LEÃO TOLSTOI
trad. e pref. do filósofo José Marinho
Lisboa, 1942-1943
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição (da vertente trad.)
3 volumes (completo)
240 mm x 190 mm
[432 págs. + 2 folhas em extra-texto] + 2 x 416
págs.
subtítulo: 1864-1869
subtítulo: 1864-1869
ilustrado (vol. I)
encadernações editoriais inteiras em pele encerada com gravação a ouro, azul e relevo seco nas pastas e nas lombadas, cromo colado nas pastas anteriores
corte carminado à cabeça
encadernações editoriais inteiras em pele encerada com gravação a ouro, azul e relevo seco nas pastas e nas lombadas, cromo colado nas pastas anteriores
corte carminado à cabeça
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse nos ante-rostos
assinatura de posse nos ante-rostos
67,00 eur (IVA e portes incluídos)
Que é uma das obras-primas da literatura universal, ninguém
porá em dúvida. Mas é-o porque a liberdade estilística de Tolstoi esteve sempre
à cabeça das suas preocupações, ou, nas palavras dele, num texto que Marinho
traduz aqui em Apêndice: «[...] Não é um romance, e ainda menos um poema, ou
uma crónica histórica. “Guerra e Paz”
é o que o autor quis e pôde exprimir na forma que lhe deu. Uma tal declaração
de indiferença pelas formas convencionais da obra artística em prosa poderia
parecer orgulho se não fôsse intencional e se não houvesse muitos exemplos
disso. A história da literatura russa, desde Puskine, não só apresenta muitos
casos de um tal afastamento das formas europeias, mas até nos fornece um único
exemplo do contrário. Desde as “Almas
Mortas” de Gogol, até à “Casa dos
Mortos” de Dostoiewsky, no novo período da literatura russa não há uma única
obra artística que se tenha ajustado inteiramente à forma do romance, do poema
ou da novela. [...]»
