domingo, julho 20, 2025

O Deserto


MANUEL RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1922]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
180 mm x 121 mm
256 págs.
modesta encadernação de amador inteira em papel encerado gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Anna d'Orey Bobone
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicado em 1922, antecede tematicamente A Ressurreição (1923). A sua influência estética directa foi o romantismo pesado de Joris-Karl Huysmans, acrescido de um messianismo ibérico medievalesco, que lhe mereceu os elogios do reaccionário António Sardinha. Ribeiro satisfaz todos os pressupostos do programa de ressurgimento cristão, que teria na recatada vida conventual o seu Paraíso não comprometedor com as violentas lutas sociais em que o operariado português, ao tomar consciência de si, vinha estando envolvido. Manuel Ribeiro abandonava, assim, lutas em que anteriormente se envolvera e o haviam levado à prisão, com a ilusória “boa consciência” do arrependimento beato.

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As Maçãs de Orestes


NATÁLIA CORREIA
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição (nesta forma antológica)
182 mm x 110 mm
128 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de uma escolha de poemas vindos dos seus livros originais Dimensão Encontrada, Passaporte, Cântico do País Emerso, O Vinho e a Lira e Mátria, assim como três significativos inéditos. Da sua criação literária dizem Virgílio Martinho e Ernesto Sampaio, organizadores da Antologia do Humor Negro (Edições «Afrodite» de Fernando Ribeiro de Melo, Lisboa, 1969):
«[...] Poetisa que entende a poesia como “substância mágica desorbitada da sua funcionalidade primitiva”, como meio de aprofundar o mistério da vida e de recriar o mundo, desmistifica na sua obra as solicitações do espírito tendentes a des-sexualizar um universo inteiramente erotizado, a substituir o objecto e o desejo que o descobre por uma espécie de oração inarticulada às Ausências perfeitas, de fuga à terra ou voo nos espaços abstractos de um absoluto improvável. A poesia de Natália Correia, bem terrena e carnal, caracteriza-se assim por um deslumbramento perante a força prodigiosa do Eros na síntese e conciliação de todos os contrários, na plena humanização da vida. [...]»

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quinta-feira, julho 17, 2025

Histórias de Amor

 


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Paulo Condez, e Sónia Oliveira


Lisboa, 2008
Edições Nelson de Matos
2.ª edição
210 mm x 135 mm
192 págs.
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido pela censura salazarista – e não era o primeiro que Cardoso Pires via fora do mercado –, aqui republicado condignamente apenas dez anos após a morte do escritor, a que o editor Nelson de Matos juntou, ao texto integral, a carta-protesto de imediato dirigida por Cardoso Pires ao director dos Serviços de Censura.
Da nota editorial:
«[…] Tendo sido possível utilizar o exemplar onde estão sublinhadas a lápis azul as partes do texto que motivaram a fúria do Censor e a apreensão da edição, indicam-se nesta edição esses sublinhados, mediante a sobreposição de uma rede de cinzento sobre o texto original, mantido sem cortes. […]»

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terça-feira, julho 15, 2025

Uma Mulher Ciumenta

 

JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1933
s.i. [ed. autor?]
1.ª edição
190 mm x 138 mm
222 págs. [aliás, 220 págs.]
ilustrado com dez capitulares desenhadas e quinze cromos colados ao longo do miolo
exemplar estimado, capa com falhas de papel; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
é o n.º 284 de uma tiragem especial não declarada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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João Penha

 


ALBERTO PIMENTEL

Braga, 1893 [aliás, 1894]
Livraria Escolar de Cruz & C.ª
1.ª edição
163 mm x 111 mm
64 págs.
título genérico: Poetas do Minho
exemplar com a capa envelhecida, pequenas falhas de papel na lombada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Algumas Notas sôbre a Estética de João Penha

 


ÁLVARO JÚLIO DA COSTA PIMPÃO

Coimbra, 1939
Universidade de Coimbra – Faculdade de Letras (separata da Biblos)
1.ª edição
261 mm x 190 mm
46 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Com uma Antologia de versos da Fôlha, bio-bibliografia, e reprodução de um documento autógrafo
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO HISTORIADOR DAMIÃO PERES
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Canto do Cysne


JOÃO PENHA
pref. Albino Forjaz de Sampaio


Paris-Lisboa, 1923
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição
179 mm x 120 mm
XXIV págs. + 184 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O volume, obra póstuma, é formado por duas partes distintas, uma em Verso e outra em Prosa.

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Rimas [junto com] Ultimas Rimas

 



JOÃO PENHA

Lisboa, 1882 | Porto, 1919
Avelino Fernandes & C.ª Editores | Edição da Renascença Portuguesa
2.ª e 1.ª edições
[180 mm x 115 mm] + [164 mm x 120 mm]
[6 págs. + 176 págs.] + 248 págs.
títulos incluídos: [a] Vinho e FelViolão NocturnoOnofreLyra de Pangloss; [b] Musa Que Não RiPara CrentesVinhetas e AquarellasRosario EspiritualAo Fogão
[a] encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a bronze nas pastas e na lombada; [b] brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício do primeiro volume
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição das Rimas não referida por Maria Amália Ortiz da Fonseca na Introdução ao Estudo de João Penha (Portugália Editora, Lisboa, 1963). Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[...] A sua poesia, de índole satírica e humor rabelaisiano, é declaradamente anti-romântica. O seu lirismo é quase uma auto-ironia que mal esconde um amargo e profundo desencanto, ferozmente disfarçado de mordacidade e cinismo. [...]»

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Viagem por Terra ao Paiz dos Sonhos

 

JOÃO PENHA

Porto, 1898
Livraria Chardron de Lello & Irmão, Editores
1.ª edição
190 mm x 123 mm
248 págs.
exemplar com a capa envelhecida, restauro na lombada; miolo limpo
ostenta colado na folha de cortina do Prefácio um ex-libris não identificado
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Senhor Sete

 


TRINDADE COELHO
org., pref. e notas de Augusto da Costa Dias
capa e grafismo de João da Câmara Leme


Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
194 mm x 131 mm
320 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Dispersos folclóricos e de doutrina literária
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, julho 14, 2025

Selecções Alibi – Antologia dos Melhores Contos Policiais

 



dir., org. e notas de H. Ips & Macofi
capas de Machado da Costa
Lisboa, 1950
Publicações Alibi
1.ª edição [única]
3 números (completo)
214 mm x 149 mm
[2 x 80 págs.] + 72 págs.
ilustrados
exemplares estimados, o terceiro apresenta o canto inferior esquerdo esfolado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

É bem possível que, entre as dúzias de pseudónimos do prolífico escritor anarquista Mário Domingues (1899-1977), estes H. Ips & Macofi sejam mais uma sua personalidade ficcional. De qualquer maneira, o seu nome consta claramente no terceiro número, um volume exclusivo de autores portugueses. Após dois números constituídos por nomes como Edgar Allan Poe, Agatha Christie, Ellery Queen, etc., é a vez dos portugueses Reinaldo Ferreira (Repórter X), Ferreira de Castro, Eduardo Frias, José da Natividade Gaspar, Francisco A. Branco e o já referido Domingues.
Quanto à vertente colecção, encontramo-la muito superficialmente referida nos catálogos O Caso Policial Português – Literatura Policial (Câmara Municipal de Lisboa, 1998) e Crime e Castigo – Ilustração na Literatura Policial Portuguesa, de Jorge Silva (Câmara Municipal de Almada, 2019). Curiosamente, os volumes 2 e 3 encontram-se catalogados no Centro de Documentação da Polícia Judiciária…

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Novela Para Todos




Lisboa, 1 de Abril a Agosto de 1929
Edições SCPTP – Sociedade Comercial Portuguesa de Publicações e Telegrafia, Ld.
1.ª edição
7 fascículos enc. em 1 volume (completo)
241 mm x 178 mm
7 x 40 págs.
profusamente ilustrado
belíssima encadernação moderna inteira em seda com o título bordado
pouco aparados
incluem todas as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma «publicação quinzenal de novelas», e basta ler a lista dos colaboradores para que se tenha uma ideia da importância literária deste periódico: entre muitos outros, Américo Durão, Armando Ferreira, Fidelino de Figueiredo, Bourbon e Meneses, Diana de Lis, Mário Domingues, Assis Esperança, Augusto Ferreira Gomes, Sara Beirão, Norberto de Araújo, Nogueira de Brito, Reinaldo Ferreira (Repórter X), Virgínia Lopes de Mendonça, etc. Entre os ilustradores, sobressai o nome de Roberto Nobre.

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Aurora – Revista Mensal de Sociologia, Sciência e Arte

 

dir. Abílio Ribeiro
Porto, Setembro de 1929 a Outubro de 1930
ed. Fernando Barros
14 números (completo)
270 mm x 192 mm (estojo)
272 págs. (num. contínua: Ano I) + 36 págs. (num. contínua: Ano II)
acabamento com um ponto em arame
fascículos acondicionados em estojo próprio de fábrica recente revestido a tela negra
exemplares muito estimados; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
290,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista «[…] de tendência anarquista […]. Nas suas páginas são apresentados textos doutrinários de teóricos do anarquismo, entre eles Malatesta e Bakunine. No último número, o 14, Leon Trotsky denuncia as prepotências e as perseguições de Staline. Apresenta uma feição pedagógica, bem como os temas que são proverbiais nas publicações libertárias. […] Principais colaboradores: Ernesto Gil, João Grave e João Serra.»
(Fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), Grifo, Lisboa 1996)

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Do Tempo e da História

 

dir. Virgínia Rau
secret. Jorge Borges de Macedo
Lisboa, 1965-1968-1970-1971-1972
Instituto de Alta Cultura – Centro de Estudos Históricos
1.ª edição
5 volumes (completo)
240 mm x 172 mm
[220 págs. + 1 desdobrável (mapa)] + 178 págs. + [202 págs. + 10 págs. em extra-texto + 7 desdobráveis em extra-texto] + [244 págs. + 1 folha em extra-texto + 2 desdobráveis em extra-texto (mapas)] + [268 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto + 4 folhas em extra-texto]
ilustrados
capas impressas frente e verso
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[…] Do Tempo e da História foi uma revista com uma vasta abrangência temática, acolhendo um conjunto total de trinta e quatro estudos científicos e vinte notas bibliográficas que têm como denominador comum um método historiográfico e a incidência na história medieval e moderna de Portugal.
No periódico […] foram publicados os resultados das investigações individuais e colectivas dos seus colaboradores e de autores estrangeiros, associadas às três principais linhas de pesquisa [do ref. Centro de Estudos Históricos]: a história das estruturas da sociedade, a demografia histórica e a história da diplomacia e das relações externas portuguesas.
Reúne textos em língua portuguesa e francesa relativos sobretudo ao período entre os séculos XIII a XVIII, recebendo maior destaque as problemáticas ligadas ao monaquismo e a instituições eclesiásticas, à economia e ao comércio dos descobrimentos e da expansão portuguesa, à história intelectual de Quatrocentos, aos estudos antroponímicos e à teoria política e económica seiscentista. As secções de notas bibliográficas revestem-se de variedade centrífuga, sendo alvo de comentário crítico diversas monografias de autores espanhóis, italianos, franceses e ingleses. […]»
(Fonte: página electrónica do Centro de História da Universidade de Lisboa)
Entre os autores participantes com estudos, são de sublinhar, para além de Virgínia Rau, nomes como os de José Mattoso, Martim de Albuquerque, Isaías da Rosa Pereira, etc.

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domingo, julho 13, 2025

A Cabana do Tio Thomaz ou a Vida dos Negros na America

 

HARRIET BEECHER STOWE, Mistriss
trad. e pref. A. Urbano

Lisboa, 1853
Typographia Urbanense
«2.ª Edição da Galeria Litteraria. Publicação de A. U. [Urbano] Pereira de Castro»
225 mm x 150 mm
272 págs.
texto impresso a duas colunas
luxuosa encadernação inteira em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada, nervuras pespontadas a ouro
aparado e carminado somente à cabeça, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
1.200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira tradução do clássico do anti-esclavagismo que Harriet Beecher Stowe (1811-1896) publicara nos Estados Unidos, em folhetins, entre 1851 e 1852. Segundo
José Vítor Malheiros (Público, 2005, 18 de Janeiro), volvida uma década sobre a publicação, «Em 1861, nas vésperas da Guerra Civil Americana (1861-1865), a autora era a mais famosa escritora do mundo e o livro atingia uns fabulosos 4,5 milhões exemplares vendidos – um número tanto mais espantoso quanto muitos dos estados do Sul dos Estados Unidos o tinham proibido, quanto havia contra ele uma intensa campanha política e os cinco milhões de escravos que integravam os 32 milhões de americanos de então eram praticamente todos analfabetos. Havia um exemplar de “A Cabana do Pai Tomás” em cada família americana não militantemente esclavagista, o que o tornava o livro mais difundido depois da Bíblia, da qual era companheiro de estante frequente. […]»

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A Cabana do Pai Tomás


HARRIET BEECHER STOWE
trad. Leyguarda Ferreira
pref. Gentil Marques

Lisboa, 1963
Livraria Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
5.ª edição
191 mm x 124 mm
320 págs.
exemplar como novo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra-prima do abolicionismo, antecede de perto, motivando-a, a guerra civil entre o norte e o sul nos Estados Unidos.

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Revoada de Musas

 

JÚLIO DANTAS

Lisboa, 1965
Portugália Editora
1.ª edição (livro póstumo)
202 mm x 139 mm
220 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: As mulheres na vida dos homens célebres
ilustrado com o retrato do autor
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Vida Misteriosa das Palavras

 

GOMES MONTEIRO
COSTA LEÃO


Lisboa, 1944
Portugália Editora
1.ª edição
196 mm x 127 mm
224 págs.
subtítulo: Origem e explicação de modismos, dizeres comuns e frases-feitas
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 11, 2025

Três Poemas


FERNANDO GUIMARÃES 

Lisboa, 1975
Iniciativas Editoriais
1.ª edição (reunida)
178 mm x 132 mm
72 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de dois livros anteriores, há muito esgotados, do poeta e ensaísta Fernando Guimarães (1928-2025), e de um vasto núcleo de dispersos por jornais ou antologias.

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Linguagem e Ideologia


FERNANDO GUIMARÃES
nota de Óscar Lopes (badanas)
grafismo de Armando Alves

Porto, 1972
Editorial Inova
1.ª edição
195 mm x 138 mm
204 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de Óscar Lopes:
«[...] a linguagem não é absolutamente uma, e muito menos uma coisa ao lado das coisas. [...] Qualquer fala se situa como resposta, qualquer frase funciona como paráfrase de outra frase: quem fala localiza sempre uma ilha, que se diz eu, ou nós, ou isto, ou aqui, ou assim, ou agora, no centro provisório de um horizonte que, na sua máxima objectividade científica actual, nos aparece balizado por um espaço métrico a 4 dimensões e por uma dada interdependência histórica, e sujeita a crises, de forças produtivas e de relações de produção. Cada texto, ou estilo, poético irrompe como uma das tais ilhas, constitui-se como unidade de um sujeito que se não identifica como pura individualidade biológica, psicológica, civil ou idiomática, porque tanto se diz eu como agora, tanto se diz aqui como o nós implícito de dada classe social em dado momento. E a crítica, ou hermenêutica, literária, para ser isso e não poesia passada ao coador, é a paráfrase dialéctica [...] de um texto poético resultante da tensão permanente entre as evidências dessa subjectividade (as dos respectivos objectos intencionais) e as evidências da objectividade científica, e ainda as da prática ideològicamente articulada, a que também ninguém foge. [...]»

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quinta-feira, julho 10, 2025

Três Peças em Um Acto

 

JOSÉ RÉGIO

Lisboa, 1957
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 130 mm
120 págs.
títulos incluídos: Três Máscaras – fantasia dramática; O Meu Caso – farsa; Mário ou Eu Próprio – O Outro – episódio tragicómico
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, julho 09, 2025

Daquèm e Dalèm Alma

 

FERNANDA DE CASTRO
capa de [Bernardo] Marques

Lisboa, 1935
Editorial Império
2.ª edição
196 mm x 136 mm
124 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Opiniões Que o DL Teve

 

JOSÉ SARAMAGO
capa de Lucília Louro
grafismo de Acácio Santos

Lisboa, Janeiro de 1974
Empresa de Publicidade Seara Nova, S.A.R.L.
1.ª edição (em livro)
184 mm x 114 mm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo com orelhas nas págs. 37 e 155, sublinhado lateral na pág. 36, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR LUIZ PACHECO E DATAÇÃO DE 1985
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pela data tardia a que Luiz Pacheco terá chegado ao conhecimento do vertente livro de José Saramago, e pela irrelevância do sublinhado na referida página, ficamos com uma ideia da irrelevância de muitas das opiniões do escritor “maldito” Luiz Pacheco, hoje tão apreciado por uma geração de indigentes críticos.

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Vacances avec Salazar




CHRISTINE GARNIER
fotografias de Bret Koch e [António Rosa] Casaco

Paris, 29 de Fevereiro, 1952
Bernard Grasset, Éditeur
1.ª edição
tiragem privada em papel Japão Imperial
242 mm x 163 mm
254 págs. + 12 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
encadernação luxuosa da época (assinada pelo encadernador Victor Santos), inteira em pele com nervuras, gravada a ouro em ambas as pastas, na lombada e nas seixas; aparado e carminado à cabeça, conservando por aparar todo o plano de entrada na máquina de impressão; mantém as capas de brochura
a vinheta na lombada representa a Fénix
exemplar como novo
É O EXEMPLAR N.º I DE UMA TIRAGEM ESPECIAL FORA DO MERCADO, DE APENAS OITO, TENDO O VERTENTE SIDO IMPRESSO «SPÉCIALEMENT POUR: SON EXCELLENCE LE GÉNÉRAL CRAVEIRO LOPES, PRÉSIDENT DE LA RÉPUBLIQUE PORTUGAISE»
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

No memorial de Antónia Maria Pereira, Parceria A. M. Pereira – Crónica de Uma Dinastia Livreira (Pandora Edições, Lisboa, 1998), recorda essa descendente do fundador a circunstância em que Salazar “entra” na editora que foi a casa portuguesa designada para a edição nacional da obra em referência:
«[...] A mulher de AMP, Maria Helena, tem um sentido mais prático da vida e resolve, ela própria, pedir ajuda ao Chefe de Governo em carta manuscrita onde invoca a sua condição de esposa de AMP, católica praticante e mãe de quatro filhos e comunica a impossibilidade de concretização do desejo manifestado por Sua Excelência de manutenção da casa centenária dentro da mesma família, pois a livraria irá ser vendida a uma editora estrangeira – possibilidade verídica – devido a uma inaguentável situação financeira. Salazar não responde, mas ordena que a CNE – Companhia Nacional Editora, pertença do Estado, adquira, de imediato, as quotas de familiares sócios de AMP, proceda ao saneamento financeiro da empresa, para, depois, as mesmas serem readquiridas e tudo ficar dentro da mesma família. AMP, se já venerava o estadista, passa a adorá-lo e, qual crente a quem é concedida a graça de estar perante o seu Deus, não consegue sequer ir pessoalmente agradecer a benesse, pois teme não controlar as suas emoções perante a LUZ...
Entre as intenções e a realidade vai um abismo e AMP, depois de tanta luta e sofrimento para manter a casa, cai nesse abismo para não mais se levantar. Salazar dera ordens mas tem de que se ocupar, não pensa mais no assunto e os delegados da CNE, no bom espírito do Estado Novo, concebem o encargo como um bom “tacho”. Publica-se Férias com Salazar, da jornalista francesa Christine Garnier, com fotografias do pide António Rosa Casaco – o eventual primeiro gesto de saneamento financeiro da empresa –, e o êxito é estrondoso, cinco edições esgotam rapidamente; a sexta, porém, já não ostenta o nome da Parceria mas o da CNE... [etc., etc...]»

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Uma Mulher em Berlim


CHRISTINE GARNIER
trad. de José Saramago

capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1957
Publicações Europa-América
1.ª edição
196 mm x 141 mm
288 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A autora, jornalista basto conhecida em Portugal pelo menos desde a publicação, em 1952, do seu livro autocomplacente Férias com Salazar [Parceria António Maria Pereira, Lisboa], surge-nos aqui (traduzida pelo comunista José Saramago, e numa editora da resistência antifascista) a assinar um romance característico da cidade que a guerra dividiu.

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A Nova Geração



DIOGO PACHECO D’AMORIM

Coimbra, 1918
França & Armenio Livreiros-Editores
1.ª edição
188 mm x 122 mm
VIII págs. + 172 págs.
exemplar estimado, capa com sinais de foxing; miolo limpo, primeira e última folhas com pequenas manchas
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diogo Pacheco de Amorim (1888-1976), foi promotor activo do integralismo lusitano e das correntes de extrema-direita geradas pelo ditado de Charles Maurras, e figura ligada ao semanário católico e anti-republicano Imparcial. Com o triunfo da ditadura do Estado Novo, será um arauto do pensamento retrógrado dos seus amigos Gonçalves Cerejeira e Oliveira Salazar. A vertente obra constitui, ainda hoje!, uma referência nesses meios que pugnam pelo regresso do autoritarismo explícito.

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segunda-feira, julho 07, 2025

Cão Velho Entre Flores


BAPTISTA-BASTOS

Lisboa, 1974 [aliás, Dezembro de 1973]
Editorial Futura - Carlos & Reis, Lda.
1.ª edição
209 mm x 140 mm
192 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
rubrica de posse no ante-rosto
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura

 

BAPTISTA-BASTOS

s.l. [Lisboa], 1981
Forja
1.ª edição
210 mm x 141 mm
152 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Grande Circo

 

GERVASIO LOBATO

Lisboa, 1893
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
201 mm x 136 mm
2 págs. + 560 págs.
subtítulo: Romance da actualidade
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a ouro e negro nas pastas e na lombada
exemplar estimado, restauro nas folhas-de-guarda; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este romance constitui a melhor continuação que poderia desejar-se para Lisboa em Camisa (de 1890). Os mesmos peralvilhos da Baixa lisboeta fazem aqui também as delícias da leitura, como objectos de escárnio e maldizer.

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quarta-feira, julho 02, 2025

Cobra


HERBERTO HELDER
capa e extra-texto de Carlos Ferreiro

Lisboa, 1977
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
175 mm x 154 mm
84 págs. + 1 extra-texto colado na pág. 2
capa impressa a negro nas costas de cartolina de dupla face, com sobrecapa impressa 3 cores directas sobre kraft verde
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
1.200,00 eur (IVA e portes incluídos)

À data da publicação, porque há muito de HH não se lhe conheciam inéditos, o livro foi “devorado” dos escaparates em pouco mais de uma semana. Trata-se da irradiante obra-manifesto que veio consolidar a importância deste poeta da língua portuguesa modernizada por Mário de Sá-Carneiro / Fernando Pessoa / Almada Negreiros.

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Prémio Pessoa, 1987 / 1996




aa.vv.

[Lisboa], 1997
Expresso / Unisys
1.ª edição
327 mm x 246 mm (álbum)
120 págs.
subtítulo: Edição comemorativa dos dez anos do Prémio Pessoa
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, sobrecapa impressa
folhas-de-guarda impressas
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O grande interesse nesta publicação, que reúne fotos e entrevistas com os galardoados de uma década, reside no facto de testemunhar, num registo verdadeiramente patético, o embaraço de alguns membros do júri mais audazes quando, rumo a Cascais em demanda do nosso maior poeta, então vivo, Herberto Helder, portadores do “ouro” do Prémio Pessoa 1994, encontraram o caminho de volta na simplicidade inflexível da palavra de um pobre guardador do seu crisol: «Vocês não digam a ninguém e dêem o prémio a outro...»

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Triomphe du Baroque [catálogo]


aa.vv.

Portugal, 1991
Europália 91
1.ª edição
texto em francês
300 mm x 230 mm (álbum)
520 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume ricamente ilustrado a cor; colaborações, entre outros, de José Augusto França, Jorge Borges de Macedo, Duarte Ivo Cruz, José Augusto Alegria, Manuel Carlos de Brito, Leonor d'Orey.

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Para o Estudo do Algarve Económico Durante o Século XVI


JOAQUIM ANTERO ROMERO MAGALHÃES

Lisboa, 1970
Edições Cosmos
1.ª edição
226 mm x 170 mm
292 págs. + 1 folha em extra-texto + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da explicação inicial:
«Os estudos de história portuguesa têm-se ocupado predominantemente com os aspectos políticos do passado desprezando, ou deixando na sombra, as condições económicas que, não poucas vezes, o explicam. [...] Mas se as grandes linhas da nossa história estão hoje traçadas, ou pelo menos esboçadas, há uma falta de conhecimentos sobre a evolução da terra portuguesa através dos séculos que tende a adiar indefinidamente a construção de uma História de Portugal. [...]» Falta que Romero Magalhães vai aqui colmatar no respeitante à zona do Algarve. «[...] Assim, teremos alguns elementos da demografia e da paisagem, dos cereais, do gado, da fruta, da pesca e do sal, da “indústria”, do comércio, da estrutura económica da sociedade, e em síntese conclusiva, o Algarve no conjunto dos Algarves. [...]»

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A Viagem

 

JOÃO PALMA-FERREIRA

Lisboa, 1971
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
190 mm x 120 mm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Obscuros e Marginados


JOÃO PALMA-FERREIRA

Lisboa, 1980
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição (reunião em livro)
207 mm x 148 mm
204 págs.
subtítulo: Estudos de Cultura Portuguesa
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Em Obscuros e Marginados reúne João Palma-Ferreira alguns ensaios e estudos que tem vindo a dedicar a escritores portugueses pouco divulgados, como Pedro de Mariz, Gonçalo Fernandes Trancoso, Tomás Pinto Brandão e José Daniel Rodrigues da Costa, e ainda o autor de O Piolho Viajante, obra de sátira e de literatura de costumes [...].»

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Uma Agulha no Palheiro

 

J. D. SALINGER
trad. João Palma-Ferreira
capa de Infante do Carmo


Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
1.ª edição
218 mm x 155 mm
240 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Noites Brancas

 


DOSTOIEWSKI
trad. José Marinho
ilustr. Manuel Ribeiro de Pavia


Palmela, 1998
Contraponto [de Luiz Pacheco]
contrafacção (fac-similado da edição original na Inquérito de Emílio Guerra Salgueiro*)
164 mm x 121 mm
116 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Para além de ser uma publicação pirateada, género a que Luiz Pacheco era muito dado, nem sequer respeita a reprodução a cor do primeiro desenho de Pavia.

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Raul Brandão


JOÃO PEDRO DE ANDRADE

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
188 mm x 117 mm
340 págs. + 28 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
ostenta no ante-rosto carimbo do Grupo Desportivo A Académica da Ajuda
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio de João Pedro de Andrade (1902-1974) e breve antologia de textos de Raul Brandão.

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