terça-feira, junho 25, 2024

Páscoa Feliz



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de K [Fred Kradolfer]

Lisboa, 1932
Edições Alfa
1.ª edição
184 mm x 120 mm
168 págs.
encadernação de amador em meia-inglesa em sintético e papel marmoreado, gravação a ouro na lombada
aparado, sem as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Não há muito tempo, o catálogo de um leilão de manuscritos transcrevia significativas passagens de uma carta do autor a David Mourão-Ferreira, datada de Nova Iorque, 17 de Dezembro, 1948 (dez anos, portanto, antes da vertente edição), em que Miguéis desabafava, depois de se referir a uma crítica amarga à sua escrita, na Seara Nova, assinada por Vergílio Ferreira:
«[...] Talvez não saibas que a Ática, que já tinha a 2.ª edição da Páscoa [Feliz] toda composta e revista (e impressas as gravuras hors-texte do Keil [do Amaral]), destruiu a edição, isto é, derreteu o metal! E já me tinham pago metade dos direitos de autor. [...]»
(in Livraria Luís Burnay, Leilão de Manuscritos, Autógrafos, Fotografias e Efémera, Lisboa, 19 de Junho de 2010)
Tudo leva a crer que, até à publicação dessa referida crítica, o corpo expedicionário de afectos ao regime que dirigia a Ática não se tivesse apercebido ainda como o exilado escritor já gravitava na esfera dos ideais comunistas. Será somente numa reedição revista que a novidade linguística passará uma esponja sobre o involuntário desleixo da presente edição, assim referido por Miguéis no respectivo posfácio:
«[...] um próspero sindicato operário condescendeu em editá-la: na Páscoa de 1932, com uma ortografia atrabiliária, impressa em mau papel, e com o único chamariz da capa de Fred Kradolfer. Não se fizeram anúncios, não houve rádio-propaganda, nem dei entrevistas aos jornais. [...] Não pedi nem cobrei direitos de autor: o sacrifício era de regra para o escritor “interveniente”, ainda que nas veias lhe corresse, exclusivamente, o sangue de pedreiros, carpinteiros, oleiros e labregos. [...]»

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segunda-feira, junho 24, 2024

Revelação de Pierino Gamba Contada por Seu Pai

 

PIETRO GAMBA

Lisboa, 1950
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
195 mm x 130 mm
82 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado com o retrato de pai e filho
exemplar muito estimado; miolo limpo
juntou-se o papel kraft de protecção com indicações manuscritas de Perry Vidal acerca do exemplar e respectiva datação («exemplar n.º 10 da edição de 3.000, hoje, dia primeiro em que foi posto à venda, 27-I-1950, autografado por Pierino Gamba»)
ostenta colado no verso da capa o ex-libris do casal Maria da Assunção Osório Cabral de Albuquerque Perry Vidal e João Marcos André Pereira de Sá Perry Vidal
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE PIERINO GAMBA A GAVAZZO PERRY VIDAL
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Piero, ou Pierino Gamba (1936-2022), foi um precoce pianista, como atenta o vertente livro, e mais tarde dirigente de orquestra.

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sexta-feira, junho 21, 2024

O Primeiro Livro da Escola

 

JOSÉ ANTONIO SIMÕES RAPOSO

Lisboa, 1893
A. Ferreira Machado & C.ª – Editores
1.ª edição
208 mm x 134 mm
24 págs.
subtítulo: Para uso dos alumnos da primeira cadeira de Instrucção Primaria da Real Casa Pia de Lisboa – Primeira parte do syllabario
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
ostenta na capa o carimbo da Typographia e Papelaria de Joaquim Lucio Pelejão – Castelo Branco
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Coudelaria de Luiz Perdigão de Souza Carvalho (Ervideira)

 

LUIZ ERVIDEIRA
pref. António Carlos de Fontes Pereira de Mello

Quinta da Malagueira – Évora, 1968
[ed. autor]
2.ª e 3.ª edições («revista, corrigida e aumentada»)
245 mm x 180 mm
232 págs.
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR E PELO CARIMBO DE ENTRADA DA OBRA NOS ARQUIVOS DA INTENDÊNCIA DE PECUÁRIA DE LISBOA
180,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Caso de Belém


AGNELO GALAMBA DE OLIVEIRA

Lisboa, Novembro de 1968
Edição do Autor
1.ª edição
20,8 cm x 14,4 cm
84 págs.
subtítulo: Achega para o seu conhecimento e juízo
ilustrado com fac-símiles
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que patenteia o desacordo e a fissura aberta no seio dos católicos no rescaldo das eleições para deputados em finais de 1965. No essencial, é o volume constituído pela reprodução da troca de cartas entre o ultra-reaccionário Galamba de Oliveira e o progressista José da Felicidade Alves, padre na paróquia de Santa Maria de Belém. E são deste último as palavras:
«[...] O pano de fundo é o clima e o fermento da divisão activa e activamente atiçado entre católicos e católicos. Esta divisão situa-se em dois planos: no plano das opções e responsabilidades políticas; e (muito mais grave) no plano das perspectivas e da actuação das linhas de rumo da edificação do Povo de Deus, isto é, dos critérios pastorais e apostólicos. E as divisões não consistem apenas em perspectivas complementares ou diferenciadas de enfocar os problemas; não são somente oposições de ideias. Transformaram-se em ódios, criados e alimentados com acusações pessoais, insinuações infamantes, calúnias, incitamentos à... fogueira, contra uma das correntes. [...]
E o drama consistiu e consiste em que uma das correntes impõe o silêncio ou a clandestinidade à outra; não lhe admite qualquer plataforma legal de se formular; move contra essas pessoas uma pertinaz campanha de insinuações malévolas, malsina as intenções, generaliza possíveis erros, sugere conluios tenebrosos, semeia ódios, destrói o bom nome e até põe em risco a sobrevivência política, económica e social dos que são do “outro grupo”. Isto, repito, quer no plano das perspectivas e opções políticas, quer no plano das realidades pastorais.
Isto abriu chagas que dificilmente sararão. E eu sou um dos que posso falar de experiência. E poderia identificar nomes de jornais e nomes de padres e leigos empenhados nesta obra de criação de ódios entre irmãos. E, para ser sincero, confesso que tenho visto V. sempre ligado a esses jornais e pessoas; e por isso sinto que V. tenha contribuído positivamente para este estado de coisas (vg.: o apoio e solidariedade prestados a um dos principais obreiros da sementeira de ódio, o “Agora”...). Se bem que as responsabilidades são muito vastas. E eu próprio me não julgo plenamente isento delas; e desejo que mas apontem (pois o próprio tem dificuldade em se julgar objectivamente).
Encontramo-nos, pois, neste momento crucial da vida da nação e da vida da Igreja, profundamente divididos, incompatibilizados, suspeitosos, cheios de rancores acumulados, sem amor e sem confiança recíproca. E vamos à mesma mesa da Eucaristia! Situação de hipocrisia e escândalo. Somos irmãos e odiamo-nos! [...]»

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Católicos e Política

 

aa.vv.
pref. José da Felicidade Alves


Lisboa, s.d. [circa 1969]
«Seiva» («edição e apresentação: Padre José da Felicidade Alves»)
1.ª edição
181 mm x 113 mm
288 págs. + 1 encarte
subtítulo: De Humberto Delgado a Marcello Caetano
exemplar estimado; miolo limpo
inclui folha-volante identificadora das colecções do editor
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Não Te Admires que Eu Diga: É Preciso Nascer de Novo

 

JOSÉ DA FELICIDADE ALVES, padre

Lisboa, s.d. [circa 1970]
Edição do Autor
1.ª edição
183 mm x 117 mm
144 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Cidadão de uma enorme coragem, o Padre Felicidade (como era conhecido também nos meios antifascistas não católicos), foi uma das figuras centrais da oposição dos católicos à ditadura, sobretudo a partir de meados da década de 60.
Nas suas homilias abordava temas incómodos ao regime do Estado Novo e às hierarquias eclesiásticas, tais como a guerra colonial, a perseguição política e problemas sociais. Envolveu-se militantemente nos combates contra a Ditadura e na renovação da Igreja Católica, o que determinou a sua prisão e julgamento. Foi afastado das funções de pároco pelo então cardeal patriarca de Lisboa, Cardeal Cerejeira e, mais tarde, tomou conhecimento da sua excomunhão.
José da Felicidade Alves nasceu em 11 de Março de 1925 em Vale da Quinta, freguesia de Salir de Matos, Caldas da Rainha, sendo filho de Joaquim Alves e Maria Felicidade.
[…] Em 1956 foi nomeado pároco de Santa Maria de Belém, em Lisboa, onde se evidenciou pelo conteúdo das suas homilias. Foi no trabalho da paróquia que se foi dando conta de que o país real era muito diferente do que pensava e, a partir de 1967, as suas intervenções começaram a causar incómodo ao regime e à Igreja Católica.
Solidário com o grupo de católicos mais progressistas, o percurso de Felicidade Alves ficou definitivamente marcado após a comunicação que proferiu ao Conselho Paroquial de Belém, em 19 de Abril de 1968, na presença de muitas dezenas de pessoas. Sob o tema “Perspectivas actuais de transformação nas estruturas da Igreja”, a comunicação de Felicidade Alves punha em causa a forma como a Igreja se apresentava à sociedade, a sua organização, e o modo como eram transmitidos os ensinamentos cristãos e era abordada a própria figura de Deus.
Defendendo uma profunda renovação da Igreja e das suas estruturas, as ideias de Felicidade Alves desagradaram ao cardeal Cerejeira. Em consequência, foi-lhe movido um longo processo que determinou, em Novembro de 1968, o afastamento das suas funções de pároco em Santa Maria de Belém, e, mais tarde, a suspensão das suas funções sacerdotais, terminando, em 1970, com a sua excomunhão.
Após o afastamento da paróquia de Belém, Felicidade Alves tornou-se o grande impulsionador, em conjunto com Nuno Teotónio Pereira e o padre Abílio Tavares Cardoso, da publicação dos Cadernos GEDOC, de que saíram onze números, entre 1969 e 1970. Abordando criticamente questões ligadas à hierarquia católica e à guerra colonial, a publicação foi condenada pelo Cardeal Cerejeira e considerada ilegal pela PIDE, sendo instaurado um processo aos seus responsáveis, de que resultará, em 19 de Maio de 1970, a prisão de Felicidade Alves por “actividades contrárias à segurança do Estado”. Acusado de incitar à violência e à luta armada, foi julgado e absolvido. Porém, para lá da questão do colonialismo, para a qual acordara lentamente, havia a situação da Igreja em Portugal, com que se confrontava diariamente.
Em 1969 Felicidade Alves publicou a obra Católicos e Política – De Humberto Delgado a Marcello Caetano, na qual coligiu inúmeros documentos sobre as relações entre os católicos, a Igreja e o Estado, desde a campanha do general Humberto Delgado, em 1958, até à chegada ao poder de Marcello Caetano (1969).
Em 1970 redigiu as obras Pessoas Livres e É Preciso Nascer de Novo. Nesta última Felicidade Alves reflecte sobre o casamento, pouco antes de tomar a decisão de se casar civilmente. Em 1 de Agosto daquele ano casou com Maria Elisete Alves, nas Caldas da Rainha.
Depois do 25 de Abril de 1974, Felicidade Alves aderiu ao PCP, partido em que se manteve até morrer. […]
Afastado da Igreja, Felicidade Alves irá trabalhar em diversas empresas, como o Anuário Comercial e a editora Livros Horizonte, e prossegue a sua produção literária, publicando estudos de natureza teológica e pastoral, mas também de carácter histórico: coordenou uma colecção relativa à obra de Francisco de Holanda e uma outra edição de textos históricos sobre a cidade de Lisboa. A sua actividade bibliográfica foi premiada pela Academia Nacional de Belas Artes, que o tornou seu académico em 1994. […]
José da Felicidade Alves morreu no dia 14 de Dezembro de 1998, com 73 anos.»
(Fonte: página electrónica Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos)

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quarta-feira, junho 19, 2024

De D. João V a D. Miguel

 

JOÃO AMEAL
RODRIGUES CAVALHEIRO

Porto, 1939
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
206 mm x 148 mm
16 págs. + 344 págs.
subtítulo: Erratas à História de Portugal
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cosmos

 

WITOLD GOMBROWICZ
trad. Luiza Neto Jorge
capa do pintor Espiga Pinto

Lisboa, s.d. [circa 1967]
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
186 mm x 132 mm
272 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
conserva a cinta promocional
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, junho 17, 2024

Homens Sem Caminho


CASTRO SOROMENHO
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1946
Editorial Inquérito Limitada
2.ª edição
192 mm x 126 mm
240 págs. + 1 targeta (erratas)
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 31 da tiragem especial de apenas 50 exemplares assinados pelo autor
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana:
«O prestígio desta obra não resulta de um exotismo fácil e devemos ficar-lhe reconhecidos por ter tratado como homens e não como animais curiosos, com a óptica particular que a sua condição impõe, mas também com constante escrúpulo de verdade psicológica, os negros heróis da sua trágica narrativa. Creio já ter dito, mas agrada-me repeti-lo, que não conheço em qualquer língua outro escritor europeu que tenha ido tão longe no conhecimento verdadeiro da humanidade africana, sem lirismo supérfluo nem erudição etnográfica, como Castro Soromenho. É uma circunstância feliz que a uma tal perspicácia se associe nele um incontestável talento de narrador, e é significativo que esse espantoso dom tenha caído em partilha a um escritor português.» (Pierre Hourcade)

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26 Anos na União Soviética – Notas de Exílio do “Chico da C.U.F.”


FRANCISCO FERREIRA

prefácio de José Augusto Seabra
capa de Henrique Manuel

Lisboa, 1976
Edições Afrodite / Fernando Ribeiro de Mello
2.ª edição
210 mm x 150 mm
344 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A publicação destas memórias, numa editora antifascista das mais combativas, insere-se num contexto de desafio ao poder então vigente, do Partido Comunista Português – e mesmo das forças de esquerda em geral –, o que levou a cegueira do até aí prestigiado editor à inclusão do Mein Kampf no seu catálogo, documento de referência nazi e anti-semita (se para convertido à causa do outro seria pouco, para declarado anticomunista primário foi muito).

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Poemas

 

FELÍCIA CALDEIRA
pref. Maria Archer
capa do pintor e escultor Martins Correia

Lisboa, 1950
[ed. da Autora ?]
1.ª edição [única]
198 mm x 131 mm
84 págs. + 1 extra-texto com o retrato da autora
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas


FELÍCIA CALDEIRA
pref. Maria Archer
frontispício do pintor e escultor Martins Correia

Lisboa, 1950
[ed. da Autora ?]
1.ª edição [única]
196 mm x 131 mm
84 págs. + 1 extra-texto com o retrato da Autora
encadernação em meia-inglesa com cantos, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA EXPRESSIVA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboradora do antigo semanário Sol (aquele que se publicou durante os anos 40 do século passado), que desabridamente se opunha ao regime ditatorial, estreia-se nos versos com este singelo e íntimo livrinho, embora de pouca monta para as lides poéticas nacionais então dominadas, por um lado, pelo declínio dos presencistas ante os poetas do Cancioneiro Geral, e, por último, pelos surrealistas contra todos os outros.

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Rio Turvo

 

BRANQUINHO DA FONSECA
capa de João da Câmara Leme


Lisboa, 1963
Portugália Editora
2.ª edição
190 mm x 132 mm
260 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, primeiras e últimas folhas com vagos sinais de foxing
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Orlando [junto com] Virginia Woolf – O Problema da Mulher nas Letras




VIRGÍNIA WOOLF
trad. Cecília Meireles
capa de Infante do Carmo
MANUELA PORTO

Lisboa, s.d. [1962, seg. BNP] / Lisboa, 1947
Edição «Livros do Brasil» / Seara Nova
1.ª edição (ambos)
[160 mm x 108 mm] + [191 mm x 122 mm]
224 págs. + 48 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação (a), e exemplar estimado, miolo limpo (b)
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

O livrinho de Manuela Porto, com a reprodução de uma sua palestra proferida na Sociedade Nacional de Belas-Artes em Janeiro de 1947, constitui uma impressionante introdução, não apenas ao carácter libertador de Virginia Woolf, mais do que à sua obra, mas, acima de tudo, é um panfleto acerca da condição da mulher em Portugal e da ignorância em que desde sempre se tentou mantê-la. Nessa mesma linha, ter-se entregue apaixonadamente à tradução de Orlando uma escritora brasileira sensível e atenta como Cecília Meireles, só ilustra como, no feminino em português, importantes brechas foram escavadas no paredão do machismo. Orlando, romance escrito com sarcasmo no modo estilístico autobiográfico, inspirado na figura andrógina de Vita Sackville-West, que foi amante da escritora, descreve a jornada de um nobre inglês que terá vivido trezentos anos sem envelhecer mas que, de um momento para o outro, se torna mulher. Obra singular na literatura inglesa, e hoje muito apreciada nos meios lésbicos e transexuais.

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A Última História da Xerazade


ADOLFO SIMÕES MÜLLER
capa e ilust. Fernando Bento

Lisboa, 1956
Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade
2.ª edição
240 mm x 185 mm
48 págs.
profusamente ilustrado a cor
cartonagem editorial, folhas-de-guarda impressas com motivos infantis
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bonecas Trapos Suspensos

 

ISABEL DE SÁ
capa e grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 1983
[frenesi]
1.ª edição
190 mm x 130 mm
16 págs.
impresso sobre papel superior
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Abria assim o breve livro de Isabel de Sá:
«Era único em mim. O fogo e as marés exigiram.
Por toda a terra ardiam rios. Nas margens a infância deslumbrava-se. Recolhia desencantos, visões, algumas luas. […]»

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Bonecas e Pinguins

 

ALICE OGANDO
capa de Maria Adelaide [Lima Cruz]

Lisboa, 1931
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
194 mm x 124 mm
176 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, junho 10, 2024

Tu e o Cinema

 

FRANZ WEYERGANS
trad. Ruth Delgado

Porto, 1971
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
185 mm x 136 mm
250 págs.
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O General Carlos Ribeiro


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1884
Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos – Editor
1.ª edição
204 mm x 146 mm
72 págs.
subtítulo: Recordações da Mocidade
exemplar estimado; miolo limpo, papel com vagos sinais de foxing
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Ribeiro, «sabio geologo, que fôra das suas [de Camilo] relações, como seu contemporaneo de estudos na cidade do Porto» – diz-nos o camilianista Sérgio de Castro (vd. Camillo Castello Branco: Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. III, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914) –, «primeiro geologo que se affirmou em Portugal para os dominios das modernas applicações da respectiva sciencia», a ele se deve ainda o «registo anthropologico e prehistorico da existencia do anthropopitecus» nacional. «Mas o principal da brochura consiste em Camillo contar outro caso mais trovadoresco – um episodio da vida amorosa do general, que se deixara tomar de amores por uma heroina, que bem nascida em Lisboa, atraiçoando o marido e fugindo com o amante para o Porto, cahiu nos braços caritativos do futuro sabio [...]»
O estilo é vivaz, como sempre. As mundanas são tratadas como tais; os generais, nem por isso.

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sexta-feira, junho 07, 2024

O Homem de Braço de Ouro


NELSON ALGREN
trad. Daniel Augusto Gonçalves e Fernanda Pinto Rodrigues

Lisboa, 1962
Editorial Minerva
1.ª edição
18,7 cm x 12,9 cm
468 págs.
capa impressa a três cores directas e relevo seco sobre carlotina amarela
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Na actual literatura dos Estados Unidos, pode dizer-se que Algren [1909-1981] é o escritor dos deserdados – daquele mundo de falidos, mitómanos, de gentes por qualquer forma deslocada que, de Chicago às pequenas cidades do centro dos Estados Unidos, vive apesar de tudo o seu progressivo industrialismo, para ele até, em certa medida, contribuindo. A importância da obra de Nelson Algren para a compreensão do homem americano deste após-guerra é, por isso, essencial, principalmente no que se refere ao estudo dos meios e ambientes marginais da sociedade.
Não menos importante tem sido a contribuição de Nelson Algren para o cienema, quer pela adaptação dos seus romances – quase todos filmados por alguns dos maiores realizadores [Otto Preminger, socorrendo de actores como Frank Sinatra e Kim Novak, fez deste romance uma obra-prima do cinema, em 1955] – quer como argumentista original.»

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segunda-feira, maio 20, 2024

Les Arts en Portugal [junto com] Dictionnaire Historico-Artistique du Portugal pour faire suite à l’ouvrage ayant pour titre: Les Arts en Portugal

 

A. [ATANAZY] RACZYNSKI

Paris, 1846 e 1847
Jules Renouard et Cie, Libraires-Éditeurs
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
213 mm x 142 mm
[4 págs. + 548 págs.] + [XII págs. + apenas 1 desdobrável em extra-texto (gravura: «D’après le tableau de Vasco Fernandes à Viseu») + 308 págs.]
subtítulo (de ambos): Lettres adressées a la Société Artistique et Scientifique de Berlin, et accompagnées de documens
elegantes encadernações recentes homogéneas inteiras em imitação de pele gravadas a ouro nas lombadas
pouco aparados, sem capas de brochura
exemplares muito estimados; miolos limpos
carimbos de posse nos topos dos frontispícios
450,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, maio 19, 2024

O Livro das Cortesãs

 

ALBINO FORJAZ DE SAMPAYO, org. e pref.
BENTO MANTUA
, org. e pref.
ilust. Alberto de Sousa, António Soares, Francisco Valença, Malhoa, Roque Gameiro, Alonso, Stuart, et alii

Lisboa, 1917 [aliás, 1916]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
185 mm x 122 mm
240 págs.
subtítulo: Antologia de poetas portugueses e brasileiros
encadernação inteira em tela encerada e goufrada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
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Codigo do Bom Tom

 

J.-I. [JOSÉ INÁCIO] ROQUETTE

Paris, 1850
Em Casa de J.-P. Aillaud
2.ª edição
180 mm x 118 mm
4 págs. + IV págs. + 332 págs.
subtítulo: Regras de civilidade e de bem viver no XIXº seculo
ilustrado
encadernação da época em meia-inglesa elegantemente gravada a ouro, folhas-de-guarda em papel marmoreado
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
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Mythologie

 

MAURICE RAT

Paris, 1954
Librairie Plon
s.i. [2.ª edição]
texto em francês
243 mm x 184 mm
6 págs. + IV págs. + 214 págs. + 40 págs. em extra-texto (gravuras)
subtítulo: Légendes des dieux et des héros grecs et latins
ilustrações impressas em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Subsídios para a História do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra

 

A. J. SOARES

Coimbra, Setembro de 1961
VIII Delfíada
1.ª edição
228 mm x 168 mm
4 págs. + 352 págs.
subtítulo: 1938-1961
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Objectos Recuperados

 

JOAQUIM FERRER

Lisboa, 1969
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
187 mm x 126 mm
96 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO «ESCRITOR E CRÍTICO» LUÍS FORJAZ TRIGUEIROS
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Modernas Tendências da Educação


IRENE LISBOA
ilustrações de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
189 mm x 130 mm
116 págs.
ilustrado no corpo do texto
composto manualmente em Elzevir
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da Introdução da autora:
«[...] Os próprios jornais e as pessoas ilustradas apenas se preocupam com o analfabetismo, como se aí estivesse a mola de tôda a educação.
Não é, porém, de analfabetismo que aqui vamos tratar. A ler, tôda a escola hoje ensina, em mais ou menos tempo. Qualquer criança que cumpra o quatriénio das nossas escolas primárias fica apta a percorrer um jornal e a escrever uma carta. Não é, portanto, contra o analfabetismo que iremos travar peleja. Não é êsse o único benefício (o de o debelar) que os verdadeiros pedagogos atribuem à escola, ao seu espírito e à sua função. Consideram-na capaz de ajudar à educação integral da criança: de lhe fornecer meios de a desenvolver em todos os sentidos, mentalmente, física e moralmente.
O intuito dêste livrinho é, pois, o de apresentar uma porção de quadros de escolas em que as crianças são postas em condições de aprender muita coisa alegremente e com actividade. Descrever-se-á nêle a vida de algumas escolas novas, dando-se o relêvo preciso aos fins que elas teem em vista. [...]»

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Les Étapes de l’ Éducation

 

MARIA MONTESSORI

s.l. [Bruges (Bélgica)], s.d. [1932]
Desclée de Brouwer et Cie.
[1.ª edição]
texto em francês
183 mm x 136 mm
6 págs. + 42 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma conferência pronunciada pela médica e pedagoga Maria Montessori (1870-1952) na Sorbonne.

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sábado, maio 18, 2024

Poesias


GUILLEVIC
trad. e pref. David Mourão-Ferreira

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
bilingue
18,2 cm x 10,2 cm
XXVI págs. + 78 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 4 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eugène Guillevic, conheceu todas as guerras do século XX europeu; a de 1968, inclusive. Na segunda assumiu-se como poeta da Resistência, e nunca mais deixou de o ser. Brevemente aqui traduzido por Mourão-Ferreira, cujo texto de Apresentação não perde a oportunidade de atirar sobre o conservador T. S. Eliot.

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Descaminho

 

CABRAL DO NASCIMENTO

s.l. [Lisboa], 1969
Editorial Minerva
2.ª edição («acrescentada»)
213 mm x 145 mm
72 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado com o retrato do autor
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sôbre o Vento Noroeste

 

ORLANDO DE ALBUQUERQUE

Sá da Bandeira (Angola), 1964
Publicações Imbondeiro
1.ª edição
206 mm x 154 mm
66 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, maio 16, 2024

Corpo Sitiado


CASIMIRO DE BRITO

Lisboa, 1976
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
181 mm x 131 mm
108 págs.
subtítulo: Solidão Perfeita – Telegramas – Canto Adolescente – Corpo Sitiado – e um posfácio
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O que não terá pensado a sua (dele) amiga Luiza Neto Jorge, ao ver um seu (dela) título de 1973 – Os Sítios Sitiados – traficado em arte barata?...

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Calamidade




JÚLIO HENRIQUES
NUNO MOURA
SANDRA ANDRADE
CARLOS FERREIRO
GIANFRANCO SANGUINETTI
ANTÓNIO CABRITA
PAULO DA COSTA DOMINGOS

Lisboa, 2020
Barco Bêbado
1.ª edição
480 mm x 700 mm (aberto)
240 mm x 175 mm (fechado)
16 págs.
subtítulos: [1] Recursos Humanos; [2] Diante; [3] «I want a third pill!»; [4] [desenhos]; [5] O Despotismo Ocidental; [6] Câmara Ardente; [7] O Exíguo Sentido
ilustrado
exemplar novo
numerado e assinado pelo editor Emanuel Cameira
10,00 eur (IVA e portes incluídos)

Folha-volante escrita por 7 autores, paginada e impressa durante os dias de confinamento.

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Coordenada – Cadernos de Convívio


Porto, Outubro de 1958 e Abril de 1959
coord. Agostinho de Castro, Flávio Ferreira, Jorge Araújo, José Augusto Seabra e Carlos Porto
1.ª edição [única]
2 números (completo)
20,2 cm x 14,2 cm
2 x 96 págs.
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de Carlos Porto e de José Augusto Seabra, a revista, na sua breve existência, à força de polícia política e intimações dos serviços de censura, ainda teve a oportunidade de dar a conhecer nomes como, entre outros, os de António Cabral, Orlando Neves, Liberto Cruz, Casimiro de Brito, Manuel Ferreira, etc. Especial destaque é de dar a duas longas entrevistas, uma por cada fascículo, no primeiro a José Régio, no segundo a Marcelo Caetano, esta última assumindo um tom áspero entre as partes.

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O Bispo de Pedra

 

JOÃO JOSÉ COCHOFEL

Lisboa, 1975
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
181 mm x 131 mm
128 págs.
subtítulo: Quatro Andamentos – Emigrante Clandestino – Uma Rosa no Tempo – Água Elementar
composto manualmente e impresso na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco (Lisboa)
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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