sexta-feira, agosto 28, 2015

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O Medo


AL BERTO
capa de Paulo Nozolino

Lisboa, 1991
Contexto / Círculo de Leitores
2.ª edição (revista e acrescentada)
24,4 cm x 15,7 cm
592 págs.
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta edição naturalmente actualiza a anterior, de 1987, do mesmo modo que rectifica pontuais gralhas tipográficas e repõe um poema omisso por lapso, «eras novo ainda». Nesta altura, Al Berto, já então autor no catálogo da editora frenesi com três títulos autónomos, respirava a adulação própria de um prémio literário atribuído pelo PEN-Clube nacional, em detrimento de outra grande escritora a concurso – Fiama Hasse Pais Brandão.

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O Medo


AL BERTO

Lisboa, 1997
Assírio & Alvim
3.ª edição (1.ª póstuma, acrescentada)
24,1 cm x 16 cm
640 págs.
verso da capa e folhas de ante-rosto e fecho impressos a negro
apara carminada
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

O editor, ao cobrir de glória o recente falecimento do Autor, não somente “esqueceu” que a fotografia de capa nas edições anteriores é indissociável da obra de Al Berto, como não resistiu à tentação beata de pintar o corte das folhas do livro a roxo... É de sublinhar, todavia, o interesse em ir acompanhando as suas sucessivas edições desde a princeps na Contexto dez anos antes, posto que todas foram sendo sempre acrescidas dos versos entretanto surgidos em publicações autónomas.

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Horto de Incêndio


AL BERTO
capa de Paulo Nozolino

Lisboa, 1997
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,5 cm x 13,6 cm
80 págs.
corte das folhas carminado a negro
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do último livro publicado em vida do Autor, conjunto de versos que inclui o magnífico Morte de Rimbaud Dita em Voz Alta no Coliseu de Lisboa, a 20 de Novembro de 1996 – resultado de uma sua colaboração em espectáculo com João Peste, Rui Reininho, Sérgio Godinho e Jorge Palma.

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O Livro dos Regressos [junto com] Al Berto na Casa Fernando Pessoa





AL BERTO

Lisboa, 1989 e 1997
frenesi [livro] / Movieplay [compact digital audio]
1.ª edição (ambos)
[19 cm x 13 cm] + [12,5 cm x 14,2 cm]
32 págs. + 28m : 50s
livro: capa de Helder Lage (foto); vinheta sobre fóssil de hipocampo e layout de pcd
disco: capa de Luísa Ferreira (foto); desdobrável desenhado por vpcd.sign
tiragem [declarada no livro] de 500 exemplares, sendo a do disco tiragem única
caderno com 2 pontos de arame, com o corte pintado da mesma cor da cartolina da capa
exemplares novos
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi o livro de regresso do Autor à poesia após a publicação da prosa Lunário, e de regresso temático à infância, aonde na infância o rebelde viria a nidificar. E é de um género poético contido, menos comum no decurso da sua obra, que sempre sem excepção fez a prova da leitura frente a um público. Al Berto veio a falecer prematuramente em 1997, pelo que a edição da sua voz em disco constituiu, por parte dos amigos mais próximos, uma merecida homenagem e o reparar de uma falta – por tratar-se de um escritor de certo modo na linhagem dos primevos bardos.
Posteriormente, o núcleo de poemas lidos pelo Autor na gravação, que constitui uma antologia pessoal e que se encontra transcrito na íntegra no desdobrável que acompanha o disco, foi copiado para livro e comercializado por um editor oportunista.

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Luminoso Afogado



AL BERTO
ROSA CARVALHO
(desenhos)


Lisboa, 1995
Casa Fernando Pessoa / Edições Salamandra
1.ª edição [única]
22,5 cm x 21 cm
60 págs.
fotografia do autor: Adriana Freire
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo texto poético – «E se a morte te esquecesse? [...]», etc. – seguido de 17 desenhos a carvão. Corresponde ao período alto de internacionalização deste já falecido poeta, que foi para os da sua geração etária uma espécie de adido cultural.

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Diccionario Chorographico de Portugal


F.[RANCISCO] A.[NTÓNIO] DE MATTOS

Lisboa, 1889
[Deposito – Travessa de S. Domingos, 39, 2.º]
1.ª edição
21,8 cm x 14,3 cm
816 págs.
subtítulo: (Parte Continental e Insular) designando a população por districtos, concelhos e freguezias, a superficie por districtos e concelhos. Mencionando todas as cidades, villas e outras povoações, ainda as mais insignificantes, a divisão judicial, administrativa, eclesiastica e militar, as distancias das freguezias ás sédes dos concelhos, e comprehendendo a indicação das estações do caminho de ferro, postaes, telegraphicas, telephonicas, do serviço de emissão de vales do correio, de encommendas postaes; repartições com que as differentes estações permutam malas, etc., etc., etc.
encadernação modesta da época com pequeno restauro à cabeça da lombada, nervuras apenas simuladas por relevo seco, pastas em tela, lombada em pele
sem capas de brochura
exemplar estimado, reflecte apenas o natural envelhecimento do papel; miolo limpo
discretos carimbos de posse nas folhas de ante-rosto e rosto (família de Manoel Maldonado)
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fonte de conhecimentos úteis, ainda hoje, quer por mera curiosidade, quer para os estudos comparativos da evolução das localidades nacionais. Aí ficamos a saber, por exemplo, que Lisboa e Porto não são únicos por cá. Da primeira, dá esta corografia sinal de existência de uma povoação homónima na freguesia de Tangil, concelho de Monção; o segundo, então, encontra-se um pouco por todo o lado, de norte a sul do país, ou seja, dos Cabreiros no concelho de Braga a Odivelas–Loures...

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Guia Oficial da Exposição Portuguesa em Sevilha


Lisboa, 1929
Comissariado Geral da Exposição Portuguesa em Sevilha
1.ª edição
23,9 cm x 16,4 cm
196 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluído)
RESERVADO

Não se trata de um guia para os visitantes se orientarem no local da representação portuguesa em Sevilha, mas sim de um roteiro que, distribuído a esses visitantes do evento, os convidava a visitar e conhecer Portugal, nos múltiplos aspectos geográficos, humanos, industriais e comerciais. A profusão de imagens, sobretudo de anunciantes de referência, pretendia certamente abrir o apetite para um turismo que, na época, ainda não tinha atingido as proporções da massificação.

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Em Moeda Fraca


MANUEL MENEZES
capa de Maduro Dias

Angra [do Heroismo], 1931
Tipografia Editora Andrade
1.ª edição
19 cm x 13,4 cm
244 págs.
subtítulo: Dos Açôres ás Exposições de Sevilha e Barcelona
exemplar manuseado mas aceitável, com ocasionais pequenos restauros na capa; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de crónica de viagem, com o qual se estreia nas lides literárias o médico militar e historiador Manuel de Sousa Menezes, apoiante incondicional da ditadura e do Estado Novo. Como tal, o regime confiou-lhe sempre cargos oficiais dalgum destaque. Ao longo de toda a sua carreira, mas em particular depois de passar à reserva, dedicou-se ao estudo da História dos Açores, deixando extensa obra de investigação, mas tolhida pela ideologia regionalista inspirada no nacionalismo exacerbado que marcou a sua época.

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quarta-feira, agosto 26, 2015

Eu Queria Viver!


MANUEL DO NASCIMENTO
capa de Carlos Rocha (pai)

Lisboa, 1943
Editorial «Inquérito», L.da
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota na contracapa da 2.ª edição:
«Manuel do Nascimento [1912-1966, concluído o curso de química industrial] foi exercer a profissão para uma mina. Aí se começou a esboçar a sua carreira de escritor.
O contacto com a dureza da vida dos mineiros vem acordar no futuro romancista um anseio de justiça, que o desregramento dos tempos de estudante tinha afogado.
Uma lesão pulmonar obriga-o a deixar a mina. Volta para a terra natal [Monchique] onde vai convalescer e aí escreve “Eu queria viver”, no qual esboça o drama duma rapariga a quem a tuberculose aguça o espírito crítico, o drama duma rapariga a quem, ao voltar à vida, cortaram todos os anseios, de justiça e independência.»

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domingo, agosto 23, 2015

Miquelina, Rapariga Moderna


AUGUSTO DA COSTA
capa de Maria Manuela

Lisboa, 1942
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
236 págs.
exemplar estimado, discreto restauro na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto da Costa (1899-1954), escritor ao serviço do Estado Novo, também tentado pelo romance, vem aqui dar voz a uma nação de costas voltadas para todo e qualquer sinal cosmopolita que pudesse tirá-la do nabal, mediante a historieta moralista de uma improvável Miquelina dos anos 40, modelo de frivolidade, «produto standardizado [...] de uma sociedade futilizada», «rapariga fútil, fabricada em série, como boneca americana».

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Aldeia Rica


AUGUSTO DA COSTA
capa de Maria Vasconcellos

Lisboa, 1948
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
19,1 cm x 12,8 cm
32 págs. + 372 págs.
exemplar estimado, capa com restauros; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto da Costa (1899-1954) foi «Jornalista, romancista e zeloso propagandista do sistema corporativo, cuja legislação compilou em diversas colectâneas. Dirigiu em 1918 A Monarquia, órgão do Integralismo Lusitano. [...] Colaborador do Diário da Manhã, dos jornais afectos à situação, da revista Ocidente [...], e também do suplemento literário do Diário de Lisboa dos anos 30. Foi amigo de Fernando Pessoa, que lhe deu colaboração para o volume, que organizou e seleccionou, Portugal, Vasto Império, 1934.» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)
O vertente romance constitui uma interessante crónica da decadência de uma localidade nas imediações de Azeitão.

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A Vida Aventurosa de Jack London


IRVING STONE
trad. Carlos Cunha e Alfredo Margarido
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
21,8 cm x 15 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Ninguém melhor do que Irving Stone [1903-1989, também autor do romance biográfico A Vida Trágica de Van Gogh] soube reconstituir tão rigorosamente e com tão lúcida simpatia, a fisionomia do grande escritor que foi Jack London. Ninguém melhor do que Irving Stone soube apreender a projecção de uma vida aventurosa, vivida em tantos e tão variados planos com generosa intensidade, numa obra cujo interesse é, por isso mesmo, universal. [...]»

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O Lôbo e os Deuses



JACK LONDON
trad. Paulo Braga
[capa de João Carlos]

Lisboa, 1945
Editorial «Gleba» Lda.
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
304 págs.
encadernação editorial em tela gravada a seco e a ouro nas pastas e na lombada
conserva a capa de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jack London (1876-1916), jornalista e escritor, activista de esquerda, ateu, defensor dos direitos dos animais, tem neste White Fang (de 1906) o perfeito par para The Call of the Wild (de 1903), ambos notavelmente escritos do ponto de vista dos respectivos canídeos, um lobo e um cão.

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O Cão de Circo


JACK LONDON
trad. Cabral do Nascimento
capa de Edmundo Muge
ilustr. Maria Franco

Lisboa, 1953
Editorial Minerva
1.ª edição
18,7 cm x 13,1 cm
272 págs. + 8 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Palmeiras Bravas


WILLIAM FAULKNER
trad. e pref. Jorge de Sena
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d. [circa 1960]
Portugália Editora
1.ª edição
16,5 cm x 11,2 cm
288 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

William Faulkner (1897-1962), norte-americano, fez da sua arte literária um processo de salvaguarda do caos e da ruína ética que vinha apoderando-se do seu país. Interessou-o, acima de tudo, um certo passado não muito distante, o dos pais, o dos avós. A própria fragmentação das suas narrativas configura um testemunho de grande violência, desenraizante do indivíduo em vésperas de se tornar multidão, antes mesmo de podermos considerá-la esteticamente moderna.
Diz-nos Sena, no seu longo e magnífico Prefácio:
«[...] The Wild Palms representa, na obra de Faulkner, a mais alta expressão da condenação que impende sobre a paixão no mundo “ocidental” de hoje (de que a América é a mais acabada, coordenada e industrializada expressão), e, em Charlotte Rittenmayer e em Henry Wilbourne, os heróis faulknerianos encontram, libertos das peias de casta, de meio e de família, a poderosa e plena realização erótica por que ansiavam todos. [...]»

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Porgy e Bess [junto com] Porgy and Bess: An Original Sound Track Recording




DuBOSE HEYWARD
IRA GERSHWIN / GEORGE GERSHWIN

trad. Jorge de Sena (livro)
capa de Bernardo Marques (livro)
direcção musical de André Previn (orquestra)

Lisboa, s.d. e 1959
Edição «Livros do Brasil» Lisboa
Philips – CBS
livro: s.i.
disco: prensagem britânica inclusa na capa-livro holandesa (texto em francês)
[16 cm x 10,9 cm] + [31 cm x 31,3 cm]
184 págs. + 1 disco LP estereofónico (vinil)
o livro é o n.º 84 da Colecção Miniatura, exemplar em muito bom estado; disco límpido no som, capa manuseada mas aceitável
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] belíssimo poema em prosa, no qual as imagens e as cenas se entrelaçam e desenvolvem numa estrutura sinfónica que reclamava de facto a música que Gershwin lhe deu [...]» – assim o elogia o poeta Jorge de Sena em nota final à sua tradução. E mais acrescenta, com precisão de crítico: «[...] este Tristão e Isolda dos negros do Sul dos Estados Unidos [...]».
Num outro plano, fica aqui uma chamada de atenção para a incontornável necessidade, ao estudar um escritor pela obra própria, de ir também estudar o seu serviço literário prestado a outrem através de traduções. É matéria obrigatória numa bibliografia que se preze. Basta lembrar, por exemplo, Damião de Góis pela sua tradução de Da Velhice de Marco Túlio Cícero...
O disco documenta a banda sonora do filme homónimo do realizador Otto Preminger, interpretado por Sidney Poitier, Dorothy Dandridge e Sammy Davis Jr.

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A Abadia do Pesadelo


T.[HOMAS] L.[OVE] PEACOCK
trad., prefácio e notas Jorge de Sena
capa do pintor Figueiredo Sobral


Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
XXIV págs. + 160 págs.
composto manualmente em elzevir na mítica Tipografia Ideal
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma sátira em torno da figura do poeta romântico Shelley. O culto Prefácio do poeta Jorge de Sena, não só contextualiza historicamente as ideias em confronto, como nos “ensina a ler” a obra traduzida.
Num outro plano, fica aqui uma chamada de atenção para a incontornável necessidade, ao estudar um escritor pela obra própria, de ir também estudar o seu serviço literário prestado a outrem através de traduções. É matéria obrigatória numa bibliografia que se preze. Basta lembrar, por exemplo, Damião de Góis pela sua tradução de Da Velhice de Marco Túlio Cícero...

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A Condição Humana


ANDRÉ MALRAUX
trad. e prefácio de Jorge de Sena

capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [1958 ?]
Edição «Livros do Brasil» Lisboa
[s.i.]
21,8 cm x 15 cm
256 págs.
capa com o título elegantemente acentuado por relevo seco [o que nos leva a crer tratar-se da 1.ª edição, dado nas edições mais recentes o editor ter optado por plastificação brilhante, e nem sequer com relevo]
exemplar manuseado mas muito limpo, com sinais fortes da presença da luz na lombada
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do notável Prefácio do escritor Jorge de Sena:
«[...] Malraux é, de facto [...] um filho preclaro da velha sociedade europeia, daquilo a que se convencionou chamar “civilização ocidental”. Foi sempre, porém, um filho rebelado contra o muito que dessa civilização ele sente que se lhe cola à pele. E, como de Rimbaud diz Wilson, dividido entre o “compromisso humilhante” e o “caos não menos humilhante”, e a ambos tentando recusar, e recusando-os efectivamente, na medida em que supera uma antinomia que o puro individualismo (a vaidade da consciência humana individual) não pode, de resto, resolver. [...]»

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In Memoriam de João Villaret


LOURENÇO RODRIGUES (org.)
et alli

Lisboa,
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
25 cm x 17 cm
176 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora se lhe deva ter sido um excelente actor e divulgador de poetas portugueses “arredados” do conhecimento geral do público – Régio, Pessoa, Torga ou Florbela –, como declamador dessa poesia acabou por instituir um estilo de dicção que, fazendo escola junto de outros como Ary dos Santos e Natália Correia, e até Mário Viegas, empurrava os versos para zonas de sentido algo duvidosas. José Régio, por exemplo, nunca achou graça à interpretação conferida por Villaret a alguns dos seus poemas, nomeadamente o sombrio poema Cântico Negro, razão pela qual aceitará gravar a sua própria interpretação em disco (fontes electrónicas: José Geraldo, Registos Sonoros Poesia Portugal – Portuguese Poetry Sound Records, e Jorge Cordeiro, Biografia de Arnaldo Trindade).

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Como Fazer Versos


VLADIMIR MAIAKOVKI
trad. António Landeira e Maria Manuela Ferreira
grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1969
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18 cm x 11 cm
112 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi um livro que deu a muita gente e ideia errónea de que, para se ser poeta, bastava «[...] estar na vanguarda da sua classe [...] [e] travar uma luta em todas as frentes por essa classe.» Nunca foi assim. Mal vai a escrita quando reflecte um serviço qualquer de funcionário, ou quando, em absoluta insinceridade, apenas satisfaz uma encomenda; ou, dito nas suas infelizes palavras: «A apreciação de acaso, individual, o gosto sem princípios, só podem ser eliminados se considerarmos a arte como uma indústria.» E isto vinha então legitimar os exageros da negação coerciva do indivíduo sob a bota militar e policial do Estado. Maiakovski (1893-1930), que, enquanto escritor de versos, foi muito mais vasto do que as teorias por si produzidas como ditado soviético (?), alerta todavia para perigos sérios, mesmo nos dias de hoje, que um intelectual (um “criativo”!!...) deverá ter em conta se não quiser expor-se historicamente ao ridículo de passar por papel decorativo de parede.

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sexta-feira, agosto 21, 2015

15 Anos de Obras Públicas, 1932-1947




MARQUES DA COSTA (dir. gráfica, vol. I)
MANUEL LAPA (capa e desenhos, vol. I)
LUÍS TEIXEIRA (texto e compilação, vol. II)
LUÍS REIS SANTOS (dir. gráfica, vol. II)

Lisboa, 1948-1949
Comissão Executiva da Exposição de Obras Públicas
1.ª edição
2 volumes (completo)
32,6 cm x 26 cm (formato de álbum)
[188 págs. (180 págs.*) + 138 págs. (extra-textos com fotografias a preto e branco) + 3 folhas (extra-textos com desenhos de página inteira impressos a cor)] + [328 págs. + 64 págs. (extra-textos com fotografias a preto e branco)]
* em nota de rodapé na pág. 184 deste vol. I o editor assinala um erro de numeração entre as págs. 88 e 97
subtítulos: I vol. – Livro de Ouro; II vol. – Exposição e Congressos de Engenharia e de Arquitectura
impressão sobre papel superior avergoado executada por Imprensa Nacional de Lisboa, Litografia de Portugal e Neogravura (vol. I); Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Bertrand (Irmãos) e Neogravura (vol. II); acabamentos de Paulino Ferreira e de Frederico d’Almeida, respectivamente
cartonagem editorial
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acervo detalhado das obras públicas do regime ditatorial, numa época particularmente marcada por dois engenheiros e, também, ministros de Estado fora de série: Duarte Pacheco e Frederico Ulrich. Colaboram na feitura dos volumes, entre outros, Cottinelli Telmo, Diogo de Macedo, Eduardo Arantes e Oliveira, Bissaia Barreto, Augusto de Castro, Jorge Segurado, Fernando Pamplona, etc.

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quinta-feira, agosto 20, 2015

Viva a República


CARLOS REGUEIRA SANTOS, et alli
capa de Stuart de Carvalhais

Lisboa, 1932
Edições Oriente
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
88 págs.
exemplar estimado, discreto restauro ao longo do bordo externo da capa; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma breve antologia de libelos contra o despotismo laico – na altura, a ditadura militar do Estado Novo em vésperas de se autolegitimar “constitucionalmente” – e contra o regresso do poder da Igreja. Salazar acabara de permitir que o funeral do rei deposto pelos republicanos em 1910 fosse oficial e a expensas do erário público... O cardeal patriarca de Lisboa, Gonçalves Cerejeira, celebraria a missa de requiem...

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A Bomba Explosiva



JOSÉ MARIA NUNES, et alli
pref. Eugenio Vieira

Lisboa, 1912
José Maria Nunes, Editor / Livraria Academica (deposit.)
1.ª edição
24,6 cm x 17,5 cm
2 págs. + X págs. + 108 págs. + 15 folhas em extra-texto
subtítulo: Depoimentos de diversos revolucionarios (28 de Janeiro de 1908 a 5 de Outubro de 1910) compilados pelo Autor e Editor
exemplar manuseado mas aceitável, restauros na lombada e na contracapa; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Historiador e protagonista do anarquismo de acção directa que esteve na base da implantação da República, também designado em geral por carbonária, e, no caso do grupo secreto em que militava José Maria Nunes, conhecido primeiramente por Bonfim e, depois, por Carbonária Lusitana, este seu livro, de par com E Para Quê?, são testemunhos originais de acontecimentos revolucionários violentos, como o regicídio, ainda hoje por esclarecer em muitos aspectos. (Fonte: António Ventura, Anarquistas, Republicanos e Socialistas em Portugal, Edições Cosmos, Lisboa, 2000)

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Cartas Politicas



JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1.º de Dezembro de 1908 a 25 de Dezembro de 1910
ed. Autor (Officina Bayard)
1.ª edição
95 números (completo)
24 cm x 17 cm (estojo); 22,5 cm x 15,5 cm (fascículos)
numeração contínua distribuída por 5 séries: [4 x 320 págs.] + 240 págs.
acabamento com um ponto em arame, capilhas em papel azul com cromo impresso colado na frente
exemplares muito estimados, com muitos discretos restauros nalgumas capilhas; miolo limpo
encontram-se no estado físico em que circularam na época, acondicionados em estojo próprio de fabrico recente
PEÇA DE COLECÇÃO
260,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de panfletos de crucial importância para a compreensão dos factos que levaram à implantação da República, pela mão de um dos protagonistas dessa virada revolucionária, talvez aquele que assumiu o «jornalismo político mais audacioso». «Pela palavra escrita, foi dos maiores demolidores da Monarquia. [...]» (ver Dicionário de História de Portugal, org. Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, reed. Livraria Figueirinhas, Porto, 1979) De João Chagas, há ainda que assinalar a sua coerência programática e a sua oposição radical às ditaduras – a de Pimenta de Castro e a de Sidónio Pais – que, como furúnculos, perturbaram a vigência republicana.

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Memorias da Revolução – Na Rotunda. Em Artilharia I. No Parque Eduardo VII


GONZAGA PINTO

Lisboa, 1911
Guimarães & C.ª – Editores
1.ª edição
20,7 cm x 13,7 cm
100 págs.
subtítulo: Relatorio do Sargento Revolucionario de Artilharia 1 [...]
exemplar envelhecido mas aceitável, discretos restauros na capa e na lombada; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, não da História dos eventos que levaram à implantação da República, mas sim de «subsidios para futuros historiadores», ou, como diz ainda o autor: «Ao redigirmos essas paginas, estavamos, sinceramente convencidos, que lançavamos um punhado de verdades na balança imparcial da Justiça [...].»

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A Morte Chega às 4 Horas


NILS STEWART
trad. Ângelo de Sousa
[capa de Victor Palla]

Lisboa, s.d. [circa 1946]
Editorial «Gleba», Limitada
[1.ª edição]
18,3 cm x 13,1 cm
272 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
19,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mistério do «Combóio Feliz»


HENRY MARSHALL
trad. Ângelo de Sousa
[capa de Victor Palla]

Lisboa, 1946
Editorial «Gleba», Limitada
[1.ª edição]
18,4 cm x 13,4 cm
216 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A acção deste policial decorre toda dentro de um comboio em viagem, onde terá ocorrido um crime...

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Desapareceram Dois Homens


SYLVAIN DOHERTY
trad. Catarino Tavares
[capa de Victor Palla]

Lisboa, s.d. [circa 1947]
Editorial «Gleba», Limitada
[1.ª edição]
18,3 cm x 13,1 cm
200 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance policial sob a forma de reportagem no México. O Século Ilustrado de finais de Agosto de 1947 deu breve notícia da publicação, o que nos permite datá-la.

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quarta-feira, agosto 19, 2015

A Traição de Gabriela


SUM MARKY
capa de Túlio Coelho

Lisboa, 1961
M. C. Castro (dist.) [ed. Autor]
1.ª edição
19,4 cm x 12,5 cm
200 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sum Marky (tradução crioula de «senhor Marques»), pseudónimo de José Ferreira Marques (1921-2003), que também escreveu sob os nomes Roy Harvey e Louis Rudolfo, era natural de São Tomé. Desde o seu primeiro romance, O Vale das Ilusões (1956), se nota uma amarga crítica do colonialismo, e irá ser motivo a publicação de No Altar da Lei, em 1962, para a polícia do Estado o prender pela primeira vez, expulsar do funcionalismo público e, daí por diante, passar a perseguir todos os seus livros. Uma vez libertado da cadeia, ficou por Lisboa. Dadas as dificuldades que encontrou em publicar nas casas editoras, ou mesmo somente mandar imprimir, alugou uma cave na Amadora e montou a sua própria tipografia. Deixou vasta obra, perto de trinta títulos, entre os quais alguma literatura erótica sem qualquer ligação ao universo sócio-político de São Tomé e Príncipe. (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000)

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As Ilhas de S. Tomé e Príncipe Desconhecidas



A. [ALFREDO] LOUREIRO DA FONSECA

Lisboa, 1918
ed. Henrique J. Monteiro de Mendonça
1.ª edição
33 cm x 22 cm
16 págs. + 9 folhas duplas em extra-texto
subtítulo: Conferência realizada na noite de 16 de Março de 1918, no «Centro Colonial»
ilustrado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo estatístico comparativo entre as diversas colónias portuguesas, quer do ponto de vista geográfico, quer populacional, quer no respeitante à administração dos recursos locais.

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As Ilhas de S. Thomé e Principe



VICENTE PINHEIRO LOBO MACHADO DE MELLO E ALMADA

Lisboa, 1884
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição
21,8 cm x 14,7 cm
XX págs. + 540 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Notas de uma Administração Colonial
encadernação antiga com restauro recente na lombada, cantos frágeis, rótulo gravado a ouro na lombada
muito pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, restauro tosco no frontispício
carimbos de posse nas págs. 1, 3 e 5
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo visconde de Pindela, diplomata, par do reino, deputado e ainda governador de São Tomé e Príncipe entre 1880 e 1881, de cuja experiência deixou o vertente estudo.

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A Ilha do Principe



JUVENAL MARINHO PAIVA DE CARVALHO

Porto, 1928
Imprensa Moderna, Limitada
1.ª edição
17,4 cm x 11 cm
88 págs.
subtítulo: Descritivo histórico – 500 quadras alexandrinas em verso rima
ilustrado
exemplar frágil, mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor à biblioteca da Curadoria dos Serviçais em Benguela
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-se o desconhecido autor «com o curso prático equatorial da cultura do cacau, (chocolate), tirado em 1905 na Ilha do Principe, na ROÇA ESPERANÇA e próprio local das plantações». No mais, sabe-se que era irmão de um curador do Príncipe.

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Maiá Pòçon



VIANA DE ALMEIDA

Lisboa, 1937
Edições Momento
1.ª edição
19,4 cm x 12,6 cm
176 págs.
encadernação em meia-francesa com cantos em pele, sóbria gravação a ouro na lombada, selo do encadernador Seraphim Fernandes no verso da pasta anterior
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, sinais de acidez nas primeiras e nas últimas folhas
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos raros exemplos da «modestíssima, quantitativa e qualitativamente, [...] narrativa de S. Tomé e Príncipe» (vd. Manuel Ferreira, Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. I, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977). José Maria Viana de Almeida (nasc. 1903), bisneto do 1.º barão de Água-Izé, são tomenses natos, tem no vertente livro de contos, não só a sua estreia em livro, mas também o primeiro livro de ficção de um natural de S. Tomé acerca de temas da ilha.

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Acção d’Investigação de Paternidade Ilegitima e de Petição de Herança


[ANTONIO GOMES DA SILVA SANCHES (Dr.), advogado, na qualidade de legitimo cessionario e de procurador in rem propriam de Julião Antonio d’Oliveira, filho natural de Josè Antonio d’Oliveira]

[Santo António do Príncipe], 1884
Typ do Jornal de S. Thomé e Principe
1.ª edição
20 cm x 12,7 cm
60 págs.
folheto com encapamento simples recente, composto manualmente
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas e carimbo de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do processo de uma contenda entre herdeiros, que, para além do duvidoso interesse jurídico que possa ainda ter hoje, interessa-nos sobretudo como raro documento tipográfico ultramarino, que é.

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Angola, Moçambique, S. Tomé





J. [JOSÉ] CARLOS RATES

Lisboa, 1929
Edição do Autor / Tipografia Didot
1.ª edição [única]
25,1 cm x 17,3 cm
XII págs. + 228 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto com reproduções fotográficas documentais
encadernação recente de amador em papel de fantasia e lombada em tela encerada gravada a ouro
pouco aparado, conserva a capa anterior de brochura
exemplar muito estimado, restauro na capa de brochura; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor (não assinada, caligrafia verificada) ao jornalista [Ernesto] Belo Redondo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo etnográfico e sócio-económico.

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