quinta-feira, agosto 15, 2013

Beethoven


RICHARD WAGNER
trad. e pref. Daniel de Sousa

Lisboa, 1945
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
112 págs.
exemplar estimado, no geral com o papel muito oxidado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

A nota de abertura assinada pelo tradutor contextualiza historicamente, quer Wagner (1813-1883) quer Beethoven (1770-1827), dois génios da música alemã separados por, digamos, umas duas gerações. Se este último teve sempre a admiração daqueles que têm no Contrato Social de Rousseau a sua cartilha progressista, o mesmo não se pode dizer do injustiçado Wagner, cuja obra, mentirosamente associada ao “estilo” monumental e totalitário hitleriano, a populaça da sociedade de consumo, que nada estuda e tudo compra pré-concebido, passa a rejeitar no pós-guerra, porque lhes disseram que sim. «[...] Cruel anátema lançado contra uma personalidade que até aos anos 30 era reivindicada pelas vanguardas estéticas, de Baudelaire e Mallarmé a Cézanne, considerado um revolucionário por anarquistas e esquerdistas radicais. Custa a imaginar, nos nossos dias, que por inserir em 1911 a frase de Wagner: “Uma só coisa é sagrada: o homem livre. Acima dele nada existe”, os redactores de um periódico libertário de Berlim tivessem sido encerrados no calabouço... [...]» (Carlos da Fonseca, pref. a Richard Wagner, A Arte e a Revolução, Edições Antígona, Lisboa, 1990).

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