ilustrações do pintor Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira
Lisboa, s.d. [1965]
Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)
1.ª edição
191 mm x 126 mm
552 págs. + 6 folhas em extratexto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
impresso sobre papel superior
capa impressa a prata e relevo seco sobre cartolina de fantasia a imitar de tela
é o n.º 474 de uma tiragem especial de 500 exemplares rubricados (carimbo) pela Autora
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)
Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»
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