JOSÉ MOREIRA CAMPOS,
comandante
Lisboa, 1946
Editorial de Marinha
1.ª edição
205 mm x 139 mm
XIV págs. + 176 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e
portes incluídos)
Trata-se de «[...] vários quadros de história naval que
exerceram grande influência na marcha da Humanidade [...]» (do Prefácio do
autor), contados em jeito de aventura, tendo em vista animar o espírito dos
jovens para ingressarem na Marinha. «[...] O corso veio da pirataria, como as
guerras justas sobre a terra resultaram da necessidade de defesa contra os
ladrões [...]», diz-nos o comandante Moreira Campos, e é neste sentido que
inclui o nosso Afonso de Albuquerque (ainda hoje temido e odiado entre alguma população
etíope) num rol de bandidos natos, que ele tenta ressalvar dos actos
sanguinários de que foram instigadores e protagonistas. Enfim, temos pois um
estranho ponto de vista da “marcha da Humanidade”, que deverá ser lido sempre
tendo em mente, não a gloriosa embófia do invasor, mas a humilhação dos povos
conquistados, violados, saqueados, etc., etc.
O comandante da Marinha José Moreira Campos (1898-1967), republicano
histórico, mais tarde opositor ao salazarismo, sempre defendeu a integridade do
património ultramarino.
