sexta-feira, abril 30, 2021

Caixa – Deve | Haver [manuscrito]




s.l. [Valdisca (Odemira)], 1 de Junho de 1886 a 22 de Fevereiro de 1888
41,3 cm x 27,2 cm
2 x 95 págs. (deve | haver)
encadernação inteira em feltro com rótulo gravado a ouro na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

O apeadeiro de Val da Isca, originalmente denominado de Valle d’Isca, e também conhecido como Valdisca, foi uma gare ferroviária da Linha do Sul, situada na zona do mesmo nome, concelho de Odemira. Encontrava-se no troço entre Amoreira-Odemira e Faro, que entrou em funcionamento no dia 1 de Julho de 1889. (Fonte: Arquivo Histórico e Centro de Documentação da CP – Comboios de Portugal)
O vertente livro de Caixa é uma importante fonte primária, onde se lê a constante referência ao marquês da Foz* como financiador da respectiva construção. São aqui discriminadas todas as despesas inerentes quer à construção da obra propriamente dita, quer os gastos com infraestruturas, logística e equipamentos conexos e necessários, como seja, por exemplo: expropriações de terrenos, alojamentos para os operários, gratificações, assentamentos de linha, passagens de nível, túneis, pontes, postes telegráficos, equipamentos de escritório... e até os «gastos c/ a eleição de deputados» (pág. 58).

* Trata-se de Tristão Guedes Correia de Queirós, nascido em 1849, 1.º marquês e 2.º conde da Foz. Contribuiu para a construção das linhas férreas em Portugal, tendo ficado conhecido pelo fausto das festas que dava no seu palácio, nos Restauradores (Lisboa).

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