sexta-feira, Outubro 31, 2014

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O Tio Damião


JOÃO DE LEMOS

Lisboa, 1886
Editor – José Mesquita
1.ª edição
15,5 cm x 11,7 cm
4 págs. + 148 págs.
subtítulo: Poemeto Lyrico
exemplar estimado
com etiqueta de posse de Octaviano Sá colada no verso da capa dianteira
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cancioneiro – Flores e Amores / Religião e Patria / Impressões e Recordações


JOÃO DE LEMOS

Lisboa, 1858, 1859 e 1866
Escriptorio do Editor
1.ª edição (todos)
3 volumes (completo)
16 cm x 11,2 cm
[XII págs. + 262 págs.] + [VIII págs. + 276 págs.] + [X págs. + 280 págs.]
modestas encadernações uniformes da época em meia-inglesa com discretos ferros a ouro nas lombadas
exemplares em bom estado de conservação
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses [vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990] que o autor terá sido «[...] um dos poetas mais conhecidos do seu tempo, integrando-se na chamada segunda geração romântica [...]»; católico conservador e miguelista, porta-estandarte do culto da saudade e de «[...] um patriotismo de teor passadista, uma melancolia vazada em estruturas métricas e estróficas convencionais [...]», João de Lemos «pertenceu àquela geração de poetas que municiavam os serões românticos da Regeneração com uma poesia feita para ser recitada e cantada ao piano, numa atmosfera de discreto recato burguês. [...]»
Como jornalista colaborou, entre outros periódicos, na Revista Universal Lisbonense e em A Nação.

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Espelho da Vida



FAURE DA ROSA
ilustrações de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1955
Orion
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
256 págs.
inclui 3 desenhos de página inteira
exemplar naturalmente envelhecido, mas estimado e em parte por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor neo-realista, aqui delicadamente acompanhado pelos desenhos de Pavia.

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O Fim


ANTONIO PATRICIO

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Editores
1.ª edição
23,5 cm x 15,4 cm
48 págs.
subtítulo: Historia Dramatica em Dois Quadros
ornado com belíssimas vinhetas à cabeça de cada Quadro
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a segunda obra do Autor, em que, sendo um texto para representação teatral, se articulam harmoniosamente diálogo prosaico e poético. O episódio histórico retratado, em alegoria, dá-nos uma rainha à beira da loucura enquanto à sua volta um povo sem rei julga poder regressar a um passado glorioso, ao despertar da “raça”: alude-se, pois, aos últimos dias da monarquia e a D. Maria Pia, mãe de D. Carlos I, após o regicídio.

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Aqui e Além... Revista de divulgação cultural


Algés, Março / Abril de 1945 a Outubro de 1946
dir. Carlos A. Dias Ferreira
colecção completa (5 números)
22 cm x 16,7 cm
5 x 80 págs. + cadernos de publicidade em extra-texto em todas
exemplares manuseados em estado razoável
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Jacinto do Prado Coelho, Carlos Carneiro, Luiz-Francisco Rebello, Natércia Freire, Vitorino Nemésio, Sebastião da Gama, Manuel da Fonseca, José Régio, António Sérgio, Matilde Rosa Araújo, Pedro Homem de Mello, Victor Palla, José-Aurélio, Mário Ruivo, Nataniel Costa, Cabral do Nascimento, David Mourão-Ferreira, Maria de Lourdes Belchior, Francisco Luiz Amaro, etc. São de assinalar também alguns dos ilustradores, como Maria Keil do Amaral, Cândido Costa Pinto, Maunel Ribeiro [Pavia], Ricardo Hogan, etc.
Destaque para a participação dos surrealistas Manuel de Lima e Mário [Cesariny] de Vasconcelos (este com o importante texto «Notas Sôbre o Neo-Realismo Português»), ambos com textos nunca posteriormente coligidos.

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Continente / 1

Porto, 1972
dir. Agostinho Chaves Gonçalves e Orlando Neves
[Razão Actual]
capa de Armando Alves
número único
20,9 cm x 14,8 cm
40 págs.
exemplar com leves picos de oxidação na capa e nas primeira e última folhas
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui colaboração poética de António Cabral, Egito Gonçalves, Eugénio de Andrade, Hélia Correia, Jorge Fallorca e José de Matos-Cruz.
No auge da guerra colonial, os poetas não – ou ainda não – mobilizados resistiam como podiam. De Egito Gonçalves:
«[...] Agora
que fazer? Poemas
com a matéria
do sofrimento?

Avançam
recebem a medalha,
regressam ao seu banco,
depois ao comboio,
às terras...

Minúscula a medalha
junto do retrato;
não ocupa muito
sobre a cómoda.

Como minguou
o espaço do filho!

As casas são pequenas!»

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Arco Iris – Caderno de Ideias Literárias



Porto, Dezembro de 1976 a Outubro de 1978
dir. Eduardo Paz Barroso e Paulo Jorge Tunhas
A Regra do Jogo, 1977 e 1978
colecção completa (5 números em 3 volumes [os três primeiros números, que tiveram edição original policopiada, encontram-se aqui reunidos em um volume único])
2 x [21 cm x 14,1 cm] + [24,6 cm x 18,6 cm]
112 págs. + 48 págs. + 116 págs.
capas de António Vasconcelos, Luís Miguel e Bernardo Pinto de Almeida
exemplares em bom estado de conservação
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Manuel Resende, Álvaro Lapa e António Ramos Rosa. Trata-se de uma das primeiras reacções literárias ao marxismo galopante nesses anos imediatos ao 25 de Abril, vinda do Norte – em Lisboa, nessa época, éramos tidos por mouros e vermelhos.

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Camilliana, n.º 1


Porto, 1 de Janeiro, 1916
dir. Alfredo de Faria
único número publicado
25,3 cm x 18,5 cm
2 págs. + 64 págs. + 2 págs.
inclui foto de Camilo em extra-texto (entre as páginas 2 e 3)
impressão sobre papel superior, ornado com frisos, vinhetas e capitulares artísticos
tem colado no verso da contracapa o ex-libris do camilianista Sérgio de Oliveira
exemplar com alguns picos de humidade nas duas primeiras folhas, mas no geral bastante estimado
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre os artigos sumarizados, um há de crucial importância, longo e minucioso, da autoria de Eduardo Sequeira – «A Infanta Capellista» – que nos conta das razões e circunstância determinantes para Camilo haver encarregado o impressor do sobredito mítico romance de «deitar tudo para as barricas do papel velho», e posteriormente o haver revisto (e feito publicar) noutra forma e com novo título (O Carrasco de Victor Hugo José Alves).

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Crónica – Revista Mensal da Actualidade




Lisboa, Julho / Setembro-Outubro, 1950
dir. António Garrido Garcia
proprietário e editor: J. J. de Mena e Mendonça
colecção completa (3 números)
20 cm x 14 cm
3 x 64 págs.
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo limpo
o terceiro volume ostenta o ex-libris de Luis de Castro Santos
extremamente raro
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

São colaboradores nacionais Alfredo Pimenta, Manuel Anselmo, Eduardo Frias, João M. da Costa Figueira, Mário Sagres, Albertina Saguer, Ramiro Carlos Fernandes, Sérgio Lima.
Entre outros artigos de idêntico jaez, logo no primeiro fascículo Anselmo, posicionando-se do alto do dogma católico-teísta, questiona o Existencialismo filosófico ateu de Jean-Paul Sartre, e mesmo «[...] o pessimismo de um Kierkegaard, de um Schopenhauer, de um Heidegger e, por que não? de um Unamuno. [...]» Ecléctico, portanto, na escolha dos adversários... E segue esse número da revista com o elogio de um Fernando Pessoa que, «[...] ao reencontrar, para além do seu tempo, a eterna substância das coisas, e ao considerar a Política como uma obra de prudência e experiência, sabendo usar de uma e outra, conclui pela aceitação da Monarquia Absoluta como a melhor forma de governar a sociedade humana. [...]» (Eduardo Frias)
O segundo fascículo, abrindo com «António Sardinha, Cruzado e Profeta da Consciência Peninsular» (Mário Sagres), colige duas notórias e arrojadas peças ensaísticas – «A Luta da Suástica» (Enrico de Boccard) e «Nós, os Colaboracionistas» (Jean Bayle) –, só passíveis de livre publicação europeia, à data, em lugares onde o fascismo via terreno propício a poder ainda reorganizar-se.
O terceiro fascículo é ostensivamente anti-comunista. Depois de um editorial em que se dá compungida notícia do falecimento de Alfredo Pimenta (ilustra-o a reprodução de uma fotografia do homenageado, por Ruy Preto Pacheco): «[...] figura ímpar, única, do seu tempo: a lucidez da inteligência, o saber erudito, a coragem moral, [...]», etc., etc.

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Cidades Antigas, Terras Novas



LUIS DA CAMARA REYS
ilustrações de Tagarro

Lisboa, 1925 [1926]
Empreza de Publicidade «Seara Nova» / Edições “Arte”
1.ª edição
24,3 cm x 19 cm
24 págs.
acabamento não cosido, três cadernos por abrir, soltos, dentro de capa de protecção com dobras à cabeça e ao pé e badanas
exemplar estimado com muito vagos sinais de traça no exterior da capa; miolo limpo
peça de colecção
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência pronunciada em Coimbra, acerca da arte urbana. É de notar, sobretudo, o engenho tipográfico do acabamento.

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Vida Politica



LVIS DA CAMARA REYS

Lisboa, 1911-1913
ed. Autor
1.ª edição
17 fascículos (completo)
23,5 cm x 16,3 cm
17 x 16 págs. [272 págs. (numeração contínua)]
exemplares muito estimados, apenas as costas da capilha do fascículo n.º 11 apresenta um rasgão no canto inferior esquerdo; miolo limpo, alguns por abrir
encontram-se na forma original como circularam à época, ou seja, cada qual constituído por um caderno de dezasseis páginas agrafado à respectiva capilha em papel tipo manteigueiro
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Republicano, aqui relator dos acontecimentos políticos seus contemporâneos, veio a ser um dos fundadores da Seara Nova.

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Pequena Monografia


NORBERTO GONZAGA
OLIVEIRA BOLÉO
et alli [?]


Lisboa, 1961-1967
Agência-Geral do Ultramar
1.ª e 2.ª edições
7 volumes (completo)
22,5 cm x 15,5 cm
[84 págs. + 16 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [56 págs. + 12 págs. em extra-texto + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [114 págs. + 18 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [288 págs. + 44 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [192 págs. + 20 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [72 págs. + 16 págs. em extra-texto] + [128 págs. + 16 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto]
títulos individuais: Guiné (2.ª ed.); Cabo Verde; S. Tomé e Príncipe; Angola; Moçambique (2.ª ed.); Macau; e Timor
profusamente ilustrados
impressos sobre papel superior avergoado
exemplares muito estimados, alguns como novos; miolo limpo
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cada uma destas breves monografias trata dos múltiplos aspectos – administrativos, etnogeográficos, urbanísticos, etc. – das ex-colónias, sendo que a referente às possessões na Índia nunca foi publicada: o Regime já não ia a tempo de o fazer... Quanto à autoria de cada volume, apenas os que se referem a Angola e a Moçambique são assinados pelos autores em epígrafe, respectivamente.

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Caliban


Lourenço Marques (Moçambique), 1971 a Junho de 1972
dir. J. P. [João Pedro] Grabato Dias e Rui Knopfli
colecção completa (4 números em 3 brochuras)
21,7 cm x 15,2 cm
124 págs. [numeração contínua (32 págs. + 36 págs. + 56 págs.)]
exemplares como novos, estando os dois primeiros por abrir
peça de colecção de extrema raridade quando completa
850,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista ultramarina – cujo nome é de inspiração shakespeareana – «fechada pela PIDE, em 1972» (segundo Daniel Pires, Dicionário das Revistas Literárias Portuguesas do Século XX, Contexto Editora, Lisboa, 1986), a sua raridade pauta-se até pela ausência nos ficheiros da Biblioteca Nacional, que apenas conseguiu obter um exemplar completo em 2006 (leilão de 26 e 27 de Abril, na Livaria Antiquária do Calhariz, Lisboa).
Dentre os colaboradores, nota-se o alto gabarito das escolhas obtidas pelos coordenadores, a saber: Eugénio Lisboa, Jorge de Sena, José Craveirinha, Rui Nogar, Sebastião Alba, Herberto Helder, António Ramos Rosa, [João da] Fonseca Amaral, Luís Amaro, João Rui de Sousa, Fernando Assis Pacheco, etc. Além dos inéditos – alguns são-no ainda hoje –, a tradução teve o mérito de nos dar a conhecer uma integral do longo poema de T. S. Eliot, Quarta-feira de Cinzas, e poemas de Marianne Moore.
A participação de Herberto Helder, essa, pode ser considerada única, porque «Movimentação Errática» virá a ser revista e fraccionada entre a sua “prosa” introdutória e o poema que a ilustra, seguindo este último, já baptizado «Texto 1», para o núcleo «Antropofagias» de Poesia Toda (vol. 2, Plátano Editora, Lisboa, 1973) e, a referida “prosa”, para o livro Photomaton & Vox (Assírio & Alvim, Lisboa, 1979).

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Selecções da Gazeta do Sul [1930-1960]


Montijo, 1955 e 1961
dir. Alves Gago (vol. III: dir.Tio Rico)
edição da «Gazeta do Sul»
1.ª edição
3 volumes (completo)
19,5 cm x 14 cm
3 x 320 págs.
cantos redondos e corte carminado nos dois primeiros volumes, abrindo o vol. I com uma cortina impressa sobre papel-vegetal
exemplares em aceitável estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O maior interesse nesta compilação de colaborações, distribuídas pelas páginas da dita gazeta entre 1930 e 1960, reside na plêiada dos intelectuais que as assinaram, entre os muitos quais se conta, à cabeça, o que julgamos ter sido a estreia absoluta, em 1940, de Sebastião da Gama, que assinava então Zé d’Anicha (vols. II e III).
Dos outros, podemos apontar alguns nomes evidentes, como Ferreira de Castro, Stuart Carvalhais, João da Câmara, Cardoso Martha, Olavo Bilac, Florbela Espanca, Agostinho Campos, Raúl Brandão, Severo Portela, Júlio Dantas, Augusto Gil, Homem Cristo, Mário Gonçalves Viana, Tomaz da Fonseca, André Brun, Lyon de Castro, Alberto Pimentel, Victor de Sá, Cottinelli Telmo, Leonel Cosme, etc.

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Contos Já Contados



aa.vv.

s.l. [Montijo], s.d. [circa anos 1960]
Gazeta do Sul, Editora
[1.ª edição]
20 cm x 14,4 cm
224 págs.
capa de C. Alberto
volume profusamente ilustrado com vinhetas alusivas a cada uma das peças literárias
exemplar n.º 870 de uma tiragem não declarada
manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
ostenta na folha de ante-rosto o selo-branco do semanário Gazeta do Sul
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação dalguns contos anteriormente publicados ao longo de duas décadas nas páginas do periódico, vinte trechos literários de pendor moralizante neo-realista, cujos autores, encabeçados pelo então estreante Antunes da Silva, se estendem por nomes como Alberto Lima, Celestino Gomes, Matilde Rosa Taranta, Sílvia Vaz, Augusto Barbosa, Leonel Cosme, Miguel Serrano, Adérito Cabral, etc.
A capa – com certeza de propósito, num estilo abertamente dirigido a um público feminino – mimava a estética das “revistas cor-de-rosa” da época, nomeadamente a Crónica Feminina.

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terça-feira, Outubro 28, 2014

Hoje, Ontem, Amanhã...



JOÃO DE BARROS

Lisboa, 1950
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
20 cm x 13 cm
288 págs.
subtítulo: Ensaios e Esquemas
encadernação da época com lombada e cantos em pele, gravação a ouro na lombada
por aparar
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de pequenos ensaios, acerca dos mais diversos assuntos de cultura literária e pedagógica.

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Evocação de Guerra Junqueiro


JOÃO DE BARROS

Rio de Janeiro / Lisboa, s.d. [circa 1950]
Livraria Editora da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
15,9 cm x 11,9 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente em elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Leitura panorâmica da vasta obra de Junqueiro, mas leitura de acerto. Uma passagem:
«[...] entre o Junqueiro da Morte de D. João, da A Velhice do Padre Eterno e o de Os Simples, da Pátria e das Orações. Não há, a meu ver, porém, nenhuma discontinuidade. Sempre o amor da Justiça e da Liberdade o guiou, sempre um idealismo superior o inspirou. “Muitos outros poetas”, explica ele no final da Morte de D. João, “têm cantado D. João, mas todos eles num ponto de vista contrário ao meu. Prestigiam-no, engrandecem-no, e quando, no fim duma vida impunemente devassa, se torna necessário castigá-lo, então abrem-se as gargantas do inferno e sorvem o condenado. Para um malandro é épico demais. Eu segui um caminho diferente. D. João, na sua qualidade de parasita, morre como deve morrer: de fome. Quem não trabalha não tem direito à vida. Apelar para a Justiça de Deus, como no quinto acto dos dramas morais, é o supremo cinismo, porque é negar a justiça dos homens, mostrando que a sociedade é impotente para castigar os culpados.”
Esta preocupação, não de negar a justiça de Deus mas de querer também a justiça dos homens que, subentende-se, é uma das altas manifestações da dignidade humana, com ela deparamos também na «Nota» de A Velhice do Padre Eterno [...].»

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segunda-feira, Outubro 27, 2014

Nos Bastidores...



DA CUNHA DIAS

Lisboa, Maio de 1941
Edições Delta
1.ª edição
14,8 cm x 11,4 cm
72 págs.
exemplar brochado mas com elegantes folhas-de-guarda impressas e corte carminado à cabeça, muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequeno ensaio acerca da guerra mundial em curso, em que o autor – erradamente – profetiza a vitória da Alemanha sobre a Inglaterra, porque «[...] não é a pátria alemã logradoiro de alguns privelegiados da fortuna: nem preconceitos de casta, nem prejuízos de classe predominam, actualmente, na Alemanha. E alcançam as ideias mais longe e mais fundo que as espadas. A Alemanha já venceu!... [...]»
Todavia, o fulcro e o maior interesse do texto consiste num ataque cerrado às Maçonaria.

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O Desfalque do Tesouro



DA CUNHA DIAS

Lisboa, 1925
Livrarias Aillaud & Bertrand (Paris – Lisboa) (depositária)
1.ª edição
15,7 cm x 12 cm
280 págs.
subtítulo: Factos & Comentarios á Administração Pública
carminado no corte à cabeça
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur

A figura principal aqui visada é Francisco Rego Chaves – na altura sucessor de Norton de Matos no cargo de alto-comissário da República em Angola –, mais conhecido por o Batata:
«[...] Fôra o Batata, em 1919, – ministério da presidência Sá Cardoso – ministro das finanças, e desfalcara o tesouro público num milhão e trinta mil libras, com que, sob o pretexto de melhorar o câmbio, favorecera vários banqueiros.
O caso tinha sido quatro anos depois, em 1923, levantado no parlamento, discutido na imprensa.
[...] contaram-me, então, como a própria banca ministeriara o Batata em 1919, para se salvar da grave crise que atravessou, lógica conseqüência dos desmandos da jogatina parvoalha em que se havia lançado após o armistício...
[...] E como disputára [o Batata] o govêrno de Timor...
E como o Banco Nacional Ultramarino, vendo nêle o homem maleável que lhe servia, numa hábil manobra oculta, conseguira fazê-lo indigitar para o alto-comissariado de Angola...
De surprêsa em surprêsa tomou-me um mixto de cólera, de nojo, de indignação. [...]»

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Sobre um Decreto [junto com] Um Lance


DA CUNHA DIAS

Lisboa, 1917 [aliás, 1918] / Coimbra, 1919
Sociedade Typographica Editora Lamas, Motta & C.ª / França e Arménio – Livreiros-Editores [ed. Autor]
1.ª edição (ambos)
[22,8 cm x 16,5 cm] + [23 cm x 17,2 cm]
122 págs. + [76 págs. + 2 págs. em extra-texto (justificação da errata)]
subtítulo: [a] Uma campanha jornalistica; [b] «Julio de Matos» na Casa de Orates: Comentarios e Replicas de «Da Cunha Dias»
exemplares estimados; miolo limpo, por abrir [a], corte carminado à cabeça [b]
valorizados pelas dedicatórias manuscritas do Autor ao escritor Carlos Amaro
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Polémica do tempo em que Da Cunha Dias ainda professava um republicanismo que, com o advento do “estado novo”, se colará ao radicalismo de extrema-direita das hostes de Rolão Preto. Havia o autor sido internado num manicómio, em 1916, sob o diagnóstico de paranóia e delírio, pelo médico Júlio de Matos, médico que também fôra anteriormente chamado a corroborar uma campanha de difamação jornalística contra as expressões artísticas patenteadas na revista Orpheu. Desse revés, já em liberdade, veio a público Da Cunha Dias limpar o seu nome em sucessivos artigos pelos jornais da época, dando origem a estas duas diferentes compilações: Sobre um Decreto, de cariz apenas esclarecedor, e Um Lance, mais agressivo, visando directamente o referido clínico, tido por raposo a que seria preciso cortar as orelhas, como «trofeu de montaria».

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Nação, Família, Corporação


DA CUNHA DIAS

Lisboa, 1934
Edições Delta
1.ª edição
15,5 cm x 11,1 cm
36 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breviário de propaganda nacionalista e patriótica.

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Manual Pratico da Cozinheira


ANNETTE LISARD, madame

Lisboa, s.d. [1911, seg. BNP]
Livraria Popular de Francisco Franco
5.ª edição
20 cm x 13,6 cm
200 págs.
subtítulo: A Cozinha ao Alcance de Todos
apenas o 2.º volume: Peixes, sôpas, môlhos e pastelaria respectiva
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da «arte de preparar as peças, trinchar e servir, serviço de meza e grande copia de receitas praticas e economicas de variadissimas iguarias e môlhos e maneira de aproveitar economicamente as sobras das refeições».

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domingo, Outubro 26, 2014

Intencionais


ANTÓNIO ALEIXO
nota introd. Joaquim Magalhães
desenho de Tossan

Lisboa, 1960
Círculo Cultural do Algarve
2.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
76 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta genuinamente popular, aqui no seu segundo livro... mas que é, na realidade, uma reedição do primeiro, de 1943, então intitulado Quando Começo a Cantar (fonte: António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989).

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sábado, Outubro 18, 2014

Um Papel Politico. Hontem, Hoje, e Ámanhã




[JOSÉ MARIA DE ALMEIDA E ARAUJO CORRÊA DE LACERDA]

Lisboa, 1842
Tipografia do Gratis
1.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
2 págs. + IV págs. + 206 págs.
encadernação da época com lombada em pele gravada a ouro
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, papel marmoreado das pastas gasto; miolo limpo
publicado anonimamente, autor identificado no frontispício, caligrafia a tinta sépia da época
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Corrêa de Lacerda, «[...] do Conselho de Sua Magestade, Fidalgo da Casa Real, Commendador da Ordem de N. S. da Conceição; Deão da Sé Patriarchal de Lisboa; Reitor do Lyceu Nacional e Commissario dos Estudos no districto de Lisboa; Membro do Conselho geral de Instrucção Publica; Deputado ás Côrtes em varias legislaturas; Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. – N. em Villa‑real, na provincia de Traz‑os‑montes, a 23 de Maio de 1802 [M. em Lisboa, ás quatro e meia horas da tarde de 25 de fevereiro de 1877] [...]. Em 1818 tomou o habito na congregação dos Conegos regentes de Sancto Agostinho, e foi n’ella por algum tempo Professor de Philosophia racional e moral, no mosteiro de S. Vicente de fóra de Lisboa, até sahir para o seculo em 1826, passando então a ser provido no beneficio de Thesoureiro‑mór da sé da Guarda. [...]
Um papel politico. Hontem, hoje e amanhã. [...] Sahiu [...] anonymo, e publicado em tres partes separadas, que reunidas formam um volume, sob uma só numeração. A paternidade d’esta obra foi então attribuida a diversas pessoas, com maiores ou menores visos de probabilidade, ficando comtudo incognito o nome do seu verdadeiro auctor, que encobrindo‑se cuidadosamente só ha pouco se manifestou como tal. N’ella se contém, afóra outras cousas, noticias biographico‑politicas, e a apreciação dos successos do tempo, e das personagens que n’elles tiveram maior influencia. Como estas apreciações desagradassem a muitos, o que era inevitavel, não tardou em vir á luz uma confutação, que sahiu [sem nome de auctor] com o titulo de Homem, hoje e amanhã visto pelo direito [attribuida ao sr. Antonio da Cunha Sotto Maior]. [...]»
(Fonte: Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860)

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Memoria Historica de D. Fr. Francisco de S. Luiz Saraiva [...]


MARQUEZ DE REZENDE

Lisboa, 1864
Typographia da Academia
1.ª edição
28,8 cm x 23 cm
4 págs. + 204 págs.
subtítulo: [...] Monge Benedictino da Congregação de Portugal[,] Cardeal Patriarcha de Lisboa[,] Conselheiro de Estado Effectivo, Ministro de Estado Honorario[,] Vice-Presidente da Camara dos Pares e da Academia Real das Sciencias de Lisboa[,] socio de outras Academias estrangeiras[,] tirada dos seus escriptos[,] acompanhada de notas e peças justificativas e offerecida á mesma Academia pelo [...]
encadernação recente de amador em tela negra com a capa de brochura espelhada
não aparado
com falta das respectivas sete gravuras
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Teles da Silva Caminha e Menezes, marquês de Resende (1790-1875), foi escritor e diplomata, tendo partido com a família real para o Brasil, aquando das invasões francesas. «Mereceu sempre no maior grau a estima dos principes a cujo serviço esteve, e recebeu sempre as maiores provas de consideração da familia real portugueza. Quando falleceu a imperatriz viuva [D. Amélia, segunda esposa de D. Pedro IV], em janeiro de 1873, el-rei D. Fernando offereceu-lhe aposentos no seu palacio das Necessidades, e mais tarde, el-rei D. Luiz, sabendo que adoecera, quiz que fôsse para o paço d’Ajuda. [...]» Deixou vasta obra de cariz histórico e memorialista, hoje preciosa para compreensão de toda uma época, dado o seu lugar privilegiado de observador.
Quanto ao seu objecto de estudo, o Cardeal Saraiva, ou mais propriamente Francisco Justiniano Saraiva (1766-1845), foi estudioso de humanidades, filosofia, álgebra, geometria, trignometria, física e teologia, mas também das línguas francesa, italiana, grega e hebraica. A iluminação erudita do seu espírito permitiu-lhe partilhar, como protagonista, quer das revoltas contra a ocupação francesa, quer das lutas liberais, tendo até sido membro da junta revolucionária no Porto em 1820. Durante a regência, «[...] em que elle figurava, juntamente com o marquez de Castello Melhor, conde de Sampaio, José da Silva Carvalho e João da Cunha Sotto Maior. Foi n’essa regencia que Fr. Francisco de S. Luiz mostrou deveras as suas altas qualidades de politico, porque, tomando o encargo de redigir as bases d’uma constituição que pudesse ser apresentada ao principe real D. Pedro, que se esperava que chegasse ao reino de um momento para o outro, o douto frade traçou um esboço d’uma monarchia verdadeiramente liberal e representativa, tão afastada do absolutismo como da demagogia. [...]»
(Fonte: Esteves Pereira / Guilherme Rodrigues, Portugal – Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heraldico, Numismatico e Artistico, vol. VI, João Romano Torres & C.ª – Editores, Lisboa, 1912)

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Pintura de um Outeiro Nocturno e um Saráo Musical ás Portas de Lisboa no Fim do Seculo Passado


MARQUEZ DE RESENDE

Lisboa, 1868
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição [única]
22 cm x 15,7 cm
48 págs.
subtítulo: Feita e Lida no Primeiro Serão Litterario do Gremio Recreativo em 12 de Dezembro de 1867
em bom estado de conservação, aberto mas por aparar, com a capa de brochura intacta
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do relato satírico daquilo a que, na actualidade, chamaríamos uma “tertúlia literária”, ou um “magusto poético”, género de encontro entre intelectuais e a sociedade culta ainda hoje muito em voga.

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Verdades Amargas


CLAUDIO JOSÉ NUNES

Lisboa, 1870
Typographia de Francisco Xavier de Sousa & Filho
1.ª edição
20,5 cm x 13,1 cm
96 págs.
subtítulo: Estudo politico dedicado ás classes que pensam, que possuem e que trabalham
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
peça de colecção
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Violento libelo contra os protagonistas do período histórico que ficou conhecido por saldanhada. Todavia, o seu poder de caracterização dos males que sempre afectaram a nação e dos homens que por cá granjearam lugares de poder é de uma actualidade angustiante... O modesto poeta romântico panfletário das Cenas Contemporâneas e deputado pelo Partido Progressista Histórico, Cláudio José Nunes (1831-1875), no meio de uma catilinária feroz, deixa no ar um aviso de extrema evidência:
«[...] Fallido o thesouro, é natural que essa fallencia arrastasse a grandes difficuldades a maioria dos estabelecimentos de credito. Dado isto, a ramificação do desastre chegaria á mais solitaria cabana e ao mais obscuro balcão.
Tanto no espelho dourado dos salões da opulencia, como no barro vidrado da baixella do pobre, se reflectiria algum gesto de tristeza ou de angustia.
O luxo retirar-se-hia diante da parcimonia. A parcimonia diante do constrangimento. O constrangimento diante da fome.
Porque, não vos illudaes, o paiz vive em grande parte á sombra do estado.
Morto este pela fome, a fome de uma parte do paiz sairia directamente d’essa ligação apertadissima. [...]
Qual seria a depreciação de todos os valores actuaes pela raridade, e, portanto, pela carestia da moeda cunhada? [...]
Não é a venda da herança por um prato de lentilhas; é a venda do patrimonio por um espectaculo de horrores.
A bancarrota é o prejuizo material multiplicado pelo sobresalto do espirito [...]»

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Scenas Contemporaneas


CLAUDIO JOSÉ NUNES
pref. José Maria Latino Coelho

Lisboa, 1873
Editores – Rolland & Semiond
Typographia Castro Irmão
1.ª edição
24,5 cm x 16,4 cm
4 págs. + XXIV págs. + 306 págs.
subtítulo: Primeira parte – Drama | Segunda parte – Comedia
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, capa com sinais esparsos de acidez; miolo limpo
pequeno rótulo colado no topo da capa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião da obra poética do tribuno, que Latino Coelho felicita pela sua arte realista, porque «[...] força é que, com a fraternidade progressiva das nações, amanheça para nós a poesia da idéa e da humanidade. [...]»

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Synopse dos Principaes Actos Administrativos da Camara Municipal de Lisboa durante a sua gerencia em 1852


Lisboa, 1853
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,3 cm x 15,5 cm
180 págs. + 2 folhas desdobráveis em extra-texto + 10 págs. (não numeradas) + 6 folhas desdobráveis em extra-texto + 2 págs. (não numeradas) + 1 desdobrável em extra-texto + 2 págs. (não numeradas) + 1 desdobrável em extra-texto + 6 págs. (não numeradas)
encadernação modesta de amador em tela sem qualquer gravação
não aparado, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
discreto número de ordem de entrada em biblioteca no canto superior direito do frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Terá sido a primeira publicação periódica da iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML), e foi editada entre 1835 e 1853. [...]
Não oferece dúvidas que para a CML a Synopse representava, por um lado, uma forma de se valorizar, enquanto poder administrativo, aos olhos do seu público, isto é, dos moradores da cidade; por outro lado, uma forma de sondar / auscultar a popularidade da sua administração. [...]
Merece sublinhado esta valorização da opinião pública, por parte de um órgão de poder administrativo, eleito, na medida em que reflete uma preocupação em “prestar contas”, por outras palavras, uma consciencialização sobre as regras do jogo político democrático. [...]
[...] teve por pano de fundo as transformações operadas pela instauração do regime constitucional, que reconhecia ao cidadão o direito de participar das decisões que afectavam a comunidade, através da eleição de representantes. [...]
[...] A publicação está organizada em duas partes. A primeira apresenta uma relação sumária das decisões tomadas, organizada em função dos meses do ano. A segunda, que é complementar da anterior, concentra cópias de documentos oficiais, produzidos no quadro das relações institucionais que mantinha com o poder central e a cadeia administrativa, como “representações”, “consultas”, ofícios, projetos, relatórios, regulamentos, etc.; e também mapas com informação financeira sobre a CML (como contas, orçamentos, etc.) e informação estatística, relativa aos serviços de limpeza, iluminação, abastecimento de água, calçadas, cemitérios, entre outros. Como se depreende, a Synopse, constitui uma fonte primária de informação sobre a CML, enquanto agente administrativo, e também sobre a própria cidade, que estava sob a sua jurisdição e, portanto, era terreno da sua intervenção diária. [...]» (Fonte digital: Rita Correia, Hemeroteca Municipal de Lisboa, 2013)

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Portugal Militar


CARLOS SELVAGEM

Lisboa, 1931
Imprensa Nacional
1.ª edição
24,7 cm x 17,8 cm
XL págs. + 688 págs.
subtítulo: Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as origens do Estado Portucalense até ao fim da dinastia de Bragança
encadernação modesta de amador em sintético com gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma obra de militária, nascida «[...] da necessidade instante de fornecer às gerações novas de oficiais um compêndio de estudo que abrangesse na mesma clara síntese a visão panorâmica do génio militar dos portugueses, quer no tipo tradicional das suas instituïções orgânicas, quer na história integral da sua actividade combativa [...]» O seu autor, o capitão de cavalaria Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (1890-1973), que o mundo literário conheceu sob o pseudónimo Carlos Selvagem, notabilizou-se como dramaturgo.

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Collecção das Ordens do Exercito do Anno de 1910


Lisboa, 1910
Imprensa Nacional
1.ª edição [única]
22,2 cm x 14,5 cm
14 págs. + 2 págs. (brancas) + 230 págs. (duas das quais desdobráveis)
subtítulo: 1.ª Serie – De 8 de Janeiro a 30 de Setembro
encadernação da época em meia-inglesa em pele e papel de fantasia marmoreado com gravação a ouro na lombada
ligeiramente aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume constituído pelas últimas doze Ordens do Exército emitidas sob o regime monárquico. Uma das mais interessantes, para se compreender o desespero dos últimos dias de governação (de João Franco – porque o rei pouco ou nada governava...), é precisamente a duodécima, cujo 1.º Decreto da Presidência do Conselho de Ministros, com data de 17 de Setembro de 1910, pelos seus artigos 1.º e 2.º, declarava ser «[...] concedida amnistia geral e completa para todos os crimes de abuso de liberdade de imprensa, commettidos até a presente data [...]. Os processos instaurados pelos referidos crimes ficam de nenhum effeito, e todas as pessoas que estiverem presas á ordem de qualquer auctoridade, com processo ou sem elle, serão immediatamente postas em liberdade, se por outro motivo não deverem ser retidas em prisão. [...]»

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sexta-feira, Outubro 17, 2014

História Maravilhosa de um Povo Maravilhoso


JOSÉ CASTELO
capa e ilust. Jayme Duarte de Almeida

Lisboa, 1958
Gomes & Rodrigues, L.da – Editores
1.ª edição
30,1 cm x 21,3 cm (álbum)
176 págs.
subtítulo: A História de Portugal contada em versos simples e às crianças
profusamente ilustrado e impresso a duas cores directas
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
carimbo da assinatura do Autor na pág. 4
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Manuel Lage de Abreu Castelo foi uma figura basto conhecida nos meios radiofónicos, teatrais e humorísticos. Da rádio, ficou na memória dos ouvintes nos anos 30 do século passado o divertido programa O Senhor Doutor, assim como, na década seguinte, durante a guerra, a sua voz aos microfones da BBC. No teatro ligeiro de variedades, foi o Maria Vitória o lugar de estreia, com a opereta Fonte Santa. Como escritor, para além dalguns livros de versos e de contos alegres, colaborou largamente nos jornais Os Ridículos e Sempre Fixe.
Dão opinião acerca da vertente obra, em prólogo, entre outros, monsenhor Moreira das Neves, Mário Domingues, Leopoldo Nunes, etc.

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quinta-feira, Outubro 16, 2014

A Expansão Ultramarina Portuguesa à Luz da Moderna Antropologia


ANTÓNIO JORGE DIAS

Lisboa, 1957
Agência Geral do Ultramar
1.ª edição
24 cm x 16,1 cm
32 págs.
acabamento com três pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma oração de sapiência proferida em Dezembro de 1956 na abertura solene das aulas do Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, em que o antropólogo Jorge Dias avisa: «[...] não julguemos que todos os povos aceitam que a raça branca é a mais perfeita, pelo facto de a nós nos parecer que assim é.
[...] O preconceito racial, de classe, ou de profissão, a intolerância religiosa, etc. são algumas das formas da atitude etnocêntrica.
[...] Os antropólogos conhecem casos de psicose colectiva entre populações primitivas que, cruelmente esmagadas pela grande superioridade técnica do branco, e pela sua falta de tacto, perderam de repente toda a confiança nos seus valores tradicionais – materiais, mágicos e espirituais – e caíram num abatimento próximo da doença mental. [...]»
Depois, elogia e caracteriza a capacidade que os portugueses sempre tiveram de adaptar (mais ou menos) pacificamente as culturas dos povos que colonizaram... Era uma tese, que os acontecimentos na origem da guerra colonial vieram pôr em dúvida...

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Quinto Império


AUGUSTO FERREIRA GOMES
pref. Fernando Pessoa

Lisboa, 1934
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
25,4 cm x 16,7 cm
XXX págs. + 34 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
97,00 eur (IVA e portes incluídos)

A importância profética e ocultista do prefácio de Fernando Pessoa supera em muito os versos do seu “discípulo” Augusto Ferreira Gomes (1892-1953), cujo Quinto Império devera ter sido publicado na revista Orpheu 3. Ferreira Gomes irá ser notado, sobretudo, pela sua brilhante direcção gráfica das edições do Secretariado de Propaganda Nacional.

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O Império


HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, s.d. [Verão de 1939]
Edições SPN
1.ª edição
19,7 cm x 14,5 cm
56 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

De forma muito resumida, faz Galvão o inventário da administração colonial, quer do território, quer da população, quer das riquezas disponíveis, as naturais e as indústrias criadas pelo homem. Galvão ainda era, então, um agente do Estado Novo, ainda não tinha entrado em rota de colisão com Salazar. O fomento económico é uma das suas preocupações, e ele deixa deste a caracterização necessária, ou (conforme o ponto de vista) o apontamento daquilo que pode ser considerado como a maior debilidade de Portugal perante a imensidão de território que teve que administrar:
«[...] O critério português em matéria de apetrechamento económico das colónias não se filia no mesmo espírito que nos últimos anos elaborou grandes planos (aliás irrealizados ou inacabados) de valorização maciça dos territórios coloniais [...].
A forma da nossa política de apetrechamento não está na intensidade ou grandeza com que se ocuparam os pontos estratégicos da economia de cada colónia, mas sim na qualidade e na extensão da ocupação.
Desta forma não construiremos cidades grandiosas, nem portos ultra-perfeitos, nem sociedades cosmopolitas – mas construiremos uma ocupação densa, de malhas apertadas, homogénea, capaz de abranger todos os territórios e de levar os agentes portugueses de civilização dos povos nativos a tôda a parte [...].»
Mas, de facto, os únicos “agentes de civilização dos povos nativos” que Salazar conseguiu insinuar por toda a parte, foram os agentes policiais e militares, as sombras à escuta da vida pública e da vida privada... O que nem lhe serviu para evitar o curso natural da libertação dos povos!

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Antropofagos


HENRIQUE GALVÃO
ilust. José de Moura

Lisboa, 1947
Editorial “Jornal de Notícias”
1.ª edição
23,5 cm x 17,4 cm
332 págs. + 2 folhas em extra-texto
encadernação antiga em pele e tela encerada, gravação a ouro na lombada
carminado à cabeça, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sol dos Trópicos


HENRIQUE GALVÃO
capa de E. M. [Eduardo Malta]

Lisboa, 1936
[ed. Autor]
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
324 págs.
subtítulo: Romance Colonial
exemplar estimado, capa com alguns picos de acidez; miolo limpo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Dembos



HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, 1935
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
20,3 cm x 15,2 cm
44 págs.
ilustrado
é o n.º 3 da Colecção Pelo Império
exemplar estimado, capa manchada e com ligeiras falhas na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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