 cm
4 págs. + XII págs. + 384 págs.
encadernação da época em meia-francesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Isabelle Gatti de Gamond (1839-1905), feminista militante e livre-pensadora, desenvolveu a sua actividade essencialmente como pedagoga.

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A Literatura no Estômago [junto com] Uma Vida Inteira / Ode a Charles Fourier

JULIEN GRACQ
BENJAMIN PÉRET
ANDRÉ BRETON

trad. de Ernesto Sampaio

Lisboa, s.d. [circa 1963]
A Barca Solar
1.ª edição (ambos; o segundo nunca foi reeditado, embora o poema de Breton venha a ser incluído muito mais tarde numa colectânea)
2 volumes (colecção completa)
[18 cm x 11,8 cm] + [21,7 cm x 15 cm]
56 págs. + [42 págs. + 1 folha em extra-texto]
exemplares estimados, miolo limpo
o segundo volume ostenta ao baixo no frontispício assinatura de posse da jornalista Edite Soeiro
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incontornável conjunto de breves livros publicados num contexto de disseminação literária do movimento surrealista em português, já no início dos anos 60 do século XX, e não referidos no catálogo Surrealismo em Portugal 1934-1952 de Perfecto E. Cuadrado / María Jesús Ávila [Museu do Chiado / Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Lisboa / Badajoz, 2001]. Apenas o editor da casa & etc, Vitor Silva Tavares, a propósito da Contraponto de Luiz Pacheco [ver 1 Homem Dividido Vale por 2, Biblioteca Nacional / Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009], relembrará essa fugaz intervenção de Ernesto Sampaio e Fernanda Barros enquanto tradutor (ele) e simultaneamente editores (ambos), incorporando VST a aventura de A Barca Solar num mais vasto exercício de agressão à saloíce nacional:
«[...] a Contraponto – paralela a aventuras como a de A Antologia em 58 do Mário Cesariny, da Barca Solar do Ernesto Sampaio, ou da Minotauro do Bruno da Ponte –, até nos seus desaires, ou talvez por via deles, deixou sequelas: porque a mais antiga, à cabeça a & etc; mas lembre-se a Afrodite, do Fernando Ribeiro de Melo; chame-se à colação a Frenesi quando frenética e a Antígona quando refractária; a Hiena, os 4 Elementos Editores, a Fenda, a Black Sun; mais perto, a Averno – cometas tracejando luz no negrume editorial. Agindo nos interstícios da engrenagem mercantil, expulsas por mérito próprio de montras publicitárias, encaram o livro tão-só como produtor de mais-valias artísticas e culturais, objecto de uma entrega que funde o risco com a projecção política, diga-se, poética – ou vice-versa, também vale. [...]»

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Ode à Charles Fourier



ANDRÉ BRETON

Paris, 1947
Aux Éditons de la Rue Fontaine
1.ª edição
28,5 cm x 17 cm
4 págs. + 52 págs.
encadernação recente em meia-francesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada
corte dourado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta no verso da primeira folha-de-guarda o ex-libris do neo-realista Joaquim Pessoa
é o n.º 460 da parte da tiragem impressa sobre velino
PEÇA DE COLECÇÃO
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema escrito numa inequívoca celebração do rompimento do grupo surrealista francês com o Partido Comunista local. Fourier representa, no contexto das ideias políticas, a vanguarda do comunismo libertário.

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La Situation du Surréalisme entre les Deux Guerres




ANDRÉ BRETON

s.l. [Yale], s.d. [1942]
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
27 cm x 21 cm
34 págs. [17 folhas impressas apenas de um dos lados]
subtítulo: Discours aux Etudiants Français de l’Université de Yale (10 Décembre 1942)
impressão a mimeógrafo sobre papel avergoado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
tiragem de 250 exemplares, autenticada pelo Autor [«tirage limité à 250 ex. |  B [André Breton]»]
PEÇA DE COLECÇÃO
850,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da edição original desta rara conferência proferida por André Breton nos Estados Unidos, anterior, portanto, à sua reimpressão quer na revista nova-iorquina VVV (1943), quer em brochura nas edições Fontaine (1945) que Max Pol Fouchet, a partir da Argélia, fazia circular pela França ocupada.

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Le Surréalisme et la Peinture



ANDRÉ BRETON
pref. do editor Robert Tenger

Paris / Nova Iorque, 1945
Brentano’s, Inc.
1.ª edição [do vertente conjunto; «Achevé d’imprimer le deux avril mil neuf cent quarante cinq sur les presses de l’Imprimerie Albert Martin, Inc., New York»]
26 cm x 18 cm
208 págs. + 76 págs.
subtítulo: Suivi de Genèse et Perspective Artistiques du Surréalisme et de Fragments Inédits
profusamente ilustrado a preto e a cor
encadernação editorial em tela impressa a prata, com cromo colado na pasta anterior
exemplar como novo
225,00 eur (IVA e portes incluídos)

A II Guerra Mundial levou inúmeros intelectuais e artistas a abandonar a Europa rumo ao novo continente, numa sangria do espírito e da imaginação. Entre os resultados de uma acção revolucionária ininterrupta, apesar da dispersão dos grupos, veio a beneficiar um público nova-iorquino até aí meio atordoado com o decorativismo de Norman Rockwell. O surrealismo de André Breton – e mesmo o dadaísmo cínico de Marcel Duchamp – deixaram rasto (a pop art, por exemplo, não passa de um neo-dadaismo tornado industrial, de linha-de-montagem). É neste contexto, por assim dizer de “emigração”, que surgem nos Estados Unidos várias publicações, artigos, filmes, conferências, mostras, etc., das correntes poéticas e outras, protagonizadas pelos seus pioneiros e mentores da primeira hora. O vertente livro encaixa-se nesse perfil.

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Les Pas Perdus [junto com] Point du Jour



ANDRÉ BRETON
capas de H. Cohen

Paris, 1970
Éditions Gallimard
s.i. («nouvelle édition revue et corrigée», ambos)
16,5 cm x 11 cm
2 x 192 págs.
da prestigiada colecção Idées NRF [Nouvelle Revue Française]
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de dois títulos do mentor do movimento surrealista francês, que reúnem artigos estendendo-se no tempo entre 1917 a 1933, e cujo ensinamento estético-filosófico, mas sobretudo o ensinamento cívico, constituíram a pedra de arremesso da liberdade – e das liberdades – que as gerações do pós-II Guerra Mundial melhor ou pior souberam chamar a si. Terá sido o “movimento” dadá em Zurique o real desencadeador anárquico de uma modernidade consequente; terá sido o movimento surrealista parisiense o seu disciplinador teórico; do mesmo modo, terá sido a geração da Internacional Situacionista e levar à rua, à praxis revolucionária urbana, essa bandeira de que, não somente a poesia tem que ser feita por todos, como há que transformar o mundo, mudar de vida.

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Ubu Roi ou Les Polonais [junto com] Ubu Enchainé suivi de Ubu Sur la Butte



ALFRED JARRY
prefácios de Jean Saltas
capa sobre ilust. AJ [Alfred Jarry]

Paris, 1959 e 1953
Fasquelle Éditeurs
57.º milhar e 1.º milhar
16,4 cm x 12,6 cm (ambos)
2 x 192 págs.
exemplares estimados; miolo limpo, por abrir o do segundo volume
iniciais de posse no frontispício do primeiro volume
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfred Henri Jarry (1873-1907) «[...] previu vir a ser um homem importante e gordo e, maire de uma pequena cidade, ver-se obsequiado pelos bombeiros com loiça de Sèvres. Sou desses jovens que deviam abominá-lo. [...] É preciso reconhecer que, no que toca a Jarry, a lição da nossa época leva-nos a encará-lo com respeito. Nós, os que durante esta guerra atingimos os vinte anos, isto é, a idade em que se começa a organizar a vida, devemos, ao fazer isto, ter em conta realidades implacáveis. Para não termos dissabores fomos levados a atribuir pouca importância a todas as coisas. E chegámos a exigir dos nossos poetas, dos nossos filósofos o mesmo sacrifício. A tal investida do racional, ninguém melhor que Jarry soube resistir.
[...] É evidente que lhe envenenaram a vida como a nenhum outro. Foi em Ubu que ele materializou a sua visão do professor de física, um ser torpe, estúpido e mau. [...]»
Jarry, após o sucesso da primeira representação de Ubu no Théâtre de l’Œuvre, perante um público ignaro literalmente «convidado a ver o seu “ignóbil duplo”, [mas que] preferiu tirar da peça uma moral do que havia nela de excêntrico», irá ele próprio, Jarry, passar a assumir-se como um aristocrático Dom Ubu.
«[...] Um dia, num jardim de Corbeil, Jarry entretem-se a desarrolhar champanhe a tiros de revólver. Para lá da cerca, a proprietária de uma vivenda, que vigiava os filhos, acorre, provincianamente vestida, quando algumas das balas se perdem pela propriedade, e apresenta-se com cerimónia. Faz ver a locatária que não lhe alugou um campo de tiro, e acrescenta, muito digna, que as suas crianças poderiam ter sido vítimas do jogo. “Ora, minha senhora, que importância tem isso! – interrompe Jarry –, nós fazemos-lhe outras.” [...]
Morreu em casa do Dr. Saltas, à noite, com umas pantufas calçadas, boné de pele na cabeça, e um sobretudo esfarrapado vestido. Na mão, uma bengala de chumbo, pronto para uma investida com os seus dois revólveres. [...]» (Fonte: André Breton, Les Pas Perdus, Idées NRF – Gallimard, Paris, 1970)

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Mestre Ubu


ALFRED JARRY
trad. Luís de Lima e Alexandre O’Neill
pref. Pierre Hourcade

Lisboa, s.d.
Editorial Minotauro
1.ª edição
19,8 cm x 13,8 cm
124 págs.
exemplar estimado, pequeno defeito na capa e primeiras folhas; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Super Macho


ALFRED JARRY
trad. Luiza Neto Jorge
capa e ilust. Nuno Amorim

Lisboa, 1975
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
19,1 cm x 14,8 cm
24 págs. + 184 págs.
exuberantemente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
inclui a cinta promocional
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfred Jarry (1873-1907), de par com Rimbaud e Ducasse, veio a ser dos autores do século XIX mais acarinhados pelos absolutamente modernos surrealistas parisienses. É mesmo ele o pioneiro de um cruel humor negro inspirador de André Breton. Na vertente obra – segundo a nota editorial na badana –, «[...] Sem escabrosidade, mas igualmente sem preconceito de sentimentalismo ou subjectividade – portanto directo, puro, nu e cru – o romance de Jarry vem ao encontro de uma filosofia do amor erótico gerada pela “civilização mecânica” [...].» «O herói de O Supermacho consegue bater o record do “Índio tão celebrado por Teofrasto” de que fala Rabelais: às setenta do Índio responde com oitenta e duas seguidas no acto do amor. [...]»

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segunda-feira, julho 27, 2015

Les Chants de Maldoror et Œuvres Complètes


[ISIDORE DUCASSE, COMTE DE] LAUTRÉAMONT
pref. Julien Gracq

Paris, 1947
La Jeune Parque
s.i. [1.ª edição com aparato crítico do surrealista Julien Gracq]
19,5 cm x 14,4 cm
290 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO POETA ALEXANDRE O’NEILL
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sublinha o escritor Julien Gracq (1910-2007), com precisão, como o jacto vulcânico da escrita de Ducasse surge na literatura francesa após séculos de hipocrisia e bom senso.

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Poésies



ISIDORE DUCASSE, COMTE DE LAUTRÉAMONT
Georges Goldfayn
Gérard Legrand

Paris, 1960 [aliás 1962]
Le Terrain Vague
1.ª edição comentada
19,1 cm x 14,3 cm
224 págs. + 2 folhas em extra-texto + 48 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior Alfa-Mousse de Navarra
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
assinatura de posse do escritor surrealista Ricarte Dácio
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da mais profunda edição crítica alguma vez levada a cabo em torno do poeta luciferino francês, do mesmo modo que dava, finalmente, a conhecer este controverso livro, e de muito restrita circulação, à generalidade dos leitores. Goldfayn surge para as letras surrealistas em 1951 na designada, por André Breton, «segunda geração». Podemos encontrá-lo, episodicamente, também como actor da dupla de realizadores Danièlle Huillet / Jean-Marie Straub, mas ainda como empregado de um famoso bar de jazz parisiense, o Storyville. Legrand, igualmente colaborador próximo de Breton, destacou-se, por seu turno, como crítico de cinema.

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Lautréamont


GASTON BACHELARD

Paris, 1939
Librairie José Corti
1.ª edição
18,7 cm x 12,1 cm
6 págs. + 202 págs.
exemplar estimado, com oxidação generalizada do papel; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Isidore Ducasse, conde de Lautréamont, constitui o maior enigma da literatura francesa moderna. Franco-uruguaio, que a morte levou aos 24 anos de idade, a violência dos seus Cantos de Maldoror e a cínica blandícia das Poesias (ou Prefácio a um Livro Futuro) configuram a maior agressão desde sempre feita à cultura ocidental centro-europeia, e às suas pretensões de modelo e exemplo a seguir pelos autóctones das áfricas além-eixo. (Note-se que foram precisamente os países do eixo – França incluída – que instauraram a barbárie no século da modernidade!...).
No vertente ensaio, o notável filósofo Gaston Bachelard socorre-se do método psicanalítico na abordagem literária. Investigação, na altura, pioneira, e que consiste no primado, ou na suspeita, de que o objecto em estudo não funciona bem. Todavia – podemos hoje sublinhar –, pondo nos pratos da balança de um lado Maldoror e no outro extremo, por exemplo, o gueto de Varsóvia, lá se vai então a operatividade de um método a braços com a falta de demarcação entre o bem e o mal...

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Lautréamont



GASTON BACHELARD

Paris, 1963
Librairie José Corti
s.i. («nouvelle édition augmentée»)
18,8 cm x 12 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do escritor surrealista Ricarte-Dácio
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas


MÁRIO HENRIQUE LEIRIA
ilust. Artur de Cruzeiro Seixas
org. Perfecto E. Cuadrado

s.l., s.d. [Badajoz, 1996]
Diputación de Badajoz – Espacio / Espaço Escrito
1.ª edição
texto em português
20,4 cm x 14,8 cm
28 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Separata n.º 1 da revista fronteiriça Espacio / Espaço Escrito 11-12.

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Poemas


MÁRIO HENRIQUE LEIRIA
ilust. Artur de Cruzeiro Seixas
org. e trad. Perfecto E. Cuadrado

s.l., s.d. [Badajoz, 1996]
Diputación de Badajoz – Espacio / Espaço Escrito
1.ª edição
texto em castelhano
20,4 cm x 14,8 cm
32 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Separata n.º 2 da revista fronteiriça Espacio / Espaço Escrito 11-12.

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Conto de Natal para Crianças


MÁRIO HENRIQUE LEIRIA

Lisboa, 1975
Forja Editora SARL
1.ª edição
23,6 cm x 16,3 cm
24 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel esfolado na primeira folha
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça-colagem na boa tradição dadaísta do ready made, denotando um sarcasmo agreste, em que o motivo do Natal serve ao autor como pretexto de denúncia política – pela evidência das imagens – do horror que sempre afectou o mundo: a guerra, o governo, a mentira oficial, a agressão e o abandono dos mais desprotegidos.

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Contos do Gin-Tonic [junto com] Novos Contos do Gin, seguido de Fábulas do Próximo Futuro


MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA
capas do Autor

Lisboa, 1976 e 1978
Editorial Estampa
2.ª edição (ambos *)
18,5 cm x 13,5 cm
184 págs. + 224 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
discretas assinaturas de posse nos ante-rostos dos dois volumes
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma carta de Leiria a Mário Cesariny (ver Três Poetas do Surrealismo: António Maria Lisboa, Pedro Oom, Mário Henrique Leiria, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1981):
«[...] Continuo lucidamente bêbedo, como de costume. Sabes que a felicidade é, afinal, uma coisa simples? Resume-se em conseguir não ter dores durante cinco minutos... só cinco, já bastam... [...]»

* Sublinhe-se o facto de o segundo volume ser, nesta 2.ª edição, substancialmente mais extenso que na edição anterior.

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Depoimentos Escritos



MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA
pref. Leonor Correia de Matos
capa de Carlos António de Oliveira e Sousa
ilust. José Antunes

Lisboa, 1997
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14,5 cm
344 págs.
subtítulo: Contos, poemas e cartas de amor
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de contracapa, um excerto do prefácio de Leonor Correia de Matos:
«Alguns poemas, contos e muitas cartas constituem o livro agora publicado. Os primeiros serão de amor ou ódio, revolucionários, naquele entendimento do autor de que a paz e o amor se conquistam pela luta, que não pode ser sempre bela porque contradiz os desígnios de outros homens.
As cartas, essas, são sempre de amor – inquieto, muitas vezes oposto ao mundo, como é timbre do autor. Dirigem-se a uma misteriosa Isabel que irá ocupando na sua vida lugar de crescente preponderância até lhe preencher aquela quota de esperança numa felicidade pessoal de que ele, revolucionário sempre e homem de partido, nem por isso prescinde.»

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O Sonho do Tio


FÉDOR DOSTOIEWSKY
trad. Domingos Monteiro
capa de João [Carlos]

Lisboa, s.d. [1942]
Editorial «Gleba», L.da
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
192 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do tradutor:
«[...] circunstância curiosa que acompanha a elaboração do Sonho do Tio é ter sido escrito êste livro ao mesmo tempo que preparava o material necessário para a redacção de uma das suas obras fundamentais e porventura a mais sombria de tôdas: Recordação da Casa dos Mortos. De facto, êle passara 4 anos num presídio siberiano, sujeito, entre outras, à tortura de não poder ler nem escrever, isto depois de ter sido condenado à morte (como é sabido, a sentença só foi suspensa quando êle se encontrava já em frente do pelotão de execução) [...]»
E se a Casa dos Mortos vai ser povoada por alguns dos mais sinistros personagens da literatura ocidental, já O Sonho do Tio não passou de um incontornável exercício literário preparatório para a grande obra negra, não por acaso escrito num registo de comédia.

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A Tortura da Carne


LEON TOLSTOI
trad. não indicado
capa de J. [Jurandir] U. [Ubirajara] Campos

Rio de Janeiro, 1933
Civilização Brasileira S. A. – Editora
s.i.
18,3 cm x 12,3 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do conto O Diabo, texto renegado por Tolstoi (1828-1910), cuja publicação, apesar de escrito em 1889, será póstuma.

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Guerra e Paz


LEÃO TOLSTOI
trad. do filósofo José Marinho
capas de [Fred] Kradolfer

Lisboa, 1942-1943
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
3 volumes (completo)
23,9 cm x 19,3 cm
[432 págs. + 2 folhas em extra-texto] + [2 x 416 págs.]
subtítulo: 1864-1869
encadernação editorial em tela com gravação nas pastas e lombada e cromo colado nas pastas anteriores
exemplares estimados; miolo limpo, papel acidulado
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Que é uma das obras-primas da literatura universal, ninguém porá em dúvida. Mas é-o porque a liberdade estilística de Tolstoi esteve sempre à cabeça das suas preocupações, ou, nas palavras dele, num texto que Marinho traduz aqui em Apêndice: «[...] Não é um romance, e ainda menos um poema, ou uma crónica histórica. “Guerra e Paz” é o que o autor quis e pôde exprimir na forma que lhe deu. Uma tal declaração de indiferença pelas formas convencionais da obra artística em prosa poderia parecer orgulho se não fôsse intencional e se não houvesse muitos exemplos disso. A história da literatura russa, desde Puskine, não só apresenta muitos casos de um tal afastamento das formas europeias, mas até nos fornece um único exemplo do contrário. Desde as “Almas Mortas” de Gogol, até à “Casa dos Mortos” de Dostoiewsky, no novo período da literatura russa não há uma única obra artística que se tenha ajustado inteiramente à forma do romance, do poema ou da novela. [...]»

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domingo, julho 26, 2015

Tatuagem


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ
desenho do pintor Mário dos Reis

Lisboa, 1941
[ed. Autor]
1.ª edição
21,2 cm x 14,5 cm
106 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poesia d’África
capa em papel revestido a camurça com cromo colado
impresso sobre papel superior creme
folha de rosto impressa a três cores
exemplar com falhas de papel na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
valorizado pela assinatura do Autor
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta nascido no Continente, mas de expressão crioula, ou, como diz Manuel Ferreira no seu ensaio Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977): ele «[...] retoma, sem talvez tomar consciência disso, algumas das fugazes experiências poéticas oitocentistas. O projecto de uma semântica angolana é, em certa medida, alcançado. [...] Parece evidente que a novidade vem do facto de Tomaz Vieira da Cruz tentar uma “descolonização” de si próprio, procurando a adesão ao universo africano. [...]»

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Poesia Angolana


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ
selec. e pref. Mário António
capa de Neves e Sousa

Lisboa, s.d. [circa 1961]
Edição da Casa dos Estudantes do Império
1.ª edição
16,1 cm x 11,5 cm
64 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do crítico literário José Palla e Carmo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor, embora tendo nascido e falecido (1900-1960) em Portugal continental, a sua longa permanência em Angola fez dele um dos pioneiros de uma poesia angolana de consciencialização do povo local e do seu direito à independência.

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Quissange


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ
capa de Neves e Sousa

s.l. [impresso no Porto], 1971
Lello – Angola
1.ª edição
21,7 cm x 15,6 cm
204 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião póstuma da obra poética «de motivos africanos» de Vieira da Cruz, conforme indicações por si deixadas.

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Estrelas na Noite Escura


EDUARDO TEÓFILO

Lisboa, 1958
Portugália Editora (distrib.)
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
192 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Estrelas na Noite Escura


EDUARDO TEÓFILO

Lisboa, 1958
Portugália Editora (distrib.)
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
192 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada, vinco na contracapa; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Quando o Dia Chegar


EDUARDO TEÓFILO
capa de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), 1962
Publicações Imbondeiro
1.ª edição
19,2 cm x 12,4 cm
256 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, capa com defeitos; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor nascido em Évora, mas indo viver para Angola, em 1954, e até quase ao final da vida, tornou-se um feliz representante da escrita europeia aliada das causas negras.

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Angola na Exposição Portuguesa em Sevilha


Luanda, 1929
s.i. (Empreza Gráfica de Angola – Loanda)
[1.ª edição]
22,4 cm x 15,5 cm
4 págs. + 96 págs. + 34 págs. em extra-texto + 1 encarte (anunciante)
subtítulo: Breve Monografia Histórica, Geográfica e Económica Elaborada para a Exposição Portuguêsa em Sevilha
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado, com alguns sinais de lepisma apenas na lombada e na contracapa; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sob a égide do comissário da República em Angola, na altura o capitão-de-fragata Filomeno da Câmara Melo Cabral, deu-se a conhecer na referida exposição internacional «a mais vasta colonia de Portugal. A porta natural do Congo Belga e Rodesia, via Lobito e Caminho de Ferro de Benguela. Excelentes estradas e linhas ferreas. Os melhores portos da Africa Ocidental. A 14 dias de Lisboa em comodos paquetes. Planaltos salubres e climas temperados. Sensações ineditas para turistas. Agricultura – pecuaria – comercio – minas – caça – pesca. Facilidades em concessões de terrenos.»

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telemóvel: 919 746 089


No Sertão d’África


MANUEL KÖPKE

Lisboa, 1926
Edições Spartacus
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
132 págs.
subtítulo: Contos Tradicionais Indígenas
exemplar manuseado mas aceitável, capa com defeitos e resíduos de fita-gomada; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ó-Yoné e Ko-Haru


WENCESLAU DE MORAES

Porto, 1923
A «Renascença Portuguesa»
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
288 págs. + 1 folha em extra-texto
capa impressa a negro sobre papel tipo “manteigueiro” com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Data de 1913 o pedido de demissão de todos os cargos oficiais e profissionais que Wenceslau mantinha no Japão, quer como oficial da Marinha quer como cônsul em Kobe. Data também de 1913 o seu encontro em Tokushima com Ko-Haru, sobrinha da já então falecida Ó-Yoné, dando-se aqui o início da transformação radical, da niponização do escritor. Irá perder esta sua serviçal volvidos três anos, devido a doença pulmonar. Assim, o livro constitui um comovente hino ao Japão, sob o olhar doce, pacífico, tolerante, de um português de costas voltadas para a selvajaria da Europa.

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Relance da Alma Japoneza


WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, s.d. [1926]
Portugal-Brasil, Sociedade Editora Arthur Brandão & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
260 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Admirável retrato do Japão nos seus multifacetados aspectos da tradição, da língua, usos e costumes, instituições, o amor, etc.

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Relance da Historia do Japão


WENCESLAU DE MORAES

Porto, 1924
Edição de Maranus
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
304 págs. + 1 folha em extra-texto (mapa)
capa impressa a negro sobre cartolina goufrada e cromo colado
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto, pequeno rasgão na folha das págs. 13-13 sem afectar o texto
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que complementa o Relance da Alma Japonesa, saído em Lisboa dois anos mais tarde.

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Os Serões no Japão



WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, s. d. [1926]
Portugal-Brasil, Sociedade Editora
1.ª edição
19,4 cm x 12,4 cm
228 págs.
profusamente ilustrado a preto e branco no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um apontamento de Wenceslau fac-similado, em abertura ao livro, diz-nos tratar-se este de uma reunião de artigos seus para a revista Serões de Lisboa. É-nos dado ler, a dado passo, a título de exemplo da finura da sua observação do Oriente:
«[...] Os dirigentes japonezes almejavam por estabelecer em bases firmes o commercio do paiz com o Occidente, no proposito de engrandecel-o pela industria e pelos progressos adquiridos; mas não podiam admitir tamanha influencia moral, exercida por estranhos [refere-se aos cristãos], tendente á desintegração da familia japoneza, ao fanatismo, á oppressão religiosa, á inquisição e certamente, como remate, ao dominio politico dos brancos no solo dos Mikados. A opinião é correntia, entre os modernos escriptores occidentais mais competentes, que o perigo jesuita foi uma das mais ameaçadoras conjuncturas que hão posto em risco a independencia japoneza, durante a longuissima existencia da nação. [...]»

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Fernão Mendes Pinto no Japão [fac-símile do manuscrito]



WENCESLAU DE MORAIS
pref. Ângelo Pereira

Lisboa, 1942
s.i. [ed. Ângelo Pereira]
1.ª edição
35 cm x 25,1 cm
44 págs + 1 folha (tarjeta) em extra-texto
encadernação recente inteira em pele com gravação a ouro e rótulo decoratico de seda adamascada na pasta anterior
por aparar, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, in-4.º por abrir, muito ocasionais pintas de acidez
é o n.º 49 de uma edição de apenas 50 exemplares em papel pluma, numerados e autenticados por Ângelo Pereira, de que o vertente se destinou a Pedro de Andrade
PEÇA DE COLECÇÃO
425,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«Quando em 1916 a Europa e quási todo o mundo se exauriam numa luta sangrenta, Wenceslau de Morais na sua remansosa tebaida de Tokushima saboreava com prazer, mesmo com volúpia, a leitura duma velha edição da famosa obra de Fernão Mendes Pinto “Peregrinação”.
Wenceslau de Morais, segundo êle próprio confessava, preferia ler as primeiras edições dos nossos clássicos.
Sob a exuberante verdura que engrinaldava o alpendre da sua modestíssima mansão, o monge de Tokushima evocava, através da emocionante narrativa do caminheiro português, a vida aventurosa que êle tinha levado em terras longínquas e misteriosas do Dai-Nippon. Desde logo, germinou no espírito fascinante de Wenceslau de Morais a ideia de escrever “um trabalhinho a propósito de Mendes Pinto” que o “Comércio do Pôrto” publicou por alturas de 1920, fazendo, a seguir, sem prévia aquiescência do autor, uma “separata” de reduzidíssima tiragem. Esta deliberação do Director daquêle jornal portuense não foi vista com bons olhos por Wenceslau de Morais que desejava, antes de aparecer em volume o que tinha escrito sôbre Mendes Pinto, fazer uma revisão cuidada e ampliar a despretensiosa narrativa, expurgando-a de incorrecções, sobretudo ortográficas, pois que Morais detestava a ortografia moderna.
[...] Daí o azedume com que acolheu o opúsculo “Fernão Mendes Pinto no Japão”, semeado de gralhas e mal impresso, que o “Comércio do Pôrto” se apressou a fazer-lhe chegar às mãos. [...]»
A vertente edição fac-similada de um manuscrito encontrado no espólio de Wenceslau de Morais, após a sua morte, testemunha a revisão final que o escritor teve em mente, destinada a uma hipotética nova impressão, que nunca chegou a conhecer os prelos.

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sexta-feira, julho 24, 2015

Manual de Filatelia da M. P.


CARLOS ALBERTO CARDOSO RIBEIRO

Lisboa, 1945
Mocidade Portuguesa
[1.ª edição]
19 cm x 14,3 cm
2 págs. + 78 págs.
subtítulo: Como organizar uma colecção de selos. Notas para o filatelista principiante
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura do autor:
«[...] Esta meia dúzia de páginas publica-se no intuito de fornecer aos rapazes portugueses um guia que lhes permita começar acertadamente as suas colecções, dado que não existe em Portugal publicação alguma onde, com certo desenvolvimento, se explique aos filatelistas principiantes a técnica da coleccionação dos selos de correio. [...]»

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Portucale – Revista Ilustrada de Cultura Literária, Scientífica, e Artística





Porto, Janeiro-Fevereiro de 1928 a Dezembro de 1966
dir. Augusto Martins, Cláudio Basto e Pedro Vitorino (Hermínio Cláudio Basto no n.º 105-106; Amorim de Carvalho, Kol Alvarenga, Pina de Morais, Sebastião Pestana e Veiga Pires do n.º 107-108 em diante; Joaquim Moreira do n.º 3 da 3.ª série até ao fim)
143 números em brochura (completo), divididos por 3 séries e 2 suplementos à 3.ª série, acondicionados em 5 estojos
26,4 cm x 18 cm
1.ª série: [336 págs. (numeração contínua anual) + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [22 págs. (anunciantes) + 448 págs. (num. cont.) + 2 folhas em extra-texto + 1 postal em encarte] + [24 págs. (anunc.) + 440 págs. (num. cont.) + 13 folhas em extra-texto + 1 postal enc.] + [32 págs. (anunc.) + 356 págs. (num. cont.) + 6 folhas em extra-texto] + [40 págs. (anunc.) + 288 págs. (num. cont.) + 3 folhas em extra-texto + 2 tarjetas em enc.] + [24 págs. (anunc.) + 268 págs. (num. cont.) + 36 págs. em extra-texto (catálogo das edições Maranus)] + [20 págs. (anunc.) + 240 págs. (num. cont.) + 1 tarj. em enc.] + [12 págs. (anunc.) + 240 págs. (num. cont.) + 2 tarj. em enc.] + [6 págs. (anunc.) + 240 págs. (num. cont.)] + [2 págs. (anunc.) + 240 págs. (num. cont.)] + [252 págs. (num. cont.)] + [240 págs. (num. cont.)] + [224 págs. (num. cont.)] + [224 págs. (num. cont.) + 1 tarj. em enc.] + [224 págs. (num. cont.)] + [208 págs. (num. cont.)] + [212 págs. (num. cont.) + 2 folhas em extra-texto] + [200 págs. (num. cont.) + 1 folha em extra-texto]; 2.ª série: [240 págs. (num. cont.) + 6 folhas em extra-texto] + [12 págs. (anunc.) + 244 págs. (num. cont.) + 14 folhas em extra-texto] + [12 págs. (anunc.) + 272 págs. (num. cont.) + 13 folhas em extra-texto] + [8 págs. (anunc.) + 296 págs. (num. cont.) + 11 folhas em extra-texto + 1 postal em enc. + 32 págs. (Gazeta do Bibliófilo, dir. Álvaro Bordalo)] + [304 págs. (num. cont.) + 8 folhas em extra-texto + 2 folhas volantes em enc. + 2 cartões de visita manuscritos do secretário da redacção, Joaquim Moreira + 56 págs. (Gazeta do Bibliófilo)]; 3.ª série: [1 circular em extra-texto + 188 págs. (num. cont.) + 6 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto + 12 págs. (Gazeta do Bibliófilo)]; suplementos: [64 págs. (num. cont.), uma das quais desdobrável]
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
acondicionados em sóbrios estojos forrados a tela com o título e datas serigrafados
exemplares estimados; miolo limpo, muitos por abrir ou parcialmente por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
490,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico nascido no berço da revista Águia, partilhando até com esta a mesma sede e herdando dela muitos dos seus colaboradores intelectuais – como Afonso Duarte, Raul Brandão, Afonso Lopes Vieira, Leonardo Coimbra, e outros –, evoluirá, ao longo da sua duradoura existência, para correntes literárias menos renascentistas, fruto da vinda à ribalta de uma geração imbuída por uma consciência fracturada pela II Guerra Mundial. Se na 1.ª série a etnografia, a filologia, a educação, a museologia e as ciências exactas constituem o prato substancial da revista, já a partir da 2.ª série são as artes criativas e imediatamente interventivas que tomam o anterior lugar da abordagem etnográfica, senão mesmo folclórica, da vida e arte do povo português. Digamos que a excepcionalidade bárbara da guerra, e concomitante deriva de milhares de homens e mulheres em fuga pela Europa, trouxeram ao litoral pátrio, por força inspiradora, uma lufada de pensamento e atitude cosmopolitas e desempoeirados. Autores de referência, como Jorge de Sena, David Mourão-Ferreira, Sophia, ou os marxistas Carlos de Oliveira, Augusto Abelaira, José Gomes Ferreira, Mário Dionísio, Júlio Pomar, António José Saraiva, Egito Gonçalves, e muitos outros, pode dizer-se que levam para dentro da revista portuense o espírito da Vértice coimbrã. Chama-se ainda a atenção para  a presença gráfica do pintor Fernando Lanhas a partir da 3.ª série.

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“Orpheu” – Revista Trimestral de Literatura [junto com] Orpheu 3 (Povas de Página)





a) Lisboa, Janeiro-Fevereiro-Março, Abril-Maio-Junho de 1915
dir. Luiz de Montalvôr e Ronald de Carvalho [n.º 1], Fernando Pessôa e Mario de Sá-Carneiro [n.º 2]
ed. Antonio Ferro
Typografia do Comércio
b) Porto, 1983
Edições Nova Renascença (José Augusto Seabra)
1.ª edição (todos)
3 números em 2 volumes (colecção completa)
27,8 cm x 21,5 cm (estojo): 25 cm x 17 cm (n.os 1 e 2, enc.) + 26,5 cm x 21 cm (n.º 3, br.)
[4 págs. + 84 págs.] + [4 págs. + 80 págs. + 4 extra-textos em dupla página (couché)] + [VIII págs. + 64 págs.] (numeração contínua)
a) encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada com nervuras igualmente pontuadas a ouro e filetes nos remates do corte da pele nas pastas; aparo de acerto e carminado apenas à cabeça; conserva todas as capas de brochura
b) brochura
exemplares em bom estado de conservação, pequeno restauro no bordo inferior da capa do n.º 1; miolo limpo, o n.º 3 está como novo
acondicionados em elegante estojo próprio de confecção recente
PEÇA DE COLECÇÃO
3.800,00 eur (IVA e portes incluídos)

Disse Almada Negreiros (Orpheu 1915-1965, Ática, Lisboa, 1993), em memória da criação da revista: «[...] De mais extraordinário não vejo senão que tenha sido um movimento os nossos encontros pessoais entre companheiros de revista.
[...] Até este momento nada mais disse que “Orpheu” tinha sido o nosso encontro actual das letras e da pintura. É tudo o que queria ter dito. A continuar seria isto mesmo no resultado do “Orpheu”. Nenhuma geração post “Orpheu” se acusa no da pintura não separada do seu encontro com as letras. “Orpheu” continua. [...]
O selo do “Orpheu” era a modernidade. Se quiserem, a vanguarda da modernidade. A nossa vanguarda da modernidade. [...]»

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poesía – Revista Ilustrada de Información Poética


Madrid, n.º 7-8, Maio de 1995
dir. Gonzalo Armero
Ediciones Siruela / Ministerio de Cultura
2.ª edição [1.ª ed., 1980]
[número duplo especial dedicado a Fernando Pessoa]
título: Fernando Pessoa en Palabras y en Imágenes
27 cm x 21 cm (formato de álbum)
268 págs.
profusamente ilustrada
exemplar como novo sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Com selecção de textos, tradução e notas de José Antonio Llardent, trata-se de uma notável e diversificada apresentação do poeta no estrangeiro. Para além da representativa antologia, uma boa articulação das imagens reproduzidas com a cronologia bio-bibliográfica na abertura do volume, uma correcta inserção de comentários de escritores e estudiosos, etc. E para aqueles que queiram abalançar-se a visitar os lugares “de culto” onde o poeta viveu ou frequentou, uma planta da cidade de Lisboa devidamente assinalada, seguida das reproduções fotográficas desses locais, constituem precioso auxílio.

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Estranho Estrangeiro – Uma Biografia de Fernando Pessoa


ROBERT BRÉCHON
trad. Maria Abreu e Pedro Tamen
capa de Rogério Petinga

Lisboa, 1996
Quetzal Editores
1.ª edição
23 cm x 13 cm
650 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Biografia do Poeta português da primeira metade do século XX (o da segunda metade é Herberto Helder), muito acrescenta à já existente, de João Gaspar Simões, fazendo a ponte para o que virá a ser, em 2011, a de José Paulo Cavalcanti Filho. Qualquer delas indispensável.

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