segunda-feira, maio 28, 2012

Estados Unidos

GUILHERME PEREIRA DA ROSA
fotografias do autor
desenhos de Victor Silva
capa e arranjo gráfico de Rodrigues Alves

Lisboa, 1953
Editorial Século
1.ª edição
21 cm x 15,4 cm
276 págs. + 40 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado no texto e em separado
exemplar em bom estado de conservação, miolo limpo
25,00 eur

Trata-se do filho de João Pereira da Rosa, cujos destinos de ambos andaram ligados à administração do jornal originariamente republicano O Século (foi seu director-fundador Sebastião Magalhães Lima).
Um pouco de historial (fonte: página electrónica da Associação dos Amigos da Torre do Tombo): «[...] foi num contexto de preparação da opinião pública para a eclosão de um golpe de Estado destinado a impor uma ditadura militar que, em Novembro de 1924, João Pereira da Rosa, ex-funcionário d’O Século, desde 1920, Carlos Oliveira, um dos fundadores da organização patronal [a União dos Interesses Económicos], e Mosés Amzalak, economista, além de presidente da Associação Comercial de Lisboa e da Comunidade Judaica, adquiriram para a referida organização o jornal O Século e a sua empresa editora, atribuindo a sua direcção ao jornalista e diplomata Henrique Trindade Coelho, e a administração a João Pereira da Rosa, na qualidade de administrador-delegado.
O reconhecimento do apoio do jornal ao novo regime viria, no entanto, a forçar a saída do seu director. Na sequência do triunfo do 28 de Maio, Trindade Coelho, agastado politicamente por críticas e ofensas de certa imprensa, abandonou a direcção, em Junho de 1926. Nos termos dos estatutos da sociedade comercial editora do jornal, sucedeu-lhe o administrador delegado. [...]» O filho deste tomará o lugar e o programa editorial por morte do pai em 1962, até ao «[...] início de 1975, face ao recrudescer da luta ideológica e partidária no seio da empresa [a Sociedade Nacional de Tipografia], a qual motivou a expulsão dos seus administradores [...]».
O vertente livro nasce de um conjunto de reportagens feitas no continente americano, no país cuja intervenção durante a II Guerra Mundial trouxe para a ribalta como o paladino planetário do anticomunismo, isto na altura em que os ventos de nova guerra começavam a soprar sobre as costas da Indochina.


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sábado, maio 19, 2012

O Eterno Contorno



FERNANDO GANDRA
pref. Eduardo Lourenço
capa de Vera Pinto

Lisboa, 1997
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
152 págs.
subtítulo: Do Outro e do Mesmo
exemplar novo
10,00 eur

Da longa nota introdutória de Eduardo Lourenço:
«[...] A sua [de Fernando Gandra] paixão – esta série de ensaios que tomam por vezes o aspecto e são um “diário singular” – aliás é a esse título que merece até ou impõe ao leitor o seu poder de o provocar – enraíza numa consciência muito aguda da “hipocrisia” do discurso dominante e é em função dela e contra ela que formula o seu. [...] Poucas “democracias reais” resistiriam a sua proposição de uma “satisfação democratizada do desejo...” Ou àquilo que ele chama “socialização do belo e do bom”, que não são para Fernando Gandra conceitos de essência “grega” mas valores ou fins inseparáveis da “desordem das paixões”. [...]»

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quinta-feira, maio 03, 2012

O Livro Negro da Fome

JOSUÉ DE CASTRO
capa e desenhos de Anna Kindynis

São Paulo (Brasil), 1960
Editôra Brasiliense
1.ª edição (ampliada a partir do breve manifesto com data de 1957)
21 cm x 14,2 cm
6 págs. + 186 págs. + 12 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar bem conservado, miolo limpo
40,00 eur

A essência das teses de Castro pode ser lida em síntese no Prefácio de Pearl S. Buck à 5.ª edição de Geopolítica da Fome (Editôra Brasiliense, São Paulo, 1959):
«[...] Como sobreviver, eis o tema central, e é alentador verificar-se que na alimentação adequada, e não na bomba atômica, reside a resposta adequada. A superpopulação é o resultado da fome e não a causa desta, e não há país inteiramente livre dos efeitos daninhos da fome. A palavra de ordem deve ser a de uma organização adequada dos suprimentos alimentares do mundo e a do desenvolvimento de vastas áreas de terras cultiváveis, mesmo na África. [...]»


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