quinta-feira, novembro 16, 2017

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Algumas Palavras a Respeito de Púcaros de Portugal


CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELLOS

Lisboa, 1957
Revista ‘Ocidente’
nova edição [3.ª edição ?]
25 cm x 18,3 cm
104 págs. + 5 extra-textos (reproduções fotográficas)
exemplar como novo; miolo por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o texto:
«Tornando muito provável a tese de que púcaros e búcaros têm a sua pátria na Península, nos centros principais de arte árabe e mozárabe, onde na época luso-romana já existiam importantes olarias, debelo o dogma antigo das origens americanas, que me parece resultante de [...]», etc.
Investigadora, nomeadamente no campo da filologia, nascida alemã (tendo casado com o escritor Joaquim de Vasconcelos), foi, juntamente com Maria Amália Vaz de Carvalho, uma das mulheres mais cultas da sua época. O periódico Lusitânia – Revista de Estudos Portugueses, uma das publicações literárias de maior projecção nacional, teve-a como directora, mas será a militante pelas causas da emancipação feminina aquilo que as mulheres de hoje melhor recordam.

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Romances Velhos em Portugal – Estudos Sôbre o Romanceiro Peninsular


CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS

Coimbra, 1934
Imprensa da Universidade
2.ª edição
25,8 cm x 17,2 cm
12 págs. + 322 págs.
subtítulo: Publicados na revista «Cultura Española» (Madrid, 1907-1909)
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, novembro 15, 2017

Fado da Mouraria



NORBERTO DE ARAUJO
capa de Stuart

Lisboa, 1931
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,2 cm x 12,2 cm
352 págs.
encadernação editorial em tela encerada (Santos Enc.) com gravação a seco e a ouro nas pastas e na lombada
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Exilado de Bougie


NORBERTO LOPES
pref. João de Barros
ilust. Francisco Valença e Menezes Ferreira

Lisboa, 1942
Parceria António Maria Pereira
3.ª edição
19,3 cm x 13 cm
304 págs. + 50 págs. em extra-texto
subtítulo: Perfil de Teixeira Gomes
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a apaixonante aventura da vida daquele que terá renunciado a meio do seu mandato como Presidente da República pouco antes do golpe militar que instaurou em Portugal 48 anos de risível ditadura. «Era o reflexo da simpatia crescente, no exército e mesmo na opinião pública, por soluções autoritárias e pelos regimes de tipo mussoliniano (em Itália) e riverista (em Espanha)» – diz-nos Francisco Manuel Vitorino na História de Portugal em Datas (Círculo de Leitores, Lisboa, 1995). «Face aos ataques constantes dos anarquistas e da chamada Legião Vermelha (grupo parapolítico com filiação comunista), a burguesia, atemorizada, penderia para o lado de partidos e correntes de extrema-direita.»

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Legendas de Lisboa


NORBERTO ARAÚJO
desenhos de Martins Barata

Lisboa, 1943 [aliás, 1944]
Secretariado da Propaganda Nacional
1.ª edição
26 cm x 20 cm
224 págs.
profusamente ilustrado em todas as capitulares de entrada de capítulo, sendo impressas a negro sobre fundo amarelo
encadernação da época em meia-francesa com cantos em pele e elegante gravação a ouro na lombada
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
exibe o ex-libris dos condes do Bonfim colado no verso da capa
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dedicou-se o autor «[...] à carreira do jornalismo, onde em pouco tempo chegou a co-proprietário do jornal diário A Manhã. Foi aí que, em 1917, depois de breve passagem pelo jornal O Mundo, revelou todos os seus dotes no campo da crónica, da reportagem e da entrevista, dotes que evidenciaria, até morrer, no Diário de Lisboa.
Registe-se como digna nota, a actividade de ulissipógrafo [...].» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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O Pensamento Criacionista


LEONARDO COIMBRA

Porto, 1915
Edição da Renascença Portuguesa
1.ª edição
18,1 cm x 12,1 cm
224 págs.
subtítulo: Lições efectuadas na Universidade Popular do Porto em Abril e Maio de 1914
composto manualmente
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada
conservas as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas e carimbos de posse nas folhas-de-guarda e no frontispício
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Co-fundador da Renascença Portuguesa, por duas vezes ministro da Instrução Pública, «[...] Orador, professor e filósofo excepcionalmente dotado, deixou-nos a obra especulativa mais importante, original e removedora da primeira metade do século XX e formou um escol de discípulos – Newton de Macedo, Delfim Santos, José Marinho, Álvaro Ribeiro, Sant’Anna Dionísio, Augusto Saraiva e António Dias de Magalhães – cujo pensamento marcou decisivamente as mais recentes décadas.
O sistema filosófico criacionista, que veio desenvolvendo desde 1912, é uma forma pessoal de idealismo radicado numa noção aberta e dinâmica da razão e numa ontologia pluralista e ascendente, coroada por uma teodiceia de inspiração franciscana e cristã, que não exclui um fundo sentido cósmico.» (In Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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A Alegria, a Dor e a Graça [junto com] Do Amor e da Morte


LEONARDO COIMBRA
pref. Sant’Anna Dionísio
capa de Eduardo Malta

Porto, 1956
Livraria Tavares Martins
1.ª edição [nas Obras Completas]
19,5 cm x 14,4 cm
356 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do vol. I das Obras Completas de Leonardo Coimbra (1883-1936), edição ao cuidado de Sant’Anna Dionísio (1902-1991).

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terça-feira, novembro 14, 2017

História Social da Arte e da Cultura




ARNOLD HAUSER
trad. de Berta Mendes, Antonino de Sousa e Alberto Candeias

edição dirigida por Fernando de Abranches Ferrão
capa de Roberto Araújo
grafismo de Luís Moita

Lisboa, 1954 e 1958
Jornal do Fôro
1.ª edição
2 volumes (completo)
24,3 cm x 19,9 cm
[8 págs. + 612 págs. + 50 estampas em extra-texto] + [576 págs. + 36 estampas em extra-texto]
encadernação editorial com as capas de brochura espelhadas
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de estudo, de um pensador da esfera marxista para quem a Arte é vista, para além do lugar que lhe cabe na Estética, (também) nas suas relações sócio-económicas, nomeadamente pela influência que exerce no quotidiano dos homens. Ainda hoje é, e cada vez mais, um instrumento pedagógico útil.

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As Raízes do Ódio


GUILHERME DE MELO

Lisboa, 1965
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
17,9 cm x 10,6 cm
308 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da obra de consulta Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, de Manuel Ferreira (vol. 2, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977):
«[...] Guilherme de Melo, sobretudo no romance As raízes do ódio experimenta o registo do mecanismo da mentalidade de certos estratos laurentinos, os da pequena e média burguesia europeias, instalada na cidade, como contraponto a uma personagem (ou mais) de cor. Aparentemente o narrador dir-se-ia combater o racismo e as incompreensões e injustiças ao nível dos homens e da máquina oficial, mas o que subjaz, julgamos, é uma coisa diferente: a visão do narrador em salvar o que possa ser salvo. Noutros termos, à superfície drena-se o intento de serem encontradas formas sociais, políticas, culturais que possibilitem o reajustamento de uma sociedade em desequilíbrio e célere mutação, mas sob o signo da filosofia emblematicamente inscrita na “multicontinentalidade” e na “multirracialidade”. O sentido, afinal, seria este: um novo país (colónia) em velhas estruturas “reactualizadas”.
Falou-se, então, a propósito de algumas destas obras, de “paisagem africana”, como sendo uma das suas virtudes. Que paisagem africana? Hoje só pode ser entendido como um equívoco. [...] Estas obras [Manuel Ferreira refere-se também a escritores como Nuno Bermudes e Ascêncio de Freitas] não poderão ser postas de lado, até, como se disse, o seu nível estético as defende, mas a verdade é que se pretendermos ver nelas a África, o homem negro, o homem moçambicano, pouco nos dizem a esse respeito.
A grande revelação, porém, viria em 1964 com Nós matámos o cão tinhoso de Luís Bernardo Honwana. [...]»

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Antologia de Poesias Religiosas


GUILHERME DE FARIA, org.

Lisboa, 1947
Edições Gama
1.ª edição
19,4 cm x 13,3 cm
188 págs.
subtítulo: Desde o século XV, que abre com a Oração do Justo Juiz, de El-Rei D. Duarte, até aos nossos tempos, incluindo romances e cantigas da tradição popular
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Os vários autores da história da nossa literatura cultual são aqui recolhidos pelo poeta Guilherme Leite de Faria (1907-1929).

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segunda-feira, novembro 13, 2017

Pequeno Tratado de Encenação


ANTÓNIO PEDRO
capa e desenhos de Eduardo Calvet de Magalhães

Porto, 1962
Editorial Confluência Limitada
1.ª edição
18,5 cm x 12,4 cm
238 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar como novo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais completos livros de estudo portugueses para quem se interesse pela arte teatral. O seu autor foi, na génese do projecto, em 1950, director do Teatro Experimental do Porto, a pedido de Manuel Breda Simões e do arquitecto Luís Praça. Diz-nos Tomaz Ribas, em nota de contracapa da edição original: «Depois de através da pintura, da poesia, da prosa, do ensaio, de cerâmica, do jornalismo e da rádio nos ter dado sobejas provas para o admirarmos e inscrevermos o seu nome entre os mais distintos do panorama intelectual e artístico do país, António Pedro revelou-se através do teatro um artista de forte personalidade, um encenador moderno, consciente e culto, uma das mais distintas e brilhantes organizações teatrais [o referido TEP] que nos tem surgido nos últimos tempos. A chegada de António Pedro ao teatro e a sua acção nele como director, encenador, mestre e orientador é, talvez, o mais notável facto do teatro português do nosso tempo.»

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Pequeno Tratado de Encenação


ANTÓNIO PEDRO
ilust. Eduardo Calvet de Magalhães

Porto, 1976
INATEL – Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores
2.ª edição
18,2 cm x 10,8 cm
226 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Teatro e a Técnica do Actor




ANTÓNIO PEDRO

Lisboa, 1975
F. A. O. J. – Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis
Ministério da Educação e Cultura
[2.ª edição]
20,6 cm x 14,5 cm
68 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição conjunta de apenas três fascículos (3, 4 e 5) dos Cadernos dum Amador de Teatro – Antologia de Iniciação Teatral, originários do Porto (anos 40-50), em que António Pedro não só assinou textos de crucial importância para o entendimento do teatro e da função social do actor e para a formação técnica deste, mas acrescentou ainda, antologicamente, o que de melhor outros haviam escrito acerca da matéria. Assim é que, no vertente, pode ler-se também textos de Hegel, Charles Dullin e do genial Stanislawsky.

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Grandeza e Virtudes da Arte Moderna


ANTONIO PEDRO

Lisboa, Abril de 1939
[ed. Autor]
1.ª edição
17,4 cm x 11,5 cm
2 págs. + 26 págs.
subtítulo: Resposta à agressão do Sr. Ressano Garcia
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O caricaturista, professor doutor e coronel Arnaldo Cardoso Ressano Garcia é aqui tratado como cavalgadura perniciosa. Aquando dos preparativos para a Exposição do Mundo Português a opção estética tomada pelos responsáveis do regime para as comemorações – António Ferro à cabeça – suscitou nefastas críticas por parte dos artistas académicos, liderados pelo à data presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes, o dito coronel. Proferindo este duas conferências locais, em que, entre outros dislates, apodava os artistas modernos de comunistas merecedores de procedimento à Hitler, que – aplaude Ressano Garcia –, varrendo os museus de todas as imundícies artísticas, «[...] [mandou queimar] na praça pública com indignação da Europa civilizada, as obras que fazem engulhos à sua incompreensão. [...]» Numa fase do regime ditatorial português, em que as artes eram descaradamente postas ao serviço da propaganda política, os académicos ficariam definitivamente postos fora da ribalta cultural; e por académicos entenda-se os cultores de um decorativismo «[...] sem significado nem grandeza – máquinas de fazer pêssegos e tijelas, os mesmos pêssegos e tijelas internacionais de todos os falecidos academistas do mundo [...]» (António Pedro) Após discorrer acerca das linhas mestras do vanguardismo artístico europeu da altura, António Pedro contra-ataca:
«[...] Se S. Ex.ª o Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Arnaldo Ressano Garcia, Ilustríssimo Presidente da Ilustríssima Sociedade dita nacional e de Belas Artes, não fôsse além de mal intencionado, tão profundamente ignorante daquilo que o Estado Português, ou um dos seus organismos, lhe pagou para aprender, não devia desconhecer o que acabo de deixar ao simples comentário do leitor. [...]
A conferência do Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Arnaldo Ressano Garcia durou dois dias e teve duas partes, desiguais nos insultos por via do susto, iguais na intenção por via da encomenda, semelhantes na estupidez por via do autor.
Pela primeira e pela segunda parte correram as aleivosias que acabo de demonstrar. Na primeira, em especial, pretendeu o insultador fazer doutrina. Na segunda, em particular, contou anedotas. [...]»
O vertente livrinho é constituído pela conferência que António Pedro se viu impedido de proferir no mesmo sítio onde o coronel fizera de tribuno.

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A Casa dos Motas


MANUEL FERREIRA
ilust. linóleo de Ferreira da Silva (filho)

Lisboa, 1956
Orion – Editorial Distribuidora
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
376 págs. + 13 folhas em extra-texto (uma das quais desdobrável)
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Hora di Bai


MANUEL FERREIRA

Coimbra, 1962
ed. Autor (Atlântida / Vértice)
1.ª edição
18,3 cm x 11,7 cm
224 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Manuel Ferreira nasceu na Gândara dos Olivais – Leiria. Militar, prestou serviço durante seis anos em Cabo Verde, onde desperta a sua vocação literária. [...] Escritor sensível e humano, de raiz neo-realista, Manuel Ferreira tem-se dedicado sobretudo à ficção e ao estudo de assuntos ultramarinos. Da sua obra, destacamos os livros de contos “Morna” e “Morabesa”, cujos temas foram colhidos na realidade cabo-verdiana a que permanece estreitamente ligado.»

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Morabeza


MANUEL FERREIRA

Lisboa, 1958
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
23,4 cm x 16,2 cm
112 págs.
subtítulo: Contos de Cabo Verde
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O livro teve a distinção literária como Prémio Fernão Mendes Pinto em 1957, e apresenta-se aqui na sua forma original. Isoladamente, o conto que dá título ao conjunto veio a ser publicado em Angola na Colecção Imbondeiro, no ano de 1961.

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Morabeza


MANUEL FERREIRA
capa de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), 1961
Colecção Imbondeiro (ed. Autor)
2.ª edição (1.ª edição em separado)
16,6 cm x 12,2 cm
32 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor nascido no continente, na zona de Leiria (1917-1992), tendo sido enviado em missão do exército para Cabo Verde, veio a ser um dos mais relevantes ficcionistas de feição cabo-verdeana, e ensaísta de referência na área das literaturas africanas de expressão portuguesa.

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A Aventura Crioula


MANUEL FERREIRA
pref. Baltasar Lopes
capa e graf. Espiga Pinto

Lisboa, 1967
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,1 cm x 10,1 cm
XXVI págs. + 278 págs.
subtítulo: Cabo Verde, uma síntese étnica e cultural
capa impressa a branco e negro directamente sobre a cartolina de suporte do miolo*
é o n.º 14 da Colecção Poesia e Ensaio criada e dirigida por Vitor Silva Tavares
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais interessantes e completos estudos, à data, acerca das gentes de Cabo Verde, seus costumes e sua expressão artística.

* Apenas 2 dos 22 títulos da colecção (o outro é Retrato em Movimento, de Herberto Helder) apresentam este acabamento, sem a sobrecapa de papel alcatroado.

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quarta-feira, novembro 08, 2017

Crítica de Circunstância


LUIZ PACHECO
capa de João Rodrigues
prefácio de Virgílio Martinho

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
17,8 cm x 11,5 cm
XXXIV págs. + 262 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira reunião em livro de alguns textos, que corriam pelo país em edições mimeografadas clandestinas, e de outros inéditos, livro este logo no imediato proibido e perseguido pela censura e pelos jornais do regime fascista (ver Luiz Pacheco – 1 Homem Dividido Vale por 2, BNP / Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009). Poucos exemplares chegaram até hoje, dada a razia. Eduardo Prado Coelho, essa luminária, que disse ter lido o livro «com um sorriso nos lábios», chegou a ter oportunidade de pôr por escrito, fazendo coro com a imprensa reaccionária, que aquilo era um livro sem «uma única ideia»: a terra o tenha em descanso! Ainda hoje, relendo, só nos podemos congratular que Coelho e Pacheco nunca tenham navegado nas mesmas águas.

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Literatura Comestível


LUIZ PACHECO
fotografia de Armando Vidal

Lisboa, 1972
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 13,6 cm
168 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne alguns dos textos de crítica croniqueira mais virulentos, exercitando um estilo que, aqui, o Autor derrama por cima de valores culturais como sejam Figueiredo Sobral, João Gaspar Simões, Fernando Namora ou Mário Braga. Na época em que o livro veio a lume, muitos finórios da escrita que por cá andavam iam logo a correr à primeira livraria que se lhes deparava comprar o voluminho, aflitos, não fosse o nomes deles ter sido alvo da “pachecal” verrina. Bons tempos!

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Figuras, Figurantes e Figurões


LUIZ PACHECO
org. e pref. João Pedro George
grafismo de Vasco Rosa sobre ilust. André Carrilho

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição
22,2 cm x 15,8 cm
208 págs.
encadernação editorial em tela impressa com sobrecapa idêntica
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota justificativa de João Pedro George, jornalista e biógrafo de Luiz Pacheco:
«[...] O grosso das crónicas deste livro, nunca antes reunidas, provêm da revista angolana Notícia (em 1965-71), de Manoel Vinhas [...], e do jornal Diário Económico (em 1995-96) [...]. A estes textos, ordenados por afinidade temática, juntei seis, entretanto incluídos em livro, por três razões: uns, porque clarificam particularmente bem o tipo de crítica que defendeu e praticou; outros, porque dão sequência a textos desta antologia; outros ainda – como as primeiríssimas referências críticas a O Que Diz Molero, de Dinis Machado, e a Levantado do Chão, de José Saramago, reunidas em Textos de Guerrilha –, porque nos recordam o seu instinto para descobrir talentos literários, como aliás fizera antes, nos anos 1950, com Herberto Helder ou Natália Correia na Contraponto. Finalmente, incluí um texto cómico, hilariante mesmo, sobre Virgílio Ferreira. [...]»

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Acaso


FAUSTINO FERREIRA
JOAQUIM JORGE FIGUEIREDO FERREIRA
[Luiz Pacheco]

Caldas da Rainha, 2000
Nep, Lda.
1.ª edição
16,5 cm x 10,1 cm
44 folhas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um livro de versos de Joaquim Jorge Figueiredo Ferreira, filho de Faustino Ferreira, de quem figuram no livro três poemas. Luiz Pacheco, visita e comensal de casa de Faustino Ferreira nas Caldas da Rainha, tem aqui reproduzida uma carta sua, de 1968, dirigida da prisão do Limoeiro a este último, comentando-lhe alguma produção literária, «versos lírico-eróticos» que vinham alegrar os dias de cadeia. Pacheco, como é de esperar, faz a festa onde aparece. Aqui, é mesmo a única coisa legível e de interesse histórico: depois de confessar certa mágoa por, em breve, ir ser posto em liberdade e «abandonar uma “pensão” onde o trato (em cama, comida e farmácia) era melhor do que passava no lá fora [...] [e] de borla», remata dizendo da poesia de Faustino Ferreira: «Quanto ao poema. Já li coisas suas melhores. Mas mantém-se na linha da ironia e prazer espontâneo. Não é de deitar fora.»

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domingo, novembro 05, 2017

La Véritable Scission dans l’Internationale


INTERNATIONALE SITUATIONISTE
[Guy Debord
Gianfranco Sanguinetti]

Paris, 1972
Éditions Champ Libre
1.ª edição
texto em francês
21,5 cm x 12,5 cm
148 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o documento (aqui vertido em português, sem compromisso):
«1. A Internacional Situacionista impôs-se num momento da história universal [1968] como sendo o pensamento do colapso de um mundo; colapso hoje óbvio sob os nossos olhos.
2. Quer o ministro do Interior em França quer os anarquistas federados em Itália sentem idêntica cólera: nunca um projecto tão extremista, surgido numa época que lhe é aparentemente tão hostil, afirmou em tão pouco tempo a sua hegemonia no seio da luta das ideias, fruto da história da luta de classes. A teoria, o estilo, o exemplo da I.S. são hoje em dia adoptados por milhares de revolucionários nos principais países avançados, mas, ainda mais fundo, é a moderna sociedade no seu todo que parece estar convencida da verdade das perspectivas situacionistas, seja para concretizá-las, seja para combatê-las. Por toda a parte encontram-se livros e textos da I.S. traduzidos e comentados. As suas exigências são afixadas das fábricas de Milão à universidade de Coimbra. As suas teses principais, da Califórnia à Calábria, da Escócia à Espanha, de Belfast a Leninegrado, infiltram-se na clandestinidade ou são proclamadas nas lutas alto e bom som. Os intelectuais desde logo submissos aos interesses das suas carreiras vêem-se por seu turno obrigados a mascarar-se de situacionistas moderados ou meios-situacionistas, somente a fim de mostrar que se encontram aptos para compreender o derradeiro instante do sistema que lhes dá emprego. [...]»

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A Sociedade do Espectáculo


GUY DEBORD
trad. Francisco Alves e Afonso Monteiro
grafismo de José Marques de Abreu

Lisboa, 1972
Edições Afrodite de Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
10,5 cm x 20,1 cm (oblongo, cosido à cabeça)
208 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É incontornável saber-se que além do pensamento oficioso (o poder que por toda a parte governa o mundo) existe uma corrente subterrânea do espírito e da consciência radicais. Por lei e norma, os sofismas do primeiro têm conduzido os homens à destruição recíproca. Guy-Ernest Debord pugnou sempre do lado da consciência que produz vida: a aventura interminável da Vida. Suicidou-se aos 62 anos de idade, surpreendendo uma doença incurável; foi a sua passagem um brevíssimo instante da nossa época. No dia em que seja possível, sem distorção nem complexos, fazer o acerto dos factos revolucionários da História do século XX, o seu nome surgirá equiparado aos de Max Stirner ou de Bakunine. Fundador e teórico da Internacional Situacionista, que esteve no centro das acções desencadeadoras do Maio de 1968, toda a sua obra escrita obriga à retractação da era mercantil em múltiplos aspectos. Todos os seus livros (guiões cinematográficos incluídos) são para ler e reflectir, sabendo-se que desde logo eliminam qualquer literatura de análise optimista dos poderes vigentes e nove décimos da pessimista. Debord envolve-nos intencionalmente no reconhecimento das emboscadas e dos embustes num mundo que, dando como aceitáveis venenos letais, fez com que o bom senso se passasse para o campo da ilegalidade.

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Panégyrique


GUY DEBORD

Paris, 1993
Éditions Gallimard / Jean-Jacques Pauvert
2.ª edição
18,6 cm x 11,9 cm
96 págs.
subtítulo: Tome Premier *
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que situa o género autobiográfico no ponto altivo do orgulho solitário, mas exemplar; o que é o oposto do autoritarismo dos consensos diplomáticos. Na língua francesa, talvez só encontremos em Montaigne estilo e tom equiparáveis.

* O tomo segundo é quase exclusivamente constituído por imagens legendadas.

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O Capital



KARL MARX

Lisboa, Julho de 1973 e Dezembro de 1974
Delfos
2.ª edição (versão integral)
2 volumes (completo)
22 cm x 17 cm
752 págs. + 752 págs.
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de circulação clandestina nos anos da ditadura do Estado Novo, volta hoje em dia a ser uma referência entre estudiosos e diletantes.

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Florbela Espanca ou A Expressão do Feminino na Poesia Portuguesa



JORGE DE SENA

Porto, 1947
Biblioteca Fenianos
1.ª edição [única nesta forma]
19,4 cm x 13 cm
48 págs.
subtítulo: Conferência Lida na Sessão de Homenagem do Clube Fenianos Portuenses na Noite de 28 de Janeiro de 1946
composto manualmente
exemplar estimado, rótulo de entrada em biblioteca colado na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto da intervenção de Sena seguido de uma Breve Antologia de poemas da homenageada. Diz-nos, a dado passo, o conferencista em defesa dos poetas:
«[...] a crítica, entre nós, ou visualiza uma unidade superior, expressa por palavras indefinidas e vastas, mas que deixam de fora toda a multidão dos factos quotidianos, tornados inclassificáveis; ou constrói, sobre esses factos, um sistema estreito, uma gaiola, dentro da qual não cabem o puro e o gratuito da especulação humana. Não cabe, também, o profundo, porque, como é sabido, abaixo do fundo dessas gaiolas não há nada, e esse fundo é um tabuleiro amovível, para limpeza do que fazem os canários, mesmo quando cantam.
Longe de mim a ideia de comparar o poeta ao canário, um daqueles pássaros, dos quais Jules Renard dizia que não sabem servir-se nem da liberdade, nem da gaiola... Mas deixem-me comparar a sociedade à dona de casa, que, ao matinalmente inspeccionar o tabuleiro, se irrita com o pássaro – e, afinal, porquê? – por ele ser de carne e osso. [...]»

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Sonetos


FLORBELA ESPANCA

Porto, 1962
Livraria Tavares Martins
10.ª edição
21,7 cm x 15,5 cm
192 págs. + 9 folhas em extra-texto (uma das quais desdobrável em papel azul reproduzindo a Certidão de baptismo de Flor Bella)
profusamente ilustrado, folha de rosto impressa a duas cores
exemplar estimado; miolo limpo
rubrica de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui o Livro de Mágoas, o Livro de Soror Saudade e Charneca em Flor, daquela que afirmou abertamente «Sou pagã e anarquista, como não poderia deixar de ser uma pantera que se preza...». É um dos pontos altos da escrita portuguesa no feminino.

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Livro de Máguas – Livro de Soror Saudade


FLORBELA ESPANCA

Coimbra, 1931
Livraria A. Gançalves
2.ª edição
19 cm x 12,2 cm
88 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Máscaras do Destino


FLORBELA ESPANCA
pref. Agustina Bessa Luís
capa e arranjo gráfico de Mário Rodrigues

Amadora, 1979
Livraria Bertrand
2.ª edição
21,1 cm x 15,9 cm
184 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, outubro 31, 2017

Um Auto para Jerusalém


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d. [1964]
Editorial Minotauro
1.ª edição
19,8 cm x 13,6 cm
76 págs.
exemplar como novo; miolo por abrir
junto com o bilhete de ingresso para a sua primeira representação pública, no Teatro Municipal de São Luiz a 18 de Março de 1975
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida no tempo de Salazar (vd. Livros Proibidos no Regime Fascista, Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981), por indicação do censor José Brandão Pereira de Mello. Somente em 1975, sob o triunfo do gonçalvismo, será levada à cena pelo grupo Teatro dos Sete.

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Dogma e Ritual da Alta Magia


ELIPHAS LEVI
trad. Rosabis Camaysar

São Paulo, 1955
Emprêsa Editôra “O Pensamento” Ltda.
7.ª edição
texto em brasileiro
22,1 cm x 14,9 cm
456 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Alphonse Louis Constant (1810-1875), Éliphas Lévi, filho de gente humilde, é considerado o mais avisado ocultista e o mais brilhante cabalista do século XIX, apesar de uma interrompida carreira eclesiástica, que abandonou por amor a uma mulher. Conheceu a cadeia, acusado de subversão social e religiosa. Foi genuinamente apreciado nos meios surrealistas internacionais, e em particular por Mário Cesariny.

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Des Couleurs Symboliques


FRÉDÉRIC PORTAL
pref. Jean-Claude Cuin

Paris, 1984
Guy Trédaniel – Éditions de La Maisne
s. i.
texto em francês
21,5 cm x 13,5 cm
12 págs. + 4 págs. + 312 págs. + 4 págs.
subtítulo: Dans l'Antiquité, le Moyen-Age et les Temps Modernes
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do Prefácio de Jean-Claude Cuin à obra do barão Frédéric de Portal (1804-1876) (tradução sem compromisso):
«[...] A cor, enquanto símbolo, é um “signo”, ou seja, a manifestação de um princípio por meio de um “suporte” que o torna acessível a quem não saberia como aceder directamente a esse princípio, nem à sua pura manifestação inteligível. [...]»
Importante tratado antropológico e de alta magia, procura, mergulhando no segredo das mais antigas crenças e cultos, e encontra certa unanimidade na simbólica das cores, permitindo-se uma síntese cuja ponte pode, talvez, simplificar-se assim: a luz manifesta-se nas cores – das cores nascem as artes – todas as artes nascem da religião – todas as religiões têm origem na meteorologia.

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O Ocultismo e a Sciencia Contemporanea


JOÃO ANTUNES
pref. Gerard Encausse

Lisboa, 1922
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (filhos)
2.ª edição
18,9 cm x 12,1 cm
96 págs.
subtítulo: Notas, teorias, documentos e factos
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, outubro 30, 2017

Estudos da Lingua Portugueza



ANTONIO FRANCISCO BARATA

Lisboa, 1872
Livraria de Ferreira, Lisboa & C.ª
2.ª edição
18,2 cm x 12,2 cm
112 págs.
encadernação modesta de amador em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva refere o autor nestes termos, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (vol. VIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1867):
«[...] natural da villa de Góes, districto de Coimbra, e nascido no 1.º de Janeiro de 1836. Não conheceu seus paes, e creado nos braços da indigencia recebeu apenas os primeiros elementos da instrucção primaria; porém como fosse dotado de natural ingenho, começou a supprir do modo que lhe era possivel a falta de estudos regulares por uma assidua applicação aos livros, aproveitando nella todos os intervallos, que lhe deixava livres a profissão de barbeiro e cabelleireiro, que aprendeu em 1848, e ainda agora exerce na cidade de Coimbra. [...]»
Brito Aranha, o continuador desse mesmo Diccionario, vai mais longe (vol. XX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911):
«[...] Quando o erudito lente da Universidade de Coimbra, já fallecido, dr. Augusto Filippe Simões [...] foi para Evora em commissão dirigir a importante bibliotheca daquella cidade, ligado por amizade a Antonio Francisco Barata, avaliando‑lhe as qualidades e o merecimento revelado em diversas publicações, levou‑o em sua companhia e ali o empregou, e nessas funcções, pela ancia de aprender e saber, desenvolveu com bom fructo o seu amor ás letras. Exerceu, pois, por muitos annos e com applicação modelar as funcções de conservador na mesma bibliotheca, que necessita de quem a trate com desvelo para a conservação das preciosidades que encerra.
No exercicio desse emprego, Antonio Francisco Barata accumulou as de adjunto no observatorio meteorologico e de escrivão dos casamentos na camara ecclesiastica.
Nos descansos, que eram poucos e curtos, do incessante labutar, e no meio de desgostos intimos que lhe amarguraram a existencia, não deixou de manter como podia e com a melhor vontade, a correspondencia com alguns homens mais distinctos e mais estudiosos, que admiravam e applaudiam nelle o talento, a applicação e a força de vontade, que venceram muitos desgostos e contrariedades. Saiu depois do serviço effectivo da bibliotheca de Evora, como aposentado, por divergencias com a sua direcção, segundo constou. Entre os amigos de elevada posição que favoreceram este escriptor na sua carreira, além do dr. Augusto Filippe Simões, elle contava com a dedicação dos conselheiros dr. Augusto Cesar Barjona de Freitas, Thomás Ribeiro, dr. Rodrigo Velloso e Gabriel Pereira. [...]
Foi vereador da camara municipal de Evora. Falleceu nesta cidade aos 23 de março 1910, contando 74 annos de idade. Em varios periodicos appareceram artigos necrologicos honrando a memoria deste estudioso e talentoso escriptor e poeta. Por minha parte, mui sinceramente e com profundo sentimento registo a dor que me causou a noticia da sua morte. Eu, como amigo, e este Diccionario devemos‑lhe finezas que não é possivel esquecer.
Dias antes do obito e sentindo nas visceras arruinadas não longe o termo fatal da existencia, escrevera para Coimbra a um velho e dedicado amigo, dizendo‑lhe amargamente: “Está a acabar a festa!” [...]»
Legou-nos Francisco Barata uma boa centena de escritos, o que não está nada mal, em matéria de cultura e erudição, num ex-barbeiro autodidacta!...

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Aperfeiçoamento Ortográfico


JOSÉ ROQUE PRATA
VENÂNCIO FERRO

Lisboa, s.d. [circa 1965]
Livraria Progresso Editora
1.ª edição
22,6 cm x 16,5 cm
140 págs.
subtítulo: Com exercícios de aplicação
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, outubro 29, 2017

Memorias para a Historia da Medicina Lusitana



JOSÉ MARIA SOARES

Lisboa, 1821
Na Typographia da mesma Academia [Real das Sciencias de Lisboa]
1.ª edição [única]
22,3 cm x 16 cm
2 págs. + XII págs. (rosto e Privilegio) + VIII págs. (Prefação) + 88 págs. [conf. vol. descrito por Inocêncio]
encadernação recente inteira em sintético com gravação a ouro na pasta anterior
não aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante documento histórico contendo capítulos dedicados à medicina lusitana antes e depois da colonização romana, e após as invasões dos povos do Norte e dos árabes.
Segundo o Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860) de Inocêncio Francisco da Silva:
«José Maria Soares, Cavalleiro da Ordem de Christo, Bacharel formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, primeiro Medico do Exercito, Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. – Foi natural de Lisboa, e m. na flor da edade a 30 de Abril de 1822.
[As] Memorias para a historia da Medicina Lusitana [...] era a primeira serie de um trabalho, que a morte o impediu de proseguir. – Seu sobrinho Alexandre Augusto de Oliveira Soares tractou depois o mesmo assumpto de litteratura medica, e chegou a colligir as especies para a Memoria que apresentou á Academia [...]»

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As Ruinas, ou Meditação sobre as Revoluções dos Imperios



C. [CONSTANTIN] F. [FRANÇOIS] C. [CHASSEBŒUF] DE VOLNEY
trad. Pedro Cyriaco da Silva

Lisboa, 1822
Na Typ. de Diziderio Marques Leaõ
1.ª edição
14,8 cm x 9,9 cm
[XLVIII págs. + 226 págs] + [6 págs. + 64 págs.]
subtítulo: Muitas annotações tanto do Author, como o Traductor, servem d’esclarecimento, e authoridades ao texto; e ajuntou-se-lhe o Cathecismo da Lei Natural, producção do mesmo transcendente engenho
muito elegante encadernação coeva inteira em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
corte das folhas carminado, sem capas de brochura [?]
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O conde de Volney (1757-1820), filósofo francês, notabilizou-se como historiador, político abolicionista e orientalista. Revolucionário, exprimiu isso mesmo também ao substituir o seu verdadeiro apelido, Boisgirais, por Volney a partir da contracção de Voltaire com Ferney.

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Soliloquios



MARCO AURELIO
trad. E. Miquela e Miguel Dolç

Barcelona, 1945
Montaner y Simon, S. A.
1.ª edição
texto em castelhano
15,6 cm x 10,9 cm
8 págs. + 396 págs.
impresso sobre papel superior creme
elegante encadernação da época (provavelmente do editor) inteira em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, ligeiras manchas nas folhas-de-guarda
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do imperador romano Marcus Aurelius (121-180 d.C.), um breve pensamento:
«[...] No es fácil tropezar con un hombre que sea desgraciado por dejar de entrometerse en lo que ocurre en el alma de los demás. Pero los que no escudriñan los movimientos de su propia alma, fuerza es que sean desgraciados. [...]»

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História do Verdadeiro Jazz


HUGUES PANASSIÉ
trad. Raul Calado
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
1.ª edição
16,2 cm x 10,9 cm
268 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

São particularmente importantes as notas de rodapé do tradutor, o crítico e divulgador de jazz Raul Calado (n. 1931), ligado à fundação do Hot Club, e que vai aí esclarecendo aspectos contraditórios, ou mesmo errados, no texto de Panassié.

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