Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

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Robaiyat


OMAR KHAYYAM
trad. e estudo biográfico de Gomes Monteiro
capa e vinhetas de Ilberino dos Santos

Lisboa, 1927
Edição da Emprêsa Diário de Notícias
1.ª edição
17,3 cm x 11,7 cm
144 págs.
subtítulo: Livro de Quadras
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
carimbos de posse nas págs. 1, 3, 24, 105, 124, 136, 140, 142 e 148
17,00 eur

É um dos mais altos valores da poesia persa na segunda metade do século XI, época «completamente dominada pela tradição religiosa do misticismo sufi» (Jorge de Sena, Poesia de 26 Séculos, I vol., Editorial Inova, Porto, 1971), de que ele, na sua «irónica desilusão total» (ibidem), escarneceu tornando-se alvo de perseguições. Apresenta-o assim o tradutor, a este poeta de origem humilde, mas que chegou a ser conhecido como «matematico ilustre e astronomo insigne»: «[...] Proclamando a sua indiferença por todos os dogmas e o seu azedume por todos os preconceitos, cantou o vinho e concentrou na embriaguez a mais bela conquista da humanidade. [...]»

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Aphrodite




PIERRE LOUŸS
ilustrações de A. Calbet

Paris, 1899
Librairie Borel
1.ª edição [nesta editora]
19,5 cm x 10,6 cm
8 págs. + 400 págs.
subtítulo: Mœurs Antiques
profusamente ilustrado no texto
encadernação inteira em pele com nervuras, ferros a ouro na pasta anterior e na lombada, e gravação a seco acentuando a cercadura de ambas as pastas e o rebordo das nervuras; autenticada com o selo de Paulino Ferreira Encadernador
corte somente à cabeça, carminado
exemplar muito estimado
peça de colecção
110,00 eur

Poeta e prosador que se notabilizou no género erótico, muito popular no declínio do século XIX – o vertente romance, após versão em folhetim no Le Mercure de France, teve primeira edição em livro no ano de 1896 –, e que, além de trazer algum sal à «belle époque», terá salvo o periódico das grandes dificuldades económicas que então atravessava. Tudo indica que foi este, à época, em absoluto o livro mais vendido. Acção situada num passado “helénico” em Alexandria, anterior ao nascimento de Cristo, onde o hedonismo orientalizante e uma sensualidade franca constituem os condimentos do referido sucesso.

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O Monge



[MATTHEW GREGORY] LEWIS
trad. («do francez livremente») por Manoel Martins Cunha

Lisboa, 1861
Typographia Franco-Portugueza (Rua do Thesouro Velho n.º 6)
[ed. tradutor]
1.ª edição [única]
19,8 cm x 13 cm
4 págs. + 350 págs. + VIII págs. (lista de assinantes)
encadernação antiga em pele e papel de fantasia, com cantos em pele, nervuras na lombada com gravação a ouro e engenhosos relevos secos em ambas as pastas
exemplar sem capas de brochura, pouco aparado, em muito bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
peça de colecção
55,00 eur

Obra-prima do romance fantástico, cuja franca licenciosidade custou a Lewis a apreensão policial. Diz-nos Egito Gonçalves, poeta que no século XX empreendeu nova tradução, em nota de badana da respectiva edição (Editorial Inova, 2.ª ed., Porto, Dezembro de 1974):
«[...] Publicado no final do século XVIII [1795], há a anotar a particularidade interessante de ter sido escrito por um moço de vinte anos. [...] Como uma cunha, o pecado instala-se no coração de Ambrósio, inspirado pregador de um convento de dominicanos em Madrid, apreciadíssimo pelo dom da palavra de que é senhor e venerado pela irrepreensível virtude que aparenta. Lewis vai empenhar-se em mostrar como, na conjunção de um certo número de factores, a minúscula fenda instalada na alma do monge é susceptível de fazer periclitar toda a estrutura antes julgada férrea. Tentado por Satã, a “pequena mancha” do orgulho crescerá, crescerá até englobar, primeiro, a bela Matilde, que lhe revela um mundo desconhecido de desvairada sensualidade; depois, uma jovem mulher por quem se sente irresistivelmente atraído e que acabará por violar. Para saciar o apetite despertado e enlouquecido, valer-se-á dos mais torpes estratagemas e dos mais abjectos crimes. Um sopro tempestuoso premonitor do Inferno abre caminho aos seus passos, nem sempre firmes, mas finalmente inexoráveis, sendo as páginas em que Lewis descreve o fogo infernal obras-primas de “horror sagrado”. Fantásticos, realistas ou ingénuos, entrecruzam-se no livro – demónios, assassínios, fantasmas, torturas, lúgubres subterrâneos, encontrando-se subjacente no romance uma potente crítica aos barbarismos de um poder que de espiritual decerto toma o nome. Inúmeros episódios secundários concorrem para criar em O Monge aquele “esplêndido céu de tempestade” referido [pelo surrealista] André Breton.»

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O Monge de Cister


A.[LEXANDRE] HERCULANO

Lisboa / Paris / Rio de Janeiro / São Paulo / Belo Horizonte, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand
11.ª edição + 12.ª edição
2 tomos (completo)
18,6 cm x 12,5 cm
[XIV págs. + 314 págs.] + 384 págs.
encadernações uniformes da Oficina de Encadernação Santos & Alves, meia-inglesa em pele e papel de fantasia, com cantos em pele e elegante gravação a ouro na lombada
sem capas de brochura
exemplares pouco aparados e em muito bom estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur

Acerca do nosso Herculano escreveu, à época, um representante diplomático da vizinha Espanha em Lisboa, Gonzalo Calvo Asensio (ver Lisboa em 1870, frenesi, Lisboa, 2009):
«[...] a obra de Garrett era puramente literária, mais de forma que de fundo, e necessitava de algo mais. À pureza de dicção, à galhardia do estilo, ou ao encanto do dizer, era preciso acrescentar a profundidade do pensamento, a inspiração enérgica e filosófica, o espírito científico, e Alexandre Herculano vem representar de modo admirável tão colossal e importantíssima evolução. [...] [A] fase da poesia devia completar-se com a severidade majestosa da ciência, e Herculano, com estilo conciso, enérgico, de bronze, escreve um poema histórico, o Eurico, além de outras novelas do mesmo género, nas quais rivaliza em exactidão e fidelidade com os períodos que compreende e pinta, tais como A Abóbada, Mestre Gil, O Monge de Cister; não satisfeito ainda com os triunfos obtidos, inspirando-se na filosofia moderna e na grandeza da ideia revolucionária, logra com a sua História de Portugal pôr seu glorioso nome por cima do dos maiores mestres da raça latina e, ao nível dos profundos historiadores e filósofos, da dos germanos. O nervo do seu estilo, a pureza da frase, a concisão com que expressa a ideia, a arrogância e valentia dos seus períodos, indicam desde logo a poderosa energia do seu pensamento e, se como escritor alcança merecido renome, como investigador diligente chega ao ponto de devolver a vida dos séculos da Idade Média à Moderna, fazendo compreender o quanto aquela significava e, apresentando-se tal qual era, como se a sua voz se reconstruísse e animasse sobre a lápide de seu sepulcro, chega aonde a muitos não é dado chegar, fazendo-se credor da mais respeitosa veneração por parte dos homens apreciadores de tão raro mérito. [...]»

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O Bobo


A.[LEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1899
Tavares Cardoso & Irmão – Editores
4.ª edição [reed. da edição de 1878, a primeira a incluir as emendas de revisão do Autor]
17,5 cm x 12,2 cm
VIII págs. + 342 págs.
encadernação da época inteira em pele com rótulos colados na lombada e gravação a ouro também somente na lombada
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura e carimbo de posse no frontispício
exemplar n.º 572 de uma tiragem não declarada, com autenticação do editor
35,00 eur

Publicação póstuma do estado final em que Herculano deixou a revisão do seu romance. Inicialmente, haviam sido as páginas de O Panorama a dá-lo à estampa.

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Terça-feira, Janeiro 31, 2012

A Política de Discriminação Social e a Repressão da Heterodoxia


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1958
Jornal do Fôro
separata da História da Cultura em Portugal
1.ª edição (em brochura)
23,6 cm x 19 cm
8 págs. + 186 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, com picos de oxidação na cartolina da capa; miolo limpo
30,00 eur

Interessante pequena história da Inquisição em Portugal.

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Dicionário Crítico de Algumas Ideias e Palavras Correntes


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1960
Publicações Europa-América
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
216 págs.
exemplar como novo, quase integralmente por abrir, sem sinais de quebras na lombada
30,00 eur

Livro de imediato proibido e apreendido pela polícia do governo da ditadura [ver Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa 2005], dada a contundência das suas observações acerca das matérias tidas por tabu nesse século passado... Muitas delas ainda hoje se manterão sob idêntica ou renovada reserva, a saber, por exemplo, o «Laicismo
[...] Importa entendermo-nos sobre esta expressão “laico” e derivadas. “Laico” não quer dizer “ateu”. Há Estados e até religiões ateias. Mas não é esse o caso dois numerosos Estados que seguiram nas relações com o culto o paradigma do Estado francês pós-revolucionário. “Estado laico” é aquele que considera como assunto privado o culto e as opiniões religiosas dos cidadãos. Melhor do que “ateu”, a palavra “tolerante” caracteriza a expressão “laico” quando referida a Estado. Mas, na medida em que estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, destrói os privilégios feudais, centraliza e unifica a autoridade, o novo Estado torna impossível a dualidade de poderes. Dentro do Estado laico, a Igreja deixa de ser um poder, uma entidade com jurisdição, autoridade pública, direito a cobrar impostos, etc. Deixa de haver dualismo, não porque o poder civil absorvesse o poder eclesiástico, mas porque deixou de haver poder eclesiástico, porque as questões religiosias passaram a ser assunto privado, porque existe uma única jurisdição aplicável a todos os cidadãos.
Em resultado desta evolução, resumidamente exposta, o Estado laico, isto é, o Estado que reconhece por igual a cada um dos cidadãos o direito a praticar o seu culto, sem reconhecer a qualquer deles privilégios particulares, tornou-se, durante o século passado e o presente, uma das feições mais características da chamada “civilização ocidental”. [...]»

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Para a História da Cultura em Portugal [edição em 2 volumes]


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
2.ª edição + 1.ª edição
2 volumes (completo)
18,7 cm x 12,5 cm
276 págs. + 368 págs.
capas do pintor António Domingues
exemplares como novos
35,00 eur

Nos anos 60 do século passado, a convite do editor Francisco Lyon de Castro, volta AJS a publicar não só o há muito desaparecido volume original desta obra, como a acrescentar-lhe uma necessária continuação, que testemunha o evoluir de um pensamento e de uma erudição coesos.

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Para a História da Cultura em Portugal


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

[Lisboa, 1946]
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,5 cm x 13,3 cm
XX págs. + 254 págs.
exemplar manuseado mas estimado e limpo no miolo, capa com ocasionais picos de humidade
30,00 eur

Livro mítico do co-autor da História da Literatura Portuguesa de referência no ensino, este agora veio a ter importância não somente pela redefinição de uma metodologia no seu texto de abertura, mas pelo ensaio intitulado «Para uma Sociologia da Literatura Portuguesa», abordagem inovadora em que se sublinha como a cultura é algo anterior, mais profundo, e que subjaz às manifestações culturais como seja, por exemplo, a literatura. A um outro nível da leitura destes ensaios iremos encontrar o trigo que se devia, nessa época como hoje, peneirar do joio patrioteiro e das conveniências da dominação política do país. Nem era inédito um tal raciocínio: já muito antes Alexandre Herculano, semelhantemente, se havia posicionado ao demolir o dogma milagreiro que até aos seus dias envolveu a História pátria.

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Domingo, Janeiro 29, 2012

Corpo e Alma [junto com] O Meu Presépio de Barro



CARDOSO MARTHA
carta-prefácio de Eugénio de Castro

Figueira da Foz, 1957
ed. José de Lemos [Tip. Figueirense]
1.ª edição [única]
[17,4 cm x 14,5 cm] + [13,9 cm x 10,6 cm (encarte)]
116 págs. + 4 págs.
subtítulo: Sonetos
tiragem declarada de 1.002 exemplares
composto manualmente
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita do Autor
incluído encarte de circulação muito restrita, mera lembrança natalícia
27,00 eur

Cardoso Martha terá ficado conhecido nomeadamente pela publicação do periódico de crónica social e curiosidades Feira da Ladra, de que foi director. Camilianista, queirosiano, mas também autor do ensaio Desenhadores Portugueses de Ex-Libris e, em colaboração com Augusto Pinto, reúne em livro O Folclore da Figueira da Foz.

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Sábado, Janeiro 28, 2012

Curso Elementar de Esperanto


SALDANHA CARREIRA
LUZO BEMALDO


Lisboa, 1931
Parceria Antonio Maria Pereira
2.ª edição (5.º milhar)
17,5 cm x 11 cm
192 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 encarte (declaração de intenções)
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 17
20,00 eur

Língua pretensamente universal criada pelo eslavo Ludwik Lejzer Zamenhof nos finais do século XIX, o esperanto singrou e ainda hoje é tida em consideração.

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Um Ano de Ditadura


SIDONIO PAES
capa do escultor Martins Barata

Lisboa, 1924
Lusitania Editora, Limitada (depositarios)
colec. Biblioteca de Acção Nacionalista
[1.ª edição]
18,2 cm x 12,2 cm
104 págs.
subtítulo: Discursos e Alocuções, coligidos e ordenados por Feleciano de Carvalho com um estudo politico de João de Castro
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
35,00 eur

O longo ensaio de João de Castro, que considera Sidónio como «o Messias», constitui exemplo de exortação reaccionária.

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Discursos Parlamentares pronunciados na Sessão Legislativa de 1902


PAULO DE BARROS

Coimbra, 1902
Imprensa da Universidade
1.ª edição
20,6 cm x 13 cm
288 págs.
subtítulo: Extrahidos do Diario das Sessões da Camara dos Senhores Deputados
exemplar bem conservado; miolo limpo, por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
35,00 eur

Trata-se de Paulo de Barros Pinto Osório, viticultor no Douro nascido em Peso da Régua, parlamentar entre 1900 e 1910, como deputado progressista, e engenheiro-chefe da construção na Companhia dos Caminhos de Ferro do Minho e Douro (1901).

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Quarenta Anos de Vida Literária e Política


ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA
prefs. Caetano Gonçalves, Joaquim de Carvalho e Hernâni Cidade

Lisboa, 1933-1934
J. Rodrigues & C.ª
1.ª edição
4 vols. (completo)
19,1 cm x 13 cm
[320 págs. + 5 folhas em extra-texto] + [XX págs. + 336 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [XXIV págs. + 292 págs. + 4 folhas em extra-texto] + [332 págs. + 5 folhas em extra-texto]
ilustrado em separado
encadernação editorial [assinada: Paulino Enc.] em papel encerado e impresso a duas cores (para além da tiragem comum brochada, conhecemos uma outra variante de capa dura com o retrato do político em relevo seco)
exemplares estimados, com ligeiros restautos nas lombadas; miolo limpo
edição autenticada pelo carimbo da esposa do então já falecido ex-presidente da República: M. J. d’Almeida [Maria Joana Perdigão Queiroga de Almeida]
115,00 eur

Destacado presidente durante a I República, a vertente obra reúne intervenções suas deixadas em periódicos ao longo da sua carreira cívica, assim como alguns dos seus discursos de referência.

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O Iberismo dos Monárquicos


RAPHAEL RIBEIRO

Lisboa, 1930
Imprensa da Portugal-Brasil
[1.ª edição]
19 cm x 12,3 cm
228 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 9
carimbo «Oferta da Livraria Portugal no Ano Internacional do Livro» na capa e no frontispício
30,00 eur

Rafael Augusto de Sousa Ribeiro foi governador civil de Faro, secretário ministerial nos governos de Cunha Leal e de António Maria da Silva, assim como deputado do Partido Nacionalista. Distinguiu-se como um tribuno, tendo sido autor de várias moções para melhorar as leis, banir inconstitucionalidades, corrigir injustiças, reduzir as despesas excessivas dos ministérios e instalar bibliotecas públicas junto das câmaras municipais do continente e ilhas adjacentes.

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Memórias


ARTUR LOBO D’ÁVILA, 1855-1945
coord. e notas de Reinaldo Ferreira (Néorx) e Saul dos Santos Ferreira

Lisboa, 1946 [1945]
[s.i.]
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
144 págs.
subtítulo: Com interessantes apontamentos da sua viagem à China
exemplar estimado; miolo limpo por abrir
35,00 eur

«Romancista, ensaísta e dramaturgo, Artur Lobo de Ávila – ou Arthur Lobo d’Ávila, como assinava – foi filho de um governador de Macau, tendo acompanhado o pai e ocupado cargos diplomáticos até 1877. Regressando a Portugal, matriculou-se no curso superior de Letras, sendo classificado com distinção nas cadeiras de história, literatura e filosofia. Trabalhou como primeiro escriturário da Caixa Económica Portuguesa, aposentando-se em Maio de 1896.
Foi um intenso colaborador em diversos periódicos. Embora a sua incursão pela ficção se tenha verificado ainda nos primeiros anos da idade adulta, aumentou a sua actividade literária a partir dos finais do século XIX. Na ficção histórica, a sua estreia ocorreu em 1898, com o romance A Descoberta e Conquista da Índia pelos Portugueses, que fora primitivamente publicado no Diário de Notícias e premiado num concurso literário daquele jornal no ano anterior. [...]» (Fonte: página electrónica do romancista Pedro Almeida Vieira)
Segundo os autores do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990) Lobo d’Ávila «[...] enveredou pelo teatro de reconstituição histórica, pondo nas suas composições um afã de naturalismo [...] que as graves deficiências de construção dramática votavam ao insucesso. [...]»

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Na Linha de Fogo


ANTONIO CABRAL

Lisboa, 1930
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
320 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: As minhas memorias politicas [vol. 2]: Revelações que se fazem – Mysterios que se desvendam
exemplar estimado, com restauro no bordo interior da capa dianteira e pequenas falhas à cabeça da lombada; miolo limpo por abrir
45,00 eur

Diz o Autor no seu Prefácio:
«[...] Este volume abrange um dos periodos mais agitados da minha carreira publica: aquelle em que os grandes partidos da Monarchia se dividiram e em que eu, na imprensa e no parlamento, fazendo rija e forte opposição ao governo regenerador, e depois como ministro da Corôa, não descancei na pugna pelos principios sustentados e defendidos pelo meu partido, mantendo-me constantemente Na linha de fogo. [...]»
Camilianista de referência (de seu nome completo António Cabral Pais do Amaral), para além da memória da sua observação de uma época que viu o rei ser abatido na via pública, deixa-nos, entre outros, um dos livros mais esclarecedores acerca da vida do grande escritor: Camillo Desconhecido (Livraria Ferreira, Lisboa, 1918).

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Discursos Politicos do Exm.º Senhor Conselheiro João Ferreira Franco Pinto Castello Branco Illustre Chefe do Partido Regenerador-Liberal

A.[NTONIO] D’ALMEIDA FRAZÃO

Coimbra, 1905
Typographia – Casa Minerva – Papelaria
1.ª edição
23,5 cm x 15,3 cm
124 págs.
com um retrato de João Franco
exemplar com sinais de acidez na capa, miolo limpo
valorizado com a dedicatória assinada pelo Autor
60,00 eur

Para além da reunião das intervenções do ministro de D. Carlos – cuja política de violência pública terá contribuído para o regicídio –, abrangendo o período entre Maio de 1903 e Dezembro de 1905, apresenta o vertente volume, nas páginas finais, o «Testemunho de Adhesão ao Partido Regenerador-Liberal de Modesto e Obscuro Habitante da Antiga e Notavel Villa de Abrantes», referente à adesão do próprio autor.

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Sexta-feira, Janeiro 27, 2012

Em Testemunho da Verdade...


[FERNANDO DE SOUSA
TOMÁS RIBEIRO COLAÇO]


Lisboa, 1937
Edições Corg
[1.ª edição]
16 cm x 11,2 cm
24 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur

Inclui excertos de um artigo de José Fernando de Sousa (Nemo), relatando um encontro com D. Duarte Nuno, que, por morte de D. Manuel II, em 1932, a este sucedeu no virtual exercício de um poder há muito nas mãos dos republicanos – sucedeu, digamos antes, como herdeiro presuntivo do trono de Portugal. Inclui ainda excertos de uma carta de 1934, de Tomás Ribeiro Colaço, muito crítica acerca da fuga dalguns monárquicos para as hostes da República, assim como excertos de uma entrevista, conduzida pelo mesmo, com Azevedo Coutinho, o lugar-tenente de D. Duarte. O tema – se assim se poderá dizer deste conjunto de artigos aparentemente avulso – é a questão da legitimidade da linhagem da Casa de Bragança, a que, por morte do rei sem descendência D. Manuel II, a Causa Monárquica recorreu.

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Rema Sempre! [junto com] ... E Mesmo Contra a Maré!



LOPES D’OLIVEIRA
capa de Francisco Valença (só do 2.º vol.)

Lisboa, 1940 e 1945
Edições Cosmos / Edições Universo, L.da
1.ª edição (ambos os volumes)
[19 cm x 12,4 cm] + [18,2 cm x 11,8 cm]
[VIII págs. + 248 págs.] + [384 págs. + 12 págs. em extra-texto]
subtítulo: Memórias – Crítica – Païsagem
compostos manualmente
exemplares dissemelhantes, bem conservados, pequenos restauros na capa do 1.º vol.; miolo limpo (ambos), 1.º vol. por abrir
45,00 eur

Uma passagem:
«[...] República! Esta palavra, nos seus lábios [refere-se a António José de Almeida], tinha a magia das revelações religiosas; e, ora soava como uma prece, ora como um cântico, ora como um “dies irae”, e evocava o fragor dos ingentes prélios, a fúria das imprecações, o desespêro dos naufrágios, a miséria, a opressão, iniqùidade, concentrando o tumultuar da revolta, o clarão da vitória e o clamor da alvorada! [...]
De facto, ver êste homem na tribuna era assistir a um deflagrar de tempestade. [...]»
O segundo volume acrescenta às crónicas reunidas um extenso conjunto de cartas recebidas pelo Autor, entre as quais se destacam nomes como o conde de Arnoso, Teófilo Braga, Afonso Costa, Manuel de Arriaga, João Chagas, Manuel Laranjeira, etc.

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Cinzas Imortais


RODRIGO DE CASTRO

Porto, 1922
Tipografia Lusitania
1.ª edição
19,4 cm x 12,8 cm
2 págs. + 7 folhas em extra-texto
subtítulo: Na Morte de Antonio Granjo
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir
35,00 eur

Panegírico ao falecido Bufon, assassinado na “noite sangrenta” (19 para 20 de Outubro de 1921), quando desempenhava o cargo republicano de primeiro-ministro.

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Homens Sem Caminho


CASTRO SOROMENHO

Lisboa, s.d. [1942]
Livraria Portugália
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
240 págs. + 1 targeta (erratas)
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Carlos Augusto Portugal Ribeiro
35,00 eur

Da nota de badana da 2.ª edição:
«O prestígio desta obra não resulta de um exotismo fácil e devemos ficar-lhe reconhecidos por ter tratado como homens e não como animais curiosos, com a óptica particular que a sua condição impõe, mas também com constante escrúpulo de verdade psicológica, os negros heróis da sua trágica narrativa. Creio já ter dito, mas agrada-me repeti-lo, que não conheço em qualquer língua outro escritor europeu que tenha ido tão longe no conhecimento verdadeiro da humanidade africana, sem lirismo supérfluo nem erudição etnográfica, como Castro Soromenho. É uma circunstância feliz que a uma tal perspicácia se associe nele um incontestável talento de narrador, e é significativo que esse espantoso dom tenha caído em partilha a um escritor português.» (Pierre Hourcade)

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Homens Sem Caminho


CASTRO SOROMENHO
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1946
Editorial Inquérito Limitada
2.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
240 págs. + 1 targeta (erratas)
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
17,00 eur


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Terra Morta


CASTRO SOROMENHO
sobrecapa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1961
Editora Arcádia, Limitada
2.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
272 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
30,00 eur

Edição desde logo proibida (ver Livros Proibidos no Regime Fascista, Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981).

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Terra Morta


CASTRO SOROMENHO
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [1979, segundo a BN]
Livraria Sá da Costa Editora
[4.ª edição]
20,9 cm x 13,5 cm
4 págs. + 268 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
25,00 eur

Da nota do editor na contracapa:
«[...] Ele é o fiel e implacável retratista dos homens do interior de Angola, que tão bem conheceu, desses homens e mulheres, brancos e negros, enredados na teia de um colonialismo primitivo e bárbaro, habitantes perdidos numa Terra Morta, sem saída.»

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A Chaga


CASTRO SOROMENHO
prefácio de Ruy Coelho
texto no verso da capa por Mariano Tôrres
capa de Roberto Franco

Rio de Janeiro (Brasil), 1970
Editôra Civilização Brasileira S.A.
1.ª edição
21cm x 13,8 cm
12 págs. + 192 págs.
capa impressa também no verso
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur

Publicação póstuma do último livro do Autor, na linha dos anteriores Terra Morta e Viragem, “trilogia” cuja escrita «[...] passou do romance poético ao romance realista [...]», pois «Simplesmente foi a realidade que mudou, e era necessário, portanto, adoptar o estilo que melhor conviesse às transformações do real para continuar o “verdadeiro”. Duas águas sim, de facto, mas um edifício único, admiravelmente construído, quer o doire o sol ou a noite o cubra.» (Roger Bastide, L’Afrique dans l’Œuvre de Castro Soromenho)

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A Expedição ao País do Oiro Branco


CASTRO SOROMENHO

Lisboa, 1944
Livraria Clássica Editora
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
232 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo em parte por abrir
40,00 eur

Reconstituição histórico-romanesca do governo dos Rios de Sena (Angola) pelo explorador Francisco José de Lacerda e Almeida, ali chegado «ao findar do ano de 1796». Descreve Soromenho, entre outras aventuras, a gorada expedição que poderia ter sido pioneira da travessia de Angola à contra-costa levada a cabo por Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens nos finais do século XIX.

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Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

Baudelaire a Paris


CLAUDE PICHOIS
fotografias de Maurice Rué
dir. Francis Ambrière e Gérald Gassiot-Talabot
cartografia de René Pineau

Paris, 1967
Librairie Hachette
1.ª edição
27,9 cm x 21,5 cm (álbum)
168 págs.
impresso em rotogravura a negro
encadernação editorial em tela com gravação a ouro na pasta dianteira e na lombada, com sobrecapa protegida por acetato
exemplar como novo, com vagos sinais de traça apenas nos bordos terminais das badanas da sobrecapa
45,00 eur

Magnífico álbum de reportagem fotográfica aos locais frequentados ou onde viveu o poeta escandaloso de As Flores do Mal. São particularmente tocantes as imagens desse Hotel Pimodan, cujas paredes silenciam os segredos intelectuais, e não só!, de uma época a todos os títulos prodigiosa.

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O Pintor da Vida Moderna


CHARLES BAUDELAIRE
trad. e nota preliminar de Adolfo Casais Monteiro


Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
[1.ª edição]
18,7 cm x 12,3 cm
80 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequena falha de papel no topo da lombada; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse na página de ante-rosto
17,00 eur

O próprio tradutor julga tratar-se do primeiro ensaio do poeta parisiense vertido para português. Seguramente é um conjunto de reflexões importantes acerca até de aspectos das artes plásticas hoje arrumados na sociologia da vida quotidiana e do estilismo, como o «Elogio da Maquilhagem» ou essa caracterização de «O Dândi», que muitos por cá desejaram ter sido mas não passaram da cepa torta do marialvismo fadista.

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Amália


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS

Lisboa, 1987
Contexto, editora
1.ª edição
24 cm x 16,7 cm
320 págs.
subtítulo: Uma Biografia
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
valorizado pela dedicatória manuscrita da cantora
125,00 eur


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Amália – Uma Estranha Forma de Vida [fotobiografia]


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS, org. e texto
AUGUSTO CABRITA, fotografias não de arquivo
maqueta de José Teófilo Duarte

Lisboa / São Paulo, 1992
Editorial Verbo
1.ª edição
31 cm x 24 cm (álbum)
240 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro nas pasta dianteira e lombada, sobrecapa a cor e folhas de guarda impressas
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar como novo; miolo irrepreensível
55,00 eur

Fotobiografia que cobre toda a longa carreira de Amália, seguindo Pavão dos Santos um critério de breves introduções escritas acerca de cada período mais marcante e legendagem minuciosa de todas as imagens. No sentido de ilustrar o reconhecimento internacional que Amália inequivocamente teve, fecha o volume imagem da fadista exibindo, em 1990, a mais alta condecoração espanhola, a grã-cruz da Ordem de Isabel, a Católica.
Uma sistemática e anotada discografia, muito útil para os fãs, completa este trabalho.

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As Bellas-Artes no Centenario de Camões



A. XAVIER PINHEIRO

Porto, 1882
Typographia Elzeviriana
1.ª edição [única]
23,2 cm x 17,3 cm
VIII págs. + 48 págs.
subtítulo: MDLXXX-MDCCCLXXX
composto manualmente e impresso sobre papel Whatman, rosto a duas cores
em estado como novo, por abrir
exemplar n.º 28 de uma tiragem declarada de 136 exemplares numerados
peça de colecção

30,00 eur

Deixou o tricentenário de Luís de Camões algo como quatro centenas produções artísticas alusivas, que aqui Xavier Pinheiro cataloga e descreve para a posteridade, conforme o índice acima reproduzido.

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Fado



JOSÉ RÉGIO
ilustrações de Stuart Carvalhais

Lisboa, 1957
Portugália Editora
2.ª edição
21,7 cm x 15 cm
164 págs. + 6 folhas em extra-texto
exemplar da 2.ª variante de capa (o miolo em nada difere do da 1.ª variante de capa, nem no conteúdo literário, nem no suporte físico)
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur

São notáveis – e invulgares – os desenhos de Stuart. Conseguem acentuar de forma não caricatural a faceta grotesca, negra, pessimista, de Régio. Num dos livros mais urbano e realista do poeta. Leia-se uma passagem:

«[...] Sim, na avenida vizinha,
Tudo era moderno e fresco;
Mas essa rua... mantinha,
Mantém o seu pitoresco:

Uma igual turba de párias,
Vadios, trabalhadores,
Meretrizes e operárias,
Falhados e sonhadores,

Há centos de anos se some
Nesses palácios escuros,
E cheira mal, passa fome,
De alto a baixo desses muros...

Nas mesmas águas-furtadas
Há centos de anos há poetas,
E as mesmas gatas pejadas
Têm filhos nas valetas. [...]»

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Páginas de Doutrina e Crítica da “presença”


JOSÉ RÉGIO
pref. e notas de João Gaspar Simões
capa de João da Câmara Leme

Porto, 1977
Brasília Editora
1.ª edição
20,4 cm x 14 cm
376 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir
35,00 eur

Trata-se da reunião de toda a participação literária de Régio no periódico em título.

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A Salvação do Mundo


JOSÉ RÉGIO

Lisboa, 1954
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 13,3 cm
308 págs.
subtítulo: Tragicomédia em Três Actos
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur


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Pequena História da Moderna Poesia Portuguesa


JOSÉ RÉGIO

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
96 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur

Do romantismo garrettiano ao modernismo de Mário de Sá-Carneiro e de Pessoa, este fundador da revista presença mostra um breve, mas notável, esforço de encontrar nexos e linhas de continuidade na produção poética de uma época de viragem cultural em toda a Europa.

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Em Torno da Expressão Artística


JOSÉ RÉGIO

Lisboa, s.d.
Editorial Inquérito Limitada
2.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
88 págs.
capa impressa verso e reverso
exemplar como novo; miolo por abrir
carimbo de oferta do Fundo de Fomento Cultural na primeira página
17,00 eur

Ensaio de interpretação da cultura literária portuguesa, dos mais importantes trabalhos de reflexão produzidos nos anos 40 do século XX.

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A História de Rosa Brava


JOSÉ RÉGIO
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [circa 1957]
Edição de Fomento de Publicações, Lda.
s.i. [1.ª edição (na colecção Mosaico)]
16,4 cm x 12 cm
48 págs.
exemplar como novo
17,00 eur

Texto extraído do livro, de 1946, Histórias de Mulheres.

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As Mais Belas Líricas Portuguesas


JOSÉ RÉGIO [selec., pref. e notas]

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,8 cm
368 págs.
composto manualmente
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur

Nesta primeira versão, ainda com título por extenso, Régio reúne uma panorâmica sobre o vastíssimo acervo de poesia portuguesa desde o século XII à sua época. Irá acrescentar-lhes quatro outros autores, numa 2.ª edição (Gil Vicente, António Feliciano de Castilho, Florbela Espanca e João Lúcio), assim como mais espaço de respiração para outros. Em qualquer das edições, todavia, pode encontrar-se modelo de trabalho e boa pedagogia.

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Líricas Portuguesas – 1.ª Série


JOSÉ RÉGIO [selec., pref. e notas]

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
2.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
408 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ocasionais carimbos da Campanha Nacional de Educação de Adultos
20,00 eur


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Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

O Rebate


J. RENTES DE CARVALHO
capa de Luís Alberto

Lisboa, 1971
Prelo Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
19,5 cm x 14,2 cm
240 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur

O tema é a emigração, entre Trás-os-Montes e França, por um autor radicado na Holanda que, sobejamente, sabe do que fala.

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