domingo, maio 24, 2015

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O Movimento Futurista em Portugal


JOÃO ALVES DAS NEVES
grafismo de José Grade e Manuel Fernandes

Porto – Lisboa – Viana do Castelo, 1966
Livraria Divulgação / edição do Autor
1.ª edição
19,6 cm x 14,6 cm
184 págs.
subtítulo: Antologia – Introdução, notas e um apêndice sobre os movimentos modernistas em Portugal e no Brasil
exemplar estimado; miolo no geral limpo, discretos sublinhados nas páginas 31, 35, 89. 137, 138 e 141
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Alves das Neves (1927-2012), jornalista e ensaísta reconhecido, será também lembrado como pessoano, e nessa condição foi o fundador do Centro de Estudos Fernando Pessoa.

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Figuras de Espanto


PEDRO MIGUEL FRADE
nota introd. Manuel Maria Carrilho

Porto, 1992
Edições Asa
1.ª edição
20,1 cm x 13,2 cm
240 págs. + 16 págs. em extra-texto
subtítulo: A Fotografia Antes da Sua Cultura
ilustrado
encadernação editorial com pasta anterior e lombada impressas
com falta da sobrecapa
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pedro Miguel Frade (1960-1991) concluiu os seus estudos superiores no Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, onde ficou a leccionar a partir de 1987. Em 1989, obteve o grau de Mestre, com uma dissertação na área da semiótica das artes visuais e da história da imagem. Durante os anos de 1987 e 88 produziu, em associação com Jorge Molder e Madalena Perdigão, uma série de exposições e colóquios de fotografia. (Fonte: Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian)
A vertente obra é o mais importante ensaio escrito em português acerca da fotografia.

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A Obra de Manuel de Oliveira


aa.vv.
capa de Manuel Falcato

Estremoz, 1955
Cine-Clube de Estremoz
1.ª edição
22,8 cm x 16,8 cm
52 págs.
ilustrado
impressão a mimeógrafo
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboram nesta pequena monografia António Tiago Acabado, Domingos Mascarenhas, Fernando Duarte, J. Francisco Aranda, José-Augusto França, José Ernesto de Sousa, Luis-Francisco Rebelo, Roberto Nobre e Vitoriano Rosa.

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Primitivos do Cinema Português


FERNANDO DUARTE

Lisboa, 1960
Cinecultura
1.ª edição
17,3 cm x 11,2 cm
56 págs. + 4 págs. em extra-texto
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos de posse de Avelino Dias
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Avelino Dias
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Argumento Cinematográfico [junto com] As Máquinas e o Estudo [junto com] A Realização Cinematográfica



ERNESTO DE SOUSA
MANUEL RUAS
ADELINO CARDOSO
FONSECA E COSTA
et alli

Lisboa, s.d. [1956]
Sociedade de Artes Gráficas, Limitada
1.ª edição [única]
3 volumes (completo)
18,2 cm x 11 cm
[96 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [92 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [96 págs. + 1 desdobrável em extra-texto]
subtítulos: 1 – Como Se Escreve um Filme; 2 – Primeira Iniciação à Técnica Cinematográfica; 3 – Noções Sobre a Realização de um Filme
ilustrados
capas impressas no verso
exemplares estimados, lombada esfolada no vol. 2; miolo limpo
acondicionados em estojo artístico próprio de fabrico recente
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

A importância de Ernesto de Sousa – o animador da vertente colecção – para o meio artístico português nos anos 50-70 do século XX ultrapassa em muito a sua intervenção quer em revistas da especialidade, quer no fomento de cineclubes. Até Eduardo Prado Coelho lhe reconheceu o mérito (in Ernesto de Sousa – Itinerários [catálogo], Secretaria de Estado da Cultura, Lisboa, s.d. [1987]):
«[...] Ser-me-ia muito difícil, até por manifesta impreparação, falar da obra de Ernesto de Sousa (no cinema, na literatura, na crítica, nas artes plásticas), se não tivesse a profunda convicção de que essa obra apenas existe sob a forma daquilo a que alguns escritores de língua francesa poderão chamar o désœuvrement, isto é, uma arte de puxar fios, desfiar as linhas invisíveis, os travejamentos ocultos, as costuras secretas, de tudo o que por momentos se consolida como instituição social ou estética, e ser capaz de instituir clareiras, lugares de encontro, de cumplicidade, de reinvenção de formas de sociabilidade e conjura. Seria manifestamente pouco dizer que Ernesto de Sousa tem sido, acima de tudo, alguém que soube, melhor de que qualquer de nós, encenar, com a participação de nós todos, o espaço da arte contemporânea em que todos estamos envolvidos. Porque o valor do trabalho de Ernesto de Sousa é muito mais do que isso. É uma permanente lição de persistência e apagamento, de presença e clandestinidade, de opções radicais e fraterno entendimento dos laços da palavra, de inovação e escuta dos valores mais discretos da arte popular ou quotidiana, de frieza e paixão, de fanatismo e distracção, de força e fragilidade. Seria difícil encontrarmos neste exíguo espaço português alguém que tanto tenha contribuído para o alterar sem nunca ter enveredado por posturas de domínio, afirmação, ocupação ou poder. Seria difícil apontarmos alguém a quem devemos tanto tendo-o encontrado tão poucas vezes e de um modo tão oblíquo. Ernesto de Sousa é certamente o mais discreto, invisível, silencioso, clandestino e apaixonado mestre de múltiplas gerações. É essa a sua imensa obra: difusa, transparente, transversal, dispersa e fluída nesse jeito inconfundível de saber como nos atravessar.»

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A Evolução Estética do Cinema




ANTÓNIO DE MACEDO
vinhetas de João Abel Manta
colab. Vasco Granja, F. Marques Lopes, Manuel de Seabra e Raul de Carvalho

Lisboa, 1959-1960
Clube Bibliográfico Editex Lda. (ed. Autor)
1.ª edição
2 volumes (completo)
28,9 cm x 20,7 cm
744 págs. (numeração contínua): [XVI págs. + 336 págs. + 50 págs. em extra-texto (1 cromo colado numa delas) + 1 desdobrável em extra-texto] + [408 págs. + 58 págs.]
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
linotipados e impressos sobre papel superior creme, extra-textos em rotogravura
encadernação de amador em tela encerada com gravação a ouro nas lombadas
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

É talvez o mais conciso instrumento de trabalho para estudantes candidatos a cineastas – ainda hoje, e apesar da maciça revolução tecnológica na indústria cinematográfica. Publicado num momento de explosão estética de uma nova geração que mostrava os primeiros conseguimentos de Fernando Lopes e Manuel de Oliveira. Seguir-se-lhe-á o muito que Ernesto de Sousa também ao cinema trará...
António de Macedo, arquitecto de profissão, que abandonou para se dedicar exclusivamente ao cinema, para além da realização (Domingo à Tarde, Nojo aos Cães, A Promessa, etc.) foi o principal fundador e animador da cooperativa Cinequanon, que, mesmo antes do 25 de Abril, se propunha produzir um tipo de filmes fora do proteccionismo material e ideológico do Estado fascista.

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As Horas de Maria


ANTÓNIO DE MACEDO
capa e grafismo de Carlos Alves

Lisboa, 1977
Cinequanon
1.ª edição
20,7 cm x 12,6 cm
116 págs. + 20 págs. em extra-texto
subtítulo: Guião do filme com o diálogo integral
exemplar como novo
junto com o bilhete de cinema referente a uma das sessões de projecção da película, que tivera estreia a 3 de Abril de 1979 no mesmo cinema Nimas, sob o ataque cerrado dos protestos e das rezas de manifestantes beatos a soldo da Igreja
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Reflexões de um Cineasta


SERGEI EISENSTEIN
trad. e pref. José Fonseca Costa

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
21,5 cm x 15,1 cm
376 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a branco na lombada e sobrecapa impressa
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior direito do frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O cinema poderia ter realizado essa síntese ideal de todas as artes que Wagner propunha para a ópera, indo – e foi! – na direcção do Mito totalitário, tenha este sido de “direita” ou de “esquerda”. Assim como poderia ter ido – que também foi – na direcção do simples apoio cívico à democratização do mundo, banalizando-se, pois, na ilustração animada de ordens, protestos, direitos e deveres. Hoje, pondo-se cada vez mais ao serviço da televisão, quere-se apenas como mero instrumento de um circo rudimentarmente artístico, de entretém da fome de espectadores amarrados em suas casas frente a monitores pessoais.
Eisenstein (1898-1948), por seu turno, prendia-se mais à reconstituição histórica contemporânea, com atributos conferindo à estética uma moral, mitificando o sacrifício de homens reais, ou, como ele deixou escrito: «Mobilizar a experiência do passado ao serviço do que está para vir.»

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Panorama do Cinema Português


LUÍS DE PINA
capa e arranjo gráfico de Tossan

Lisboa, 1978
Terra Livre
1.ª edição
20,7 cm x 14,6 cm
168 págs.
subtítulo: Das Origens à Actualidade
profusamente ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma história da produção cinematográfica nacional para iniciados, da autoria daquele que chegou a ser director da Cinemateca Portuguesa. Interessantes, para trabalho, são as detalhadas fichas de filmes e realizadores.

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Prontuário do Cinema Português 1896-1989



JOSÉ DE MATOS-CRUZ
pesquisa com António J. Ferreira e Luís de Pina
grafismo de Judite Cília

Lisboa, 1989
Edição da Cinemateca Portuguesa
1.ª edição
26 cm x 21,7 cm
304 págs.
impresso sobre três distintos papéis avergoados
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais importantes trabalhos realizados no sentido de inventariar o acervo cinematográfico nacional conhecido.

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As Maravilhas do Cinema


GEORGES SADOUL
trad. Salette Tavares
capa de Carlos Rafael

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América
1.ª edição
18,5 cm x 12,8 cm
296 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do poeta Fausto José
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos livros de referência para amadores interessados e estudantes da cadeira de cinema. Aqui se faz um pouco da história da sua técnica, com exemplos práticos, assim como não foram esquecidos os nomes daqueles que o firmaram como Sétima Arte.

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“Fantasia” e o Cinema


ARMANDO ARAGÃO
capa de Rafael Abrantes

Lisboa, 1957
Editorial Organizações (ed. Autor ?)
1.ª edição
20,7 cm x 14,5 cm
2 págs. + 40 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio extremamente técnico acerca das relações entre os sons e as cores, a fim de demonstrar um dos aspectos que faz do filme Fantasia de Walt Disney a obra-prima que patenteia uma feliz simbiose da música clássica com motivos de cinema de animação.

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O Cinema Entre Nós


LAURO ANTÓNIO

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,3 cm x 11,2 cm
272 págs. + 6 págs. em extra-texto
exemplar estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resume este livro o que foi a temporada de exibição comercial cinematográfica no país durante o ano de 1968, que o crítico Lauro António põe pelas ruas da amargura:
«[...] Continuamos sem ver o cinema que se faz por esse mundo fora. Bellochio, Godard, Forman, Saura, Rivette, Straub, Pasolini, Bertolluci, Ruy Guerra, Glauber Rocha e outros (que são homens que nestes anos de fim de década de 60 inventam o cinema do futuro), esses não os vimos ainda. O que por aqui passou, as mais das vezes amputado, nada mais foi do que (com algumas excepções honrosas) produtos melhor ou pior acabados de um cinema comercial ou comercializável. E, no entanto, entraram no nosso país 341 novos filmes [...].»
E apesar do triste panorama, tiveram os portugueses a oportunidade de ver uns bocados – o que sobrou após os cortes da censura – de pepitas incontornáveis, como seja Blow Up de Antonioni, 2001: Odisseia no Espaço de Kubrick, Laços Eternos de Delvaux, Play Time de Tati, e, entre as reposições, Anatomia de um Crime de Preminger, Johnny Guitar de Nicholas Ray e Esplendor na Relva de Kazan.

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Censura e Cinema


JOSEPH LOSEY
MARCEL MARTIN
GUIDO ARISTARCO
NEVILLE HUNNINGS
CARLOS ARAÚJO
et alli
trad. António Damião, António Landeira, António Pescada, Carlos Araújo, Garcia de Abreu, Luísa Fialho e Manuel Machado da Luz

Lisboa, 1969
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,3 cm x 11,1 cm
228 págs. + 6 págs. em extra-texto
exemplar estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apesar de «As opiniões expressas neste caderno não [serem] necessàriamente as da Editora» (nota editorial na ficha técnica), o que sobressai pode resumir-se nas seguintes palavras de Joseph Rovan:
«A censura é sempre uma homenagem prestada pelos que receiam o movimento e a investigação aos que têm como regra de vida a inquietude e a aventura.»

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sábado, maio 23, 2015

Promptuario Analytico dos Carros Nobres da Casa Real Portuguesa e das Carruagens de Gala


J. M. [JOAQUIM MARIA] PEREIRA BOTTO, monsenhor cónego

Lisboa, 1909
Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I [único publicado]
28,6 cm x 18,5 cm
334 págs. + 41 folhas em extra-texto, uma das quais desdobrável
ilustrado no corpo do texto e em separado
texto impresso a negro, vinhetas e capitulares impressas a sépia
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do inventário do acervo do Museu dos Coches. Cada peça está documentada com a respectiva imagem e descrição histórica, técnica, estética, etc.

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Catalogo do Museu Nacional dos Côches


LUCIANO FREIRE

Lisboa, 1923
Edição Oficial
[1.ª edição]
19,8 cm x 17,9 cm
8 págs. + XIV págs. + 110 págs. + 18 folhas em extra-texto
título completo: Museu Nacional dos Coches (e de indumentaria dos seculos XVII, XVIII e XIX) – Catalogo Descritivo e Ilustrado
ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo, com algum foxing nos extra-textos
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante Proémio do à data director do museu, que, além do histórico, sublinha a importância dos coches como registo da arte de entalhador em Portugal.

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quarta-feira, maio 20, 2015

Revolução e Mulheres


MARIA VELHO DA COSTA
capa e grafismo de Júlio Navarro
ilust. Lisa Chaves Ferreira

Lisboa, s.d. [1976]
Plátano Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
10,2 cm x 29,1 cm (oblongo)
20 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
peça de colecção
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição autónoma de um texto também incluído no livro Cravo (Moraes Editores, Lisboa, 1976).

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Cravo



MARIA VELHO DA COSTA
capa de Luiz Duran

Lisboa, 1976
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 14 cm
184 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício ao baixo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colectânea de textos o mais das vezes de reflexão acerca do lugar do escritor e dos lugares que o circundam. Por vezes, definindo verbalmente as suas felizes conclusões; como esta: «Não se pode ser nada, quando o solo debaixo dos pés é um coágulo informe sorvido por outros corpos sociais dominantes de que os que governam são apenas lacaios.»

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O Lugar Comum


MARIA VELHO DA COSTA

Lisboa, 1966
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20 cm x 12,5 cm
152 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar com sujidade superficial na capa e na contracapa; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do raro primeiro livro da prosadora que, em co-autoria com Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta, protagonizaram o último processo por delito de opinião julgado em Tribunal Plenário pelo regime fascista, o célebre processo das «três Marias», que ficou a dever ao 25 de Abril a sua não condenação.
Podendo aqui generalizar-se a afirmação, a propósito do livro que a este seguir-se-á, Maina Mendes, escreveu Eduardo Lourenço:
«Se há na moderna literatura portuguesa uma “obra aberta”, é bem esta de Maria Velho da Costa. [...] Nenhum dos nossos livros contemporâneos redistribui com tanto sucesso as experiências mais criadoras da prosa portuguesa, de Fernão Lopes a Guimarães Rosa, paisagens atravessadas e recriadas, a par de outras, com uma originalidade absoluta. Não é a sua visão, nem desorbitada como a de Herberto Helder, nem irrepressível e aleatória como a de Bessa-Luís. Exprime-se com contenção e reserva, em parágrafos tensos para melhor explodir a ira informe mas controlável que a habita como herança sua e da longa linhagem que do castro ibérico até ao interior morto da sala burguesa se metamorfoseou em história e natureza.»

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Maina Mendes



MARIA VELHO DA COSTA
capa de Mendes de Oliveira

Lisboa, 1969
Moraes Editores
1.ª edição
18,8 cm x 12,1 cm
292 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirmou em 1977 Eduardo Lourenço, no seu prefácio a uma edição posterior da vertente obra:
«[...] mundo de frustração [...], mundo de sufocação [...], a genérica condição da mulher portuguesa [...], [constitui] só por si um acontecimento na história real e textual da moderna consciência feminina, assinalando nela a passagem da mulher como “objecto” à sua conversão em “sujeito”.
Sujeito da história, da sua própria história e das “histórias” que consagram essa conquista do seu reino [...]
[...] Nenhum dos nossos livros contemporâneos redistribui com tanto sucesso as experiências mais criadoras da prosa portuguesa, de Fernão Lopes a Guimarães Rosa, paisagens atravessadas e recriadas, a par de outras, com uma originalidade absoluta. Não é a sua visão, nem desorbitada como a de Herberto Helder, nem irrepressível e aleatória como a de Bessa Luís. Exprime-se com contenção e reserva, em parágrafos tensos para melhor explodir a ira informe mas controlável que a habita como herança sua e da longa linhagem que do castro ibérico até ao interior morto da sala burguesa se metamorfoseou em história e natureza. [...]»

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Da Rosa Fixa



MARIA VELHO DA COSTA
capa de Vitorino Martins

Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 8,5 cm (esguio)
240 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, com sinais de goma no verso da capa e nas primeira e última folhas
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Casas Pardas


MARIA VELHO DA COSTA
capa e grafismo de Luiz Duran

Lisboa, 1977
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 14 cm
400 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo António José Saraiva / Óscar Lopes (vd. História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] O romance Casas Pardas [...] é essencialmente animado por um conflito profundo representado por duas vertentes sem encontro à vista: numa das vertentes está a protagonista-escritora, servida de toda a melhor cultura de origem (ou transmissão) burguesa ocidental, desmontando escaninhos relacionais e pessoais da sua formação (e insatisfação); na outra vertente, a deuteragonista, proletária, apostrofada de início num tu (o tu de uma identificação social procurada) que remata em primeira pessoa narradora-heroína, e que se apresenta tão exemplarista como o herói positivo do neo-realismo inicial. [...]»

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terça-feira, maio 19, 2015

Estatutos da Real Fabrica das Sedas, Eftabelecida no Suburbio do Rato


Lisboa, 1757
Na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo, Impreffor da Real Meza Cenforia
1.ª edição
29,6 cm x 21 cm
2 págs. (frontispício) + 14 págs.
encadernação artística recente inteira em seda
ligeiramente aparado somente à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

São os dezassete capítulos dos estatutos propostos à aprovação do rei D. José, e cuja redacção ocupa as primeiras dez páginas a seguir ao frontispício, seguidos das três páginas do consequente alvará e licença de execução para o impressor. É conhecida uma outra impressão em tudo idêntica, do mesmo ano, levada a cabo por Miguel Rodrigues, «impressor do Eminentíssimo Senhor Cardeal Patriarca».
Correspondendo hoje às portas 219-289 da Rua da Escola Politécnica, a Real Fábrica das Sedas terá sido edificada entre 1735 e 1741 em terrenos, entre o Rato e a Rua da Imprensa Nacional (então Travessa do Pombal) e até S. Bento, que faziam parte da Quinta do Morgado dos Soares da Cotovia – a quinta de D. Rodrigo na primeira metade do séc. XVIII. O seu edifício, cuja fachada se desenvolve ao longo da rua por cerca de cem metros, é um dos mais representativos exemplares da arqueologia industrial portuguesa. Actualmente, com um corpo central saliente encimado pelo frontão triangular com as armas de D. José, o que dele chegou até nós resultou das obras de alargamento da primitiva fábrica ordenadas pelo marquês de Pombal. Com a decadência da fábrica, a partir de 1835, as suas instalações acolheram inúmeras utilizações, de que se destacam um atelier de vitrais de Ricardo Leone e, na esquina para o Rato, uma antiga taberna, agora pastelaria, que manteve os painéis decorativos de azulejos.

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Noções Elementares Sobre a Cultura das Amoreiras e a Creação dos Bichos da Sêda para servir de guia aos sericultores



FRANCISCO DE AZEREDO TEIXEIRA DE AGUILAR, conde de Samodães

Porto, 1865
Typographia do Jornal do Porto
[1.ª edição ?]
18 cm x 10,8 cm
124 págs.
encadernação moderna em seda; conserva apenas a contracapa da brochura com pequenas falhas de papel periféricas
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Teixeira de Aguilar exerceu, nos finais do século XIX, o cargo de Governador Civil no Porto e, mais tarde, o de Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda. Tendo sido, na juventude, notório interveniente militar nas lutas contra o chamado movimento da Maria da Fonte, vamos encontrá-lo aos 75 anos de idade, em 1903, na formação e direcção do Partido Nacionalista.

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Discurso recitado pelo Conde de Samodães



[FRANCISCO DE AZEREDO TEIXEIRA DE AGUILAR]

Porto, 1885
Sociedade Nacional Camoneana / Typographia de Antonio José da Silva Teixeira (Cancela Velha)
1.ª edição
22,3cm x 14,4 cm
24 págs.
subtítulo: Na sessão de 10 de Junho de 1885 – No 305.º anniversario do passamento de Luiz de Camões
exemplar com a capa envelhecida e com restauro mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita de António de S. Payo a Alberto Osório de Castro
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo conde de Samodães, intelectual influente na cidade do Porto.

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Demonstração Analytica | dos barbaros, e inauditos procedimentos | adoptados como meios de justiça | pelo Imperador dos Francezes | para a usurpação do Throno | da | Serenissima e Augustissima | Casa de Bragança, | e da Real Coroa | de | Portugal, | Com o Exame do Tratado de Fontainebleau, Exposição | dos Direitos Nacionaes e Reaes, e da informe Junta | dos Tres Estados para supprir as Cortes. | Offerecida | Ao Juizo imparcial das Nações Livres



[JOSÉ ANTÓNIO DE SÁ]
gravura de Francesco Bartolozzi

Lisboa, 1810
Na Impressão Regia
1.ª edição
20,9 cm x 14,9 cm
2 págs. + 2 págs. (ante-rosto) + XXXX págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras) + 312 págs. + 12 págs. (índice e advertência) + 2 págs.
subtítulo (no ante-rosto): Defeza  |  dos  |  Direitos Nacionaes,  |  e Reaes  |  da  |  Monarquia Portugueza
encadernação da antiga inteira em pele com luxuosa gravação a ouro em ambas as pastas e na lombada, nervuras decoradas
pouco aparado, grandes margens, corte brunido a ouro
a notável gravura de Bartolozzi representa o rei D. João VI segundo o retrato do pintor Domenico Pellegrini
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
assinatura de posse na folha de protecção e carimbo na folha de dedicatória
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Sebastião Alberto Centeno Fragoso
PEÇA DE COLECÇÃO
470,00 eur (IVA e portes incluídos)

Elucida-nos Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo IV, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860) que José António de Sá foi «Doutor em Leis pela Universidade de Coimbra, e Oppositor ás cadeiras da mesma Faculdade; entrando depois no serviço da magistratura, foi Juiz de fóra da villa de Moncorvo, Desembargador da Relação do Porto, Conselheiro honorario da Fazenda por decreto de 3 de Dezembro de 1811; Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa etc., etc. – M. a 10 de Fevereiro de 1819, e foi sepultado na ermida da sua quinta do Pinheiro, a Septe-rios.
Faltou mencionar a circumstancia de que era Cavalleiro professo na Ordem de S. Tiago da Espada. – Foi nos primeiros annos d’este seculo nomeado Superintendente geral das Decimas da Côrte e Reino, cargo creado de novo, para cujo desempenho elle estabeleceu em sua propria casa uma especie de tribunal, e d’ahi expedia ordens para toda a parte em nome do soberano. Abolido o logar ao fim de algum tempo, voltou depois a exercer outro similhante, sob a denominação mais restricta de Superintendente geral das Decimas de Lisboa e seu termo, com jurisdicção sobre os seis magistrados a quem incumbia essa arrecadação na capital; e n’esse exercicio continuou ate falecer em 1819. Foi tambem Juiz conservador da Real Companhia do novo estabelecimento para a creação e torcidos das sedas mandada organisar por alvará de 6 de Janeiro de 1802, percebendo por este logar o ordenado de 600$000 réis. A isto e ao mais, accumulava um logar de Director da Real Fabrica das Sedas e Aguas-livres, com egual ordenado de réis 600$000, segundo ouvi. [...]»

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A Sericicultura em Portugal



JOAQUIM HENRIQUES FRADESSO DA SILVEIRA

Lisboa, 1869
Typographia Franco-Portugueza – Lallemant Frères, Typ.
1.ª edição
14,4 cm x 9,7 cm
272 págs.
exemplar estimado, falhas de papel na capa; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota na abertura do texto:
«Este folheto, que se publica hoje, comprehende o relatorio lido na sessão de 21 de dezembro de 1868 perante a commissão promotora da sericicultura, presidida pelo ex.mo duque de Loulé, e abrange tambem as informações ultimamente obtidas até 31 de março de 1869.»
Assim é que são dadas notícias da presença da amoreira e da criação do bicho-da-seda nas localidades de Angra, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Horta, Leiria, Lisboa, Ponta Delgada, Portalegre, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Fradesso da Silveira (1825-1875), tendo sido oficial do exército, deputado e lente de física e química na Escola Politécnica de Lisboa, distinguiu-se nos domínios da meteorologia – foi director do Observatório Meteorológico – e da história do fomento e da estatística industriais.

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Almanak Popular para 1850



FILIPPE FOLQUE
J. H. FRADESSO DA SILVEIRA
[?] F. FERREIRA D’ALMEIDA

Lisboa, 1849 (segundo ano)
Imprensa Nacional
1.ª edição
17 cm x 11,6 cm
164 págs.
subtítulo: Contendo além do que se acha geralmente nas folhinhas muitos artigos de sciencia popular, litteratura, statistica, conhecimentos uteis, variedades, poesia, musica, etc. illustrados com gravuras executadas por artistas portuguezes
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além dos referidos autores, pudemos identificar colaboração de Lopes de Mendonça, com o «romance» O Engeitado, e A. Lima com o poema Ao Anno Velho. Isto na parte propriamente literária, porque na de erudição científica são de relevar as páginas finais concernentes à estatística, e a respectiva chamada de atenção, por parte dos autores do almanaque, para essa ciência ainda embrionária em Portugal (e ainda não determinante de erróneas conclusões tendentes a esquecer a importância do indivíduo no seio das massas): «A estadistica é duplicadamente util n’um paiz cujos recursos são tão pouco conhecidos e apreciados [...]. Esperâmos que os nossos esforços concorram para que se dê d’ora em diante mais attenção a um ramo tão importante dos conhecimentos humanos – como é a estadistica [...]»

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Chimica Popular



JOÃO DE ANDRADE CORVO

Lisboa, 1882
Editora – Empreza Commercial e Industrial Agricola
1.ª edição
16 cm x 12,5 cm
134 págs. + 30 págs.
é o n.º V da colecção Bibliotheca de Agricultura e Sciencias
ilustrado
exemplar com falhas de papel e restauro na capa; miolo limpo, por abrir
rubrica de posse no canto superior direito da folha de rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

«A falta no nosso paiz de livros baratos e ao alcance de todos» – dizia o editor em nota final ao primeiro volume da colecção –, «escriptos especialmente sobre assumptos de agricultura e artes correlativas e que podessem esclarecer os nossos agricultores sobre as multiplicadas questões da sua industria, era ha muito sentida entre nós. [...]»  E assim é que ele deu provimento a tal necessidade pondo em marcha uma simpática colecçãozinha de livros imediatamente úteis, em que os interessados poderão encontrar desde ensinamento na matéria até ao mostruário de maquinaria disponível. As últimas páginas são disto mesmo exemplo, aí temos bombas de rega, prensas para azeite, esmagadores de uva, charruas, etc., e, a fechar, «machinas destinadas ás colonias», como a máquina de capsular ou o sulfurador automático.

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Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido


MANUEL DE LIMA

Lisboa, 1953
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
17,4 cm x 11,4 cm
268 págs.
capas impressas no verso
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel de Lima (1918-1976) foi crítico musical e literário, mas sobretudo ficcionista na esfera do melhor surrealismo em português. Companheiro próximo de Cesariny, Luiz Pacheco e Natália Correia, a Antologia do Humor Português trata-o justamente assim:
«[...] Que é o humor de Manuel de Lima? Resposta na página quinze do Malaquias: “Um grão de areia na mais pequena roda de uma engrenagem a fazer parar um sistema perfeito”. Portanto a engrenagem é a causa, é a interrogação, é o tablado onde se desenrolam os jogos contraditórios, as fábulas, as diversões. O humor está aqui, extravasa-se no delírio, no absurdo, numa escrita de expressão explicativa, com cores inesperadas, no rocambolesco, onde a imaginação-impacto é o factor um, fonte donde emana o caudal humorístico dos gestos, da vocação singular de Manuel de Lima para nos fazer sonhar a história de Malaquias, a história de Valeriano, a história de Olímpia, a história de Natália, a história de Maquiavelicus, numa gesta de heróis de banda desenhada, numa sucessão lanterna-mágica em que enganados e enganadores recìprocamente desfrutam da razão e da glória da luta, têm ao jogo a sorte que merecem.» (Edições «Afrodite» – Fernando Ribeiro de Mello, Lisboa, 1969)

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Obras de Manuel de Lima


MANUEL DE LIMA
prefácios de António Maria Lisboa e José de Almada Negreiros
capa e grafismo de Soares Rocha
desenhos de João Rodrigues, Mário Alberto, José Araújo e Carlos Martins Pereira

I. A Pata do Pássaro Desenhou uma Nova Paisagem *
II. Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido
III. O Clube dos Antropófagos
[novela * + teatro]

IV. Um Homem de Barbas, e outros contos

Lisboa, 1972-1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª [*] e 2.ª edições
4 volumes (completo)
18,5 cm x 12 cm
160 págs. + 264 págs. + 272 págs. + 192 págs.
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra literária esquecida, sob o capacho da prosa actualmente à venda nas livrarias, de um Autor que nunca se esqueceu de nos elucidar acerca do mundo em que vivíamos: a Lisboa vigiada, anos 40-70 do século XX. O nervo perturbante do seu humor bebe nos humores negros surrealistas. Lá estão os grandes triângulos “mágicos”: a pintora, o amante e o mecenas; o senhorio, a porteira e o pide; a devoradora de homens, o marido enganado e o estroina; os ricos, os pobres e os bolseiros; etc... Ou, nas palavras que lhe são próprias: «Os ricos acham deselegante quando se lhes pedem pequenas quantias [...]. Quem sabia disso era o Al Capone.»
Foram seus primeiros editores Luiz Pacheco (Contraponto) e, mais tarde, Vitor Silva Tavares, na Ulisseia.

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Humilhados e Ofendidos


ANDRÉ CHARPAK
(peça extraída do romance de Dostoïevsky)
trad. Manuel de Lima

Lisboa, 1962
Teatro Moderno de Lisboa (Sociedade de Actores)
1.ª edição
18,3 cm x 11,5 cm
2 págs. + 40 págs. + 2 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, maio 18, 2015

Marcas de Contrastes e Ourives Portugueses


MANUEL GONÇALVES VIDAL
FERNANDO MOITINHO DE ALMEIDA

Lisboa, Março-Abril de 1974
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
2.ª edição
2 volumes (completo)
28,1 cm x 20 cm
[XIV págs. + 356 págs.] + 428 págs.
subtítulos: vol. I – Século XV a 1887; vol. II – 1887 a 1950
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
285,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma importante ampliação da obra primitiva de Gonçalves Vidal, com novas marcas, identificadas pelo engenheiro Fernando Moitinho de Almeida.

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Marcas de Contrastes e Ourives Portugueses


MANUEL GONÇALVES VIDAL
pref. Reinaldo dos Santos

Lisboa, 1958
Casa da Moeda
1.ª edição
27,4 cm x 19,2 cm
8 págs. + VIII págs. + 568 págs.
subtítulo: Desde o Século XV a  1950
profusamente ilustrado
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Gonçalves Vidal, que foi marcador do laboratório e contrastaria da Casa da Moeda, amplia largamente o até então único livro conhecido com a identificação e os desenhos das marcas nacionais, o de Laurindo Costa. A importância do vertente inventário, não só facilita aos profissionais a detecção de falsificações, como é incontornável para a história dessa arte.

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O Livro das Marcas de Ourives da Câmara de Lisboa – 1791-1833


MANUEL SANTOS ESTEVENS

Lisboa, 1948
Editorial Império – Separata de «Olisipo»
1.ª edição
25 cm x 18,8 cm
36 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da publicação de um códice que se encontrava na Casa dos Vinte e Quatro, em que se dava notícia dos ourives e índice e reprodução das respectivas marcas. Documento de extrema importância para a história da ourivesaria lisboeta.

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Catálogo das Moedas Indo-Portuguesas do Museu Municipal do Pôrto


DAMIÃO PERES

Porto, 1924
Museu Municipal do Pôrto
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
160 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Catálogo de inestimável valor para a História, redigido e impresso por altura da aquisição de cerca de quatrocentas espécies, por parte do referido museu, aos herdeiros do general e numismata Martins de Carvalho.

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sábado, maio 16, 2015

Aristocratas


MARIA ARCHER

Lisboa, s.d. [circa 1945]
Editorial Aviz
1.ª edição
20,5 cm x 15,5 cm
440 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritora e jornalista muito ligada tanto à memória de África – onde passou a juventude – como ao Brasil, aqui por força de exílio político entre 1954 e Abril de 1974. É precisamente a partir do Brasil que escreverá vários libelos contra o regime salazarista. A prosa de Maria Emília Archer Eyrolles Baltasar Moreira (1905-1982) patenteia um conhecimento da sociedade burguesa lisboeta, da qual era oriunda, assim como «[...] a coragem como apresentava as personagens femininas dos seus contos e romances, nas suas relações com o homem, adentro de uma sociedade de submissão. [...]» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998)

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Eu Sou um Homem Ilustre


ALICE OGANDO
capa de Júlio [de Sousa (1906-1966)]

Lisboa, 1942
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,6 cm
204 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, sinais de foxing nas primeiras e últimas folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998):
«Mulher do contista e comediógrafo André Brun, Alice Ogando [1900-1981] foi actriz, tradutora e prolixa escritora dos mais diversos géneros literários. Utilizou, entre inúmeros pseudónimos, os de A. H. de Almeida, Marge Grey, Henry Marcel, Jane O’Brien, mas o que a tornaria mais famosa seria o de Mary Love, sob o qual publicou dezenas de romances e novelas “cor-de-rosa”, ao gosto do sentimentalismo popular da época. Foi ainda autora de textos radiofónicos no mesmo tom (Rádio Drama, na ex-Emissora Nacional) e dedicou-se também ao teatro declamado. [...] Traduziu obras de Stephan Zweig, entre outras. [...]» É de acrescentar que só talvez razões comerciais terão ditado o recurso à pseudonimia, pois a sua obra autógrafa não difere muito, estilisticamente, de tudo o mais que escreveu.

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Ha-de Dizer Mamã


ALICE OGANDO

Porto, s.d. [circa, 1937]
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13 cm
40 págs.
miolo impresso sobre papel superior algodoado
capa a duas cores sobre papel de fantasia canelado, tem colado um cromo a sépia
exemplar em bom estado de conservação; miolo no geral limpo, com ocasionais picos de oxidação devido à porosidade absorvente do papel
assinaturas de posse nas págs. 1 e 3
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve peça teatral representada no Porto, em Janeiro de 1937, no Teatro São João. Não passa de um monólogo caseiro, encenando os estéreis dramas sentimentais da vida doméstica de uma mãe burguesa.

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Clarinha


ALICE OGANDO
capa e ilust. Maria Helena Abreu

s.l. [Lisboa], 1963
Livraria Civilização – Editora
s.i. [1.ª edição]
18,5 cm x 13 cm
176 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Amok



STEFAN ZWEIG
trad. Alice Ogando
capa de Amorim

Porto, 1942
Livraria Civilização
3.ª edição
19,8 cm x 13,4 cm
208 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 7
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Novela inspirada nos estudos psicoanalíticos de Sigmund Freud, aqui reeditada no ano da tocante morte deste conhecido escritor judeu austríaco. É a prova de que Hitler assassinava mesmo à distância. Deprimidos pelo triunfo da intolerância, Zweig e a mulher suicidaram-se no exílio, em Petrópolis.

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sexta-feira, maio 15, 2015

Quadratim – I


ISABEL DA NÓBREGA
pref. Orlando Neves
capa de Dorindo Carvalho

Lisboa, 1976
Diabril Editora, S.C.A.R.L.
1.ª edição (único volume publicado)
19,2 cm x 13,6 cm
240 págs.
subtítulo: Filipa, Palmira, Adelaide, Silvinha e outras
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Orlando Neves, na circunstância editor do vertente livro:
«[...] Que andaram a editar os editores? De repente, apercebo-me de que é necessário, imediato, que estas crónicas sejam publicadas. [...]
Todos nos lembramos do que era a imprensa diária portuguesa no antes de 25 de Abril.
Todos nos lembramos da perspectiva generalizada com que então era focada a condição feminina.
Ora é nesse quase pântano de letras que Isabel da Nóbrega surge regularmente a escrever sobre a mulher e a sua condição. Mas, desde logo, a sua perspectiva se deferencia de todos os que escreviam sobre o assunto.
Trata-se de uma voz resistente, uma voz que usa o tema para denunciar a opressão que impende sobre a mulher [...].»

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