terça-feira, janeiro 27, 2015

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Sobre as Falésias de Mármore


ERNST JÜNGER
trad. Carlos Sampaio
capa de Catherine Labey

Lisboa, 1973
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
21,2 cm x 14,8 cm
152 págs.
exemplar como novo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora intelectual reputado nos meios políticos da direita alemã, Ernst Jünger (1895-1998) nunca aceitou o nazismo, e como tal sempre manteve a sua distância relativamente aos métodos quer de Hitler, quer de Goebbels. Não lhe foi, porém, necessário partir para o exílio, como aconteceu a tanta gente nessa época infame...

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segunda-feira, janeiro 26, 2015

Pássaros de Asas Cortadas


LUÍS FRANCISCO REBELO
ARTUR RAMOS
STTAU MONTEIRO
ALEXANDRE O’NEILL
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1963
Prelo, Sociedade Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
144 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do guião cinematográfico do filme realizado por Artur Ramos com base na peça teatral homónima de Francisco Rebelo. Apesar de a estreia da película ter ocorrido sem sobressalto, no Coliseu do Porto – não sem haver sofrido vastos cortes de censura prévia –, o livro veio a ser proibido e apreendido pela polícia. Quanto ao filme, marca o início daquilo que por cá, decalcado de uma fórmula estética francesa, ficou conhecido por “cinema novo”.

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Tomai Lá do O’Neill!


ALEXANDRE O’NEILL
selecção e prefácio de Antonio Tabucchi
fotografias de Alexandre Delgado O’Neill

Lisboa, 1986
Círculo de Leitores
1.ª edição
24,5 cm x 16,1 cm
296 págs.
cartonagem editorial com falta da sobrecapa, folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o n.º 5.809 de uma tiragem não declarada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que o escritor italiano Antonio Tabucchi nos apresenta revertida, dos poemas mais recentes para os mais antigos. Esplendor da palavra surrealista, que, não deixando de o ser, surge em O’Neill liberta da ortodoxia. As reproduções fotográficas, da autoria do filho do poeta, vão pontuando os principais núcleos temáticos da escrita do pai.

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Poemas Com Endereço


ALEXANDRE O’NEILL
[capa de Escada]

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,9 cm x 15,5 cm
88 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do poema «A Pluma Caprichosa»:
«[...]
Também posso ser visto no jornal
apanhando dinheiro aos que procuram um emprego
ou chamando com urgência uma alma capitalista generosa
p’ra financiar a ideia que trago na cabeça
No jornal já fui estúpido e perigoso como o senador
que ameaça reduzir o homem
a um pobre farrapo vacilante
Já fui a mulher tão simpática dum conhecido político
promovendo chás de caridade tricôs de caridade
enquanto o marido prepara mais pobres mais miséria mais chás de caridade
com aquele sorriso que todos lhe conhecem

No jornal cantei na festa do embaixador
e todos gostaram muito
Ofereci vinte escudos a uma pobre mulher tuberculosa
e todos acharam bem
Roubei cinco mil contos ao país
e todos foram no final das contas muito compreensivos

No jornal fui uma espécie de poeta oficial
no jornal fui uma ponte de propaganda sobre um rio de turismo
no jornal fui a República de São Salvavidas discursando na O. N. U.
fui Mimi Travessuras declarando-se encantada por cantar em Lisboa
fui o capitão Westerling a fina-flor dos aventureiros
fui J. J. Gomes homenageado pelo seu pessoal
fui Tereza a conhecida importadora de carícias
disfarçada sob um monte de chapéus

Estou onde não devia estar [...]»

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Entre a Cortina e a Vidraça

ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,9 cm x 20,5 cm (oblongo) + Ø 17,5 cm
72 págs. + 1 disco de vinyl (45 r.p.m.)
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível; disco como novo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemas do centro urbano, e cosmopolita!, repassados de um agressivo sarcasmo muitas vezes – segundo a crítica encartada – alusivo ao grande Nicolau Tolentino. Esta é das fáceis; que O’Neill, ele mesmo, assiduamente compilou, ou antologiou, ou somente fez arrumação em livro, da obra do poeta setecentista. Mas O’Neill foi mais longe, como escritor que em primeira mão trouxe para Portugal, e a outros deu a ler, um exemplar da Histoire du Surréalisme de Maurice Nadeau. Leiamo-lo, «Pois*»... ao O’Neill:

«O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do míni
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções.

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.»

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Instintos e Sociedade


ROGER CAILLOIS
trad. Alexandre O’Neill

Lisboa, 1976
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,6 cm x 11,7 cm
216 págs.
subtítulo: Ensaios de Sociologia Contemporânea
exemplar em bom estado de conservação, sem quaisquer sinais de quebra na lombada; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de antropólogo e sociólogo francês Roger Caillois (1913-1978):
«[...] O homem de Estado procura manter um equilíbrio entre as forças díspares e indisciplinadas. Tenta canalizá-las ou faz de conta que não existem. Por vezes, escolhe servir-se delas e aproveitar-lhes o ímpeto, ao qual, aliás, logo se vê obrigado a ceder. Ora, estas forças ressurgem quando são perseguidas. Reprimidas, cedo ou tarde explodem. Por pouco que um aprendiz de feiticeiro as encorage ou convoque, ei-las prontas a tudo arrastar como uma súbita avalanche. [...]»

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Antologia Poética


CARL SANDBURG
selecção e trad. de Alexandre O’Neill

Lisboa, s.d. [circa 1961]
Edições Tempo – Sociedade de Magazines, Lda.
1.ª edição
20,1 cm x 12,3 cm
40 págs. + 1 folha em extra-texto
colecção Tempo de [Ficção, Ensaio, Teatro, Poesia]
inclui a folha-volante* da autoria do tradutor e responsável pela série de poesia com as respectivas declarações de intenção, à semelhança das outras três séries cujas folhas são assinadas por Alexandre Pinheiro Torres, José Tengarrinha e Luís de Sttau Monteiro
exemplar novo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sandburg, que ainda nasceu no século XIX, pertencerá de direito à grande tradição whitmaneana dos poetas caminhantes. E nessa vagabundagem sedimentou as suas ideias de um socialismo genuíno e de uma poética de superação do estetismo agrário. A geração beat com felicidade irá descobri-lo.

* Encarte por vezes comercializado, abusivamente, em separado.


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Incitamento ao Nixonicídio e Louvor da Revolução Chilena


PABLO NERUDA
trad. Alexandre O’Neill

Lisboa, 1975
Agência Portuguesa de Revistas
1.ª edição
18,4 cm x 11,5 cm
104 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, lombada sem qualquer sinal de quebra
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neftalí Ricardo Reyes Basoalto (Pablo Neruda, 1904-1973), poeta chileno marxista, falecerá ao mesmo tempo que a sua pátria se afundava num banho de sangue genocida capitaneado por Pinochet às ordens do imperialismo norte-americano. Ditou-lhe a consciência revolucionária que uma única solução havia para a guerra civil então em curso no Chile: o assassinato selectivo do mandante capitalista. Os seus versos perderam aqui a doçura dorida de, por exemplo, Canto General, para se tornarem dentes incisivos cravados no coração da besta.

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Canto General


PABLO NERUDA

México, 1952
Ediciones Oceano
2.ª edição
17 cm x 12 cm
576 págs.
fac-símile da edição princeps, de 1950, cuja tiragem limitada a subscritores não chegara ao conhecimento do público leitor; a referência, na pág. 4, a reproduções de pinturas de Diego Rivera e Siqueiros nas guardas reporta-se, obviamente, à tal 1.ª edição
volume com trabalho tipográfico invulgar
exemplar em muito bom estado
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Neftalí Ricardo Reys Basoalto. Diz do escritor chileno Fernando Assis Pacheco (in Antologia Breve, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1969), e em particular do Canto General: «[...] torrencial cosmogonia da América Latina, na qual avultam alguns dos melhores momentos desse realismo dinâmico de sentido antropomórfico que é o do poeta chileno. [...]»

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Antologia


PABLO NERUDA
trad. José Bento
grafismo de Armando Alves
capa ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Porto, 1973
Editorial Inova, SARL
1.ª edição
20,5 cm x 13,8 cm
236 págs. + 12 págs. em extra-texto
ilustrado
capa impressa a duas cores e relevo seco, miolo impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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El-Rei Junot


RAUL BRANDÃO

Lisboa, 1912
Livraria Brazileira de Monteiro & C.ª / Typ. da Emprêsa Litteraria e Typographica
1.ª edição
25 cm x 17,3 cm
2 págs. + 348 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior
encadernação da época em meia-inglesa com elegante gravação a ouro na lombada
conserva ambas as capas de brochura
aparado e carminado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Francisco J. Martins
peça de colecção
265,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante crónica histórica referente à presença dos franceses em Portugal durante o trágico período das Invasões.

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Humus




RAUL BRANDÃO

Porto, 1917
Edição da «Renascença Portuguesa»
1.ª edição
18,1 cm x 12,2 cm
336 págs.
modesta encadernação de amador em tela encerada e papel de fantasia com gravação a ouro na lombada
aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória do Autor ao escritor Teixeira de Queirós
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra-prima absoluta da cultura ibérica, na sua edição primitiva e espontânea, antes de Raul Brandão, na revisão que fez para as edições subsequentes, a haver reduzido apenas a um bom livro afadistado.

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Húmus


RAÚL BRANDÃO
capa de Moraes

Paris - Lisboa, s.d.
Livrarias Aillaud & Bertrand
2.ª edição [?]
18,9 cm x 12,3 cm
264 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse sobre a capa
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de autor e obra escreveu um dia o poeta Mário Cesariny:
«[...] Sem dúvida porque em primeiro e quase único lugar o [merece, precursor que é] do abater de fronteiras, formais e outras, com que passa hoje o que tenho por melhor na literatura contemporânea. E que mui significativamente liga ao que de melhor nos ficou da literatura “antiga”. E porque pelo menos uma vez – mas vez decisiva e plena de consequências, creio – o levaram a mutilar obra tão importante para ele e para nós como o Húmus. Como Gomes Leal, que após a primeira edição do Anti-Cristo lhe retira numerosas páginas de génio poético ímpar, Brandão corta da força primeira do Húmus os capítulos finais da obra, terríveis e também únicos como letra profética do que depois viria aos imperativos da revolução social: a clausura das massas, o poder militar, o terrorismo institucional nas suas duas formas de Europa, o massacre em nome da revolução e em vez dela.»
É esta segunda edição que aqui temos, “espurgada” de um raro fulgor literário, mas, mesmo assim, mantendo-se como mais importante obra de prosa da primeira metade do século XX. Neste sentido, vale o que vale a que lhe deu origem.

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O Padre



RAUL BRANDÃO

Lisboa, 1901
Livraria Central de Gomes de Carvalho – Editor
1.ª edição
18,3 cm x 11,6 cm
32 págs.
exemplar estimado, capa com pequenos defeitos e restauro antigo; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR MAYER GARÇÃO
assinatura de posse de Mayer Garção
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memórias


RAUL BRANDÃO
revisão de Manuel Mendes

Lisboa, 1969
Jornal do Fôro
1.ª edição em 1 volume
24 cm x 16,6 cm
604 págs. + 70 págs. em extra-texto + 1 encarte de 4 págs. em extra-texto + 1 encarte de 8 págs. em extra-texto (ambos de pequeno formato)
subtítulo: Volume primeiro – Volume segundo – Vale de Josafat
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 369 de uma tiragem declarada de 3.000 exemplares
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira vez que os três conhecidos volumes das memórias do escritor Raul Brandão (1867-1930) são reunidas de modo a ter-se, de imediato, uma percepção de conjunto. Manuel Mendes (1906-1969), também escritor, seu amigo e seguidor inspirado, para além de gerir uma notável e apropriada introdução de iconografia, teve o cuidado de preparar o texto consoante notas e emendas deixadas por Brandão, tendo ainda incluído um índice remissivo que facilita a consulta pontual da obra. É o testemunho de uma época de passagem através de regimes políticos antagónicos e de convulsões revolucionárias, o que aí fica.

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1817 – A Conspiração de Gomes Freire


RAUL BRANDÃO

Porto / Rio de Janeiro, 1922
Editores Renascença Portuguesa / Annuario do Brasil
3.ª edição
18,2 cm x 12 cm
344 págs.
subtítulo: Quem matou Gomes Freire – Beresford, D. Miguel Forjaz, o principal Souza – Mathilde de Faria e Mello
ilustrado
modesta encadernação recente em sintético, gravação a ouro na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje constitui este livro uma das mais sérias avaliações do momento em referência na História nacional.

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A Traição de Gomes Freire



A. [ALBINO] NEVES DA COSTA
capa de Antonio Lima

Lisboa, 1935 [aliás, 1936]
Sociedade Astória, Limitada
1.ª edição
1.º volume (único publicado)
22,3 cm x 14,3 cm
XVI págs. + 528 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado, com no bordo superior da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que Neves da Costa dirige a «amigos e adversários»:
«[...] Trata-se de uma figura escolhida [refere-se ao general Gomes Freire de Andrade (1757-1817)] para símbolo duma ideologia e tomado como referência de um método.
A ideologia é o liberalismo, a doutrina de todas as correntes anarquizantes; o método é o sigilo mentiroso e desleal de todas as seitas. [...]»
Neves da Costa estriba-se no exemplo intelectual e na «intuição histórica» de anti-semitas como António Sardinha e Rodrigues Cavalheiro, e vai mais longe: para si, Gomes Freire, arregimentador da Legião Portuguesa que se bateu ao lado do expansionismo bélico de Napoleão Bonaparte, Gomes Freire, inspirado e ao serviço da maçonaria judaica, «fica definitiva, embora duramente classificado de – traidor, incompetente e cobarde. [...]»

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O Cerco do Porto


HUGH OWEN
pref. e notas de Raul Brandão

s.l. [Porto], 1915
Edição da Renascença Portuguesa
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
352 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Contado por uma testemunha o coronel Owen
ilustrado no corpo do texto
capa impressa a negro com cromo colado
exemplar muito estimado; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vida e Obra de Raul Brandão


GUILHERME DE CASTILHO
capa de José Cândido

Amadora, 1978 [aliás, 1979]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
20,2 cm x 15 cm
536 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje é esta obra do diplomata e escritor Guilherme de Castilho (1912-1987) uma referência para a compreensão do legado de Raul Brandão.

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Raul Brandão


JOÃO PEDRO DE ANDRADE

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,8 cm x 11,7 cm
340 págs. + 28 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
ostenta no ante-rosto carimbo do Grupo Desportivo A Académica da Ajuda
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio de João Pedro de Andrade (1902-1974) e breve antologia de textos de Raul Brandão.

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Franco-atirador – Ideias, Combates e Sonhos



ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1970
Espiral
1.ª edição
20,8 cm x 16,5 cm
244 págs.
colecção dirigida por António Braz Teixeira, de uma série de livros com textos doutrinários, complemento à edição da revista Espiral, dirigida esta pelo próprio António Quadros
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto O Que o Racismo Ensina:
«[...] Se a monstruosidade dos campos de concentração e do extermínio de seis milhões de judeus na Alemanha de Hitler constituiu, há vinte e cinco anos, uma desgostante chaga reveladora da negatividade a que pode descer a natureza humana, a discriminação racial na África do Sul ou o desencadear da violência racista nos Estados-Unidos são porventura, se possível, ainda mais clarificantes da distância que vai tardando a preencher-se entre os conceitos intelectuais e científicos de uma sociedade dita “desenvolvida” (a sociedade da abundância) e a pobreza moral e ética de certos estractos desta mesma sociedade. [...]»

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A Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1956
Cidade Nova
1.ª edição
18,6 cm x 12,4 cm
164 págs.
exemplar estimado, capa com vagos picos de acidez; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Existência Literária



ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1959
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,6 cm x 14,2 cm
224 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimo conjunto de ensaios literários, cobrindo reflexão vária sobre, por exemplo, Branquinho da Fonseca, José Gomes Ferreira, Fernando Namora, Vergílio Ferreira, José Régio, Pessoa, Camões. Muitos outros escritores e filósofos são aí abordados por este autor, que nasceu num meio vocacionado para a erudição, visto ser filho de Fernanda de Castro e António Ferro. Especial destaque para os últimos sete textos, que formam o capítulo VI, onde a «condição do escritor» é tratada.

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Modernos de Ontem e de Hoje


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1947
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos de entrada na biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estreia do autor, é um interessante conjunto de ensaios sobre literatura, em que se fala desde Marcel Proust, ou Henry Miller, até aos brasileiros Lins do Rego e Erico Veríssimo e aos portugueses Eça, Fernando Pessoa e Cesário.

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Portugal, Entre Ontem e Amanhã


ANTÓNIO QUADROS

s.i. [Braga], Janeiro de 1976
Sociedade de Expansão Cultural [imp. Livraria Editora Pax, Lda.]
1.ª edição
19 cm x 12,8 cm
344 págs.
subtítulo: Da Cisão à Revolução. Dos Absolutismos à Democracia
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reflexão acerca dos acontecimentos que estiveram na génese da Revolução de Abril, mas principalmente acerca da então história vivida passo a passo. O ponto de vista – ao mesmo tempo que na badana do livro se lhe tenta criar, ostensivamente, uma “reputação democrática” – é o do anticomunismo primário: «[...] Com o consulado de Vasco Gonçalves e com as perturbações populares que se lhe sucederam a vários níveis, com o vanguardismo utopístico-abstracto da esquerda radical e com o assalto marxista à cultura, à educação e à informação portuguesas, corremos na verdade o risco de uma desagregação convulsiva de unidade nacional. [...]»

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Problemática Concreta da Cultura Portuguesa


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1957
CEPS – Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
22,5 cm x 14,6 cm
76 págs.
capa impressa e com rótulo colado
exemplar estimado; miolo limpo por abrir
carimbo de posse na folha de ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida pelo filho de António Ferro, que aproveita para tecer largos elogios à «política do espírito» conduzida pelo pai...
Brochura ausente da exaustiva bibliografia tornada pública pela Fundação António Quadros.

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O Cavaleiro da Mão de Ferro


GOETHE
trad. Armando Lopo Simeão

Lisboa, 1945
Edições Ultramar, Limitada
[1.ª edição]
19,5 cm x 12,7 cm
236 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, contracapa suja; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do tradutor:
«[...] O cavaleiro Goetz de Berlichingen é uma espécie de Dom Quixote germânico, que, já sob o imperador Maximiliano, seguia ainda as velhas regras da cavalaria medieval. [...]
“Goetz de Berlichingen” é uma obra que foi feita mais para ser lida do que para ser representada, porque a mise en scène e as freqüentes mudanças de cenários dificultavam enormemente a representação no tempo em que apareceu. [...]
“Goetz de Berlichingen” é a mais alemã das obras de Goethe [1749-1832], e o seu germanismo torna-o tão querido do povo alemão como o próprio “Fausto”. [...]»

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Na Linha de Fogo – Crónicas Subversivas


MANUEL RIBEIRO

Lisboa, 1920
Empreza Editora Popular (de Estevam de Carvalho)
1.ª edição
20,1 cm x 13,8 cm
120 págs.
exemplar estimado, com discretos restauros nos topos superior e inferior da lombada; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro do período revolucionário de Manuel Ribeiro, intencionalmente excluído da sua posterior bibliografia, após ter estado preso e haver renegado antecedentes de vida bem mais interessantes do que a sua conversão mística e o enveredar por uma estética literária menor. Na vertente compilação de artigos, que, entre 1912 e 1913, haviam saído no jornal O Sindicalista, são particularmente interessantes, para além do elogio a Tomás da Fonseca, um referindo-se à acção social e pedagógica de A Voz do Operário e outro deles à «acção directa» propriamente dita.

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A Russia Bolchevista


ETIENNE ANTONELLI
trad. Manuel Ribeiro

Lisboa, 1919
“Arte & Vida” – Empreza Editora e de Publicidade, Limitada
1.º milheiro
19,5 cm x 13,4 cm
218 págs.
subtítulo: A doutrina – Os homens – A propriedade – O regime industrial – Politica interna e externa – Documentos oficiais
exemplar estimado; miolo com sublinhados e anotações laterais a lápis
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Num editor que anunciava para breve, na contracapa, o «romance d’arte» A Catedral de Manuel Ribeiro, peça esta muito apreciada entre estudantes de arquitectura, nomeadamente góticos tardios. Todavia Ribeiro iniciou-se nas lides literárias pela porta da revolução operária...

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A Revoada dos Anjos



MANUEL RIBEIRO

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição (2.º milhar)
19 cm x 12,3 cm
312 págs.
subtítulo: Crónica Umbriana
exemplar estimado, com pequena falha de papel ao baixo na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória do Autor ao jornalista Avelino de Almeida
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos livros da fase de conversão franciscana do ex-revolucionário Manuel Ribeiro.

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A Ressurreição


MANUEL RIBEIRO
capa de Alfredo Moraes

Lisboa, 1923
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,3 cm x 12,6 cm
320 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Ribeiro (1878-1941), ferroviário, começou por ser um ateu anarco-sindicalista, depois foi membro fundador do Partido Comunista Português, acabando por converter-se ao catolicismo. Com colaboração espalhada por publicações de referência, como A Batalha ou A Bandeira Vermelha, será preso no Limoeiro na sequência de uma greve operária em 1920, o que terá influenciado decisivamente o seu retrocesso, mas também a futura abertura de portas ao exercício da profissão de conservador na Torre do Tombo. Artisticamente ficou no rodapé da história literária devido à sua reabilitação do romance tipo “gótico”, que teve o verdadeiro cultor em Alexandre Herculano.

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A Ressurreição


MANUEL RIBEIRO
capa de Alfredo Candido

Lisboa, 1925
Livraria Editora Guimarães & C.ª
4.ª edição
19,2 cm x 12,4 cm
316 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Deserto


MANUEL RIBEIRO

Lisboa, s.d. [circa 1923]
Guimarães & C.ª – Depositarios
3.ª edição [1.ª edição em tiragem especial ilustrada]
26,4 cm x 20,2 cm
270 págs. + 32 folhas em extra-texto + 45 cromos colados à mão no corpo do texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior avergoado com margens largas, capitulares e vinhetas-cabeçalho alusivas à religiosidade do tema
encadernação de amador em sintético com gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, com falhas de papel na contracapa da brochura; miolo limpo
é o n.º 266 de uma tiragem especial de 1.000 exemplares numerados e assinados pelo Autor
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicado em 1922, antecede tematicamente A Ressurreição (1923). A sua influência estética directa foi o romantismo pesado de Joris-Karl Huysmans, acrescido de um messianismo ibérico medievalesco, que lhe mereceu os elogios do reaccionário António Sardinha. Ribeiro satisfaz todos os pressupostos do programa de ressurgimento cristão, que teria na recatada vida conventual o seu Paraíso não comprometedor com as violentas lutas sociais em que o operariado português, ao tomar consciência de si, vinha estando envolvido. Manuel Ribeiro abandonava, assim, lutas em que anteriormente se envolvera, levando-o à prisão, com a ilusória “boa consciência” do arrependimento beato.

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A Catedral




MANUEL RIBEIRO
capa e ilust. Alfredo Candido

Lisboa, 1925
Livraria Renascença – Joaquim Cardoso, L.da Editores
5.ª edição [1.ª edição em tiragem especial ilustrada]
25,7 cm x 19,5 cm
2 págs. + 360 págs. + 20 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação da época em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 186 de uma tiragem especial limitada a 1.000 exemplares numerados e assinados pelo Autor
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro volume de uma trilogia “gótica” constituída ainda por O Derserto e A Ressurreição.

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domingo, janeiro 25, 2015

Tratado de Metrificação Portugueza



A. [ANTÓNIO] F. [FELICIANO] DE CASTILHO

Lisboa, Outubro de 1858
Em Casa dos Editores Livraria Central
2.ª edição («correcta e augmentada»)
19,1 cm x 13,5 cm
XII págs. + 156 págs.
subtítulo: Para em pouco tempo e até sem mestre se aprenderem a fazer versos de todas as medidas e composições seguido de considerações sobre a declamação e poetica
encadernação da época com sóbria gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prólogo do autor:
«[...] Se o fazer versos é para poucos, o entender de versos, o poder avalial-os com exacção, e recital-os com justesa, é para um e outro sexo uma prenda de manifesta vantagem; requinta-se o gosto de uma importante especie de leitura, que desenvolve, e pule o gosto natural; não se refoge por medo ou justa vergonha de ler em voz alta e em publico, e sobre tudo com este tão facil como agradavel tirocinio se affaz o ouvido para escrever a prosa nacional com muito mais graça e affinação [...]»

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Dicionário de Rimas


COSTA LIMA
pref. Theophilo Braga

Lisboa, 1914
Editores – Santos & Vieira – Empreza Litteraria Fluminense
2.ª edição («revista e considerávelmente aumentada»)
18,7 cm x 12,2 cm
448 págs.
título do prefácio: Poética Histórica Portuguesa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se (seg. BNP) de João Pereira da Costa Lima (1836-1897) que «Tendo sido mais um temperamento artístico que um verdadeiro criador, volúvel, inventivo, irrequieto, a sua vida foi uma constante aventura: aprendiz de ferreiro, marçano, saltimbanco, fotógrafo, comerciante, hoteleiro, proprietário de uma empresa funerária, director do Asilo Maria Pia e pagador da Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro, empresário teatral e actor. Com estudos pouco aprofundados, mostrou sempre uma acentuada tendência para a poesia e para o teatro [...].
Das poucas obras que publicou salienta-se A Lusa Bambochata – Poema Triste em Verso Alegre por Joanico Mila, satirizando violentamente os vícios da Administração Pública e da política portuguesa em geral.» (vd. Dicionário Cronólogico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990; verbete obviamente fundamentado na longa nota biográfica que consta do dicionário de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, editado por João Romano Torres & C.ª em 1909)

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Mário Cesariny [catálogo]



RAÚL LEAL
NATÁLIA CORREIA
LIMA DE FREITAS

Lisboa, 1977
Direcção-Geral da Acção Cultural – Secretaria de Estado da Cultura
1.ª edição [única]
22,6 cm x 22,7 cm
214 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
encadernação editorial em tela com sobrecapa impressa
exemplar como novo
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DE MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira monografia de vulto que o país dedicou ao pintor surrealista Mário Cesariny, obra editada por um órgão oficial do Estado, então secretariado por David Mourão-Ferreira.

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O Virgem Negra


MÁRIO CESARINY [DE VASCONCELOS]

Lisboa, 1989
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,5 cm x 13,5 cm
120 págs.
subtítulo: Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais & Estrangeiras por M.C.V. who Knows Enough About It seguido de Louvor e Desratização de Álvaro Campos pelo mesmo no mesmo lugar. Com 2 Cartas de Raul Leal (Henoch) ao Heterónimo; e a Gravura da Universidade. Escrito & Compilado de Jun. 1987 a Set. 1988
tintagem preta no corte das folhas (antigamente utilizada, não como mero efeito decorativo, mas para protecção dos efeitos da luz sobre o papel)
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aos sessenta e muitos anos de idade do Poeta, é este um dos mais joviais textos que o surrealismo em português arremessou à leitura obrigatória. É anti-académico, fescenino, revolucionário e, por isso mesmo: pedagógico. Para amantes e profissionais de Fernando Pessoa, os que fizeram deste um emprego de funcionário. Apenas um exemplo no exercício poético da função "desratizadora":

«O Álvaro gosta muito de levar no cu
O Alberto nem por isso
O Ricardo dá-lhe mais para ir
O Fernando emociona-se e não consegue acabar.

O Campos
Em podendo fazia-o mais de uma vez por dia.
Ficavam-lhe os olhos brancos
E não falava, mordia. O Alberto
É mais por causa da fotografia
Das árvores altas nos montes perto
Quando passam rapazes
O que nem sempre sucedia.

O Fernando o seu maior desejo desde adulto
(Mas já na tenra idade lhe provia)
Era ver os hètèros a foder uns com os outros
Pela seguinte ordem e teoria:
O Ricardo no chão, debaixo de todos (era molengão
Em não se tratando de anacreônticas) introduzia-
-Se no Alberto até à base
E com algum incómodo o Alberto erguia
Nos pulsos a ordem da Kabalia
Tentando passá-la ao Álvaro
Que enroscado no Search mordia mordia
E a mais não dava atenção.
O Search tentava
Apanhar o membro do Bernardo
Que crescia sem parança direcção espaço
E era o que mais avultava na dança
Das pernas do maço da heteronomia
A que aliás o Search era um pouco emprestado
Como de ajuda externa (de janela do lado)
Àquela endemonia
Hoje em dia moderna e caso arrumado.

Formado o quadrado
Era quando o Aleyster Crowel aparecia.
"Iô Pan! Iô Pã!", dizia,
E era felatio para todos
E pão de ló molhado em malvasia. [...]»

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O Virgem Negra


M. C. V. [MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS]

Lisboa, 1996
Assírio & Alvim
2.ª edição («revista e aumentada»)
20,6 cm x 13,6 cm
160 págs.
subtítulo: Fernando Pessoa explicado às Criancinhas Naturais e Estrangeiras por M.C.V.
tintagem preta no corte das folhas (antigamente utilizada, não como mero efeito decorativo, mas para protecção dos efeitos da luz sobre o papel)
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Horta de Literatura de Cordel


MÁRIO CESARINY
(antologia, fixação do texto, prefácio e notas)


Lisboa, 1983
Assíro e Alvim
1.ª edição
23 cm x 15,5 cm
260 págs.
exemplar em bom estado
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«[...] Ainda mais que a outra, a literatura de cordel parece-me a vítima privilegiada do Poder que em meados do séc. XVI vem tornar exclusivamente suas a viabilidade da língua e a maestrança dela. A 50 anos de vista do primeiro livro impresso em português, o estabelecimento da Inquisição e a Companhia de Jesus lançam ao interdito toda e qualquer veleidade de magnificar épocas e expressões algum tanto pagãs, ou suspeitas a Roma de deficientes cristãs, enquanto por seu turno as primeiras gramáticas (1536 e 1540) lançam ao ar os dados do que virá a ser a língua oficial, sumptuosamente repressiva de quanto ditongo não tanja pelos sons católicos latinos da Companhia, do Paço, e demais centros de decisão se os havia. O que significa que todo um imenso espaço cultural, e ao longo de séculos bem mais vivo do que o latinório que impõe a retórica, é punido pelo fogo ou atirado ao nada durante trezentos anos. E quando cessa o jugo, está cumprida a tarefa. O que eu agora escrevo é mandado escrever exactamente como, no séc. XVI, a demonologia de um qualquer Geral dos Jesuítas, quiz que eu escrevesse hoje. Não é horrível, leitor? Não te caiem as lágrimas? Não caiem, porque os netos dos netos do Geral oferecem a compensação lilás, toda italiana, da reverência a Os Lusíadas, esse “monumento da língua”, como quem diz céu da boca [...]»

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Da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal



A. [ALEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1854, 1855 e 1859
Imprensa Nacional
1.ª edição
3 tomos (completo)
16,2 cm x 11,8 cm
[XVI págs. + 290 págs.] + [4 págs. + 350 págs.] + 340 págs.
subtítulo: Tentativa Historica
encadernações coevas em meia-inglesa em pele dissemelhante no terceiro tomo mas com idêntico motivo de florália na gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados, sem capas de brochura [?]
exemplares estimados, papel das pastas gasto; miolo limpo, papel sonante, pequenos defeitos nas folhas-de-guarda do tomo I
ostentam colados no verso das pastas anteriores rótulos brasonados de Valdez de Moura Borges
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nas palavras preliminares de um opúsculo de 1857 – A Reacção Ultramontana em Portugal – denunciará entretanto Herculano a circunstância em que se viu obrigado a retardar a publicação do terceiro volume desta sua obra seminal. Assim:
«[...] os transfugas irritaram-se com o prologo [vd. tomo I] e ainda mais com o livro. Este provava por documentos irrefragaveis que o despotismo era já no seculo XVI a corrupção e o crime debaixo do silencio do terror, e o ultramontanismo a hypocrisia e a cubiça debaixo das formulas pias. Deixava depois aos leitores inferir dessa importante revelação o que seriam neste seculo os neophytos de uma e de outra seita, adeptos na mocidade das doutrinas politicas de Bentham e das maximas religiosas dos encyclopedistas.
Tres cousas se tornaram pois necessarias aos pobres neophytos: punirem-nos da culpa dos documentos sigillistas do seculo XVI, impedirem que o livro continuasse, e já que contra este não se podia provar nada, provarem contra o prologo, que não eram insignificantes, e que havia perigo em ser-lhes adverso. [...]
O que vos diziamos é que sois muito fracos, não diante de um homem que podeis ferir de noite e pelas costas, mas diante do paiz, diante da razão publica, diante da liberdade, a quem deveis tudo, e que haveis trahido vestindo a sancta roupeta. [...]»

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A Reacção Ultramontana em Portugal ou a Concordata de 21 de Fevereiro



A.[LEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1857
Na Typ. de José Baptista Morando
1.ª edição
22,9 cm x 14,4 cm
2 págs. + XII págs. + 58 págs.
exemplar estimado, com restauros na capa nomeadamente na lombada; miolo limpo
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Temos aqui um dos grandes textos do liberalismo, em que Herculano afirma a sua oposição relativamente às “políticas” da Igreja católica, do mesmo modo que se distancia da perniciosa influência desta última na formação mental do povo português. Mas o que estava, sobretudo, aqui em jogo era a discussão do tratado nacional a vir a ser assinado com a Santa Sé, e que enquadraria deveres religiosos nacionais a gosto da reacção absolutista. Num dos seus múltiplos aspectos, esse tratado – a Concordata – destinava-se a atrofiar a ambição imperial portuguesa na Ásia. Diz Herculano, a dado passo, nas suas Palavras Preliminares:
«[...] A guerra é com a usurpação estrangeira e com o jesuitismo e ultramontanismo ad hoc de certo grupo de reaccionarios, fezes de todos os partidos, mas principalmente das facções liberaes.
O catholicismo, ainda o mais fervoroso, é estranho á contenda. Não se tracta hoje da crença que herdámos de nossos pais e que devemos transmittir intacta a nossos filhos: tracta-se do direito: tracta-se de manter os limites do sacerdocio e do imperio. [...] O que não somos obrigados a acceitar é os erros e abusos dos seus [da Igreja romana] ministros ou a deslealdade dos nossos; o que não podemos tolerar é a insaciavel ambição de dominio da curia romana, incapaz de se desenganar de que as doutrinas de Gregorio VII ácerca da supremacia politica de Roma sobre os reis e sobre os povos não triumpharão jámais. [...]»
Estava, pois, outra vez reaberto – os dois primeiros volumes de Da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, em 1854-1855, haviam sido um primeiro episódio – o aceso e vasto debate de ideias que sedimentaria nos republicanos, mais tarde, o seu espírito anticlerical.

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