domingo, agosto 02, 2026

Os Serões no Japão



WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, s. d. [1926]
Portugal-Brasil, Sociedade Editora
1.ª edição
201 mm x 128 mm
228 págs.
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
encadernação recente de amador inteira em tela com rótulo gravado a ouro colado na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um apontamento de Wenceslau fac-similado, em abertura ao livro, diz-nos tratar-se este de uma reunião de artigos seus para a revista Serões de Lisboa. É-nos dado ler, a dado passo, a título de exemplo da finura da sua observação do Oriente:
«[...] Os dirigentes japonezes almejavam por estabelecer em bases firmes o commercio do paiz com o Occidente, no proposito de engrandecel-o pela industria e pelos progressos adquiridos; mas não podiam admitir tamanha influencia moral, exercida por estranhos [refere-se aos cristãos], tendente á desintegração da familia japoneza, ao fanatismo, á oppressão religiosa, á inquisição e certamente, como remate, ao dominio politico dos brancos no solo dos Mikados. A opinião é correntia, entre os modernos escriptores occidentais mais competentes, que o perigo jesuita foi uma das mais ameaçadoras conjuncturas que hão posto em risco a independencia japoneza, durante a longuissima existencia da nação. [...]»

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Uma Noite na Toca do Lobo

 

TOMAZ DE FIGUEIREDO
badana de Óscar Lopes

Lisboa, 1964
Editorial Verbo
2.ª edição «emendada e refeita»
216 mm x 154 mm
XXIV págs. + 184 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Primeiro romance do autor (revisto e emendado para a vertente edição), que o regime salazarista, numa tentativa de ter também o seu aquilinozinho arrevesado, catapulta desde logo. Coisa que Aquilino nunca terá perdoado nem ao regime nem ao artista, e até se conta que, passados anos, certa vez, por alturas da Rua Garrett, lhe terá chegado a roupa ao pêlo. Não terá sido um gesto bonito, mas os tempos eram outros.

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A Toca do Lobo


TOMAZ DE FIGUEIREDO
badana de João de Castro Osório

Lisboa, 1962
Editorial Verbo
«edição reescrita»
217 mm x 156 mm
XXIV págs. + 280 págs.
subtítulo: Edição reescrita precedida de Umas Poucas de Palavras do Autor e seguida de Carta ao Júri do Prémio «Eça de Queiroz»
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
assinatura de posse no ante-rosto e no rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, não satisfeito com este seu romance de estreia, não apenas o reescreveu para a vertente edição como lhe deu “seguimento” no livro Uma Noite na Toca do Lobo.

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A Utopia

 

TOMÁS MORO
trad. Berta Mendes

pref. Manuel Mendes

Lisboa, 1947
Edições Cosmos
1.ª edição
192 mm x 133 mm
XL págs. + 168 págs.
subtítulo: Ou O Tratado da melhor forma de governo
capa e contracapa impressas frente e verso
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 31, 2026

A Sopa dos Ricos

 

SANTOS FERNANDO
capa de Leonel Fabião


Lisboa, 1970
Edição do Autor | Livraria Ler, Lda. (distr.)
1.ª edição
206 mm x 147 mm
308 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)Da promoção editorial:

«Numa colónia de férias inóspita e paradoxal, um grupo de milionários de todo o mundo procura descer aos infernos e purificar a consciência. Em trinta dias de desconforto físico e moral, os magnatas tentam redimir-se do pecado da abastança, vivendo e partilhando o triste reino dos pobres.
O humor poderoso do maior escritor português do género. “Com uma ideia” – escreve Millôr Fernandes – “da mais absoluta originalidade, Santos Fernando consegue fazer rir (ou chorar – à vontade), mostrando toda a miséria dos ricos, num painel que é um verdadeiro pátio dos milagres da sociedade de consumo.»

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quarta-feira, julho 29, 2026

Fioretti de S. Francisco e dos Seus Frades



[SÃO FRANCISCO]

trad. Maria Luísa Carbonati e Maria Isabel Tamen
rev. e pref. Pedro Tamen
ilust. do pintor José Escada

Lisboa, 1960
Livraria Morais Editora
1.ª edição
200 mm x 157 mm
224 págs.
colecção Círculo do Humanismo Cristão
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes já incluídos)

«Num ano incerto do século XIV, entre 1322 e 1396, um frade franciscano de nome igualmente incerto, talvez um tal Frei João de Marignoli de S. Lourenço, dito de Florença, traduziu do latim, e possìvelmente adaptou, um texto que, nessa sua versão toscana, viria a correr mundo com o nome de Fioretti [Florilégio]. Qual o texto original latino, é coisa que ainda se não sabe [...].
[...] o que se sabe ao certo ter-se passado com S. Francisco e com os seus companheiros está em perfeito acordo com o que aqui nos é relatado. Nem um dos episódios que se vão ler, nem uma das palavras aqui atribuídas a S. Francisco são, ao de leve ao menos, incoerentes com os episódios històricamente comprovados da vida do Pobre de Assis, ou com as palavras que sabemos que pronunciou. [...] Ainda que alguns destes milagres sejam lendários, é o mesmo o fundamental clima de milagre que S. Francisco e os seus viviam, e tão típico da espiritualidade franciscana. Por alguma razão têm os Fioretti muito de comum com os contos de fadas. [...]» (Pedro Tamen, no prefácio)

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A Ciência Hermética


RÓMULO DE CARVALHO
[António Gedeão]


Lisboa, 1947
Cosmos [colecção Biblioteca Cosmos]
1.ª edição
187 mm x 127 mm
144 págs.
ilustrado no texto com 10 figuras
cartonagem editorial, folhas-de-guarda impressas
composto manualmente em Elzevir (e outros)
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, que na qualidade de poeta é bem conhecido pelo pseudónimo António Gedeão, surge-nos aqui como pedagogo e historiador de uma parte da química por muitos tida na conta de charlatanismo... o que não é bem assim. A simplicidade da sua exposição fez deste breve livro um repositório, apesar disso, de conhecimentos consideráveis.

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segunda-feira, julho 27, 2026

José Afonso


aa.vv.
org. e pref. José Viale Moutinho
capa de Sousa Pereira s/ fotog. de Viseu Caldeira

Porto, 1972
Livraria Paisagem
1.ª edição
200 mm x 125 mm
128 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de notas críticas e de textos de apoio à edição dalguns discos de Zeca Afonso, em que avultam os nomes de Urbano Tavares Rodrigues, Fernando Assis Pacheco, Bernardo Santareno, António Cabral, etc. O compilador, José Viale Moutinho, completa o volume acrescentando-lhe uma longa antologia de poemas para as canções e uma dezena de inéditos. Daqui, o poema «Fui à Beira do Mar» (que veio, posteriormente, a surgir cantado no disco Eu Vou Ser Como a Toupeira, tendo sido substituído o termo «arfar» por «lavrar»):

«Fui à beira do mar
Ver o que lá havia
Ouvi alguém cantar
Que ao longe me dizia

Ó cantador alegre
Que é da tua alegria
Tens tanto para andar
E a noite está tão fria

Desde então a arfar
No meu peito a alegria
Ouço alguém a bradar
Aproveita que é dia

Sentei-me a descansar
Enquanto amanhecia
Entre o céu e o mar
Uma proa rompia

Desde então a bater
No meu peito em segredo
Sinto uma voz dizer
Teima, teima sem medo»

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Auto dos Danados


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras


Lisboa, 1985
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
209 mm x 136 mm
324 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que lhe trouxe a atribuição do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Lobo Antunes:
«[...] Da primeira vez que tive o prémio da Associação Portuguesa de Escritores, na altura era um prémio importante, recordo-me de ter lido as apreciações dos jurados e de me ter fartado de rir.»
[fonte: Tereza Coelho, Fotobiografia de António Lobo Antunes, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2004]

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O Homem Duplicado

 

JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, Outubro de 2002
Editorial Caminho, SA
1.ª edição
210 mm x 136 mm
320 págs.
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma edição original, publicada em vida do autor – autor que foi ostensivamente contra as mexidas “académicas” no idioma português – e, portanto, anterior à falsificação ortográfica das correntes edições.

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sexta-feira, julho 24, 2026

Grandes Portugueses [junto com] Grandes Portuguesas

 

VIRGÍNIA DE CASTRO ALMEIDA
J. ESTÊVÃO PINTO
TERESA LEITÃO DE BARROS
ilust. Pamela Boden, Júlio Gil e Inês Guerreiro


Lisboa, 1943-1951 e 1949-1951
Edições SPN e SNI
1.ª edição
17 + 4 fascículos (completo)
244 mm x 170 mm (estojo)
[32 págs. + 24 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 28 págs. + 40 págs. + 40 págs. + 40 págs. + 40 págs. + 32 págs. + 44 págs. + 40 págs. + 40 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs.] + [4 x 32 págs.]
subtítulos:
[1 – Dom Fuas Roupinho; 2 – Fernão Lopes; 3 – Dom Gualdim Pais; 4 – Gil Vicente; 5 – Duarte Pacheco Pereira; 6 – Luís de Camões; 7 – Infante D. Henrique; 8 – S. João de Brito; 9 – D. Afonso Henriques; 10 – Heróis da Tomada de Lisboa; 11 – Afonso de Albuquerque; 12 – Marquês de Pombal; 13 – Santo António de Lisboa; 14 – O Santo Condestável; 15 – S. João de Deus; 16 – D. João de Castro; 17 – D. Francisco de Almeida] + [1 – Infanta D. Maria; 2 – A Rainha D. Leonor; 3 – D. Filipa de Vilhena; 4 – As Heroínas de Diu]
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
acondicionados num estojo próprio de fábrica recente forrado a papel de fantasia
PEÇA DE COLECÇÃO
130,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História Universal da Pulhice Humana



JOSÉ VILHENA

Lisboa, 1960-1961-1965
Edição do Autor
1.ª edição
3 volumes (completo)
171 mm x 124 mm
144 págs. + 152 págs. + 144 págs.
subtítulos: 1.º volume – Pré-História; 2.º volume – O Egipto; 3.º volume – Os Judeus
profusamente ilustrados
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível (1 e 2), assinatura de posse no ante-rosto do vol. 3
incluem a cinta de selagem no 1.º volume
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[…] Vilhena criou, como bem se sabe, variadíssimas publicações, muitas vezes, senão sempre, criadas e conduzidas solitariamente. […] apartidário, Vilhena não apenas dava no cravo e na ferradura, como em tudo o que pudesse parecer um qualquer conformismo com ideias feitas. Se houvesse inimigo maior, seria menos a de um regime político, do que a acrítica e apática aceitação com que a classe burguesa aceita as coisas como elas são, porque “sempre foi assim” ou “não fica bem” ser de outra maneira. O humor de Vilhena, que se expressava por, e explorava, não apenas imagens, mas igualmente textos, colagens, e a própria actividade editorial (recuperando uma verve e vontade que apenas teve um percursor central em Bordalo), era um belíssimo murro na mesa, um “Porra!”, face à letargia que se instalava com outras formas populares de cultura. E pela “linha de baixo”, sem almejar a outra coisa. Como se fosse a expressão do desinibido Id face ao Super-superego do regime da época.
[…] Atravessando categorias textuais e literárias tais como as do kitsch, da pornografia, da cultura popular, satírica política e/ou de costumes, de massas, o investigador [Rui Zink] encontra traços comuns com elas todas, sem dúvida, mas sobretudo faz elevar os traços de uma oralidade desopilante, mas sobretudo e acima de tudo a própria possibilidade de encontrar traços de literariedade na sua obra. Vilhena não é apenas um desenhador de bonecada em cenas de porno-chanchada, mas um esgrimista da prosa portuguesa que baralha os níveis e devolve uma imagem dolorosa de confrontar.
[…] Mas são os textos em que o sarcasmo, a ironia e a virulência se unem para criar uma escrita requintada, sofisticada, inteligente e mordaz. Não é apenas a frase polida, com brilharetes de subordinadas, mas o vocabulário, a utilização de registos variados e integrados, a maiêutica inesperada com os hipotéticos leitores, que fazem brilhar a tarefa literária de Vilhena. […]»
(Fonte: Pedro Moura, blog Ler BD, 8 de Agosto, 2016)

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Vera Lagoa Meteu a Pata na Poça


JOSÉ VILHENA
[FERNANDO] LUSO SOARES
[JOSÉ CARLOS] ARY DOS SANTOS
LUIZ-FRANCISCO REBELLO
URBANO TAVARES RODRIGUES
LUIZ STTAU MONTEIRO
JOÃO DE FREITAS BRANCO
TEIXEIRA RIBEIRO
MIGUEL URBANO RODRIGUES
ARTUR RAMOS
MÁRIO CASTRIM
ARTUR PORTELA [FILHO]

Lisboa, s.d. [1977]
Edições Branco e Negro
1.ª edição
210 mm x 149 mm
160 págs.
ilustrado
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Respondendo ao conjunto de artigos Revolucionários Que Eu Conheci, de Vera Lagoa, publicados nas páginas do jornal O País, José Vilhena, no vertente livro, dá voz aos insultados. Ele próprio caracteriza no seu Prefácio a natureza do assunto:
«[…] Obra de fancaria, tecido grosseiro e sem qualidade em que o tom de espontaneidade não esconde a pobreza das ideias e a fragilidade dos conceitos morais da autora; obra desacreditada, à partida, por via das mãos sujas de que vem, nem por isso deixou de causar sensação e mal estar e de conseguir o objectivo principal que era o de vender papel. […]»
Trata-se, portanto, de um repto à baixa moral e à «peçonha» da articulista da extrema-direita. Bons tempos.

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terça-feira, julho 21, 2026

Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas


JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia Limitada
2.ª edição
191 mm x 120 mm
194 págs.
subtítulo: Redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais
encadernação editorial com sobrecapa a duas cores directas
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Cartilha do Marialva é um ensaio sobre a via errada, seguida por Portugal, que optou pelo irracionalismo e pelo imobilismo, actualizados e enaltecidos pelo regime salazarista. A figura do marialva, privilegiado em nome da sua família e dos seus haveres patrimoniais, encarna a espécie de provincianismo português que o autor caracteriza em traços negros e caricaturais de modo a fustigá-lo para melhor o erradicar do país. [...]» (Eunice Cabral, José Cardoso Pires, Centro Virtual Camões, pág. electrónica)

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Pedras à Beira da Estrada

 

JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1962 e 1971
Guimarães Editores
1.ª edição
2 volumes (completo)
204 mm x 160 mm
324 págs. + 416 págs.
subtítulo do II volume: Notas e Perfis, 1929-1971
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
VALORIZADOS PELAS DEDICATÓRIAS MANUSCRITAS DO AUTOR EM AMBOS OS VOLUMES
juntou-se cartão e sobrescrito do autor a enviar fotocópias de carta de António Luís Gomes em que este expressa a sua opinião acerca da vertente obra

60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a ficha de leitura assinada por António Quadros para os serviços de aquisição de livros da Fundação Calouste Gulbenkian:
«Colectânea muito irregular de textos sobre figuras da vida portuguesa ou de projecção mundial, alguns dos quais de circunstância. Têm interesse alguns, como os dedicados a Wenceslau de Morais, Columbano, Carlos Malheiro Dias, “Valèry Larbaud e Portugal”, Guilherme de Faria... Outros são meras impressões sem profundidade, escritas em datas de efeméride, que pouco ou nada acrescentam ao conhecimento dos autores tratados. Recomenda-se [...], atendendo-se aos melhores estudos que contem, bem como à personalidade do autor.»
Era assim que os escritores do regime fascista entre si se tratavam.

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“Brutos”[,] “Saloios” e “Pulhas”


JOAQUIM DE OLIVEIRA

Lisboa, 1955
Edição do Autor
1.ª edição
205 mm x 148 mm
98 págs.
capa em cartão com cromo colado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR E PELA ASSINATURA DO MESMO NO CÓLOFON
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dramaturgo e, no vertente caso, ensaísta, Joaquim Reis de Oliveira (1897-1980) esteve sempre relegado para a sombra da cultura, dadas as suas simpatias republicanas anti-sidonistas e democráticas anti-salazaristas.

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A Peste



JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1901
Livraria Central de Gomes de Carvalho – Editor
1.ª edição
185 mm x 126 mm
XVI págs. + 228 págs.
subtítulo: Aspectos moraes da Epidemia Nacional
encadernação da época (muito provavelmente editorial*) em tela encerada com gravação a seco nas pastas e a ouro na lombada
[pouco aparado, sem capas de brochura]
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de J. G. Mazziotti Salema Garção e no frontispício selo branco do mesmo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Leitão (1875-1955), escritor e historiógrafo, durante muitos anos secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa, com vasta obra publicada, em que são relevantes os seus dois livros acerca da queda da monarquia, D. Carlos, o Desventuroso e Os Cem Dias Funestos, mas também a monografia O Palácio de S. Bento. Uma passagem significativa da introdução de A Peste:
«[...] Os fidalgos veem-se reduzidos a não usar o titulo por não poderem pagar os direitos de mercê.
O povo vae a caminho de não poder usar a bandeira da nação por não poder pagar os juros da sua divida externa.
Como os fidalgos tambem, o povo portuguez, a quem a governação esbanjou com concubinas e tipoias de espelhos a legitima da India, do Brasil e lhe não pôde já entregar os seus vinculos d’Africa por o descuido na cobrança os ter feito caducar, – o povo, que não tem uma educação mundana a disfarçar-lhe as emoções, é logicamente, legalmente, um povo triste, que não sabe rir, que não sabe correr, que para defender-se d’algum safanão faria, como unico esforço, o que fazem as creanças doentes: tapar a cara com os braços e receber aninhadas a tapona.
Todo o homem nascido dentro de Portugal, n’este momento historico, por mais saudavel e forte que seja, jámais aprenderá como se dá uma gargalhada.
A geração do sr. Eça de Queiroz ainda conseguiu esboçar um rictus, que deu a ironia das Farpas.
A geração de Fialho d’Almeida já vinha com os dentes ferrados nos beiços, e a sua ironia já é pungente, não sorri por crevetismo, ri nas bochechas do idolo com a violencia de quem desfeiteia por odio e não por garotice.
Depois é que viemos nós, que já nem isto podemos fazer.
A Peste não teve, pois, a animal-a o brilho mundano d’uma ironia de salão, e se quizesse ser demolidora teria de seguir as crispações dos Gatos.
Mas, contra isso tudo conspirava. Os homens, que Fialho d’Almeida atacou com uma violencia e uma independencia inquebrantavel e nobre, ou porque não haja outros melhores ou porque este paiz já não tem laivos de vergonha, são ainda os mesmos que nos governam, que nos representam, e que ainda nos arruinariam, se já não nos houvessem comido tudo quanto nos legaram os avósinhos.
Isto bastava para que não fôra meu empenho nem proposito o apear heroes de opereta e jogar o pim-pam-pum alvejando bonecos a buchas de papel. Depressa me convenci de que a obra demolidora era por agora inutil. O vocabulo pamphletario desbotara-se, a sua intensidade relaxara, e ao chamar-se-lhes ladrões ou chibos, os homens já não córavam nem tremiam. O papel do escriptor revelava-se definitivamente doutrinario, e a tarefa dos demolidores desempenhar-se-hia com outras armas. A penna de fórma alguma convinha: talvez a dynamite. [...]»

* A obra foi originalmente comercializada em fascículos («pamphletos mensaes»), e já aparece, no vertente volume, nas «obras do mesmo auctor», com indicação de preço para a modalidade encadernada.

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Os Cem Dias Funestos

 

JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1912
Edição do Autor
1.ª edição
199 mm x 130 mm
XXII págs. + 546 págs.
subtítulo: Processo e condemnação do ultimo Presidente do Conselho de 1910, Antonio Teixeira de Sousa, e do seu livro «Para a Historia da Revolução»
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ditos da Freyra


TITO DE NORONHA
[JOANA DA GAMA]

Porto – Braga, 1872
Livraria Internacional de Ernesto Chardron e Eugenio Chardron
2.ª edição
191 mm x 129 mm
XIV págs. + 108 págs.
título completo: Ditos da freyra (D. Joanna da Gama) conforme a edição quinhentista revistos por Tito de Noronha
títulos quinhentistas: Ditos da Freyra. Ditos diversos feytos por hūa freyra da terceyra regra. Nos quaes se cōtē sentēças muy notaveys, e avisos nacessaríos [seguido de] Trovas vílancetes & sonetos, cātígas & romances agora novamēte feytas, pelo mesmo autor
exemplar estimado, falha de papel na capa; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Não se sabendo exactamente quando nasceu, Joana da Gama faleceu em Évora em Setembro de 1586. Sabe-se, todavia, que esta sua obra foi originalmente publicada, também em Évora, por André de Burgos em 1555. Teresa Leitão de Barros, no seu estudo Escritoras de Portugal, dedica-lhe um capítulo inteiro onde, entre a adivinhação biográfica e histórica, se atreve demolir as qualidades morais e as poéticas de uma mera “anotadora” de máximas e conselhos que lhe ocorriam e de poemas sem pretensão nem escola.

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João César Monteiro [catálogo]

 

JOÃO CÉSAR MONTEIRO
et alii
org. João Nicolau
grafismo de Rita Azevedo Gomes

Lisboa, 2005
Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
1.ª edição [única]
248 mm x 180 mm
640 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
exemplar como novo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Luiz Pacheco 1925-2008: 1 Homem Dividido Vale por 2 | Contraponto: Bibliografia [catálogo]




luiz pacheco
Vitor Silva Tavares
António José Forte
Virgílio Martinho
Ricarte-Dácio de Sousa
Manuel de Freitas
et alii
grafismo de Jorge Silva

Lisboa, Novembro de 2009
BNP – Biblioteca Nacional | Publicações Dom Quixote
1.ª edição [única]
220 mm x 160 mm
205 págs. + 175 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Catálogo iconobiobibliográfico elaborado por ocasião da mostra de alguns dos espécimes referenciados, na Biblioteca Nacional. Encontra-se dividido em dois núcleos, um para a obra literária do escritor Luiz Pacheco, outro para a sua produção enquanto editor da verdadeira* Contraponto. Sublinhe-se a revelação de um longo conjunto inédito de cartas de Luiz Pacheco a Jaime Aires Pereira, assim como os dois textos-testemunho do também editor Vitor Silva Tavares.

* Há que referir sempre a editora Contraponto de Luiz Pacheco como a aventura original e de referência para a história do surrealismo português, visto que, aproveitando-se da falta de registo oficial desta, gente oportunista e de má fé veio depois parir as suas contrapontozinhas de trazer por casa numa vil atitude de vizinhas boçais num desafinado pátio de cantigas.

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Iluminações | Uma Cerveja no Inferno

 

JEAN-ARTHUR RIMBAUD
trad., pref. e ilust. Mário Cesariny

Lisboa, 1972
Estúdios Cor
1.ª edição [2.ª edição do segundo título]
185 mm x 115 mm
160 págs. + 7 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE MÁRIO CESARINY
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Summario das Investigações em Samscritología desde 1886 até 1891

 

G. [GUILHERME] DE VASCONCELLOS-ABREU

Lisboa, 1891
Imprensa Nacional
1.ª edição
262 mm x 181 mm
2 págs. + 60 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Opúsculo escripto a convite da Commissão Organizadora do Congresso Internacional de Orientalistas, Londres, 1891
ilustrado
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, acidez no papel
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Morte e Vida Severina e Outros Poemas em Voz Alta


JOÃO CABRAL DE MELO NETO
capa e ilust. Carybé

Rio de Janeiro, 1967
Editôra Sabiá
2.ª edição [1.ª edição conjunta]
210 mm x 142 mm
152 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 2.215 de uma tiragem não declarada
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui este conjunto as obras autónomas «Morte e Vida Severina» (auto), «O Rio» (monólogo), «Bailes» e «Dois Parlamentos», que têm em comum destinarem-se a ser lidos em voz alta.

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segunda-feira, julho 20, 2026

Política Externa de Salazar




MATOS GOMES

Porto, 1953
Edições Além
1.ª edição
192 mm x 127 mm
300 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado com retrato de Salazar
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A LUÍS SUPICO PINTO «FIGURA PRESTIGIOSA DO ESTADO NOVO»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Apontamentos


IRENE LISBOA

Lisboa, 1943
[ed. Autora ?]
Gráfica Lisbonense
1.ª edição
193 mm x 131 mm
288 págs.
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro de reflexão acerca de tudo e de nada, em que o exercício intelectual da própria escrita é constantemente interrogado nos seus meios e fins.

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sexta-feira, julho 17, 2026

O Oiro


ALFREDO CORTEZ
capa de Antonio-Lino


Lisboa, 1959
Editorial Verbo, Lda.
1.ª edição nas Obras Completas
199 mm x 167 mm
76 págs.
subtítulo: Tragédia da raça – 3 actos
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Maldição e Luz


LÚCIO DO VOUGA
capa de Manuel de Sousa Freire

s.l. [Minas da Panesqueira – Beira Baixa], 1950
Edição do Autor («composto e impresso na Tipografia-Escola da Cadeia Penitenciária de Lisboa»)
1.ª edição
192 mm x 125 mm
174 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Maria da Silva, poeta e ficcionista, nasceu na Murtosa em 1911. Trabalhou nos escritórios das Minas da Panasqueira de 1947 a 1962. Sob o pseudónimo de Lúcio do Vouga publicou alguns livros.

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O Cúmplice


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1940
Parceria A. M. Pereira
1.ª edição
192 mm x 132 mm
128 págs.
subtítulo: Peça em 3 actos
impresso sobre papel algodoado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR À ACTRIZ MARIA LALANDE
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Rainer Maria Rilke

 

ROBERT PITROU

Paris, 1938
Éditions Albin Michel
1.ª edição
190 mm x 120 mm
256 págs.
subtítulo: Les Thèmes principaux de son œuvre
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Cadernos de Malte Laurids Brigge

 

RAINER MARIA RILKE
trad. e pref. Paulo Quintela

Coimbra, 1955
Instituto Alemão da Universidade de Coimbra
1.ª edição
196 mm x 130 mm
280 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado com retrato do autor (pintura a óleo de Lou Albert-Lasard)
exemplar estimado, lombada com restauros; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, julho 14, 2026

Roteiro da Ribeira Lima



CONDE D’AURORA

Porto, 1939
Domingos Barreira - Editor | Livraria Simões Lopes
2.ª edição («revista e muito aumentada»)
185 mm x 125 mm
264 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de D. Diogo da Casa Marialva
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da «Sinfonia de Abertura» tecida por José de Sá Coutinho da Costa de Sousa de Macedo Sottomayor Barreto, 2.º conde de Aurora, nacionalista e juiz nortenho, tal como figura na 1.ª edição da vertente obra:
«[...] Não me lembro agora onde é que o grande pensador latino Leon Daudet descreve a influencia dos rios na população de suas ribeiras. Mas que importa, se é facto bem demonstrado e sabido que os grandes cursos de agua são directrizes gerais de civilizações. E como é profunda a influencia da beleza e encanto particular de certos rios nas populações de seus vales! Ora de poucos no mundo se póde gabar tanto a formosura como a do Lima, mitologico e lendario.
Nas paginas que vão seguir tentei traçar a ementa do erudito passeio de um dilettanti na Ribeira Lima, peregrinando-a garreteanamente, como dizia Sardinha, o nosso grande emotivo da neo-renascença. [...]»

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Viagens de Pedro da Covilhan




CONDE DE FICALHO
ilust. Casanova


Lisboa, 1898
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
252 mm x 179 mm
XVIII págs. + 368 págs.
ilustrado
encadernação inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada, folhas-de-guarda em papel marmoreado
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)


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