sexta-feira, fevereiro 27, 2015

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

2.200 obras disponíveis nesta montra
é só ir clicando ao fundo da página
em Mensagens antigas


contacto:
telemóvel: 919 746 089


* todas as obras fotografadas correspondem aos exemplares que se encontram à venda
* todas as encomendas são enviadas em correio registado
* international shipping rates
* pagamentos por PayPal, transferência bancária ou contra-
-reembolso

A India Portugueza




A. [ANTÓNIO] LOPES MENDES

Lisboa, 1886-1887
Imprensa Nacional
1.ª edição
2 volumes (completo)
23,5 cm x 16,2 cm [estojo: 24,7 cm x 17 cm]
[2 págs. + XXVIII págs. + 286 págs. + 91 folhas em extra-texto] + [4 págs. + XII págs. + 318 págs. + 4 desdobráveis em extra-texto + 73 folhas em extra-texto]
subtítulo: Breve Descripção das Possessões Portuguezas na Asia
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares estimados, com restauros toscos nas lombadas; miolo limpo
acondicionados em elegante estojo artístico próprio de fabrico recente
240,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Lopes Mendes (1834-1894) foi «[...] médico-veterinário-lavrador. [...] Em 1857 foi nomeado ajunto á comissão dos estudos agrícolas no continente e em Outubro de 1859 recebeu a nomeação de administrador da coudelaria do Crato. Em 1862 assinou contrato no Conselho Ultramarino, para exercer as funções de veterinário-lavrador no Estado da Índia, para onde partiu a 11 de Agosto do mesmo ano [...].» As suas aptidões para o desenho permitiram-lhe fazer o levantamento e desenhar algumas cartas topográficas da Índia. (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, vol. XX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Portuguezes na India



BULHÃO PATO

Lisboa, 1883
Santos Valente & Faro – Editores
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
6 págs. + 248 págs.
subtítulo: Scenas Historicas
encadernação editorial com o selo de Alfredo David, inteira em tela encerada com gravação a relevo seco nas pastas e a ouro na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo, com vagos picos de acidez nas três últimas folhas
É O N.º 11 DA TIRAGEM ESPECIAL DE APENAS DOZE EXEMPLARES EM PAPEL WHATMAN
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), «[...] a parte actualmente mais interessante da sua obra são os livros de memórias. Tem o dom de evocar homens e paisagens com grande exactidão e riqueza de pormenores. [...]» Temos pois que, após depreciar-lhe a criação poética, assim lhe define a prosa o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990); e daqui podemos inferir das suas qualidades no tratamento literário da efabulação com fundo histórico, cujo vertente livro constitui exemplo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


India Portuguesa – Prostituição e Profilaxia Anti-venérea [aliás, A Prostituição na India]


ALBERTO C. GERMANO DA SILVA CORREIA

Bastorá, 1938
Tipografia Rangel
1.ª edição
25,4 cm x 18,1 cm
4 págs. + 404 págs.
subtítulo: História, Demografia, Etnografia, Higiene e Profilaxia
exemplar estimado, com discreto restauro na lombada; miolo limpo
peça de colecção
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rara peça com origem de prensa na Índia. Demais a mais, é um estudo cuidadoso e humano do flagelo social que leva à prostituição. Trata-se, porém, do trabalho científico de um coronel-médico com vastíssima obra escrita publicada, e de inegável seriedade.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Literatura Indo-Portuguesa

VIMALA DEVI
MANUEL DE SEABRA


Lisboa, 1971
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
2 volumes (completo)
23,3 cm x 18 cm
372 págs. + 452 págs.
subtítulo do vol. 2: Antologia
exemplares bem conservados, miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um trabalho de investigação antológica e ensaística séria realizado sobre fontes primárias – isto, dado nada existir até então, apesar de tanto século de ocupação imperial portuguesa... Da leitura destes volumes sobressai uma expressão nova da língua portuguesa, aqui patente na força estética e histórico-social de perto de setenta autores reunidos no segundo volume. Mereceu um tal trabalho, à época, o Prémio Abílio Lopes do Rego da Academia das Ciências.
Do casal de autores, se Seabra ficará mais conhecido como tradutor poliglota (catalão, esperanto, etc.) cujas escolhas de seu gosto divulgou a um ritmo regular ao longo de anos, já Vimala Devi é um caso de intervenção cultural espraiado por domínios que vão da ficção à poesia, da divulgação do folclore goês à pintura, etc., etc.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Saúde e Longevidade




A. C. SELMON

Lisboa, s.d. [1929]
Sociedade Filantrópica Adventista
s.i. [1.ª edição]
21,6 cm x 15 cm
360 págs. + 3 folhas em extra-texto (sendo a primeira uma representação do corpo humano em pop-up)
subtítulo: Tratado escrito em linguagem vulgar sôbre as causas, prevenção e tratamento das doenças mais comuns
profusamente ilustrado no corpo do texto a negro e em separado a cor
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro e ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo, mas com ocasional foxing sobretudo nas primeiras e últimas folhas
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra escrita originalmente na Índia, em inglês, visa a educação para uma vida sã, em que a atempada prevenção das patologias pode, desejavelmente, contribuir para evitar o consumo de medicamentos. É, assim, um manual de higiene pública e privada.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Livro de Higiene


ALMERINDO LESSA, dr.

Lisboa, 1936
Nunes de Carvalho, Editor
[1.ª edição]
19,6 cm x 14,9 cm
488 págs.
profusamente ilustrado ao longo do corpo do texto
encadernação editorial em sintético texturado chancelada por Paulo Ferreira, Filhos, L.da
exemplar em bom estado de conservação; miolo muito limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manual de vulgarização científica de grande utilidade prática nos cuidados a ter tanto com a alimentação como na doença. Dos micróbios e parasitas às maleitas transmissíveis ao homem por via dos animais, assim como a salubridade devida na habitação e na cidade ou no vestuário, tudo é aqui abordado por alguém que, tendo «[...] dedicado [o volume] aos estudantes dos cursos terminais dos liceus [...]», escreveu-o «[...] suficientemente claro e despido para que o possam entender, com leve esfôrço, os do Curso Geral, das Escolas Técnicas e do Magistério Primário. [...]»
Almerindo Lessa nasceu no Porto em 1908. Doutor em medicina pela Universidade do Porto, onde se licenciou em 1933, foi também doutor em Ciências pela Universidade de Toulouse, sendo professor jubilado da Universidade de Évora. Antigo professor de Antropologia Tropical, foi fundador e reitor da Universidade Internacional de Macau e membro fundador da Universidade Internacional de Lisboa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Cabo Verde – Contribuição para o Estudo do Dialecto Falado no Seu Arquipélago


MARIA DULCE DE OLIVEIRA ALMADA

Lisboa, 1961
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,6 cm x 18,3 cm
168 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Poesia de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA

Lisboa, 1944
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,2 cm x 16,4 cm
48 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, algum foxing na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve conjunto de poemas de Jorge Barrosa, Manuel Lopes, Baltasar Lopes, Pedro Corsino Azevedo e Nuno Miranda, precedido de interessante ensaio de Osório de Oliveira.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Diário da Viagem Presidencial às Províncias de Guiné e Cabo Verde em 1955


RODRIGUES MATIAS, coord.
capa de Moura

Lisboa, 1956 [1957]
Agência Geral do Ultramar – Divisão de Publicações e Biblioteca
1.ª edição
2 volumes (completo)
25,6 cm x 19,7 cm
[320 págs. + 1 folha (cromo) em extra-texto + 40 págs. em extra-texto] + [304 págs. + 36 págs. em extra-texto]
miolo impresso a duas cores, extra-textos fotográficos impressos em rotogravura
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
135,00 eur (IVA e portes já incluídos)

O presidente «de todos os portugueses» era na altura o general Francisco Higino Craveiro Lopes, o ministro da tutela o comandante Sarmento Rodrigues. Para lá seguiram de avião, para cá vieram de navio.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

As Ilhas Portuguesas de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Sena da Silva
mapa de Júlio Santos

Lisboa, 1955
Campanha Nacional de Educação de Adultos
1.ª edição
16,8 cm x 11,4 cm
128 págs. + 18 págs. em extra-texto + 3 folhas em extra-texto
ilustrado a cor e preto e branco
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Arquipélago de ilhas desertas descoberto ou por Diogo Gomes, ou por António Noli, entre 1460 e 1462, que Osório de Oliveira aqui estuda nos seus múltiplos aspectos: história fundadora, clima, geografia, população, cultura escrita e musical, etc. – acrescentando-lhe um breve núcleo de fotografias documentais.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


As Ilhas Portuguesas de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Sena da Silva
mapa de Júlio Santos

Lisboa, 1972
Plano de Educação Popular
2.ª edição
16,5 cm x 11,2 cm
120 págs. + 18 págs. em extra-texto + 3 folhas em extra-texto
ilustrado a cor e preto e branco
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

A Campanha dos Cuamatos



DAVID MARTINS DE LIMA

Lisboa, 1908
Livraria Ferreira, Editora
1.ª edição
21,4 cm x 14,3 cm
238 págs. + 18 folhas em extra-texto
subtítulo: Contada por um soldado expedicionario
ilustrado
encadernação recente de amador em pano cru com a lombada original espelhada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo envelhecido mas aceitável e limpo, restauro tosco na primeira folha
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relato da campanha contra os povos do sul de Angola, levada a cabo em 1907, sob o comando de Alves Roçadas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


As Ilhas de S. Tomé e Príncipe Desconhecidas



A. [ALFREDO] LOUREIRO DA FONSECA

Lisboa, 1918
ed. Henrique J. Monteiro de Mendonça
1.ª edição
33 cm x 22 cm
16 págs. + 9 folhas duplas em extra-texto
subtítulo: Conferência realizada na noite de 16 de Março de 1918, no «Centro Colonial»
ilustrado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo estatístico comparativo entre as diversas colónias portuguesas, quer do ponto de vista geográfico, quer populacional, quer no respeitante à administração dos recursos locais.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Angola, Moçambique, S. Tomé





J. [JOSÉ] CARLOS RATES

Lisboa, 1929
Edição do Autor / Tipografia Didot
1.ª edição [única]
25,1 cm x 17,3 cm
XII págs. + 228 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto com reproduções fotográficas documentais
encadernação recente de amador em papel de fantasia e lombada em tela encerada gravada a ouro
pouco aparado, conserva a capa anterior de brochura
exemplar muito estimado, restauro na capa de brochura; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor (não assinada, caligrafia verificada) ao jornalista [Ernesto] Belo Redondo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo etnográfico e sócio-económico.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Ditadura do Proletariado



J.[JOSÉ] CARLOS RATES

Lisboa, 1920
Secção Editorial de «A Batalha»
1.ª edição
17,6 cm x 12,3 cm
100 págs.
exemplar estimado, com restauro na lombada e na primeira folha; miolo limpo, papel frágil mas intacto
assinatura de posse no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Raro documento publicado sob a alçada de um órgão editorial anarco-sindicalista, da autoria daquele que, no ano seguinte, viria a ser fundador do Partido Comunista Português. O mesmo Rates, operário da indústria conserveira, que em 1926 «apresentar-se-ia a defender a Ditadura Militar, cumprindo uma trajectória que o haveria de conduzir à União Nacional e ao quadro redactorial do [órgão do regime] Diário da Manhã. [...]» (vd. Luís Bigotte Chorão, A Crise da República e a Ditadura Militar, Lisboa, Sextante Editora, 2009)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Timor – 1912


JAIME DO INSO

Lisboa, 1939
Edições Cosmos
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
240 págs. + 2 folhas em extra-texto + 2 desdobráveis (mapas) em extra-texto
exemplar muito estimado, contracapa manchada; miolo limpo, por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relato da campanha contra uma revolta do povo de Timor, em 1912, em que esteve envolvida a canhoneira Pátria, sob o comando de Inso.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Visões da China


JAIME DO INSO, capitão-tenente
anteprefácio de Wenceslau de Moraes

Lisboa, 1933
Edição do Autor (depositário Livraria J. Rodrigues & C.ª)
2.º milhar
18,8 cm x 12,2 cm
412 págs. + 6 págs.
capa de Julio Alves
composto manualmente
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Autor:
«[...] O livro é, por assim dizer, uma continuação, um complemento de outro livro anterior – “O Caminho do Oriente” – e ambos pretendem constituir como que um cenário de quadros reais, onde se procura desenhar o ambiente tão típico e único da nossa vida colonial, como é o de Macau. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Em Demanda do Cataio


EDUARDO BRAZÃO

Lisboa, 1954
Agência Geral do Ultramar
1.ª edição
23 cm x 16,2 cm
104 págs. + 2 folhas em extra-texto (mapas)
subtítulo: A Viagem de Bento de Goes à China (1603-1607)
impresso sobre papel superior avergoado, capa a quatro cores e relevo seco
exemplar estimado, capa um pouco manchada; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução do autor:
«[...] Se ao Veneziano [Marco Polo] cabe a glória de ter apresentado à Europa medieval o fabuloso mundo do Oriente, foi um português que, nos princípios do século XVII, escreveu o último capítulo das viagens famosas de Polo, identificando o Cataio, que tão miùdamente este descrevera, com a China do Norte.
Chamou-se Bento de Goes esse já quase desconhecido que nestas páginas é modestamente lembrado.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Breve Notícia de Tomé Pires


ANTÓNIO DA COSTA TÔRRES

Anadia, 1939
Tip. Comercial
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
36 págs.
subtítulo: Boticário do príncipe D. Afonso, filho de D. João II e embaixador de Portugal na Côrte da China
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Botica do Azevedo (1775-1948)


MANUEL EMYGDIO DA SILVA
capa de Raul Lino
desenhos de Júlio Neuparth

Lisboa, s.d. [1948 ?]
Sociedade Industrial Farmacêutica
1.ª edição
24,8 cm x 19 cm
136 págs. + 6 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
exemplar estimado, contracapa empoeirada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

História das farmácias do Rossio e de São Roque, e da Sociedade Industrial Farmacêutica. É também, e principalmente, a crónica dos lugares que ocupavam na cidade de Lisboa e das várias épocas passadas. Basta referir que o Rossio foi sempre um ponto de encontro de conspiradores e revolucionários, aqui referidos, para se ter uma ideia da importância do vertente livro. Por seu turno, farmácias, barbeiros e carvoarias sempre fizeram parte da mais antiga tradição de convívio social.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Entre os Pescadores de Pérolas


FRED BLANCHOD
trad. Vasco Rodrigues

Porto, 1942
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
19,5 cm x 13,6 cm
276 págs. + 3 folhas em extra-texto
subtítulo: Arábia – Zanzibar – Ceilão
ilustrado em separado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, papel acidulado
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


segunda-feira, fevereiro 23, 2015

O Decote da Dama de Espadas


ADÍLIA LOPES
capa de Luis Manuel Gaspar

Lisboa, 1988
Gota de Água / Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
21 cm x 14,9 cm
86 págs.
subtítulo: Romances
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma autora capaz de transformar o anódino e o irrelevante em literatura, Adília Lopes tem sido das poetisas contemporâneas mais benevolentemente acarinhadas quer pela crítica de serviço, quer pelos editores. E não é correcto dizer-se, como escreveu Osvaldo Manuel Silvestre (in posfácio a Florbela Espanca Espanca, Black Son Editores, Lisboa, 1999), que os livros dela vieram a público «quase todos no circuito das editoras “étnicas”», até porque Adília Lopes nem sequer teve por sorte publicar na província: os seus livros – graças ao deus dela – têm quase todos imprimatur da capital do país. Pode, todavia, afirmar-se, à luz de Silvestre (idemibidem), que «esses livros-livrinhos suscitaram no meio literário a reacção admirativa de quem contempla um unicorne em pleno Rossio (ou melhor: no Campo Grande) [...]» E a escritora lá segue o destino por si traçado, ausente de toda e qualquer discussão por causa da sua já longa obra; ou, como ela própria recentemente escreveu: «[...] A mim perguntaram-me num teste destes [testes de Q. I.]: porque é que as más companhias são más? Não sei qual é a boa resposta. As más companhias são más, isso sei.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


domingo, fevereiro 22, 2015

Notas Críticas ao Livro do Sr. Cardeal Gonçalves Cerejeira «A Igreja e o Pensamento Contemporâneo»


SÍLVIO LIMA

Coimbra, 1930
Livraria Cunha (depos.) [ed. Autor]
1.ª edição
19,9 cm x 14,5 cm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, rótulo de entrada em biblioteca particulat colado no canto superior direito do frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Atacando, o notável professor Sílvio Vieira Mendes Lima (1904-1993), a «obra infeliz de apologética católica» do cardeal Cerejeira, iniciará assim a sua caminhada para uma ruptura total com o pensamento e o modo de actuação do regime fascista emergente, pelo que virá a ser afastado do ensino em 1935. Do ponto de vista filosófico, para além da sua crítica iluminada e incisiva, a vertente obra de Sílvio Lima é notável.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Vinte Anos de Coimbra


D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA
pref. Manuel, bispo de Helenópole, e António Garcia Ribeiro de Vasconcelos

Lisboa, 1943
Edições Gama
2.ª edição
18,7 cm x 12,5 cm
XL págs. + 236 págs. + 1 folha em extra-texto
rosto impresso a duas cores
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Já então arcebispo de Mitilene e amigo pessoal de Salazar, substitui António Mendes Belo no cargo de cardeal-patriarca de Lisboa em 1929. «Gonçalves Cerejeira, ex-estudante da Universidade de Coimbra, ex-militante e dirigente do CADC [Centro Académico de Democracia Cristã] de Coimbra e da Acção Católica portuguesa, ex-redactor e principal dinamizador do semanário Imparcial (o órgão oficial do CADC de Coimbra entre 1912 e 1919), ex-docente de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, apologista e divulgador da leitura oficial e maioritária do ideal democrata-cristão (“autoritário”, “teocrático”, corporativista, nacionalista e colonialista; antiliberal, antidemocrático e anti-socialista), [é a] figura cimeira da Igreja Católica portuguesa quase até ao fim da Ditadura.» (João Paulo Avelãs Nunes, in História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, Lisboa, 1995)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Obras Pastorais



D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1936, 1943 e 1947
União Gráfica
1.ª edição (todos)
3 volumes encadernados em 2
19 cm x 14 cm
[8 págs. + 392 págs. + 1 folha em extra-texto] + [(340 págs. + 1 folha em extra-texto) + (296 págs. + 1 folha em extra-texto)]
subtítulos: Primeiro volume, 1928-1935; Segundo volume, 1936-1942; e Terceiro volume, 1943-1947
luxuosas encadernações semelhantes, em meia-francesa com cantos em pele
aparados e carminados somente à cabeça, conservam todas as capas de brochura
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de discursos públicos do então Cardial Patriarca de Lisboa, grande parte deles difundidos pelos microfones da Emissora Nacional, em que a Igreja (muito mais que espiritualmente) fazia coro na política de Salazar. Os tópicos são os mesmos: anticomunismo primário, cabeça baixa perante o esbulho dos recursos humanos do país, subserviência generalizada de todos a uns quantos, e alegria no trabalho e numa miséria nos antípodas do fausto ostentatório do Vaticano.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cartas aos Novos


GONÇALVES CEREJEIRA (DOUTOR)

Coimbra, 1934 [aliás, 1933]
Edição dos “Estudos” (separata, Setembro de 1925 a Maio de 1928)
1.ª edição (nesta forma reunida)
19,4 cm x 15,1 cm
VIII págs. + 136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
carimbo da revista Estudos e dedicatória de oferta da mesma a Agostinho de Campos
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cartas de Roma


D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA, Cardeal-Patriarca de Lisboa

Lisboa, s.d. [circa 1966]
União Gráfica
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
104 págs. + 4 folhas em extra-texto com reproduções fotográficas
subtítulo: Concílio Ecuménico Vaticano Segundo
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
valorizado pela assinatura do cardeal-patriarca
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Para um Diálogo com o Sr. Cardeal Patriarca [junto com] Na Hora do Diálogo



RAUL RÊGO
MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1968 e 1967
ed. Autor
União Gráfica
1.ª edição (ambos)
[19,2 cm x 12,4 cm] + [19,4 cm x 13 cm]
48 págs. + [84 págs. + 1 folha em extra-texto]
ambos impressos sobre papel superior
exemplares estimados, o primeiro com as capa e contracapa sujas; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Duas passagens de mais um texto, o de Raul Rego, que ajuda a iluminar as trevas caídas sobre toda uma época:
«A palestra de D. Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura do aniversário da sua entronização no sólio patriarcal, transmitida pelos emissores da rádio e da televisão, e depois publicada em volume, sob o título de Na Hora do Diálogo, não suscitou reacções na imprensa, a não ser os elogios habituais a tudo quanto dizem pessoas altamente colocadas. Os cargos eminentes estão a ser autênticos altares onde só os fumos do incenso chegam.
Intitulando-se de “diálogo” pareceu-me que havia observações a fazer a Sua Eminência e apresentei-lhas em [duas cartas] [...].»
E um pouco adiante: «[...] Junto envio a Vossa Eminência uma prova de Censura que talvez lhe seja de algum interesse. Trata-se da notícia do jornal de que sou redactor, tal como eu a escrevi e depois mutilada pela Censura, a ponto de em certa passagem ficar sem sentido. Suponho interesse a Vossa Eminência por se tratar da publicação em volume da resposta a muitas questões que pretendeu dar em vésperas de completar trinta e oito anos de Patriarca de Lisboa e que intitulou Na Hora do Diálogo. Mas, como vê, não pode haver diálogo. Apenas o monólogo do governo totalitário e daqueles que, consciente ou inconscientemente, o servem. A Censura tudo rasoira. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Último Regimento da Inquisição Portuguesa



RAÚL RÊGO [introdução e actualização]

Lisboa, 1971
Edições Excelsior
[1.ª edição (do texto actualizado)]
19,8 cm x 14,6 cm
238 págs.
exemplar em bom estado de conservação
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória de Raúl Rêgo:
«[...] este código inquisitorial que, em muito breve, completará dois séculos. Não chegou a vigorar cinquenta anos. Ideias mais largas e generosas vindas dessa Europa em ebulição lavaram entretanto os ares da nossa terra, não sem dificuldades, emperramentos e sangue. É que o reaccionário português, falho de altura mental e de generosidade, intolerante até a medula, conhece apenas um meio de apostolado: o cacete. E é absolutamente incapaz de admitir que outros pensem de forma diferente da sua. É-lhe intolerável a ideia do progresso e nada é bom se não vier dos pais e avós. Ideias só as expressas na cartilha e quanto mais arrevezada for a ortografia melhor.
O Santo Ofício seria abolido pelas Constituintes liberais, já depois de soldados franceses terem talado o país e de a família real ter fugido para o Brasil. A própria Inquisição fora saqueada e o Inquisidor-geral desterrado para Bayonne. Mas depois da abolição quanta trabalheira ainda para convencer as gentes que a liberdade de ideias, de expressão, de culto, a tolerância, são virtudes essenciais a uma sociedade culta, bem organizada e progressiva! [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Diário Político



RAUL RÊGO

Lisboa, s.d. [circa 1969, cf. BNP]
ed. Autor
1.ª edição
20,7 cm x 14,8 cm
144 págs.
exemplar estimado, com as capa e contracapa sujas; miolo limpo
com foto recortada de um jornal da época e colada na pág. 7
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Páginas de apontamentos esparsos, que cobrem o período dos primeiros meses de governação de Marcello Caetano. De reflexão em reflexão, assistindo ao brotar da fingida “primavera marcelista”, entre tantas outras esta passagem:
«[...] De todas as restrições e perseguições, as que mais afectaram o País e que mais difìcilmente serão reparáveis, são sem dúvida as que produziram na educação da juventude, no carácter das gentes e na cultura de todos nós, verdadeiras entorses espirituais, ondas de raquitismo e abaixamento de ideal. Crime inominável contra a nação foi esse da Inquisição portuguesa do século XX, originando uma onda emigratória intelectual bem semelhante à da segunda metade do séc. XVI. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Horizontes Fechados



RAUL REGO

Lisboa, 1969
ed. Autor
1.ª edição
19,5 cm x 12,5 cm
248 págs.
subtítulo: Páginas de Política
exemplar estimado, apresentando a lombada sinais da continuada acção da luz; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Tangentes


MERÍCIA DE LEMOS
prefácio de Vitorino Nemésio
capa de Almada Negreiros

Lisboa, 1975 (Fevereiro)
Ática, S.A.R.L.
1.ª edição
19,5 cm x 14,1 cm
136 págs.
subtítulo: Poemas Inéditos. Poemas Escolhidos
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Nemésio:
«[...] Merícia confina-se a uma África adoptiva de que se faz poeta como qualquer nativo: “Toca batuque, ilumina fogueira, que a minha irmã negra vai dançar.” Uma África de Mãe Preta como nos poetas brasileiros. África onde “brancos e negros são irmãos zangados”, África de Victoria Falls, dos “lagartos furta-cores da vastidão de Matopos”, que lhe inspira versos tama¬nhos: “É preto ou branco o ouro, o diamante, o petróleo?” “Quem merece o vinho e o trigo dos caminhos?” [...]»
O momento histórico em que este livro veio a lume correspondeu à caótica descolonização após a queda do regime fascista e ao clima de revanchismo agressivo promovido, entre outros, pelos retornados – o que lhe acrescentava um subtil sentido.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Fernando Re della Nostra Baviera


EDUARDO LOURENÇO
trad. e pref. Daniela Stegagno
grafismo de Bruno Conte

Roma, 1997
Edizioni Empirìa
1.ª edição
texto em italiano
20,8 cm x 14,2 cm
184 págs.
subtítulo: Dieci Saggi su Fernando Pessoa
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando, Rei da Nossa Baviera, dá seguimento à renovada observação crítica do estudioso e pensador da cultura portuguesa, Eduardo Lourenço, que nunca deixou de regressar aos enigmas da vida e obra de Fernando Pessoa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Tempo e Poesia



EDUARDO LOURENÇO

Porto, Dezembro de 1974
Editorial Inova
1.ª edição (em livro)
19,5 cm x 14 cm
312 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de importantes reflexões, que andavam dispersas por jornais e revistas, algumas estas de absoluta raridade como a Árvore ou a Tetracórnio, ou mesmo o jornal Europa, e cuja importância não deixa de ser admirável num filósofo não alinhado pelos cânones da época da sua formação intelectual, quando o ditado oficial português mais não produzia que superstições messiânicas e marianistas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d. [1953]
Edições Contraponto [de Luiz Pacheco]
2.ª edição*
25 cm x 19,2 cm
8 págs. (in 4.º)
impressão a duas cores sobre papel tipo “manteigueiro”
exemplar estimado, discreto restauro na dobra interior; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos com grande propriedade a Nota do Autor:
«[...] “Simplificar” Fernando Pessoa, tomando de empréstimo alguma da sua linguagem, e reduzi-lo ao voto de um barco para o Barreiro, é coisa em que cada um só deve cair uma vez. Fique, pela parte que me toca, o molde da queda e o valor da experiência: as pessoas sabidas descobrirão depressa onde é que está o logro e onde pôde anichar-se autenticidade. As outras, não sabidas, (entusiastas, estas!) servem-me o apetite de dizer para já alguma coisa do que o poema não diz:
Que Fernando Pessoa é um grande poeta. Viajou sempre em primeira classe, mesmo quando estava parado.
Só as pessoas que não viajam ganham ódio às classes que o comboio tem. Quem alcança viajar, mesmo só em terceira, vai sempre radiante. Não anda lá a prender-se com essas coisas.
As pessoas que não viajam também têm as suas qualidades, são como os chefes de estação: bondosos, diligentes, aplicados. Mas não viajam, pronto. Para que nos querem convencer que viajam?
Assim como a Poesia não é para um par de sapatos, assim Fernando Pessoa não é para todos os dias. Não consta, porém, que Pessoa haja querido monopolizar os dias. Se déssemos a Pessoa os dias que ele tem, faríamos como ele – e até podíamos, como ele, ser grandes, com muitos dias para ele e para muitos de nós, seus iguais num desastre
Que não convêm nomear


* Inclui na última página a longa recensão crítica que António Ramos Rosa então escreveu, distinguindo-se da edição original apenas por isto.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d. [1952]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
23,5 cm x 16,8 cm
28 págs.
impresso sobre papel tipo “manteigueiro”
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
245,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo livro de Cesariny, com a sua ressalva para quatro dos poemas, por serem «anteriores à adesão do autor ao surrealismo, em 1947».

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Mário Cesariny [catálogo]



RAÚL LEAL
NATÁLIA CORREIA
LIMA DE FREITAS

Lisboa, 1977
Direcção-Geral da Acção Cultural – Secretaria de Estado da Cultura
1.ª edição [única]
22,6 cm x 22,7 cm
214 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
encadernação editorial em tela com sobrecapa impressa
exemplar como novo
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DE MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira monografia de vulto que o país dedicou ao pintor surrealista Mário Cesariny, obra editada por um órgão oficial do Estado, então secretariado por David Mourão-Ferreira.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089