domingo, outubro 18, 2026

A Canalha


GOMES LEAL

Lisboa, 1873
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real
1.ª edição em panfleto [edição original no jornal O Século, n.º 58, 16 de Março, 1881, pág. 1]
220 mm x 146 mm
8 págs.
exemplar estimado, discreto restauro na capa; miolo limpo, por abrir
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um cidadão da República que nunca enviou recados por ninguém, punha no papel tudo quanto tinha a dizer, e assinava por baixo. E também, que se saiba, não se servia do convívio entre amigos para denegrir outros que não estivessem na altura presentes. Os seus voos apontavam para mais alto. E por isso mesmo, poucos meses após a publicação dest’A Canalha, Gomes Leal irá ser vítima de um atentado – sem consequências graves, embora atingido por uma coronhada de pistola – durante a sua vinda no comboio Porto-Lisboa.
Do poeta nos diz Gomes Monteiro no capítulo «O Arcanjo da Revolta» do livro O Drama de Gomes Leal (Editorial Minerva, Lisboa, s.d. [1947 ?]):
«[...] Além do génio que o bafejava, Gomes Leal possuía também a virtude da sinceridade. Punha toda a sua alma no que escrevia, plenamente convencido de que abreviava assim o advento de uma reforma radical que tornaria felizes todos os homens.
Não o moviam cálculos interesseiros, nem ambicionou nunca altos cargos que o enriquecessem. [...]»

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