segunda-feira, agosto 24, 2026

Memorias de uma Epocha Maldita





GOMES LEAL

São Pedro do Sul, 1912
A Empreza Editora de «A Voz da Beira» – Editor José Augusto d’Almeida
1.ª edição
2 volumes (completo)
242 mm x 182 mm (estojo)
372 págs. + 510 págs.
subtítulos: I – O Senhor dos Passos da Graça; II – Memorias de Sua Reverendissima
volumes em cadernos soltos por abrir e por coser junto com apenas a capa da brochura do segundo e uma folha circulante com mensagem editorial aos assinantes da obra, e junto com fotografia de Gomes Leal anotada nas costas: «Este original pertence a Gomes Monteiro»
acondicionados em elegante estojo próprio forrado a tela e com rótulo a ouro na lombada
exemplar muito estimado, restauros pontuais nas dobras dada a acidez do papel; miolo limpo
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
1.200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Gomes Leal (1848-1921), a páginas 40-41 do primeiro volume:
«[…] Estou tratando de escrever uma série de romances com o titulo generico de – Memorias de uma Epocha Maldita. Pretendo que ella seja a historia da familia portugueza nos ultimos quarteis do seculo, no seu marasmo do Ideal, na sua bambochata intellectiva, na sua derrocada bonacheirona de kágados, nas suas insanias de pedreiros livres. […]»
Segundo o ensaísta José Carlos Seabra Pereira, prefaciando a reedição de apenas o primeiro volume na Assírio & Alvim, em 2007:
«[…] Raramente referida na bibliografia passiva de Gomes Leal, essa edição de 1912 chegou a ser dada como desaparecida pelos poucos estudiosos que a ela aludiram. Sabemos que surgiu em conturbadas circunstâncias da história nacional e da vida do escritor – quando, nos alvores do regime republicano, o antigo poeta tribunício e panfletário regressava à comunhão na Igreja Católica e se via sujeito à hostilidade de amigos correligionários e, por outro lado, às pressões para se incorporar nas hostes da reacção anti-laicista. […]»
Segundo Vitorino Nemésio, no seu magnífico aparato biográfico e crítico a Poesias Escolhidas, para a Livraria Bertrand, circa 1942:
«[…] A segunda parte dêste díptico, impressa em S. Pedro do Sul, foi queimada à ordem do Governador Civil de Viseu antes de circular. Parece que apenas se salvou um exemplar, em poder de Gomes Monteiro, amigo muito dedicado à memória do poeta […].»

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