quinta-feira, abril 28, 2016

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Los Cuatro Libros del Cortesano




BALTASAR CASTELLON
trad. Boscan
pref. Garcilasso de la Vega

Madrid, 1873
Librería de los Bibliófilos – Alfonso Durán
«edicion dirigida por D. Antonio María Fabié»
17 cm x 11,5 cm
4 págs. + 1 folha em extra-texto + LXX págs. + 4 págs. + 582 págs. + 14 págs.
texto em castelhano
encadernação editorial em tela com rótulo de pele gravado a ouro na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO ESCRITOR ALFREDO PIMENTA A MARIA-HENRIQUETA D’KORTH
ASSINATURA DO MESMO NO FRONTISPÍCIO
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Admirável obra italiana de corte, que o escritor e diplomata conde Baltasar Castiglione (1478-1529) nos legou, aqui traduzida pelo poeta catalão Joan Boscà i Almogàver (1490-1542).

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D. Maria I – 1777-1792


CAETANO BEIRÃO

Lisboa, 1934
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
22,6 cm x 15 cm
XII págs. + 478 págs. + 4 folhas em extra-texto
subtítulo: Subsídios para a revisão da história do seu reinado
ilustrado com 4 heliogravuras
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Caetano Maria de Abreu Beirão (1892-1968) foi jornalista e historiador, destacado militante integralista, a quem o Estado Novo atribuiu o Prémio Alexandre Herculano precisamente à vertente obra.

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A Côrte da Rainha D. Maria I



W.[WILLIAM] BECKFORD
[trad. anónimo]

Lisboa, 1901
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
1.ª edição (a presente tradução)
21,5 cm x 13,9 cm
4 págs. + 192 págs.
subtítulo: Correspondência de W. Beckford, 1787
encadernação recente meia-inglesa em pele e papel de fantasia, cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, capa da brochura com restauro; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma outra tradução, incompleta e com expurgos, destas cartas de Beckford antecedeu a vertente. Trata-se de Viagens de Beckford a Portugal, publicada no «jornal literário e instrutivo» O Panorama, entre 25 de Agosto de 1855 (vol. IV, 3.ª série) e 24 de Outubro de 1857 (vol. I, 4.ª série), assinada por M. (Francisco Romano Gomes Meira), cunhado de Alexandre Herculano, o historiador ligado à direcção da publicação. Há, porém, saltos nessa tradução, que podem ser atribuídos quer a distracções do tradutor, quer a imperativos de espaço no jornal. Menos compreensível é a sua interrupção, quase à beira do fim, a meio de uma das últimas cartas. A tradução aqui em epígrafe corresponde a toda a parte relativa a Portugal no livro Italy; with Sketches of Spain and Portugal, publicado em Junho de 1834 pelo editor Richard Bentley.
Do autor, diz-nos Aníbal Fernandes in De Fora para Dentro (Fernando Ribeiro de Mello – Edições Afrodite, Lisboa, 1973):
«Nasce em Londres. Beckford-criança teria sido aluno de música de Mozart-criança. Um filho natural do czar Pedro o Grande teria sido seu preceptor. Beckford passa a adolescência em Génova. Casa com uma filha do conde de Aboyne. É eleito no Parlamento pela circunscrição de Wells. Um escândalo de costumes envolve o seu nome e o do jovem visconde Courtenay, interrompendo-lhe a carreira política. Beckford viaja pela Europa, permanece vários meses em Portugal como hóspede do embaixador da Inglaterra em Lisboa. De regresso, manda construir em Fonthill uma grandiosa abadia gótica, onde vive, até à derrocada financeira que obriga à venda das suas propriedades. Entre obras várias de costumes e impressões relacionados com os países que visitou, William Beckford é também autor de Vathek, narrativa gótica escrita originalmente em francês.»

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D. Maria II (A Rainha e a Mulher)


ESTER DE LEMOS
capitulares e vinhetas de Júlio Gil

Lisboa, 1954
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
26,2 cm x 20 cm
20 págs. + 216 págs. + 18 folhas em extra-texto
subtítulo: No Centenário da Sua Morte
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Biografia de Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança (1819-1853), que, tendo começado a reinar em 1826, só teve um papel determinante após o conturbado período das guerras civis que puseram em confronto liberais e absolutistas. Não terá sido de somenos a influência do seu segundo marido, D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha, um alemão, e artista, que trouxe à corte uma lufada de inteligência civilizadora.

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Núa


JUDITH TEIXEIRA
desenho de Guilherme Filipe

Lisboa, 1926
J. Rodrigues & C.ª
1.ª edição
26,3 cm x 20,1 cm
116 págs. + 1 folha em extra-texto (com vegetal de protecção da gravura)
subtítulo: Poemas de Bysâncio escritos que foram por [...]
composto manualmente
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo
discretos carimbos de posse no ante-rosto e na última página
PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Depois de uma interessante estreia na revista Contemporânea (n.º 2, Junho de 1922; e n.º 6, Dezembro de 1922), «Nos idos de Março de 1923 o Governador Civil de Lisboa, providencialmente sobressaltado pela alta brida de uns quantos Estudantes Católicos sedentos de mão pesada contra a Literatura Dissolvente que inundava escaparates e assim corroía os Santíssimos Costumes da Pátria Lusitana (ao tempo Republicana e Laica e Democrática), açula a polícia e faz apreender, para depois cremar, exemplares das Canções, de António Botto, de Sodoma Divinizada, de Raúl Leal, e de Decadência, duma tal Judith Teixeira – esta com direito a adjectivo personalizado: “desavergonhada”. [...]» (Assim abre o editor Vitor Silva Tavares o seu prólogo à reedição & etc, em 1996, da obra integral de Judith Teixeira.
E prossegue, passim.) «[...] A dita cuja, não obstante o escarcéu e em rescaldo de incêndio, talvez para despistar dá à estampa um nem por isso inócuo novo livro de poemas – Castelo de Sombras – e, em Dezembro do mesmíssimo ano – ah! leoa! –, reedita o famigerado.
Sublinha, pois, o desplante.
Aguarde-se 1926 e teremos nas livrarias NVA, Poemas de Bizâncio: ela a dar-lhe. [...]
Dá que pensar.
Porque a Kultura de Bombeiros & Clérigos – selectiva como convém neste País de milionários que é também o mais pobre e analfabeto da Europa – regista a polémica da “Literatura de Sodoma”, Botto, Leal, Pessoa, e omite, discrimina, branqueia, aquela que viu igualmente um livro seu em labareda e foi afinal a mais perseguida e enxovalhada de quantos. [...]
[...] Nem rasto de memória de uma mulher que em 1925 funda, dirige e edita uma revista – Europa – de alto gabarito cosmopolita e eclético “modernismo”. Vilipendiada pela moral vigente (que não era só, não senhor, a dos jovens prosélitos do fascismo lusitano; afinava pelo mesmo diapasão uma Lisboa de chapéu-de-côco republicano, possidónia e reaccionária no ideário pequeno-burguês como nos hábitos e costumes sexuais), viu-se, em 1927, sentenciada de morte artística pelo grão-sacerdote José Régio. Assim: “Todos os livros de Judith Teixeira não valem uma canção escolhida de António Botto”.
À sanha dos moralistas seguiu-se a dos vigilantes do Gosto. Tumba com ela, que estava mal enterrada. [...]»
Mas a verdade não é que «[...] se pode detectar uma tão veemente afirmação do primado dos sentidos, uma tal exegese da sensualidade, uma tal carnalidade já fonte de prazeres espirituais os mais ilícitos, que isso sim lhe confere força e autenticidade únicas na literatura que então se escrevia e que por isso mesmo veio a provocar a denúncia, a repulsa, a ferocidade persecutória dos cães-de-fila do mais rançoso conservadorismo? [...]»
Núa surgira em 1926, no decurso do golpe militar ditatorial do 28 de Maio, e serviu aos fascistas como bombo de festa no patriótico Revolução Nacional, periódico que será coadjuvado na alarvidade tanto por Amarelhe n’O Sempre Fixe como por Marcello Caetano na Ordem Nova, definindo-o este último – obviamente com a sabedoria inquisitorial dos traumas higienistas da “vontade de poder” – como «papelada imunda, que empestava a cidade».

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Núa



JUDITH TEIXEIRA
desenho de Guilherme Filipe

Lisboa, 1926
J. Rodrigues & C.ª
3.ª edição
26,2 cm x 19,7 cm
116 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas de Bysancio escritos que foram por [...]
composto manualmente
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar como novo e por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
245,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas


JUDITH TEIXEIRA
org. e bibliog. Maria Jorge e Luis Manuel Gaspar
pref. Vitor Silva Tavares
capa e vinhetas de Luis Manuel Gaspar

Lisboa, 1996
& etc – Edições Culturais do Subterrâneo, Lda.
1.ª edição (conjunta dos 3 livros da Autora)
17,6 cm x 15,6 cm
256 págs. + 4 págs. em extra-texto
subtítulo: Decadência – Castelo de Sombras – Nva – Conferência: De Mim
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado amarelo
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Como Triumphou a Republica


HERMANO NEVES

Lisboa, 1910
Empreza Editora “Liberdade”
1.ª edição
21,1 cm x 14,3 cm
144 págs.
subtítulo: Subsidios para a Historia da Revolução de 4 de Outubro de 1910
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação modesta recente inteira em tela com a capa anterior espelhada
não aparado, conserva a contracapa da brochura
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro testemunho documental acerca dos factos que estiveram na origem e preparação do movimento revolucionário que levou à queda da Monarquia.

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Os Simples


GUERRA JUNQUEIRO

Porto, 1892
Typographia Occidental
1.ª edição
17,6 cm x 12 cm
2 págs. + 130 págs.
impresso sobre papel de linho
encadernação recente inteira em tela com as capas espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse de Esther Cochat no frontispício
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Junqueiro, feito ainda em vida glória poética nacional por aqueles que de poética nada sabiam, foi um valor retórico que perdurou mesmo fora dos meios republicanos seus naturais. Não houve selecta escolar do Estado Novo que não tenha exibido, sem engulhos, a moleirinha-toque-toque-toque. «Mas apesar destas limitações hoje evidentes» – diz a História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva / Óscar Lopes (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989) –, «Junqueiro não teria conseguido identificar-se com tão vastas camadas da pequena burguesia, não teria exercido uma influência tão considerável, mesmo para além da sua época, se não dispusesse de certos meios extraordinários de expressão literária. Em primeiro lugar, o seu simplismo ideológico relaciona-se com uma flagrante visualidade de imagens: Junqueiro não pensa com finura, porque logo as ideias e sentimentos em alegoria ou imagem. [...] Por outro lado, a facilidade rítmica do verso junqueiriano colhe, nalguns poemas, certas tonalidades de emoção inapreensível para uma versificação menos espontânea [...]»

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Os Simples



GUERRA JUNQUEIRO

Lisboa, 1923
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
8.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
128 págs. + 1 folha em extra-texto (protegida com papel vegetal)
encadernação editorial em tela finamente gravada numa imitação de japonismo muito em voga na Baixa-Chiado no início do século XX
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pedro Soriano


G. [GUERRA] JUNQUEIRO

Lisboa, 1882
Thyp.ª de José F. Ferreira
s.i. [2.ª edição]
16,5 cm x 11,1 cm
16 págs.
subtítulo: A Torre de Babel ou a Porra do Soriano
acabamento com um ponto em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso do ante-rosto o selo da Biblioteca de Gilberto de Moura
PEÇA DE COLECÇÃO
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Raul Brandão (Memórias [vol. II], Jornal do Fôro, 1969):
«Junqueiro escreveu algumas poesias eróticas, que um livreiro do Porto a ocultas coligiu e publicou tirando quarenta exemplares. José Sampaio [Sampaio Bruno] arranjou um para a Biblioteca Municipal do Porto. Junqueiro, que passou a vida a comprar por todo o preço esses exemplares, deu o manuscrito da Pátria à Câmara do Porto em troca do exemplar da Biblioteca. E dizia: – Esses versos não são meus, são do álcool.»
Daqui podemos aferir o altíssimo valor que têm hoje, para os bibliófilos, quer essa edição primitiva, impressa sobre papel de linho, com a falsa datação de «Paris – 2119», quer a vertente. Junqueiro, sabendo de um certo «casamento simulado» em que um tal Pedro Soriano de Lisboa deu expressão ao seu «membro viril desenvolvidíssimo», quis conhecê-lo, e, pelo que viu, terá exclamado: «Tamanho membro merece um poema».

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Tragedia Infantil



GUERRA JUNQUEIRO
capa e ilustrações de Alonso

Lisboa, 1913
Parceria Antonio Maria Pereira
2.ª edição, ilustrada
18,2 cm x 12,5 cm
44 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
rubrica de posse nos cantos superiores direitos da capa e da folha de ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemeto publicado inicialmente em 1877 e posteriormente incluído na obra A Musa em Férias, surge aqui ilustrado pelo caricaturista talassa Alonso (nome artístico de Joaquim Guilherme Santos Silva). O propósito de Junqueiro – como, por exemplo, o do seu contemporâneo Antero (veja-se a Advertência ao Thesouro Poetico da Infancia, Ernesto Chardron Editor, Porto, 1883) – é pedagógico, fazendo um intervalo na sua poesia de afrontamento republicano. A infância era, então, uma aposta dos progressistas, que acreditavam existir em toda e qualquer criança, latente, um poeta. Mas o propósito educativo, mesmo para a época, pelo menos no caso de Junqueiro, afigura-se-nos duvidoso... Senão, leiamos uma passagem em que os imberbes personagens do motivo literário brincam, por assim dizer, “aos adultos”:

«[...] Com todas as qualidades
Da menagère exemplar,
Em quanto o irmão faz cidades,
Bebé prepara o jantar.

Dorme a boneca ao pé d’ella
No berço. De quando em quando
Bebé escuma a panella
Que está fervendo e cantando.

Mexe o guisado e a fritura,
Vê se têm o sal bastante,
E sentando-se á costura
Com um ar meigo, radiante,

Em quanto a creança loira
Dorme o bom somno florido,
Co’a illusão d’uma tesoira
Talha a illusão d’um vestido.

Mas são horas; o irmãosito
Já deve de andar cansado
Das construções de granito
E da rabiça do arado. [... etc., etc., etc...]»

Trata-se da representação de um mundo mesquinho com o homem sempre nas alturas dos grandes projectos, a correr mundo, ou, pelo menos, ao ar livre, enquanto a mulher permanece aprisionada na procriação e na lide doméstica. Pouco depois, com o advento dos provincianos salazaristas, tudo isto veio a ser sistematizado como modelo incontestável de encarceramento de uma sociedade inteira.


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A Velhice do Padre Eterno



GUERRA JUNQUEIRO

Porto, 1885
Editores Alvarim Pimenta e Joaquim Antunes Leitão
1.ª edição
23,3 cm x 15,5 cm
216 págs.
impresso sobre papel superior
encadernação antiga meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, charneira frágil; miolo limpo, papel fresco
carimbo na folha de ante-rosto e assinatura de posse no frontispício
peça de colecção
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Libelo anticlerical, ainda hoje, na esfera da Igreja, tido por um insulto.

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A Velhice do Padre Eterno


GUERRA JUNQUEIRO
ilustrações de Leal da Camara

Porto, s.d. [1912 ?]
Livraria Chardron, de Lelo & Irmão, editores
[1.ª edição ilustrada]
19,7 cm x 13,4 cm
8 págs. + 272 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
tiragem comum da encadernação editorial em tela com a pasta anterior e a lombada gravadas a ouro, e relevo seco na pasta posterior
folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

As ilustrações que o caricaturista Leal da Câmara concebeu, em 1912, para esta edição da célebre Velhice, acompanham, em tom maior, a sátira e o anticlericalismo do poeta.

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A Velhice do Padre Eterno



GUERRA JUNQUEIRO
ilustrações de Leal da Camara

Porto, 1945
Livraria Lello & Irmão, editores proprietários da Livraria Chardron
s.i.
19,7 cm x 13,1 cm
XXVI págs. + 268 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, abril 26, 2016

Morte di Camoens


ALMEIDA-GARRETT
trad. Domenico Perrero
pref. Joaquim de Araújo

Parma, 1898
Tipographia L. Battei
s.i. [1.ª edição em livro]
texto em italiano
18,3 cm x 12 cm
16 págs.
elegante encadernação em meia-inglesa com gravação a ouro sobre a pele na pasta anterior
não aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE JOAQUIM DE ARAÚJO AO POETA JOÃO PENHA
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Domenico Perrero (1820-1899), conhecido historiador italiano, foi também um admirador da cultura portuguesa, embora haja vertido para italiano esta obrinha de Garrett (que a publicou sob anonimato) no puro desconhecimento da respectiva autoria. Joaquim de Araújo (1858-1917) esclarece num sucinto prefácio a circunstância e elogiando-lhe o estilo.

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Manual de Citações Camoneanas


NARCISO JOSÉ DE MORAES (1826-?)

Porto, 1884
Livraria Portuense de Clavel & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12 cm
80 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, falhas de papel na lombada; miolo limpo com ocasionais picos de acidez
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal Após os Lusíadas


EMÍDIO COSTA

Lisboa, s.d. [circa 1937]
Papelaria Fernandes
1.ª edição
15,7 cm x 11,4 cm
52 págs.
subtítulo: Canto I
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vários escritores pretenderam, desde sempre, criar uma espécie de continuação da narrativa histórica contida em Os Lusíadas. Uns mais outros menos afortunados, produziram um género imitativo, por vezes sério, quando não jocoso ou paródico, género a que a vertente brochura pertence. Emídio Pereira da Costa (1887-1952) foi militar de carreira, tendo feito parte do CEP durante a Primeira Guerra Mundial; a sua veia poética nunca foi além da mímese camoneana.

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Os Ultimos Momentos de Camões


LEONE FORTIS
trad. José da Silva Mendes Leal Junior

Lisboa, 1861 [aliás, 1860]
Typographia Universal
1.ª edição
18,3 cm x 12,4 cm
40 págs.
subtítulo: Poema Dramatico originalmente escripto em versos italianos por [...] vertido em versos portugueses por [...] Representado por M.me Ristori no Theatro de S. Carlos
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Leone Fortis (1827-1896), jornalista, crítico musical e poeta, chegou a exercer o cargo de director artístico no teatro Scala de Milão.

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A Medicina Scientifica


ELIAS DA COSTA, tenente

Covilhã, 1928
Edição do Autor
1.ª edição
20,7 cm x 14 cm
8 págs. + 288 págs.
exemplar estimado, pequeno restauro na capa; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Artur Elias da Costa (1894-1956) foi militar, pedagogo, defensor do operariado e estudioso dos temas relacionados com Abrantes, cidade onde se radicou após a sua fuga da Covilhã, dados o anti-semitismo e o reaccionarismo locais.
Do Prefácio do autor:
«[...] Este livro não pode captar a estima das pessoas instruidas. Destina-se a desentorpecer as faculdades do espirito nas classes trabalhadoras. Se eu for obsecrar os eruditos para que me comprem este volume, não é para que o leiam, é para que m’o paguem, e assim eu poder continuar a agitar o facho da sciencia nos lares onde nem sequer chega a luz do sol. [...]»

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O Poderio da Inglaterra


JOSÉ DE MACEDO

Lisboa, s.d. [circa 1900]
Livraria Editora Guimarães, Libanio & C.ª
[1.ª edição]
17,1 cm x 8 cm
80 págs.
é o n.º IV da Collecção do Povo – Scientifica, Artistica, Industrial e Agricola
cartonagem editorial
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito à maneira da colecção pioneira deste tipo de manuais de vulgarização erudita, a Bibliotheca do Povo e das Escolas, criada em 1881 pelo editor fora de série David Corazzi, também aqui, num formato “de bolso” a um preço acessível, temos um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular.

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O Alcool e o Tabaco


AMADEU DE FREITAS

Lisboa, s.d. [circa 1900]
Livraria Editora Guimarães, Libanio & C.ª
[1.ª edição]
17,2 cm x 8,1 cm
80 págs.
é o n.º V da Collecção do Povo – Scientifica, Artistica, Industrial e Agricola
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Almas do Outro Mundo


AMADEU DE FREITAS

Lisboa, s.d. [circa 1900]
Livraria Editora Guimarães, Libanio & C.ª
[1.ª edição]
17,1 cm x 8,4 cm
76 págs.
é o n.º IX da Collecção do Povo – Scientifica, Artistica, Industrial e Agricola
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo, sinais de caruncho no fêsto à cabeça das últimas folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, abril 25, 2016

Ourivesaria Portuguesa – Revista Oficial do Grémio dos Industriais de Ourivesaria do Norte



Porto, 1948 a 1952
dir. Gabriel Ferreira Marques
ed. Francisco de Oliveira Sampaio Júnior
20 números enc. em 5 volumes (completo)
28,1 cm x 22,2 cm
[208 págs. (num. contínua) + 10 págs. + 12 págs. + 12 págs.] + [180 págs. (num. cont.) + 12 págs.] + [316 págs. (num. cont.) + 12 págs. + 12 págs. + 10 págs. + 10 págs. + 4 folhas em extra-texto (2 das quais com cromo colado) + 1 vegetal impresso em extra-texto] + [280 págs. (num. cont.) + 8 págs. + 8 págs. + 2 folhas em extra-texto] + [218 págs. (num. cont.) + 10 págs. + 8 págs. + 1 folha em extra-texto]
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
encadernações editoriais inteiras em pele com gravação a ouro nas pastas anteriores e nas lombadas
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
510,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação que contou com colaboradores como, entre outros, Reinaldo dos Santos, Rodrigues Cavalheiro, Fernando de Castro Pires de Lima, Magalhães Basto, o conde de Aurora, Câmara Cascudo, Damião Peres, Luís Chaves, Delfim Santos e João Couto.

pedidos para:
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As Filigranas


LUIZ CHAVES
ilust. Guida Ottolini

Lisboa, s.d. [circa 1940]
Edições SPN
1.ª edição
22 cm x 17 cm
64 págs.
profusamente ilustrado a duas cores
impresso sobre papel superior creme
exemplar como novo
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O ouro no folclore nacional constitui um dos mais interessantes componentes dos estudos etnográficos, em que a arte popular surge no seu máximo esplendor.

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Artistas Portugueses – Estudos Sôbre Ourivesaria


LAURINDO COSTA

Porto, 1922
Costa & C.ª – Editores
1.ª edição («edição ilustrada»)
25,2 cm x 16,1 cm
104 págs. + 3 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado
exeamplar estimado, lombada com restauro; miolo limpo
ostenta no ante-rosto o ex-libris de Diogo Oleiro
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Marcas de Contrastes e Ourives Portugueses


MANUEL GONÇALVES VIDAL
FERNANDO MOITINHO DE ALMEIDA

Lisboa, Março-Abril de 1974
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
2.ª edição
2 volumes (completo)
28,1 cm x 20 cm
[XIV págs. + 356 págs.] + 428 págs.
subtítulos: vol. I – Século XV a 1887; vol. II – 1887 a 1950
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
285,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma importante ampliação da obra primitiva de Gonçalves Vidal, com novas marcas, identificadas pelo engenheiro Fernando Moitinho de Almeida.

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Marcas de Contrastes e Ourives Portugueses


MANUEL GONÇALVES VIDAL
pref. Reinaldo dos Santos

Lisboa, 1958
Casa da Moeda
1.ª edição
27,4 cm x 19,2 cm
8 págs. + VIII págs. + 568 págs.
subtítulo: Desde o Século XV a  1950
profusamente ilustrado
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Gonçalves Vidal, que foi marcador do laboratório e contrastaria da Casa da Moeda, amplia largamente o até então único livro conhecido com a identificação e os desenhos das marcas nacionais, o de Laurindo Costa. A importância do vertente inventário, não só facilita aos profissionais a detecção de falsificações, como é incontornável para a história dessa arte.

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O Livro das Marcas de Ourives da Câmara de Lisboa – 1791-1833


MANUEL SANTOS ESTEVENS

Lisboa, 1948
Editorial Império – Separata de «Olisipo»
1.ª edição
25 cm x 18,8 cm
36 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da publicação de um códice que se encontrava na Casa dos Vinte e Quatro, em que se dava notícia dos ourives e índice e reprodução das respectivas marcas. Documento de extrema importância para a história da ourivesaria lisboeta.

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Biographia de Remexido


[ANÓNIMO]

Lisboa, 1838
Na Tip. da S. P. das Bellas Letras
1.ª edição
20,5 cm x 13,8 cm
80 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do biografado)
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
interessante apontamento a lápis no rodapé do frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome José Joaquim de Sousa Reis (1796-1838), tendo por alcunha O Remexido, foi acérrimo e agressivo apoiante miguelista, fazendo vida de salteador, o que o conduziu à morte, condenado em conselho de guerra, que decretou o seu fuzilamento.

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A Vida do José do Telhado



RAPHAEL AUGUSTO DE SOUSA

Porto, 1883
Typographia de Antonio Henrique Morgado
4.ª edição (muito aumentada)
21 cm x 15,4 cm
72 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Curiosa achega biográfica do famoso salteador, que, na cadeia do Porto, veio a ser companheiro de Camilo Castelo Branco.

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A Maria da Fonte – Episódio da política romântica



ROCHA MARTINS

s.l. [Porto], 1937
O Primeiro de Janeiro
[1.ª edição (em livro)]
21,6 cm x 13,1 cm
132 págs.
subtítulo: Novela Popular da História
ilustrado
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta rubrica de posse e número de entrada em estante
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

História romanesca do episódio sedicioso que, no século XIX, ficou conhecido pelo nome de uma das suas mais destacadas protagonistas. Terá sido, todavia, Camilo Castelo Branco quem melhor descreveu esses acontecimentos, e que Rocha Martins usa como fonte e inspiração menor.

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O Crime de Augusto Gomes


ARTUR PORTELA [pai]
NORBERTO LOPES

capa de Armando Boaventura

Lisboa, 1927
Tip. da Emprêsa do Anuário Comercial
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
232 págs.
subtítulo: Notas de Reportagem Colhidas por Dois Jornalistas
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do crime que vitimou a jovem actriz Maria Alves às mãos do empresário Augusto Gomes. Caso que só prova que, afinal, o crime compensa... pelo menos compensa o jornalismo. Os autores mereceram até, na época, caricatura no Sempre Fixe assinada por Francisco Valença que, assim, a legendou aquando da reunião dos seus desenhos em livro:
«O horroroso crime teve, no excelente livro de Norberto Lopes e Artur Portela, o mais agradavel dos epilogos.
Se o Sempre Fixe fôsse o Tribunal da Relação, não hesitaria em atenuar a pena aplicada a Augusto Gomes, só por este ter dado ensejo aos nossos queridos camaradas de “aplicarem a pena”... maxima de brilhantismo, na execução de tão belas paginas.»

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O Americano Tranquilo


GRAHAM GREENE
trad. P. J. de Morais
pref. J. Monteiro-Grillo
capa de António Garcia

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia, Limitada
2.ª edição
18,7 cm x 13,3 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
inclui o marcador de leitura original
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance anticolonial que veio proporcionar, em 2002, ao actor Michael Caine, um excelente desempenho cinematográfico, num filme de Phillip Noyce. A acção decorre no longínquo Vietname, ainda sob o domínio francês, e já dividido pela guerra civil, em que um correspondente de guerra inglês testemunha o vergonhoso envolvimento da CIA no conflito.

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O Fim da Aventura


GRAHAM GREENE
trad. e pref. Jorge de Sena
capa de Fernando Azevedo

Lisboa, 1958
Editorial Estúdios Cor, Lda.
2.ª edição
19,5 cm x 14,3 cm
292 págs.
exemplar estimado, pequenas manchas ácidas na capa; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, abril 24, 2016

Aqui Emissora da Liberdade


MATOS MAIA

Lisboa, 1975
Rádio Clube Português
1.ª edição [única]
20,8 cm x 14,4 cm
222 págs. + 71 folhas em extra-texto
subtítulo: Rádio Clube Português 04.26 – 25 de Abril de 1974
profusamente ilustrado
exemplar bem conservado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Matos Maia, que foi durante décadas a ama-seca de um público imbecilizado pelo programa Quando o Telefone Toca, é aqui o excelente redactor da crónica de uma noite que nunca mais voltará. Assim: «[...] Foi a partir das 4 e 26 que o país começou a entender que algo de muito importante para a vida da nação e de todos os portugueses, estava a acontecer. [...]» E o que estava a acontecer – a subversão militar – permitiu momentaneamente ao anónimo homem-da-rua tornar-se por escassos meses sujeito, e não objecto, da História.
Incontornável documento para a compreensão dessa primeira viragem.

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O Dia 25 de Abril de 1974: 76 Fotografias e um Retrato


ALFREDO CUNHA
textos e legendas de Adelino Gomes

Lisboa, 1999
Contexto, editora, Lda.
1.ª edição
16 cm x 24 cm (oblongo)
144 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Documento fotográfico dos acontecimentos dessa data histórica, que o jornalista Adelino Gomes vai progressivamente enquadrando nos seus comentários intercalares. De notar a sua atenção, desde as primeiras imagens reproduzidas, para a importância negativa da presença da esquadra naval da NATO no estuário do Tejo logo às primeiras horas do dia, mostrando-nos como esse surto militar fôra tutelado.
Alfredo Cunha, por seu turno, vai ficar para a história do fotojornalismo nacional também como o fotógrafo de chaimites autor da mais desprezível recolha de imagens do poeta Herberto Helder, que pouco tempo depois viria a falecer.

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Cantares




[ZECA] JOSÉ AFONSO

Lisboa, s.d. [1967]
Edição SCIP - AAEE de Lisboa / A.E.I.S.T.
1.ª edição
20,9 cm x 13,9 cm
100 págs.
exemplar muito estimado, capa com sinais de lepisma; miolo irrepreensível
peça de colecção
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incontornável edição clandestina (esforço da vanguarda das associações de estudantes), substancialmente diferente da da Nova Realidade (Tomar, 1966), ganha a importância da perseguição movida contra tudo o que levasse a assinatura de Zeca Afonso. O regime fascista foi sempre muito claro em relação ao Autor de Grândola, Vila Morena: havia que silenciá-lo!
A vertente edição vem ainda enriquecida, relativamente à outra, por novos cantares, pela reprodução de um autógrafo (desenho e versos) de Zeca Afonso, por esclarecedores comentários do mesmo em rodapé a cada poema e por um conjunto de fotografias que denunciavam a miséria dessa época. O Preâmbulo, que tem como alvo a flor universitária do ensino para a dominação, fala por si:
«[...] Coimbra tem assim constituído a praça forte do reaccionarismo a da alienação portuguesa, e, se pensarmos que foi durante muito tempo o único centro universitário do País, temos de reconhecer nela o beco da nossa cultura e um dos maiores freios ao nosso progresso sócio-económico.
Felizmente que desde alguns anos para cá um grupo de gente nova está surgindo, reduzido é certo [neste pequeno círculo se deve incluir o bardo dos Cantares], mas cada vez mais numeroso e servindo de suporte a uma mentalidade diferente, sensível às realidades que nos cercam e aberta para os dramas que atormentam o mundo actual. [...]
E se algum qualificativo quiséssemos utilizar, que melhor reunisse as qualidades destes Cantares, diríamos que eles são eminentemente cultos. Não é de facto a cultura uma relação viva do homem com a realidade circundante? Por serem cultos é que muitos destes cantares andam nas bocas do vulgo, ilustrando assim esta verdade tão singela como frequentemente esquecida: que a arte para ir direita ao povo tem de brotar do seu húmus. [...]»
Segundo a página electrónica da Associação José Afonso, as fotografias reproduzidas são do moçambicano Ricardo Rangel e o preâmbulo, atribuído apenas às iniciais A. F., é da autoria de Flávio Henrique Vara; por seu turno, os referidos versos, manuscritos por Zeca Afonso, são da autoria do pintor António Quadros.

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Canções


SÉRGIO GODINHO
pref. e notas de Arnaldo Saraiva

Lisboa, 1977
Assírio e Alvim
1.ª edição
20,2 cm x 12,2 cm
192 págs.
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos três grandes compositores e intérpretes do nosso cancioneiro “de protesto” (os outros dois são Zeca Afonso e José Mário Branco), aqui compilado na sua escrita. O mesmo é dizer que, na ausência da sua voz, muito fica por entender, já que essa acrescenta sempre algo aos versos. No essencial, para além de um significativo conjunto de textos dispersos, aqui se percorrem as seguintes obras discográficas: Os Sobreviventes, Pré-histórias, À Queima-roupa e o profético De Pequenino Se Torce o Destino.

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A Ideia da Liberdade no Pensamento Português



ROMEU DE MELO, org. e pref.
capa e grafismo de Tòssan

Lisboa, 1985
Terra Livre – Direcção-Geral da Comunicação Social
1.ª edição
20,4 cm x 14,6 cm
172 págs. + 16 págs. em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia de reflexões cuja temática, ora filosófica ora sócio-política, preocupou intelectuais como, entre outros, Fidelino de Figueiredo, Almeida Garrett, Basílio Teles, António Sérgio, Raul Leal, José Marinho, Raul Brandão, Afonso Botelho, etc. Raul Proença, por exemplo, circunscreve-lhe os adversários:
«Liberdade e igualdade, tais seriam, segundo a escola reaccionária, os dois conceitos funestos da democracia. Não só as realidades constituiriam a sua evidente negação, como toda a vida social seria profundamente lesada pelo facto de se propor aos homens a realização progressiva desses dois conceitos. A Declaração dos Direitos do Homem, que os afirmou como bases da sociedade política, seria assim o catecismo da quimera e da mentira, o “Organon” da anarquia e da dissolução social. [...]»

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sábado, abril 23, 2016

Karingana Ua Karingana


JOSÉ CRAVEIRINHA
capa e vinheta de José Craveirinha (filho)

Lourenço Marques, Maio de 1974
Edição da Académica, Lda.
1.ª edição
21,1 cm x 14,2 cm
6 págs. + 146 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Poeta que o distante Tristan Tzara reconhece como sendo «[...] o grande poeta actualmente [1964] em Moçambique, em Lourenço Marques [...]. É um poeta que sofreu a influência dos surrealistas, que tem uma veia muito popular e cuja poesia toda possui um carácter social. Ela radica nas camadas mais profundas do povo negro. [...]» Ou, como admite Manuel Ferreira, «A poesia de Craveirinha, sem concessões, grudada à África, ao homem africano, aos humilhados homens de cor [...]: “Oh! / Meus belos e curtos cabelos crespos / e meus olhos negros (...) E minha boca de lábios túmidos / cheios da bela virilidade ímpia de negro (...) Oh! e meus dentes brancos de marfim / puros brilhando na minha negra reincarnada face altiva”.
Vários são os campos semânticos de onde esta poesia reúne o seu sentido: do amor, da denúncia, da fraternidade, da exaltação, do sofrimento, do mito, da história, da rebeldia, mas todos estes e muitos mais enquanto tecido primeiro da “noite africana”, terminando o texto por ser escrito com o “sangue da minha mãe”, o sangue da Mãe-África [...].» (Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977)

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Rajada e Outras Histórias


CASTRO SOROMENHO
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, s.d. [1943]
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,3 cm
184 págs.
capa impressa a duas cores sobre cartolina martelada
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o prosador e ensaísta Manuel Ferreira no seu Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] Caberá a Castro Soromenho (1910-1968), moçambicano de nascimento e angolano de vivência, lançar, de vez, o arranque da autêntica ficção angolana. A uma primeira fase em que é relevado o sentido do mundo social e mítico, lendário e histórico, das sociedades tribalizadas, encaradas ainda de um certo ponto de vista estático [...], sucede a análise pertinente das relações do homem negro, mestiço, branco, com a violência, a repressão, os abusos da administração, o sofrimento do homem angolano explorado, e até o desencanto existencial de alguns homens da administração colonial. [...] A figura de Castro Soromenho vai dominar os fins da década de 30 (nessa altura já em Lisboa, como jornalista) e a década de 40, até que nas décadas de 50 e 60 outros se lhe vêm associar, mas poucos são os que atingiram o nível por ele alcançado, reconhecido internacionalmente através de traduções em várias línguas e alguns estudos que foram dedicados à sua obra e personalidade literária [...].»

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