Quarta-feira, Maio 30, 2012

Poesia dos Dias Úteis



VASCO COSTA MARQUES
desenhos de António Areal

Lisboa, 1956
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,3 cm x 13,5 cm
60 págs.
colecção Cancioneiro Geral
composto manualmente em Elzevir na prestigiada Tipografia Ideal
inclui 4 desenhos de página inteira
exemplar como novo, por abrir
COM UMA DEDICATÓRIA DO AUTOR
40,00 eur

Autor afecto aos ideais comunistas, o que o levou mais de uma vez à cadeia, a sua poesia neo-realista emparceira, por exemplo, com um tema musical de resistência dos presos políticos, o Hino de Caxias.

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Segunda-feira, Maio 28, 2012

Conceituado Comerciante

OLAVO D’EÇA LEAL
capa e ilustrações de Paulo-Guilherme

Lisboa, 1958
Gomes & Rodrigues, Lda.
1.ª edição
21,5 cm x 15,3 cm
272 págs. + 3 folhas em extra-texto
ilustrado no texto com 6 desenhos a negro de página inteira e 3 a cor em extra-texto
exemplar muito bem conservado
autenticado por assinatura-carimbo do Autor
35,00 eur

Pai e filho – Olavo e Paulo-Guilherme – envolvidos na mesma obra. E pode dizer-se que o extraordinário grafista soube traduzir em imagens plásticas todo o ambiente do romance urbano pequeno-burguês, típico de uma Europa em reconstrução no pós-guerra. Ambos artistas de expressão alargada, cultores quer da escrita, quer das artes visuais, quer do cinema, será pela voz radiofónica do pai, aos microfones da Emissora Nacional, que um género de folhetim dramático – natural antepassado das actuais telenovelas – se difundiu e fez dele o herói popular das donas-de-casa exemplares no Estado Novo. Com a vinda da televisão, também naturalmente o género e os seus promotores nunca caíram no esquecimento, antes pelo contrário: expandiram-se no imaginário pobre da nação. Em matéria de artes condicionantes, foi o pai assistente de realização cinematográfica, entre outras, nas filmagens de A Revolução de Maio de António Lopes Ribeiro, exemplo máximo de propaganda governamental; passos que o filho seguiu como efémero realizador, mas principalmente como publicitário.


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Estados Unidos

GUILHERME PEREIRA DA ROSA
fotografias do autor
desenhos de Victor Silva
capa e arranjo gráfico de Rodrigues Alves

Lisboa, 1953
Editorial Século
1.ª edição
21 cm x 15,4 cm
276 págs. + 40 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado no texto e em separado
exemplar em bom estado de conservação, miolo limpo
25,00 eur

Trata-se do filho de João Pereira da Rosa, cujos destinos de ambos andaram ligados à administração do jornal originariamente republicano O Século (foi seu director-fundador Sebastião Magalhães Lima).
Um pouco de historial (fonte: página electrónica da Associação dos Amigos da Torre do Tombo): «[...] foi num contexto de preparação da opinião pública para a eclosão de um golpe de Estado destinado a impor uma ditadura militar que, em Novembro de 1924, João Pereira da Rosa, ex-funcionário d’O Século, desde 1920, Carlos Oliveira, um dos fundadores da organização patronal [a União dos Interesses Económicos], e Mosés Amzalak, economista, além de presidente da Associação Comercial de Lisboa e da Comunidade Judaica, adquiriram para a referida organização o jornal O Século e a sua empresa editora, atribuindo a sua direcção ao jornalista e diplomata Henrique Trindade Coelho, e a administração a João Pereira da Rosa, na qualidade de administrador-delegado.
O reconhecimento do apoio do jornal ao novo regime viria, no entanto, a forçar a saída do seu director. Na sequência do triunfo do 28 de Maio, Trindade Coelho, agastado politicamente por críticas e ofensas de certa imprensa, abandonou a direcção, em Junho de 1926. Nos termos dos estatutos da sociedade comercial editora do jornal, sucedeu-lhe o administrador delegado. [...]» O filho deste tomará o lugar e o programa editorial por morte do pai em 1962, até ao «[...] início de 1975, face ao recrudescer da luta ideológica e partidária no seio da empresa [a Sociedade Nacional de Tipografia], a qual motivou a expulsão dos seus administradores [...]».
O vertente livro nasce de um conjunto de reportagens feitas no continente americano, no país cuja intervenção durante a II Guerra Mundial trouxe para a ribalta como o paladino planetário do anticomunismo, isto na altura em que os ventos de nova guerra começavam a soprar sobre as costas da Indochina.


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Domingo, Maio 27, 2012

Diário de um Condenado Político (1892-1893) [junto com] Diario (1914) (1915-1916-1917) (1918) (1918-1921)




JOÃO CHAGAS

Porto, 1913
Livraria Chardron, de Lelo & Irmão
2.ª edição
Lisboa, 1929 a 1932
Parceria Antonio Maria Pereira
1.ª edição (todos)
5 volumes (completo)
19 cm x 13,3 cm
[8 págs. + 272 págs.] + [4 págs. + 386 págs.] + [4 págs. + 340 págs.] + [4 págs. + 276 págs.*] + [4 págs. + 294 págs. (568 págs.*)]
* numeração contínua nos dois últimos volumes
encadernações ricamente decoradas com florália a ouro, meias-francesas em pele e papel de fantasia
todos os volumes conservam as capas de brochura, um pouco aparados e carminados apenas à cabeça
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo fresco com alguns apontamentos marginais a lápis; o volume de 1914 ostenta, colada no frontispício, caricatura de Chagas
140,00 eur

De inestimável valor para o conhecimento da Primeira República, visto que Chagas foi sempre, em múltiplas circunstâncias e ao longo de três décadas, um dos protagonistas da viragem de mentalidade política nacional. E por isso mesmo colheu ódios e, até, uma tentativa de atentado a tiro.

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Trabalhos Forçados



JOÃO CHAGAS
capa de Moraes

Lisboa, 1900
Administração da Folha do Povo
1.ª edição
2 volumes (completo, enc. em 1 vol.)
20 cm x 14,4 cm
288 págs. + 322 págs.
encadernação rudimentar em tela com gravação a ouro na lombada
conserva apenas a capa de brochura do 1.º volume
exemplar estimado, com falhas de papel na capa de brochura; miolo limpo
55,00 eur

Libelo revolucionário republicano do período em que o mais acérrimo opositor de João Franco – João Pinheiro Chagas – foi deportado para Angola.

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Bom-Humor


JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1905
Ferreira & Oliveira, Limitada, Editores
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
8 págs. + 312 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com manchas na capa; miolo limpo
35,00 eur

Pendor diarístico, de grande importância para a compreensão das palpitações sociais e intelectuais de toda uma época decisiva para a República que se avizinha.


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Posta-restante




JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1906
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Cartas a toda a gente
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo, com as págs. 23 a 26 muito oxidadas e pequeno golpes ocasionais sem nunca afectar o texto
25,00 eur

Livro diversificado nos assuntos, pode ser tido como uma reunião de crónicas dispersas, que o autor redigiu num estilo de cartas aos leitores. A pertinência destas advirá mais do vínculo revolucionário de Chagas aos ideais republicanos, não só como teórico mas também como activista contra a ditadura de João Franco. Consequentemente, virá a assumir o cargo de primeiro-ministro do primeiro governo da República.


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Sexta-feira, Maio 25, 2012

O Reino da Estupidez, I e II



JORGE DE SENA

Lisboa, 1979 e 1978
Livraria Morais Editora
2.ª edição (aumentada) e 1.ª edição
2 volumes (completo)
20 cm x 14,2 cm
240 págs. + 200 págs.
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo limpo
130,00 eur

Não muitas vezes os poetas arvoram-se também em acusadores do que os rodeia socorrendo-se de modalidades literárias que não deixam grande margem para a alusão, a metáfora ou dizeres elípticos. E terra a terra – nem escondendo até a brutalidade da sua irritação – nos trata Sena nestas suas colectâneas de artigos que andavam dispersos por publicações periódicas.

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Andanças do Demónio [junto com] Novas Andanças do Demónio



JORGE DE SENA
capas de Luís Filipe de Abreu e João da Câmara Leme

Lisboa, 1960 e 1966
Estúdios Cor, Lda.
Portugália Editora
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
[19 cm x 13,5 cm] + [19,2 cm x 13,3 cm]
240 págs. + 252 págs.
exemplares muito estimados, o primeiro por abrir *; miolo limpo
130,00 eur

Do inevitável prefácio do próprio Sena ao segundo volume:
«[...] Não é evidentemente para [os] críticos que eu escrevo os prefácios, embora eles precisem muito das minhas luzes. São inteiramente livres de proclamar que não presta o que eu faço: embora já seja tarde para o dizerem. [...]
Do mesmo modo que sucedia na minha anterior colectânea de contos, os desta apresentam alguma variedade temática e técnica, e mesmo, quanto a esta última, algum experimentalismo que, por incrível que pareça a críticos portugueses, é original. [...]
[...] para estas coisas tão modernas, como a discussão do que seja estilo e técnica, não há como lerem-se os clássicos. É ao que veementemente solicito a crítica portuguesa que demasiado não os lê, mesmo quando, na aparência, se ocupa deles... [...]»

* Exemplar da variante com a capa não envernizada.

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Andanças do Demónio


JORGE DE SENA
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1960
Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19 cm x 13,5 cm
240 págs.
subtítulo: Histórias Verídicas e Fantásticas e outras ficções realistas, antecedidas por um elucidativo prefácio
colecção dirigida por Nataniel Costa
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
40,00 eur

Nem só obras de «desenredo» (Joaquim Manuel Magalhães, Um Pouco da Morte, Editorial Presença, Lisboa, 1989) terão notabilizado Sena. O ensaio, como se sabe, os prefácios ou os posfácios às suas traduções foram uma componente importante da sua expressão, e principalmente a prosa ficcional – ou obras de enredo – deu-lhe oportunidade de desenhar do natural alguns dos tiques e manias de portugueses.

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Sequências

JORGE DE SENA
nota prévia de Mécia de Sena

Lisboa, 1980
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 15,6 cm
136 págs.
[capa de José Escada (cromo colado sobre cartolina tipo kraft)]
colecção Círculo de Poesia
exemplar como novo
35,00 eur

Livro póstumo do poeta que – diz-nos a esposa Mécia de Sena –, à excepção de três poemas, se encontrava inédito.

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Na Linha de Fogo


ANTONIO CABRAL

Lisboa, 1930
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
320 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: As minhas memorias politicas [vol. 2]: Revelações que se fazem – Mysterios que se desvendam
exemplar estimado, com restauro no bordo interior da capa dianteira e pequenas falhas à cabeça da lombada; miolo limpo por abrir
45,00 eur

Diz o Autor no seu Prefácio:
«[...] Este volume abrange um dos periodos mais agitados da minha carreira publica: aquelle em que os grandes partidos da Monarchia se dividiram e em que eu, na imprensa e no parlamento, fazendo rija e forte opposição ao governo regenerador, e depois como ministro da Corôa, não descancei na pugna pelos principios sustentados e defendidos pelo meu partido, mantendo-me constantemente Na linha de fogo. [...]»
Camilianista de referência (de seu nome completo António Cabral Pais do Amaral), para além da memória da sua observação de uma época que viu o rei ser abatido na via pública, deixa-nos, entre outros, um dos livros mais esclarecedores acerca da vida do grande escritor: Camillo Desconhecido (Livraria Ferreira, Lisboa, 1918).


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Quarta-feira, Maio 23, 2012

O Triunfo dos Porcos



GEORGE ORWELL
trad. Madalena Esteves

Mem Martins, 1990
Publicações Europa-América, Lda.
[3.ª edição]
20,7 cm x 13,9 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur


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Segunda-feira, Maio 21, 2012

Amok



STEFAN ZWEIG
trad. Alice Ogando
capa de Amorim

Porto, 1942
Livraria Civilização
3.ª edição
19,8 cm x 13,4 cm
208 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 7
22,00 eur

Novela inspirada nos estudos psicoanalíticos de Sigmund Freud, aqui reeditada no ano da tocante morte deste conhecido escritor judeu austríaco. É a prova de que Hitler assassinava mesmo à distância. Deprimidos pelo triunfo da intolerância, Zweig e a mulher suicidaram-se no exílio, em Petrópolis.

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Do Sentimento Trágico da Vida


MIGUEL DE UNAMUNO
trad. de Cruz Malpique


Porto, 1953
Editora Educação Nacional de Adolfo Machado
1.ª edição
19,5 cm x 13,5 cm
392 págs.
exemplar estimado, lombada com discreto restauro; miolo limpo
discreta assinatura de posse na pág. 9
20,00 eur

Da Nota do Tradutor Português:
«[...] O leitor tem, na sua frente, um livro perturbador, pelos angustiosos problemas que nele são debatidos. Não é livro para gente que, no cérebro, tenha vazios interplanetários. Lá isso não! Exige o agudo trinchar do espírito. [...]»


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50 Anos da CUF no Barreiro





HARRINGTON SENA, fotografia e projecto
fotografia de Augusto Cabrita

ilustrações de Eugénio da Silva

[Lisboa], s.d. [1958]
Direcção das Fábricas do Barreiro da Companhia União Fabril
1.ª edição
29,8 cm x 24,3 cm (álbum)
4 págs. + 190 págs. (2 delas desdobráveis) + 4 págs. + 4 extra-textos
execução e arranjo gráfico dos Estúdios Cor
todas as páginas profusamente ilustradas a cor
impressão a rotogravura sobre papel superior; extra-textos impressos em offset
capa gravada com relevo seco, revestida com sobrecapa
exemplar muito estimado
90,00 eur

Para além do grande interesse como design gráfico de álbum, trata-se de um testemunho importante para a nossa arqueologia industrial e para a história do advento do capitalismo industrial moderno durante a vigência do Estado Novo. É também uma achega à história dos primórdios do império financeiro do conhecido "grupo Mello".


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Sábado, Maio 19, 2012

O Eterno Contorno



FERNANDO GANDRA
pref. Eduardo Lourenço
capa de Vera Pinto

Lisboa, 1997
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
152 págs.
subtítulo: Do Outro e do Mesmo
exemplar novo
10,00 eur

Da longa nota introdutória de Eduardo Lourenço:
«[...] A sua [de Fernando Gandra] paixão – esta série de ensaios que tomam por vezes o aspecto e são um “diário singular” – aliás é a esse título que merece até ou impõe ao leitor o seu poder de o provocar – enraíza numa consciência muito aguda da “hipocrisia” do discurso dominante e é em função dela e contra ela que formula o seu. [...] Poucas “democracias reais” resistiriam a sua proposição de uma “satisfação democratizada do desejo...” Ou àquilo que ele chama “socialização do belo e do bom”, que não são para Fernando Gandra conceitos de essência “grega” mas valores ou fins inseparáveis da “desordem das paixões”. [...]»

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O Anno Scientifico e Industrial de 1903 – 1.º anno



AMADEU DE VASCONCELLOS (MARIOTTE)

Porto, 1904
Livraria Lopes & Cia. editores
Typographia Universal
1.ª edição [única]
19 cm x 12,6 cm
8 págs. + 522 págs.
subtítulo: Principaes Descobertas Scientificas de 1903
profusamente ilustrado com uma centena de gravuras
encadernação editorial
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela assinatura do Autor
50,00 eur

De seu nome completo Amadeu Cerqueira de Vasconcelos, e que assinou também sob os pseudónimos Mariotte e Remy Lusol, sendo padre numa época em que ainda mais acentuadamente persistia a ideia de incompatibilidade entre religião e ciência, foi, apesar disso, um importante divulgador de uma objectividade que fazia recuar a superstição. Acérrimo inimigo da Maçonaria, é no jornal católico Novidades que, durante catorze anos, prestará ao conhecimento um serviço inestimável.

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O Anno Scientifico e Industrial



AMADEU DE VASCONCELLOS (MARIOTTE)

Porto, 1904
Typographia Universal
Livraria Depositaria de Figueirinhas Junior
1.ª edição [única]
19 cm x 12,5 cm
8 págs. + 522 págs.
subtítulo: Principaes Descobertas Scientificas de 1903
profusamente ilustrado com uma centena de gravuras
encadernação modesta da época meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
capas um pouco gastas mas muito aceitável; miolo limpo
conserva a capa anterior de brochura
valorizado pela assinatura do Autor
45,00 eur


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Sexta-feira, Maio 18, 2012

Na Hora da Partida



A. A. DE L. D.

Lisboa, s.d. [circa 1917]
Tip. Gonçalves, Rua do Mundo, 12 [ed. Autor]
[1.ª edição]
17,3 cm x 11,3 cm
4 págs. (folha volante)
subtítulo: Aos bravos portuguezes expedicionarios
exemplar como novo
17,00 eur

Parti, parti, ide à guerra, honrai a pátria! – é o tom do cântico para a batalha na Flandres, aqui documentado,

«[...] ides collaborar na causa do Direito,
em frente dos canhões.

É nobre essa missão! E a nossa é quasi igual,
ficando a defender a Patria, sem alardes,
dos lôbos que a pretendam.
Poder-nos-ha maguar o allemão brutal:
mas não encontrará um povo de cobardes,
nem biltres que se vendam.»

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Quinta-feira, Maio 17, 2012

Dez Contos em Papel


ANDRÉ BRUN

Lisboa, 1917
Guimarães & C.ª – Editores
3.ª edição
20,1 cm x 13 cm
208 págs.
encadernação modesta em papel de fantasia e tela com elegantes, embora discretos, ferros a ouro na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
sem capas de brochura
COM DEDICATÓRIA ASSINADA E DATADA PELO AUTOR
25,00 eur

Trata-se do primeiro livro do dramaturgo e humorista, escritor que também nos legou ligeiras, mas importantes, memórias do convívio entre militares nas trincheiras da Primeira Grande Guerra. Aliás, Brun serve-se logo do prefácio à 1.ª edição para, no estilo sarcástico que lhe é mais querido, desfazer qualquer equívoco acerca das suas hipotéticas pretensões intelectuais:
«Este livro não é destinado, por mais que as más lingoas o afirmem, a perturbar o equilibrio europeu ou a traser novas luses para o Espirito do seculo que – felizmente para ele! – não carece da minha insignificante candeia.
Tem dois fins, alem do indice, fim comum de todos os livros á excepção dos que têm o indice no principio. O mais curioso é que são dois fins póstumos. Eu me explico.
O primeiro é enriquecer, após a minha morte, os meus herdeiros e os meus editôres, que, com os proventos auferidos das sucessivas reimpressões que este livro ha de ter, poderão gosar horas amenas e deleitosas no “regaço do luxo e da opulencia”, como se diz n’um hino que os mandriões costumam cantar para incitar os tôlos ao trabalho.
O segundo é lançar, também depois da minha morte, a confusão no espirito do douto varão que ha de pronunciar o meu elogío histórico na Academia de Sciencias, varão que eu ignoro quem seja e que talvês, á semelhança da bala que havia de matar Napoleão, ainda não esteja fundido a estas horas. [...]»

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Soldados de Portugal





ANDRÉ BRUN

Lisboa, 1915
Guimarães & C.ª – Editores
1.ª edição (em livro)
20 cm x 13,1 cm
172 págs. + IV págs.
subtítulo: A Legião Portugueza – A Guerra Peninsular
encadernação modesta em tela com ferros a ouro na lombada e relevo seco em ambas as pastas
exemplar estimado; miolo limpo
sem capas de brochura
COM DEDICATÓRIA ASSINADA PELO AUTOR AO MAJOR PEREIRA BASTOS, DATADA DE 1915
25,00 eur

Trata-se de uma crónica de batalhas travadas durante as invasões francesas, inicialmente escrita para o periódico A Capital, do ponto de vista de um militar, mas como folhetim, «accessivel á leitura do povo», acerca dos «feitos d’uma epoca quasi recente».
André Brun veio a destacar-se como dramaturgo e humorista.


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Terça-feira, Maio 15, 2012

Veloz Como o Vento


GINE VICTOR LECLERQ
trad. Herberto Helder
capa de José Antunes

Lisboa, 1967
Editorial Verbo, Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 14,7 cm
204 págs. + 10 págs. (pub. editora) * + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a preto e a cor, no corpo do texto e em separado
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável, apenas com defeitos na capa e na lombada; miolo limpo
peça de colecção
35,00 eur

Novela juvenil, apenas de interesse bibliófilo. Garantidamente vertida para a língua portuguesa de um dos nossos maiores poetas de sempre.

* Por erro de encadernação, o vertente exemplar repete esta publicidade entre as págs. 32-33.

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Contos


HANS-CHRISTIAN ANDERSEN
trad. Elvira Taveira e Herberto Helder

Lisboa, 1964
Editorial Verbo
1.ª edição
18,4 cm x 14,7 cm
164 págs.
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
peça de colecção
30,00 eur

Novela infanto-juvenil, de um autor que é a matriz do género na literatura europeia.

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O Patinho Feio e outros contos


[HANS-CHRISTIAN] ANDERSEN
trad. Herberto Helder
ilustrações de Jean-Léon Huens

Lisboa, s.d.
Editorial Verbo
1.ª edição
30,5 cm x 23,1 cm (álbum)
32 págs.
profusamente ilustrado a cor no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no verso da primeira folha-de-guarda
30,00 eur


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Os Nossos Antepassados (trilogia)



ITALO CALVINO
trad. José Manuel Calafate, Fernanda Ribeiro e Herberto Helder
capas de João da Câmara Leme


Lisboa, [1961 ?]-1965
Portugália Editora
1.ª edição (todos)
3 volumes (completo)
vol. 1: O Visconde Cortado ao Meio
vol. 2: O Barão Trepador
vol. 3: O Cavaleiro Inexistente
16,5 cm x 11 cm
168 págs. + 304 págs. + 164 págs.
corte carminado no primeiro volume
exemplares estimados, manuseado mas aceitável o terceiro volume; miolo limpo
90,00 eur

Da nota do editor ao terceiro volume:
«[...] Está-se em presença de um novo rumo literário de Italo Calvino, onde (digamos) a fantasia forte da verdade se cobre com o manto diáfano da ironia. O leitor poderá, na verdade, verificar que se trata de deliciosas fábulas, narradas num estilo riquíssimo e esplendoroso. [...] fora propósito seu [do Autor] escrever uma espécie de pré-história do homem contemporâneo através dos seus antepassados e procurar “estabelecer uma exacta relação entre a consciência individual e o curso da História”. [...]»
A intervenção do poeta Herberto Helder, como tradutor, neste último volume é considerável.

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Quinta-feira, Maio 03, 2012

Gabriela, Cravo e Canela


JORGE AMADO
prefácio de Ferreira de Castro


Lisboa, 1960
Publicações Europa-América
1.ª edição (em Portugal)
19,6 cm x 14,1 cm
490 págs.
capa do pintor António Domingues (referenciada in Ilustração & Literatura Neo-Realista, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008)
subtítulo: Crónica de uma Cidade do Interior
exemplar muito estimado, miolo como novo
25,00 eur

Da nota do editor na badana:
«[...] Gabriela, Cravo e Canela dará a Nacib e Gabriela um lugar entre os amorosos célebres. Gabriela ficará na literatura como uma formosa figura de mulher, espontânea e simples, acima do Bem e do Mal. [...]
[...] Gabriela uma deliciosa mulher do povo brasileiro, amorosa e amoruda, de sensualidade sem malícia, de envolvente alegria, de primitivismo feliz. [...]»
A telenovela homónima teve o condão de banalizar um romance bem mais interessante que uns trejeitos de "actores" para a hora da digestão do jantar.


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Geografia da Fome



JOSUÉ DE CASTRO
capa de Edi [Emiliano Di] Cavalcanti

São Paulo (Brasil), 1963
Editôra Brasiliense
8.ª edição (revista e aumentada)
2 volumes (completo)
20,8 cm x 14 cm
10 págs. + 466 págs. (numeração contínua) + 10 folhas em extra-texto
subtítulo: O Dilema Brasileiro: Pão ou Aço
exemplares com discretos defeitos nas capas; miolo muito limpo
são respectivamente o n.º 386 e o n.º 1.336 de uma tiragem não declarada
30,00 eur

Obra ainda hoje de referência nos estudos antropológicos acerca da fome no continente americano, além de ser um libelo político contra os responsáveis pela má distribuição dos recursos naturais e da riqueza. Apesar de tratar-se de uma edição bastante avançada, o seu interesse como bibliografia de estudo mantém-se, a juntar aos seus Geopolítica da Fome e O Livro Negro da Fome.


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O Livro Negro da Fome

JOSUÉ DE CASTRO
capa e desenhos de Anna Kindynis

São Paulo (Brasil), 1960
Editôra Brasiliense
1.ª edição (ampliada a partir do breve manifesto com data de 1957)
21 cm x 14,2 cm
6 págs. + 186 págs. + 12 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar bem conservado, miolo limpo
40,00 eur

A essência das teses de Castro pode ser lida em síntese no Prefácio de Pearl S. Buck à 5.ª edição de Geopolítica da Fome (Editôra Brasiliense, São Paulo, 1959):
«[...] Como sobreviver, eis o tema central, e é alentador verificar-se que na alimentação adequada, e não na bomba atômica, reside a resposta adequada. A superpopulação é o resultado da fome e não a causa desta, e não há país inteiramente livre dos efeitos daninhos da fome. A palavra de ordem deve ser a de uma organização adequada dos suprimentos alimentares do mundo e a do desenvolvimento de vastas áreas de terras cultiváveis, mesmo na África. [...]»


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