quarta-feira, Julho 30, 2014

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No Rasto do Corsário


FERNÃO MENDES PINTO
adaptação de Branquinho da Fonseca
capa e mapas de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d. [1962, seg. BNP]
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
184 págs. + 2 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Versão, para a Biblioteca dos Rapazes, de um episódio da Peregrinação de Mendes Pinto.

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Fernão Mendes Pinto, Excerptos [de Peregrinação]




FERNÃO MENDES PINTO
José Feliciano de Castilho, org. e posf.

Rio de Janeiro / Paris, 1865
Livraria de B. L. Garnier, Editor
1.ª edição (nesta forma)
2 vols. (completo)
2 x [21,7 cm x 14,2 cm]
[VIII págs. + 316 págs.] + [VIII págs. + 288 págs.]
subtítulo: Seguidos de uma noticia sobre sua vida e obras[,] um juizo critico[,] apreciações de bellezas e defeitos e estudos de lingua por José Feliciano de Castilho
elegantes encadernações editoriais em tela gravada a ouro e relevo seco em ambas as pastas e na lombada
impressos sobre papel superior
exemplares estimados; miolo limpo, com o papel por vezes oxidado
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Especial atenção para o ensaio de José Feliciano de Castilho, que ocupa praticamente metade do segundo volume.

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Fernão Mendes Pinto no Japão [fac-símile do manuscrito]



WENCESLAU DE MORAIS
pref. Ângelo Pereira

Lisboa, 1942
s.i. [ed. Ângelo Pereira]
1.ª edição
35 cm x 25,1 cm
44 págs + 1 folha (tarjeta) em extra-texto
encadernação recente inteira em pele com gravação a ouro e rótulo decoratico de seda adamascada na pasta anterior
por aparar, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, in-4.º por abrir, muito ocasionais pintas de acidez
é o n.º 49 de uma edição de apenas 50 exemplares em papel pluma, numerados e autenticados por Ângelo Pereira, de que o vertente se destinou a Pedro de Andrade
PEÇA DE COLECÇÃO
425,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«Quando em 1916 a Europa e quási todo o mundo se exauriam numa luta sangrenta, Wenceslau de Morais na sua remansosa tebaida de Tokushima saboreava com prazer, mesmo com volúpia, a leitura duma velha edição da famosa obra de Fernão Mendes Pinto “Peregrinação”.
Wenceslau de Morais, segundo êle próprio confessava, preferia ler as primeiras edições dos nossos clássicos.
Sob a exuberante verdura que engrinaldava o alpendre da sua modestíssima mansão, o monge de Tokushima evocava, através da emocionante narrativa do caminheiro português, a vida aventurosa que êle tinha levado em terras longínquas e misteriosas do Dai-Nippon. Desde logo, germinou no espírito fascinante de Wenceslau de Morais a ideia de escrever “um trabalhinho a propósito de Mendes Pinto” que o “Comércio do Pôrto” publicou por alturas de 1920, fazendo, a seguir, sem prévia aquiescência do autor, uma “separata” de reduzidíssima tiragem. Esta deliberação do Director daquêle jornal portuense não foi vista com bons olhos por Wenceslau de Morais que desejava, antes de aparecer em volume o que tinha escrito sôbre Mendes Pinto, fazer uma revisão cuidada e ampliar a despretensiosa narrativa, expurgando-a de incorrecções, sobretudo ortográficas, pois que Morais detestava a ortografia moderna.
[...] Daí o azedume com que acolheu o opúsculo “Fernão Mendes Pinto no Japão”, semeado de gralhas e mal impresso, que o “Comércio do Pôrto” se apressou a fazer-lhe chegar às mãos. [...]»
A vertente edição fac-similada de um manuscrito encontrado no espólio de Wenceslau de Morais, após a sua morte, testemunha a revisão final que o escritor teve em mente, destinada a uma hipotética nova impressão, que nunca chegou a conhecer os prelos.

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Traço de União



MIGUEL TORGA

Coimbra, 1955
[ed. Autor]
1.ª edição
20,2 cm x 14,6 cm
160 págs.
subtítulo: Temas Portugueses e Brasileiros
soberba encadernação de luxo em pele e papel de fantasia com cantos igualmente em pele, gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas e a lombada de brochura, inclui a cinta promocional
exemplar em bom estado de conservação, capa e contracapa vagamente aciduladas; miolo limpo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que reflecte a permanência de Torga no Brasil entre os seus 13 e os 18 anos.

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O Folclore no Brasil


GASTÃO DE BETTENCOURT
pref. João de Castro Osório

Baía (Brasil), 1957
Publicações da Universidade da Bahia
1.ª edição
24,1 cm x 16,4 cm
372 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos e rubricas de posse da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor à mencionada Sociedade
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo, que o prefaciador enaltece deste modo:
«[...] Nenhuma Cultura Superior tem vitalidade perfeita, sem a constante ligação com a Cultura Popular que lhe corresponde.
Não se confundem mas devem interpenetrar-se as duas formas de Cultura. E só por este modo ambas se mantém vivas e criadoras. [...]
[...] a meu ver, não basta, embora seja indispensável, coligir quanto, no passado, criou o nosso Povo, e nessas tradições, mais ou menos longamente vividas, estudar o seu verdadeiro caracter. É preciso também, sobre essas bases, em tudo as respeitando e melhor as compreendendo, fundar uma vida popular mais humana, intensa e nobre.
A Ciência do Folclore, base da melhor e mais segura Demopsicologia, tem, quanto a mim, de ser igualmente força actuante de uma verdadeira Educação Popular. [...]»

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A Amazónia no Fabulário e na Arte


GASTÃO DE BETTENCOURT
capa e ilust. Manuel Lapa

Lisboa, 1946
Pro Domo
1.ª edição
21 cm x 15,6 cm
186 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreta sigla de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Três Santos de Junho no Folclore Brasílico


GASTÃO DE BETTENCOURT
prefácio de Luís Chaves
capa de Arcindo [Madeira]

Rio de Janeiro (Brasil), 1947
Livraria Agir Editôra
[1.ª edição]
19,1 cm x 12,7 cm
168 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Abordagem etno-folclórica das crenças populares à volta dos festejos de Santo António, São João e São Pedro. Diz-nos, apropriadamente, o prefaciador:
«[...] O dia maior, o dia por excelência, de todos os dias de junho festivo, é o de S. João. Tanto pelo significado etnográfico da festa, em função astronômica ou solar, como pela especial estima dedicada ao santo precursor, em junção psicológica, a festa de S. João é a mais rica e movimentada. Esta é por excelência a data cultual do fogo, cristianizada por adaptação ao culto oficial daquele santo, por esse motivo caído nas graças singulares do povo. Sob as invocações cristãs de S. João reconhecem-se as fórmulas pagãs. Na depuração dos homens pelo fogo e pela água, nasceram as fogueiras públicas e o banho santo, seja no mar, em rio ou fonte. Nas cantigas de S. João manifesta-se, mesmo sem véu, sentido erótico da festa. [...]»

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Continente e Ilha


GILBERTO FREYRE

Rio de Janeiro, 1943
Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
15,9 cm x 11,6 cm
2 págs. + 70 págs.
subtítulo: Conferência lida no Salão de Conferências da Biblioteca do Estado do Rio Grande do Sul, no dia 19 de novembro de 1940
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palavras no fecho desta alocução:
«[...] Histórica e psicológicamente a língua portuguesa e a formação lusitana – e dentro desta a experiência monárquica e o desenvolvimento de maneiras aristocráticas conciliadas com modos democráticos de conveniência – nos separam da América espanhola, embora não tanto quanto da inglesa ou da francesa, para nos dar no Novo Mundo a situação de uma ilha enorme que fôsse ao mesmo tempo um continente ou, antes, um arquipélago, tal a sua extensão e tal a sua variedade de regiões naturais e de cultura. Essa extensão continental nos dá direito a tratar de igual para igual com a América inglesa e com a América espanhola [...]»

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O Luso e o Trópico


GILBERTO FREYRE
nota introd. José Caeiro da Matta

Lisboa, 1961
Comissão Executiva das Comemorações do Quinto Centenário da Morte do Infante D. Henrique
1.ª edição
25 cm x 18,5 cm
XII págs. + 316 págs.
subtítulo: Sugestões em torno dos métodos portugueses de integração de povos autóctones e de culturas diferentes da europeia num complexo novo de civilização: o luso-tropical
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Les Portugais et les Tropiques


GILBERTO FREYRE
trad. Jean Haupt
pref. José Caeiro da Matta

Lisboa, 1961
Comission Exécutive des Commémorations du V.e Centenaire de la Mort du Prince Henri
1.ª edição
25,2 cm x 18,7 cm
XII págs. + 340 págs.
subtítulo: Considérations sur les méthodes portugaises d’intégration de peuples autochtones et de cultures différentes de la culture européenne dans un nouveau complexe de civilisation: la civilisation luso-tropicale
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, Julho 28, 2014

Histórias da Minha Rua


MARIA CECÍLIA CORREIA
capa e ilust. Maria Keil Amaral

Lisboa, s.d. [circa 1954]
Portugália
1.ª edição
23,8 cm x 20,9 cm
48 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel superior encorpado
cartonagem editorial
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
dedicatória de oferta no frontispício
peça de colecção
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro infantil com singelas ilustrações de grande riqueza cromática. A escritora, Maria Cecília Correia Borges Cabral Castilho (1919-1993), que obteve pela vertente obra o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, deixou aos jovens leitores um vasto legado, que, embora de inspiração no real quotidiano, nunca perde de vista o universo mágico das crianças.

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Retta ou os Ciúmes da Morte


ILSE LOSA
ilust. Maria Keil

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,1 cm x 12,9 cm
28 págs.
composto manualmente em elzevir na Tipografia Ideal
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
sinais de desgaste no frontispício no sítio onde antes esteve uma assinatura de posse
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, Julho 27, 2014

Jogos Florais


[JOSÉ LOUREIRO BOTAS, et alli]
capa de António Pedro

Lisboa, 1938
Ateneu Comercial de Lisboa
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
82 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião dos resultados do primeiro ano do certame para sócios do Ateneu, que teve como júri Maria de Carvalho, Laura Chaves e Virgínia Lopes Mendonça, e que, entre outros, distinguiu o futuro escritor José Loureiro Botas nas modalidades quadras, contos e novela desportiva.

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Entre a Cortina e a Vidraça

ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,9 cm x 20,5 cm (oblongo) + Ø 17,5 cm
72 págs. + 1 disco de vinyl (45 r.p.m.)
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível; disco como novo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemas do centro urbano, e cosmopolita!, repassados de um agressivo sarcasmo muitas vezes – segundo a crítica encartada – alusivo ao grande Nicolau Tolentino. Esta é das fáceis; que O’Neill, ele mesmo, assiduamente compilou, ou antologiou, ou somente fez arrumação em livro, da obra do poeta setecentista. Mas O’Neill foi mais longe, como escritor que em primeira mão trouxe para Portugal, e a outros deu a ler, um exemplar da Histoire du Surréalisme de Maurice Nadeau. Leiamo-lo, «Pois*»... ao O’Neill:

«O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do míni
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções.

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.»

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Poemas Com Endereço


ALEXANDRE O’NEILL
[capa de Escada]

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,9 cm x 15,5 cm
88 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do poema «A Pluma Caprichosa»:
«[...]
Também posso ser visto no jornal
apanhando dinheiro aos que procuram um emprego
ou chamando com urgência uma alma capitalista generosa
p’ra financiar a ideia que trago na cabeça
No jornal já fui estúpido e perigoso como o senador
que ameaça reduzir o homem
a um pobre farrapo vacilante
Já fui a mulher tão simpática dum conhecido político
promovendo chás de caridade tricôs de caridade
enquanto o marido prepara mais pobres mais miséria mais chás de caridade
com aquele sorriso que todos lhe conhecem

No jornal cantei na festa do embaixador
e todos gostaram muito
Ofereci vinte escudos a uma pobre mulher tuberculosa
e todos acharam bem
Roubei cinco mil contos ao país
e todos foram no final das contas muito compreensivos

No jornal fui uma espécie de poeta oficial
no jornal fui uma ponte de propaganda sobre um rio de turismo
no jornal fui a República de São Salvavidas discursando na O. N. U.
fui Mimi Travessuras declarando-se encantada por cantar em Lisboa
fui o capitão Westerling a fina-flor dos aventureiros
fui J. J. Gomes homenageado pelo seu pessoal
fui Tereza a conhecida importadora de carícias
disfarçada sob um monte de chapéus

Estou onde não devia estar [...]»

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O Vestuario


EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, 1911
Imprensa Libanio da Silva [ed. Autor]
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
320 págs.
subtítulo: Historia do traje desde os tempos mais remotos até á Idade-Média – Compilação das obas de maior autoridade sobre o assunto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável, restauro tosco na lombada; miolo limpo
assinatura de posse sobre a capa
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Apostasía de um Bispo





EDUARDO DE NORONHA

Porto, s.d. [1910]
Magalhães & Moniz, Ld.ª – Editores
1.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
432 págs.
subtítulo: Novella inacreditavel, mas verdadeira, de um homem que foi fidalgo, frade, bispo, nababo, general e o mais galanteador dos principes da Igreja
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo no geral limpo, com uma nota manuscrita à margem da pág. 8 e discreto sublinhado na pág. 13
assinatura de posse de [?] Conceição-Rodrigues sobre o frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota Ao Leitor:
«[...] D. António José de Noronha, fidalgo pelo nascimento, frade por conveniencias de familia, bispo de Halicarnasso em recompensa dos serviços prestados a Luiz XV, rei de França, nas suas colonias do Industão, nababo por graça do gran-mogol e general em recompensa de valiosos serviços de guerra pelo conde de Ega, vice-rei da India, é um typo vivo, verdadeiro, de carne e osso, quasi moldado pelo popular e immortal D’Artagnan dos Tres Mosqueteiros de Alexandre Dumas, pae.
As proezas que esse homem praticou, o odio que votava aos ingleses então nossos irreconciliaveis inimigos no Oriente, a amisade que conquistou do celebre marquês de Dupleix, militar de lendaria bravura e administrador de vistas e medidas de larguissimo alcance, os seus quasi fabulosos rasgos de galantaria, a confiança que soube incutir ao severo marquês de Pombal, as vicissitudes porque passou sendo encerrado no Limoeiro depois de ter sido um heroe nas festas de Versailles, a satisfação que lhe foi dada por esse acto de irreflectida tyrannia e ingratidão, tudo isso, e o mais que omittimos por laconismo, nos proporcionou os materiaes, que colhemos em grande parte na bella e douta obra de Ismael Gracias O bispo de Halicarnasso, para a novella que submettemos ao bom criterio do leitor [...].»

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Seara Vermelha



JORGE AMADO
capa de Clóvis Graciano

São Paulo, 1946
Livraria Martins Editôra
1.ª edição
21,8 cm x 14,7 cm
320 págs.
encadernação modesta de amador inteira em tela encerada com gravação a ouro na lombada
aparado, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro ostensivamente proibido em Portugal. Dele nos diz a página electrónica da Fundação Casa de Jorge Amado:
«O Brasil entra em ritmo de “redemocratização”. De Assembléia Nacional Constituinte. Em 1945, Jorge Amado é eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), como representante de São Paulo. Em 1946, publica Seara vermelha. O livro traz uma novidade geográfica ao conjunto da obra amadiana. Não se passa na Cidade da Bahia e seu Recôncavo, nem à vista dos cacauais do eixo Ilhéus-Itabuna. E o novo espaço geográfico é extraordinariamente amplo. Seara vermelha é a saga de uma família de retirantes compulsórios, gente expulsa de terras nordestinas, que toma o rumo de São Paulo. A pé. A viagem é um rol de aflições, de fome e de morte. Do grupo inicial de onze retirantes, apenas quatro chegam a uma fazenda de café. Além disso, Jorge Amado descreve as trajetórias de três filhos do casal de retirantes, que tinham partido de casa antes dos pais: o soldado João, o jagunço Zé Trovoada e o cabo Juvêncio, que serve na fronteira com a Colômbia, participa do levante comunista de Natal (novembro de 1935), vai parar no presídio de Ilha Grande e, depois da anistia, retoma os passos de sua vida militante.»

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As Frutas de Jorge Amado ou o Livro de Delícias de Fadul Abdala


PALOMA JORGE AMADO
capa e grafismo de Moema Cavalcanti
fotog. Maria Sampaio e Silvestre Silva
ilust. Conceição Cahu

São Paulo (Brasil), 1997
Companhia das Letras (Editora Schwarcz Ltda.)
1.ª edição
23,9 cm x 22,2 cm
208 págs.
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre couché mate Zanders
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tal como em A Comida Baiana, a filha de Jorge Amado, nesta segunda abordagem dos livros deixados pelo notável escritor brasileiro, continua a coligir os diferentes aspectos culinários referidos pelo escritor na teia das suas obras ficcionais.

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A Comida Baiana de Jorge Amado ou O Livro de Cozinha de Pedro Archanjo com as Merendas de Dona Flor


PALOMA JORGE AMADO COSTA

São Paulo (Brasil), 1994
Editora Maltese
1.ª edição
30,5 cm x 21,6 cm (álbum)
XXXIV págs. + 302 págs.
cartonagem editorial
profusamente ilustrado a cor
exemplar muito estimado, apresenta alguns picos de ferrugem nas três primeiras e nas três últimas folhas
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Filha de Jorge Amado, «apresenta a cozinha baiana através das receitas dos pratos que alimentam e dão prazer aos personagens» dos livros escritos pelo pai. Cada receita, além de detalhada nos pressupostos da sua execução, está sempre ladeada por alguma passagem da obra em que Jorge Amado a referiu.

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sexta-feira, Julho 25, 2014

Programa das Festas de Lisboa



ALMADA NEGREIROS, ilust.
et alli
grafismo de Luiz de Montalvor

Lisboa, 1934
Emprêsa do Anuário Comercial
1.ª edição
24,7 cm x 18,5 cm
32 págs. + 42 págs. (anunciantes) + 3 folhas em extra-texto (impressas retro-verso)
título no frontispício: Programa das Festas da Cidade de Lisboa em 8, 9, 10, 11, 12 e 13 de Junho de 1934 – Iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa – Mui Nobre e Leal Cidade de Lisboa
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papéis superiores, acabamento do encadernador Paulino Ferreira
exemplar manuseado mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
peça de colecção
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboraram literariamente nesta brochura – que Almada ilustrou na íntegra –, entre outros, Matos Sequeira, Pastor de Macedo, Joaquim Manso, Rocha Martins, etc. Além das capa e contracapa e dos 6 desenhos em extra-texto, a brochura inclui mais 16 requintadas ilustrações de Almada Negreiros.

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Teatro da Campanha


aa.vv.
capa e ilust. Almada Negreiros

Lisboa, 1955
Campanha Nacional de Educação de Adultos
1.ª edição
16,1 cm x 11,3 cm
4 págs. + 168 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breves textos teatrais premiados em concurso no âmbito do Plano de Educação Popular. São os seus autores, por ordem de atribuição, António Botelho, Rui Vieira Miller Simões e Francisco Ventura; o livro inclui ainda uma peça de Fernando Amado, diz o Prólogo que, «oferta do seu autor à Campanha», com o significativo título O Aldrabão, «narra a história do analfabeto que presume de letrado e acaba por se achar perigosamente envolvido na teia que criou».

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Indícios de Oiro


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Porto, 1937
Edições «presença»
1.ª edição
25,8 cm x 19,4 cm
88 págs.
composto manualmente
exemplar estimado; miolo irrepreensível
é o n.º LII da tiragem especial declarada de 100 exemplares
PEÇA DE COLECÇÃO
580,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação póstuma conforme manuscrito que se encontrava na posse de Fernando Pessoa. É o poeta-maior no grupo do Orpheu. Suicidou-se jovem, aos 26 anos de idade, no desespero de ver a sua obra injustiçada...
Um exemplo, o poema «Fim»:

«Quando eu morrer batam em latas,
Rompam em saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sôbre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por fôrça ir de burro!»

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Indícios de Oiro


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Porto, 1937
Edições «presença»
1.ª edição
25,7 cm x 19,5 cm
88 págs.
composto manualmente
exemplar manuseado, com restauros nas capas e lombada; miolo limpo, papel oxidado nos bordos superiores das folhas de abertura e fecho
é o n.º 557 da tiragem comum declarada de 700 exemplares sobre papel avergoado
assinatura de posse do escritor José Palla e Carmo
peça de colecção
320,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Dispersão



MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
capa de Júlio

[Coimbra], 1939
Edições “Presença”
2.ª edição
23,1 cm x 17,3 cm
72 págs.
subtítulo: Doze Poesias
composto manualmente
exemplar manuseado, com restauros nas capas e lombada; miolo limpo, papel oxidado nas primeira e última folhas
é o n.º 438 da tiragem comum declarada de 500 exemplares sobre papel Almaço Tojal
assinatura de posse do escritor José Palla e Carmo
peça de colecção
350,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fundaçaõ, | Antiguidades, e Grandezas | da mui Insigne Cidade | de Lisboa, | e seus Varoens Illustres | em Santidade, Armas, e Letras



LUIZ MARINHO DE AZEVEDO

Lisboa, 1753 (ambas as partes)
Na Officina de Manoel Soares (I. parte) / Na Officina de Domingos Rodrigues (II. parte)
[2.ª edição]
21 cm x 15,7 cm
2 partes [livros I e II + III e IV] enc. em 1 volume (completo)
I parte: para além da folha de ante-rosto, encasada mas não pertencente aos cadernos do miolo, tem 30 págs. (não numeradas: rosto, dedicatória, prólogo, catálogo dos autores e licenças) + 170 págs. (livro primeiro) + 118 págs. (livro II) + 2 págs. (advertência); II parte: 2 págs. (rosto) + 266 págs. (livros III e IV)
subtítulo: Catalogo | de feus Prelados, e mais coufas Ecclefiafticas, e Politicas até | o anno de 1147, em que foi ganhada aos Mouros por El-Rey | D. Affonfo Henriques. [...] Offerecida | á Fedelissima, e Augustissima | Magestade Del-Rey | D. Joseph I. | Nosso Senhor | por feu minimo vaffallo | Manoel Antonio | Monteiro de Campos [...]
encadernação antiga inteira em pele mosqueada com gravação a ouro na lombada, vinhetas de florália acentuando as nervuras
pouco aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, leve acidez do papel
ostenta na folha de ante-rosto uma assinatura de posse coeva, «He de Jeronymo Bernd.º Osorio de Castro   custou 500 reis em 24 de Junho de 1754»
carimbos da Quinta das Lágrimas de M. Osório no frontispício da I. parte e à margem da pág. 17 da mesma
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo XVI [Brito Aranha], Imprensa Nacional, Lisboa, 1893):
«Parece que [Luiz] Marinho [de Azevedo] foi um dos redactores das primeiras gazetas publicadas em 1640, segundo uma nota manuscripta que se lia em um numero da Gazeta de 1641 existente na bibliotheca municipal do Porto. [...]
Acerca da obra [...] Primeira parte da fundação, antiguidades e grandezas da mui insigne cidade de Lisboa, etc., é necessario advertir o seguinte:
Ha d’esta obra duas edições totalmente diversas, ambas com a indicação de impressas em 1753, em 4.º.
Uma d’ellas não tem nome do impressor, e indica simplesmente no rosto: “A custa de Luiz de Moraes, mercador de livros á praça da Palha. Lisboa, 1753”. Com dedicatoria assignada por Luiz de Moraes a el-rei D. José I.
A outra tem no frontispicio: “Offerecida á fidelissima e augusta magestade de el-rei D. José I por Manuel Antonio Monteiro de Campos, e á sua custa impresso”. A primeira parte, ou tomo, é impressa em Lisboa na officina de Manuel Soares, 1753; e a segunda parte impressa tambem em Lisboa por Domingos Rodrigues, 1753.
Note-se que a dedicatoria a el-rei, assignada por Manuel Antonio Monteiro de Campos é sem a menor alteração a mesma que na outra edição se lê com a assignatura de Luiz de Moraes.
Note-se igualmente que as licenças para a impressão da publicada por Monteiro de Campos tem as datas de maio e junho de 1753; e as da que publicou Moraes são datadas de setembro do mesmo anno. E todavia é esta ultima que se declara [erradamente] no frontispicio: “Segunda edição correcta e emendada. A outra não tem declaração alguma, parecendo aliás que saíu primeiro. [...]
Innocencio possuia um exemplar da edição de Monteiro de Campos.
O conselheiro Figanière e Teixeira de Vasconcellos possuiam exemplares da de Moraes.
Foi este ultimo escriptor e illustre jornalista, um dos primeiros bibliophilos em notar as differenças das duas edições. [...]»
No plano cultural e científico, trata-se de uma rara descrição da história de Lisboa, com especial relevo para os estudos epigráficos, por ser testemunho de factos e fontes que o terramoto de 1755 veio destruir ou soterrar.

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Cintra Pinturesca, ou Memoria Descriptiva da Villa de Cintra, Collares, e seus arredores



[VISCONDE DE JUROMENHA]

Lisboa, 1838
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis
1.ª edição
22,3 cm x 14,6 cm
2 págs. + 232 págs.
muito elegante encadernação da época em pele e papel de fantasia, com invulgar gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo 
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, João Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, visconde de Juromenha, segundo Inocêncio Francisco da Silva, «Nasceu a 25 de maio de 1807, n’uma casa da rua de S. Domingos, á Lapa em Lisboa, sendo filho primogenito do 1.º visconde de Juromenha, Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, tenente general, e de sua mulher D. Maria da Luz Willougby da Silveira. Depois dos primeiros estudos no collegio de S. Pedro e S. Paulo, vulgo Inglezinhos, passou para o collegio dos nobres, então dirigido pelo professor Ricardo Raymundo Nogueira, um dos governadores do reino na ausencia de el‑rei D. João VI, emquanto a côrte portugueza se conservou no Brazil; e d’ahi foi para Coimbra, onde fez o exame de preparatorios, em que incluiu os dos idiomas francez, inglez, latinidade e grego, matriculando‑se em seguida nos cursos de mathematica e philosophia, que teve que interromper por causa da guerra civil. Seguindo a causa do sr. D. Miguel, devidamente auctorisado por seu pae para deliberar e votar, assistiu á reunião dos tres estados do reino, em julho de 1828 [...].
Não tem, por sem duvida, devido á excessiva modestia do seu viver, e ao limitado de suas relações litterarias e scientificas, muitos titulos de academias ou corporações litterarias. Pertenceu ao antigo conservatorio dramatico, e ultimamente lhe conferiram, sem o solicitar e sob proposta do academico sr. Silva Tullio, o diploma de socio correspondente da academia real das sciencias de Lisboa.
A sua estreia, na carreira das boas letras, foi a publicação da obra [...] Cintra pinturesca, 1838‑1839, trabalho revisto por Alexandre Herculano, com quem estabelecêra relações por intermedio do seu antigo condiscipulo e brilhante escriptor, Ignacio Pizarro de Moraes Sarmento, conservando sem interrupção e sem azedume essas relações com o distincto historiador, apesar da profunda divergencia de opiniões politicas. [...]» (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo X [Brito Aranha], Imprensa Nacional, Lisboa, 1883)


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quinta-feira, Julho 24, 2014

Memorias | dos Annos de 1775. A 1780. | Para servirem de historia | á | analysi, e virtudes | das | Agoas Thermaes | da | Villa das Caldas da Rainha




JOAQUIM IGNACIO DE SEIXAS BRANDÃO
carta-pref. Manoel de Moraes Soares

Lisboa, 1781
Na Regia Officina Typografica
1.ª edição
21,5 cm x 14,8 cm
2 págs. + XXXII págs. + XIV págs. + 282 págs.
encadernação da época inteira em pele com elegante gravação a ouro na lombada entre nervuras e na espessura das pastas, esquadria a relevo seco em ambas as pastas
folhas-de-guarda originais marmoreadas e corte das folhas marmoreado a condizer
exemplar em bom estado de conservação, pele da encadernação ocasionalmente esfolada; miolo pouco aparado, muito limpo, papel sonante
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Inácio de Seixas Brandão foi, segundo Inocêncio Francisco da Silva, «Doutor em Medicina pela Faculdade de Montpellier, Medico do Hospital R. da villa das Caldas da Rainha etc. – N. na provincia de Minas-geraes, no Brasil, e a julgarmos pelo seu appellido, seria talvez parente proximo de D. Maria Joaquina Dorothea de Seixas Brandão, que foi immortalisada pelo celebre e infeliz Gonzaga nas suas lyras sob o nome de Marilia de Dirceu. [...]» (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo IV, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860)

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Ferro Velho



LEONEL DE PARMA CARDOSO

Lisboa, 1936
[ed. Autor]
1.ª edição
19,8 cm x 13,1 cm
164 págs. + 9 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Leonel de Parma Cardoso, licenciado em Ciências Económicas e Financeiras, funcionário superior das Alfândegas, nasceu em 9 de Setembro de 1898, em Caldas da Rainha. A sua actividade artística desenvolveu-se em duas vertentes principais: letras (poesia e prosa) e artes plásticas, expressas nas mais variadíssimas técnicas: aguarela, guache, óleo, escultura, medalhística e cerâmica. O seu primeiro contacto com o público data de Setembro de 1917 numa exposição de caricaturas na sua terra natal em Caldas da Rainha, a que se seguiram muitas outras, individuais e colectivas, tendo participado em vários salões de humoristas e da Sociedade Nacional de Belas-Artes. É de salientar que, no conjunto da sua obra, o seu poder imaginativo se revela sobretudo através de numerosas figuras de cerâmica que criou e que reflectem a influência do meio em que nasceu. Os seus bonecos, caracterizados por uma tipologia folclórica, são modelados num espírito mordaz que realça, nos seus traços, as particularidades mais relevantes das diversas camadas da sociedade observadas sem indulgência. Grande parte destas peças foram reproduzidas nas fábricas Bordalo Pinheiro e Belo em Caldas da Rainha. O humorismo é uma constante na sua obra, expresso sobretudo na caricatura, modalidade com que principiou a sua actividade artística aos 18 anos e à qual dedicou os últimos anos da sua vida. [...] A sua actividade literária não se confinou a estes domínios, tendo publicado em 1936 a sua primeira obra de prosa, o Ferro Velho, que comparou a uma “manta de retalhos”[,] título que aplicou num dos seus opúsculos de poesia editado em 1960, seguindo-se, nesta forma de expressão, os Farrapos d’Alma, em 1976. Como autor teatral Leonel Cardoso escreveu, em colaboração com Augusto de Carvalho, uma revista de costumes locais De Luva Branca (1937), para a qual pintou os cenários e desempenhou o papel de um dos “compères”. Em 1972, começou a dedicar-se à medalhística, tendo modelado cerca de 40 peças [...]. Tendo mantido uma intensa actividade artística durante praticamente toda a sua vida, Leonel Cardoso veio a falecer, em Lisboa, no dia 18 de Novembro de 1987.» (MatrizNet, catálogo colectivo on-line, Instituto dos Museus e da Conservação)

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Terras de Hespanha


ALFREDO MESQUITA

Lisboa, 1898
Livraria de Antonio Maria Pereira
1.ª edição
19,3 cm x 12,9 cm
8 págs. + 224 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jornalista açoreano, Alfredo Mesquita (1871-1931), também autor de Memórias de um Fura-Vidas, foi «[...] secretário da Liga Naval e, mais tarde, da Biblioteca da Marinha. Foi também secretário da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras de Lisboa e nesta qualidade participou em vários congressos da imprensa no estrangeiro. Após a implantação da República, e por influência de João Chagas, de quem foi amigo, Alfredo Mesquita entrou na carreira diplomática, exercendo funções consulares em Orense, Istambul e Roma de 1911 a 1919 e de secretário da Legação Portuguesa em Paris de 1919 a 1922, deixando-se ficar, depois, naquela cidade até ao fim dos seus dias.
[...] A crónica jornalística, em que se estreou ainda adolescente [...] era o campo literário que melhor quadrava ao seu génio e à sua expressão fluente e ágil e em que logo alcançou notoriedade, tornando-se, no seu género, um dos mais brilhantes jornalistas do fim do século XIX – começos do século XX. [...]»

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quarta-feira, Julho 23, 2014

«Écrivains Noirs d’Expression Portugaise»


MÁRIO DE ANDRADE [pref. e org.]

Paris, Janeiro de 1961
Europe – Revue mensuelle n.º 381
1.ª edição
texto em francês
21,4 cm x 13,6 cm
160 págs. [aliás, 23 págs.]
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se apenas de uma breve amostra, uma vintena de páginas vertidas para francês, retirada do magnífico volume de Mário de Andrade, Antologia de Poesia Negra de Expressão Portuguesa, na altura publicado em Paris por Jean Pierre Oswald, às quais foi acrescentada a tradução do conto Samba, de Castro Soromenho. Os poemas incluídos são de Agostinho Neto, Alda Espírito Santo, Noémia de Sousa, Gabriel Mariano e Kalungano, e todos esses textos permitiam pressentir o surto revolucionário anticolonial a formar-se, então, no continente africano.
No mais, são ainda de relevar um dossier sobre Friedrich Durrenmatt e uma tradução de Gorki.

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Cinema Africano – Angola. Moçambique. Guiné. Cabo Verde


MANUEL COSTA E SILVA [coord.]
capa de José Rodrigues
grafismo de Daniel Dias

Lisboa, 1981
Célula de Cinema do Partido Comunista Português / Avante!
1.ª edição
20,9 cm x 14,8 cm
64 págs.
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Por ocasião da Festa do Avante, em Setembro de 1981, alguns institutos e embaixadas dos países representados, assim como alguns intelectuais (Vitor Silva Tavares, Guilherme Ismael) ajudaram o PCP a levar a cabo um pequeno ciclo de cinema com a projecção de filmes africanos que, segundo nota editorial, estavam a ser «alvo de um menosprezo total por parte dos responsáveis pelo pelouro da cultura do governo português». O mesmo é dizer que, à época, os novos países emergentes da libertação do nosso colonialismo ainda não serviam para uns presidentes e uns ministros se pavonearem... A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) só veio mais tarde; e hoje até inclui países que nem falam português, ou sequer algo aparentado!
Caderno ideal para quem se interessa pelo cinema de denúncia, inclui completíssimas fichas técnicas dos filmes exibidos e sucintas biografias dalguns realizadores, em que avultam nomes, entre outros, como os de Ruy Duarte de Carvalho, António Ole, Raul Correia Mendes, Carlos Henriques, Luís Patraquim, Rui Guerra, etc.

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A Ilha do Principe



JUVENAL MARINHO PAIVA DE CARVALHO

Porto, 1928
Imprensa Moderna, Limitada
1.ª edição
17,4 cm x 11 cm
88 págs.
subtítulo: Descritivo histórico – 500 quadras alexandrinas em verso rima
ilustrado
exemplar frágil, mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor à biblioteca da Curadoria dos Serviçais em Benguela
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-se o desconhecido autor «com o curso prático equatorial da cultura do cacau, (chocolate), tirado em 1905 na Ilha do Principe, na ROÇA ESPERANÇA e próprio local das plantações». No mais, sabe-se que era irmão de um curador do Príncipe.

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Acção d’Investigação de Paternidade Ilegitima e de Petição de Herança


[ANTONIO GOMES DA SILVA SANCHES (Dr.), advogado, na qualidade de legitimo cessionario e de procurador in rem propriam de Julião Antonio d’Oliveira, filho natural de Josè Antonio d’Oliveira]

[Santo António do Príncipe], 1884
Typ do Jornal de S. Thomé e Principe
1.ª edição
20 cm x 12,7 cm
60 págs.
folheto com encapamento simples recente, composto manualmente
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas e carimbo de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do processo de uma contenda entre herdeiros, que, para além do duvidoso interesse jurídico que possa ainda ter hoje, interessa-nos sobretudo como raro documento tipográfico ultramarino, que é.

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Colóquio Sobre a Influência do Ultramar na Arte


aa.vv.

Lisboa, 1965
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,4 cm x 19,3 cm
172 págs. + 6 págs. em extra-texto
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colige intervenções temáticas de Luís Reis Santos (belas-artes), João de Freitas Branco (música), Mário de Oliveira (arquitectura), Luís Forjaz Trigueiros (literatura de ficção), José Blanc Portugal (dança) e Natércia Freire (poesia).

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terça-feira, Julho 22, 2014

Relação da Primeira Viagem do Ministro do Ultramar às Províncias do Oriente no Ano de MCMLII


[BARRADAS DE OLIVEIRA (coord.)]
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1953-1954
Agência Geral do Ultramar
1.ª edição [única]
2 volumes (completo)
25 cm x 18 cm
[480 págs. + 56 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [504 págs. + 154 págs. em extra-texto]
ilustrados em separado
impressos sobre papel superior avergoado
exemplares muito estimados; miolo limpo, ténue acidez ocasional
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

O ministro referido era, na altura, o comandante Manuel Maria Sarmento Rodrigues.

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