Segunda-feira, Maio 20, 2013

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL *

1.400 obras disponíveis nesta montra
é só ir clicando ao fundo da página
em Mensagens antigas


contacto:
telemóvel: 919 746 089


* INTERNATIONAL SHIPPING RATES.
* PayPal.

Terra de Harmonia



CARLOS DE OLIVEIRA

Lisboa, 1950
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,2 cm x 13,6 cm
64 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de posse no ante-rosto
90,00 eur

Na sua geração, aquela que se designa por neo-realista, é Carlos de Oliveira o escritor nuclear, tanto na prosa como na poesia. E assim é um escritor exemplar, porque levou o seu instinto de depuramento da escrita a extremos radicais. Se o domínio da arte poética o fez levar a escassez retórica para dentro da prosa (ver Finisterra, já perto do fim da vida), o seu trabalho de revisão constante dos romances inequivocamente contaminou o ofício dos versos, pondo-os a salvo dos perigos naturais da tendência liricista menor na poesia portuguesa. O vertente livro saía dessa lamúria tradicional com alguns exemplos que fizeram escola, inclusivamente ao serem devolvidos ao universo da canção popular donde haviam partido, como seja o poema «Livre» (mais tarde suprimido pelo poeta – talvez cansado de o ouvir na rádio, ou de ouvir, talvez, aquilo que a voz de um intérprete sempre acrescenta aos versos alheios) – aquando da segunda oportunidade de reunir o seu trabalho poético):

«Não há machado que corte
a raiz ao pensamento:
não há morte para o vento,
não há morte.

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida,
sem razão seria a vida,
sem razão.

Nada apaga a luz que vive
num amor, num pensamento,
porque é livre como o vento,
porque é livre.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Colheita Perdida


CARLOS DE OLIVEIRA

Coimbra, 1948
edição do Autor
1.ª edição
19,4 cm x 13,7 cm
68 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur

O poema final do livro, «Legenda para um livro futuro»:

«Aço na forja dos dicionários,
as palavras são feitas de aspereza:
O primeiro vestígio da beleza
é a cólera dos versos necessários.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Mãe Pobre


CARLOS DE OLIVEIRA

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
19 cm x 13,5 cm
64 págs.
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
90,00 eur

Apenas um poema de grande actualidade, «O Viandante»:

«Trago notícias da fome
que corre nos campos tristes:
soltou-se a fúria do vento
e tu, miséria, persistes.
Tristes notícias vos dou:
caíram espigas da haste,
foi-se o galope do vento
e tu, miséria, ficaste.
Foi-se a noite, foi-se o dia,
fugiu a côr às estrêlas.
– Nesta negra solidão
só tu, miséria, nos velas!»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Alcateia


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de [Vítor] Palla

Coimbra, 1944
Coimbra Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,9 cm
256 págs.
exemplar estimado, cuja capa apresenta algumas manchas de antiga humidade no verso; miolo limpo
95,00 eur

Trata-se de um romance – o segundo do Autor – que, após refundido para a edição de 1945, nunca mais Carlos de Oliveira no-lo deu a conhecer na forma cristalizada que imprimiu a todas as outras suas obras. Amplamente elogiado pela crítica encartada, como pode verificar-se por um apanhado de recensões incluído nas páginas finais dessa última edição, por seu turno, as polícias do regime fascista parece não terem gostado particularmente dele, dado terem-no apreendido de imediato.
Capa referenciada em Ilustração & Literatura Neo-Realista (Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008), e é uma das mais belas capas desses anos de chumbo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Casa na Duna


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Coimbra, 1944
Coimbra Editora, Limitada
2.ª edição
19,2 cm x 13,8 cm
216 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
65,00 eur

Como sempre, num Autor da craveira de Carlos de Oliveira, trata-se de um texto recriado a partir da edição anterior, trabalho literário que nunca findará ao correr das sucessivas edições posteriores.
Chama-se a atenção em particular para a força gráfica da capa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Casa na Duna


CARLOS DE OLIVEIRA
prefácio de Mário Dionísio
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
3.ª edição (revista)
19,2 cm x 13,2 cm
220 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur

Uma passagem incisiva do Prefácio do escritor Mário Dionísio:
«[...] o que, sem dúvida, separa o realista de todos os anti-realistas não é o reconhecimento, ou não, do clima angustioso que uns e outros respiram e nenhuma teoria poderia deixar de fazê-los respirar, mas a convicção, para uns, de que tal clima é o clima normal da natureza humana e, para outros, um clima provocado por circunstâncias históricas determinadas ou determináveis, apesar da extrema complexidade de que se revestem; a convicção, para os primeiros, de que a grande tarefa é levar cada vez mais longe a consciência dessa angústia, cujo fim é a própria angústia; a convicção, para os segundos, de que tal tomada de consciência é apenas uma fase e esta fase uma das várias condições de superá-la. [...]
Desde sempre sentiu Carlos de Oliveira esta necessidade de estreitíssima ligação com o que há de mais decisivo numa realidade nacional: o povo e a sua língua. [...]
E é precisamente neste domínio, no imenso domínio da linguagem – no sentido mais lato do termo – que me parece ver na presente edição [revista] de Casa na Duna um acontecimento notável na obra do autor. Nela culmina, com efeito, um longo processo evolutivo. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Uma Abelha na Chuva


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
3.ª edição (revista)
19,2 cm x 13,2 cm
224 págs.
exemplar bem conservado, miolo muito limpo
45,00 eur

Romance que está na origem de um dos raros notáveis filmes do cinema português, realizado por Fernando Lopes em 1971. Notável pela fixação fantasmal do seu «[...] conflito social feito de silêncio, de frustrações reprimidas, de subjacentes rancores, de pequenos gestos logo reprimidos, de breves exteriorizações logo lamentadas. [...]» (Vitor Silva Tavares, in Suplemento Literário, Diário de Lisboa, 7 de Abril de 1972)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Domingo, Maio 19, 2013

O Trajo da Nazaré




ABÍLIO LEAL DE MATTOS E SILVA
pref. Tomaz Ribas
trads. Valery Forman e Pedro Brito Aranha Risques Pereira

Lisboa, 1970
Editorial Astória
1.ª edição
trilingue (português / inglês / francês)
28 cm x 21,7 cm
86 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa, carimbo de oferta do editor no ante-rosto
45,00 eur

Texto e desenho são de Mattos e Silva, num documento de grande interesse foclórico e etnográfico, que teve, nos aspectos técnicos, o apoio da costureira Mariana Carepa.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Paizagens da China e do Japão




WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, 1906
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
18,7 cm x 12,4 cm
8 págs. + 244 págs.
ilustrado no corpo do texto
impresso sobre papel superior
encadernação artística antiga de amador em pele e papel de fantasia, com nervuras na lombada acentuadas pela gravação a ouro
muito pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado, com quebra no festo da pasta anterior; miolo irrepreensível
60,00 eur


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Ó-Tsukimi


WENCESLAU DE MORAES
posf. Petrus

s.l. [Porto], 1954
s.e. [Petrus (Pedro Veiga)]
1.ª edição (Centenário de Wenceslau de Moraes) [2.ª impressão do texto]
25,2 cm x 16,8 cm
16 págs.
ilustrado
composto manualmente e impresso a azul sobre papel couché
acabamento com laçada de cordão acetinado numa capa de cartolina gofrada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir, ocasionais leves manchas de humidade
peça de colecção
45,00 eur

Edição autónoma de um texto inicialmente publicado, em 1905, na revista Serões, e que nos descreve, com a leveza característica de Wenceslau, uma tradição lunar nipónica.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Os Padresinhos



WENCESLAU DE MORAES
posf. Petrus
gravura de Abel Manta

s.l. [Porto], 1954
s.e. [Petrus (Pedro Veiga)]
1.ª edição (Centenário de Wenceslau de Moraes) [4.ª impressão do texto]
25,1 cm x 16,8 cm
14 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso a roxo sobre papel couché
acabamento com laçada de cordão acetinado numa capa de cartolina gofrada
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
peça de colecção
45,00 eur

Edição autónoma de um texto inicialmente publicado, em 1906, na revista Serões. Pedro Veiga, nesta requintada edição sua, a que juntou uma gravura de Abel Manta com o sereno rosto do escritor, caracteriza-lhe a escrita assim:
«[...] a arte de Wenceslau de Moraes se enlaça com a graça dessa aguarela leve e vaporosa das Viagens de Garrett, tocando no outro extremo as confissões pessoais e os aprofundamentos psicológicos de Raúl Brandão.
O seu exotismo é apenas exterior: indumentária de disfarce em que se oculta uma das almas mais sensíveis da Literatura lusíada. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Sexta-feira, Maio 17, 2013

Traços do Extremo Oriente



WENCESLAU DE MORAES
pref. Vicente Almeida d’Eça, Ângelo Pereira e Oldemiro César

Lisboa, 1946
Livraria Barateira (depositária)
2.ª edição
23 cm x 15,4 cm
6 págs. + XII págs. + 270 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Siam – China – Japão
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
40,00 eur

Afirma Almeida d’Eça com razão que Venceslau de Morais «[occupa] um lugar proeminente na galeria dos marinheiros escritores». O vertente livro de memórias de viagem é disso prova.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Atchan, essa chinezita que amei...



WENCESLAU DE MORAES
posf. Petrus

s.l. [Porto], 1954 [aliás, 1956]
s.e. [Petrus (Pedro Veiga)]
1.ª edição (Centenário de Wenceslau de Moraes) [5.ª impressão do texto]
25,5 cm x 16,8 cm
16 págs.
composto manualmente e impresso a roxo sobre papel couché
acabamento em caderno encasado numa capa de cartolina gofrada, sem costura nem agrafo
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
45,00 eur

Edição autónoma de um texto amoroso inicialmente publicado, em 1891, no Correio da Manhã, sob o título elíptico «Outra Maman».

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Quinta-feira, Maio 16, 2013

A «Paixão Chinesa» de Wenceslau de Moraes



LEOPOLDO DANILO BARREIROS

Lisboa, 1955
Agência Geral do Ultramar – Divisão de Publicações e Biblioteca
1.ª edição
23,2 cm x 16,2 cm
88 págs. + 40 págs. em extra-texto
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
35,00 eur

Trata-se de uma das mais interessantes perspectivas sobre a vida do «exilado de Tokushima», mas também daquele que, além do Japão, amou através de uma «rapariga de 15 anos, a Atchan [nome familiar de Vong-Ioc-Chan] com quem viveu ìntimamente», amou uma cultura chinesa não menos perturbante do que a nipónica.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Cartas ao Seu Amigo Polycarpo de Azevedo


WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, 1961
Edição de Arnaldo Henriques de Oliveira, Livreiro Antiquário
1.ª edição [única]
21,7 cm x 15,8 cm
100 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Escritas em Tokushima entre 1914 e 1927
exemplar muito estimado
30,00 eur

Polycarpo de Azevedo foi «[...] Ajudante de Campo de El-Rei D. Carlos e depois de El-Rei D. Manuel, Comandante da Estação Naval de Angola, quando essa grande figura de português, que se chamou Paiva Couceiro, governava esta Província.
[...] Na China relacionou-se com o célebre escritor francês Pierre Loti, de quem ficou amigo, e foi certamente ali que estreitou os laços de amizade com o escritor Wenceslau de Moraes, seu colega na Marinha, que perduraram até à morte. Finalmente, em 10 de Maio de 1924 foi, a seu pedido, demitido de oficial da Armada, e então dedicou-se inteiramente à Causa Monárquica onde desempenhou altas funções. [...]» (Da nota de apresentação do editor)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Osoroshi


WENCESLAU DE MORAES
prefácio e notas de Alvaro Neves
capa de Alfredo Candido

Lisboa, 1933
Casa Ventura Abrantes, Livraria Editora
1.ª edição
19,4 cm x 12,4 cm
368 págs.
exemplar em bom estado de conservação
40,00 eur

Trata-se de um notável conjunto de troca de correspondência entre Venceslau de Morais e Alfredo Ernesto Dias Branco. Resta sublinhar que substancial parte da obra do escritor é constituída precisamente por vastos grupos de epistolografia, em que as realidades histórica e social do Oriente, com especial destaque para o Japão, nos são transmitidas pela sua pena nostálgica.
«[...] Osoroshi [o “mete-medo”, assim a si próprio se cognominou Venceslau], olissiponense por nascimento “era moço triste, louro, de olhos azues e cismadores, retraído na mais concentrada modéstia” [...], quando ingressou na escola naval. [...]» – Assim o descreve o prefaciador, num excelente texto que bem enquadra a vida de aventura que acabou por levar o escritor ao «exquisito reino de Sião» e à «fantasmagórica China».

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Segredo da Aurora



JOEL SERRÃO
gravura de Rafael Bordalo Pinheiro (alusiva ao aparecimento da iluminação pública)

Lisboa, 1957
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,2 cm x 12,8 cm
44 págs.
subtítulo: Noite Natural e Noite Técnica
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur

Interessante reflexão ensaística em torno do aparecimento da iluminação artificial e de como esta influiu nos comportamentos das sociedades (urbanas, nomeadamente, mas não apenas), do mesmo modo que dá nota do seu registo nas artes e ofícios. Se os antigos viviam nos limites do nascer e pôr do Sol, «Nos fins do século XVIII, Murdock (1754-1839) e Lebon (1769-1804) inventaram a iluminação a gás que faz a sua tímida aparição pública em Londres (1814), em Baltimore (1817), em Paris (1829). Na época, apesar do mau cheiro e dos perigos reais e imaginários que o gás trazia consigo, que revolução!»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Traição de Gomes Freire



A. [ALBINO] NEVES DA COSTA
capa de Antonio Lima

Lisboa, 1935 [aliás, 1936]
Sociedade Astória, Limitada
1.ª edição
1.º volume (único publicado)
22,3 cm x 14,3 cm
XVI págs. + 528 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado, com no bordo superior da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
55,00 eur

Da nota de abertura que Neves da Costa dirige a «amigos e adversários»:
«[...] Trata-se de uma figura escolhida [refere-se ao general Gomes Freire de Andrade (1757-1817)] para símbolo duma ideologia e tomado como referência de um método.
A ideologia é o liberalismo, a doutrina de todas as correntes anarquizantes; o método é o sigilo mentiroso e desleal de todas as seitas. [...]»
Neves da Costa estriba-se no exemplo intelectual e na «intuição histórica» de anti-semitas como António Sardinha e Rodrigues Cavalheiro, e vai mais longe: para si, Gomes Freire, arregimentador da Legião Portuguesa que se bateu ao lado do expansionismo bélico de Napoleão Bonaparte, Gomes Freire, inspirado e ao serviço da maçonaria judaica, «fica definitiva, embora duramente classificado de – traidor, incompetente e cobarde. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Conspiração de 1817 – Gomes Freire



RAUL BRANDÃO

Porto, 1914
Typ. da Emprêsa Literaria e Tipographica / Companhia Portuguesa Editora (depositário)
1.ª edição
19,8 cm x 13,6 cm
8 págs. + 360 págs.
subtítulo: Quem matou Gomes Freire – Beresford, D. Miguel Forjaz, o principal Souza – Mathilde de Faria e Mello – Cartas e documentos ineditos
impresso sobre papel superior
bonita encadernação recente em papel de fantasia, com rótulo gravado a ouro na lombada
conserva a capa de brochura, com falta da contracapa
exemplar não aparado, em bom estado de conservação; miolo limpo
75,00 eur

Ainda hoje constitui este livro uma das mais sérias avaliações do momento em referência na História nacional.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Pobre de Pedir



RAÚL BRANDÃO
pref. Maria Angelina
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1931
[Seara Nova]
1.ª edição
19,2 cm x 13,1 cm
4 págs. + 200 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
50,00 eur

Obra póstuma, que a sua companheira de uma vida apresenta:
«[...] A sua obra escrevia-a com ímpeto, em apontamentos, e compunha-a na ocasião em que, ditando-ma, eu a escrevia antes de ir para a tipografia.
A morte, que mo roubou inesperadamente, não lhe deu tempo para fazer as modificações que decerto desejaria fazer, porque nunca o seu trabalho o satisfazia, tinha sempre que emendar. [...]
Por isso hesitei muito, e não sei se o maguarei publicando O Pobre de Pedir tal qual o deixou, mas sei que não devo guardar numa gaveta êste seu último livro, em que há páginas, para mim, mais belas em dor, em humanidade, do que as de Dostoiewski. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Humus



RAUL BRANDÃO
capa de Julio Vaz

Rio de Janeiro / Porto, 1921
Annuario do Brasil / Renascença Portuguesa
2.ª edição
18,1 cm x 12,3 cm
240 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
50,00 eur

Acerca de autor e obra escreveu um dia o poeta Mário Cesariny: «[...] Sem dúvida porque em primeiro e quase único lugar o [merece, precursor que é] do abater de fronteiras, formais e outras, com que passa hoje o que tenho por melhor na literatura contemporânea. E que mui significativamente liga ao que de melhor nos ficou da literatura “antiga”. E porque pelo menos uma vez – mas vez decisiva e plena de consequências, creio – o levaram a mutilar obra tão importante para ele e para nós como o Húmus. Como Gomes Leal, que após a primeira edição do Anti-Cristo lhe retira numerosas páginas de génio poético ímpar, Brandão corta da força primeira do Húmus os capítulos finais da obra, terríveis e também únicos como letra profética do que depois viria aos imperativos da revolução social: a clausura das massas, o poder militar, o terrorismo institucional nas suas duas formas de Europa, o massacre em nome da revolução e em vez dela.»
É esta segunda edição que aqui temos, “espurgada” de um raro fulgor literário, mas, mesmo assim, mantendo-se como mais importante obra de prosa da primeira metade do século XX. Neste sentido, vale o que vale a que lhe deu origem.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Húmus



RAUL BRANDÃO
capa de [Alfredo] Moraes

Paris – Lisboa, s.d.
Livrarias Aillaud & Bertrand
3.ª edição
18,8 cm x 12,1 cm
264 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur

Esta edição póstuma (e as seguintes) do livro-matriz de Raul Brandão é, na realidade, uma reedição da 2.ª edição, aquela em que o escritor deu o texto como revisto e estável. Foi preciso esperar pela data de entrada da obra de Brandão no domínio público (5 de Dezembro de 2000, edição frenesi) para ter sido possível dar a conhecer, a um mais vasto público leitor, a excelência da rara edição original de 1917.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Quarta-feira, Maio 15, 2013

Tempo e Poesia



EDUARDO LOURENÇO

Porto, Dezembro de 1974
Editorial Inova
1.ª edição (em livro)
19,5 cm x 14 cm
312 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur

Reunião de importantes reflexões, que andavam dispersas por jornais e revistas, algumas estas de absoluta raridade como a Árvore ou a Tetracórnio, ou mesmo o jornal Europa, e cuja importância não deixa de ser admirável num filósofo não alinhado pelos cânones da época da sua formação intelectual, quando o ditado oficial português mais não produzia que superstições messiânicas e marianistas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Confissões




JOÃO JAQUES ROUSSEAU
trad. Fernando Lopes Graça

introd. João Gaspar Simões

Lisboa, s.d. [circa 1944]
Portugália Editora
1.ª edição
2 volumes encadernados em 1 (completo)
22,4 cm x 16,2 cm
416 págs. + 384 págs.
compostos manualmente na Tipografia Ideal
encadernação muito recente em papel de fantasia com rótulo em pele e ferros a ouro
exemplares com o miolo muito limpo, aparado somente à cabeça, conservam as capas de brochura
ambos os volumes valorizados pelas assinaturas de Fernando Lopes Graça
55,00 eur

Da nota introdutória de Gaspar Simões:
«[...] Inútil me parece chamar a atenção para o facto de esta tradução ter sido feita por um dos nossos primeiros compositores e musicólogos, que é ao mesmo tempo um dos nossos escritores mais vigorosos. Rousseau foi compositor, e o sentido musical era um dos dons que mais concorria para a boa orquestração da sua prosa, que, nem sempre sendo clara, nunca deixa de ser extraordinariamente harmoniosa. Fernando Lopes Graça, vencendo as dificuldades que uma tal prosa oferece a qualquer tradução, soube penetrar nas obscuridades do texto e manter as virtudes harmoniosas dele. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Lisboa Crèche




Lisboa, 17-18-19 de Maio, 1884
dir. artística de Raphael Bordallo Pinheiro
dir. literária de Xavier da Cunha
David Corazzi Editor
1.ª edição [única]
número único
21,2 cm x15,1 cm
16 págs. não numeradas e não cosidas
subtítulo: Jornal Miniatura Offerecido em Beneficio das Crèches a Sua Magestade a Rainha a Senhora Dona Maria Pia por David Corazzi Editor
profusamente ilustrado
impresso a cores sobre papel superior na Litografia Guedes dirigida por Justino Guedes
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
brochura acondicionada em estojo de fabrico recente
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur

Entre muitos outros colaboradores, participaram nesta obra benemérita as seguintes personalidades intelectuais da época: Roque Gameiro, Casanova, Columbano, Manuel de Macedo, nas ilustrações e, nos textos, Camilo Castelo Branco, Guiomar Torrezão, Brito Aranha, Eduardo Barros Lobo (Beldemónio), Gomes Amorim, Fernando Palha, Francisco Palha, Fonseca Benevides, Gervásio Lobato, Henrique Lopes de Mendonça, Andrade Corvo, Júlio César Machado, Luís Augusto Palmeirim, Manuel Bento de Sousa, Ramalho Ortigão, Urbano de Castro, António Feliciano de Castilho, etc.
A colaboração de Camilo, «Flores», é particularmente significativa da admiração que todos dedicavam à rainha:
«Na historia das Rainhas portuguezas, ha dois lances gentilissimos em que entram flores com um sancto perfume de caridade. Um lance é o da sancta Rainha Izabel, mostrando a El-Rei o ouro suspeito das esmolas convertido em flores. O outro lance é o da virtuosa Rainha Maria Pia, trocando as suas flores por ouro, para o dar ás creancinhas que entram na vida desflorida por uma porta insilveirada de espinhos, que a mão providencial da excelsa Princeza vai cortando.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Cancioneiro Musical Portuguez




G. [GUSTAVO] R. [ROMANOFF] SALVINI
capa de Raphael Bordallo Pinheiro

Lisboa, 1884
David Corazzi – Editor (Empreza Horas Romanticas)
2.ª edição
27,8 cm x 21,2 cm
XVI págs. + 240 págs.
subtítulo: Quarenta melodias na lingua portugueza com acompanhamento de Piano [...] Letra dos principaes poetas portuguezes
encadernação editorial em tela gravada a negro e ouro
conserva a capa de brochura
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo limpo, com sinais de oxidação nas primeiras e últimas folhas
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur

Porque apenas esta edição tem capa desenhada por Bordalo Pinheiro, tornou-se peça de procura coleccionista. Mas a sua importância vai mais longe, procura impor a língua nacional no seio das artes musicais; palavras do autor:
«[...] Os dilletanti portuguezes gostam de cantar em italiano, do qual ás vezes não entendem palavra, e não só não tem remorsos d’abandonar a sua lingua ás cantigas do povo, mas não se aventurariam mesmo a cantar n’ella um romance nos nossos salões e concertos! [...]» E um tal provincianismo não encontra alibi num país com poetas (aqui representados) como Alexandre Braga, João de Deus, Gonçalves Crespo, Garrett, Guerra Junqueiro, João de Lemos, até o próprio Camilo...

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Terça-feira, Maio 14, 2013

Povo



AFONSO RIBEIRO
capa de [Júlio] Pomar

Porto, 1947
Editorial Ibérica
1.ª edição
19,7 cm x 13,5 cm
272 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur

Livro proibido aquando da sua publicação, passou a figurar na bibliografia do autor como «fora do mercado»... e não foi o único. Precursor da corrente literária neo-realista, toda a sua obra assenta no «[...] inquérito aos sofrimentos e reacções da gente popular nortenha, aldeã ou suburbana, com uma intencionalidade transparente e usando como contraponto à narrativa os modismos da fala íntima popular. [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989).
Grafismo documentado no catálogo do Museu do Neo-Realismo, Ilustração & Literatura Neo-Realista (Vila Franca de Xira, 2008).

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Da Vida dos Homens



AFONSO RIBEIRO
capa e desenhos de Jorge Garizo do Carmo

Beira (Moçambique), 1963
Notícias da Beira
1.ª edição
18,7 cm x 13,8 cm
276 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur

É de notar a colecção em que se insere o vertente livro: Prosadores de Moçambique, dirigida pelo escritor Nuno Bermudes, que considera Afonso Ribeiro já um «escritor de Moçambique», aí radicado há alguns anos e com provas literárias dadas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Aldeia



AFONSO RIBEIRO
capa de Rui Knopfli

Lourenço Marques, 1958
s.i. [ed. Autor]
2.ª edição
19,7 cm x 13,9 cm
288 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Crónica dos Pobres Amantes


VASCO PRATOLINI
trad. e prefácio de José Blanc de Portugal

capa de A.[ntónio] Garcia

Lisboa, s. d. [1957]
Editora Ulisseia
[1.ª edição]
19 cm x 13,3 cm
420 págs.
exemplar em muito bom estado, do mítico livro (também) proibido pela ditadura do Estado Novo [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005]
20,00 eur

Do Prefácio do tradutor, o poeta José Blanc de Portugal:
«[...] A Crónica dos Pobres Amantes é das raras “sinfonias” em prosa em que se aproveita o folclore de uma cidade multissecular e da sua humanidade. O resto são processos e era possível reescrever a Crónica com os fascistas no papel dos bons e os “subversivos” a fazerem de tiranos. O fascismo teria ensinado a um Mário fascista o mesmo que o Partido ensinou ao Mário comunista: que era “preciso perseguir até ao fim a felicidade através dos erros e dos sofrimentos quando se tem a certeza de seguir pelo caminho que a ela conduz”. É o que aprendemos em todos os partidos e em todas as crenças religiosas ou políticas.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Segunda-feira, Maio 13, 2013

Os Arados Portugueses e as Suas Prováveis Origens



JORGE DIAS
pref. A. A. Mendes Corrêa
desenhos de Fernando Galhano

Coimbra [aliás Porto], 1948
Instituto para a Alta Cultura – Centro de Estudos de Etnologia Peninsular (Universidade do Porto) [com recarga da Livraria Fernando Machado]
1.ª edição
28 cm x 18,5 cm
4 págs. + 176 págs.
subtítulo: Estudo Etnográfico
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado, com sinais de foxing na capa; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
65,00 eur

Trata-se do mais notável levantamento etnográfico situando a diversidade de arados nacionais no contexto agrário da Península Ibérica.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Minho, Trás-os-Montes, Haut-Douro




JORGE DIAS

Lisboa, 1949
Union Géographique Internationale
1.ª edição
19,5 cm x 13 cm
130 págs. + 20 págs. em extra-texto + 5 folhas desdobráveis
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
30,00 eur

Uma geografia irradiante a partir da região do Porto é aqui caracterizada nas suas linhas de progressão até à Galiza, quer na saída ao longo do litoral, quer pelo Norte profundo; na subida do rio Douro, é descoberta da morfologia de um território que se prolonga Castela adentro. Clima, relevo, o homem em união com a terra, e portanto os seus instrumentos de trabalho e a economia que gerou, constituem o pleno laboratório de Jorge Dias.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Le Centre Littoral et le Massif Calcaire d’Estremadura



A. FERNANDES MARTINS

Lisboa, 1949
Union Géographique Internationale
1.ª edição
19,6 cm x 13,2 cm
98 págs. + 12 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas) + 4 folhas desdobráveis (mapas)
subtítulo: Livret-guide de l’excursion B
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
20,00 eur

Coimbra e regiões circundantes, a ria de Aveiro, a Bairrada, Condeixa, Batalha, Alcobaça, Ourém, Marinha Grande, Nazaré – constituem o cerne do percurso em estudo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Estremadura et Ribatejo



VIRGÍNIA RAU
GEORGES ZBYSZEWSKI

Lisboa, 1949
Union Géographique Internationale
1.ª edição
19,6 cm x 13,1 cm
146 págs. + 14 págs. em extra-texto + 11 folhas desdobráveis
subtítulo: Livret-guide de l’excursion D
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
20,00 eur

Estudo regional levado a cabo sob o âmbito de um congresso de Geografia, sendo ainda hoje importante instrumento de trabalho.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Poemas Inéditos Destinados ao n.º 3 do «Orpheu»



FERNANDO PESSOA
prefácio de Adolfo Casais Monteiro
retrato inédito por Rodriguez Castañé
vinhetas na capa de Fernando Azevedo

Lisboa, 1953
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
26 cm x 19,6 cm
28 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso sobre papel de algodão
com sobrecapa
é o exemplar n.º 47 da tiragem especial de 60 exemplares assinados pelo poeta Adolfo Casais Monteiro
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
190,00 eur

Aqui se junta toda a colaboração de Pessoa conhecida que se destinava ao terceiro volume da revista Orpheu, nunca vinda a lume na forma que os seus editores lhe haviam conferido – só anos muito mais tarde será publicado o fac-símile de um conjunto das respectivas provas tipográficas. Como diz Casais Monteiro no vertente Prefácio, «[...] O principal interesse de “Orpheu 3” reside no poema “Para além doutro Oceano”: assina-o C. Pacheco, o qual não é senão um heterónimo de Fernando Pessoa, do qual não se conhece outro sinal de vida senão estas “notas” – pois assim vem designado em sub-título. [...]»


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Estudos Sôbre a Poesia de Fernando Pessoa



ADOLFO CASAIS MONTEIRO
capa de Fernando Gerardò

Rio de Janeiro, 1958
Livraria Agir Editôra
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
260 págs.
exemplar estimado, com pequena falha de papel na contracapa; miolo limpo, parcialmente por abrir
datação e assinatura de posse do historiador de arte Mário Chicó
25,00 eur


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Fernando Pessoa, Poeta da Hora Absurda


MÁRIO SACRAMENTO

Lisboa, s.d. [1959]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
17,8 cm x 12,6 cm
192 págs.
inclui a folha em extra-texto «Errata Final» e a cinta promocional
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur

Recorda Luiz Pacheco no seu Memorando, Mirabolando (Contraponto, Setúbal, 1995):
«[...] Nunca vi o dr. Mário Sacramento, apenas fotos suas nos jornais. Durante a atribulada edição do livro, que demorou anos [entre 1953 e 1959], apenas nos correspondíamos por carta e ele tanto me remetia o original e provas de Aveiro como do Forte de Caxias, nas muitas perseguições que a PIDE lhe moveu. [...]»
Consta – o que torna este ensaio acerca da obra de Pessoa uma obra de culto – que o Autor, à falta de livros de apoio na cadeia, o terá redigido socorrendo-se apenas da memória para as citações que justificam o seu raciocínio e o ilustram.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Maçonaria e Fernando Pessoa


JORGE VERNEX

Porto, 1953
Edições Além
1.ª edição
19,3 cm x 13,1 cm
88 págs.
exemplar estimado com ocasionais picos de oxidação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
60,00 eur

Livro crucial para o entendimento do contexto em que Petrus procedeu em 1952 à reedição, sob o título genérico Defesa da Maçonaria, de um conjunto de textos de Pessoa em que avulta o célebre artigo publicado pelo Diário de Lisboa a 4 de Fevereiro de 1935. Não somente Vernex faz o historial das sucessivas publicações do mesmo, como indica com precisão erros ou lapsos de transcrição. Isto tudo para se atirar num ataque cerrado aos pressupostos do seu conteúdo, e «[...] também dizer-se que o poeta da “Mensagem”, por aí quase erguido aos altares da consagração nacional era pura e simplesmente “cristão gnóstico, e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma”, embora escondendo que lhe foi dedicado um prémio literário pelo Secretariado da Propaganda Nacional e que, com isso, foi aquecida no seio “nacionalista” a víbora mortal... [...]»
Devemos sublinhar que, por seu turno, Jorge Vernex (aliás, Francisco de Matos Gomes [ver Albino Lapa, Dicionário de Pseudónimos, IN-CM, Lisboa, 1980]) representou, entre muitos outros, o que de mais retrógado teve o escol dos intelectuais salazaristas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Herberto Helder – Poeta Obscuro



MARIA ESTELA GUEDES
capa de Vitorino Martins

Lisboa, 1979
Moraes Editores
1.ª edição
22,9 cm x 16,1 cm
244 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur

Para além de uns artigos avulso ao sabor das vagas editoriais disponíveis numa imprensa sucessivamente dominada pelo frentismo neo-realista, depois pelo academismo estruturalista e finalmente pela parvoíce da comunicação de massas pós-Abril, na época áurea de Estela Guedes cronista no Diário Popular, nenhum exercício ensaístico mais profundo alguma vez havia sido dado a público no tocante à obra de um dos maiores poetas nacionais da segunda metade do século XX. É este Poeta Obscuro, soprado pelos “lares” a Maria Estela Guedes, a primeira tentativa nesse sentido: mostrar como é que o que fica por cima é igual ao que fica por baixo, e como os deuses, não obstante, nem sempre escrevem por linhas tortas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Cobra [manuscrito]






HERBERTO HELDER
capa e extra-texto de Carlos Ferreiro

Lisboa, 1977
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,5 cm x 15,3 cm
84 págs. + 1 extra-texto colado à mão na pág. 2
capa impressa a negro nas costas de cartolina de dupla face, com sobrecapa impressa 3 cores sobre kraft verde
exemplar em muito bom estado de conservação
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO ENTÃO DIRECTOR DO INSTITUTO ALEMÃO, CURT MEYER-CLASON
peça de colecção
2.000,00 eur

É um dos raríssimos exemplares destinados apenas a ofertas nominais, com significativas emendas manuscritas do punho do Autor. Comparativamente a idênticos outros por nós consultados, apresenta variantes pontuais de versão final, o que os torna, a todos, originais autónomos da vulgar edição distribuída no mercado livreiro. À data da publicação, porque há muito de HH não se lhe conheciam inéditos, o livro foi “devorado” dos escaparates em pouco mais de uma semana. Trata-se da irradiante obra-manifesto que veio consolidar a importância deste poeta da língua portuguesa modernizada por Mário de Sá-Carneiro / Fernando Pessoa / Almada Negreiros.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Sapateia Açoriana



VITORINO NEMÉSIO
Lisboa, 1976
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
20,5 cm x 13,4 cm
96 págs.
subtítulo: Andamento Holandês e outros poemas
capa e plano gráfico de Manuel Dias e Gina Calado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur

Este conjunto de poemas recupera, por acréscimo, a edição a stencil fora do mercado de Andamento Holandês e Poemas Graves, datada de 1964, e acerca do qual conjunto avalia o Autor em nota introdutória: «[...] resultando o todo um pouco compósito, “a la buena de Dios”, a sua unidade estilística o salvará talvez aos olhos do leitor benévolo.»
Escreveu Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos – Sobre Poesia Portuguesa Actual e Outras Crónicas, A Regra do Jogo, Porto, 1981): «[...] Deste “Andamento Holandês”, mais uma afirmação: seja quem for que fale da poesia portuguesa do século XX sem ter em conta estes catorze poemas não saberá falar dela. [...]»


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089