quinta-feira, maio 26, 2016

domingo, maio 22, 2016

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O Rapaz de Bronze


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
ilustrações de Fernando de Azevedo

Lisboa, s.d. [1956]
Minotauro
1.ª edição
22,4 cm x 16,6 cm
56 págs. + 4 folhas em extra-texto a cores
ilustrado em separado
impresso sobre papel superior
sobrecapa com janela oval aberta a cortante
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Navegações


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
versão inglesa de Ruth Fainlight
versão francesa de Joaquim Vital
grafismo de Armando Alves

Lisboa, 1983
Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Comissariado para a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura
1.ª edição
trilingue português / francês / inglês
30,5 cm x 22,2 cm
88 págs. (não numeradas)
ilustrado a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o exemplar n.º 1.631
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Quarteto de Alexandria [Justine; Baltasar; Mountolive; Clea]



LAWRENCE DURRELL
trad. Daniel Gonçalves
capas de António Garcia

Lisboa, 1960 e 1961
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição (todos)
4 volumes (completo)
19 cm x 13,7 cm
276 págs. + 274 págs. + 364 págs. + 316 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto do segundo volume
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

A complexidade estilística que perpassa estes quatro livros – a sua visão amorosa do lugar: a exótica Alexandria antes e durante a Segunda Guerra Mundial como palco de uma paixão radical – originou um dos grandes falhanços cinematográficos na vida artística do realizador George Cukor, provando que a gramática dessas duas artes (a da escrita literária e a do cinema) serão por vezes concomitantes mas insobreponíveis. Em especial, mesmo para o re-contar jornalístico do conteúdo, da trama, por assim dizer, da vertente obra de Durrell, afigura-se impossível transpor para termos simplificados a metáfora metafísica que ela representa no questionamento do quê e do porquê da nossa breve passagem como seres humanos conscientes. Há que lê-la, em silêncio. As origens hindu-tibetanas deste inglês dizem tudo.
Politicamente, Durrell nunca fez segredo do seu posicionamento «conservador, reaccionário e de extrema-direita», o que o levou a não aceitar do governo inglês uma ordem honorífica.
De sublinhar, nesta edição portuguesa, as admiráveis capas do designer António Garcia.

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quarta-feira, maio 18, 2016

Oráculo de Napoleão


MARCOS BELO
capa de Moraes

Lisboa,
Empresa Literária Universal
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
6 págs. + 32 págs.
subtítulos: O Passado – O Presente – O Futuro | Para ser feliz no amor
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Oráculo – Célebre livro dos destinos de Napoleão Bonaparte


[CLAUDIO PEREIRA, trad., ampliado e pref.]

Lisboa, 1922
Edição da Casa Alfredo David, Encadernador
1.ª edição
18,9 cm x 12,9 cm
48 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta no verso do ante-rosto o carimbo do editor Alfredo David
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Oraculo da Bruxa (Buena-Dicha)




[ANÓNIMO]

Lisboa, s. d.
Livraria Economica de Frederico Napoleão de Victoria
[1.ª edição]
20 cm x 13,3 cm
32 págs.
na capa, desenho de G. Gameiro
subtítulo: O Passado, o Presente e o Futuro Revelado pelas Mãos
exemplar muito estimado; miolo limpo
com interesse para quiromantes e outros adivinhos
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de apresentação:
«N’este pequeno vocabulario de chiromancia encontrará o leitor a maneira de conhecer, pelas linhas da palma da mão, as virtudes ou vicios, os sentimentos bons ou maus do caracter humano. [...]»
E mais adiante, uma rubrica, apenas a título de exemplo:
«[...] POESIA (gosto pela) – Mãos compridas e dedos pontagudos; o monte da Lua desenvolvido e cercado de linhas; a do Sol vê-se distinctamente; o dedo de Apollo maior que o de Jupiter. [...]»

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Livro de Paciências


CARLOS BENTO DA MAIA

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
5.ª edição
17,6 cm x 13 cm
116 págs.
exemplar estimado, com pequeno restauro no canto superior esquerdo da contracapa; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Carlos Bento da Maia, largamente conhecido pelo seu Tratado Completo de Cozinha e de Copa, mas também pelo Tratado de Risco e Corte de Roupa, reúne aqui as muitas modalidades de entreter solitários com um baralho de cartas.
«[...] Sucede que muitas pessoas não podem ocupar-se sempre de trabalhos de maior aplicação, para não fatigarem os olhos e, por isso, têm de substituir a leitura por outro entretenimento menos fatigante. É nestas circunstâncias que têm cabimento as paciências.
Quem não conhece êste meio de distracção, não compreende que alguém possa ocupar-se com interêsse, duma simples arrumação de cartas sem vantagem alguma de natureza material, mas os que começam a ocupar-se dêle, se são inteligentes, encontram muitas vezes resultados satisfatórios dum bom golpe de vista, que os tira duma situação difícil e que, naturalmente, lhes satisfaz o espírito. [...]» (do Prefácio)

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terça-feira, maio 17, 2016

Diario de Noticias – Da Sua Fundação às Suas Bodas de Diamante


JOÃO PAULO FREIRE (MÁRIO), et alli
capa de Stuart

Lisboa, 1939
Diário de Notícias
1.ª edição
2 tomos enc. em 1 volume (completo)
29,5 cm x 22 cm
424 págs. + [492 págs. + 2 folhas em extra-texto]
profusamente ilustrado
encadernação “inteira” em pele gravada com relevo seco em ambas as pastas e na lombada, casas entre-nervuras decoradas por vinhetas ao gosto arte-nova, rótulo em pele gravado a ouro
não aparado, conserva a capa de brochura no primeiro tomo e a contracapa no segundo tomo
exemplar muito bem conservado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
345,00 eur (IVA e portes incluídos)

Celebrando os seus setenta e cinco anos de existência, o periódico Diário de Notícias, desde sempre uma referência – que foi fundado pelo jornalista Eduardo Coelho e pelo tipógrafo-proprietário Tomás Quintino Antunes –, incumbiu João Paulo Freire de dar corpo a múltiplos depoimentos, efeméride, registos de arquivo, imagens, e outras curiosidades. O resultado é um modelo de livro-memória, senão mesmo um quase diário de bordo desse serviço público, e dirigido ao público, que se designa hoje por comunicação social...

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O Diario de Noticias – A sua fundação e os seus fundadores



ALFREDO DA CUNHA
capa de Alberto Souza

Lisboa, 1914
Diario de Noticias
1.ª edição [única]
28 cm x 19,6 cm
XVI págs. + 294 págs. + 14 folhas em extra-texto + 4 desdobráveis em extra-texto (grande formato)
subtítulo: Alguns factos para a história do jornalismo português – Edição comemorativa do cincoentenário do Diario de Noticias
profusamente ilustrado
encadernação recente inteira em seda, com a capa de brochura espelhada
por aparar
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

De extrema importância para o conhecimento do que foi esse periódico de referência. O poeta e jornalista Alfredo da Cunha era, na altura, o director da publicação, sendo também genro do fundador do jornal, Eduardo Coelho. Thomaz Quintino Antunes será a segunda figura tutelar dessa aventura mediática, neste volume inventariada.

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O Naufragio do Póveiro


ALFREDO DA CUNHA

Lisboa, 1892
[ed. Autor]
1.ª edição
18,4 cm x 8,8 cm (fechado) (aberto: 18,4 cm x 26,4 cm)
6 págs.
dobragem em tríptico
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poema cujo produto da venda deveria reverter para os familiares das vítimas de um naufrágio na Póvoa de Varzim.

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Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário do Nascimento de Alfredo da Cunha [catálogo]


[ANÓNIMO]
capa de Celso Hermínio

Lisboa, 1963
Palácio das Galveias – Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
21,5 cm x 15,1 cm
32 págs. + 11 folhas em extra-texto + 8 págs.
exemplar como novo
todos os exemplares conhecidos apresentam emendas manuscritas nas págs. 7 e 9, relativas ao ano de falecimento do homenageado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfredo da Cunha, que foi genro de Eduardo Coelho, um dos fundadores e mentor do Diário de Notícias, aí exerceu a carreira de jornalista e promotor de intervenções de carácter social e humanitário, que este periódico sempre apoiou. O vertente catálogo, para além de documentação fotográfica vária e efémera, consigna a respectiva bibliografia.

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Ruas de Lisboa



J. J. GOMES DE BRITO
revisto e pref. António Baião
capa de Martins Barata

Lisboa, 1935
Livraria Sá da Costa – Editora
1.ª edição
22,3 cm x 14,3 cm
3 volumes (completo)
[XXXII págs. + 296 págs. + 1 folha em extra-texto] + 296 págs. + 304 págs.
subtítulo: Notas para a história das vias públicas lisbonenses
exemplares como novos, por abrir
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a mais interessante história da toponímia da capital, de consulta por ordem alfabética, e da maior riqueza de conhecimentos acerca da cidade, palmo a palmo, pode dizer-se.

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Canções do Alentejo


JOÃO JOSÉ COCHOFEL, apresentação
MARIA BARROSO, leitura

Lisboa, s.d. [circa pós-1961]
Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico
[1.ª edição]
13,5 cm x 10,3 cm
44 págs. (não numeradas)
acabamento com um ponto em arame
ilustrado
reproduções fotográficas de Eduardo Nogueira
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição necessariamente clandestina, servia de texto de apoio ao sarau de Maria Barroso por altura da semana de recepção aos novos alunos. Embora o voluminho não seja datado, é de fixá-lo no período de resistência ao Estado Novo subsequente ao início da guerra colonial.

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Descoberta


JOÃO JOSÉ COCHOFEL

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
18,9 cm x 13,4 cm
4 págs. + 112 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Será para sempre um enigma, toda esta gente do neo-realismo haver publicado os seus livros numa editora que tinha Salazar como sócio, alguns dos quais proibidos, quando não os autores arrastados para a cadeia... No vertente livro, reúne e redistribui João José Cochofel (1919-1982) a sua obra de juventude, dando-lhe um corpo assim coeso e de melhor entendimento de uma poética que crescia.

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sexta-feira, maio 13, 2016

Sião



AL BERTO (org.)
PAULO DA COSTA DOMINGOS (org.)
RUI BAIÃO (org.)
pref. Alexandre Melo
capa de Pedro Calapez

Lisboa, 1987
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
224 págs.
exemplar como novo
peça de colecção
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma antologia poética temática, do século XX e para o século XX, estendendo-se cronologicamente de Antero de Quental a Fernando Luís Sampaio, em que os organizadores responsáveis tiveram a sensatez de não incluir nenhum poema de sua autoria. Esteve para chamar-se Babel, mas uns pseudo-intelectuais nortenhos (Álvaro de Sousa Holstein Ferreira, Amadeu Baptista e Vergílio Alberto Vieira), sabendo do que abaixo do Mondego se passava, enquanto esta antologia ia a imprimir defecaram eles, lá na terra deles, uma porcaria com o cobiçado nome. Lisboa riu-se para dentro, e seguiu viagem, sôbolos rios camoneanos, secretamente agradecida por ser empurrada para o Sião. Depois, posta a circular, no mercado livreiro e nas arenas do jornalismo encartado, esta antologia programática de poetas e poemas intencionalmente escolhidos originou um ramalhete de ódios mal disfarçados contra os organizadores e seus familiares, havendo mesmo gente vil (já devidamente identificada) que se acobertou atrás de vila-santíssimos pseudónimos, dada a sua cobardia e nulo fundamento crítico. Enfim, já lá vai... e as antologias que vieram depois desta são a chochice que se sabe, excepção clara para Poetas Sem Qualidades, em 2002, documento inaugural da editora Averno, basta ler-se-lhe o Prefácio.
No caso de Sião, também basta ler o Prefácio de Alexandre Melo:
«Ao contrário do que muitas vezes se diz, numa antologia de poesia nunca falta nenhum poeta, nem nenhum poema. Porque uma antologia se define pelo que inclui e pelo que exclui: esse, o ponto de partida. Portanto, nesta antologia não falta nenhum poeta, o que não quer dizer que a um ou outro poeta não passe a faltar esta antologia. [...]»

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Uma Vida Inteira / Ode a Charles Fourier


BENJAMIN PÉRET
ANDRÉ BRETON
trad. e pref. Ernesto Sampaio

Lisboa, s.d. [circa 1963]
A Barca Solar
1.ª edição (nunca foi reeditado, embora o poema de Breton venha a ser incluído muito mais tarde numa colectânea)
21,7 cm x 15 cm
42 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO ESCRITOR E TRADUTOR ERNESTO SAMPAIO AO POETA PEDRO OOM
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro publicado num contexto de disseminação literária do movimento surrealista em português, já no início dos anos 60 do século XX, e não referido no catálogo Surrealismo em Portugal 1934-1952 de Perfecto E. Cuadrado / María Jesús Ávila [Museu do Chiado / Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Lisboa / Badajoz, 2001]. Apenas o dono da casa & etc, Vitor Silva Tavares, a propósito da Contraponto de Luiz Pacheco [ver 1 Homem Dividido Vale por 2, Biblioteca Nacional / Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009], relembrará essa fugaz intervenção de Ernesto Sampaio e Fernanda Barros enquanto tradutor (ele) e simultaneamente editores (ambos), incorporando VST a aventura de A Barca Solar num mais vasto exercício de agressão à saloíce nacional:
«[...] a Contraponto – paralela a aventuras como a de A Antologia em 58 do Mário Cesariny, da Barca Solar do Ernesto Sampaio, ou da Minotauro do Bruno da Ponte –, até nos seus desaires, ou talvez por via deles, deixou sequelas: porque a mais antiga, à cabeça a & etc; mas lembre-se a Afrodite, do Fernando Ribeiro de Melo; chame-se à colação a Frenesi quando frenética e a Antígona quando refractária; a Hiena, os 4 Elementos Editores, a Fenda, a Black Sun; mais perto, a Averno – cometas tracejando luz no negrume editorial. Agindo nos interstícios da engrenagem mercantil, expulsas por mérito próprio de montras publicitárias, encaram o livro tão-só como produtor de mais-valias artísticas e culturais, objecto de uma entrega que funde o risco com a projecção política, diga-se, poética – ou vice-versa, também vale. [...]»

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Ode à Charles Fourier



ANDRÉ BRETON

Paris, 1947
Aux Éditons de la Rue Fontaine
1.ª edição
28,5 cm x 17 cm
4 págs. + 52 págs.
encadernação recente em meia-francesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada
corte dourado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta no verso da primeira folha-de-guarda o ex-libris do neo-realista Joaquim Pessoa
é o n.º 460 da parte da tiragem impressa sobre velino
PEÇA DE COLECÇÃO
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema escrito numa inequívoca celebração do rompimento do grupo surrealista francês com o Partido Comunista local. Fourier representa, no contexto das ideias políticas, a vanguarda do comunismo libertário.

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Vagô



HENRIQUE GALVÃO
capa [e contracapa] de José de Moura
ilustrado por Manuela Adeodato Pinto

Lisboa, 1952
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,8 cm x 13,5 cm
268 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, discreto restauro na lombada; miolo limpo
é um dos únicos 24 exemplares existentes
PEÇA DE COLECÇÃO
475,00 eur (IVA e portes incluídos)

Último volume da trilogia Romance dos Bichos do Mato – sendo os anteriores Kurika e Impala –, nunca antes do 25 de Abril de 1974 chegou ao conhecimento dos leitores, a não ser em dactilocópias clandestinas, dada a sua imediata apreensão policial. Conta-se na badana da edição livre (do mesmo editor, Junho de 1974):
«[escrito na prisão do Aljube entre Fevereiro e Maio de 1952], não chegou a ser posto à venda.
À excepção de 24 exemplares que o autor conseguiu oferecer a pessoas amigas, a edição, pronta a circular, foi totalmente destruída nas instalações da própria casa impressora.
O leitor compreenderá o motivo que levou à dita destruição ao aperceber-se da intenção de Henrique Galvão traduzida no ataque – disfarçado mas intenso – ao regime político então vigente [...].»
Ficou a tal ponto emblemático este episódio de censura, que Galvão, Palma Inácio e Camilo Mortágua, mais tarde, em Novembro de 1961, baptizaram como «Operação Vagô» uma sua acção revolucionária contra o dito regime.

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O Assalto ao “Santa Maria” [junto com] 6 postais alusivos à derrota do assalto

 
 

HENRIQUE GALVÃO
trad. Manuel Pires de F. Matos

Lisboa, 4 de Julho de 1973 (livro)
Lisboa, 1961 (postais)
Edições Delfos (livro)
1.ª edição [em português (livro); trilingue português-francês-inglês (postais)]
[20,6 cm x 15 cm (livro)] + 6 x [15,5 cm x 10,6 cm (postais)]
312 págs. (livro)
exemplares muito estimados, apenas um dos postais apresenta vincos; miolo irrepreensível, postais limpos
juntou-se ao lote 6 postais ilustrados não circulados alusivos à derrota da Operação Dulcineia mandados imprimir pelo governo, onde se vêem a entrada do navio na doca de Lisboa e a recepção dos passageiros e tripulantes salvos do atentado, assim como os banhos de multidão em torno de Salazar, tido por seu salvador
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

No vertente livro se relatam as condições históricas da época, Janeiro de 1961, os preparativos e o desenrolar da Operação Dulcineia nos seus aspectos práticos, logísticos e, finalmente, as consequências políticas daí advindas. Texto traduzido da edição original inglesa, documenta o ponto de partida na guerra contra o regime salazarista, levada a cabo também nos territórios ultramarinos.

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Cântico do País Emerso


NATÁLIA CORREIA

Porto [ind. tipog.], s.d. [1961]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
22,9 cm x 17,3 cm
40 págs.
exemplar muito estimado, apesar das ténues manchas de café visíveis sobre a capa; miolo irrepreensível
peça de colecção
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de imediato proibida pela censura, circulou clandestinamente, dado o poema celebrar a acção revolucionária de Henrique Galvão ao tomar de assalto o Santa Maria, navio que, depois, irá servir ao regime colonial como cargueiro de tropas «para Angola já, e em força!».

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terça-feira, maio 10, 2016

O Correio Fiel do Amor



SEBASTIÃO JOSÉ FERREIRA

Porto, 1853
Typographia de Sebastião José Ferreira & Filho
1.ª edição (ambos)
2 tomos enc. em 1 volume
13,5 cm x 10,3 cm
[2 págs. + 1 folha em extra-texto + 80 págs.] + 80 págs.
subtítulo: [a] [...] ou Conductor de Cartas Amorosas, para Intelligencia dos verdadeiros amantes; [b] ou Nova Coleccção de Cartas a Morosas, tanto em prosa como em verso: offerecidas á mocidade de ambos os sexos
encadernação moderna em seda
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse de [César Augusto (?)] Bordalo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breves livrinhos com exemplos, «tanto em prosa como em verso», de missivas entre namorados.

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A Primeira Confessada



GERVASIO LOBATO
capa e ilust. Hypólito Colomb

Lisboa – Rio de Janeiro, 1918
Portugalia Editora
2.ª edição
19,9 cm x 13,6 cm
376 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação de amador gravada a ouro na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no cabeçalho do primeiro capítulo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gervásio Lobato (1850-1905), que também escreveu peças de teatro, revela, sobretudo nos seus popularíssimos romances, «[...] um talento caricatural comparável ao de Rafael Bordalo Pinheiro [...].»

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Lisboa em Camisa




GERVASIO LOBATO
ilust. Celso Herminio

Lisboa, 1902
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
4.ª edição (2.ª edição com ilust. Celso Hermínio)
16,8 cm x 11,5 cm
334 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação antiga modesta em meia-inglesa gravada a ouro na lombada, com o selo de Júlio Augusto Ribeiro – Encadernador no verso da pasta anterior
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Dele nos diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Lisboa, 1990):
«[...] Um acerado espírito de observação, uma grande capacidade de construção cénica, conferem às suas comédias e farsas uma dimensão que falta à maior parte da produção teatral do género e do seu tempo. Nelas e nos romances que escreveu (Lisboa em Camisa, 1890 [...]) se faz o processo bem-humorado, mas certeiro, da pequena e média burguesia lisboeta do fim do século, captada nos seus ridículos e manias, na sua vacuidade e mesquinhez de ambições políticas e mundanas. [...]»

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Lisboa em Camisa



GERVÁSIO LOBATO
capa de Bernardo Marques
ilust. Pedro Guedes

Lisboa, 1954
Parceria António Maria Pereira
14.ª edição
19,4 cm x 12,2 cm
312 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, restauros na contracapa; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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A Comedia do Theatro


GERVASIO LOBATO

Lisboa, s.d. [circa 1882]
Livraria de Antonio Maria Pereira, Editor
1.ª edição
18,4 cm x 12,7 cm
276 págs.
encadernação modesta de amador em tela gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris do escritor Joaquim Madureira (Braz Burity)
assinatura de posse do mesmo no canto superior esquerdo do ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se de mais uma prosa satírica de costumes lisboetas, em que Lobato e Armando Ferreira foram exímios.

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Raul Lino – Exposição Retrospectiva da Sua Obra [catálogo]


DIOGO LINO PIMENTEL
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
MANUEL RIO-CARVALHO
PEDRO VIEIRA DE ALMEIDA

Lisboa, 1970
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
24 cm x 24,2 cm
4 págs. + 240 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior, texto a duas colunas
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Refere Vieira de Almeida no seu pertinente texto:
«[...] Tinha Raul Lino 13-14 anos [nascido em 1879] quando iniciou os seus estudos de arquitectura em Honnover. [...] Na Alemanha além dos cursos que tinha de frequentar, Raul Lino trabalhou no atelier de Albrecht Haupt o que o viria a marcar profundamente não só pela formação clássica e historicista, mas até na ideia que teria do seu próprio país. Raul Lino aprende Portugal através do historiador alemão, e isso é importante na medida em que é nesse aprendizado que foram lançadas de facto as sementes que mais tarde, iriam definir a sua capacidade de entendimento e desentendimento, da época ou épocas em que viria a trabalhar. [...]»
Aos 17 anos apenas encontra-se de novo em Portugal, e, enquanto outros estariam por aquela idade a iniciar a sua formação, já Lino trabalha como projectista. Imbuído de noções muito precisas e arreigadas de equilíbrio formal e de espaço, fruto de uma época de transição arquitectónica e urbana, toda a sua vida artística surge aos nossos olhos como o terreno da conflitualidade entre esses seus valores e os imperativos, no imediato pós-Segunda Guerra Mundial, de amontoar pessoas em cidades, em casas-modelo exíguas, de desenho minimal, abstractas, “funcionais”.

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Raul Lino – O Artista e a Obra


AULO-GÉLIO SEVERINO GODINHO

Porto, 1972
Associação Portuense de Ex-Libris
1.ª edição
separata n.º 57 de Arte do Ex-Libris
27,2 cm x 20,5 cm
4 págs. + 18 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 110 de uma tiragem limitada a 200 exemplares numerados e assinados pelo Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo acerca de um aspecto da arte de Raul Lino menos conhecido dos leitores.

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Casas Portuguesas


RAÚL LINO

Lisboa, 1943
Edição de Valentim de Carvalho
3.ª edição
22,5 cm x 16,7 cm
122 págs. + XXX estampas em extra-texto
subtítulo: Alguns Apontamentos Sobre o Arquitectar das Casas Simples
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior, oito das estampas são a cor (edição no todo com mais seis estampas do que a edição original)
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
110,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se da concepção habitacional salazarista, imortalizada num fado de Amália, que – é de sublinhar – também trabalhava para a empresa de Valentim de Carvalho. Embora a versão frugal da cantora se destinasse aos explorados (a célebre «alegria na pobreza» entre «quatro paredes caiadas»), o conceito aqui, apesar de rico, é o mesmo e idêntica é a finalidade integradora da população em geral.

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Auriverde Jornada



RAUL LINO

Lisboa, 1937
Edição Valentim de Carvalho
1.ª edição
19,1 cm x 13,5 cm
276 págs. + 10 extra-textos
subtítulo: Recordações de uma Viagem ao Brasil
ilustrado no texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de grande interesse para a Arquitectura. O conhecido criador do conceito de “casa portuguesa” do Estado Novo reúne aqui, não só o seu Diário da Viagem, que é repositório de apreciações turísticas mas de alguém com o olhar educado pela Estética, como as suas três longas palestras locais, motivo da sua ida ao Brasil, a saber: «Primeiras Impressões – Comunicação Lida á Academia Nacional de Belas-Artes...», «Espírito na Arquitectura» e «Casas Portuguesas no Século XVIII». São estas duas últimas uma não negligenciável lição de Arquitectura e História da Arte.

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Fado n.º 9 [partitura]


ALEXANDRE REY COLAÇO
ilust. Raul Lino

Porto, s.d.
Moreira de Sá
[1.ª edição]
34,4 cm x 27 cm
8 págs.
2 fólios encasados
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alexandre Jorge Maria Idalécio Raimundo Rey Colaço (1854-1928), pianista e compositor, pai da notável actriz Amélia Rey Colaço, foi dos primeiros músicos a trazer para a música erudita o fundo cultural popular, de que a vertente partitura constitui exemplo.

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A Habitação




FERNANDO PERFEITO DE MAGALHÃES
pref. Agostinho de Campos

Lisboa, s.d. [circa 1938]
Livraria Bertrand
1.ª edição
24,7 cm x 17 cm
66 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado em separado a cor e no corpo do texto a negro
encadernação recente de amador sem qualquer rótulo ou gravação
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas (1880-1958), filho de Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas, foi reconhecido arquitecto e aguarelista. A sua ligação ao Estado Novo e aos caminhos-de-ferro permitiu-lhe deixar o seu nome ligado não só directamente à construção da linha entre a Régua e Lamego como aos projectos de mais de trezentas estações, à construção de bairros para ferroviários e mineiros, postos sanitários, etc. Basicamente, a sua ideia de urbanismo era a ideia anticosmopolita que Salazar fazia da casinha portuguesa, uma espécie de gigantesca aldeia medieval espalhada pelo território, de praticamente nulo crescimento em altura.
Uma significativa passagem do Prefácio de Agostinho de Campos:
«[...] O grande prédio de rendimento é incómodo, apesar do seu feitio de “cómoda” com uma, ou até meia gaveta para cada família. No dia em que pudermos dar a cada Lar os seus confins bem nítidos, estaremos a bom caminho de organizar uma sociedade melhor: aquela em que as famílias não precisam de se acotovelar para se constituírem em Pátria [...]»

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O Problema das Casas Económicas


ANTÓNIO FARIA, engenheiro

Lisboa, 1948
Cosmos
1.ª edição
18,8 cm x 12,8 cm
196 págs. + 2 desdobráveis + guardas impressas
na prestigiada colecção Biblioteca Cosmos dirigida por Bento de Jesus Caraça
subtítulo: Esboço de Estudo
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo muito limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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