trad. Maria de Fátima Bívar [Maria Velho da Costa]
capa de Fernando Felgueiras
Lisboa, 1972
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
210 mm x 136 mm
116 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Assim abre o autor as hostilidades:
«Escuta, Zé Ninguém! não é um documento científico, mas humano. Foi escrito no Verão de 1946, para os arquivos do Instituto Orgone, sem que se pensasse, então, em publicá-lo. Resultou da luta interior de um cientista e médico que, durante décadas, passou pela experiência, a princípio ingénua, depois cheia de espanto e, finalmente, de horror, do que o Zé Ninguém, o homem comum, é capaz de fazer de si próprio, de como sofre e se revolta, das honras que tributa aos seus inimigos e do modo como assassina os seus amigos. Sempre que chega ao poder como “representante do povo”, aplica-o mal e transforma-o em qualquer coisa ainda mais cruel do que o sadismo que outrora suportava por parte dos elementos das classes anteriormente dominantes. […]»
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