domingo, novembro 01, 2026

Guerra e Paz



LEÃO TOLSTOI
trad. e pref. do filósofo José Marinho

Lisboa, 1942-1943
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição (da vertente trad.)
3 volumes (completo)
240 mm x 190 mm
[432 págs. + 2 folhas em extra-texto] + 2 x 416 págs.
subtítulo: 1864-1869
ilustrado (vol. I)
encadernações editoriais inteiras em pele encerada com gravação a ouro, azul e relevo seco nas pastas e nas lombadas, cromo colado nas pastas anteriores
corte carminado à cabeça
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse nos ante-rostos
67,00 eur (IVA e portes incluídos)

Que é uma das obras-primas da literatura universal, ninguém porá em dúvida. Mas é-o porque a liberdade estilística de Tolstoi esteve sempre à cabeça das suas preocupações, ou, nas palavras dele, num texto que Marinho traduz aqui em Apêndice: «[...] Não é um romance, e ainda menos um poema, ou uma crónica histórica. “Guerra e Paz” é o que o autor quis e pôde exprimir na forma que lhe deu. Uma tal declaração de indiferença pelas formas convencionais da obra artística em prosa poderia parecer orgulho se não fôsse intencional e se não houvesse muitos exemplos disso. A história da literatura russa, desde Puskine, não só apresenta muitos casos de um tal afastamento das formas europeias, mas até nos fornece um único exemplo do contrário. Desde as “Almas Mortas” de Gogol, até à “Casa dos Mortos” de Dostoiewsky, no novo período da literatura russa não há uma única obra artística que se tenha ajustado inteiramente à forma do romance, do poema ou da novela. [...]»

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