sexta-feira, agosto 17, 2018

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


O Rancho da Carqueja



ANTONIO FRANCISCO BARATA

Coimbra, 1864
Imprensa Litteraria
1.ª edição
19,8 cm x 12,5 cm
XII págs. + 196 págs.
subtítulo: Tentativa de romance historico baseado nos acontecimentos academicos do seculo passado
modesta encadernação coeva em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
discreto carimbo de posse no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prólogo do autor:
«Por vezes ouviramos fallar em Coimbra no Rancho da Carqueja.
Fôra o Rancho da Carqueja uma sociedade academica cujo principal fim era o mutuo divertimento.
Mas não era só o divertimento, na singeleza da phrase, que o Rancho tinha por norte. A ideia mais extravagante e louca era recebida com frenetico applauso, e executada com admiravel ponctualidade.
Nos echos da tradição ouvimos ainda muitos lamentos, queixumes e afflicções.
Mas nunca haviamos lido uma só palavra a tal respeito, a não ser na Macarronea [...].
Crêmos que alguns livros, ou periodicos d’esses tempos consagrassem algumas linhas aos famosos disturbios do Rancho, que chegou mesmo a inquietar o faustoso Monarcha D. João V [...].»
António Francisco Barata (1836-1910) – o magnífico António Francisco Barata! – pega então nuns papéis anónimos que lhe chegaram às mãos, acerca desses estoira-vergas, e, modestamente, faz deles um romance.

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Memoria Historica sobre a Fundação da Sé de Evora e Suas Antiguidades com os Esboços Chronologico-biographicos dos Bispos e Arcebispos d’Ella


ANTONIO FRANCISCO BARATA

Évora, 1903
Minerva Commercial
2.ª edição («correcta»)
22,4 cm x 16 cm
146 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação de amador inteira em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco na lombada
muito pouco aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva refere António Francisco Barata, nestes termos, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (vol. VIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1867):
«[...] natural da villa de Góes, districto de Coimbra, e nascido no 1.º de Janeiro de 1836. Não conheceu seus paes, e creado nos braços da indigencia recebeu apenas os primeiros elementos da instrucção primaria; porém como fosse dotado de natural ingenho, começou a supprir do modo que lhe era possivel a falta de estudos regulares por uma assidua applicação aos livros, aproveitando nella todos os intervallos, que lhe deixava livres a profissão de barbeiro e cabelleireiro, que aprendeu em 1848, e ainda agora exerce na cidade de Coimbra. [...]»
Brito Aranha, o continuador desse mesmo Diccionario, vai mais longe (vol. XX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911):
«[...] Quando o erudito lente da Universidade de Coimbra, já fallecido, dr. Augusto Filippe Simões, de quem ainda tratarei neste Dicc., foi para Evora em commissão dirigir a importante bibliotheca daquella cidade, ligado por amizade a Antonio Francisco Barata, avaliando lhe as qualidades e o merecimento revelado em diversas publicações, levou o em sua companhia e ali o empregou, e nessas funcções, pela ancia de aprender e saber, desenvolveu com bom fructo o seu amor ás letras. Exerceu, pois, por muitos annos e com applicação modelar as funcções de conservador na mesma bibliotheca, que necessita de quem a trate com desvelo para a conservação das preciosidades que encerra.
No exercicio desse emprego, Antonio Francisco Barata accumulou as de adjunto no observatorio meteorologico e de escrivão dos casamentos na camara ecclesiastica.
Nos descansos, que eram poucos e curtos, do incessante labutar, e no meio de desgostos intimos que lhe amarguraram a existencia, não deixou de manter como podia e com a melhor vontade, a correspondencia com alguns homens mais distinctos e mais estudiosos, que admiravam e applaudiam nelle o talento, a applicação e a força de vontade, que venceram muitos desgostos e contrariedades. Saiu depois do serviço effectivo da bibliotheca de Evora, como aposentado, por divergencias com a sua direcção, segundo constou. Entre os amigos de elevada posição que favoreceram este escriptor na sua carreira, além do dr. Augusto Filippe Simões, elle contava com a dedicação dos conselheiros dr. Augusto Cesar Barjona de Freitas, Thomás Ribeiro, dr. Rodrigo Velloso e Gabriel Pereira. [...]
Foi vereador da camara municipal de Evora. Falleceu nesta cidade aos 23 de março 1910, contando 74 annos de idade. Em varios periodicos appareceram artigos necrologicos honrando a memoria deste estudioso e talentoso escriptor e poeta. Por minha parte, mui sinceramente e com profundo sentimento registo a dor que me causou a noticia da sua morte. Eu, como amigo, e este Diccionario devemos lhe finezas que não é possivel esquecer.
Dias antes do obito e sentindo nas visceras arruinadas não longe o termo fatal da existencia, escrevera para Coimbra a um velho e dedicado amigo, dizendo lhe amargamente: “Está a acabar a festa!” [...]»
Legou-nos Francisco Barata uma boa centena de escritos, o que não está nada mal, em matéria de cultura e erudição, num ex-barbeiro autodidacta!...

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The Silent Traveller in Oxford



CHIANG YEE
ilust. Chiang Yee

Londres, 1950
Methuen & Co. Ltd.
5.ª edição
texto em inglês
22,2 cm x 14,8 cm
VIII págs. + 184 págs. + 20 págs. em extra-texto (cor)
ilustrado no corpo do texto em separado
encadernação editorial inteira em tela gravada a vermelho na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Belíssima observação de Oxford, sempre remetida para o substrato da cultura, sobretudo poética, inglesa, pelo também poeta e pintor chinês Chiang Yee (1903-1977).

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Alma Chinesa



HERLANDÉR RIBEIRO

Lisboa, 1950
Editora Grafica Portuguesa, Lda. [ed. Autor ?]
1.ª edição
19,8 cm x 12,9 cm
200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DECICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR (NÃO ASSINADA, CALIGRAFIA VERIFICADA)
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reportagem de uma viagem à China.

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Crónicas da Rússia dos Soviets


HERLANDÉR RIBEIRO

Lisboa, 1927
Gráfica, Limitada
1.ª edição [em livro]
19 cm x 13,8 cm
208 págs.
exemplar manchado na capa e nas primeiras e últimas páginas; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de crónicas inicialmente publicadas no Diário de Lisboa.

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Uma Semana em Marrocos


HERLANDÉR RIBEIRO

Lisboa, 1933
Edição do Autor
1.ª edição
23,1 cm x 15,8 cm
112 págs.
exemplar estimado, restauros toscos na lombada e na contracapa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Herlander Ribeiro (1886-1967) foi advogado, jornalista e memorialista, e é este último género que lhe deu vários artigos e livros, sendo o vertente um exemplo bem sucedido de observação local. É de sublinhar um capítulo referente à presença dos portugueses em Marrocos («Pedaços de Portugal»), em que ele releva a sua importância na pesca e indústria conserveira, na construção civil, no pequeno comércio.

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Cartas de uma Tricana


HERLANDÉR RIBEIRO

Lisboa, 1936
s.i. [ed. Autor]
2.ª edição
23,1 cm x 16 cm
136 págs.
subtítulo: Coimbra de 1903 a 1908
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo
tiragem fora do mercado
assinatura de posse (ou do Autor ?) no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação de antigos escritos por Herlander Ribeiro (1886-1967), ora anotados nalgum pormenor julgado relevante, e que, no essencial, mostram o não alinhamento do autor com os grevistas da chamada crise académica de 1907, ostentando sibilinos comentários, sobretudo contra os colegas de curso Campos Lima e Gomes da Silva, mas também contra os republicanos Bernardino Machado e Alexandre Braga.

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A Tricana no Folclore Coimbrão


OCTAVIANO SÁ
com um poema de Alberto Osório de Castro
capa de Fausto Gonçalves

Coimbra, 1942
Comissão Municipal de Turismo
1.ª edição (separata de O Instituto, vol. 101)
23,4 cm x 16,6 cm
VIII págs. + 72 págs.
ilustrado no corpo do texto
capas impressas no verso
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da versão alargada de uma conferência inicialmente proferida pelo autor na sede do grupo folclórico Rancho de Coimbra.

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quinta-feira, agosto 16, 2018

No Bom Jesus do Monte



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1864
Em Casa de Viuva Moré – Editora
1.ª edição
18,1 cm x 12 cm
XXII págs. + 222 págs.
belíssima encadernação inteira em pele marmoreada com rótulo gravado a ouro na lombada
aparado, corte das folhas mosqueado, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Judeu



CAMILLO CASTELLO-BRANCO

Porto, 1866
Em Casa de Viuva Moré – Editora
1.ª edição
2 tomos encadernados em 1 volume
18,5 cm x 12,9 cm
262 págs. + 276 págs.
subtítulo: Romance Historico
encadernação da época em meia-inglesa com lombada em pele gravada a ouro e papel marmoreado nas pastas, folhas-de-guarda em papel de fantasia com motivos de florália
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, papel ocasionalmente acidulado
assinaturas de posse em ambos os frontispícios
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Romance historico em dois volumes, sendo a unica romantisação, merecedora d’este nome em literatura de valor, que se fez em Portugal da santa Inquisição, da vida, costumes e... artes dos christãos novos, e da individualidade, ainda pouco definida, antes complicada por criticos a que falta o censo critico, de Antonio José da Silva, o notavel comediographo, o successor directo de Gil Vicente [...].
Com a historia de Herculano e com as chronicas do Cavalleiro d’Oliveira no seu curiosissimo Amusement Periodique [Recreação Periódica], Camillo, jogando com o seu enorme talento, produziu um estudo valioso, valendo mais, para traçar o perfil litterario, moral e politico do Judeu, a sua admiravel intuição [...].» (Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. I, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914)

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Sua Majestade a Rainha Senhora Dona Amélia


DOMINGOS MASCARENHAS
capa e capitulares de Manuel Lapa

Lisboa, 1951
Portugália
1.ª edição
33 cm x 23,5 cm
20 págs.
impresso sobre papel superior, miolo linotipado, capa em rotogravura
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa com muito discretos restauros periféricos; miolo irrepreensível
é o n.º 365 da tiragem «limitada a 1.000 exemplares, todos numerados e rubricados pelo autor»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resenha histórica, em que Domingos Mascarenhas evidencia o pendor benemérito da rainha, num texto que houvera sido radiodifundido pela Emissora Nacional a 25 de Outubro de 1951, com especial realce para obras públicas que lhe são atribuídas, como, entre outras, o Instituto Bactereológico, o Instituto de Socorros a Náufragos, o Hospital Infantil do Rego, etc.

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Os Parques Infantis


MARIA ARCHER

Lisboa, s.d. [1943, seg. BNP]
Associação Nacional de Parques Infantis – Jardim de S. Pedro de Alcântara
1.ª edição
21,3 cm x 23,7 cm (oblongo)
2 págs. + 34 págs. + 14 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, pequenos defeitos na capa; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] A obra dos “Parques Infantis”, isto é, a “Associação Nacional de Parques Infantis”, com sede no Jardim de S. Pedro de Alcântara, em Lisboa, representa uma das mais completas e felizes tentativas feitas entre nós para amparar a criança pobre. Ideou-a, criou-a, deu-lhe amplitude e eficiência, a alma generosa de Fernanda de Castro. Os “Parques Infantis” são obra sua, tal como a “Assistência Nacional aos Tuberculosos” é criação da Raínha Senhora Dona Amélia, e a obra das “Cozinhas Económicas” da Senhora Duquesa de Palmela, D. Luisa. Porque, – seja dito em louvor da mulher, especialmente da portuguesa – sempre que uma de nós tem fôrças e espaço para as asas do coração, deixa-as voar. [...]»

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Eu e Elas


MARIA ARCHER

s.l. [Lisboa], 1945
Editorial Aviz
1.ª edição
19,1 cm x 14,2 cm
304 págs.
subtítulo: Apontamentos de Romancista
exemplar estimado, restauro discreto na lombada, capa com sinais de foxing; miolo limpo
assinatura de posse de Joaquim Moura Relvas no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de memórias literárias e outras, género hoje em voga, mas caído às mãos de locutoras de televisão, de candidatos a cargos públicos e de políticos em desuso.

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Roteiro do Mundo Português


MARIA ARCHER

Lisboa, 1940
Edições Cosmos
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
288 págs. + 20 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Há Dois Ladrões Sem Cadastro


MARIA ARCHER

Lisboa, 1940
Editora Argo
1.ª edição
19,3 cm x 12 cm
48 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, falta de papel no canto superior direito da folha nas págs. 29-30
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, agosto 15, 2018

Tratado de Armaria



J. A. CORRÊA LEITE RIBEIRO
pref. Júlio de Castilho e Sousa Viterbo

Lisboa, 1907
Empreza da Historia de Portugal – Sociedade Editora
1.ª edição
21,1 cm x 13,9 cm
140 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Technica e regras do brasão d’armas
profusamente ilustrado
luxuosa encadernação em meia-francesa com cantos em pele gravada a ouro na lombada
corte das folhas serrilhado
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO E ESTUDO
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Augusto Correia Leite Ribeiro inclui, nesta sua obra de referência, um dicionário heráldico sucinto e ilustrado com a simbologia dos brasões nacionais, remetendo para os respectivos apelidos.

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Da Habita


DE MACEDO (COMANDANTE JOAQUIM COSTA)
pref. Jorge M. Ramos Pereira

Lisboa, 1970
Edição Comemorativa do I Centenário dos Anais do Clube Militar Naval
1.ª edição
18,7 cm x 13 cm
256 págs.
subtítulo: Histórias, episódios e contos
exemplar estimado, defeito na plastificação da capa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Este excelente escritor [...] é o capitão-tenente Joaquim Costa, oficial afastado, há bastantes anos, da Marinha, circunstância que não o impediu de nela ter marcado posição destacada, no desempenho de numerosas comissões de serviço, nomeadamente como imediato do navio-escola “Sagres” [...].
[...] expressiva [é a] série de livros que publicou [...].
São, todos eles, como o é, também, o agora publicado, livros de marinheiros e para apaixonados pelas coisas do mar. [...]»
Da nota prévia do autor:
«ABITA é cada um dos pares de colunas de ferro ou de madeira, nos dois bordos, no castelo, usados para receber voltas de capelo do fiador da amarra (cfr. A. Esparteiro – “Dicionário Ilustrado de Marinharia”).
Junto delas se costumava reunir a maruja para comentar os acontecimentos do dia, contar histórias, e... quem conta um conto acrescenta um ponto.
Assim se criaram as expressões “jornal da abita” e “vozes da abita”, para significar aquelas notícias ou histórias, por vezes com fundo de verdade, as mais das vezes inventadas, originadas no seio da guarnição.»

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Títulos, Acções, Obrigações


EDUARDA DIONÍSIO
capa de Cristina Reis

Lisboa, 1993
Edições Salamandra, Lda.
1.ª edição
23,1 cm x 15,3 cm
524 págs.
subtítulo: A Cultura em Portugal, 1974-1994
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da melhor investida na recentragem do que deve ser entendido como cultura (em Portugal). Por isso, configura um autêntico relatório que tanto aborda as más, ou erráticas, políticas para o teatro e demais artes (em Portugal) como as más, ou erráticas, políticas para o urbanismo e o ambiente (em Portugal). E, nisso, tanto visa as entidades oficiais das respectivas tutelas como a propaganda derivativa levada a cabo por todos os meios de comunicação de massas. E, também aqui, nunca se acobarda em nomear responsáveis, nem sequer se barrica atrás de “alegadamentes”. Assina Eduarda Dionísio, filha do tal poeta Mário, e tem sido a força motriz de projectos como a Abril Em Maio ou a Casa Da Achada.

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terça-feira, agosto 14, 2018

Tótó e Tátá na Selva



VOJTECH KUBASTA

Lisboa, s.d.
Electroliber
[1.ª edição]
33,1 cm x 23 cm (fechado)
23 cm x 68,5 cm x 21,5 cm (pop-up tridimensional aberto)
8 págs. (caderno de texto agrafado)
ilustrado a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo e intacto
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vojtech Kubasta (1914-1992), austríaco de nascença, mas de facto um filho de Praga, apesar da sua formação em arquitectura e engenharia, veio a tornar-se talvez o primeiro grande criador de figuras-de-armar em papel.

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Transformações para Rir



[ANÓNIMO]

s.l., s.d., s.e., s.i.
26 cm x 19,6 cm
16 págs.
ilustrado a cor
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro ilustrado infantil com o miolo tripartido de forma a que as imagens, com o motivo comum da figura a cavalgar, vão modificando-se ao sabor da passagem das páginas. Do ponto de vista estritamente bibliográfico não consta na obra qualquer indicação de autor, editor, tipografia ou local da edição, data, etc. Por outro lado, Natércia Rocha não lhe faz qualquer referência na sua Bibliografia Geral da Literatura Portuguesa para Crianças (Editorial Comunicação, Lisboa, 1987).

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Dissertação | Critico-Filologico-Historica | Sobre o verdadeiro anno, manifestas causas, e attendiveis circumstancias | da erecção do Tablado e Orquestra do antigo Theatro Romano, des- | coberto na excavação da Rua de São Mamede perto do Castel- | lo desta Cidade, com a intelligencia da sua Inscripção em | honra de Nero, e noticia instructiva d’outras Memorias | alli mesmo achadas, e atégora apparecidas [...]



LUIZ ANTONIO DE AZEVEDO

Lisboa, 1815
Na Nova Impressão da Viuva Neves e Filhos
1.ª edição
26,1 cm x 20 cm
12 págs. (não num.) + LVI págs. + 54 págs. + 10 folhas [«estampas»] em extra-texto (1 das quais desdobrável)
subtítulo: Composta, e dirigida | ao Illustrissimo e Excellentissimo | Senhor | D. Antonio Maria de Castello-Branco | Marquez de Bellas | Cetera | por [...]
ilustrado em separado
exemplar muito estimado, falhas menores de papel nos bordos inferiores da capa e na lombada; miolo irrepreensível, papel sonante
encontra-se em brochura e com a folha de protecção que servia de capa acondicionado numa pasta de cartolina recente
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da lição de Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1861):
«Luis Antonio de Azevedo, Professor regio de grammatica e lingua latina, ultimamente com exercicio no Real Estabelecimento do bairro de Alfama. – N. em Lisboa no anno de 1755, e consta que seu pae fôra de profissão livreiro. Applicou‑se aos estudos de humanidades e philologia, e mais particularmente aos das linguas grega e latina, adquirindo de uma e outra profundo conhecimento. Não era menor o que havia da portugueza, que toda a vida cultivou com especial e dedicada predilecção. Era de um puritanismo ferrenho em linguagem, e timbrava de imitar os escriptores vernaculos do seculo XVI, cuja leitura e analyse constituiam desde muitos annos uma de suas mais agradaveis occupações. Posto que não se dedignava de usar ás vezes nas suas obras de archaismos ou vocabulos obsoletos; comtudo, no tocante á construcção da phrase, cumpre confessar por verdade que foi regular e corrente, sem deixar‑se levar do exemplo de Farinha, e de outros taes cégos imitadores, e idolatras do quinhentismo. – Viveu ao que parece celibatario, sempre desalinhado no trage, e curando pouco do aceio; andava por toda a parte rodeado de uma inseparavel matilha de cães, proprios e alheios, que o seguiam pelo engodo dos bolos que trazia na algibeira, e que com elles repartia charitativamente! Tendo assistido largos annos na rua da Figueira, proximo á egreja dos Martyres, mudou‑se a final para o largo da Graça, onde morreu entre os annos de 1818 e 1820, segundo o que pude apurar. [...]
[A Dissertação Crítico-Filológico-Histórica] É a unica memoria que ficou d’aquelle celebre monumento, cujas reliquias e fragmentos se deixaram perder de todo, ao que parece, pela proverbial incuria com que estas cousas foram sempre tractadas entre nós. [...]»

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Cancioneiro e Romanceiro Geral Portuguez



THEOPHILO BRAGA

Porto e Coimbra, 1867
Typographia Lusitana (I) / Imprensa da Universidade (II e III)
1.ª edição
3 volumes (completo)
20 cm x 13,1 cm (estojo)
2 x [VIII págs. + 224 págs.] + [VIII págs. + 216 págs.]
subtítulo geral: Confecção e Estudos
subtítulos por volumes: I – Historia da Poesia Popular Portugueza; II – Cancioneiro Popular (colligido da tradição); III – Romanceiro Geral (colligido da tradição)
exemplares envelhecidos mas aceitáveis, restauros nas capas; miolo limpo, algum foxing, vol. III com a capa e as primeiras folhas manchadas
acondicionados em estojo próprio de fábrica recente inteiro em sintético
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de inestimável qualidade cultural.

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In Memoriam do Doutor Teófilo Braga


aa.vv.

Lisboa, 1929 [aliás, 1934]
Imprensa Nacional de Lisboa
1.ª edição
26 cm x 19,8 cm
520 págs. + 11 folhas em extra-texto
subtítulo: 1843-1924
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboram nesta homenagem ao intelectual e ex-presidente da República, entre outros, Agostinho Fortes, Albino Forjaz de Sampaio, Álvaro Neves, Ana de Castro Osório, Fernão Boto Machado, Jaime e Sebastião de Magalhães Lima, Julieta Ferrão, Ladislau Batalha, Luís Cebola, Luís Chaves, Manuel de Sousa Pinto, Tomás da Fonseca, etc.

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Mesteirais Que Ajudaram a Fazer Portugal



ANTÓNIO G. MATTOSO
capa e ilust. João Maria Mattoso

Lisboa, 1956
Campanha Nacional de Educação de Adultos
1.ª edição
16,5 cm x 11,5 cm
160 págs. + 13 folhas em extra-texto
ilustrado a cor em separado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução:
«[...] Os artistas mecânicos, ou “mesteirais”, como então são chamados, levantam as paredes das casas, fortalezas e castelos; fabricam as ferramentas e instrumentos agrícolas; afeiçoam o mobiliário e os utensílios domésticos; tecem as redes e o pano do bragal; preparam os couros e as peles; cortam e cosem o calçado e o vestuário; forjam as espadas e as armaduras dos guerreiros; fazem os barcos e os carros, os arreios e os estribos, os anzóis e as flechas, as lanças e os machados, as serras e as facas, as limas e os furadores, os arados e as enxadas, as caldeiras de cobre, os pichéis de estanho, as vasilhas de barro, os tecidos de linho e de lã, os tapetes, os feltros, as imagens dos Santos, que se colocam nos altares, as folhas de pergaminho e de papel em que escrevem os que sabem escrever. [...]»

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segunda-feira, agosto 13, 2018

A Escrava Izaura


BERNARDO GUIMARÃES

São Paulo, s.d. [circa 1910-1929]
C. Teixeira & C.ª
s.i.
18,2 cm x 12 cm
182 págs. + 2 págs. (não num.) + 16 págs. (catálogo editorial)
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance escrito em 1875, em plena campanha abolicionista, popularizou Bernardo Guimarães (1825-1884), até então mais conhecido pela sua poesia burlesca e sem sentido, que Haroldo Campos classificou de pré-surrealista.

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Morte e Vida Severina

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

s.l., s.d. [São Paulo (Brasil), 1965]
TUCA – Teatro da Universidade Católica
[1.ª edição]
18,1 cm x 12,4 cm
32 págs.
subtítulo: Auto de Natal Pernambucano
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado, apresentando apenas uma mancha na capa que transpirou para o interior sem afectar o texto
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Serviu a vertente dramatização do poema de Melo Neto para o rompimento inaugural do Teatro da Universidade Católica de São Paulo, no Auditório Tibiriçá, a 11 de Setembro de 1965. Na sequência do seu estrondoso sucesso, a empresa discográfica Philips editará no ano seguinte o seu registo em LP, imortalizando-lhe as composições musicais, que trazem assinatura de Chico Buarque de Hollanda.
Para Alexandre Pinheiro Torres, tratava-se de «[...] um dos mais belos poemas de toda a literatura em língua portuguesa, obra-prima incontestável. [...]» (in prefácio a Poemas Escolhidos de João Cabral de Melo Neto, selecção de Alexandre O’Neill, Portugália Editora, Lisboa, 1963).

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Morte e Vida Severina e Outros Poemas em Voz Alta


JOÃO CABRAL DE MELO NETO
capa de Glauco Rodrigues

Rio de Janeiro, 1966
Editôra do Autor
3.ª edição [1.ª edição conjunta]
21 cm x 14,1 cm
156 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 1.271 de uma tiragem não declarada
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui este conjunto as obras autónomas «Morte e Vida Severina» (auto), «O Rio» (monólogo), «Bailes» e «Dois Parlamentos», que têm em comum destinarem-se a ser lidos em voz alta.

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A Viagem


JOÃO PAISANA
capa de João Morbey

Lisboa, 1980
Alberto R. Pidwell Tavares, editor [Al Berto, escritor]
1.ª edição [única]
20 cm x 12,7 cm
116 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
inclui recorte de jornal com a notícia da morte do escritor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a página de apresentação das João Paisana Lectures na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Centro de Filosofia – Linha de Pensamento Fenomenológico (Programa 2017 / 2018):
«João Eugénio Lopes Mirrado Paisana (1945-2001) foi docente do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leccionou regularmente as disciplinas de Filosofia Contemporânea e de Ontologia. [...]
Profundo conhecedor de Heidegger e de Husserl, dedicou a ambos um estudo comparativo [...] que é uma das mais profundas discussões que se podem encontrar na literatura sobre a questão. [...]»
Segundo o jornal Público de 16 de Outubro de 2001 («O Mistério – Homem aparece morto em Sines»):
«João Paisana, de 56 anos, professor catedrático de Filosofia da Universidade de Letras de Lisboa [sic], foi encontrado morto, na manhã de domingo passado, nas instalações da caixa multibanco da dependência de Sines do Banco Português do Atlântico. Segundo informações prestadas pela GNR, o cadáver foi encontrado cerca das 9h30, apresentando algumas queimaduras nas mãos e em outras partes do corpo. Não se sabe ainda se terão sido causadas por alguma descarga eléctrica ou por um incêndio no cesto de papéis existente no banco. O caso está a ser investigado pela Judiciária [...]»

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domingo, agosto 12, 2018

Tratado de Vinificação para Vinhos Genuinos



VISCONDE DE VILLA MAIOR

Lisboa, 1883
Por ordem e na Typographia da Academia Real das Sciencias
2.ª edição
18,2 cm x 12,8 cm
XIV págs. + 278 págs.
encadernação coeva em meia-inglesa com sóbria gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, ocasional foxing
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, agosto 11, 2018

Memoria para servir de indice dos foraes das terras do Reino de Portugal e seus dominios [...]



FRANCISCO NUNES FRANKLIN

Lisboa, 1816
Na Officina da Mesma Academia [Academia Real das Sciencias]
1.ª edição
23 cm x 17,3 cm (estojo)
12 págs. (não num.) + VIII págs. + 260 págs.
acabamento cosido com laçada de linha
cadernos acondicionados num estojo próprio de fábrica recente inteiro em tela crua
não aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante, última página suja
PEÇA DE COLECÇÃO
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859):
«Francisco Nunes Franklin, Official maior do Archivo Nacional, Chronista da Casa de Bragança, e Socio da Academia R. das Sciencias de Lisboa. – N. na freguezia do Sacramento do Recife de Pernambuco a 23 de Julho de 1778. Depois de ter militado na sua patria com praça em tropa de linha, veiu para Lisboa, e d’aqui partiu para Coimbra, com o intento (dizem) de formar-se em Medicina. Parece que cursou por algum tempo as aulas de Philosophia e Mathematica, mas sentindo-se com pouca disposição para proseguir, abandonou os estudos e voltou para Lisboa em 1802, conseguindo ser aqui empregado no Archivo da Torre do Tombo. Aprendeu a paleographia com o lente João Pedro Ribeiro; e por morte de Antonio Ribeiro dos Sanctos obteve o logar de Chronista da Casa e Estado de Bragança, que lhe foi conferido por alvará de 21 de Junho de 1821. Em Agosto de 1833 foi provido interinamente no logar de Guarda-mór do Archivo, cujas funcções pouco tempo desempenhou, falecendo a 2 de Dezembro do mesmo anno. [...]»

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sexta-feira, agosto 10, 2018

L’Éloge de la Folie





ERASME [DESIDERIUS ERASMUS]
trad. do latim por M. [monsieur Nicolas] Gueudeville
gravuras de C. Eisen

s.l. [Paris], 1771
s.i.
«Nouvelle Édition, revue & corrigée fur le Texte de l’Édition de Bâle. Et ornée de nouvelles figures. Avec des notes.» (2.ª edição)
16,1 cm x 10,5 cm
8 págs. (não numeradas) + XXIV págs. (prefácios) + 13 folhas em extra-texto (gravuras)
profusamente ilustrado
encadernação antiga com lombada em pele gravada a ouro, pastas forradas a tela, bonitas vinhetas gravadas a ouro nos remates da pele
sigla de posse (ou marca de encadernador ?) ao rés da lombada: J. M. S. V.
pouco aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
carimbo do livreiro-antiquário Gris y Zavala (Lima) no rodapé do frontispício
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Manuel R. Pereira da Silva
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tradução de referência do texto quinhentista, seguindo a edição de Basileia, escrupulosamente levada a cabo pelo antiquário Charles Patin em 1676.

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Tudo É Mercadoria


ANTÓNIO BORGES COELHO

Lisboa, 1992
Editorial Caminho, S.A.
1.ª edição
20,6 cm x 14,5 cm
160 págs.
subtítulo: Sobre o percurso e a obra de João de Barros
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brilhante roteiro para a vasta obra do quinhentista João de Barros.

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Reino Velho Com Emenda



ANTÓNIO BORGES COELHO
capa de Dorindo Carvalho

Lisboa, 1976
Diabril Editora, S. C. A. R. L.
1.ª edição
18,9 cm x 13,9 cm
136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de textos de cariz social interventivo, avulsamente publicados na imprensa periódica, que permitem ver o escritor envolvido para além dos seus vastos conhecimentos acerca da presença árabe no espaço que veio a tornar-se Portugal. Entre o muito que podemos aqui partilhar, ou não, em matéria de crítica de costumes e atitudes, um texto, por exemplo, de lamento pela destruição do Café Martinho (ao Rossio) nessa época (Maio de 1968, data o texto) em que sucursais bancárias enxotavam as pessoas dos seus locais de convívio público (... hoje são esses mesmos coios do dinheiro que estão a encerrar, deixando espaços vandalizados pelo capital à mercê dos ratos, lugar de esconderijo de outro género de bandidos e de toxicodependentes):
«Daqui a pouco, mais um tapume – como um grande “adesivo” de madeira – vai tapar as portas envidraçadas do Café Martinho e despedir os clientes que, através delas, olhavam para o Largo D. João da Câmara. Depois, arrancando o “adesivo”, surgirá (quem sabe?) um balcão frigorífico, um cofre, um guichet, no local onde Eça e Pessoa elevaram as suas vozes ou deixaram correr a imaginação. Na cave, entre livros e cigarros, quantos estudantes queimaram sonhos de juventude. Agora surgirão talvez os tais “sacos sujos” de notas de que falava um infante no seu parecer. [...]
Mas é o lisboeta quem mais sofre, cada vez mais empurrado para fora da Baixa por trespasses como este de onze mil contos, ao que se julga. [...]»

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Chats



COLETTE

Paris, 1955
Éditions Albin Michel
27.º milhar
texto em francês
19,2 cm x 14,3 cm
208 págs. + 16 págs.
ilustrado com reproduções a rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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