quinta-feira, dezembro 22, 2022

Filipa



JOSÉ MANUEL PRESSLER
nota de abertura e posf. Manuel de Castro
capa e ilust. José Smith Vargas
grafismo de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, Maio de 2020
Barco Bêbado
2.ª edição (1.ª reed.)
210 mm x 130 mm
80 págs.
ilustrado
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, dezembro 19, 2022

Memorial de Dom Quixote

 

EDUARDO BRAZÃO
capa de José Luís Brazão

Coimbra, 1976
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
209 mm x 153 mm
406 págs. + 2 folhas em extra-texto (a cor) + 16 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO HISTORIADOR MARTIM DE ALBUQUERQUE
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eduardo Brazão (1907-1987), filho do actor homónimo, que «[…] todos pensavam que, pelo grande nome de [seu] pai e certo geito pessoal, […] seria um dia, nos palcos, o seu continuador. [Foi] afinal diplomata e historiador. […].» É de acrescentar que foi ainda integralista – portanto, mais à direita do que o regime do Estado Novo.

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Memórias do Mata-Carochas

 

ANTÃO DE VASCONCELOS
pref. José do Patrocínio
capa de Fernando Bento
ilust. Roland

Porto, 1956
Manuel Barreira – Editor | Livraria Simões Lopes
«nova edição ilustrada»
215 mm x 157 mm
328 págs. + 8 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de memórias académicas coimbrãs.

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Miren Ustedes


LEAL DA CAMARA

Porto, 1917
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
232 págs.
subtítulo: Portugal Visto de Espanha
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no frontispício e na pág. 5
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Tomás Júlio Leal da Câmara, o caricaturista «feroz» de «uma época de acesos combates republicanos jacobinos e anticlericais, no termo da monarquia portuguesa, que o obrigaram ao exílio... e ao sucesso internacional» (Vasco de Castro, Leal da Câmara, Colares Editora, Sintra, 1996), surge-nos na vertente obra como escritor, cronista e repórter no país vizinho. Escreve, em vésperas da partida, ao seu estimado Aquilino:
«Parto àmanhã para Madrid. Vou fazer dez entrevistas para um jornal do Brasil [A Noite] quanto à posição da Espanha face a face da Europa em guerra. [...]» (in Aquilino Ribeiro, Leal da Câmara – Vida e Obra, Livraria Bertrand, Lisboa, 1951)

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domingo, dezembro 18, 2022

Tristes Trópicos

 

CLAUDE LÉVY-STRAUSS
trad. Jorge Constante Pereira
capa de Alceu Saldanha Coutinho


Lisboa, 1979
Edições 70
s.i.
215 mm x 135 mm
416 págs. + 48 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, dezembro 16, 2022

Um Sino na Montanha

 

FERNANDO NAMORA

Mem Martins, 1968
Publicações Europa-América
1.ª edição
210 mm x 145 mm
304 págs.
subtítulo: Cadernos de um escritor
modesta encadernação de amador inteira em tela com rótulo gravado a ouro na lombada
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A LUÍS [HERNÂNI] DIAS AMADO, IGUALMENTE MÉDICO E ESCRITOR, ALÉM DE FIGURA DE PROA NA MAÇONARIA E NOTÁVEL OPOSITOR À DITADURA SALAZARISTA
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, dezembro 15, 2022

Tentativas Poeticas […]

 

J. S. S. [JOAQUIM SILVESTRE DE SOUSA]

Braga, 1839
Typographia, na Rua do Anjo
1.ª edição
192 mm x 122 mm
VIII págs. + 260 págs.
subtítulo: […] contendo odes e outras varias peças originaes ou imitadas. Com as traducções em verso portuguez do Tobias de Florian e do Lutrin de Boileau
encadernação antiga em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo IV, Imprensa Nacional, Lisboa 1860):
«Joaquim Silvestre de Sousa, natural da villa de Ponte de Lima, onde n. a 23 de Septembro de 1803. Foram seus paes José de Sousa Sanhudo, e D. Bibiana Joaquina Pacheco. Destinando-se para a vida ecclesiastica havia concluido os estudos de latinidade, philosophia e rhetorica na cidade de Braga, quando os successos politicos de 1828 transtornaram a sua vocação. Accusado de liberal, preso e culpado nas devassas, jazeu nos carceres durante cinco annos e tres mezes, obrigado a percorrer n’este intervalo entre penosos soffrimentos não menos de vinte e oito cadêas, nas tres provincias do norte! Livre dos ferros em 1834, foi logo empregado na Secretaria da Prefeitura do Minho, e n’ella exerceu o logar de Chefe de repartição; pela reforma administrativa de 1835 continuou a servir como tal no Governo Civil de Braga, até se demittir d’este cargo em 1836, a exemplo de muitos outros funccionarios, por occasião da revolução de 9 de Septembro. Em 1841 foi nomeado Escrivão do Juizo de Direito da comarca de Guimarães, e transferido ao fim de muitos annos para a de Villa-nova de Cerveira. [Falleceu nos ultimos dias de junho, ou nos primeiros de julho de 1872.] […]
Esta collecção [Tentativas Poéticas], publicada com as simples iniciaes do seu nome, J. S. S., foi mui bem acolhida do publico, e mereceu os gabos da imprensa periodica d’aquelle tempo. Entre os litteratos que a elogiaram, cumpre mencionar especialmente o sr. A. F. de Castilho, que em um breve artigo inserto no Portuguez n.º 72 de 3 de Abril de 1840, recommendou a leitura do livro, como de obra de utilidade e merito “cujo auctor, amigo sincero e enthusiasta da liberdade, sabendo aprecial-a devidamente pelo muito que soffreu por amor d’ella, memorou em muitos dos seus bellos versos recordações nacionaes da nossa regeneração politica, etc. etc.” […]»

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terça-feira, dezembro 13, 2022

Os Assassinos da Beira


JOAQUIM MARTINS DE CARVALHO

Coimbra, 1922
Coimbra Editora, L.da – Antiga Livraria França & Arménio
2.ª edição
207 mm x 138 mm
VIII págs. + 450 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Novos apontamentos para a Historia Contemporanea
ilustrado com o retrato do autor
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura, sendo apenas metade a capa anterior
exemplar estimado, restauro na capa da brochura; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assassinos – os da vertente espécie – foram, por exemplo, João Brandão, cuja saga da sua existência é aqui vastamente esplanada.

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domingo, dezembro 11, 2022

Bichos [junto com] Rua

 

MIGUEL TORGA

Coimbra, 1941 e 1942
s.i. [ed. autor]
2.ª edição («aumentada») e 1.ª edição
2 livros enc. 1 volume
197 mm x 127 mm
128 págs. + 200 págs.
encadernação de amador inteira em sintético gravada a ouro na lombada
pouco aparado
conserva apenas as capas anteriores das brochuras
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DO ESCRITOR NO SEGUNDO LIVRO
140,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Ultimo Elefante Branco [junto com] A Conquista do Talisman

 

EMILIO SALGARI
trad. Bernardo de Alcobaça


Lisboa, s.d.
João Romano Torres & C.ª – Editores
2.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
194 mm x 131 mm
176 págs. + 160 págs.
título geral: A cidade de rei leproso – Viagens e aventuras extraordinarias de terra e mar
exemplares estimados, capa do primeiro volume com falta de papel por acção de lepisma; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Comboio Aério

 

EMILIO SALGARI
trad. Henrique Marques


Lisboa, s.d.
João Romano Torres & C.ª – Editores
1.ª edição
193 mm x 130 mm
122 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mensageiro de Fez

 

THOMAZ RIBEIRO

Lisboa, 1899
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
1.ª edição
227 mm x 155 mm
XXVI págs. + 206 págs.
ilustrado
luxuosa encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação polícroma e ouro nas pastas e na lombada com o selo de A. [Alfredo] David
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, dezembro 10, 2022

Desobediência Civil Electrónica

 

CRITICAL ART ENSEMBLE [CAE]
org. Paulo da Costa Domingos
trad. Jorge Pereirinha Pires
ilust. Louis Armand

Lisboa, 2022
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
218 págs.
ilustrado
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[…]
O CAE já o afirmou antes, e afirmá-lo-emos de novo: no que respeita ao poder, as ruas são um capital morto! Nada se pode encontrar nas ruas que tenha valor para a elite do poder, nem esta classe precisa de controlar as ruas para gerir e manter eficientemente as instituições estatais. Para que a DC [desobediência civil] tenha efeitos significativos, os resistentes devem apropriar-se de algo que tenha valor para o Estado. Logo que possuam um objecto de valor, os resistentes dispõem de uma plataforma a partir da qual podem negociar (ou porventura exigir) a mudança. […]»

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A Confederação dos Tamoyos

 

DOMINGOS JOSÉ GONÇALVES DE MAGALHÃES

Coimbra, 1864
Imprensa Litteraria
2.ª edição [a 1.ª edição é brasileira, datada de 1857]
144 mm x 98 mm
264 págs.
exemplar estimado, falhas de papel na capa e restauro na lombada; miolo limpo, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Diccionario Bibliographico Portuguez, de Inocêncio Francisco da Silva (tomo I e IX, Imprensa Nacional, Lisboa 1859 e 1870), a propósito deste pioneiro do romantismo na literatura brasileira:
«
Domingos José Gonçalves de Magalhães (Doutor), Commendador da Ordem de Christo, e Cavalleiro da do Cruzeiro no Brasil, Professor de Philosophia no Collegio Imperial de Pedro II, no Rio de Janeiro, Membro da Camara dos Deputados, Ministro residente na corte de Turim, Socio de varias Academias e corporações scientificas etc. [N. na cidade do Rio de Janeiro, então côrte da monarchia portugueza, a 13 de Agosto de 1811. Doutorou-se na Faculdade de Medicina da mesma cidade, e fez a sua primeira viagem á Europa no anno de 1832, sendo no de 1836 nomeado Addido á Legação brasileira em Paris. Regressando á patria, e tendo exercido varios cargos publicos, taes como o de Professor no collegio imperial de Pedro II, Secretario dos governos provinciaes do Maranhão, e Rio-grande do Sul, etc., foi tambem eleito Deputado á Assembléa geral legislativa. Entrado emfim definitivamente na carreira diplomatica, e nomeado Encarregado de negocios nas côrtes de Turin e Napoles, passou em 1859 a Ministro residente na de Vienna d’Austria. Para a sua biographia e apreciação dos seus escriptos, considerado como o chefe da eschola nova e verdadeiramente nacional brasileira. (…)] […] A Confederação dos Tamoyos: Poema. […] Este poema, que consta de [dez] cantos em versos hendecasyllabos soltos, obteve o suffragio e applauso quasi universal dos criticos e litteratos brasileiros. O sr. dr. Macedo, secretario do Instituto Historico‑Geographico do Brasil, por occasião de dar conta da recepção do exemplar com que S. M. se dignara de brindar aquella associação, chama a esta obra: “precioso fructo da inspiração, das lucubrações, do estudo, do amor da patria, e dos vôos brilhantes da imaginação de um poeta nacional: que a acção e vasta, unica, interessante e patriotica; os episodios cheios de uma suavidade que encanta, ou de um ardor que enthusiasma, as descripções fieis, porque apresentam a côr local; a phrase sempre correcta; e o estylo simples”. […]»

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Canções Desta Negra Vida

 

EUGENIO DE CASTRO

Lisboa – Porto – Coimbra, 1922
«Lvmen»
1.ª edição
205 mm x 137 mm
124 págs.
encadernação recente inteira em tela crua com a capa da brochura espelhada
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE E PELO EX-LIBRIS DE BERNARDO PINHEIRO DE PINDELLA
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, dezembro 08, 2022

Collecção de Disposições e Formulario dos Conselhos Militares […]

 

Lisboa, 1870
Typographia do Futuro
[1.ª edição]
200 mm x 132 mm
48 págs.
subtítulo: […] e lei abolindo as varadas do Exercito
modesta encadernação coeva em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado, pastas envelhecidas; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Condicionamento Industrial na Indústria do Arroz

 

FERNANDO PINTO LOUREIRO

Lisboa, 1960
s.e.
1.ª edição
205 mm x 141 mm
80 págs.
subtítulo: Estudo económico […] precedido de uma moção da secção de descasque de arroz da Associação Industrial Portuguesa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior direito da capa
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tratado Pratico Sobre o Modo de Crear os Passaros com Especialidade Canarios

 

[ANÓNIMO]

Lisboa, 1872
Lallemant Frères Typ.
1.ª edição
203 mm x 135 mm
184 págs. + VI págs. + 24 folhas em extra-texto
subtítulo: Acompanhado de 24 estampas com 67 aves coloridas
profusamente ilustrado a cor
encadernação coeva em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, charneiras frágeis; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
450,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Circo das Bananas

 

MÁRIO COSTA

s.l., 1939
Edição do Grémio dos Exportadores de Frutas e Produtos Hortícolas da Ilha da Madeira
[1.ª edição]
220 mm x 174 mm
16 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sol do Jordão

 

ALBINO FORJAZ DE SAMPAYO

Lisboa, 1902
Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor
1.ª edição
189 mm x 124 mm
32 págs.
exemplar estimado, capa com restauros; miolo limpo, por abrir
inclui folha-volante com publicidade editorial a um livro de César Porto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Augusto dos Santos Abranches [manuscrito]




As Várias Faces
[junto com] carta do autor enviada de Lourenço Marques para Luanda a acompanhar o livro


Coimbra, 1943
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 17,2 cm
24 págs.
desenho da capa: Augusto dos Santos Abranches
composto manualmente em Elzevir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO DESTINATÁRIO DA CARTA
exemplar manuseado; miolo muito limpo
peça de colecção
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição da «Portugália, livraria e papelaria», fundada nos anos 30 do século XX pelo próprio Santos Abranches (financiado por José Marmelo e Silva), que, embora ligado a autores como Fernando Namora, Carlos de Oliveira ou João José Cochofel, depressa foi ostracizado pelos neo-realistas ortodoxos dado não cumprir, por meio da sua obra, o exercício de propaganda literária que então lhe era imposto. Em 1945 já se encontra imigrado em Moçambique, e é aí que dirigirá no Notícias o suplemento cultural «Sulco», página que revelou, entre outros, Rui Knopfli, José Craveirinha, Alberto de Lacerda.
A longa carta de 4 páginas que aqui se junta – datada de 30 de Julho de 1945 – constitui o comprovativo desta sua última actividade. Lá se pede ao poeta Tomaz Vieira da Cruz, a trabalhar então no jornal A Província de Angola, intercâmbio de colaborações entre os dois espaços de língua portuguesa. Mais ele projecta: estabelecer uma rede de troca extensível ao Brasil, Guiné, Cabo Verde e Índia... Está, pois, à vista a importância de um tal documento.

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Poemas de Hoje


AUGUSTO DOS SANTOS ABRANCHES
capa do Autor

Coimbra, 1942
Portugália
1.ª edição
23,1 cm x 17,7 cm
90 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Dicionário de Plantas Úteis

 

FERD. [FERDINAND] VON MUELLER
trad., pref. e notas de Júlio A. Henriques


Porto, 1929 [aliás, 1932]
Edição da «Gazeta das Aldeias»
2.ª edição
246 mm x 190 mm
XVI págs. + 320 págs. + 2 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, dezembro 04, 2022

Carnaval Negro


URBANO TAVARES RODRIGUES

Lisboa, 1967
Distribuições Movimento, Lda.
1.ª edição
174 mm x 126 mm
44 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Barco e o Sonho

 

MANUEL FERREIRA
capa de Tomaz Vieira
ilust. Domingos Rebelo
vinhetas de José Manuel Cabral


s.l., 1979
Edição do Autor
1.ª edição
210 mm x 150 mm
268 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Ferreira (1916-2012), jornalista e escritor português nascido em Ponta Delgada (Açores), que não deve ser confundido com o escritor homónimo ligado à cultura de Cabo Verde. O vertente autor, para além do jornalismo, destacou-se como ficcionista, biógrafo e historiador.

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sábado, dezembro 03, 2022

O Alfageme de Santarem ou A Espada de Condestável

 

[ALMEIDA GARRETT]

Lisboa, 1842
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
195 mm x 129 mm
2 págs. + 148 págs.
subtítulo: Pelo auctor de Catão e Auto de Gil-Vicente
encadernação coeva em meia-inglesa com cantos em pele gravada a ouro na lombada
corte das folhas pontilhado a azul ultramarino, sem capas de brochura
exemplar muito estimado, fêstos frágeis e com falhas de pele; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Victor d’Avila Perez*, e no frontispício o selo dourado de posse da Quinta do Salgueiral em Guimarães
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
1.800,00 eur (IVA e portes incluídos)

Drama histórico, cuja acção se desenrola durante a crise política de 1383-1385. A respectiva alusão à invencibilidade das espadas de Nuno Álvares Pereira, e o exemplo de resistência projectado num momento histórico – os tempos vividos por Garrett –, em que a rainha D. Maria II se encontrava sob ameaça do cabralismo, estiveram na origem da sua proibição. A peça foi, de facto, proibida na altura em que foi à cena no Teatro da Rua dos Condes, só voltando a ser representada em 1846, depois da queda de Costa Cabral.
* O vertente exemplar apareceu com o n.º 136 no Catálogo da Riquíssima Biblioteca Victor M. d’Avila Perez, leilão organizado por Arnaldo Henriques de Oliveira, nos finais de 1939, no Salão de Antiguidades da Casa Liquidadora (Rua do Alecrim, Lisboa).

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O Retrato de Venus

 

J. B. DA SILVA LEITÃO D’ALMEIDA GARRETT

Coimbra,  1821
Na Imprensa da Universidade
1.ª edição
171 mm x 120 mm
160 págs.
subtítulo: Poema por […]
mimosa encadernação recente inteira em seda com rótulo de pele gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel acidulado à cabeça nas últimas páginas
PEÇA DE COLECÇÃO
500,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra que esteve na origem de um processo em tribunal contra Almeida Garrett, e que acabou proibida pelo cardeal patriarca de Lisboa D. Carlos da Cunha.

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Camões

 

[ALMEIDA GARRETT]

Paris, 1825
Na Livraria Nacional e Estrangeira
1.ª edição
190 mm x 113 mm
VIII págs. + 2 págs. + 218 págs.
encadernação inteira em tela com rótulo gravado a ouro e colado na pasta anterior
não aparado
sem capa de brochura (?)
exemplar estimado; miolo limpo, restauro nas duas primeiras folhas sem afectar o texto
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Juntamente com Dona Branca, está-se perante as obras inaugurais do Romantismo português.

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quinta-feira, dezembro 01, 2022

D. João Quarto, ou A Independencia de Portugal



JOÃO JOSÉ FERREIRA SIMÕES DE MOLE

Coimbra, 1842
Imprensa de Trovão, & Companhia
1.ª edição
21 cm x 14 cm
84 págs.
subtítulo: Drama original historico em verso heroico
exemplar com falhas de papel na capa, apenas estabilizado na lombada; miolo limpo e fresco
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, na incerteza de Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), terá sido professor de latim em Pombal, e mais nenhuma obra literária se lhe conhece para além do vertente poema dramático inspirado nos feitos históricos de 1640.

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Discurso proferido em Sessão Solemne na Sala da Commissão Central [:] 1.º de Dezembro de 1640 […]

 

VISCONDE DE TRANCOSO *

Lisboa, 1872
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes
1.ª edição
210 mm x 137 mm
16 págs.
subtítulo: […] Em a noite do 1.º de Dezembro de 1871
brochura protegida por capa em papel grosseiro
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Percebe-se o conteúdo exacerbadamente patriótico do vertente discurso quando inserido no contexto histórico que lhe é próprio:
«[…] Uma das primeiras iniciativas da Comissão 1º de Dezembro consistiu na publicação de um manifesto anti-iberista. Exprimia-se neste documento uma revolta “unânime do povo português” contra alguns órgãos da imprensa espanhola e francesa que tinham promovido a união ibérica. Em 1868, com a queda de Isabel II em Espanha, a Comissão voltou a empenhar-se no combate contra renovadas campanhas iberistas. Tal como acontecera em 1861, multiplicaram-se as reacções contra o iberismo. O visconde de Fonte Arcada dizia que a nação portuguesa não admitia ser espanhola. Freitas Júnior publicou uma carta de protesto contra as ideias iberistas divulgadas pelo federalista espanhol Emilio Castelar, observando que Portugal não poderia de modo nenhum arriscar perder a sua independência. Em A Revolução em Hespanha e a Independência de Portugal (1868), afirmava-se que seguir ideias iberistas equivalia a renegar séculos de tradição e a consentir que se pisassem os “ossos dos soldados de Aljubarrota”. O padre Morais Leal ia mais longe, insurgindo-se contra as “infiltrações” iberistas de figuras públicas como Carlos José Caldeira, então inspector-geral das alfândegas, que alegadamente tentara passar vários objectos contrabandeados de modo clandestino na alfândega de Lisboa. Em 1870, o visconde de Trancoso* afirmava que o desgosto de ser espanhol era superior ao medo de ser escravo. […]»
[Fonte: Paulo Bruno Rodrigues Ferreira, Iberismo, hispanismo e os seus contrários: Portugal e Espanha (1908-1931), Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2016]

* Trata-se de Bartolomeu da Costa Macedo Giraldes Barba de Menezes, 2º visconde de Trancoso.

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A Restauração de Portugal


L.[UÍS] A.[UGUSTO] PALMEIRIM, dir.
et alli
desenhos e gravuras de Caetano Alberto e Manuel de Macedo

Lisboa, 1885 [aliás 1889]
Empresa do Occidente («Publicado sob os auspicios da Commissão Central Primeiro de Dezembro de 1640»)
1.ª edição [única]
37,4 cm x 26,2 cm
36 págs.
subtítulo: Opusculo Historico
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui colaborações literárias de, entre outros, Alberto Pimentel, Cunha Belém, Brito Aranha, Vilhena Barbosa, Júlio César Machado, Luciano Cordeiro, Bulhão Pato, visconde de Benalcanfor, Júlio de Castilho, Sanches Baena, etc. No geral, o contributo de todos os autores trata de divulgar episódios históricos que de algum modo levaram à restauração da independência do país e às derradeiras lutas contra a dominação da vizinha Espanha.

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A Restauração e a Aclamação de Dom João IV na Cidade dos Vice-Reis da Índia em 11 de Setembro


JOSÉ FREDERICO FERREIRA MARTINS

Lisboa, 1934
Edições da 1.ª Exposição Colonial Portuguesa
1.ª edição
22,5 cm x 15,9 cm
20 págs.
exemplar estimado, restauro na dobra; miolo limpo
assinatura de posse e carimbo da biblioteca da revista Brotéria no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência de exaltação histórica a propósito do tema em título.

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Poesias

 

JOSE MARIA DA COSTA E SILVA

Lisboa, 1843-1844
Typ. de Antonio José da Rocha
1.ª edição
2 vols.
200 mm x 128 mm
560 págs. + 608 págs.
elegantes encadernações em meias-inglesas coevas gravadas a ouro nas lombadas
pouco aparados, sem capas de brochura
exemplar muito estimados; miolo limpo, papel sonante
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Com uma organização poética que distribui odes pelo primeiro volume, e as fábulas e os sonetos pelo segundo volume, a obra de José Maria da Costa Silva (1788-1854) não se esgota aqui, sendo o seu zénite o incomparável Ensaio Biográfico-Crítico Sobre os Melhores Poetas Portugueses, publicado entre 1850 e 1855.

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