quarta-feira, Abril 16, 2014

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

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[Angola – Álbum de fotografias]




[ANÓNIMO]

s.d. [circa 1930-1940]
s.e. [fabrico do suporte álbum: Wübben Album]
fotografias originais (papel de revelação Velox)
19,5 cm x 13 cm (oblongo) [8,7 cm x 5,7 cm (fotografias)]
36 págs. de cartolina negra encartadas por folhas de cristal translúcido de fantasia, com 52 fotografias coladas (a maioria legendadas) + 6 fotografias soltas
álbum forrado a seda adamascada com fio de ouro
acabamento com dois ilhós e passamanes rematados por contas a imitar bagas de café
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo e fotografias limpas
PEÇA ÚNICA DE COLECÇÃO
310,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reportagem-memória na zona do Cuanza Norte (rio Lucala), no planalto de Malange e em Luanda. Destaque para a indústria do sal, a plantação e tratamento do café, tomadas de vista da fortaleza de Massangano (Cambambe) – mais precisamente: Forte de Nossa Senhora da Vitória de Massangano – e da Avenida do Hospital em Luanda. Também se encontram documentadas figuras da população autóctone da região de Huila, no sul da Angola.
Foi possível estabelecer datação nos parâmetros acima referidos pela identificação do modelo da viatura visível em duas das imagens.

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A Divida Portugueza


M.[IGUEL] E.[DUARDO] LOBO DE BULHÕES

Lisboa, 1867
Typographia Portugueza
1.ª edição
22,9 cm x 15 cm
112 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lobo de Bulhões (1830-1894), que foi membro da Academia das Ciências de Lisboa e sócio-fundador da Sociedade de Geografia, na qualidade profissional de chefe da contabilidade do Ministério dos Negócios da Marinha deixou-nos esta importante resenha acerca do estado das finanças públicas nacionais, problema cuja origem ele atribui a uma época anterior à sua: «Em Portugal a divida fundada, na accepção genuina da expressão, teve principio no fim do seculo passado. [...]» Isto dito para serenar os ânimos dos credores, porque «[...] Vogaram no estrangeiro idéias falsas a respeito do nosso estado financeiro [...]», acredita ele na suficiência da exposição que aqui faz, no vertente opúsculo, para «[...] [responder] logicamente ás accusações infundadas que affectavam o credito de Portugal. [...]»

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domingo, Abril 13, 2014

O Ditador das Finanças



LEOPOLDO NUNES
pref. Armindo Monteiro

Lisboa, 1930
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
232 págs.
encadernação modesta de amador em tela encerada e sóbria gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do elogio do governo no domínio das finanças, e portanto da política de intoxicação totalitária dos direitos e liberdades dos cidadãos.

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A Reorganização Financeira


[OLIVEIRA SALAZAR]

Coimbra, 1930
Coimbra Editora, Ld.ª
1.ª edição
23,5 cm x 15,9 cm
XII págs. + 560 págs.
subtítulo: Dois Anos no Ministério das Finanças, 1928-1930
sóbria encadernação recente em carneira e papel de fantasia, com gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura, que se encontram perifericamente marcadas por sinais de lepisma
exemplar estimado; miolo limpo
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais raros livros deixados por Salazar, em início de carreira.

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A Situação Portuguêsa



DIVID J. G. MAGNO

Porto, Março de 1926
Companhia Portuguesa Editora, Ld.ª
3.º milhar
19,1 cm x 12,8 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação modesta da época em pele e papel de fantasia, gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

David José Gonçalves Magno, militar que se notabilizou pela sua acção bélica quer nas colónias (Dembos, em 1913), quer na Flandres, vem aqui trazer as suas achas para a fogueira da implantação da ditadura.

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Vida Contemporânea – Revista mensal de estudos económicos, financeiros, sociais e literários



Lisboa, Maio de 1934 a Abril de 1936
dir. Cunha Leal
redactor principal Vasco da Gama Fernandes
colecção completa (24 números)
24,9 cm x 19,2 cm
710 págs. (distrib. por 8 fascículos, numeração contínua) + 1.182 págs. (distrib. por 16 fascículos, numeração contínua) + 1 encarte («Aviso aos srs. assinantes»* incluso no n.º 14) + 198 págs. em extratexto (anunciantes, distrib. por todos os fascículos)
impresso sobre papel avergoado
exemplares manuseados mas aceitáveis, alguns com sujidade e pequenas falhas de papel apenas nas capas; miolo limpo no geral
alguns exemplares ostentam o carimbo do Centro Republicano Académico de Coimbra
225,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve Daniel Pires no Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940) (Grifo, Lisboa, 1996):
«[...] Revista que por diversas vezes exaltou os ideais da República, evo­cando acontecimentos fulcrais como o 5 de Outubro ou o 31 de Janeiro, apresentou alguma colaboração que não pode deixar de ser referida: Almada Negreiros insurge-se contra a situação caótica da arte em Portugal; Abel Salazar relaciona ciência e direito ao longo de vários números e faz crítica de arte; José Lopes faz o balanço da poesia de Cabo-Verde; Aquilino Ribeiro debruça-se sobre o fenómeno da guerra; Vasco da Gama Fernandes e Cunha Leal escrevem artigos doutrinários [...]»
Colaboração, entre outros, de Pimenta de Castro, Lobo Vilela, Almerindo Lessa, Hipólito Raposo, Henrique Vilhena, Armando Cortesão, André Brun, Severo Portela, Campos Lima, Carlos Amaro, Fidelino de Figueiredo, etc.

* O conteúdo deste Aviso é de crucial importância para se perceber como funcionavam, já então, os contra-informadores. Sic: «Como se propalasse sem qualquer fundamento que a Vida Contemporânea iria interromper a sua publicação, em virtude do seu director se encontrar residindo fóra do país, vem esta administração [António Casanovas Augustine] afirmar que tal não é verdade e que esta revista, à semelhança do que tem acontecido, continuará a sair nos princípios de cada mês e como até agora sob a direcção do sr. engenheiro Francisco Pinto da Cunha Leal. – Lisboa, 1 de Junho de 1935 – A Administração

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Ditadura, Democracia ou Comunismo?



CUNHA LEAL

La Coruña, 1931
Imprenta Moret
1.ª edição
19,1 cm x 12,7 cm
188 págs.
subtítulo: O Problema Português
encadernação modesta de amador, aparado, conserva a capa de brochura dianteira
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao «ilustre republicano» [António Vicente Fer]reira (1874-1953, sucessivamente ministro das Finanças e ministro das Colónias, tendo também elaborado a legislação que permitiu fundar o Banco de Angola)
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sob a égide da União Liberal Republicana, partido de que Cunha Leal era dirigente, analisa no vertente livro, em detalhe, a questão política portuguesa e a nefasta falta de desenvolvimento económico, que ele atribui, não só aos débeis recursos da Natureza no território nacional, mas sobretudo à estupidez dos governantes da ditadura. Cunha Leal, embora encontrando-se, na altura, no exílio – após haver fugido da cadeia –, redige o programa de acção transformadora urgente, destinado a manter aceso, à distância, o espírito combativo dos ideiais republicanos... ou, pelo menos, de um certo republicanismo feito de recomendações e apelos à boa consciência dos chefes da ditadura. Só depois de 1934-1935 (e daí por diante) ele radicalizará a sua posição, a pontos de voltar a ser, uma vez mais, preso e deportado.

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O Emprestimo Externo


CUNHA LEAL

Lisboa, 1927
«Edição de um grupo de amigos e admiradores do ilustre homem publico sr. Cunha Leal» / Tipografia Formosa
1.ª edição
18,9 cm x 12,9 cm
88 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do Autor)
subtítulo: Alguns Documentos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na qualidade de dirigente da União Liberal Republicana, mas começando já a demarcar-se do apoio que dera ao golpe de Estado que derrubara a República a 28 de Maio de 1926, Cunha Leal, também então governador do Banco de Angola, põe aqui em causa a política de recurso a um auxílio financeiro externo, levada a cabo pelo ministro das Finanças, Sinel de Cordes. O vertente volume reúne toda a documentação relativa ao referido episódio, cuja controvérsia se estendeu à imprensa periódica da época.

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A Obra Intangível do Dr. Oliveira Salazar


CUNHA LEAL

Lisboa, 1930
Editor: O Auctor
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
144 págs.
exemplar muito oxidado pelo tempo e com restauros toscos na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma concisa desmontagem da “contabilidade criativa” do responsável pela pasta das Finanças, contra cuja actuação Cunha Leal assumirá pela vida fora um combate sem trégua:
«[...] Teve o dr. Oliveira Salazar a boa sorte de subir ao Poder em condições excepcionalmente favoráveis para desenvolver uma acção proveitosa para o país. A ditadura levara êste à ruína; e o exército, vendo nesta ruína a sua derrota, entregou-se-lhe, como disse, confiadamente, de corpo e alma. Por outro lado, os monárquicos, vendo no seu advento o raiar duma nova aurora, souberam rodeá-lo duma atmosfera de esperanças e de simpatia.
O dr. Oliveira Salazar, que no fundo não passa dum manobrador político, resolveu não tocar nos interêsses imediatos das fôrças activas que o apoiavam, e preferiu sacrificar a nação. Solucionou o problema – é certo, mas solucionou-o mal, e sabe Deus por quanto tempo! [...]
Antes, porém, de atacar, directamente, o assunto, chamarei a atenção dos leitores para uma circunstânciaa digna de relêvo. O dr. Oliveira Salazar contacta com os fiéis por meio de encíclicas financeiras em que vai estabelecendo, periòdicamente, o confronto entre os milagres que êle tem feito e os desastres que os outros tinham ocasionado. Ora, quem tiver lido êsses documentos, deve ter observado que o dr. Oliveira Salazar toma sempre, como têrmo das suas comparações, o ano económico de 1927-1928.
Mas a ditadura teve o seu início em 28 de maio de 1926 e, daí até ao comêço do ano económico de 1928-1929, vão 2 anos e 33 dias. Esta scisão da ditadura em dois anos de boa e dois anos de péssima administração pode aceitar-se para o efeito da separação das responsabilidades dos homens que, dentro dela, as vagas do acaso arrojaram ao Terreiro do Paço. Mas, quando se examinam os benefícios ou malefícios que, para o país, resultaram dêste período de anormalidade, é preciso fazer o somatório das responsabilidades dos bons e dos maus administradores.
O dr. Oliveira Salazar integrou-se tanto dentro da ditadura que hoje está transformado no expoente do seu mais puro e intransigente espírito. [...]»

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Ilusões Macabras


CUNHA LEAL

Lisboa, 1964
Edição do Autor [distribuição Livraria Petrony]
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
280 págs.
exemplar em bom estado; miolo limpo
por tratar-se de um ataque frontal à governação de Salazar, o livro foi desde logo proibido e apreendido pela polícia, o que o tornou desde logo raro [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005]
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do capítulo A Inanidade do Silogismo Fundamental Salazariano:
«[...] Verifica-se, pois, que a actual doutrina ultramarina do Dr. Oliveira Salazar não representa aquela verdade, por assim dizer, axiomática que ele se espanta de não ser compreendida e respeitada pela totalidade dos seus compatriotas e pela universalidade das gentes civilizadas. Só passante dos quarenta anos, após muitas incertezas, tateamentos e debates íntimos, é que o Condutor da Situação vigente entre nós a conseguiu impor ao seu próprio espírito, deixando-se então, ingènuamente, enamorar pelo conceito ousado da Pátria plurirracial e multicontinental portuguesa e batendo-se por ele com repúdio de negociações, que houvessem de desembocar em devido tempo, em Estados birraciais aonde fosse respeitado, se não acarinhado, o quase meio milhão de colonos metropolitanos espalhados a esmo pela vasta extensão dos nossos actuais domínios coloniais. [...]»

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Os Que Arrancaram em 28 de Maio


OSCAR PAXECO

Lisboa, 1937
Editorial Império
1.ª edição
19,4 cm x 13,8 cm
224 págs. + 5 folhas em extra-texto (fotos de Salazar, Gomes da Costa, Carmona, Raul Esteves, Sinel de Cordes e Filomeno da Câmara)
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

História da implantação da ditadura que permitiu a edificação do Estado Novo, feita através de entrevistas com os protagonistas responsáveis.

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David Copperfield


CARLOS DICKENS
adaptação de Maria Lamas

Lisboa, 1955
Casa do Livro – Editora
1.ª edição
18,7 cm x 11,8 cm
192 págs.
cartonagem editorial com lombada em tela gravada a ouro
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Adaptação, muito simplificada para a juventude, do famoso romance de Charles Dickens.

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David Copperfield


CHARLES DICKENS
trad. Mário Domingues

Lisboa, 1954
Livraria Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.º edição
19,3 cm x 12,3 cm
640 págs.
exemplar como novo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a obra-prima de Dickens. Publicada em fascículos entre Maio de 1849 e Novembro de 1850, é o retrato de uma infância inglesa no século XIX vitoriano, muito pessoal, que foi a dele e donde extrapolou, como se fôra a autobiografia do seu herói romanesco. Aventuras e desventuras de um rapazinho que conhece a infelicidade e a pobreza e que se descobre, à medida que vai crescendo, como futuro escritor.

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Tempos Difíceis



CHARLES DICKENS
trad. Domingos Arouca

Lisboa, 1950
Livraria Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
[1.ª edição]
19,4 cm x 12,4 cm
272 págs.
exemplar como novo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escrito e publicado durante o ano de 1854, expondo um pessimismo e uma absoluta falta de crença no utilitarismo da revolução industrial inglesa, este romance do notável Dickens é, ainda hoje, um modelo de asco pela hipocrisia e o laissez faire capitalistas.

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O Romance da Família Chuzzlewit


CHARLES DICKENS
trad. Mário Domingues

Lisboa, 1956
Livraria Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.º edição
19,3 cm x 12,4 cm
672 págs.
exemplar como novo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dickens aproveita a sua veia satírica para mostrar os Estados Unidos da América – que ele conheceu em 1842 – ainda em estado selvagem, entregues a colonos europeus racistas e sem escrúpulos.

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Caderno




VALERY LARBAUD
MILY POSSOZ, desenhos

Paris, 1927
Au Sans Pareil
1.ª edição
19,6 cm x 14,4 cm
118 págs. + 8 folhas em extra-texto
ilustrado
impresso sobre velino Montgolfier d’Annonay
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 1.010 de uma tiragem declarada de 1.250 exemplares
ostenta na folha de suporte da capa o ex-libris de António Capucho
PEÇA DE COLECÇÃO
375,00 eur (IVA e portes incluídos)

Oito notáveis desenhos gravados a ponta-seca pela pintora Mily Possoz enriquecem aqui os três breves ensaios do poeta Valery Larbaud, dandy literário conhecido pelas suas traduções de Walt Whitman e pelo acerto de linguagem conseguido para a versão francesa do Ulisses de James Joyce. Possoz, por seu turno, terá sido, de par com Vieira da Silva, uma das mais altas representantes do modernismo pictórico português.

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Valery Larbaud [antologia]


VALERY LARBAUD
trad. Luís Amado
pref. João Palma-Ferreira

Coimbra, 1967
Atlântida Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
21,2 cm x 15,5 cm
192 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Valery Larbaud e Portugal


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS
apresentação de Domingos Monteiro

Lisboa, Março de 1974
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
72 págs.
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma conferência proferida por Paço d’Arcos em Janeiro de 1974, na Fundação Calouste Gulbenkian, por ocasião de uma exposição-homenagem ao poeta de Vichy. É sobretudo aqui sublinhada, «não só uma grande simpatia» de Larbaud por Portugal, «como até [...], por Lisboa, uma certa forma de ternura» (Domingos Monteiro dixit).

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sábado, Abril 12, 2014

Cancioneiro Popular Português

MICHEL GIACOMETTI
com a colab. de Fernando Lopes-Graça

Lisboa, 1981
Círculo de Leitores
1.ª edição
27,7 cm x 20,5 cm [álbum]
352 págs.
ilustrações de Manuel Rosa e Hipólito Clemente
fotografias de Adriano Serqueira, Leonor Lains e Michel Giacometti
profusamente ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas a preto e a cor
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar muito estimado, apresenta apenas um vinco vertical na primeira badana da sobrecapa
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana:
«[...] Toda a extraordinária diversidade da música popular portuguesa – parte viva e importante do nosso património cultural – está patente neste notável livro que constitui o resultado de dois anos de intenso trabalho do investigador Michel Giacometti, o qual, ao longo de mais de duas décadas, tem vindo a percorrer o nosso País, de Norte a Sul, até às localidades mais remotas e esquecidas, recolhendo, criteriosa e pacientemente, as autênticas expressões musicais do nosso povo.
Muito mais do que uma mera colectânea de textos e notações musicais [cerca de 7.000 espécimes musicais], esta belíssima obra é um verdadeiro itinerário pelo mundo da música popular portuguesa, um estudo acessível, completo e documentado sobre um tema riquíssimo e sempre actual. [...]»

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Cantares do Povo Português


RODNEY GALLOP
trad. António Emílio de Campos

Lisboa, 1960
Instituto de Alta Cultura
2.ª edição
25 cm x 16,7 cm
154 págs.
subtítulo: Estudo crítico, recolha e comentário
exemplar muito estimado, com sinais de antiga fita-gomada na capa; miolo limpo, por abrir
carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa apenas no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além dos versos, Gallop regista a notação musical, porque, apesar dos importantes trabalhos de recolha levados a cabo por Garrett, Teófilo, Tomás Pires e Leite Vasconcelos, «a música popular foi votada a imerecido abandono».

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quinta-feira, Abril 03, 2014

Terra de Acácias Rubras


COSTA ANDRADE
capa do pintor [António] Domingues

Lisboa, 1961
edição do Autor
1.ª edição
16 cm x 11 cm
48 págs.
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
duas assinaturas de posse nos ante-rostos, uma das quais da actriz Laura Soveral datada de Benguela 1961
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco Fernando Costa Andrade – também conhecido entre os camaradas da guerrilha angolana por Ndunduma wé Lépi –, para além de poeta, prosador e ensaísta, desempenhou papéis de crucial importância na divulgação, em conferências por toda a Europa, da causa do povo angolano contra o país colonizador, tendo vindo a serem-lhe atribuídos cargos governamentais após a subida do MPLA ao poder. Nos anos 40-50 do século passado, de par com Carlos Ervedosa, foi animador e editor da Colecção Autores Ultramarinos na Casa dos Estudantes do Império.

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O Corpo da Pátria


PINHARANDA GOMES, coord., pref. e notas
nota nas badanas por José Valle de Figueiredo

Braga, 1971
Editora Pax
1.ª edição
21 cm x 14,8 cm
172 págs.
subtítulo: Antologia Poética da Guerra no Ultramar 1961-1971
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dividida em dois enigmáticos capítulos – «Poetas da Rectaguarda» e «Poetas da Frente» –, que um «Prefácio Político» do antologiador enquadra sob a égide do conhecido dito de Salazar «Nós haveremos de chorar os mortos, se os vivos os não merecerem», este florilégio junta poetas que ficavam assim comprometidos com o colonialismo, a saber, entre outros, por ordem de entrada: Azinhal Abelho, Fernanda de Castro, António de Cértima, Amândio César, Ruy Cinatti, Vimala Devi, Maria da Graça Freire, Natércia Freire, Fernando Guedes, Fausto José, Tomaz Kim, Ernesto Lara Filho, Francisco da Cunha Leão, Pedro Homem de Mello, António de Navarro, Hugo Rocha, José de Almeida Santos, Reis Ventura, Orlando de Albuquerque, Manuel Geraldo, Álamo de Oliveira, etc.

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Os Lvsiadas


LVIS DE CAMÕES
pref. Hernâni Cidade

Lisboa, 1972
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,5 cm x 16,7 cm
10 págs. + XIV págs. + 1 folha (frontispício) + 1 folha impressa retro-verso + 186 folhas impressas retro-verso + 2 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da edição comemorativa do IV centenário da publicação de Os Lusíadas, constituída pelo fac-símile da edição original, complementado por um Prefácio de Hernâni Cidade, que faz o resumo das sucessivas principais edições da obra.

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Os Lusiadas


LUÍS DE CAMÕES
pref. Carolina Michaëlis de Vasconcellos

Lisboa, 1970
Imprensa Nacional de Lisboa
[reimpressão da dita “edição nacional” (de 1928), “por iniciativa de Afonso Lopes Vieira”, conforme a edição princeps de 1572, revista por José Maria Rodrigues]
16,4 cm x 12,8 cm
XL págs. + 376 págs. + CCXXVI págs. + 2 folhas em extra-texto, sendo dupla uma delas
impresso sobre papel avergoado
encadernação editorial em tela gravada a ouro, com guardas impressas
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesias Lyricas



LUIZ DE CAMÕES

Rio de Janeiro, 1880
L & Cia. [Lombaerts & Cia.]
1.ª edição
17,8 cm x 11 cm
4 págs. + 160 págs. + 4 págs.
subtítulo: Edição Brazileira Commemorativa do Terceiro Centenario
frontispício impresso a duas cores, núcleos temáticos encabeçados por vinhetas decorativas
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rara publicação levada a cabo pela comissão brasileira que se encarregou das festas do tricentenário da morte do Poeta (ver Innocencio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo XIV, Imprensa Nacional, Lisboa, 1886).

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Louis de Camões



RAMALHO ORTIGÃO
trad. F. F. Steenackers

Lisboa, 1880
Mattos Moreira & Cie., Imprimeurs-Editeurs
1.ª edição
17,5 cm x 12,5 cm
152 págs.
subtítulo: La Renaissance et les Lusiades
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, com falhas de papel na capa; miolo limpo, restauro nas págs. 89-90
50,00 eur (IVA e portes incluídos )

Do Diccionario Bibliographico Portuguez (Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, tomo XV, Imprensa Nacional, Lisboa, 1888):
«[...] Esta versão é a do prologo escripto pelo sr. Ramalho Ortigão para a edição especial dos Lusiadas feita em Lisboa por conta da directoria do gabinete portuguez de leitura, do Rio de Janeiro [...]. O traductor, sr. Steenackers, que fôra membro do parlamento francez e era homem de letras mui esclarecido, estava então em Lisboa. [...]»

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As Memórias Astrológicas de Camões


MÁRIO SAA
capa de Eduardo Malta

Lisboa, 1940
Edição da «Emprêsa Nacional de Publicidade»
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
338 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta, ficcionista e ensaísta nascido nas Caldas da Rainha. Veio a colaborar em periódicos de referência como a Contemporânea, a Athena e a presença. Todavia, tirando a monografia Origens do Bairro Alto de Lisboa, os seus estudos teóricos são questionáveis. Diz-nos até o insuspeito Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994): «[...] A sua intervenção cultural desdobra-se em sistematizações de cariz especulativo ou em investigações que, integrando que, integrando por vezes os domínios da astrologia e da genealogia, sobretudo incidem na pesquisa literária, na geografia e história antigas, e na incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica, na arqueologia e na biografia camoniana.»

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Panegyrico de Luiz de Camões


J. M. LATINO COELHO

Lisboa, 1880
Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa
1.ª edição
22,4 cm x 14,6 cm
20 págs.
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida na Academia por Latino Coelho, então secretário-geral da mesma, e que, acerca de si próprio, dissera um dia:
«[...] Achei no escrever um deleite, uma distracção, um mundo ideal onde me vingar das contradições em que me trazia o mundo positivo. Eis aí por que perseverei escrevendo. Escrevi pela mesma razão por que outros vão à caça, por que outros frequentam as tavolagens, por que outros dançam uma valsa, por que outros esquecem o mundo pelos trebelhos do xadrez, por que outros se entretêm em futilidades ainda menos justificáveis e meritórias. Nunca escrevi para a glória, nem para a posteridade. Os meus escritos ressentem-se da sua origem de ocasião e do intento com que os delineei. São quase sempre improvisos de momento.» (Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, vol. II, Lisboa, 1860, cit. in Rafael Bordalo Pinheiro, O Calcanhar d’Aquiles, frenesi, Lisboa, 2005)

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A Ilha dos Amores


GERVASIO LIMA
carta-pref. Vitorino Nemésio
notação musical de Tomás Borba

Angra do Heroismo, 1926
Tip. Insulana Editora
1.ª edição
17,5 cm x 12,5 cm
8 págs. + 288 págs.
subtítulo: A ilha cantada por Camões
encadernação muito modesta de amador, sem qualquer impressão ou rótulo
pouco aparado; conserva as capas de brochura
composto manualmente e impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da carta com que Nemésio evita ter que fazer um prefácio:
«[...] A ilha Terceira tem em Gervásio Lima o seu literato mais fervoroso e completo. [...]»
«[...] Nativamente poeta e cidadão duma terra onde os literatos escasseiam, V. viu-se obrigado a sobraçar várias pastas neste govêrno das letras; daí o não deixar obra que faça vulto e se defina bem. Mas não importa. O que é profundo, sério, prodigioso, é o seu apêgo a actividade tão áspera como a de escrever sôbre areia. [...]»
«[...] Mal pareceria, pois, que, sendo eu moço, e convidado por si a ornamentar um seu canteiro, começasse por lhe arrancar as flores de maior mimo e aroma. Deixo-lhe intacta, portanto, a falaz convicção de que Camões modelou aqui a ilha de Vénus. [...]»
Perante uma carta de um tal jaez, mais valera a Lima nunca a ter publicado, muito menos a fingir de prefácio. Ou, como disse um dia o verrinoso Agostinho de Macedo, a propósito de um seu adversário das letras, «O Couto. Mais lhe valia não ter nascido!!!».

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Figuras do Seculo XVI


GERVASIO LIMA

Angra do Heroismo, 1925
Tip. Insulana Editora
1.ª edição
18,6 cm x 13 cm
104 págs.
subtítulo: Terceirenses ilustres
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

São recordados por Lima os seguintes açoreanos de proa: Brianda Pereira, João Baptista Machado, D. frei João Estácio, Mateus Álvares e Violante do Canto.

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Gervásio Lima – A Sua Vida e a Sua Obra


ARMANDO ÁVILA
ilust. Joaquim Rodrigues (Quim) e Manoel António de Vasconcelos

s.l. [Lisboa], Janeiro de 1940
Edição da Agência Portugal
1.ª edição
19,5 cm x 13 cm
32 págs.
impresso sobre papel superior, acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito à semelhança dos caderninhos da Colecção Patrícia, editados ao longo dos anos 20 do século passado por Albino Forjaz de Sampaio no Diário de Notícias, também o vertente vinha preencher uma lacuna biográfica, dando a conhecer no Continente essa figura de literato (nos versos e na ficção), filósofo e historiador açoreano.

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terça-feira, Abril 01, 2014

Castelos em África


ELAINE SANCEAU
trad. José Francisco dos Santos

Porto, 1961
Livraria Civilização
1.ª edição
22,1 cm x 15,1 cm
446 págs. + 18 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Historiadora inglesa radicada no Porto após 1930, especialista na área dos Descobrimentos, Elaine Sanceau (1896-1978) contribuiu largamente para a difusão e o conhecimento do papel mercantil, mas também científico, de Portugal no mundo durante o Renascimento.

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Os Portugueses em Marrocos


ELAINE SANCEAU
capa e ilust. António Lucena [pseud. António Quadros]

Porto, 1964
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
18,5 cm x 12,7 cm
220 págs.
ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da adaptação, para a juventude, dos livros da autora D. Henrique, o Navegador e Castelos em África.

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Os Portugueses na Etiópia


ELAINE SANCEAU
capa e ilust. António Lucena [pseud. António Quadros]

Porto, 1961
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
18,4 cm x 12,8 cm
232 págs.
ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da adaptação, para a juventude, do livro de Sanceau Em Demanda do Preste João, aqui com singelas ilustrações do pintor António Quadros.

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Tundavala


A. REGO CABRAL
capa de Rego Cabral

Lisboa, 1971
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
18,6 cm x 12 cm
340 págs.
subtítulo: A Oeste de Cassinga
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Álvaro Rego Cabral (1915-2010), engenheiro civil de renome formado pela Universidae do Porto, a quem o ministro Adriano Moreira confiou a ampliação da rede rodoviária de Angola, surge aqui como ficcionista. Orlando Vitorino, em nota de leitura para os serviços de aquisição de obra das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, diminui-o:
«[...] Não é, rigorosamente, o livro de um escritor, o que se reflecte na sua estrutura geral, misturando romance, crónica e ensaio, e na forma literária, umas vezes correcta outras sem qualquer estilo. É todavia um livro cheio de vida e energia [...]. As narrativas de trabalho são vigorosas e verdadeiras. As descrições de Cabo Verde chegam a emocionar. [...]» (Ressalve-se que Orlando Vitorino teve mais jeito para filósofo – na linha reaccionária de Álvaro Ribeiro – do que para crítico literário...)

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África


DIAS DA COSTA

Inhambane (Moçambique), 1968
[ed. Autor]
1.ª edição
19,9 cm x 15 cm
126 págs.
subtítulo: Poema Épico
impressão do miolo a mimeógrafo
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

António José Dias da Costa (1928-2004), que foi padre na paróquia da Sé de Castelo Branco, carreira sacerdotal que abandonou em proveito do ensino na Escola Comercial e Industrial de Inhambane e do casamento com uma colega, igualmente professora. Dotado para a música e para a poesia, veio a mostrar, em 1993, alguma relevância pela sua rejeição escrita do O Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago.

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Moçambique


DIAS DA COSTA

Inhambane (Moçambique), 1969
[ed. Autor]
1.ª edição
20,4 cm x 14,8 cm
140 págs.
subtítulo: Poema
impressão do miolo a mimeógrafo
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da poesia de Dias da Costa pode dizer-se que segue uma linha serena de observação do real circundante, sem mágoa nem sobressalto, e com um fino ouvido para a música que cada palavra tem. Um exemplo, uma passagem do poema «Cidade» (refere-se a Lourenço Marques):

«Cheio de pressa, chega o machimbombo,
junto do hirto poste duma espera...
Na arrancada, pétalas, num tombo,
caem da flor, que perto florescera...

O machimbombo, dentro do seu seio,
tem pares graves, píticos, sentados,
que vão à sua vida, neste meio,
fugindo paralelos, arrumados...

E enquanto fulge rubro e vai marchando,
em frémitos nervosos, na avenida,
arranha-céus, ao perto, agigantando,
diminuem volumes, de seguida...

Vê-se um criado e logo uma rainha,
num frenesi histérico de fita...
No machimbombo, soa a campainha
a uma outra paragem, perto sita...»

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Rã no Pântano



ANTÓNIO DE ALMEIDA SANTOS
capa e ilust. Tóssan

Lisboa, 1959
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
19,4 cm x 14,7 cm
136 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro proibido pelo regime de Salazar, não sem grande surpresa do autor, o conhecido deputado do Partido Socialista, então ainda um mero advogado a exercer em Lourenço Marques. São dele, em 2004, as seguintes palavras impressas no “relatório” Livros Proibidos no Estado Novo (Assembleia da República, Lisboa, 2005), onde a obra vem assinalada com destaque:
«O meu livro Rã no Pântano foi apreendido, se bem ajuízo, por razões de intolerância política e de intolerância religiosa. Não sei qual das intolerâncias mais pesou. Talvez a soma de ambas.
Quem hoje o ler não encontrará razões para ele ter merecido tamanha honra. Mas é essa mesma conclusão que documenta até que ponto o regime ditatorial levava o seu dirigismo ideológico e a sua repressão cultural.
Dizem-me que o livrinho terá sido, não apenas proibido, mas excomungado. Colocado no índex. Se assim foi, o grau de intolerância sobe de tom. A Inquisição tinha terminado há muito.»
Há que acrescentar que, muitas vezes, as apreensões eram devidas simplesmente à tremenda incultura e estupidez do censor... e que a inquisição, mesmo agora, ainda não correu os taipais; sequer para balanço!

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Tábua de Esmeralda


ALMEIDA SANTOS
capa de Neves e Sousa

Braga, 1966
Editora Pax
1.ª edição
20,6 cm x 14,9 cm
88 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

José de Almeida Santos (1922-1997), escritor com vasta bibliografia historiográfica, ensaística e jornalística acerca de Angola, aqui expressa a sua sensibilidade em versos de época.

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segunda-feira, Março 31, 2014

Echos de um Atentado Bolchevista


SERGIO [JOAQUIM] PRINCIPE

Elvas, 1923
Tipografia Progresso, L.ª [Editor – Sergio J. Principe]
1.ª edição [única]
22,6 cm x 14,4 cm
272 págs.
exemplar em bom estado de conservação, com um discreto restauro no topo da capa; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito elegante edição, com vinhetas e capitulares de fantasia, numa obra que, embora testemunhando episódios, sobretudo relativos apenas a dois ou três anos da saga da República, é de grande importância, dada a escassez de primeiras fontes cobrindo os múltiplos pequenos incidentes que vieram a descambar na queda do poder nas mãos da extrema-direita, responsável pela manobra militar e civil do 28 de Maio de 1926. Sérgio Joaquim Príncipe (1880-1971), maçon e revolucionário, várias vezes preso político, tal como muitos outros sindicalistas sentiu-se atraído por um certo vigor na acção que o sidonismo pôs em marcha. Tendo estado, entre 1920 e 1922, na origem da obscura associação secreta de inspiração maçónica a Grande Ordem dos Cavaleiros do Patronato, sobreviveu a um atentado em plena rua, a 8 de Setembro de 1922, atribuído à Legião Vermelha, que o tinha na conta de traidor à classe operária. (Fonte: António Ventura, A Maçonaria no Distrito de Portalegre, Caleidoscópio, Lisboa, 2009)

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domingo, Março 30, 2014

Oposição Democracia Bancarrota



JORGE VERNEX

[Braga], 1949
Edições Alvorada
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
80 págs.
exemplar muito manuseado mas aceitável, restauros na lombada; miolo limpo
inclui a cinta editorial
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jorge Vernex, aliás Francisco de Matos Gomes (vd. Anuário Artístico e Literário de Portugal para 1948, Agência UPI, Lisboa), diz, na sucinta cinta promocional, tudo o que pensa sobre o visado, Norton de Matos, general e ex-grão-mestre da Maçonaria, então candidato presidencial pela oposição ao Estado Novo. O estilo é bilioso, o anticomunismo é primário.

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