domingo, abril 26, 2015

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

quase 2.300 obras disponíveis nesta montra
é só ir clicando ao fundo da página
em Mensagens antigas


contacto:
telemóvel: 919 746 089


* todas as obras fotografadas correspondem aos exemplares que se encontram à venda
* livros usados
* todas as encomendas são enviadas em correio registado
* international shipping rates
* pagamentos por PayPal, transferência bancária ou contra-
-reembolso

O Gato Preto


FERNANDA SANTOS (SILVIA)
A. [ALBERTO] VICTOR MACHADO

Lisboa, 1933
Edição de Couto Martins
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
104 págs.
subtítulo: Contos para crianças
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Foot-Ball


RIBEIRO DOS REIS
capa de Narciso

Lisboa, 1927
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
17,1 cm x 12,2 cm
144 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo, acidez generalizada do papel
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequeno manual, abrangendo regras e expedientes do jogo, da autoria do seleccionador nacional António Ribeiro dos Reis (1896-1961), na altura já ex-jogador do Benfica, mas a desempenhar funções de dirigente do clube.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Football


ANTONIO RIBEIRO DOS REIS
RICARDO ORNELLAS

Lisboa, 1928
Edição dos Autores / Livraria Economica (deposit.)
1.ª edição
17,2 cm x 11,6 cm
8 págs. [anunciantes] + 132 págs. + 4 págs. [anunciantes]
subtítulo: Mecanismo do jogo – As dezassete leis – Guia para arbitros
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, acidez generalizada
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve monografia acerca das regras e do desenrolar do jogo, devida a Ricardo Amaral Ornelas (1899-1967), em co-autoria com Ribeiro dos Reis (1896-1961), então vice-presidente do Benfica, ambos casapianos bem sucedidos no desporto e no jornalismo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Tratado Ilustrado de Leis de Futebol




MARQUES DE MATOS
ilust. do escultor Álvaro Camarinha

Coimbra, 1963-1964
[ed. Autor]
1.ª edição
2 volumes (completo)
25,7 cm x 19,4 cm
1.116 págs. (numeração contínua) + 4 folhas em extra-texto + 3 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Guia Universal para Uso dos Árbitros de Futebol – Leis do Jogo e Decisões do “International Football Association Board” (Compilação. Esclarecimentos e notas a todas as Leis. Alguns comentários de ordem técnica e jurídica.)
profusamente ilustrados
impressão do miolo a mimeógrafo
encadernações em meia-francesa com lombada e cantos em pele, gravação a ouro
conservam as capas de brochura
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

São as regras do “desporto rei” nos anos 60 do século passado, trabalho ensaístico a que foi atribuído, em 1965, o Prémio Ribeiro dos Reis sob a égide da Comissão Central dos Árbitros de Futebol. Obra rara, e um inestimável instrumento de estudo teórico.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Que Foi o Curso de Londres



F. [FILIPE] GAMEIRO PEREIRA
pref. tenente-coronel Ribeiro dos Reis

Lisboa, 1951
Direcção Geral de Educação Física, Desportos e Saúde Escolar
1.ª edição
26 cm x 18,5 cm
80 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
encadernação em meia-francesa com lombada e cantos em pele, sóbria gravação a ouro na lombada
corte carminado à cabeça, conserva a capa anterior de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao seu prefaciador
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gameiro Pereira foi árbitro de futebol e apresenta aqui o seu relatório do Curso-Conferência Internacional de Arbitragem, realizado em Londres, em Março de 1948, por iniciativa da F.I.F.A., trabalho considerado de capital importância pelo prefaciador, porque há que manter a universalidade das leis desportivas, pois «Se o critério de julgamento não for uniforme por toda a parte, o árbitro será o primeiro a espalhar a semente da discórdia, [e] vai fomentar a desorientação do público e dos jogadores, sempre prontos a reagir contra diferenças de tratamento [...].»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Desporto Rei



ROMEU CORREIA
capa de Cambraia

Lisboa, 1955
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
320 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Em sua defesa escreveu o poeta José Blanc de Portugal, na revista Flama, em Janeiro de 1965: «[...] O problema técnico do neo-realismo português era este: os mais adestrados literariamente pouco ou nada sabiam do povo; adivinhavam-lhe as dores e ignoravam-lhe as alegrias e, sobretudo, a cultura. [...] Romeu Correia [...] foi a primeira grande prova, para mim, de que a literatura estava de facto não já a encontrar o povo mas a exprimir-se como povo. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Casaco de Fogo


ROMEU CORREIA

Algés – Lisboa, s.d. [1956]
Orion, Editorial-Distribuidora
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
132 págs.
subtítulo: Comédia em 3 actos
exemplar manuseado mas aceitável, capa marcada por mancha de café; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça que havia sido levada ao palco do Teatro Nacional de D. Maria II em Dezembro de 1953, protagonizada por intérpretes como Carmen Dolores, Aura Abranches, Lourdes Norberto e Jacinto Ramos, entre outros. O grande Armando Ferreira assinou na altura um rasgado elogio, a saber: «[...] Esse 3.º acto, na boa esteira das obras de [Arthur] Miller, de Salacrou, e outros autores modernos em que o espectador é levado a visionar os pensamentos da protagonista juntamente com ela, marca o primeiro passo, e bem ousado, dos nossos autores portugueses para se incorporarem no teatro da sua época.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Vagabundo das Mãos de Oiro




ROMEU CORREIA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1962
Portugália Editora
2.ª edição
16,5 cm x 11,1 cm
168 págs.
corte carminado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Maria Odete dos Santos
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

«O Vagabundo das Mãos de Oiro é uma farsa inspirada nos romances de cordel que os mendigos vendem nas feiras e romarias. Toda esta representação teatral é, portanto, caricatura, cor e poesia ingénua. [...]» (da nota introdutória do autor).
Texto levado à cena, na altura, no Teatro Experimental do Porto, com encenação de João Guedes e cenário e figurinos desenhados pelo pintor Ângelo de Sousa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Os Tanoeiros



ROMEU CORREIA
capa de H. Mourato

Lisboa, 1976
Parceria A. M. Pereira, Lda.
1.ª edição
19,5 cm x 14,4 cm
272 págs.
subtítulo: Nova versão de Gandaia
exemplar estimado, capa ligeiramente gasta; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revisão de um romance escrito em 1952, é Romeu Correia celebrado pelo ensaísta Mário Sacramento nestes termos (da contracapa):
«Tendo ensaiado os primeiros passos nos tablados populares da nossa primeira região industrial – a margem sul do Tejo –, Romeu Correia conseguiu exprimir os conflitos sociais integrando-os no que há de ritual poético no melhor teatro. (...) A concretização social, muito clara e íntima e densa, vivamente dialogada naquele plano da linguagem em que o imediato e o mediato se fundem como recriação plástica da semântica popular, contracena com o realismo mágico primitivo através de uma sucessão de símbolos que opõe ao feiticismo herdado a renovação que as estruturas modernas conduzem a um devir.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Jangada


ROMEU CORREIA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1962
Portugália Editora
1.ª edição
16,6 cm x 11 cm
160 págs.
corte carminado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória do Autor à actriz Hermínia Tojal
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das primeiras linhas da sinopse:
«Esta farsa é o derradeiro conflito de uma família pequeno-burguesa, vítima de preconceitos de classe que não lhe diziam respeito e da solidão do lugar onde sempre permanecera. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Bonecos de Luz



ROMEU CORREIA

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,1 cm x 10,6 cm
292 págs.
exemplar muito estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] Bonecos de Luz é uma obra concebida nos moldes do romance picaresco, tão ao gosto da tradição novelística peninsular. Narrado na primeira pessoa, a acção decorre em lugarejo primitivo, onde gente rude e ingénua é sacudida pelo espectáculo do cinema. [...] Bonecos de Luz é o romance do cinema silencioso e dos seus primitivos e ocasionais divulgadores, constituindo uma singela homenagem ao maior intérprete da arte cinematográfica – Charles Chaplin.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Bocage



ROMEU CORREIA
capa do pintor Rocha de Sousa

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,1 cm x 11,4 cm
164 págs.
subtítulo: Crónica Dramática e Grotesca em Duas Partes e um Prólogo
é o n.º 2 da prestigiada Colecção Vária
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

sábado, abril 25, 2015

Rainhas Cláudias ao Domingo [junto com] Para já para já [junto com] As Aventuras do Major Bento



VIRGÍLIO MARTINHO
VITOR SILVA TAVARES
NELSON DE MATOS
ilustr. (respectivamente) Maria Aurélia, Rocha de Sousa e Fausto Boavida

Fundão, 1972
ed. Autores
1.ª edição
3 brochuras (colecção completa)
22,5 cm x 16,8 cm (estojo): 3 x [21,5 cm x 16 cm (brochuras)]
3 x [24 págs. + 1 folha em extra-texto]
ilustrados
impressos sobre papel cinza dito manteigueiro
acabamento com dois pontos em arame
exemplares estimados; miolo limpo*
acondicionados num belíssimo estojo artístico de fabrico recente em tela serigrafada a negro
tiragens declaradas de 500 exemplares
* valorizado pela dedicatória manuscrita de Vitor Silva Tavares na brochura Para já para já, que por seu turno apresenta sublinhada a tinta vermelha, nas páginas finais, a seguinte passagem: «pensa mal de ti e ficarás acompanhado. Deixa lá: dois suportam melhor, três começam a ser uma força, quatro são já uma raiva, de cinco para cima é uma acusação medonha. E o silêncio nunca foi de oiro.»
* mancha periférica no bordo inferior da brochura As Aventuras do Major Bento de Nelson de Matos, que por sua vez ostenta na primeira página carimbo com a seguinte mensagem natalícia: «Com os protestos da mais elevada consideração e votos de Natal Feliz e Próspero Ano Novo para V.ª Ex.ª e sua Exma. Família. | A. V. O. | O Autor»
PEÇA DE COLECÇÃO
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Raro conjunto de publicações de carácter surrealizante, nunca posto à venda nos circuitos livreiros. A sua intensidade subversiva e a sua narrativa cultural entroncam na linha discursiva que se iniciara em 1970 na colectânea Grifo, seguindo-se-lhe o livro colectivo Coisas já nos primeiros meses de 1974. Muito semelhantes no propósito de denúncia bem humorada do país em que se vivia, e, quando louvam os mitos maiores do amor, também aí os seus modos são por igual mágicos. No plano estético, quer por via das idênticas matérias-primas “pobres” escolhidas como suporte tipográfico, quer na estrutura dos alinhamentos – um ilustrador para cada escritor –, melhor sai reforçada a interligação aduzida.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, abril 24, 2015

Exclusões Sociais



ALFREDO BRUTO DA COSTA
design de Henrique Cayatte (atelier)

Lisboa, 1998
Gradiva / Fundação Mário Soares
1.ª edição
17,9 cm x 11,3 cm
100 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tem como objecto este breviário a miséria dos que até a voz reivindicativa lhes foi tirada, o que serve de tema ensaístico para aqueles que tudo têm. O tema é aqui tratado com a minúcia rendilhada de definir o exacto ponto onde se situa a derradeira oportunidade de um indivíduo ser recuperado, ou não, para dentro do mercado de trabalho. Deve ser lido em paralelo com O Horror Económico de Viviane Forrester (trad. Ana Barradas, Terramar, Lisboa, 1997), a fim de se ficar com uma ideia correcta acerca da raiz das ditas “exclusões”.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Dia 25 de Abril de 1974: 76 Fotografias e um Retrato


ALFREDO CUNHA
textos e legendas de Adelino Gomes

Lisboa, 1999
Contexto, editora, Lda.
1.ª edição
16 cm x 24 cm (oblongo)
144 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Documento fotográfico dos acontecimentos dessa data histórica, que o jornalista Adelino Gomes vai progressivamente enquadrando nos seus comentários intercalares. De notar a sua atenção, desde as primeiras imagens reproduzidas, para a importância negativa da presença da esquadra naval da NATO no estuário do Tejo logo às primeiras horas do dia, mostrando-nos como esse surto militar fôra tutelado.
Alfredo Cunha, por seu turno, vai ficar para a história do fotojornalismo nacional também como o fotógrafo de chaimites autor da mais desprezível recolha de imagens do poeta Herberto Helder, que pouco tempo depois viria a falecer.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Aqui Emissora da Liberdade


MATOS MAIA

Lisboa, 1975
Rádio Clube Português
1.ª edição [única]
20,8 cm x 14,4 cm
222 págs. + 71 folhas em extra-texto
subtítulo: Rádio Clube Português 04.26 – 25 de Abril de 1974
profusamente ilustrado
exemplar bem conservado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Matos Maia, que foi durante décadas a ama-seca de um público imbecilizado pelo programa Quando o Telefone Toca, é aqui o excelente redactor da crónica de uma noite que nunca mais voltará. Assim: «[...] Foi a partir das 4 e 26 que o país começou a entender que algo de muito importante para a vida da nação e de todos os portugueses, estava a acontecer. [...]» E o que estava a acontecer – a subversão militar – permitiu momentaneamente ao anónimo homem-da-rua tornar-se por escassos meses sujeito, e não objecto, da História.
Incontornável documento para a compreensão dessa primeira viragem.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Informar ou Depender?


FRANCISCO C. P. [PINTO] BALSEMÃO
capa de César Granadeiro

Lisboa, 1971
Edições Ática, S.A.R.L.
1.ª edição
22,5 cm x 14,7 cm
332 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse na última página
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] co-autor, com Francisco Sá Carneiro, de um projecto de lei de Imprensa que a Assembleia Nacional em breve discutirá – aborda neste livro as grandezas e as servidões da Informação.
Poderão os jornais, a rádio, a TV cumprir a sua missão numa sociedade onde imperam a tecnologia e a força dos grandes grupos de pressão? Conseguirão os “mass media” ser independentes do poder político e do poder económico? Que papel desempenhará, nesta matéria, uma lei de Imprensa em Portugal? [...]»
A resposta honesta a estas perguntas foi perdendo qualquer sentido, nos últimos quarenta anos, em que o próprio conceito de missão informativa, mesmo e sobretudo sob os fastos da democracia, veio a acentuar tratar-se de imprensa ao serviço de uma classe social, ávida de lucros, que escolhe aquilo que ela própria necessita de que a populaça em geral seja notificada. No fundo, a comunicação de massas funciona apenas como cão e pastor de um rebanho tresmalhado. Desde que a humanidade tomou consciência da força dos instrumentos por si criados, a tecnologia nunca foi mais do que uma extensão do poder vigente. Aquilo de que este livro trata, é da necessidade de regulação da avidez interpares: na política como na economia, na cultura como na ciência, no lazer como na propaganda. Por exemplo, as altamente rentáveis revistas ditas cor-de-rosa acumulam a um só tempo a alienação do que verdadeiramente deveria preocupar os súbditos de uma classe que se faz fotografar e promove mexericos, alienação essa de humilhante cariz pacóvio e basbaque dos pobres ante os luxos espaventosos e as festarolas dos ricos. Até o lixo moral rende dinheiro aos balsemões deste mundo!

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Portugal Amordaçado

MÁRIO SOARES
texto na contracapa de Alfredo Barroso
capa de Manuel Dias

Lisboa, Outubro de 1974
Editora Arcádia
1.ª edição (em português)
20 cm x 13,7 cm
736 págs.
subtítulo: Depoimento Sobre os Anos do Fascismo
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicado pela Calmann-Levy em Paris, no ano de 1972, é o mais interessante livro de memórias da resistência portuguesa nos anos após o fim da II Guerra Mundial. Em parte escrito nos anos de deportação em São Tomé, acabado durante o exílio parisiense, o seu autor, que duramente protagonizou um tal testemunho enquanto fundador do Partido Socialista, virá a ser o factotum da travagem da influência crescente do Partido Comunista Português nos devastadores anos de 1974-1975.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

“Orpheu” – Revista Trimestral de Literatura [junto com] Orpheu 3 (Povas de Página)





a) Lisboa, Janeiro-Fevereiro-Março, Abril-Maio-Junho de 1915
dir. Luiz de Montalvôr e Ronald de Carvalho [n.º 1], Fernando Pessôa e Mario de Sá-Carneiro [n.º 2]
ed. Antonio Ferro
Typografia do Comércio
b) Porto, 1983
Edições Nova Renascença (José Augusto Seabra)
1.ª edição (todos)
3 números em 2 volumes (colecção completa)
27,8 cm x 21,5 cm (estojo): 25 cm x 17 cm (n.os 1 e 2, enc.) + 26,5 cm x 21 cm (n.º 3, br.)
[4 págs. + 84 págs.] + [4 págs. + 80 págs. + 4 extra-textos em dupla página (couché)] + [VIII págs. + 64 págs.] (numeração contínua)
a) encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada com nervuras igualmente pontuadas a ouro e filetes nos remates do corte da pele nas pastas; aparo de acerto e carminado apenas à cabeça; conserva todas as capas de brochura
b) brochura
exemplares em bom estado de conservação, pequeno restauro no bordo inferior da capa do n.º 1; miolo limpo, o n.º 3 está como novo
acondicionados em elegante estojo próprio de confecção recente
PEÇA DE COLECÇÃO
3.800,00 eur (IVA e portes incluídos)

Disse Almada Negreiros (Orpheu 1915-1965, Ática, Lisboa, 1993), em memória da criação da revista: «[...] De mais extraordinário não vejo senão que tenha sido um movimento os nossos encontros pessoais entre companheiros de revista.
[...] Até este momento nada mais disse que “Orpheu” tinha sido o nosso encontro actual das letras e da pintura. É tudo o que queria ter dito. A continuar seria isto mesmo no resultado do “Orpheu”. Nenhuma geração post “Orpheu” se acusa no da pintura não separada do seu encontro com as letras. “Orpheu” continua. [...]
O selo do “Orpheu” era a modernidade. Se quiserem, a vanguarda da modernidade. A nossa vanguarda da modernidade. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Humus


RAUL BRANDÃO
capa de Julio Vaz

Rio de Janeiro / Porto, 1921
Annuario do Brasil / Renascença Portuguesa
2.ª edição
18,2 cm x 12,5 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de autor e obra escreveu um dia o poeta Mário Cesariny:
«[...] Sem dúvida porque em primeiro e quase único lugar o [merece, precursor que é] do abater de fronteiras, formais e outras, com que passa hoje o que tenho por melhor na literatura contemporânea. E que mui significativamente liga ao que de melhor nos ficou da literatura “antiga”. E porque pelo menos uma vez – mas vez decisiva e plena de consequências, creio – o levaram a mutilar obra tão importante para ele e para nós como o Húmus. Como Gomes Leal, que após a primeira edição do Anti-Cristo lhe retira numerosas páginas de génio poético ímpar, Brandão corta da força primeira do Húmus os capítulos finais da obra, terríveis e também únicos como letra profética do que depois viria aos imperativos da revolução social: a clausura das massas, o poder militar, o terrorismo institucional nas suas duas formas de Europa, o massacre em nome da revolução e em vez dela.»
É esta segunda edição que aqui temos, “espurgada” de um raro fulgor literário, mas, mesmo assim, mantendo-se como mais importante obra de prosa da primeira metade do século XX. Neste sentido, vale o que vale a que lhe deu origem.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

domingo, abril 19, 2015

O Cerco do Porto


HUGH OWEN
pref. e notas de Raul Brandão

s.l. [Porto], 1915
Edição da Renascença Portuguesa
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
352 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Contado por uma testemunha o coronel Owen
ilustrado no corpo do texto
capa impressa a negro com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE RAUL BRANDÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


1817 – A Conspiração de Gomes Freire


RAUL BRANDÃO

Porto / Rio de Janeiro, 1922
Editores Renascença Portuguesa / Annuario do Brasil
3.ª edição
18,2 cm x 12 cm
344 págs.
subtítulo: Quem matou Gomes Freire – Beresford, D. Miguel Forjaz, o principal Souza – Mathilde de Faria e Mello
ilustrado
modesta encadernação recente em sintético, gravação a ouro na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje constitui este livro uma das mais sérias avaliações do momento em referência na História nacional.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Traição de Gomes Freire



A. [ALBINO] NEVES DA COSTA
capa de Antonio Lima

Lisboa, 1935 [aliás, 1936]
Sociedade Astória, Limitada
1.ª edição
1.º volume (único publicado)
22,3 cm x 14,3 cm
XVI págs. + 528 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado, com no bordo superior da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que Neves da Costa dirige a «amigos e adversários»:
«[...] Trata-se de uma figura escolhida [refere-se ao general Gomes Freire de Andrade (1757-1817)] para símbolo duma ideologia e tomado como referência de um método.
A ideologia é o liberalismo, a doutrina de todas as correntes anarquizantes; o método é o sigilo mentiroso e desleal de todas as seitas. [...]»
Neves da Costa estriba-se no exemplo intelectual e na «intuição histórica» de anti-semitas como António Sardinha e Rodrigues Cavalheiro, e vai mais longe: para si, Gomes Freire, arregimentador da Legião Portuguesa que se bateu ao lado do expansionismo bélico de Napoleão Bonaparte, Gomes Freire, inspirado e ao serviço da maçonaria judaica, «fica definitiva, embora duramente classificado de – traidor, incompetente e cobarde. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

El-Rei Junot


RAUL BRANDÃO

Lisboa, 1912
Livraria Brazileira de Monteiro & C.ª / Typ. da Emprêsa Litteraria e Typographica
1.ª edição
25 cm x 17,3 cm
2 págs. + 348 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior
encadernação da época em meia-inglesa com elegante gravação a ouro na lombada
conserva ambas as capas de brochura
aparado e carminado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Francisco J. Martins
peça de colecção
265,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante crónica histórica referente à presença dos franceses em Portugal durante o trágico período das Invasões.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Joana e Gabirú


MARQUES GASTÃO

Lisboa, 1942
Imprensa Baroëth
1.ª edição
18,8 cm x 12,7 cm
4 págs. + 52 págs.
subtítulo: Dois Símbolos na Obra de Raúl Brandão
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das palavras de abertura do jornalista Marques Gastão:
«[...] O estudo que fizemos teve por base o seu livro – “Húmus” – que consideramos a sua melhor criação literária e humana. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Vida e Obra de Raul Brandão


GUILHERME DE CASTILHO
capa de José Cândido

Amadora, 1978 [aliás, 1979]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
20,2 cm x 15 cm
536 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje é esta obra do diplomata e escritor Guilherme de Castilho (1912-1987) uma referência para a compreensão do legado de Raul Brandão.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Raul Brandão


JOÃO PEDRO DE ANDRADE

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,8 cm x 11,7 cm
340 págs. + 28 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
ostenta no ante-rosto carimbo do Grupo Desportivo A Académica da Ajuda
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio de João Pedro de Andrade (1902-1974) e breve antologia de textos de Raul Brandão.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, abril 17, 2015

Livro | de | Marco Tullio Ciceram, | chamado | Catam Maior, | ou da velhice, | dedicado a | Tito Pomponio Attico



MARCO TULLIO CICERAM
trad. Damião de Goes

Lisboa, 1845
Na Typographia Rollandiana
2.ª edição («nova edição»)
16,7 cm x 11,8 cm
2 págs. + 114 págs. + 6 págs.
encadernação recente em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
assinatura de posse datada de 1867 no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reimpressão oitocentista da tradução de Damião de Góis (1502-1574), originalmente editada em Veneza em 1538.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Descrição da Cidade de Lisboa


DAMIÃO DE GÓIS
trad. Raul Machado
pref. Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2009
frenesi
5.ª edição
19 cm x 13,3 cm
68 págs.
exemplar novo
13,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma cidade que há muito desapareceu, a descrita pelo humanista. Com o que resta dela vão desaparecendo hoje os seus melhores habitantes...

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Damião de Goes – Os Caminhos de um Humanista


LUÍS FILIPE BARRETO

Lisboa, 2002
CTT Correios de Portugal
1.ª edição
24,6 cm x 24,6 cm
144 págs.
design gráfico de Eduardo Aires
autor do selo da emissão filatélica: Luiz Duran
inclui o marcador de leitura
cartonagem editorial, com folhas de guarda; impresso em papel superior
álbum profusamente ilustrado, a cor
edição numerada, n.º 5.871
exemplar novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

A propósito dos 500 anos do nascimento de Góis se fez esta biografia do pensador, que no convívio com Erasmo de Roterdão colheu os ódios do Santo Ofício peninsular. Diz já no século XX a nota introdutória a uma das reedições da Descrição da Cidade de Lisboa (frenesi, Lisboa, 2000): «[...] Nós estamos em crer que todo esse sofisma organizado visou somente apropriarem-se-lhe dos bens, costume económico que, acrescido ao dízimo e às esmolas, fez o património da Igreja. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Hollywood em Lisboa


FERNANDO FRAGOSO

Lisboa, 1942
Vida Mundial Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,4 cm
192 págs.
exemplar manuseado mas aceitácel; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de crónicas jornalísticas que registam a memória da passagem por Lisboa, quase sempre em consequência da guerra, de gente do cinema, tais como, por exemplo, Eric von Stroheim, Jean Renoir, Pola Negri, Charles Boyer, Ann Dvorak, Vivien Leigh, Jean Gabin, etc.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


As Palavras e as Coisas


MICHEL FOUCAULT
pref. Eduardo Lourenço e Vergílio Ferreira
trad. António Ramos Rosa

Lisboa, Fevereiro de 1968
Portugália Editora
1.ª edição
19,5 cm x 14,1 cm
8 págs. + LVI págs. + 504 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Uma Arqueologia das Ciências Humanas
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Questionado acerca do aparecimento da vertente obra de Michel Foucault (1926-1984), avisou-nos Jean-Paul Sartre:
«[...] O que Foucault nos apresenta é, como muito bem viu Kanters, uma geologia: a série das camadas sucessivas que formam o nosso “solo”. Cada uma destas camadas define as condições de possibilidade de um certo tipo de pensamento que triunfou durante um certo período. Mas Foucault não nos diz o que seria mais interessante, a saber, como é que cada momento é construído a partir dessas condições, nem como os homens passam de um pensamento para outro. Ser-lhe-ia necessário, para isso, fazer intervir a praxis, portanto a história, e é precisamente isso que ele recusa. É certo que a sua perspectiva permanece histórica. Ele distingue épocas, um antes e um depois. Mas substitui o cinema pela lanterna mágica, o movimento por uma sucessão de imobilidades. [...]
Para lá da história, bem entendido, é o marxismo que é visado. Trata-se de constituir uma ideologia nova, a última barragem que a burguesia pode ainda erguer contra Marx. [...]» (Fonte: Estruturalismo – Antologia de Textos Teóricos, org. Eduardo Prado Coelho, Portugália Editora, Lisboa, 1968)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Estruturalismo


aa.vv.
org. e pref. Eduardo Prado Coelho
trad. Maria Eduarda Reis Colares, António Ramos Rosa e Eduardo Prado Coelho

Lisboa, Maio de 1968
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 14,2 cm
8 págs. + LXXVI págs. + 420 págs.
subtítulo: Antologia de Textos Teóricos
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução à matéria, por EPC:
«[...] O “estruturalismo”, libertando-nos do peso da nossa interioridade, cúmplice talvez involuntária da opressão, da miséria e da angústia do pecado, situa-nos cruelmente no espaço onde a acção se impõe para que no limite dela se erga o riso branco da loucura. Horizonte de incêndio, nele irá adormecer em cinza o cansaço das vozes e dos corpos.»
Não deixa de ser assinalável que, em pleno Maio de 1968, os intelectuais universitários de Lisboa ainda andassem às voltas com o estruturalismo. No preciso instante em que, um pouco por todo o mundo, a juventude atirava borda fora o encarneiramento e a tolice neo-académica, Lisboa iria dar início ao longo sono ressonado num pseudo-cientifismo crítico. E serão estes protagonistas da “estrutura” que, volvidos vinte anos, acabarão a louvaminhar o triunfo das sucatas culturais amontoadas pelo pós-modernismo... Não pode dizer-se que os pensadores portugueses nossos contemporâneos, muito leves, muito frescos, não tenham feito sempre tudo para ir atrás da moda, sobretudo afrancesada... como numa alfaiataria.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Do Acto ao Pensamento


HENRI WALLON
trad. e pref. J. Seabra-Dinis

Lisboa, 1966
Portugália Editora
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
312 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Henri Paul Hyacinthe Wallon (1879-1962), destacado membro do Partido Comunista Francês e neto do fundador da Terceira República, é sobretudo conhecido pela sua dedicação quer a crianças mentalmente deficientes, mediante o exercício da psicologia pediátrica, quer pelos seus estudos no campo do desenvolvimento da personalidade. O psicanalista Jacques Lacan será, em muitos aspectos, um dos seus seguidores.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, abril 15, 2015

Estranho Estrangeiro – Uma Biografia de Fernando Pessoa


ROBERT BRÉCHON
trad. Maria Abreu e Pedro Tamen
capa de Rogério Petinga

Lisboa, 1996
Quetzal Editores
1.ª edição
23 cm x 13 cm
650 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Biografia do Poeta português da primeira metade do século XX (o da segunda metade é Herberto Helder), muito acrescenta à já existente, de João Gaspar Simões, fazendo a ponte para o que virá a ser, em 2011, a de José Paulo Cavalcanti Filho. Qualquer delas indispensável.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089