quarta-feira, Abril 23, 2014

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As Naus


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1988
Publicações Dom Quixote [co-edição: Círculo de Leitores]
1.ª edição
21 cm x 13,4 cm
248 págs.
capa de Fernando Felgueiras
no todo, em bom estado
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Fotobiografia de Tereza Coelho:
«[...] Os Descobrimentos como se fossem vistos do avesso, mostram a decadência de Portugal em todo o seu esplendor. Navegadores, reis, escritores, colonos, regressam à pátria: Pedro Álvares Cabral procura emprego e vive num quarto nojento de uma pensão com outras famílias de Angola, Gil Vicente é ourives, Vasco da Gama passeia no Guincho com o rei D. Manuel. D. Sebastião é esperado por um grupo de indigentes. Mesmo antes disso, A Portuguesa é executada em ritmo de pasodoble. [...]»

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Cantares




[ZECA] JOSÉ AFONSO

Lisboa, s.d. [1967]
Edição SCIP - AAEE de Lisboa / A.E.I.S.T.
1.ª edição
20,8 cm x 13,3 cm
100 págs.
exemplar estimado, capa com sinais de lepisma; miolo limpo
peça de colecção
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incontornável edição clandestina (esforço da vanguarda das associações de estudantes), substancialmente diferente da da Nova Realidade (Tomar, 1966), ganha a importância da perseguição movida contra tudo o que levasse a assinatura de Zeca Afonso. O regime fascista foi sempre muito claro em relação ao Autor de Grândola, Vila Morena: havia que silenciá-lo!
A vertente edição vem ainda enriquecida, relativamente à outra, por novos cantares, pela reprodução de um autógrafo (desenho e versos) de Zeca Afonso, por esclarecedores comentários do mesmo em rodapé a cada poema e por um conjunto de fotografias que denunciavam a miséria dessa época. O Preâmbulo, que tem como alvo a flor universitária do ensino para a dominação, fala por si:
«[...] Coimbra tem assim constituído a praça forte do reaccionarismo a da alienação portuguesa, e, se pensarmos que foi durante muito tempo o único centro universitário do País, temos de reconhecer nela o beco da nossa cultura e um dos maiores freios ao nosso progresso sócio-económico.
Felizmente que desde alguns anos para cá um grupo de gente nova está surgindo, reduzido é certo [neste pequeno círculo se deve incluir o bardo dos Cantares], mas cada vez mais numeroso e servindo de suporte a uma mentalidade diferente, sensível às realidades que nos cercam e aberta para os dramas que atormentam o mundo actual. [...]
E se algum qualificativo quiséssemos utilizar, que melhor reunisse as qualidades destes Cantares, diríamos que eles são eminentemente cultos. Não é de facto a cultura uma relação viva do homem com a realidade circundante? Por serem cultos é que muitos destes cantares andam nas bocas do vulgo, ilustrando assim esta verdade tão singela como frequentemente esquecida: que a arte para ir direita ao povo tem de brotar do seu húmus. [...]»

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Cantar de Novo


[ZECA] JOSÉ AFONSO
pref. António Cabral
capa de Camilo Mourão

Tomar, 1970
Nova Realidade
1.ª edição
17,9 cm x 11,2 cm
112 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução de António Cabral:
«[...] Por vezes José Afonso não escreve para que o percebam imediatamente: escreve simplesmente, ao embalo da sugestão musical. As palavras aparecem-lhe sem saber como, talhadas para o espaço que vão ocupar no tempo da canção. Estão ali e falam a linguagem sortílega da música – como nas cantigas de amigo, como nos cantos populares de todos os tempos. [...]
Ouçamos o cantor-poeta numa entrevista ao “Comércio do Funchal” (1/6/69): “Se a canção de protesto pretende directa e concretamente atingir uma dada estrutura político-social num dado momento histórico, com referência a factos, indivíduos e lugares, então eu não sou um cantor de protesto. De resto as minhas canções são predominantemente líricas. Mas elas pretendem opor-se (quer as líricas, quer as intencionais) a padrões de vida, gostos e predilecções, vigentes entre nós”. [...]»

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Cantar de Novo


[ZECA] JOSÉ AFONSO
pref. António Cabral
capa de Camilo Mourão

Tomar, 1971
Nova Realidade
2.ª edição
17,8 cm x 11 cm
112 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Maria – Escada de Serviço



AFONSO RIBEIRO
capa do pintor Júlio Pomar

Porto, 1946
Editorial Ibérica
1.ª edição
21 cm x 15,2 cm
480 págs.
luxuosa encadernação inteira em pele, com nervuras e gravação a ouro em ambas as pastas e na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta o ex-libris de Rogélio Barros Durão no separador a seguir à primeira folha-de-guarda
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora Afonso Ribeiro esclareça em nota prévia tratar-se o vertente romance «uma nova versão de outro romance, curto e rápido», publicado cinco anos antes sob o título Plano Inclinado, quase nenhuma semelhança sobreviveu à “revisão”. Tal como os outros dois romances que se lhe seguem, expandindo a sua ideia literária em torno da história de uma serviçal que se prostitui, também este havia sido apreendido pela polícia ao serviço da censura estatal.

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O Caminho da Agonia



AFONSO RIBEIRO
capa e ilust. Rui Knopfli

s.l. [Lourenço Marques], 1959
Edição do Autor
1.ª edição
21 cm x 15 cm
440 págs.
subtítulo: Terceiro volume da trilogia Maria
ilustrado
luxuosa encadernação inteira em pele, com nervuras e gravação a ouro em ambas as pastas e na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta o ex-libris de Rogélio Barros Durão no separador a seguir à primeira folha-de-guarda
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos vários livros que este escritor neo-realista viu proibidos pelo Estado Novo.

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domingo, Abril 20, 2014

Poemas de Deus e do Diabo




JOSÉ RÉGIO
capa de Júlio [Reis Pereira]

Coimbra, s.d. [1925]
«Lvmen» [tipografia]
1.ª edição
28 cm x 19,9 cm (estojo); 27,3 cm x 19 cm (capa); 24 cm x 16,2 (miolo)
90 págs.
composto manualmente, capitulares móveis
frontispício impresso a verde escuro
exemplar em bom estado de conservação, pequenos restauros na capa; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
brochura acondicionada num estojo próprio de fabrico recente, em tela impressa a negro
PEÇA DE COLECÇÃO
2.100,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Quando José Régio publica, em 1925, os Poemas de Deus e do Diabo, que antecediam, de dois anos, o aparecimento do primeiro número da presença, o seu livro vinha inserir-se, em contraste violento, num panorama literário de um modo geral dessorado e linfático: pelo menos no que respeitava àquela literatura que existia aos olhos do público. Os homens do Orpheu e da Renascença, ou se tinham extinguido, ou arrastavam uma esquecida existência de sombras inactuantes. [...]
[...] nas palavras impressivas de Torga [Traço de União, Coimbra, 1969], o que [...] vingava, era “uma poética velha, apegada ao sentimentalismo piegas, às rimas de almanaque, por vezes grandiloquente, e sempre banal e medíocre”. Um nacionalismo e um regionalismo estreitos, livrescos, poeirentos, a que apetecia responder como o fez Fernando Pessoa: “Amar a nossa terra não é gostar do nosso quintal. E isto de quintal também tem interpretações. O meu quintal em Lisboa está ao mesmo tempo em Lisboa, em Portugal e na Europa.” [...]
Tornava-se necessário reacender o fogo com um combustível mais duradouro e retirar de entre parêntesis os valores interrompidos do Orpheu e do Portugal Futurista, reintegrando-os no discurso normal da vida corrente. Essa tarefa ia caber aos jovens da presença, com Régio à frente. [...]» (Eugénio Lisboa, José Régio – Uma Literatura Viva, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 2.ª ed., Lisboa, 1992)

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A Chaga do Lado


JOSÉ RÉGIO

Lisboa, 1954
Portugália Editora
1.ª edição
22,6 cm x 17,3 cm
96 págs.
subtítulo: Sátiras e Epigramas
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Encruzilhadas de Deus


JOSÉ RÉGIO
desenhos de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, s.d. [1956]
Portugália Editora
3.ª edição
21,9 cm x 14,9 cm
220 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na folha de rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome verdadeiro José Maria dos Reis Pereira, filho de ourives em terra de pescadores, a remota e beata Vila do Conde, como Régio o leremos à cabeça dos destinos programáticos e poéticos do periódico artístco presença. Revista que fará a ponte entre o primeiro modernismo português e os avanços da resistência ao fascismo, encabeçados pelo neo-realismo e pelo surrealismo. Admirou ele, dando-lhes um melhor lugar na história da literatura portuguesa, os nossos grandes escritores malditos como Camilo, Mário de Sá-Carneiro ou Florbela Espanca. Quando, em 1936, publica o vertente livro de poemas – que «[...] é, a um tempo, um dos seus livros mais dramáticos, mais gesticulares, mais retóricos (no melhor e no pior sentido) e mais pleno de ricas, contraditórias e inquietantes significações [...]» (Eugénio Lisboa) –, dele «[...] diria Rodrigues Lapa que Régio “atinge neste livro (...) uma angustiosa e dramática plenitude. Dentro desse estilo, desse emparedamento soberbo, a que não faltam no entanto palpitações humaníssimas [...]” [...]» (ver José Régio – Uma Literatura Viva, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa, 1978).

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Fado



JOSÉ RÉGIO
ilustrações de Stuart Carvalhais

Lisboa, 1957
Portugália Editora
2.ª edição
21,7 cm x 15 cm
164 págs. + 6 folhas em extra-texto
exemplar da 2.ª variante de capa (o miolo em nada difere do da 1.ª variante de capa, nem no conteúdo literário, nem no suporte físico)
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

São notáveis – e invulgares – os desenhos de Stuart. Conseguem acentuar de forma não caricatural a faceta grotesca, negra, pessimista, de Régio. Num dos livros mais urbano e realista do poeta. Leia-se uma passagem:

«[...] Sim, na avenida vizinha,
Tudo era moderno e fresco;
Mas essa rua... mantinha,
Mantém o seu pitoresco:

Uma igual turba de párias,
Vadios, trabalhadores,
Meretrizes e operárias,
Falhados e sonhadores,

Há centos de anos se some
Nesses palácios escuros,
E cheira mal, passa fome,
De alto a baixo desses muros...

Nas mesmas águas-furtadas
Há centos de anos há poetas,
E as mesmas gatas pejadas
Têm filhos nas valetas. [...]»

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Vindima



MIGUEL TORGA

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
19 cm x 13,5 cm
268 págs.
exemplar estimado, sinais de foxing na capa; miolo limpo
«edição numerada e rubricada pelo autor»
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva / Óscar Lopes (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] A obra de Miguel Torga [...] sente-se banhar num ambiente de mitos agrários e pastoris que da sua origem aldeã transmontana remontam aos símbolos bíblicos. [...]»

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Bichos


MIGUEL TORGA

Coimbra, 1940
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
exemplar manuseado, mas aceitável, com a lombada oxidada pela luz; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior direito da pág. 3
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
1.100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro que Torga publica após haver sido preso pela PIDE no ano anterior, devido às ideias professadas na sua obra em geral e, em particular, A Criação do MundoO Quarto Dia. Este espantoso Bichos – que será igualmente proibido – foi em grande parte escrito na cadeia do Aljube.

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Bichos


MIGUEL TORGA

Coimbra, 1943
s.i. [ed. Autor]
3.ª edição (revista)
19 cm x 13,2 cm
128 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo
assinatura e carimbo de posse no canto superior esquerdo da pág. 7
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bichos


MIGUEL TORGA
trad. castelhana de Maria Josefa Canellada

Coimbra, 1946
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
19,2 cm x 13,6 cm
2 págs. + 140 págs.
exemplar como novo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um livro que fabula acerca da humanização dos animais e da bestificação dos homens...

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O Desespero Humanista de Miguel Torga e o das Novas Gerações


EDUARDO LOURENÇO

Coimbra, 1955
Coimbra Editora, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 13,9 cm
50 págs.
exemplar estimado, capa com alguma sujidade; miolo limpo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Caracteriza aqui Lourenço os lugares comuns metafísicos da geração ligada à revista presença, com especial incidência no «desalento e [na] impotência literária» assumidamente sentidos por Torga. A par e passo Lourenço delimita, ou por aproximação ou por afastamento, as margens do rio que separa Torga de José Régio.

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Sentido e Forma da Poesia Neo-realista


EDUARDO LOURENÇO

Lisboa, 1968
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,2 cm x 10,2 cm
272 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 20 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prólogo, para bom entendedor...:
«[...] Esta precedência histórica e ideal da teoria sobre a visão literária que ela determinou ou pareceu determinar num certo período do neo-realismo, teve as mais fundas consequências. Ela converteu a priori os seus servidores em guardiães ou apóstolos de uma ortodoxia literária, de um “dever-ser” cultural, sombra ou sósia do “dever-ser” ideológico. [...]»

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Tempo e Poesia



EDUARDO LOURENÇO

Porto, Dezembro de 1974
Editorial Inova
1.ª edição (em livro)
19,5 cm x 14 cm
312 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de importantes reflexões, que andavam dispersas por jornais e revistas, algumas estas de absoluta raridade como a Árvore ou a Tetracórnio, ou mesmo o jornal Europa, e cuja importância não deixa de ser admirável num filósofo não alinhado pelos cânones da época da sua formação intelectual, quando o ditado oficial português mais não produzia que superstições messiânicas e marianistas.

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quinta-feira, Abril 17, 2014

Histórias de Amor


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Victor Palla

Lisboa, 1952
Editorial Gleba, Ld.ª
1.ª edição
16,1 cm x 11,4 cm
174 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
carimbos de posse de «Carlos Nandin de Carvalho | engenheiro civil | Avenida Gomes Freire, 3 | Lourenço Marques»
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido pela censura salazarista – e não era o primeiro que Cardoso Pires via fora do mercado –, republicado condignamente apenas dez anos após a morte do escritor, pelo editor Nelson de Matos, que juntou ao texto integral a carta-protesto de imediato dirigida por Cardoso Pires ao director dos Serviços de Censura (ver Edições Nelson de Matos, Lisboa, 2008).

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Os Caminheiros e outros contos



JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Júlio Pomar

Lisboa, 1949
Edição do Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,3 cm x 13,8 cm
156 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao escritor Luiz Pacheco, cuja assinatura de posse figura no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
410,00 eur (IVA e portes incluídos)

Primeiro do escritor. Livro de circulação clandestina, dada a censura salazarista, nunca republicado por Cardoso Pires.

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Os Nus e os Mortos


NORMAN MAILER
trad. António Neves-Pedro
pref. José Cardoso Pires
capa de A. [António] Garcia

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 14 cm
672 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
juntou-se o marcador de leitura original
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cardoso Pires cimenta uma tradição de literatura de guerra para o norte-americano Norman Mailer, que se inicia no texto The Red Badge of Courage de Stephen Crane, passando por Hemingway e John Dos Passos. Mas o alvo em vista, é chamar a atenção para o que vem depois da violência e da angústia dos campos de batalha:
«[...] Que saída se antevê para os desencantados do pós-guerra enquanto o equilíbrio necessário não se estabelece? O hipster, o jovem que vive o momento de felicidade, o que abraça o “corpo do Tempo”?
Num ensaio sobre o existencialismo americano [refere-se Cardoso Pires a The White Negro], Mailer considera o fenómeno como resultante de se ter imposto à juventude a fatalidade de que “a condição do homem comum é viver sob a ameaça da destruição atómica ou do universo concentracionário”.
Os chamados rebeldes sem causa têm afinal a sua motivação...
E hoje, que os sociólogos procuram despistar esse cancro moral que se radicou, de geração em geração, no espírito de uma mocidade, a presença de Os Nus e os Mortos tem o significado de uma escritura. [...]»
Capa referenciada no catálogo António Garcia, designer, zoom in / zoom out (aa.vv., Museu do Design e da Moda, Lisboa, 2010), aparentemente desconhecendo a existência do respectivo marcador.

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Album Comemorativo da Primeira Exposição Colonial Portuguesa


HENRIQUE GALVÃO
pref. Armindo Monteiro
ilust. Eduardo Malta

Porto, 1934
Litografia Nacional
1.ª edição [única]
bilingue português / francês
32,7 cm x 25,3 cm (álbum); 54 pág. + 28 folhas em extra-texto
impresso a cor sobre papel superior
encadernação luxuosa em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada, nos rótulos e nos remates da pele
por aparar, corte serrilhado, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, com os vegetais de protecção das estampas perifericamente oxidados
PEÇA DE COLECÇÃO
420,00 eur (IVA e portes incluídos)

«A Exposição Colonial Portuguesa realizada na cidade do Porto, em 1934, visava todo o tipo de públicos, incluindo não letrado. Na linha de sucessão de outras congéneres realizadas na Europa (Marselha, 1922; Antuérpia, 1930; Paris, 1931), o evento português veicula mensagens com duplo sentido; para dentro do país, como valorização da dimensão civilizadora do projecto colonial, para o exterior, a demonstrar a inflexível defesa do projecto colonial e a pressa em educar a população metropolitana para o desígnio e vasto Império Colonial Português. A Exposição orientava-se para uma “lição de colonialismo”, pelo sensorial, reconstituindo aldeias e imagens dos humanos nelas (como zoológicos humanos). [...]» (Luísa Marroni, «“Portugal não é um país pequeno”. A lição de colonialismo na Exposição Colonial do Porto de 1934», Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 2013)
Peça de invulgar elegância gráfica.

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quarta-feira, Abril 16, 2014

[Angola – Álbum de fotografias]




[ANÓNIMO]

s.d. [circa 1930-1940]
s.e. [fabrico do suporte álbum: Wübben Album]
fotografias originais (papel de revelação Velox)
19,5 cm x 13 cm (oblongo) [8,7 cm x 5,7 cm (fotografias)]
36 págs. de cartolina negra encartadas por folhas de cristal translúcido de fantasia, com 52 fotografias coladas (a maioria legendadas) + 6 fotografias soltas
álbum forrado a seda adamascada com fio de ouro
acabamento com dois ilhós e passamanes rematados por contas a imitar bagas de café
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo e fotografias limpas
PEÇA ÚNICA DE COLECÇÃO
310,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reportagem-memória na zona do Cuanza Norte (rio Lucala), no planalto de Malange e em Luanda. Destaque para a indústria do sal, a plantação e tratamento do café, tomadas de vista da fortaleza de Massangano (Cambambe) – mais precisamente: Forte de Nossa Senhora da Vitória de Massangano – e da Avenida do Hospital em Luanda. Também se encontram documentadas figuras da população autóctone da região de Huila, no sul da Angola.
Foi possível estabelecer datação nos parâmetros acima referidos pela identificação do modelo da viatura visível em duas das imagens.

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As Desvirtuosas Malfeitorias


JOAQUIM MADUREIRA [BRAZ BURITY]

Lisboa, 1930
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (filhos)
1.ª edição (1.º milhar)
19 cm x 12,3 cm
8 págs. + 312 págs. + 2 folhas em extra-texto (uma delas dupla)
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado, lombada gasta; miolo limpo, pontualmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«Crítico iconoclasta, panfletário anarquizante, e que veio a ser, em 1937, director de O Diabo fundado por Artur Inês, assinou com o seu nome e com o pseudónimo Brás Burity algumas das páginas mais sarcásticas que depois de Fialho se escreveram em português. Não poupou nenhuma instituição política, social ou cultural [...].»
O vertente livro não foge à regra.

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A Divida Portugueza


M.[IGUEL] E.[DUARDO] LOBO DE BULHÕES

Lisboa, 1867
Typographia Portugueza
1.ª edição
22,9 cm x 15 cm
112 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lobo de Bulhões (1830-1894), que foi membro da Academia das Ciências de Lisboa e sócio-fundador da Sociedade de Geografia, na qualidade profissional de chefe da contabilidade do Ministério dos Negócios da Marinha deixou-nos esta importante resenha acerca do estado das finanças públicas nacionais, problema cuja origem ele atribui a uma época anterior à sua: «Em Portugal a divida fundada, na accepção genuina da expressão, teve principio no fim do seculo passado. [...]» Isto dito para serenar os ânimos dos credores, porque «[...] Vogaram no estrangeiro idéias falsas a respeito do nosso estado financeiro [...]», acredita ele na suficiência da exposição que aqui faz, no vertente opúsculo, para «[...] [responder] logicamente ás accusações infundadas que affectavam o credito de Portugal. [...]»

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domingo, Abril 13, 2014

Lusita / Lusito – Caderno Escolar



[desenho ANÓNIMO]

s.l. [Lisboa], s.d. [circa 1950]
Edição Comegê
s.i.
14,7 cm x 21 cm (oblongo)
20 págs. (em branco)
acabamento com um ponto em arame
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Modelo de caderno escolar produzido durante a dominação do Estado Novo, exemplo de propaganda política dirigida a pais, pessoal docente e jovens alunos. As imagens aqui reporduzidas aí figuram em capa e contracapa (ou vice-versa) num esquema gráfico para o menino e para a menina, e ilustram o desejo de uma sociedade militarizada, obediente, fascista.

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Mãos Dadas





Lisboa, 8 de Dezembro de 1961 a [Novembro de 1967]
dir. Aida Cardigos
Comissariado Nacional da Mocidade Portuguesa Feminina
1.ª edição [única]
66 números (completo)
25 cm x 20 cm
66 x 16 págs.
profusamente ilustrados, impressos a cor
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
255,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista genérica para filiadas e não filiadas da Mocidade Portuguesa, não difere dos modelos que faziam furor à época, como a Plateia ou a Crónica Feminina, mas em linguagem muito mais básica e nacionalista, tendo por fim último o enquadramento das futuras mulheres da nação, que, embora instruídas de fresco na escola, havia que não permitir se desligassem da costura e das panelas, num lar orquestrado pelos homens: «[...] apagadas, modestamente, sem ambições que não seja a de servir. A formação secundária e, com maior razão, o ensino superior são frontalmente designados nocivos, perversos para a missão da mulher. [...]» (Fonte: Helena Neves, «Meninos e Meninas ao Seu Lugar – A Segregação no Ensino Primário do Estado Novo», Revista de Humanidades e Tecnologias, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, 2000.)
O grafismo é elegante e variado nos recursos, que vão do desenho de ilustradores à reprodução de fotografias.

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Mocidade Portuguesa



F. J. NOBRE GUEDES

Lisboa, 1940
Edição da «M. P.»
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
216 págs.
subtítulo: Alguns Discursos e Escritos do Primeiro Comissário Nacional, 1936-1940
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, com pequenas falhas de papel na capa e no topo da lombada; miolo limpo, com picos de oxidação entre as págs. 2 e 7
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Textos publicados no sentido de melhor dar a conhecer o carácter do germanófilo Francisco José Nobre Guedes e «[...] a doutrina e os métodos do movimento.
Ficam assim documentados quatro anos de excelente trabalho construtivo, durante os quais foram tão magnificamente traçados os destinos da mais bela realização do Estado Novo Português.» (Assina esta nota de abertura M. C. [Marcello Caetano], já na qualidade de comissário sucessor... Seguir-se-ão António Gonçalves Rodrigues e Baltasar Rebelo de Sousa, este último responsável pela expansão da Mocidade Portuguesa às colónias).

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Mocidade Portuguesa – A Missão dos Dirigentes [junto com] Regulamento da Disciplina da Mocidade Portuguesa


MARCELLO CAETANO

Lisboa, 1952 e 1940
s.i. [ambos edição da Mocidade Portuguesa]
3.ª edição e 1.ª edição
[19,5 cm x 14,5 cm] + [18,8 cm x 12,7 cm]
176 págs. + 20 págs.
subtítulo: [a] Reflexões e Directivas Sobre a Mocidade Portuguesa
acabamento com dois pontos em arame [b]
exemplares estimados; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Instituição para-militar, a MP, segundo o modelo nazi da juventude hitleriana, foi seu mentor e dirigente Marcello Caetano, o da primavera marcelista, e que se encontrava organicamente sob a alçada do Ministério da Educação, na altura (1940) ministeriado por Mário de Figueiredo. O decreto-lei que a instituiu (n.º 30.921) data de 29 de Novembro de 1940, e, para além da assinatura deste membro do governo, é promulgado por Salazar e Óscar Carmona.

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Normas Regulamentares para Concursos e Campeonatos Nacionais da Mocidade Portuguesa


Lisboa, 1941
Direcção dos Serviços de Ed. Física e Desportos
1.ª edição
18,8 cm x 12,7 cm
84 págs.
subtítulo: Anexo à O. S. [ordem de serviço] n.º 3 – 1941-1942 – de I-XI-1941
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja e com restauros; miolo limpo
juntou-se a Ordem de Serviço n.º 4 (Ano 1941-1942), aquando José Soares Franco era secretário-inspector da Mocidade Portuguesa
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do conjunto de regulamentos relativos ao apuramento nas provas de ginástica, atletismo, esgrima, hipismo, ténis, natação, tiro, etc.

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O Ditador das Finanças



LEOPOLDO NUNES
pref. Armindo Monteiro

Lisboa, 1930
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
232 págs.
encadernação modesta de amador em tela encerada e sóbria gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do elogio do governo no domínio das finanças, e portanto da política de intoxicação totalitária dos direitos e liberdades dos cidadãos.

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A Reorganização Financeira


[OLIVEIRA SALAZAR]

Coimbra, 1930
Coimbra Editora, Ld.ª
1.ª edição
23,5 cm x 15,9 cm
XII págs. + 560 págs.
subtítulo: Dois Anos no Ministério das Finanças, 1928-1930
sóbria encadernação recente em carneira e papel de fantasia, com gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura, que se encontram perifericamente marcadas por sinais de lepisma
exemplar estimado; miolo limpo
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais raros livros deixados por Salazar, em início de carreira.

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A Situação Portuguêsa



DIVID J. G. MAGNO

Porto, Março de 1926
Companhia Portuguesa Editora, Ld.ª
3.º milhar
19,1 cm x 12,8 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação modesta da época em pele e papel de fantasia, gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

David José Gonçalves Magno, militar que se notabilizou pela sua acção bélica quer nas colónias (Dembos, em 1913), quer na Flandres, vem aqui trazer as suas achas para a fogueira da implantação da ditadura.

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