segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Maria Adelaide


M. [MANUEL] TEIXEIRA-GOMES

Lisboa, 1959
Portugália Editora
2.ª edição
196 mm x 133 mm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido pelo regime do Estado Novo. Óscar Lopes e António José Saraiva (ver História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989) caracterizam-lhe um estilo que só poderia excitar os censores:
«[...] O classicismo de Teixeira Gomes, como o de Manuel Bernardes, que tanto admirava, realiza-se ao nível da escolha vocabular e da frase, e prolonga por escrito um isolado e ausente “fruir sem exaltação”. Apesar da realidade vivida dos seus temas fragmentários, há neles uma gostosa transfiguração com encanto imaginativo, quer nos transmita notas de exotismo flamengo ou sevilhano, por exemplo, quer “o exotismo às avessas” do passado distante ou da terra pátria, vista de cor no exílio. [...] [S]ente-se uma emoção represa que se esconde atrás de requintes epicuristas, atrás de um amoralismo erótico e de desapiedadas farsas narrativas em tom quase fialhesco.
Teixeira Gomes representa o mais alto apuro diletante de um esteticismo cultivado por certo patriciado irreligioso, mas também antinaturalista, antivulgar, que na República pretende suprir a aristocracia deposta. [...]
A nota panteísta, esteticista ou pagã é, com efeito, ferida por vários escritores da geração republicana, em oposição ao tradicionalismo católico. [...]»

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