sexta-feira, dezembro 19, 2014

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

2.100 obras disponíveis nesta montra
é só ir clicando ao fundo da página
em Mensagens antigas


contacto:
telemóvel: 919 746 089


* todas as obras fotografadas correspondem aos exemplares que se encontram à venda
* todas as encomendas são enviadas em correio registado
* international shipping rates
* pagamentos por PayPal, transferência bancária ou contra-reembolso

Vida e Arte do Povo Português






FRANCISCO LAGE
LUÍS CHAVES
et alli
pref. António Ferro
desenhos de Paulo Ferreira
fotografias de Mário Novais

Lisboa, 1940
Secretariado da Propaganda Nacional – Secção de Propaganda e Recepção da Comissão Nacional dos Centenários
1.ª edição [única]
32,6 cm x 25,2 cm
6 págs. + 266 págs.
capa de brochura impressa a cinco cores directas e gravação a seco imitando o rendilhado de um napperon
impresso a cor sobre papel superior creme
encadernação coeva inteira em veludo com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
345,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de culto, publicada no contexto da Exposição do Mundo Português, é um dos mais notáveis exemplos da exuberância das artes gráficas estatais nessa época. Entre outros, colaboram no volume Rocha Madahil, Luís de Pina, Vergílio Correia, Tude de Sousa, Cardoso Marta, o padre Moreira das Neves, etc.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Processo dos Távoras – A Expulsão dos Jesuítas


CONSELHO DE MINISTROS DO GOVERNO DE D. JOSÉ I
coord. Manuel João Gomes, comentários de Amadeu Lopes Sabino, Fernando Luso Soares, João Duarte da Cruz, Ana Martins e António Barros Lima

Lisboa, 1974
Edições Afrodite de Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
18,5 cm x 13,6 cm
16 págs. + 496 págs.
exemplar em bom estado de conservação, capa com sinais da presença continuada da exposição à luz; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Manuel João Gomes:
«[...] O processo chamado dos Távoras, a execução dos ditos Távoras e de vários outros nobres, a execução do Padre jesuíta Gabriel Malagrida e a expulsão do país de todos os Jesuítas são outros tantos factos que marcam violentamente em Portugal o fim do chamado, em toda a Europa, Ancien Régime.
Com esses factos nasce definitivamente em Portugal a certeza de uma “nova política”: um pré-capitalismo em que o poder económico (e portanto os outros) passa para a mão dos burgueses; os nobres passam a ser um ornamento da nação, os padres deixam de ser os senhores que eram da cultura, tornando-se servidores da cultura burguesa.
Na leitura dos textos deste processo há-de primariamente descobrir-se quanto os papéis se invertem e quanto as personagens se vão transformando noutras: os juízes e executores passam a ser réus e executados... [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


domingo, dezembro 14, 2014

A Mosca Iluminada


NATÁLIA CORREIA
capa e grafismo de Cidália de Brito Pressler

Lisboa, s.d. [1972]
Quadrante
1.ª edição
19 cm x 12 cm
88 págs.
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] A Mosca Iluminada não se poupa a incursões pelo mundo social, pessoal e íntimo, numa visão demiúrgica dessa maga sibilina e contestatária, fascinada pelo universo onírico do surrealismo, que consagra o seu trajecto existencial ao conhecimento das coisas, da sua circunstância e das palavras que as hão-de nomear. Sendo talvez a obra mais açoriana de Natália, numa época profundamente marcada por um regime conservador que retirava às cidadãs o direito de voto, Natália Correia revelou-se a mulher mais iconoclasta de Lisboa, como era qualificada pelos seus contemporâneos, ousada e intrinsecamente criadora de uma modernidade estética que vai beber à fonte inesgotável do romantismo. Questionando instituições ancestrais, como a família, o casamento, a conjugalidade, a política, e pondo em causa conceitos adulterados pela hipocrisia (a felicidade, a alegria, a entreajuda), grita contra a guerra colonial, “masculina preferência da morte que a inteligência das minhas mamas ofende”. É neste contexto que a sua escrita se afirma desassombrada e galvanizante, conjugando imaginação, memória e amor para construir os alicerces de uma poesia que se suporta no fulgor de uma vida assumidamente autêntica na sua complexidade. [...]» (Leocádia Regalo, in Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo / BPARAH, n.º 3, Julho de 2013)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cântico do País Emerso


NATÁLIA CORREIA

Porto [ind. tipog.], s.d. [1961]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
22,9 cm x 17,3 cm
40 págs.
exemplar muito estimado, apesar das ténues manchas de café visíveis sobre a capa; miolo irrepreensível
peça de colecção
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de imediato proibida pela censura, circulou clandestinamente, dado o poema celebrar a acção revolucionária de Henrique Galvão ao tomar de assalto o Santa Maria, navio que, depois, irá servir ao regime colonial como cargueiro de tropas «para Angola já, e em força!».

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Mátria

NATÁLIA CORREIA

Lisboa, 1968
[ed. Autora ?]
Tip. Rios & Irmão, Lda.
1.ª edição
20,6 cm x 14,9 cm
24 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar manuseado mas com o miolo muito limpo
peça de colecção
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o conjunto de poemas mais desabridamente violento da literatura portuguesa. Nenhum sarcasmo – apenas ódio ao triunfo do mal.
Uma passagem:
«[...]
Os sonhos vão erguer-se sobre as patas traseiras
e as árvores gritar o seu direito ao voto
não mais o iceberg de sanguessugas
flutuando no peito do soldado
nem crocodilos sob os pés do homem
como perseguir-se em trífide num sonho
com sua asma de comboio atrasado

Não mais pasta amarela de tiranos na boca
não mais bilis de deus não mais veneno
no copo da carícia preferida
não mais nascermos para corda de roupa
íntimas peças da morte penduradas
a todo o comprimento de puxarmos
a carga insone de uma alheia vida

Não mais fraque de pedra de corpos espiados
Vai ser o tempo de florirem as letras
no livro das mulheres perfeitamente nuas
não mais ignorantes como sábios
os sonhos vão soltar seus pombos de água pura
o rio de Anaíta a molhar-nos os lábios

Vai ser o dia de despejo dos ilustres
a quarta-feira da cinza dos solenes
o Maio da Matrona vai ser a Páscoa dos amantes
que vão trepar a música das árvores
até que o céu se banhe na nascente dos seus lustres
até que um cuco saia do relógio das veias
anunciando que a bilha do teu sono se quebra
e outra vez te espalhas poeira de diamantes
oh sol que te levantas com braçadas de ovelhas
Anaíta oh vontade de sermos semelhantes

Vai ser no ano dois mil soluços do teu filho
oh Madre de algodão nas feridas da esfera
Primavera de naves à velocidade riso
vai ser o estado Anaíta da matéria [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Vinho e a Lira


NATÁLIA CORREIA

Lisboa, s.d. [1967]
Edição de Fernando Ribeiro de Mello (Edições «Afrodite»)
1.ª edição
19,5 cm x 12,5 cm
104 págs.
capa em papel de veludo impresso a branco-zinco
exemplar como novo
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição exemplar, quer como trabalho tipográfico, quer como modelo de coragem tanto de uma escritora como do seu editor, a saber: publicar uma autora que acabava de ser referenciada pela polícia estatal como pessoa indesejável e, quem sabe?, uma ameaça antipatriótica às instituições...
Literariamente, a poderosa metáfora dos poemas desafiava o opressor assim:

«ESPÓLIO SENTIMENTAL DE UMA CAÇADA À CABRA SELVAGEM

O desvelo da cabra exposta
pelos assassinos não acaba
dá a cada um uma posta
e assim se despede de cabra.

Uns apanham no ar a flor do seu alarme
outros colhem dos olhos o derramado pólen
alguns fotografaram o espalhado abdómen.

Houve até quem comesse a sua carne.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Poesia de Arte e Realismo Poético


NATÁLIA CORREIA

Lisboa, s.d.
A Antologia em 1958 (ed. Mário Cesariny de Vasconcelos)
1.ª edição
18,7 cm x 13,2 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
dístico: «Os poetas faz descer ao vil terreno e os líricos subir ao céu sereno»
composto em Bodoni e impresso sobre papel superior
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem deste absolutamente notável texto programático:
«[...] Quanto mais a poesia se compraz em ser género literário, mais ela traduz uma adaptação que trai a fuga às responsabilidades da consciência. Só quando afronta corajosamente a existência é que a poesia se justifica plenamente como meio duma transformação da vida. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Exilado de Bougie



NORBERTO LOPES
pref. João de Barros
ilust. Francisco Valença e Menezes Ferreira

Lisboa, 1942
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
20 cm x 13,6 cm
304 págs. + 50 págs. em extra-texto
subtítulo: Perfil de Teixeira Gomes
encadernação inteira em tela com a capa de brochura espelhada
por aparar
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a apaixonante aventura da vida daquele que terá renunciado a meio do seu mandato como Presidente da República pouco antes do golpe militar que instaurou em Portugal 48 anos de risível ditadura. «Era o reflexo da simpatia crescente, no exército e mesmo na opinião pública, por soluções autoritárias e pelos regimes de tipo mussoliniano (em Itália) e riverista (em Espanha)» – diz-nos Francisco Manuel Vitorino na História de Portugal em Datas (Círculo de Leitores, Lisboa, 1995). «Face aos ataques constantes dos anarquistas e da chamada Legião Vermelha (grupo parapolítico com filiação comunista), a burguesia, atemorizada, penderia para o lado de partidos e correntes de extrema-direita.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Miscelânea [junto com] Carnaval Literário


M. TEIXEIRA-GOMES

Lisboa, 1937 e 1939
Seara Nova
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
19,3 cm x 13 cm
352 págs. + 320 págs.
subtítulo (do vol. II): 2.ª parte de «Miscelânea»
exemplares estimados; miolo limpo
o segundo volume apresenta no frontispício carimbos e assinatura de posse de Mário Portocarrero Casimiro, assim como a indicação manuscrita não assinada de «Oferta do auctor 1959» no ante-rosto
ocasionais sublinhados muito discretos somente neste mesmo volume
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

A segunda parte deste conjunto de memórias políticas e epistolografia foi proibido pelo regime do Estado Novo, deselegância costumeira para com os cidadãos, fossem eles meros artistas ou intelectuais, fossem eles candidatos ao Nobel, fossem eles antigos presidentes da República.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Regressos [junto com] Apenso à 1.ª edição



M. TEIXEIRA-GOMES

Lisboa, 1935
«Seara Nova»
1.ª edição (ambos)
[19,3 cm x 13 cm] + [18,7 cm x 12 cm]
308 págs. + 24 págs.
compostos manualmente em Elzevir
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

É sobretudo um livro de memórias de viagem. Évora, Alcobaça, Sintra, a Batalha, Coimbra, Braga e o Bom Jesus são apenas alguns dos lugares aflorados... E Lisboa, claro, amplamente. Teixeira-Gomes, que foi presidente por uma República anterior aos que arrancaram em Maio, viveu um exílio voluntário de oposição ao regime salazarista, o que lhe valeu a disponibilidade para criar uma obra literária ainda hoje de incontornável mérito. «[...] Quis-se e fez-se como escritor de uma só peça – refere Urbano Tavares Rodrigues [Teixeira-Gomes e a Reacção Antinaturalista, Casa do Algarve, Lisboa, 1960]. – Esteta e moralista, afirmou o direito que ao homem assiste de perseguir a sua felicidade no emprego natural de si próprio, sem entraves de nenhuma ordem. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Combate Desigual




FRANCISCO DE SOUSA TAVARES

Porto, 1960
Edição do Autor
1.ª edição
22 cm x 15,8 cm
204 págs.
subtítulo: Ensaios de Sociologia Portuguesa
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor (marido da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen) é aquele senhor de que bem nos lembramos, numa foto* que correu a imprensa da época, empoleirado numa guarita à porta do quartel do Carmo a incitar a multidão expectante que o poder não caísse na rua. Podemos, portanto, saber onde esteve o autor no 25 de Abril... Mas é curial sabermos onde ele estava antes. Algo em que o vertente livro basto nos esclarece, a saber:
«[...] quando se restaurou o voto, quando se fez apelo por imposição da consciência política ao princípio da soberania e da legitimidade, confundiram-se os planos, e confundindo-se as Instituições políticas duma Nação com uma obra administrativa, buscou-se o voto consagrador, o voto que fosse a legitimação do facto, o voto que mascarando a inexistência de instituições, representasse contudo a perpétua legitimação dum Regime, que a si próprio se apelidou de Revolução.
[...] O Direito natural do Homem prevalece contra o direito positivo dos homens.
Não admitimos pois que se queira defender a liberdade e a dignidade do homem pelo desenvolvimento puro e simples do processo de governo democrático da maioria absoluta, porque a democracia de raiz positivista não encontra fronteiras nem fundamento para uma permanente e total defesa dos valores humanos. [...]
Se hoje preconizamos a ressurreição do princípio hereditário da chefia do Estado é porque cremos ser ainda o princípio monárquico a melhor base para criar em Portugal uma constitucionalidade verdadeira e moderna.
Pensamos ter a Monarquia a virtualidade única de criar e manter a Unidade da Pátria por sobre a diversidade estuante do pensamento político.
A Unidade republicana é sempre uma unidade de sujeição; ela traz sempre no ventre a eventualidade dum regime de força, a suposta justificação hegeliana da vontade nacional e a exaltação dos chefes.
Dilacerada entre a divisão partidária, que rasga até ao tutano nacional, e a monotonia trágica do Estado ou do Partido Redentor, a República não pode competir intelectualmente com a clara harmonia, a elasticidade evolutiva, o simbolismo preciso e unitário, o magnífico sentido de liberdade, respeito e tolerância que a Monarquia contém. [...]»

* Foto apenas documental, não incluída no lote.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Uma Semana em Marrocos


HERLANDÉR RIBEIRO

Lisboa, 1933
Edição do Autor
1.ª edição
23,1 cm x 15,8 cm
112 págs.
exemplar estimado, restauros toscos na lombada e na contracapa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Herlander Ribeiro (1886-1967) foi advogado, jornalista e memorialista, e é este último género que lhe deu vários artigos e livros, sendo o vertente um exemplo bem sucedido de observação local. É de sublinhar um capítulo referente à presença dos portugueses em Marrocos («Pedaços de Portugal»), em que ele releva a sua importância na pesca e indústria conserveira, na construção civil, no pequeno comércio.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cartas de uma Tricana


HERLANDÉR RIBEIRO

Lisboa, 1936
s.i. [ed. Autor]
2.ª edição
23,1 cm x 16 cm
136 págs.
subtítulo: Coimbra de 1903 a 1908
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo
tiragem fora do mercado
assinatura de posse (ou do Autor ?) no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação de antigos escritos por Herlander Ribeiro (1886-1967), ora anotados nalgum pormenor julgado relevante, e que, no essencial, mostram o não alinhamento do autor com os grevistas da chamada crise académica de 1907, ostentando sibilinos comentários, sobretudo contra os colegas de curso Campos Lima e Gomes da Silva, mas também contra os republicanos Bernardino Machado e Alexandre Braga.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Crónicas da Rússia dos Soviets


HERLANDÉR RIBEIRO

Lisboa, 1927
Gráfica, Limitada
1.ª edição [em livro]
19 cm x 13,8 cm
208 págs.
exemplar manchado na capa e nas primeiras e últimas páginas; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de crónicas inicialmente publicadas no Diário de Lisboa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, dezembro 12, 2014

Catálogo de Livros Seleccionados, n.º 3



[AQUILINO RIBEIRO, pref.]

Lisboa, 1955
O Mundo do Livro (de João Rodrigues Pires)
1.ª edição [única] (da tiragem especial)
25,3 cm x 17,8 cm
16 págs. + 176 págs. + 32 págs. em extra-texto
exemplar estimado, com sinais da presença continuada da luz na capa; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aquilino Ribeiro constitui exemplo do grande escritor – reconhecido grande escritor – que se não furta em apôr uma palavra inteligente na abertura do “vulgar” catálogo comercial de um alfarrabista. Aqui, bisando o que já fizera antes para o boletim de O Mundo do Livro, o de 1951. E em defesa do “negócio”!...:
«[...] Para o bibliófilo – esse benemérito do livro, que o defende dos terríveis inimigos: o anóbio, que fura uma prateleira de volumes de ponta a ponta como uma bala; a traça, que rói as cordas e os coiros e faz renda de Peniche do papel mais precioso; sentinela alerta contra o leitor sebento que molha o índex na boca para voltar as páginas; contra o encadernador que os apara; contra o vândalo que os abre com um dedo; contra o José dos Anzóis que os anota com lápis corriqueiro; que ainda hoje vota a todas as pragas do inferno os incendiários da Biblioteca bizantina de Alexandria e da Biblioteca árabe de Granada – para esse, nada mais que dentro da sua esfera, ir folheando e computando preços, verificando as altas e baixas, pois que são valores sensíveis de Bolsa, premunindo-se assim com a cotação do dia, ler um catálogo é o mais útil e regalado dos exercícios. A cada passo, irá experimentando um frémito de gozo: quando topa com espécies de que também possui o seu exemplar, bem valorizadas, ou subindo de estimativa.
[...] De facto há, não podia deixar de haver, uma certa voluptuosidade em roçar, cerebralmente, esses corpos sensuais, que são os livros bonitos, mesmo através da enumeração dum ficheiro.
De modo que só bárbaros, de que de resto o mundo está coalhado, desdenham de objecto tão subtil como complexo, complexo desde o tipógrafo, o solertissimus calchographus dos prelos do Renascimento, ao papel com a qualidade da pasta e marca de água, para não falar do autor, que, de resto, nem sempre é o que imprime à espécie os seus altos quilates, seja ele bem embora um dos sábios da Grécia. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

El Hombre Que Mató al Diablo


AQUILINO RIBEIRO
trad. A. González-Blanco

Madrid, 20 de Setembro de 1924
Publicaciones Prensa Gráfica
1.ª edição
14,8 cm x 11,3 cm
64 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa com vagos sinais de lepisma; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da absoluta edição original de uma novela a que, mais tarde, em 1930, Aquilino veio a dar uma forma literária diversa, expandindo-a para um romance com umas boas três centenas e meia de páginas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Homem Que Matou o Diabo


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
7.º milhar
19,7 cm x 13,4 cm
392 págs.
encadernação em meia-francesa com lombada em pele elegantemente gravada a ouro
aparado e carminado somente à cabeça
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o próprio Aquilino, «êste romance, restituído a vernáculo do protoplasma castelhano e ampliado» a partir do «embrião» El Hombre Que Mató al Diablo (Madrid, 1924), constituiu, após interregno na sua criação literária em que se dedicou a conspirar contra o nascente regime fascista, motivo para reatar «a faina ingrata e vã de escrever para uma terra [Portugal] repartida em dois hemisférios hebéticos na quási totalidade, o dos lentes e o dos iletrados, e conforme com os destinos».

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


É a Guerra



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1934]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,2 cm x 12,4 cm
304 págs.
subtítulo: Diário
exemplar estimado, pequenos restauros na lombada; miolo limpo
sinete do autor na pág. 6
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto de abertura que o Autor, em Maio de 1934, dirige a António Gomes Mota:
«[...] A Alemanha que procede de Versalhes é dos tais vencidos a que deixaram os olhos para poder chorar. Retalharam-na, empobreceram-na, humilharam-na, quando a boa política seria apenas arrancar-lhe unhas e dentes, que tão assanhadamente arranharam e morderam, para que cêdo, um meio século, não ousasse recomeçar.
[...] a Alemanha derivou para inimiga figadal do género humano. Em Versalhes não se pretendeu estabelecer a verdadeira concórdia entre as nações, mas sim dar satisfação aos ódios triunfantes. É explicável. Mas deixassem, ao menos, criar ossatura à nascente democracia alemã, chorona e paz de alma. Ao contrário, a mísera veio disforme à luz e morreu de consumpção chupada pelos vampiros francês e britânico com seus acólitos. Hitler desabrochou do nateiro de miséria, de opressão, de vexame, de rancor reprimido como flor onde menos se espera, miraculosamente, por conjura do vento, húmus e sol. Aí teem Átila II. Por agora está a forjar o gládio; quando o tiver forjado, brandi-lo-á com fúria sôbre a Europa espavorida e nada saberá resistir-lhe. É fatal. [...]»
A continuação desta linha de pensamento e análise da história então recente, num inconfundível estilo de reportagem, prolongar-se-á pelo volume do ano seguinte, Alemanha Ensanguentada.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Batalha Sem Fim


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, 1932
Livraria Bertrand
1.ª edição (5.º milheiro)
19,1 cm x 12,5 cm
8 págs. + 304 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
sinete do autor na pág. 6
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Terras do Demo


AQUILINO RIBEIRO

Paris / Lisboa, 1919
Livrarias Aillaud e Bertrand / Aillaud, Alves & Cia.
1.ª edição
18,2 cm x 12 cm
X págs. + 2 págs. + 316 págs.
encadernação editorial em tela com ferros a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar muito estimado, apenas a lombada dá mostras da acção prolongada da luz
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Mendes, no seu Aquilino Ribeiro (na colecção A Obra e o Homem, Editora Arcádia, Lisboa, 1960), sublinha:
Da «[...] medida das coisas e do homem tirou o escritor a bitola da sua invenção, que alcança ao mesmo passo a grandeza dos largos horizontes e a mofina desventura daquela existência de criaturas desterradas do Mundo. Quem percorre as estradas dali [ref. Beira Alta], ou se afoita pelos caminhos e pára nos povoados, sente o hálito amargo das Terras do Demo, respira a atmosfera por vezes negra que envolve as tristes felicidades, os dramas e as angústias que o escritor nos descreve. Ali bebeu Aquilino, com o leite materno, as dores e as alegrias do homem e da terra, e aprendeu o falar do Povo, tão característico como o seu sentir, que se mantém incorrupto, renitente a toda a mescla, no típico e no genuíno da sua tradição.
Destas circunstâncias provém o cunho de assombrosa autenticidade da obra de Aquilino Ribeiro. O mesmo vento da serra varre em fúria as páginas dos seus romances, como varre os caminhos do monte, e com ele uivam à compita os lobos e uiva o homem na sua estreme fereza e adâmica humanidade. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Via Sinuosa



AQUILINO RIBEIRO
capa de Abel M [Manta]

Paris – Lisboa, s.d.
Livrarias Aillaud & Bertrand
5.ª edição (11.º milheiro)
18,6 cm x 12 cm
6 págs. + 362 págs.
encadernação editorial em tela encerada com relevo seco em ambas as pastas e gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
conserva a capa de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
sinete do Autor na pág. 4
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

A propósito do vertente romance, escreveu Óscar Lopes (Colóquio / Letras n.º 85, Lisboa, Maio de 1985):
«[...] na Via Sinuosa, o primeiro romance de Aquilino (1918), o romance por excelência da sua juventude de autor, e o mais tenso de revolta, o protagonista oscila entre o amor quase adoração de Celidónia, a figura veneranda do Padre Ambrósio, a dureza materna, e uma revolta extremamente incerta acerca da razão que lhe assiste. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Caminhos Errados


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1947]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
sinete do autor na pág. 6
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Os Olhos Deslumbrados



AQUILINO RIBEIRO
desenhos de Botelho

Lisboa, 24 de Dezembro de 1955
Diário de Lisboa
[1.ª edição e única nesta forma]
20,7 cm x 14,8 cm
64 págs.
acabamento agrafado com três pontos em arame
exemplar bem conservado; miolo muito limpo
na pág. 3 ostenta o carimbo de posse da Biblioteca de Mário Portocarrero Casimiro
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o cólofon que este brinde de Natal oferecido, na data supra, pelo Diário de Lisboa aos seus leitores é uma novela que integrava, em 1914, a primeira edição de Filhas de Babilónia, aqui editada a partir da versão definitiva vinda a lume em 1925. E a fechar a nota da redacção: «[...] Pois aqui tendes a novela “Os Olhos Deslumbrados”, de Aquilino Ribeiro, oiro de lei da língua, Malhoa pintando os nossos costumes, tanto à brocha larga para as personagens toscas, arrancadas ao etnos, na originalidade da greda, como com o fino pincél de marta, para as velaturas das suas paixões e sentimentos – novela essa, porventura, a mais definidora da temática e do estilo do régio prosador português.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Filhas de Babilónia



AQUILINO RIBEIRO

Paris – Lisboa / Porto / Rio de Janeiro, Maio de 1920
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Chardron / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,5 cm x 12,4 cm
8 págs. + 360 págs.
modesta encadernação em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, conserva a capa anterior da brochura
exemplar estimado, capa de brochura amarelecida; miolo limpo
o editor refere que «Todos os exemplares vão rubricados pelo autor», mas trata-se de uma mentira grosseira porque a assinatura de Aquilino está impressa tipograficamente em todos os exemplares que nos foi possível compulsar
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Quando os Lobos Uivam


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, 1958
Livraria Bertrand
1.ª edição
20,3 cm x 15,4 cm
412 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição apreendida e destruída pela PIDE às ordens de Salazar, tinha então o Autor setenta e três anos de idade, e da qual poucos exemplares se encontrarão hoje em dia. A Biblioteca Nacional de Lisboa fez reproduzir, na monografia Aquilino Ribeiro, 1885-1963 (Lisboa, 1985), cópia do mandado de captura do escritor emitido pelo Tribunal da Comarca de Lisboa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Aventura Maravilhosa de D. Sebastião, Rei de Portugal, Depois da Batalha com o Miramolim



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1936, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,5 cm x 12,4 cm
320 págs.
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia gravada a ouro na lombada
aparado, conserva apenas a capa anterior da brochura
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta múltiplos brasões de posse de Manoel de Lancastre Bobone, quer na lombada, quer em ex-libris colado no verso da pasta de abertura, quer em rótulo de entrada em biblioteca, quer no selo-branco cravado no frontispício
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aquilino longamente dedica ao ensaísta António Sérgio este muito seu quadro histórico, e são daí as palavras seguintes:
«[...] Compus o presente livro [...] um pouco ao estilo de Veroneso, que vestia os seus rabinos sumptuosamente, os seus comedores cananeus, mulheres de tríbu no guarda-roupa dos doges e patrícios. Por outra, a linguagem, indomentária do pensamento, nem sempre vem patinada do verde-bronzeado do século em que decorre o drama. [...] Mas a piratas de Argel, frades da Igreja Latina e monges do Monte Santo, galés e polacras, combates na terra e no mar, sobretudo ao Encoberto e ao Demónio do Meio-Dia, procurei pintar com honesta verdade, segundos os tombos e a luz da crítica. Representar estas duas personagens de alto coturno com preconcebimento de credo ou paixão facciosa seria cometer uma simonia literária de que arrenego. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Príncipes de Portugal


AQUILINO RIBEIRO
ilustrações de Cândido Costa Pinto


Lisboa, s.d. [1952]
Livros do Brasil, Limitada
1.ª edição
19,3 cm x 13,4 cm
232 págs.
subtítulo: Suas Grandezas e Misérias
inclui 10 desenhos do ilustrador nas cortinas de capítulo
chancela do Autor na pág. 4
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discretas iniciais de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida pelo governo da ditadura no Estado Novo, por insultuosa e antipatriótica, esteve na origem de um enérgico coro na Assembleia Nacional orquestrado, entre outros, pelo o inequívoco fascista Manuel Múrias [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005]:
«[...] Vendo bem, nem sequer é história o que se desenrola através das duzentas páginas do livro, para rectificar o qual seria preciso não uma singela anotação, como a que se lhe faz agora, mas um grosso volume, abonado de farta, embora fácil, documentação, para se fazer ideia da inconsciência com que o escritor abocanha, desde Viriato a D. Sebastião, passando pela excelsa figura do Condestável, algumas das mais altas figuras morais da história portuguesa.
Custam, sem dúvida, a evitar nesta tribuna, onde já não é costume empregarem-se expressões indignas de assembleias representativas, as palavras candentes que melhor qualificariam a proeza, e não as usaremos agora, se bem que a desenvoltura com que salpica a pena enlameada santos, heróis, reis e instituições que são lustre da Pátria e a ajudaram a constituir, a engrandecer e a manter livre e altaneira, durante séculos e séculos, autorize, noutro lugar, a solta linguagem do Sr. Aquilino Ribeiro para o mesmo Sr. Aquilino Ribeiro.
[...]
No fundo, trata-se, afinal, de arremetidas políticas, onde a invocação histórica não é, nem quer ser, outra coisa senão a agressão mal encapotada ao regime que assume expressamente a responsabilidade de reerguer e defender Portugal na sua grandeza para o futuro, que laboriosamente se procura levantar cada vez mais firme e cada vez mais belo. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Traição



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1922]
Editorial, Ld.ª
1.ª edição
14,4 cm x 10 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jovem autor, nesses anos 20, à semelhança de Ferreira de Castro também Aquilino preferiu que certas tentativas literárias ficassem perdidas sem reedição, hoje apenas alvo do apreço e busca continuada dos bibliófilos.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Aquilino Ribeiro



FERNANDO NAMORA
na capa foto de Victor Palla

Lisboa, 1963
Galeria Artis
1.ª edição
20,3 cm x 16,7 cm
88 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
escrito a lápis no canto superior direito do frontispício o anterior proprietário dá-nos a seguinte informação: «Exemplar c/ a ultima pagina, mandada sacrificar pela familia»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Por morte recente do escritor (em Maio de 1963 – a impressão do vertente livro data de finais de Setembro), Namora vê-se solicitado para dar corpo a esta rápida fotobiografia, que tem a virtude de nos dar a conhecer uma vida pela imagem legendada e por uma cronologia em que se entrelaçam os mais marcantes factos nos bastidores da criação literária.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Cinco Personalidades Literárias


ÓSCAR LOPES

Porto, s.d. [1961, seg. BNP]
Livraria Civilização
1.ª edição
20,2 cm x 11,3 cm
184 págs.
subtítulo: Jaime Cortesão – Aquilino Ribeiro – José Rodrigues Miguéis – José Régio – Miguel Torga
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de cinco importantes ensaios anteriormente publicados avulso em periódicos.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Páginas de Memórias


JÚLIO DANTAS

Lisboa, 1968
Portugália Editora
1.ª edição
20,3 cm x 14 cm
356 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dantas, preocupado com o surgir de alguma hipotética falsificação da sua biografia, e, inspirado num caso de Bernard Shaw, que aludia a castigos radicais para os prevaricadores, mete mãos à obra, tecendo a seu jeito estas memoráveis páginas. Todavia, só conta aquilo que o não deslustra. É cirurgicamente omitida aqui a sua colisão frontal com os futuristas / modernistas portugueses. Nem sombra dos nomes de Fernando Pessoa ou de Almada Negreiros!, embora valorize em capítulo próprio um «almoço com Marinetti», pioneiro da corrente futurista e autoritário braço direito de Mussolini...

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Pintores e Poetas de Rilhafolles



JULIO DANTAS

Lisboa, 1900
Livraria Editora Guimarães, Libanio & Ci.ª
1.ª edição
23,6 cm x 16,3 cm
8 págs. + 50 págs. + 5 folhas em extra-texto
encadernação de época em pele e papel gofrado
conserva a capa de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta no verso da pasta anterior o ex-libris de Álvaro Alfredo Mayer de Assis Lopes
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita do Autor a Assis Lopes
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da abertura do texto:
«Tem o auctor d’estes ligeiros apontamentos como objectivo o estudo d’algumas caracteristicas da arte do louco, pela vantagem que da sua fixação resulta para a critica geral da arte sã e pela importancia que esse estudo revéste na dignose de certas fórmas de loucura. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Pátria Portuguesa



JÚLIO DANTAS
ilust. Alberto Sousa

Lisboa, 1914
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição [em livro]
24,7 cm x 17,7 cm
296 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
impresso sobre papel superior creme
sóbria encadernação de amador inteira em tela com a capa de brochura espelhada
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A AFONSO COSTA, ENTÃO PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONTESTADO POR MACHADO SANTOS
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

No pórtico:
«Obra publicada em folhetins no jornal de Lisboa “A Capital” e louvada em portaria do govêrno da República Portuguesa, de 20 de dezembro de 1913 (“Diario do Govêrno”, n.º 301 de 26 do mesmo mês e ano).»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Sevéra




JULIO DANTAS
ilust. Alonso

Lisboa, 1901
Empreza Editora – Francisco Pastor
1.ª edição
25,9 cm x 18,8 cm
2 págs. + 402 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação modesta de amador com lombada em pele gravada a ouro
muito pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, sinais de lepisma no rodapé das últimas folhas
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição original do romance que Dantas, no mesmo ano, acabou por resumir numa peça teatral de sucesso. Aqui ilustrado, a despropósito, com cercaduras ao gosto “arte nova” em todas as páginas e ocasionais desenhos do caricaturista Alonso.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Lisboa dos Nossos Avós


JÚLIO DANTAS
na capa gravura de Roque Gameiro

Lisboa, 1969
Câmara Municipal de Lisboa
2.ª edição
24,1 cm x 16,7 cm
284 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado, capa com vagos sinais de foxing; miolo limpo
ostenta no frontispício o ex-libris de Costa Junior
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dantas – o inefável Dantas, que teve honras de desprezo por parte dos futuristas, com Almada Negreiros na liderança – traz-nos neste seu conjunto de crónicas a memória, por exemplo, do carnaval, dos «peraltas», dos «ché-chés», do Passeio Público, das «toiradas reais do Terreiro do Paço»... (o mesmo Terreiro do Paço que alberga hoje, por exemplo, o Ministério da Justiça!), e tantas outras curiosidades e antigualhas. Talvez das mais interessantes passagens do livro seja o capítulo «Literatura de Cordel», até porque quadra com aquilo que Dantas representa na cultura nacional.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Contos


JÚLIO DANTAS
capa de Luiz (?)

Lisboa, s.d. [1930]
Sociedade Editora Portugal–Brasil de Arthur Brandão & C.ª
1.ª edição / 1.º milhar
19,1 cm x 12,3 cm
224 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor que, no início da sua carreira literária, tendo chegado a colaborar n’A Paródia de Bordalo Pinheiro, acabou como objecto académico de chacota da geração seguinte.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089