quarta-feira, outubro 07, 2015

O Arcanjo Negro



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1947, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
192 mm x 126 mm
340 págs.
exemplar estimado, sinais de foxing na capa; miolo limpo
sinete do autor nas costas do frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089

Uma Luz ao Longe



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, 1948
Livraria Bertrand
1.ª edição
191 mm x 128 mm
296 págs.
exemplar estimado, sinais de foxing na capa; miolo limpo
sinete do autor nas costas do frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra «complemento do livro pouco há publicado Cinco Réis de Gente», segundo o próprio cólofon.

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A Via Sinuosa



AQUILINO RIBEIRO
capa de Abel M [Manta]

Paris – Lisboa, s.d.
Livrarias Aillaud & Bertrand
5.ª edição (11.º milheiro)
18,6 cm x 12 cm
6 págs. + 362 págs.
encadernação editorial em tela encerada com relevo seco em ambas as pastas e gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
conserva a capa de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
sinete do Autor na pág. 4
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

A propósito do vertente romance, escreveu Óscar Lopes (Colóquio / Letras n.º 85, Lisboa, Maio de 1985):
«[...] na Via Sinuosa, o primeiro romance de Aquilino (1918), o romance por excelência da sua juventude de autor, e o mais tenso de revolta, o protagonista oscila entre o amor quase adoração de Celidónia, a figura veneranda do Padre Ambrósio, a dureza materna, e uma revolta extremamente incerta acerca da razão que lhe assiste. [...]»

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Aquilino Ribeiro



FERNANDO NAMORA
na capa foto de Victor Palla

Lisboa, 1963
Galeria Artis
1.ª edição
20,3 cm x 16,7 cm
88 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
escrito a lápis no canto superior direito do frontispício o anterior proprietário dá-nos a seguinte informação: «Exemplar c/ a ultima pagina, mandada sacrificar pela familia»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Por morte recente do escritor (em Maio de 1963 – a impressão do vertente livro data de finais de Setembro), Namora vê-se solicitado para dar corpo a esta rápida fotobiografia, que tem a virtude de nos dar a conhecer uma vida pela imagem legendada e por uma cronologia em que se entrelaçam os mais marcantes factos nos bastidores da criação literária.

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Poesia (1935-1940)


VITORINO NEMÉSIO
capa de Escada

Lisboa, 1961
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20,2 cm x 15,7 cm
152 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição conjunta dos livros La Voyelle Promise, O Bicho Harmonioso e Eu, Comovido a Oeste, a que Nemésio, a pedido do editor, juntou uma notável ars poetica:
«[...] Que sabe o poeta sobre a sua própria poesia senão o que disse nela?
Nesta pergunta formulámos o problema da validade da autocrítica, adiantando uma resposta aparentemente negativa. Podemos agora avançar que a poesia fala ao seu autor na mesma linguagem que a outrem. Tem-no diante do dictum como a qualquer leitor que com ele se defronte. Mas há uma diferença capital nestas duas situações da relação comunicativa e hermenêutica. Enquanto o poema fala ao leitor a ele estranho originàriamente – isto é, de improviso ou, quando muito, no pressuposto de outros poemas do mesmo autor já notórios ao intérprete, – dirige-se originalmente ao próprio de que tomou surto ou origem e, assim, como rio que tornasse às suas fontes, revolve e comove mananciais psíquicos idênticos ou contíguos àqueles de que brotou.
Se a estranheza do poema é absoluta para o leitor a ele alheio, ou apenas relativizada por outra e prévia entrada do intérprete na intimidade expressional do poeta, é para este relativa apenas à nova posição que ele toma, como leitor, ante o seu. Na medida em que o poeta sustém a sua defrontação com o próprio poema como coisa conclusa e pretérita, os sinais que dele recebe o esclarecem. Falam ao mesmo dele mesmo. Por eles o poeta se confere. Neles reconhece os traços de si e do seu mundo, que só uma conjunção passada, fixando-se no verbo, apuraria. [...]»

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História do Sangue


ILÍDIO SARDOEIRA

Coimbra, 1957
Atlântida
1.ª edição
16 cm x 11,7 cm
176 págs.
subtítulo: De Empédocles a Halles
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve ensaio científico, nama forma simplista destinada a «gente nova», incluído numa colecção esmagadoramente dominada por títulos de Rómulo de Carvalho.

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Que É a Física


RÓMULO DE CARVALHO, org. e pref.

Lisboa, s.d. [1959, seg. BNP]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,2 cm x 10,7 cm
176 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Além do longo prefácio de Rómulo de Carvalho, o livro inclui textos de Henri Poincaré, Pierre Duhem, Jacques Picard, Louis de Broglie (Prémio Nobel de Física) e Jean-Louis Destouches.

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História do Átomo



RÓMULO DE CARVALHO
[António Gedeão]
capa de A. Alves Martins

Coimbra, 1962
Atlântida
2.ª edição
16,1 cm x 11,8 cm
168 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História da Radioactividade


RÓMULO DE CARVALHO
[António Gedeão]
capa de Alves Martins

Coimbra, 1969
Atlântida Editora SARL
1.ª edição
16,1 cm x 11,8 cm
164 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História da Electricidade Estática



RÓMULO DE CARVALHO
[António Gedeão]
capa de A. Alves Martins

Coimbra, 1973
Atlântida Editora, SARL
2.ª edição
16,2 cm x 11,8 cm
144 págs.
ilustrado
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Linguagem directa, cariz acentuadamente pedagógico, a que não faltam raras vezes extrapolações líricas que vale a pena aqui sublinhar a título de exemplo:
«[...] A história começou algumas centenas de anos antes de Cristo ter nascido.
Com certeza que o leitor destas linhas já se entreteve a esfregar um pente (desses pentes de massa plástica que são vulgares em toda a parte) na manga do casaco ou, em vez do pente, a caneta de tinta permanente. E, depois de bem friccionado, reparou na rapidez com que o pente ou a caneta atraíam pequenos pedaços de papel leve [...]»
Em breves palavras fica tudo dito, a um público que se pretendia fossem jovens: a corrente de energia que tudo liga e atrai deve-se a um fenómeno físico de aquecimento das partículas (ou aceleração) – e não ao filho de Deus!

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História da Energia Nuclear



RÓMULO DE CARVALHO
capa de António Gedeão*

Coimbra, 1962
Atlântida
1.ª edição
16,2 cm x 11,7 cm
214 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Assinale-se que António Gedeão é pseudónimo artístico do próprio professor Rómulo de Carvalho.

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segunda-feira, outubro 05, 2015

Vida e Obra de Raul Brandão


GUILHERME DE CASTILHO
capa de José Cândido

Amadora, 1978 [aliás, 1979]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
20,2 cm x 15 cm
536 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje é esta obra do diplomata e escritor Guilherme de Castilho (1912-1987) uma referência para a compreensão do legado de Raul Brandão.

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domingo, outubro 04, 2015

A Palavra “Lisboa” na História do Jornalismo


ALBINO LAPA

Lisboa, 1967
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,1 cm x 16,7 cm
236 págs. + 42 folhas em extra-texto
exemplar como novo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cruzando a sua leitura do mítico manuscrito de Augusto Xavier da Silva Pereira, Dicionário do Jornalismo Portuguez (inédito que se encontra na posse da Academia das Ciências de Lisboa) com as suas investigações pessoais na Biblioteca Nacional, Albino Lapa faz um aprofundado levantamento da presença de Lisboa numa imprensa periódica que remonta a 1627, data da publicação da Relação Universal do Que Succedeo em Portugal, & Mais Provincias do Occidente, & Oriente [...], da responsabilidade de Francisco de Abreu (pseudónimo de Manuel Severim de Faria). Ficam, pois, recenseadas umas centenas de espécimes, assim como as minibiografias dos seus principais redactores, e em que pode avaliar-se a importância desse meio de comunicação social durante o século XIX.

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domingo, setembro 27, 2015

Notícias do Livro


Lisboa, Novembro de 1978 a Maio de 1979
dir. Maximino Gonçalves
Edição da Editorial Notícias
7 números (completo)
22,1 cm x 14,5 cm (estojo)
88 págs. + 80 págs. + 80 págs. + 88 págs. + 108 págs. + 80 págs. + 80 págs.
profusamente ilustrados
exemplares muito estimados; miolo limpo
sublinhados a tinta no n.º 7
acondicionados num estojo de fabrico recente
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico infelizmente de curta duração, para além de regular informação relevante para os agentes culturais no sector livreiro, deu voz, em entrevistas mensais, a editores então de referência.

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terça-feira, setembro 08, 2015

Coração Insone


ANTÓNIO DE NAVARRO
pref. Franco Nogueira e João Gaspar Simões

Lisboa, 1971
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
21,5 cm x 15,7 cm
232 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume onde se reúne toda a poesia de cariz africano da obra do escritor (1902-1980), que foi sempre considerado dos mais representativos da geração ligada à revista presença. Ser-lhe-á, todavia, atribuído nos derradeiros dias antes da queda do regime fascista, o patriótico Prémio Camilo Pessanha, criado pela primitiva Agência-Geral das Colónias.

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presença – fôlha de arte e crítica


JOÃO GASPAR SIMÕES
FERNANDO GUIMARÃES
LUÍS AMARO

prefácio de David Mourão-Ferreira


Lisboa, 1977
Secretaria de Estado e da Cultura
1.ª edição
24,4 cm x 18,3 cm
subtítulo: Publicação comemorativa do cinquentenário da fundação da «presença»
profusamente ilustrado com documentos alusivos à publicação e fotografias dos seus autores
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, setembro 03, 2015

O Corsario Portuguez


CARLOS PINTO D’ALMEIDA
pref. Eduardo Coelho

Lisboa, 1876
Empreza Editora, Carvalho & C.ª – Director, Castilho e Mello
1.ª edição
18,2 cm x 12,2 cm
288 págs.
subtítulo: Romance Maritimo
exemplar envelhecido, restauros na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Pinto d’Almeida (1831-1899), autor anticlerical e orientalista, pioneiro do género “romance de aventuras”.

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segunda-feira, agosto 31, 2015

Livro | de | Marco Tullio Ciceram, | chamado | Catam Maior, | ou da velhice, | dedicado a | Tito Pomponio Attico



MARCO TULLIO CICERAM
trad. Damião de Goes

Lisboa, 1845
Na Typographia Rollandiana
2.ª edição («nova edição»)
16,7 cm x 11,8 cm
2 págs. + 114 págs. + 6 págs.
encadernação recente em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
assinatura de posse datada de 1867 no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reimpressão oitocentista da tradução de Damião de Góis (1502-1574), originalmente editada em Veneza em 1538.

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sexta-feira, agosto 28, 2015

Prometeu Agrilhoado


ÉSQUILO [atribuído a]
trad. e pref. Eduardo Scarlatti

Lisboa, 1942
Cosmos
1.ª edição
189 mm x 131 mm
128 págs.
na prestigiada colecção Biblioteca Cosmos dirigida por Bento de Jesus Caraça
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Após outras duas [?] edições na Livraria Luso-Espanhola [Lisboa, s.d.], a frenesi escolheu, em 1995, este mesmo trabalho do dramaturgo Eduardo Scarlatti e integrou-o no respectivo Catálogo. A importância desta achega reside no facto de ter sido este livro que, nesses anos de viragem, veio trazer um novo fôlego à nossa casa editora e anunciar uma linha de fricção até aí insuspeita.

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domingo, agosto 23, 2015

Balada do Café Triste


CARSON McCULLERS
trad. Cabral do Nascimento
capa de Infante do Carmo

Lisboa, 1959
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,5 cm x 14,3 cm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

«Escrita em 1951, esta novela foi considerada por Tennessee Williams como uma das obras-primas em prosa da língua inglesa. E Graham Green, com a usual ironia, comparava-a a Faulkner: “Prefiro Miss McCullers a Faulkner porque escreve com mais clareza; prefiro-a a D. H. Lawrence porque não tem mensagem.” A sucinta obra de Carson McCullers descreve um mundo solitário e marginal, onde se entra sem aviso prévio [...]» (Luísa Costa Gomes, et alii, Contos Contigo, IPLB, Lisboa, 2002)

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Coração, Solitário Caçador


CARSON McCULLERS

trad. e pref. José Rodrigues Miguéis
capa de Infante do Carmo

Lisboa, 1958
Estúdios Cor
1.ª edição
195 mm x 147 mm
392 págs.
colecção dirigida por Nataniel Costa
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do prefácio de Rodrigues Miguéis:
«[...] combinação de interiorismo e objectividade, de sensibilidade e realismo, a identificação na despersonalização, e a aptidão a usar a linguagem em função dos caracteres, são os traços que eu estimaria ter posto em relevo. Se alguma coisa pudéssemos aprender (mas só aprendemos o que já sabemos) era para essa lição que eu desejaria chamar as atenções dos fáceis improvisadores de novidade. [...]»

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A Abadia do Pesadelo


T.[HOMAS] L.[OVE] PEACOCK
trad., prefácio e notas Jorge de Sena
capa do pintor Figueiredo Sobral


Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
XXIV págs. + 160 págs.
composto manualmente em elzevir na mítica Tipografia Ideal
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma sátira em torno da figura do poeta romântico Shelley. O culto Prefácio do poeta Jorge de Sena, não só contextualiza historicamente as ideias em confronto, como nos “ensina a ler” a obra traduzida.
Num outro plano, fica aqui uma chamada de atenção para a incontornável necessidade, ao estudar um escritor pela obra própria, de ir também estudar o seu serviço literário prestado a outrem através de traduções. É matéria obrigatória numa bibliografia que se preze. Basta lembrar, por exemplo, Damião de Góis pela sua tradução de Da Velhice de Marco Túlio Cícero...

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terça-feira, agosto 18, 2015

Tanoaria e Vasilhame


JOSÉ CALDAS NOBRE DA VEIGA

Lisboa, 1954
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
20,3 cm x 14,8 cm
264 págs.
ilustrado
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Arte da madeira indispensável ao acondicionamento e preservação do vinho, a tanoaria é aqui abordada do ponto de vista do seu fabrico profissional.

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O Solar do Velho Porto



Lisboa, 1946
[s.i.]
[1.ª edição]
25,7 cm x 19,2 cm
20 págs.
subtítulo: Lista de vinhos, 1946
folheto impresso a duas cores sobre papel superior, com acabamento sem costura nem agrafo, fólios encasados e rematados por cordão de seda
exemplar muito estimado com sinais de antigo vinco; miolo limpo e fresco, encontrando-se ocasionais sublinhados nas rubricas Retinto, Tinto, Tinto aloirado, Aloirado, Aloirado claro e Branco
peça de colecção
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do preçário de serviço à sala e ao bar do, ainda hoje, tradicional Solar do Vinho do Porto. É muito interessante ler-se as três páginas de texto explicativo de características e pressupostos no tratamento daquilo que os clientes ali procuram. No mais, temos aí detalhado elenco das espécies e respectivas adegas fornecedoras, com preços por garrafa ou cálice.

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A Colocação do Vinho do Porto no Mercado Norte-Americano


AGUEDO DE OLIVEIRA, doutor

Lisboa, 1956
Empresa do «Jornal do Comércio e das Colónias»
[1.ª edição]
22,4 cm x 13,2 cm
24 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Elementos para a busca de novos mercados para o produto nacional. O autor, de seu nome completo Artur Águedo de Oliveira, foi funcionário do regime fascista, desde vice-presidente do Tribunal de Contas, entre 1930 e 1948, a ministro das Finanças, entre 1950 e 1955.

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O Vinho do Pôrto


JOSÉ JOAQUIM DA COSTA LIMA

Lisboa, 1936
Edição do Instituto do Vinho do Porto
1.ª edição
23,8 cm x 16,7 cm
32 págs. + 1 desdobrável em extra-texto + 10 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
imagens impressas em rotogravura
corpo do texto impresso a duas cores sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante monografia vinícula, em que se divulga quer o tratamento e colheita da vinha e da uva, quer o processamento desta última, quer recomendações para a posterior conservação do vinho.

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O Vinho do Porto


JOSÉ JOAQUIM DA COSTA LIMA

Lisboa, 1956
Edição do Instituto do Vinho do Porto
[3.ª edição]
24 cm x 16,8 cm
42 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
profusamente ilustrado
corpo do texto impresso a duas cores sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Velho Porto



[ANÓNIMO]
ilustr. Carlos Carneiro

Lisboa, 1954
Instituto do Vinho do Porto
s.i. (reedição) [edição original em 1940]
16,1 cm x 11,9 cm
16 págs.
profusamente ilustrado a cores
impresso sobre papel superior, acabamento com um ponto em arame e cordão de seda entrançado
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante que, segundo o anónimo redactor deste folheto promocional, entre os momentos históricos representativos da presença do vinho do Porto, como a batalha de Trafalgar ou a «terna intimidade de Napoleão e Josefina», seja de ainda notar ter «[estado] nos Jogos Olímpicos de Berlim»...

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domingo, agosto 16, 2015

Panegirico | na Eleiçam | do | Summo Pontifice | Innocencio XIII



CONDE DA ERICEIRA [FRANCISCO XAVIER DE MENEZES]

s.l. [Lisboa], 1721
s.i. [Academia Real da História Portuguesa]
1.ª edição
32,6 cm x 22,9 cm
46 págs. (não num.)
capa primitiva espelhada sobre encadernação recente, são visíveis resquícios da gravação original a ouro
por aparar, folhas-de-guarda de origem
exemplar estimado; miolo limpo, papel sonante com boas margens, restauros discretos em ocasionais vestígios de xilófago
assinatura de posse antiga do Conde de Caparica
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859):
«D. Francisco Xavier de Menezes, 4.º Conde da Ericeira (e não terceiro, como por um dos seus costumados descuidos escreveu José Maria da Costa e Silva no Ensaio Biog. Crit. [...]) e Senhor da casa do Louriçal, Commendador de varias Ordens, Deputado da Junta dos Tres Estados, Conselheiro de guerra, Sargento-mór de batalha, Mestre de Campo general, Academico e Director da Acad. R. da Hist. Portugueza, Socio da Sociedade Real de Londres, da Arcadia de Roma, da Acad. Portugueza e Latina, Presidente da dos Generosos, etc., etc. – N. em Lisboa a 29 de Janeiro de 1673, sendo filho de D. Luiz de Menezes [...], 3.º conde da Ericeira, e da condessa D. Joanna Josepha de Menezes [...]. Passou no estado de total cegueira os ultimos annos de sua vida, e m. a 21 de Dezembro de 1743. [...]
Entre a vastíssima oferta de obras que escreveu, conta-se o poema heróico Henriqueida, do mesmo ano que o vertente panegírico, acerca do qual Inocêncio dá a seguinte notícia (ibidem):
«[...] O poema, considerado litterariamente, é obra de merito mediocre, na opinião dos criticos, apezar da summa diligencia com que o auctor pretendeu reduzi-lo ás regras e preceitos epicos, de que era perfeito sabedor. O que lhe faltava unicamente era genio e gosto. Entretanto, ninguem negará que a linguagem é pura e correcta, como o são todas as obras do conde, que foi de certo um dos melhores escriptores do seu tempo. [...]
Poucos homens gosaram no seu tempo de maior reputação litteraria que este conde da Ericeira: o que não obstou a que o critico Luis Antonio Verney fizesse d’elle em 1746 o juizo seguinte, que talvez se não affasta muito da verdade: “Era homem erudito, mas ignorava totalmente aquillo a que chamam modo, methodo e criterio. Com tanto que falasse muito, não lhe importava se dizia bem. Para ostentar o que sabia, carregava as suas pinturas com tantos ornamentos, e doutrina, que chegavam a parecer ridiculas.” [...].»

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sexta-feira, agosto 07, 2015

O Ribatejo na Vida de Camões e na Obra de Fialho


VIRGÍLIO ARRUDA
prefácio de Francisco Câncio

Santarém, 1973
Junta Distrital de Santarém
1.ª edição
24,4 cm x 17,5 cm
XXIV págs. + 248 págs.
subtítulo: A propósito de algumas palavras ditas em Lisboa, na Casa do Ribatejo, na noite de 13 de Novembro de 1972
profusamente ilustrado
exemplar bem conservado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma cultíssima leitura de dois escritores de referência, num arco voltaico que liga o século XVI ao XIX. Arruda sublinha, no legado literário deles, o ascendente do lugar, das gentes e da paisagem ribatejanos.

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quarta-feira, agosto 05, 2015

Conferências e Mais Dizeres


FERNANDO EMYGDIO DA SILVA

Lisboa, 1963, 1964, 1966 e 1975
[ed. Autor]
1.ª edição (todos os vols.)
5 volumes (completo)
21,7 cm x 15,5 cm
[XXXII págs. + 368 págs.] + 400 págs. + 448 págs. + 428 págs. + [588 págs. + 1 folha em extra-texto]
exemplares muito estimados; miolo limpo
valorizados pelas dedicatórias manuscritas do Autor nos dois volumes III e IV
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

De Fernando Emygdio da Silva, filho de Manuel Emygdio da Silva, se reúnem nestes volumes intervenções públicas de incontornável interesse histórico.

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Esta Palavra Lisboa...


FERNANDO EMYGDIO DA SILVA

Lisboa, 1945
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
25,3 cm x 18,6 cm
30 págs.
exemplar estimado, sinais de antigas etiquetas nos topos da lombada; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência lida nas comemorações do 797.º aniversário da conquista de Lisboa aos mouros.

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Cousas & Lousas


MANUEL EMYGDIO DA SILVA (L. MANO)

Lisboa, 1958
Edição Comemorativa do Centenário do Nascimento do Autor
1.ª edição
2 volumes (completo)
21,8 cm x 15,2 cm
[XXVIII págs. + 1 folha em extra-texto + 352 págs.] + [2 págs. + 520 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulo: Crónicas (1903-1910)
exemplares muito estimados; miolo limpo, com as habituais manchas nas folhas confinantes ao papel couché dos extra-textos
valorizados pela dedicatória do promotor da homenagem, Luís António de Carvalho Viegas, administrador-delegado do Jardim Zoológico e de Aclimação
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Deputado pelo Partido Progressista em 1900, escritor e jornalista, mas também profissionalmente ligado à direcção e destinos dos caminhos-de-ferro em Portugal, assim como aos do Jardim Zoológico. Caberá ao seu filho, Fernando Emygdio da Silva (1886-1972), outro interessado promotor deste espaço, legar-nos a respectiva história.

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terça-feira, agosto 04, 2015

Macandumba


JOSÉ LUANDINO VIEIRA
capa de António P. Domingues

Lisboa, 1978
Edições 70
1.ª edição
20 cm x 13,9 cm
204 págs.
exemplar estimado, pequenas esfoladelas na capa; miolo limpo
carimbo de Oferta do Editor no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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No Antigamente na Vida


JOSÉ LUANDINO VIEIRA

Lisboa, Maio de 1974
Edições 70
1.ª edição
18 cm x 12,5 cm
224 págs.
subtítulo: Estórias
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Luandino Vieira, para além das perseguições policiais que a ordem fascista de Salazar lhe moveu, e, por consequência, tortura e prisão, é para o mundo literário o melhor representante da inscrição da oralidade crioula angolana – precisamente, a fala quibundo dos musseques periféricos a Luanda – na matriz da língua portuguesa. Podemos até, sem exagero, compará-lo ao grande escritor brasileiro João Guimarães Rosa: o vertente livro é disso exemplo.

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segunda-feira, agosto 03, 2015

Mulher Perdida

 

CAMPOS LIMA

Lisboa, 1928
Edições Spartacus
1.ª edição
18,8 cm x 12,9 cm
266 págs.
subtítulo da série: Via Dolorosa (Aspectos da vida social contemporanea)
encadernação modesta de amador inteira em papel gofrado com muito sóbria gravação a ouro na lombada
aparado, conserva a capa anterior de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Evangelista de Campos Lima (1877-1956), «[...] Bem jovem, fora tocado pelas injustiças sociais e percebeu a desigualdade e aos 17 anos, já em Coimbra, entra num comício de trabalhadores no bairro dos Olivais, discursando ao lado dos precursores do movimento operário em Portugal, Ernesto da Silva e Azedo Gneco. Aos 20 anos matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, de onde foi expulso em 1907, no mesmo ano em que se formara advogado, o que o impediu de doutorar-se. A sua expulsão decorreu da sua participação na greve académica naquele ano, contra o ditador João Franco. [...] Como escritor anarquista foi dos mais produtivos e dos mais modestos, e como advogado defendeu heroicamente os trabalhadores e os anarquistas presos por delitos de opinião. Para melhor semear as suas ideias, divulgar os seus pensamentos o anarquista e advogado dos trabalhadores perseguidos fundou e dirigiu a Editora Spartacus, que publicou obras de real valor, como A História do Movimento Maknovista de Pedro Archinoff, em 1925. [...] Como escritor, em verso e prosa, é vasta e variada a sua obra [...].» (Fonte: Ernesto Rodrigues, A Oposição Libertária em Portugal 1939-1974, Sementeira, Lisboa, 1982)

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domingo, agosto 02, 2015

English Folk Songs


CECIL J. SHARP

Londres, 1959
Novello and Company Limited
«Centenary Edition» [1.ª edição em 1 volume]
25 cm x 19,5 cm
XXVIII págs. + 116 págs. + XIX págs. + 134 págs.
subtítulo: Collected and arranged with pianoforte accompaniment [...] Songs and ballads volumes I & II
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro na lombada, sobrecapa impressa, corte carminado à cabeça
exemplar estimado, sobrecapa com pequenos restauros; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cecil James Sharp (1859-1924), compositor e professor de música, deve-se-lhe a mais magnífica compilação de temas folclóricos tradicionais anglo-saxónicos. A vertente obra reúne notação musical e versos de uma centena escolhida a partir de um acervo com quase cinco mil canções e temas de dança populares.

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sábado, agosto 01, 2015

Marçalazar


ARTUR PORTELA FILHO
capa de Luiz Duran

Lisboa, 1977
Moraes Editores
1.ª edição
20,2 cm x 14 cm
156 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um romance “real” à volta das «[...] atribulações da adaptação político-evolutiva de algumas conhecidas figuras e instituições da continuidade marçalazarista [...]» (da nota de contracapa). Uma história, em suma, dos vira-casacas.

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Páscoa Feliz


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1965
Editorial Estúdios Cor, Lda.
3.ª edição
18,7 cm x 13,6 cm
184 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, julho 28, 2015

De la Propriété



A. [ADOLPHE] THIERS

Paris, 1849 [aliás, 1848]
Paulin, Lheureux et Cie, Éditeurs
«édition populaire a un franc» [1.ª edição]
16,5 cm x 11,3 cm
4 págs. + IV págs. + 388 págs.
subtítulo: Publiée sous les auspices du Comité Central de l’Association pour la Défense du Travail National
bonita encadernação antiga em meia-inglesa com invulgar gravação a ouro na lombada
aparado, corte carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Afonso Lucas
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Adolphe Thiers (1797-1877), responsável pelo cerco e esmagamento da Comuna de Paris em 1871, foi, na sequência do sucedido, eleito presidente da República, cargo que aceitou na esperança de um regresso a um regime de monarquia constitucional. Teve no anarquista Pierre-Joseph Proudhon o seu inimigo de estimação, e são mesmo as posições teóricas do livro deste último Qu’Est-ce que la Propriété?, publicado em 1840, o principal motivo aqui contraditado por Thiers.

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segunda-feira, julho 27, 2015

O Sonho do Tio


FÉDOR DOSTOIEWSKY
trad. Domingos Monteiro
capa de João [Carlos]

Lisboa, s.d. [1942]
Editorial «Gleba», L.da
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
192 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do tradutor:
«[...] circunstância curiosa que acompanha a elaboração do Sonho do Tio é ter sido escrito êste livro ao mesmo tempo que preparava o material necessário para a redacção de uma das suas obras fundamentais e porventura a mais sombria de tôdas: Recordação da Casa dos Mortos. De facto, êle passara 4 anos num presídio siberiano, sujeito, entre outras, à tortura de não poder ler nem escrever, isto depois de ter sido condenado à morte (como é sabido, a sentença só foi suspensa quando êle se encontrava já em frente do pelotão de execução) [...]»
E se a Casa dos Mortos vai ser povoada por alguns dos mais sinistros personagens da literatura ocidental, já O Sonho do Tio não passou de um incontornável exercício literário preparatório para a grande obra negra, não por acaso escrito num registo de comédia.

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sexta-feira, julho 24, 2015

poesía – Revista Ilustrada de Información Poética


Madrid, n.º 7-8, Maio de 1995
dir. Gonzalo Armero
Ediciones Siruela / Ministerio de Cultura
2.ª edição [1.ª ed., 1980]
[número duplo especial dedicado a Fernando Pessoa]
título: Fernando Pessoa en Palabras y en Imágenes
27 cm x 21 cm (formato de álbum)
268 págs.
profusamente ilustrada
exemplar como novo sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Com selecção de textos, tradução e notas de José Antonio Llardent, trata-se de uma notável e diversificada apresentação do poeta no estrangeiro. Para além da representativa antologia, uma boa articulação das imagens reproduzidas com a cronologia bio-bibliográfica na abertura do volume, uma correcta inserção de comentários de escritores e estudiosos, etc. E para aqueles que queiram abalançar-se a visitar os lugares “de culto” onde o poeta viveu ou frequentou, uma planta da cidade de Lisboa devidamente assinalada, seguida das reproduções fotográficas desses locais, constituem precioso auxílio.

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