Quarta-feira, Julho 28, 2010

Os Elementos da Ethica de João Gottlieb Heineccio [...]



MIGUEL CARDOSO

Coimbra, 1792
Na Real Imprensa da Universidade
[1.ª edição]
14,9 cm x 10,2 cm
6 págs. + 232 págs.
subtítulo: [...] Com as suas notas, Interpretados e traduzidos, que Ao Illuftriffimo, e Excellentiffimo Senhor Fernando da Costa de Ataide e Teive de Souza Coutinho, do Confelho de Sua Mageftade, Tenente General dos feus Exercitos com o Governo das Armas da Provincia da Beira, Commendador de Rebaldeira na Ordem de S. Thiago, Senhor Donatario dos Confelhos de Baiaõ, e S. Chriftovaõ de Nogueira, e dos Foros do Lamegal, &c. &c. &c.
encadernação da época inteira em pele, sem nervuras, com discretos ferros a ouro na lombada
miolo em muito bom estado de conservação; extensos sinais de traça na pele tal como mostra a imagem junto
45,00 eur

Trata-se de um estudo acerca daquele que foi, na primeira metade do século XVIII, um mestre fundador da filosofia jurídica, entendida esta enquanto conjunto de princípios objectivos do Direito. Johann Gottlieb Heineccius viveu entre 1681 e 1741, e pode ser considerado o jurista de referência para a Europa.


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Institutionum Imperialium Commentarius Academicus, et Forensis... [junto com] Selectarum Juris Quæstionum...



ARNOLDI VINNII
Gottl. Heineccius recensuit, & præfationem notulasque adjecit


Veneza, 1768
Typis Antonii Graziosi
[s.i. (a 1.ª edição é do século XVII)]
4 livros em 2 tomos + 2 livros (tomo III) encadernados em 2 volumes
23,8 cm x 19,5 cm
[XXXII págs. + 536 págs.] + [IV págs. + 452 págs. + VIII págs. + 172 págs.]
encadernações homogéneas de época inteiras em pele mosqueada com nervuras e vinhetas gravadas a ouro nas lombadas; perderam ambos os rótulos
exemplares em estado muito razoável de conservação, miolo limpo
assinatura de posse rasurada no frontispício do tomo I
180,00 eur

Obra redigida em latim, de vasto interesse jurídico. Do autor diz-nos o Diccionario Popular, historico, geographico, mythologico, biographico, artistico, bibliographico e litterario (dir. Manoel Pinheiro Chagas), 13.º vol., Typographia da Viuva Sousa Neves, Lisboa, 1884:
«[...] Jurisconsulto e professor hollandez, n. em 1588 e m. em 1657. Tendo estudado durante alguns annos a legislação romana e as leis do seu paiz, começou em 1615 a publicar alguns trabalhos sobre o direito romano, nos quaes se affastou da rotina, e em que apesar de não descobrir o systema que 150 annos depois tornou conhecidos os nomes de Hugo, Hubold e Savigny seguiu chronologicamente as mudanças da lei romana, e os seus progressos e tendencias sempre elevadas, especialmente sob o influxo do christianismo, regeitando o estudo litteral dos textos.
[...] pela sua erudição profunda e variada, pela sua eloquencia e pela sua logica severa era considerado um dos mais distinctos professores e pelo seu methodo racional, e pelas suas descobertas pessoaes era considerado superior a todos.
Vinnius que [...] os seus compatriotas tinham na conta de primeiro entre todos os jurisconsultos d’essa epoca recusou todas as honras, e não querendo nunca deixar o magisterio quando já muito cansado não podia fazer cursos regulares, presidia a conferencias em que os discipulos discutiam sob a sua presidencia, pontos difficeis de direito. [...]»


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Elucidario das Palavras, Termos, e Frases, que em Portugal Antigamente se Usárão [...]




JOAQUIM DE SANTA ROSA DE VITERBO, frei

Lisboa, 1798-1799
Na Officina de Simão Thaddeo Ferreira (tomo primeiro, A=F)
Na Typographia Regia Silviana (tomo segundo, G=Z)
1.ª edição
2 tomos (completo)
30 cm x 21 cm
[2 págs. + 4 págs. + 484 págs. + 2 págs. (erratas) + 5 folhas extra-texto (gravuras impressas apenas na frente do papel)] + [416 págs. + 62 págs. (suplemento, adições e correcções aos dois tomos) + 1 folha (erratas) + 2 págs.]
subtítulo: [...] e que hoje regularmente se ignorão: obra indispensavel para entender sem erro os documentos mais raros, e preciosos, que entre nós se conservão: publicado em beneficio da litteratura portugueza, e dedicado ao Principe N. Senhor por [...]
dois tomos encadernados em 1 volume
o papel do tomo segundo é azulado, o que é invulgar
encadernação inteira em pele com rótulo e ferros a ouro na lombada, cujas vinhetas e tipo de letra permitem datá-la do século XIX
apesar das esporádicas esfoladelas na pele da encadernação o miolo encontra-se irrepreensivelmente limpo e fresco, como novo
peça de colecção
3.000,00 eur

«Frade franciscano, pregador, historiógrafo e filólogo. Foi cronista da ordem franciscana e notário apostólico. Notável erudito, dotado de prodigiosa memória, começou por estudar latim, prosseguindo os seus estudos entre as leituras que o recolhimento monástico lhe proporcionava e a pesquisa de arquivos públicos, inscrições e monumentos, a que se dedicou em périplos pelo país, tendo ainda desenvolvido importantes trabalhos na Torre do Tombo. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, 2.ª ed., Publicações Europa-América, Mem Martins, 1991)


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Quinta-feira, Julho 22, 2010

O Último Regimento da Inquisição Portuguesa



RAÚL RÊGO [introdução e actualização]

Lisboa, 1971
Edições Excelsior
[1.ª edição (do texto actualizado)]
19,8 cm x 14,6 cm
238 págs.
exemplar em bom estado de conservação
20,00 eur

Da nota introdutória de Raúl Rêgo:
«[...] este código inquisitorial que, em muito breve, completará dois séculos. Não chegou a vigorar cinquenta anos. Ideias mais largas e generosas vindas dessa Europa em ebulição lavaram entretanto os ares da nossa terra, não sem dificuldades, emperramentos e sangue. É que o reaccionário português, falho de altura mental e de generosidade, intolerante até a medula, conhece apenas um meio de apostolado: o cacete. E é absolutamente incapaz de admitir que outros pensem de forma diferente da sua. É-lhe intolerável a ideia do progresso e nada é bom se não vier dos pais e avós. Ideias só as expressas na cartilha e quanto mais arrevezada for a ortografia melhor.
O Santo Ofício seria abolido pelas Constituintes liberais, já depois de soldados franceses terem talado o país e de a família real ter fugido para o Brasil. A própria Inquisição fora saqueada e o Inquisidor-geral desterrado para Bayonne. Mas depois da abolição quanta trabalheira ainda para convencer as gentes que a liberdade de ideias, de expressão, de culto, a tolerância, são virtudes essenciais a uma sociedade culta, bem organizada e progressiva! [...]»


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As Tábuas do Painel de um Auto


HEITOR GOMES TEIXEIRA

Lisboa, 1977
Universidade Nova de Lisboa
1.ª edição
21 cm x 14,9 cm
272 págs.
subtítulo: António Serrão de Crasto
exemplar em bom estado de conservação
20,00 eur

É o único estudo contemporâneo que se conhece acerca da vida e obra deste poeta e boticário judeu seiscentista (da Academia dos Singulares), vítima do Santo Ofício e deixado morrer na miséria. A frenesi, por seu turno, regista disponível no catálogo a única edição recente do seu jocoso libelo contra os pios carcereiros: Os Ratos da Inquisição, seguido de A Francisco de Mezas (com prefácio de Camilo Castelo Branco, Lisboa, 2004). E é, precisamente, Heitor Gomes Teixeira quem nos deu notícia, no seu ensaio, da existência e da importância desse segundo poema, dedicado por Crasto a troco de uns cobres para ir comendo.
Documentos ambos de importância crucial para o estudo e reconhecimento de uma certa mentalidade religiosa portuguesa hipócrita e persecutória... que ainda hoje perdura.



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Damião de Goes – Os Caminhos de um Humanista


LUÍS FILIPE BARRETO

Lisboa, 2002
CTT Correios de Portugal
1.ª edição
24,6 cm x 24,6 cm
144 págs.
design gráfico de Eduardo Aires
autor do selo da emissão filatélica: Luiz Duran
inclui o marcador de leitura
cartonagem editorial, com folhas de guarda; impresso em papel superior
álbum profusamente ilustrado, a cor
edição numerada, n.º 5.871
exemplar novo
60,00 eur

A propósito dos 500 anos do nascimento de Góis se fez esta biografia do pensador, que no convívio com Erasmo de Roterdão colheu os ódios do Santo Ofício peninsular. Diz já no século XX a nota introdutória a uma das reedições da Descrição da Cidade de Lisboa (frenesi, Lisboa, 2000): «[...] Nós estamos em crer que todo esse sofisma organizado visou somente apropriarem-se-lhe dos bens, costume económico que, acrescido ao dízimo e às esmolas, fez o património da Igreja. [...]»


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Quarta-feira, Julho 14, 2010

Cancioneiro – Flores e Amores / Religião e Patria / Impressões e Recordações


JOÃO DE LEMOS

Lisboa, 1858, 1859 e 1866
Escriptorio do Editor
1.ª edição (todos)
3 volumes (completo)
16 cm x 11,2 cm
[XII págs. + 262 págs.] + [VIII págs. + 276 págs.] + [X págs. + 280 págs.]
modestas encadernações uniformes da época em meia-inglesa com discretos ferros a ouro nas lombadas
exemplares em bom estado de conservação
90,00 eur

Diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses [vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990] que o autor terá sido «[...] um dos poetas mais conhecidos do seu tempo, integrando-se na chamada segunda geração romântica [...]»; católico conservador e miguelista, porta-estandarte do culto da saudade e de «[...] um patriotismo de teor passadista, uma melancolia vazada em estruturas métricas e estróficas convencionais [...]», João de Lemos «pertenceu àquela geração de poetas que municiavam os serões românticos da Regeneração com uma poesia feita para ser recitada e cantada ao piano, numa atmosfera de discreto recato burguês. [...]»
Como jornalista colaborou, entre outros periódicos, na Revista Universal Lisbonense e em A Nação.


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O Tio Damião


JOÃO DE LEMOS

Lisboa, 1886
Editor – José Mesquita
1.ª edição
15,5 cm x 11,7 cm
4 págs. + 148 págs.
subtítulo: Poemeto Lyrico
exemplar estimado
com etiqueta de posse de Octaviano Sá colada no verso da capa dianteira
20,00 eur



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Segunda-feira, Julho 12, 2010

O Fim


ANTONIO PATRICIO

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Editores
1.ª edição
23,5 cm x 15,4 cm
48 págs.
subtítulo: Historia Dramatica em Dois Quadros
ornado com belíssimas vinhetas à cabeça de cada Quadro
exemplar como novo
50,00 eur

É a segunda obra do Autor, em que, sendo um texto para representação teatral, se articulam harmoniosamente diálogo prosaico e poético. O episódio histórico retratado, em alegoria, dá-nos uma rainha à beira da loucura enquanto à sua volta um povo sem rei julga poder regressar a um passado glorioso, ao despertar da “raça”: alude-se, pois, aos últimos dias da monarquia e a D. Maria Pia, mãe de D. Carlos I, após o regicídio.


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Serão Inquieto


ANTONIO PATRICIO
capa e contracapa de AC [António Carneiro]

Porto, 1910
Magalhães & Moniz, Ld.ª – Editores
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
220 págs.
subtítulo: Contos
exemplar com o miolo muito limpo
assinaturas de posse de J. Rodrigues Palma nas páginas de ante-rosto e rosto, selo branco do mesmo na folha de rosto
a capa é impressa sobre papel-pergaminho que se encontra directamente colado à lombada, com uma pequena falha na zona inferior
80,00 eur

Diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[...] é uma obra-prima do conto moderno, também a morte desempenha um papel fundamental, suave e patética morte do Precoce, o irmão sempre recordado; agonia da meiga e irónica Suze, a frágil prostituta que se ri da cidade burguesa, dos galanteadores e dos pacóvios argentários que a compraram sem a macular.
Os mesmos exorcismos, as mesmas fontes lustrais, as mesmas atmosferas mágicas que nos surgem em Serão Inquieto atravessam os poemas de António Patrício, onde a volúpia se torna oração à existência. [...]»


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Segunda-feira, Julho 05, 2010

The Beasley Contract Bridge System


H. M. BEASLEY, tenente-coronel

Londres, 1935
Daily Mail – Associated Newspapers Ltd.
1.ª edição
19 cm x 13 cm
128 págs.
subtítulo: Bridge Correspondent of the Daily Mail
encadernação editorial em tela encerada e impressa
miolo impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado, apenas com sinais de acção continuada da luz na lombada; nota-se no canto superior direito do frontispício a tentativa de fazer desaparecer, provavelmente, uma assinatura de posse
25,00 eur



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Manuel de Bridge


DUMMY, princesa

Paris, s.d. [circa 1900]
3.º milhar
Ernest Flammarion, Éditeur
16,3 cm x 11 cm
8 págs. + 112 págs.
profusamente ilustrado a duas cores
impresso sobre papel superior (meia-cartolina)
encadernação editorial inteira em pele com ferros a ouro na pasta da frente e na lombada; folhas-de-guarda em papel de fantasia com elegantes florões; cantos arredondados; carminado dos três lados
exemplar como novo
50,00 eur


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Aperturas Poco Conocidas


JULIO GANZO

Madrid, 1958
Ricardo Aguilera
[s. i.]
16,1 cm x 11,2 cm
128 págs.
exemplar muito estimado
20,00 eur

A título de exemplo:
«DEFENSA BUDAPEST
1. P4D — C3AR
2. P4AD — P4R
En realidad, no se trata de una defensa, sino de un contragambito, y como tal encierra el espíritu azaroso de esta clase de planteos.
Los maestros húngaros Abonyi, Baratz y Breyer la idearon y analizaron en 1917, y años más tarde, en 1928, el maestro de Leipzig, Fajarowitch, incrementó el caudal teórico con su valiosa aportación 3. ...., C5R (después de 3. P x P), que ofrece interesantes chances al bando negro.
Los objetivos principales de esta Defensa son: evitar la tensión de los Peones centrales, que el blanco mantiene ventajosamente en el Gambito de Dama; desorganizar el centro blanco, y proyectar un rápido contraataque para adueñarse de la iniciativa. [...]»


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