sábado, Outubro 18, 2014

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

mais de 2.000 obras disponíveis nesta montra
é só ir clicando ao fundo da página
em Mensagens antigas


contacto:
telemóvel: 919 746 089


* todas as obras fotografadas correspondem aos exemplares que se encontram à venda
* todas as encomendas são enviadas em correio registado
* international shipping rates
* pagamentos por PayPal, transferência bancária ou contra-reembolso

Um Papel Politico. Hontem, Hoje, e Ámanhã



[JOSÉ MARIA DE ALMEIDA E ARAUJO CORRÊA DE LACERDA]

Lisboa, 1842
Tipografia do Gratis
1.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
2 págs. + IV págs. + 206 págs.
encadernação da época com lombada em pele gravada a ouro
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, papel marmoreado das pastas gasto; miolo limpo
publicado anonimamente, autor identificado no frontispício, caligrafia a tinta sépia da época
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Corrêa de Lacerda, «[...] do Conselho de Sua Magestade, Fidalgo da Casa Real, Commendador da Ordem de N. S. da Conceição; Deão da Sé Patriarchal de Lisboa; Reitor do Lyceu Nacional e Commissario dos Estudos no districto de Lisboa; Membro do Conselho geral de Instrucção Publica; Deputado ás Côrtes em varias legislaturas; Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. – N. em Villa‑real, na provincia de Traz‑os‑montes, a 23 de Maio de 1802 [M. em Lisboa, ás quatro e meia horas da tarde de 25 de fevereiro de 1877] [...]. Em 1818 tomou o habito na congregação dos Conegos regentes de Sancto Agostinho, e foi n’ella por algum tempo Professor de Philosophia racional e moral, no mosteiro de S. Vicente de fóra de Lisboa, até sahir para o seculo em 1826, passando então a ser provido no beneficio de Thesoureiro‑mór da sé da Guarda. [...]
Um papel politico. Hontem, hoje e amanhã. [...] Sahiu [...] anonymo, e publicado em tres partes separadas, que reunidas formam um volume, sob uma só numeração. A paternidade d’esta obra foi então attribuida a diversas pessoas, com maiores ou menores visos de probabilidade, ficando comtudo incognito o nome do seu verdadeiro auctor, que encobrindo‑se cuidadosamente só ha pouco se manifestou como tal. N’ella se contém, afóra outras cousas, noticias biographico‑politicas, e a apreciação dos successos do tempo, e das personagens que n’elles tiveram maior influencia. Como estas apreciações desagradassem a muitos, o que era inevitavel, não tardou em vir á luz uma confutação, que sahiu [sem nome de auctor] com o titulo de Homem, hoje e amanhã visto pelo direito [attribuida ao sr. Antonio da Cunha Sotto Maior]. [...]»
(Fonte: Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Memoria Historica de D. Fr. Francisco de S. Luiz Saraiva [...]


MARQUEZ DE REZENDE

Lisboa, 1864
Typographia da Academia
1.ª edição
28,8 cm x 23 cm
4 págs. + 204 págs.
subtítulo: [...] Monge Benedictino da Congregação de Portugal[,] Cardeal Patriarcha de Lisboa[,] Conselheiro de Estado Effectivo, Ministro de Estado Honorario[,] Vice-Presidente da Camara dos Pares e da Academia Real das Sciencias de Lisboa[,] socio de outras Academias estrangeiras[,] tirada dos seus escriptos[,] acompanhada de notas e peças justificativas e offerecida á mesma Academia pelo [...]
encadernação recente de amador em tela negra com a capa de brochura espelhada
não aparado
com falta das respectivas sete gravuras
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Teles da Silva Caminha e Menezes, marquês de Resende (1790-1875), foi escritor e diplomata, tendo partido com a família real para o Brasil, aquando das invasões francesas. «Mereceu sempre no maior grau a estima dos principes a cujo serviço esteve, e recebeu sempre as maiores provas de consideração da familia real portugueza. Quando falleceu a imperatriz viuva [D. Amélia, segunda esposa de D. Pedro IV], em janeiro de 1873, el-rei D. Fernando offereceu-lhe aposentos no seu palacio das Necessidades, e mais tarde, el-rei D. Luiz, sabendo que adoecera, quiz que fôsse para o paço d’Ajuda. [...]» Deixou vasta obra de cariz histórico e memorialista, hoje preciosa para compreensão de toda uma época, dado o seu lugar privilegiado de observador.
Quanto ao seu objecto de estudo, o Cardeal Saraiva, ou mais propriamente Francisco Justiniano Saraiva (1766-1845), foi estudioso de humanidades, filosofia, álgebra, geometria, trignometria, física e teologia, mas também das línguas francesa, italiana, grega e hebraica. A iluminação erudita do seu espírito permitiu-lhe partilhar, como protagonista, quer das revoltas contra a ocupação francesa, quer das lutas liberais, tendo até sido membro da junta revolucionária no Porto em 1820. Durante a regência, «[...] em que elle figurava, juntamente com o marquez de Castello Melhor, conde de Sampaio, José da Silva Carvalho e João da Cunha Sotto Maior. Foi n’essa regencia que Fr. Francisco de S. Luiz mostrou deveras as suas altas qualidades de politico, porque, tomando o encargo de redigir as bases d’uma constituição que pudesse ser apresentada ao principe real D. Pedro, que se esperava que chegasse ao reino de um momento para o outro, o douto frade traçou um esboço d’uma monarchia verdadeiramente liberal e representativa, tão afastada do absolutismo como da demagogia. [...]»
(Fonte: Esteves Pereira / Guilherme Rodrigues, Portugal – Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heraldico, Numismatico e Artistico, vol. VI, João Romano Torres & C.ª – Editores, Lisboa, 1912)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Pintura de um Outeiro Nocturno e um Saráo Musical ás Portas de Lisboa no Fim do Seculo Passado


MARQUEZ DE RESENDE

Lisboa, 1868
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição [única]
22 cm x 15,7 cm
48 págs.
subtítulo: Feita e Lida no Primeiro Serão Litterario do Gremio Recreativo em 12 de Dezembro de 1867
em bom estado de conservação, aberto mas por aparar, com a capa de brochura intacta
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do relato satírico daquilo a que, na actualidade, chamaríamos uma “tertúlia literária”, ou um “magusto poético”, género de encontro entre intelectuais e a sociedade culta ainda hoje muito em voga.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Verdades Amargas


CLAUDIO JOSÉ NUNES

Lisboa, 1870
Typographia de Francisco Xavier de Sousa & Filho
1.ª edição
20,5 cm x 13,1 cm
96 págs.
subtítulo: Estudo politico dedicado ás classes que pensam, que possuem e que trabalham
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
peça de colecção
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Violento libelo contra os protagonistas do período histórico que ficou conhecido por saldanhada. Todavia, o seu poder de caracterização dos males que sempre afectaram a nação e dos homens que por cá granjearam lugares de poder é de uma actualidade angustiante... O modesto poeta romântico panfletário das Cenas Contemporâneas e deputado pelo Partido Progressista Histórico, Cláudio José Nunes (1831-1875), no meio de uma catilinária feroz, deixa no ar um aviso de extrema evidência:
«[...] Fallido o thesouro, é natural que essa fallencia arrastasse a grandes difficuldades a maioria dos estabelecimentos de credito. Dado isto, a ramificação do desastre chegaria á mais solitaria cabana e ao mais obscuro balcão.
Tanto no espelho dourado dos salões da opulencia, como no barro vidrado da baixella do pobre, se reflectiria algum gesto de tristeza ou de angustia.
O luxo retirar-se-hia diante da parcimonia. A parcimonia diante do constrangimento. O constrangimento diante da fome.
Porque, não vos illudaes, o paiz vive em grande parte á sombra do estado.
Morto este pela fome, a fome de uma parte do paiz sairia directamente d’essa ligação apertadissima. [...]
Qual seria a depreciação de todos os valores actuaes pela raridade, e, portanto, pela carestia da moeda cunhada? [...]
Não é a venda da herança por um prato de lentilhas; é a venda do patrimonio por um espectaculo de horrores.
A bancarrota é o prejuizo material multiplicado pelo sobresalto do espirito [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Scenas Contemporaneas


CLAUDIO JOSÉ NUNES
pref. José Maria Latino Coelho

Lisboa, 1873
Editores – Rolland & Semiond
Typographia Castro Irmão
1.ª edição
24,5 cm x 16,4 cm
4 págs. + XXIV págs. + 306 págs.
subtítulo: Primeira parte – Drama | Segunda parte – Comedia
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, capa com sinais esparsos de acidez; miolo limpo
pequeno rótulo colado no topo da capa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião da obra poética do tribuno, que Latino Coelho felicita pela sua arte realista, porque «[...] força é que, com a fraternidade progressiva das nações, amanheça para nós a poesia da idéa e da humanidade. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Synopse dos Principaes Actos Administrativos da Camara Municipal de Lisboa durante a sua gerencia em 1852


Lisboa, 1853
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,3 cm x 15,5 cm
180 págs. + 2 folhas desdobráveis em extra-texto + 10 págs. (não numeradas) + 6 folhas desdobráveis em extra-texto + 2 págs. (não numeradas) + 1 desdobrável em extra-texto + 2 págs. (não numeradas) + 1 desdobrável em extra-texto + 6 págs. (não numeradas)
encadernação modesta de amador em tela sem qualquer gravação
não aparado, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
discreto número de ordem de entrada em biblioteca no canto superior direito do frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Terá sido a primeira publicação periódica da iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML), e foi editada entre 1835 e 1853. [...]
Não oferece dúvidas que para a CML a Synopse representava, por um lado, uma forma de se valorizar, enquanto poder administrativo, aos olhos do seu público, isto é, dos moradores da cidade; por outro lado, uma forma de sondar / auscultar a popularidade da sua administração. [...]
Merece sublinhado esta valorização da opinião pública, por parte de um órgão de poder administrativo, eleito, na medida em que reflete uma preocupação em “prestar contas”, por outras palavras, uma consciencialização sobre as regras do jogo político democrático. [...]
[...] teve por pano de fundo as transformações operadas pela instauração do regime constitucional, que reconhecia ao cidadão o direito de participar das decisões que afectavam a comunidade, através da eleição de representantes. [...]
[...] A publicação está organizada em duas partes. A primeira apresenta uma relação sumária das decisões tomadas, organizada em função dos meses do ano. A segunda, que é complementar da anterior, concentra cópias de documentos oficiais, produzidos no quadro das relações institucionais que mantinha com o poder central e a cadeia administrativa, como “representações”, “consultas”, ofícios, projetos, relatórios, regulamentos, etc.; e também mapas com informação financeira sobre a CML (como contas, orçamentos, etc.) e informação estatística, relativa aos serviços de limpeza, iluminação, abastecimento de água, calçadas, cemitérios, entre outros. Como se depreende, a Synopse, constitui uma fonte primária de informação sobre a CML, enquanto agente administrativo, e também sobre a própria cidade, que estava sob a sua jurisdição e, portanto, era terreno da sua intervenção diária. [...]» (Fonte digital: Rita Correia, Hemeroteca Municipal de Lisboa, 2013)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Portugal Militar


CARLOS SELVAGEM

Lisboa, 1931
Imprensa Nacional
1.ª edição
24,7 cm x 17,8 cm
XL págs. + 688 págs.
subtítulo: Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as origens do Estado Portucalense até ao fim da dinastia de Bragança
encadernação modesta de amador em sintético com gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma obra de militária, nascida «[...] da necessidade instante de fornecer às gerações novas de oficiais um compêndio de estudo que abrangesse na mesma clara síntese a visão panorâmica do génio militar dos portugueses, quer no tipo tradicional das suas instituïções orgânicas, quer na história integral da sua actividade combativa [...]» O seu autor, o capitão de cavalaria Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (1890-1973), que o mundo literário conheceu sob o pseudónimo Carlos Selvagem, notabilizou-se como dramaturgo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Collecção das Ordens do Exercito do Anno de 1910


Lisboa, 1910
Imprensa Nacional
1.ª edição [única]
22,2 cm x 14,5 cm
14 págs. + 2 págs. (brancas) + 230 págs. (duas das quais desdobráveis)
subtítulo: 1.ª Serie – De 8 de Janeiro a 30 de Setembro
encadernação da época em meia-inglesa em pele e papel de fantasia marmoreado com gravação a ouro na lombada
ligeiramente aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume constituído pelas últimas doze Ordens do Exército emitidas sob o regime monárquico. Uma das mais interessantes, para se compreender o desespero dos últimos dias de governação (de João Franco – porque o rei pouco ou nada governava...), é precisamente a duodécima, cujo 1.º Decreto da Presidência do Conselho de Ministros, com data de 17 de Setembro de 1910, pelos seus artigos 1.º e 2.º, declarava ser «[...] concedida amnistia geral e completa para todos os crimes de abuso de liberdade de imprensa, commettidos até a presente data [...]. Os processos instaurados pelos referidos crimes ficam de nenhum effeito, e todas as pessoas que estiverem presas á ordem de qualquer auctoridade, com processo ou sem elle, serão immediatamente postas em liberdade, se por outro motivo não deverem ser retidas em prisão. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, Outubro 17, 2014

História Maravilhosa de um Povo Maravilhoso


JOSÉ CASTELO
capa e ilust. Jayme Duarte de Almeida

Lisboa, 1958
Gomes & Rodrigues, L.da – Editores
1.ª edição
30,1 cm x 21,3 cm (álbum)
176 págs.
subtítulo: A História de Portugal contada em versos simples e às crianças
profusamente ilustrado e impresso a duas cores directas
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
carimbo da assinatura do Autor na pág. 4
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Manuel Lage de Abreu Castelo foi uma figura basto conhecida nos meios radiofónicos, teatrais e humorísticos. Da rádio, ficou na memória dos ouvintes nos anos 30 do século passado o divertido programa O Senhor Doutor, assim como, na década seguinte, durante a guerra, a sua voz aos microfones da BBC. No teatro ligeiro de variedades, foi o Maria Vitória o lugar de estreia, com a opereta Fonte Santa. Como escritor, para além dalguns livros de versos e de contos alegres, colaborou largamente nos jornais Os Ridículos e Sempre Fixe.
Dão opinião acerca da vertente obra, em prólogo, entre outros, monsenhor Moreira das Neves, Mário Domingues, Leopoldo Nunes, etc.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quinta-feira, Outubro 16, 2014

A Expansão Ultramarina Portuguesa à Luz da Moderna Antropologia


ANTÓNIO JORGE DIAS

Lisboa, 1957
Agência Geral do Ultramar
1.ª edição
24 cm x 16,1 cm
32 págs.
acabamento com três pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma oração de sapiência proferida em Dezembro de 1956 na abertura solene das aulas do Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, em que o antropólogo Jorge Dias avisa: «[...] não julguemos que todos os povos aceitam que a raça branca é a mais perfeita, pelo facto de a nós nos parecer que assim é.
[...] O preconceito racial, de classe, ou de profissão, a intolerância religiosa, etc. são algumas das formas da atitude etnocêntrica.
[...] Os antropólogos conhecem casos de psicose colectiva entre populações primitivas que, cruelmente esmagadas pela grande superioridade técnica do branco, e pela sua falta de tacto, perderam de repente toda a confiança nos seus valores tradicionais – materiais, mágicos e espirituais – e caíram num abatimento próximo da doença mental. [...]»
Depois, elogia e caracteriza a capacidade que os portugueses sempre tiveram de adaptar (mais ou menos) pacificamente as culturas dos povos que colonizaram... Era uma tese, que os acontecimentos na origem da guerra colonial vieram pôr em dúvida...

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Quinto Império


AUGUSTO FERREIRA GOMES
pref. Fernando Pessoa

Lisboa, 1934
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
25,4 cm x 16,7 cm
XXX págs. + 34 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
97,00 eur (IVA e portes incluídos)

A importância profética e ocultista do prefácio de Fernando Pessoa supera em muito os versos do seu “discípulo” Augusto Ferreira Gomes (1892-1953), cujo Quinto Império devera ter sido publicado na revista Orpheu 3. Ferreira Gomes irá ser notado, sobretudo, pela sua brilhante direcção gráfica das edições do Secretariado de Propaganda Nacional.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Império


HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, s.d. [Verão de 1939]
Edições SPN
1.ª edição
19,7 cm x 14,5 cm
56 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

De forma muito resumida, faz Galvão o inventário da administração colonial, quer do território, quer da população, quer das riquezas disponíveis, as naturais e as indústrias criadas pelo homem. Galvão ainda era, então, um agente do Estado Novo, ainda não tinha entrado em rota de colisão com Salazar. O fomento económico é uma das suas preocupações, e ele deixa deste a caracterização necessária, ou (conforme o ponto de vista) o apontamento daquilo que pode ser considerado como a maior debilidade de Portugal perante a imensidão de território que teve que administrar:
«[...] O critério português em matéria de apetrechamento económico das colónias não se filia no mesmo espírito que nos últimos anos elaborou grandes planos (aliás irrealizados ou inacabados) de valorização maciça dos territórios coloniais [...].
A forma da nossa política de apetrechamento não está na intensidade ou grandeza com que se ocuparam os pontos estratégicos da economia de cada colónia, mas sim na qualidade e na extensão da ocupação.
Desta forma não construiremos cidades grandiosas, nem portos ultra-perfeitos, nem sociedades cosmopolitas – mas construiremos uma ocupação densa, de malhas apertadas, homogénea, capaz de abranger todos os territórios e de levar os agentes portugueses de civilização dos povos nativos a tôda a parte [...].»
Mas, de facto, os únicos “agentes de civilização dos povos nativos” que Salazar conseguiu insinuar por toda a parte, foram os agentes policiais e militares, as sombras à escuta da vida pública e da vida privada... O que nem lhe serviu para evitar o curso natural da libertação dos povos!

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Antropofagos


HENRIQUE GALVÃO
ilust. José de Moura

Lisboa, 1947
Editorial “Jornal de Notícias”
1.ª edição
23,5 cm x 17,4 cm
332 págs. + 2 folhas em extra-texto
encadernação antiga em pele e tela encerada, gravação a ouro na lombada
carminado à cabeça, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Sol dos Trópicos


HENRIQUE GALVÃO
capa de E. M. [Eduardo Malta]

Lisboa, 1936
[ed. Autor]
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
324 págs.
subtítulo: Romance Colonial
exemplar estimado, capa com alguns picos de acidez; miolo limpo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Dembos



HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, 1935
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
20,3 cm x 15,2 cm
44 págs.
ilustrado
é o n.º 3 da Colecção Pelo Império
exemplar estimado, capa manchada e com ligeiras falhas na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Kurika


HENRIQUE GALVÃO
capa de [José de] Moura

Lisboa, s.d. [1944]
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,2 cm x 13,3 cm
232 págs.
subtítulo: Romance dos bichos do mato
exemplar estimado; miolo limpo
ano escrito a tinta no rodapé do frontispício, carimbo de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«“Kurika” – é o romance estranho de um leão criado entre os homens, e que se evade, já adulto, para os matos de onde fôra desviado.
É o contrário de Tarzan – o homem criado entre os bichos.
Simplesmente, nem Kurika é um leão imaginário, nem o seu drama no sertão é pura fantasia de romancista. [...]
A história, realista como é, não pertence às épocas nebulosas “em que os animais falavam”. É desta época, de hoje, em que os animais ainda falam – e, por vezes, com mais acêrto do que os homens.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Lei Orgânica do Ultramar Português


Lisboa, 1963
Agência-Geral do Ultramar
s.i. [1.ª edição]
21,6 cm x 15,5 cm
64 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cumprindo o disposto na Portaria n.º 19.921, de 27 de Junho de 1963, fazia o governo publicar esta nova versão oficial da Lei Orgânica do Ultramar Português com as alterações estabelecidas pela Lei n.º 2.119 de 24 de Junho do mesmo ano, sob a tutela do então ministro do Ultramar, António Augusto Peixoto Correia. Em Janeiro desse ano, no dia 23, iniciava o PAIGC a luta armada na Guiné... Em Junho, ao mesmo tempo que saía impressa a dita Lei, celebrava-se no Terreiro do Paço, pela primeira vez, o Dia da Raça, com fins de propaganda oficial e legitimação histórica da guerra movida contra os nacionalistas africanos.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


L’Empire Colonial Portugais


F. [FRANCISCO] RIBEIRO SALGADO

Lisboa, 1931
ed. Autor (separata da 2.ª ed. de Le Brésil en Face des Colonies Portugaises)
2.ª edição
texto em francês
24 cm x 17,1 cm
232 págs. + 1 folha em extra-texto (encarte de pequeno formato: «Observations importantes se rapportant á la colonie de Macau»)
subtítulo: Aperçu de ses ressources économiques, par rapport à son commerce d’exportation
encadernação recente de amador inteira em tela sem qualquer gravação ou rótulo
sem capas de brochura
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor «Ao seu presado camarada, tenente Simão Nunes Victoria, ilustre Director dos Serviços de Instrução Publica em Angola [...]»
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante acervo dos recursos naturais, industriais e humanos do ultramar português, sob a forma de breves descrições e de tabelas estatísticas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, Outubro 15, 2014

Imagens de Macau




RAQUEL SOEIRO DE BRITO

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Agência Geral do Ultramar
1.ª edição
17,8 cm x 22,3 cm (oblongo)
52 págs. (3 das quais desdobráveis) + 88 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado a preto e a cor
cartonagem editorial de inspiração asiática
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Macau representa um ponto de encontro do Ocidente com a China milenária. É hoje um símbolo da possibilidade de convívio diário de pessoas de credos diferentes sem, todavia, se fundirem [...]», assim termina a Autora o seu trabalho de impressões e fotografias colhidas no território. E mais adiante remata: «[...] Os macaístas, descendentes dos primeiros filhos de “mulheres chinesas casadas com portugueses” [...], pela maneira de viver e pelo espírito mais aberto à maneira de ser dos ocidentais, oferecem, naturalmente, mais largo convívio aos europeus, mas não se fecham, de forma alguma, aos chineses do mesmo nível. Se os seus recursos económicos são limitados, a maneira de viver, o estilo e arranjo da casa e a alimentação chegam a confundi-los com a população chinesa do mesmo nível. Se, pelo contrário, pertencem ao número de famílias abastadas, sente-se um ambiente de “velho estilo português”, que ainda hoje se encontra nalguns pontos da província, mas mais resguardado nas ilhas do Atlântico, na Índia e em velhas cidadezinhas do Brasil. Em todos estes locais há retoques próprios, originais, quer pela natureza onde os portugueses se implantaram, quer pela influência das relações com os povos com que entraram em contacto. Mas estes retoques não encobrem um fundo comum suficientemente forte para prevalecer, mesmo quando se defronta com civilizações poderosas como a hindu e a chinesa. Os macaístas integram-se neste esquema de um fundo cultural e emocional português, afeiçoado e adornado à maneira chinesa. Pena é que o seu núcleo seja reduzido, pois eles são, no Oriente, o símbolo do esforço feito pelos portugueses desde os séculos XV e XVI, no sentido de darem ao seu património certa feição ubiquista, transferindo homens e produtos de uns lugares para outros.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Espelho Cego


SALETTE TAVARES

Lisboa, 1957
Edições Ática
1.ª edição
19,5 cm x 13,4 cm
88 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria de La Salette Arraiano Tavares de Aranda (1922-1994), que nasceu em Lourenço Marques mas é de idioma estético continental, «[...] dedicou-se a partir de 1949 a estudos especializados de filosofia, estética, linguagem e teoria da arte [...]», o que veio a desembocar na publicação avulsa por revistas de «[...] estudos de filosofia, inspirados no signo do existencialismo cristão. [...] A sua actividade no âmbito da poesia espacial começou no final dos anos quarenta, tendo colaborado em Poesia Experimental e Hidra e participado de Visopoemas (1965). Jorge de Sena chamou a atenção para o facto de “as suas experiências de expressão, que utilizam ironicamente o material sentimental da poesia menos modernista, [exprimem] por vezes com uma força notável, um drama de libertação interior”. [...]» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000)
Espelho Cego, foi o seu livro de estreia, e deixava adivinhar o que veio depois... Os seus amigos juntaram-se para atribuir-lhe o Prémio do PEN Clube português pela edição da obra reunida em 1992...

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Lex Icon



SALETTE TAVARES
[capa de José Escada]

Lisboa, 1971
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 15,7 cm
84 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritora de referência no experimentalismo / concretismo português.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

terça-feira, Outubro 14, 2014

Amok



STEFAN ZWEIG
trad. Alice Ogando
capa de Amorim

Porto, 1942
Livraria Civilização
3.ª edição
19,8 cm x 13,4 cm
208 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 7
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Novela inspirada nos estudos psicoanalíticos de Sigmund Freud, aqui reeditada no ano da tocante morte deste conhecido escritor judeu austríaco. É a prova de que Hitler assassinava mesmo à distância. Deprimidos pelo triunfo da intolerância, Zweig e a mulher suicidaram-se no exílio, em Petrópolis.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Clarinha


ALICE OGANDO
capa e ilust. Maria Helena Abreu

s.l. [Lisboa], 1963
Livraria Civilização – Editora
s.i. [1.ª edição]
18,5 cm x 13 cm
176 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Prima Tança



ALICE OGANDO
capa de Julio [de Sousa (1906-1966)]

Porto, 1936
Livraria Civilização, Editora
1.ª edição
18,5 cm x 12,1 cm
capa impressa a uma cor sobre cartolina marfim, com sobrecapa polícroma
exemplar estimado, com discretos restauros na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça teatral escrita para a actriz Ilda Stichini, em que a própria Alice Ogando aparece consignada no elenco.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Eu Sou um Homem Ilustre


ALICE OGANDO
capa de Júlio [de Sousa (1906-1966)]

Lisboa, 1942
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,6 cm
204 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998):
«Mulher do contista e comediógrafo André Brun, Alice Ogando [1900-1981] foi actriz, tradutora e prolixa escritora dos mais diversos géneros literários. Utilizou, entre inúmeros pseudónimos, os de A. H. de Almeida, Marge Grey, Henry Marcel, Jane O’Brien, mas o que a tornaria mais famosa seria o de Mary Love, sob o qual publicou dezenas de romances e novelas “cor-de-rosa”, ao gosto do sentimentalismo popular da época. Foi ainda autora de textos radiofónicos no mesmo tom (Rádio Drama, na ex-Emissora Nacional) e dedicou-se também ao teatro declamado. [...] Traduziu obras de Stephan Zweig, entre outras. [...]» É de acrescentar que só talvez razões comerciais terão ditado o recurso à pseudonimia, pois a sua obra autógrafa não difere muito, estilisticamente, de tudo o mais que escreveu.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Ha-de Dizer Mamã


ALICE OGANDO

Porto, s.d. [circa, 1937]
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13 cm
40 págs.
miolo impresso sobre papel superior algodoado
capa a duas cores sobre papel de fantasia canelado, tem colado um cromo a sépia
exemplar em bom estado de conservação; miolo no geral limpo, com ocasionais picos de oxidação devido à porosidade absorvente do papel
assinaturas de posse nas págs. 1 e 3
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve peça teatral representada no Porto, em Janeiro de 1937, no Teatro São João. Não passa de um monólogo caseiro, encenando os estéreis dramas sentimentais da vida doméstica de uma mãe burguesa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


segunda-feira, Outubro 13, 2014

Contos


GUY DE MAUPASSANT
trad. Eugenio Vieira
capa de Moisés

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
3.ª edição
19,9 cm x 13,1 cm
148 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sob a mão protectora de Gustave Flaubert, será o ficcionista Guy de Maupassant (1850-1893) reconhecido como o “inventor” da short story, que tantos cultores veio a ter, sobretudo no século XX norte-americano. Os seus contos são verdadeiros modelos de economia estilística de meios.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Casa e o Mundo


RABINDRANATH TAGORE
trad. do bengali e pref. Telo de Mascarenhas
capa de Carlos Rocha

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
[1.ª edição]
19,5 cm x 12,5 cm
224 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro na lombada, relevo seco na pasta posterior e a capa de brochura espelhada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tagore está para a literatura hindu assim como Mahatma Gandhi está para a revolução pacífica desse povo. Por cá, fez escola numa época em que a resistência silenciada se cria resistência silenciosa.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Casa e o Mundo



RABINDRANATH TAGORE
trad. do bengali e pref. Telo de Mascarenhas
capa de Carlos Rocha

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
[1.ª edição]
19,1 cm x 12,6 cm
224 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na folha-de-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

domingo, Outubro 12, 2014

No Tempo dos Francezes


FRANCISCO DA FONSECA BENEVIDES

Lisboa, 1908
Typographia «A Editora»
3.ª edição
21,8 cm x 14,7 cm
330 págs. + 8 folhas em extra-texto (gravuras)
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Oração da Coroa


DEMOSTHENES
J. M. LATINO COELHO, trad. e pref.

Lisboa, 1922
Imprensa Nacional
4.ª edição [1.ª ed., 1877 (mantém a grafia original)]
23,8 cm x 14,8 cm
CDXVIII págs. + 2 págs. (cortina) + 108 págs.
subtítulo: Versão do original grego precedida de um estudo sobre a Civilização da Grecia
encadernação recente de amador com as capa e contracapa da brochura espelhadas
por aparar
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Valiosa obra de oratória política, que deve importância na cultura nacional devido ao longo estudo acerca da civilização grega que Latino Coelho (1825-1891) aí acrescenta, para além da sua versão do discurso em que o ateniense Demóstenes (384 a.C.- 322 a.C.) se vê obrigado a assumir a sua própria defesa em tribunal.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quinta-feira, Outubro 09, 2014

Primeiro Ensaio Sobre Historia Litteraria de Portugal



FRANCISCO FREIRE DE CARVALHO

Lisboa, 1845
Na Typographia Rollandiana
1.ª edição
32,8 cm x 22,9 cm
448 págs.
subtítulo: Desde a sua mais remota origem até o presente tempo, seguido de differentes opusculos, que servem para sua maior illustração, e offerecido aos amadores da litteratura portugueza em todas as nações
28 planos tipográficos por dobrar e alcear, encasados em 2 cadernos provisórios e acondicionados num estojo próprio de fabrico recente*
exemplar bem conservado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

De algum modo o título possui acerto; somente em 1850 surgirá obra que se lhe compare – excedendo-a até –, o primeiro tomo do extenso Ensaio Biographico-Critico Sobre os Melhores Poetas Portuguezes da autoria de José Maria da Costa e Silva. Freire de Carvalho, académico, cónego da Sé Patriarcal de Lisboa e reitor do Liceu Nacional, «[...] foi durante muitos annos religioso da ordem dos Eremitas calçados de Sancto Agostinho, e Professor de Historia e Antiguidades no Collegio das Artes na Universidade de Coimbra; e depois secularisando‑se por breve pontificio, passou a reger a cadeira de Rhetorica e poetica no R. Estabelecimento do Bairro alto de Lisboa. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo II, Imprensa Nacional, 1859). A vertente, é uma das muitas obras por si legadas, entre as quais, para além da filologia, exercitou ainda o ofício poético.

* Os raríssimos exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem nunca ser aparados ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; a sua conservação dentro de estojos, de que o vertente exemplar constitui modelo, é a mais correcta.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


D. Margarida Relvas





ALVES MENDES, cónego
nota de abertura assinada pela condessa de Podentes, por Carlos Relvas, José Relvas e Alberto Navarro
fotografias de Carlos Relvas

Porto, 1888
Typographia de A. J. da Silva Teixeira
1.ª edição [única]
32,8 cm x 26,2 cm (álbum)
64 págs. + 8 estampas em extra-texto
[subtítulo]: Discurso nas Exequias de [...] Mandadas Celebrar pela Villa da Gollegã na Sua Igreja Matriz
impresso sobre papel de linho e meia-cartolina
encadernação antiga em meia-francesa com cantos de pele e ferros a ouro na lombada e nos remates da pele
corte das folhas dourado à cabeça
conserva as capas de brochura com pequenos restauros
exemplar estimado; miolo aceitável, com ocasional acidez
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além do retrato da esposa, o notável fotógrafo José Relvas dá-nos imagens da Golegã alusivas ao lugar e à circunstância do seu funeral.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Discurso nas Solemnissimas Exequias de Fontes



ALVES MENDES

Porto, 1887
Imprensa Civilisação
1.ª edição
27,8 cm x 18,1 cm
60 págs.
subtítulo: Mandadas celebrar pelo Centro Regenerador do Porto na Real Egreja da Lapa aos 28 de Março de 1887
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir, com algum foxing nas págs. 40-41
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de António Maria de Fontes Pereira de Melo o objecto do discurso de António Alves Mendes da Silva Ribeiro (1838-1904), discurso que está muito aquém de uma outra apreciação, assinada esta por João Rialto (Guilherme de Azevedo), no Álbum das Glórias de Rafael Bordalo Pinheiro (frenesi, Lisboa, 2003), e cuja transcrição, por melhor, em parte aqui segue:
«[...] O sr. Fontes tem sido ministro e presidente do Conselho muitas vezes e continuará a sê-lo ainda por largos anos. É chefe do Partido Regenerador, e ao mesmo tempo que é chefe, é ele próprio o programa, o que lhe dá uma vantagem manifesta sobre o partido progressista, seu adversário principal. Em lugar de estar obrigado a uma lista de preceitos exarados em meia folha de papel almaço, está unicamente obrigado ao cumprimento da sua vontade, o que lhe deixa muito maior liberdade de acção.
Feitas todas as estradas que constam do plano geral do Ministério das Obras Públicas, e promovidos a generais de brigada todos os que, pelo uso inalterável do bigode e pêra durante trinta anos, se mostrem aptos para subir a tal posto, o papel político do sr. Fontes – segundo o modo crítico por que a sua personalidade deve ser encarada – estará findo na história.
Passará então ao estado crónico de relíquia [...].
Mais tarde, daqui a largos anos, o sr. Fontes entrará no reino da glória. O seu primeiro acto, ao achar-se na presença do Padre Eterno, será pedir a palavra e mandar para o trono do Altíssimo os dois seguintes projectos de lei: 1.º –  para ser autorizado a contrair um empréstimo destinado a transformar a Via Láctea numa linha férrea de via reduzida; 2.º – para levantar os fundos necessários para chamar ao serviço as reservas das milícias celestiais.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Discurso nas Solemnissimas Exequias de Fontes




ALVES MENDES

Porto, 1887
Imprensa Civilisação
1.ª edição
25,4 cm x 17,3 cm
60 págs.
subtítulo: Mandadas celebrar pelo Centro Regenerador do Porto na Real Egreja da Lapa aos 28 de Março de 1887
impresso sobre papel superior
encadernação antiga em pele e papel de fantasia com gravação a ouro na lombada, ostenta no verso da pasta anterior o selo da Encadernação Vallelle – José Lino Martins & Ci.ª (Rio [de Janeiro])
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, com alguns restauros sem afectar a legibilidade do texto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de António Maria de Fontes Pereira de Melo o objecto do discurso de António Alves Mendes da Silva Ribeiro (1838-1904).

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, Outubro 01, 2014

Diario de Noticias – Da Sua Fundação às Suas Bodas de Diamante


JOÃO PAULO FREIRE (MÁRIO), et alli
capa de Stuart

Lisboa, 1939
Diário de Notícias
1.ª edição
2 tomos enc. em 1 volume (completo)
29,5 cm x 22 cm
424 págs. + [492 págs. + 2 folhas em extra-texto]
profusamente ilustrado
encadernação “inteira” em pele gravada com relevo seco em ambas as pastas e na lombada, casas entre-nervuras decoradas por vinhetas ao gosto arte-nova, rótulo em pele gravado a ouro
não aparado, conserva a capa de brochura no primeiro tomo e a contracapa no segundo tomo
exemplar muito bem conservado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
345,00 eur (IVA e portes incluídos)

Celebrando os seus setenta e cinco anos de existência, o periódico Diário de Notícias, desde sempre uma referência – que foi fundado pelo jornalista Eduardo Coelho e pelo tipógrafo-proprietário Tomás Quintino Antunes –, incumbiu João Paulo Freire de dar corpo a múltiplos depoimentos, efeméride, registos de arquivo, imagens, e outras curiosidades. O resultado é um modelo de livro-memória, senão mesmo um quase diário de bordo desse serviço público, e dirigido ao público, que se designa hoje por comunicação social...

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Versos I e II



ALFREDO DA CUNHA

Lisboa, 1900 e 1912
Tipografia Universal de Coelho da Cunha, Brito & C.ª [ed. Autor]
2.ª edição e 1.ª edição
2 volumes (completo)
19,4 cm x 13,7 cm
[10 págs. + 248 págs.] + 208 págs.
subtítulos: [a] Endeixas – Madrigaes – Rimas Soltas; [b] Endeixas – Madrigais – Rimas Várias – Magdalena de Vilhena – Quem Canta...
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizados pela mordaz longa dedicatória manuscrita do Autor no vol. I
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfredo Carneiro da Cunha (1863-1942), para além de genro do brilhante jornalista Eduardo Coelho, tendo ambos sido, em momentos diversos, responsáveis pelos destinos do Diário de Notícias, é reconhecido historiador da imprensa periódica. A sua veia poética – suposta sensibilidade emocional em forma de texto escrito – não deixou de ser manchada por atribulações de uma vida doméstica que ele, por força das circunstâncias, permitiu se tornasse pública, a saber:
«[...] Em 13 de Novembro de 1918 desencadeou-se um grande escândalo quando a esposa, e herdeira da maioria das empresas que ele administrava, resolveu, sem aviso prévio, abandonar a casa. Foi então revelado que Maria Adelaide, com 48 anos de idade, se apaixonara pelo motorista da família, 20 anos mais novo, e partira com ele para um esconderijo. O casal foi pouco depois encontrado, sendo ele preso na cadeia do Porto, onde permaneceria quatro anos sem culpa formada, e ela internada no Hospital Conde de Ferreira, considerada louca pelas maiores sumidades da psiquiatria portuguesa da época e interditada judicialmente de gerir os seus bens. Apesar de se ter defendido, mantendo uma polémica na imprensa e publicando um livro sobre o assunto, a que o marido respondeu com outro, a interdição judicial não foi levantada e o marido e o único filho do casal, então com 26 anos de idade, mantiveram-se na posse de toda a sua fortuna. Finalmente libertada, viveu na cidade do Porto, onde o novo companheiro foi taxista. O drama, que apaixonou a alta sociedade lisboeta do tempo, inspirou diversas obras, entre as quais Doidos e Amantes de Agustina Bessa Luís e o filme Solo de Violino (1992), realizado por Monique Rutler. O escândalo fez com que Alfredo da Cunha abandonasse em 1919 a direcção do Diário de Notícias e vendesse a respectiva empresa. [...]» (Fonte: Wikipédia)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Endeixas e Madrigaes



ALFREDO DA CUNHA

Lisboa, 1891
Typographia Castro Irmão [ed. Autor]
1.ª edição
20,6 cm x 14,6 cm
4 págs. + 160 págs.
subtítulo: 1884-1886
encadernação editorial impressa a duas cores nas pastas e na lombada, elegantes folhas-de-guarda douradas com motivos florais impressos a castanho
exemplar estimado, lombada suja e com pequeno defeito no topo; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor (sem assinatura, caligrafia comprovada)
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Ditames e Ditérios


ALFREDO DA CUNHA

Lisboa, 1929-1931
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição (ed. especial)
3 tomos em 1 volume único (completo)
21,6 cm x 16,2 cm
[2 págs. + XVIII págs. + 122 págs.] + 140 págs. + [100 págs. + (índices:) 2 págs. + XLIV págs.]
subtítulo: Glosas em verso de ditados ou dizeres comuns
miolo impresso a duas cores sobre papel superior avergoado, capa impressa a duas cores sobre papel vegetal
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo de posse na capa e no rosto
peça de colecção
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rara edição de três tomos em um volume único, com engenhosa capa a fechar em cinta à antiga, que, no mais, trata-se de bonito espécime tipográfico. É também, indubitavelmente, o mais notável trabalho poético-etnográfico levado a cabo por um literato do século XX. Com falsa modéstia, no seu estudo de abertura, nos diz o escritor:
«[...] O que, pois, me propus fazer – mal, e em verso – foi apenas o que – bem, e na prosa de prelecções didáticas – já alguém se lembrou de que deveria praticar-se em colégios e escolas onde se forma e educa o espírito da gente môça. [...]
Por conseguinte, aos que estranharem que haja quem gaste tempo com velharias que parecerão ridículas frivolidades, e se dedique a explanar logares comuns e a fazer a exegese de sentenças de humilde nascimento, relembre-se que de tais frioleiras se têm deixado cativar altos e afamados engenhos. Sirvam de exemplo os dos cancioneiros trovescos que a diversos adágios foram buscar motes; os fabulistas, cujas composições são de ordinário “paráfrases de ditados que muitas vezes até se vêem expressos na respectiva moralidade” [...]; e tantos poetas e eruditos, de antiga e moderna data [...].»
Alfredo da Cunha, para além de poeta, foi o terceiro director do Diário de Notícias logo após a morte dos fundadores Eduardo Coelho (seu sogro) e Tomaz Quintino Antunes.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089