ANTÓNIO TAVARES MANAÇAS
Lisboa, s.d. [1976, segundo a BNP]
Contraponto
[1.ª edição]
18,5 cm x 12,5 cm
80 págs.
texto impresso a azul ultramarino
exemplar n.º 234 de uma tiragem de 500 exemplares
em muito bom estado de conservação
ASSINADO PELO AUTOR
80,00 eur
Diz-nos o
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000):
«Passou a vida sentado no estirador, costumava dizer, a fazer riscos de plantas, alçados, cortes, como “construtor” de cidades com suas casas de várias cores. Do muito ou pouco que nos deixou na sua prosa de ficção, espécie de “cronografias” descritivas e sentimentais, onde evidenciou uma visão poética e magoada de olhar o mundo e dele captar os sinais visíveis de uma profunda tristeza ou desilusão, talvez bastem apenas os breves livros que decidiu publicar nos últimos anos de vida. E através deles se compreende que, na recitação do tempo em que viveu, se patenteia afinal uma clara “originalidade” literária na forma de escrita que soube fazer pulsar no ritmo da sua vida: discreta e atormentada, no silêncio do
atelier ou no convívio de alguns amigos de um quotidiano partilhado de grande e sincera amizade.»
Deve-se acrescentar que estes seus referidos amigos têm nomes como Herberto Helder, António José Forte, Vitor Silva Tavares, Ricarte Dácio, Virgílio Martinho, Aldina Costa, Eurico Gonçalves, Pedro Oom, Ernesto Sampaio,... o mesmo é dizer a derradeira geração de surrealistas. Neste sentido literário, justifica-se a sua participação na última colectânea de combate editada nas vésperas da queda do fascismo, o volume colectivo
Coisas (& etc, Lisboa, Fevereiro / Março de 1974).
A vertente edição Contraponto acrescenta o facto de ser da responsabilidade do escritor e editor (ou vice-versa) Luiz Pacheco. O recente catálogo da Biblioteca Nacional de Portugal,
Luiz Pacheco – 1 Homem Dividido Vale por 2 /
Contraponto – Bibliografia (co-edição Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009), refere-se-lhe, evidentemente.
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