MANUEL RIBEIRO
Lisboa, s.d. [1922]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
180 mm x 121 mm
256 págs.
modesta encadernação de amador inteira em papel encerado gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Anna d'Orey Bobone
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
Originalmente publicado em 1922, antecede tematicamente A Ressurreição
(1923). A sua influência estética directa foi o romantismo pesado de Joris-Karl
Huysmans, acrescido de um messianismo ibérico medievalesco, que lhe mereceu os
elogios do reaccionário António Sardinha. Ribeiro satisfaz todos os
pressupostos do programa de ressurgimento cristão, que teria na recatada vida
conventual o seu Paraíso não comprometedor com as violentas lutas sociais em
que o operariado português, ao tomar consciência de si, vinha estando
envolvido. Manuel Ribeiro abandonava, assim, lutas em que anteriormente se
envolvera e o haviam levado à prisão, com a ilusória “boa consciência” do
arrependimento beato.
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domingo, julho 20, 2025
O Deserto
As Maçãs de Orestes
capa de Fernando Felgueiras
Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição (nesta forma antológica)
182 mm x 110 mm
128 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
47,00 eur (IVA e portes incluídos)
Reunião de uma escolha de poemas vindos dos seus livros originais Dimensão Encontrada, Passaporte, Cântico do País Emerso, O Vinho e a Lira e Mátria, assim como três significativos inéditos. Da sua criação literária dizem Virgílio Martinho e Ernesto Sampaio, organizadores da Antologia do Humor Negro (Edições «Afrodite» de Fernando Ribeiro de Melo, Lisboa, 1969):
«[...] Poetisa que entende a poesia como “substância mágica desorbitada da sua funcionalidade primitiva”, como meio de aprofundar o mistério da vida e de recriar o mundo, desmistifica na sua obra as solicitações do espírito tendentes a des-sexualizar um universo inteiramente erotizado, a substituir o objecto e o desejo que o descobre por uma espécie de oração inarticulada às Ausências perfeitas, de fuga à terra ou voo nos espaços abstractos de um absoluto improvável. A poesia de Natália Correia, bem terrena e carnal, caracteriza-se assim por um deslumbramento perante a força prodigiosa do Eros na síntese e conciliação de todos os contrários, na plena humanização da vida. [...]»
quinta-feira, julho 17, 2025
Histórias de Amor
JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Paulo Condez, e Sónia Oliveira
Lisboa, 2008
Edições Nelson de Matos
2.ª edição
210 mm x 135 mm
192 págs.
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Livro proibido pela censura salazarista – e não era o primeiro que Cardoso
Pires via fora do mercado –, aqui republicado condignamente apenas dez anos
após a morte do escritor, a que o editor Nelson de Matos juntou, ao texto
integral, a carta-protesto de imediato dirigida por Cardoso Pires ao director
dos Serviços de Censura.
Da nota editorial:
«[…] Tendo sido possível utilizar o exemplar onde estão sublinhadas a lápis
azul as partes do texto que motivaram a fúria do Censor e a apreensão da
edição, indicam-se nesta edição esses sublinhados, mediante a sobreposição de
uma rede de cinzento sobre o texto original, mantido sem cortes. […]»
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terça-feira, julho 15, 2025
Uma Mulher Ciumenta
JOAQUIM LEITÃO
Lisboa, 1933
s.i. [ed. autor?]
1.ª edição
190 mm x 138 mm
222 págs. [aliás, 220 págs.]
ilustrado com dez capitulares desenhadas e quinze cromos colados ao longo do
miolo
exemplar estimado, capa com falhas de papel; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
é o n.º 284 de uma tiragem especial não declarada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
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João Penha
ALBERTO PIMENTEL
Braga, 1893 [aliás, 1894]
Livraria Escolar de Cruz & C.ª
1.ª edição
163 mm x 111 mm
64 págs.
título genérico: Poetas do Minho
exemplar com a capa envelhecida, pequenas falhas de papel na lombada; miolo
irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
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Algumas Notas sôbre a Estética de João Penha
ÁLVARO JÚLIO DA COSTA PIMPÃO
Coimbra, 1939
Universidade de Coimbra – Faculdade de Letras (separata da Biblos)
1.ª edição
261 mm x 190 mm
46 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Com uma Antologia de versos da Fôlha, bio-bibliografia, e
reprodução de um documento autógrafo
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
AO HISTORIADOR DAMIÃO PERES
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
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O Canto do Cysne
JOÃO PENHA
pref. Albino Forjaz de Sampaio
Paris-Lisboa, 1923
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição
179 mm x 120 mm
XXIV págs. + 184 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a ouro e relevo seco
nas pastas e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)
O volume, obra póstuma, é formado por duas partes distintas, uma em Verso e
outra em Prosa.
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Rimas [junto com] Ultimas Rimas
JOÃO PENHA
Lisboa, 1882 | Porto, 1919
Avelino Fernandes & C.ª Editores | Edição da Renascença Portuguesa
2.ª e 1.ª edições
[180 mm x 115 mm] + [164 mm x 120 mm]
[6 págs. + 176 págs.] + 248 págs.
títulos incluídos: [a] Vinho e Fel – Violão Nocturno – Onofre
– Lyra de Pangloss; [b] Musa Que Não Ri – Para Crentes – Vinhetas
e Aquarellas – Rosario Espiritual – Ao Fogão
[a] encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a bronze nas
pastas e na lombada; [b] brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício do primeiro volume
75,00 eur (IVA e portes incluídos)
Edição das Rimas não referida por Maria Amália Ortiz da Fonseca
na Introdução ao Estudo de João Penha (Portugália Editora, Lisboa,
1963). Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II,
Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[...] A sua poesia, de índole satírica e humor rabelaisiano, é declaradamente
anti-romântica. O seu lirismo é quase uma auto-ironia que mal esconde um amargo
e profundo desencanto, ferozmente disfarçado de mordacidade e cinismo. [...]»
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Viagem por Terra ao Paiz dos Sonhos
JOÃO PENHA
Porto, 1898
Livraria Chardron de Lello & Irmão, Editores
1.ª edição
190 mm x 123 mm
248 págs.
exemplar com a capa envelhecida, restauro na lombada; miolo limpo
ostenta colado na folha de cortina do Prefácio um ex-libris não
identificado
45,00 eur (IVA e portes incluídos)
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O Senhor Sete
org., pref. e notas de Augusto da Costa Dias
capa e grafismo de João da Câmara Leme
Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
194 mm x 131 mm
320 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Dispersos folclóricos e de doutrina literária
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
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segunda-feira, julho 14, 2025
Selecções Alibi – Antologia dos Melhores Contos Policiais
dir., org. e notas de H. Ips & Macofi
capas de Machado da Costa
Lisboa, 1950
Publicações Alibi
1.ª edição [única]
3 números (completo)
214 mm x 149 mm
[2 x 80 págs.] + 72 págs.
ilustrados
exemplares estimados, o terceiro apresenta o canto inferior esquerdo esfolado;
miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
110,00 eur (IVA e portes incluídos)
É bem possível que, entre as dúzias de pseudónimos do prolífico escritor
anarquista Mário Domingues (1899-1977), estes H. Ips & Macofi sejam mais
uma sua personalidade ficcional. De qualquer maneira, o seu nome consta
claramente no terceiro número, um volume exclusivo de autores portugueses. Após
dois números constituídos por nomes como Edgar Allan Poe, Agatha Christie,
Ellery Queen, etc., é a vez dos portugueses Reinaldo Ferreira (Repórter X),
Ferreira de Castro, Eduardo Frias, José da Natividade Gaspar, Francisco A.
Branco e o já referido Domingues.
Quanto à vertente colecção, encontramo-la muito superficialmente referida nos
catálogos O Caso Policial Português – Literatura Policial (Câmara
Municipal de Lisboa, 1998) e Crime e Castigo – Ilustração na Literatura
Policial Portuguesa, de Jorge Silva (Câmara Municipal de Almada, 2019).
Curiosamente, os volumes 2 e 3 encontram-se catalogados no Centro de
Documentação da Polícia Judiciária…
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Novela Para Todos
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Aurora – Revista Mensal de Sociologia, Sciência e Arte
dir. Abílio Ribeiro
Porto, Setembro de 1929 a Outubro de 1930
ed. Fernando Barros
14 números (completo)
270 mm x 192 mm (estojo)
272 págs. (num. contínua: Ano I) + 36 págs. (num. contínua: Ano II)
acabamento com um ponto em arame
fascículos acondicionados em estojo próprio de fábrica recente revestido a tela
negra
exemplares muito estimados; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
290,00 eur (IVA e portes incluídos)
Revista «[…] de tendência anarquista […]. Nas suas páginas são apresentados
textos doutrinários de teóricos do anarquismo, entre eles Malatesta e Bakunine.
No último número, o 14, Leon Trotsky denuncia as prepotências e as perseguições
de Staline. Apresenta uma feição pedagógica, bem como os temas que são
proverbiais nas publicações libertárias. […] Principais colaboradores: Ernesto
Gil, João Grave e João Serra.»
(Fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa
do Século XX (1900-1940), Grifo, Lisboa 1996)
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Do Tempo e da História
dir. Virgínia Rau
secret. Jorge Borges de Macedo
Lisboa, 1965-1968-1970-1971-1972
Instituto de Alta Cultura – Centro de Estudos Históricos
1.ª edição
5 volumes (completo)
240 mm x 172 mm
[220 págs. + 1 desdobrável (mapa)] + 178 págs. + [202 págs. + 10 págs. em
extra-texto + 7 desdobráveis em extra-texto] + [244 págs. + 1 folha em
extra-texto + 2 desdobráveis em extra-texto (mapas)] + [268 págs. + 2 desdobráveis
em extra-texto + 4 folhas em extra-texto]
ilustrados
capas impressas frente e verso
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
150,00 eur (IVA e portes incluídos)
«[…] Do Tempo e da História foi uma revista com uma vasta
abrangência temática, acolhendo um conjunto total de trinta e quatro estudos
científicos e vinte notas bibliográficas que têm como denominador comum um
método historiográfico e a incidência na história medieval e moderna de Portugal.
No periódico […] foram publicados os resultados das investigações individuais e
colectivas dos seus colaboradores e de autores estrangeiros, associadas às três
principais linhas de pesquisa [do ref. Centro de Estudos Históricos]: a
história das estruturas da sociedade, a demografia histórica e a história da
diplomacia e das relações externas portuguesas.
Reúne textos em língua portuguesa e francesa relativos sobretudo ao período
entre os séculos XIII a XVIII, recebendo maior destaque as problemáticas
ligadas ao monaquismo e a instituições eclesiásticas, à economia e ao comércio
dos descobrimentos e da expansão portuguesa, à história intelectual de
Quatrocentos, aos estudos antroponímicos e à teoria política e económica
seiscentista. As secções de notas bibliográficas revestem-se de variedade
centrífuga, sendo alvo de comentário crítico diversas monografias de autores
espanhóis, italianos, franceses e ingleses. […]»
(Fonte: página electrónica do Centro de História da Universidade de Lisboa)
Entre os autores participantes com estudos, são de sublinhar, para além de Virgínia
Rau, nomes como os de José Mattoso, Martim de Albuquerque, Isaías da Rosa
Pereira, etc.
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domingo, julho 13, 2025
A Cabana do Tio Thomaz ou a Vida dos Negros na America
HARRIET BEECHER STOWE, Mistriss
trad. e pref. A. Urbano
Lisboa, 1853
Typographia Urbanense
«2.ª Edição da Galeria Litteraria. Publicação de A. U. [Urbano] Pereira de
Castro»
225 mm x 150 mm
272 págs.
texto impresso a duas colunas
luxuosa encadernação inteira em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada,
nervuras pespontadas a ouro
aparado e carminado somente à cabeça, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
1.200,00 eur (IVA e portes
incluídos)
Trata-se da primeira tradução do clássico do anti-esclavagismo que Harriet
Beecher Stowe (1811-1896) publicara nos Estados Unidos, em folhetins, entre
1851 e 1852. Segundo José Vítor Malheiros (Público, 2005, 18 de
Janeiro), volvida uma década sobre a publicação, «Em 1861, nas vésperas da
Guerra Civil Americana (1861-1865), a autora era a mais famosa escritora do
mundo e o livro atingia uns fabulosos 4,5 milhões exemplares vendidos – um
número tanto mais espantoso quanto muitos dos estados do Sul dos Estados Unidos
o tinham proibido, quanto havia contra ele uma intensa campanha política e os
cinco milhões de escravos que integravam os 32 milhões de americanos de então
eram praticamente todos analfabetos. Havia um exemplar de “A Cabana do Pai
Tomás” em cada família americana não militantemente esclavagista, o que o
tornava o livro mais difundido depois da Bíblia, da qual era companheiro
de estante frequente. […]»
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A Cabana do Pai Tomás
Revoada de Musas
JÚLIO DANTAS
Lisboa, 1965
Portugália Editora
1.ª edição (livro póstumo)
202 mm x 139 mm
220 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: As mulheres na vida dos homens célebres
ilustrado com o retrato do autor
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
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A Vida Misteriosa das Palavras
GOMES MONTEIRO
COSTA LEÃO
Lisboa, 1944
Portugália Editora
1.ª edição
196 mm x 127 mm
224 págs.
subtítulo: Origem e explicação de modismos, dizeres comuns e frases-feitas
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)
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sexta-feira, julho 11, 2025
Três Poemas
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Linguagem e Ideologia
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quinta-feira, julho 10, 2025
Três Peças em Um Acto
JOSÉ RÉGIO
Lisboa, 1957
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 130 mm
120 págs.
títulos incluídos: Três Máscaras – fantasia dramática; O Meu Caso –
farsa; Mário ou Eu Próprio – O Outro – episódio tragicómico
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
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quarta-feira, julho 09, 2025
Daquèm e Dalèm Alma
FERNANDA DE CASTRO
capa de [Bernardo] Marques
Lisboa, 1935
Editorial Império
2.ª edição
196 mm x 136 mm
124 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
45,00 eur (IVA e portes incluídos)
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As Opiniões Que o DL Teve
JOSÉ SARAMAGO
capa de Lucília Louro
grafismo de Acácio Santos
Lisboa, Janeiro de 1974
Empresa de Publicidade Seara Nova, S.A.R.L.
1.ª edição (em livro)
184 mm x 114 mm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo com orelhas nas págs. 37 e 155, sublinhado
lateral na pág. 36, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR LUIZ PACHECO E DATAÇÃO DE 1985
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
Pela data tardia a que Luiz Pacheco terá chegado ao conhecimento do vertente
livro de José Saramago, e pela irrelevância do sublinhado na referida página,
ficamos com uma ideia da irrelevância de muitas das opiniões do escritor “maldito”
Luiz Pacheco, hoje tão apreciado por uma geração de indigentes críticos.
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Vacances avec Salazar
No memorial de Antónia Maria Pereira, Parceria A. M. Pereira – Crónica de Uma Dinastia Livreira (Pandora Edições, Lisboa, 1998), recorda essa descendente do fundador a circunstância em que Salazar “entra” na editora que foi a casa portuguesa designada para a edição nacional da obra em referência:
«[...] A mulher de AMP, Maria Helena, tem um sentido mais prático da vida e resolve, ela própria, pedir ajuda ao Chefe de Governo em carta manuscrita onde invoca a sua condição de esposa de AMP, católica praticante e mãe de quatro filhos e comunica a impossibilidade de concretização do desejo manifestado por Sua Excelência de manutenção da casa centenária dentro da mesma família, pois a livraria irá ser vendida a uma editora estrangeira – possibilidade verídica – devido a uma inaguentável situação financeira. Salazar não responde, mas ordena que a CNE – Companhia Nacional Editora, pertença do Estado, adquira, de imediato, as quotas de familiares sócios de AMP, proceda ao saneamento financeiro da empresa, para, depois, as mesmas serem readquiridas e tudo ficar dentro da mesma família. AMP, se já venerava o estadista, passa a adorá-lo e, qual crente a quem é concedida a graça de estar perante o seu Deus, não consegue sequer ir pessoalmente agradecer a benesse, pois teme não controlar as suas emoções perante a LUZ...
Entre as intenções e a realidade vai um abismo e AMP, depois de tanta luta e sofrimento para manter a casa, cai nesse abismo para não mais se levantar. Salazar dera ordens mas tem de que se ocupar, não pensa mais no assunto e os delegados da CNE, no bom espírito do Estado Novo, concebem o encargo como um bom “tacho”. Publica-se Férias com Salazar, da jornalista francesa Christine Garnier, com fotografias do pide António Rosa Casaco – o eventual primeiro gesto de saneamento financeiro da empresa –, e o êxito é estrondoso, cinco edições esgotam rapidamente; a sexta, porém, já não ostenta o nome da Parceria mas o da CNE... [etc., etc...]»
Uma Mulher em Berlim
CHRISTINE GARNIER
trad. de José Saramago
capa de Sebastião Rodrigues
Lisboa, 1957
Publicações Europa-América
1.ª edição
196 mm x 141 mm
288 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)
A autora, jornalista basto conhecida em Portugal pelo menos desde a publicação, em 1952, do seu livro autocomplacente Férias com Salazar [Parceria António Maria Pereira, Lisboa], surge-nos aqui (traduzida pelo comunista José Saramago, e numa editora da resistência antifascista) a assinar um romance característico da cidade que a guerra dividiu.
A Nova Geração
segunda-feira, julho 07, 2025
Cão Velho Entre Flores
rubrica de posse no ante-rosto
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura
BAPTISTA-BASTOS
s.l. [Lisboa], 1981
Forja
1.ª edição
210 mm x 141 mm
152 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)
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O Grande Circo
GERVASIO LOBATO
Lisboa, 1893
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
201 mm x 136 mm
2 págs. + 560 págs.
subtítulo: Romance da actualidade
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a ouro e negro nas
pastas e na lombada
exemplar estimado, restauro nas folhas-de-guarda; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)
Este romance constitui a melhor continuação que poderia desejar-se
para Lisboa em Camisa (de 1890). Os
mesmos peralvilhos da Baixa lisboeta fazem aqui também as delícias da leitura,
como objectos de escárnio e maldizer.
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quarta-feira, julho 02, 2025
Cobra
Prémio Pessoa, 1987 / 1996
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Triomphe du Baroque [catálogo]
Portugal, 1991
Europália 91
1.ª edição
texto em francês
300 mm x 230 mm (álbum)
520 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
80,00 eur (IVA e portes incluídos)
Volume ricamente ilustrado a cor; colaborações, entre outros, de José Augusto França, Jorge Borges de Macedo, Duarte Ivo Cruz, José Augusto Alegria, Manuel Carlos de Brito, Leonor d'Orey.
Para o Estudo do Algarve Económico Durante o Século XVI
A Viagem
JOÃO PALMA-FERREIRA
Lisboa, 1971
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
190 mm x 120 mm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
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Obscuros e Marginados
Uma Agulha no Palheiro
J. D. SALINGER
trad. João Palma-Ferreira
capa de Infante do Carmo
Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
1.ª edição
218 mm x 155 mm
240 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
Noites Brancas
trad. José Marinho
ilustr. Manuel Ribeiro de Pavia
Palmela, 1998
Contraponto [de Luiz Pacheco]
contrafacção (fac-similado da edição original na Inquérito de Emílio Guerra Salgueiro*)
164 mm x 121 mm
116 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)
* Para além de ser uma publicação pirateada, género a que Luiz Pacheco era muito dado, nem sequer respeita a reprodução a cor do primeiro desenho de Pavia.
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Raul Brandão
ilustrado












































