CLARICE LISPECTOR
capa de Infante do Carmo
Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição (em Portugal)]
209 mm x 150 mm
232 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
Escreve a crítica francesa
Hélène Cixous: «Se Kafka fosse mulher. Se Rilke fosse uma brasileira judia
nascida na Ucrânia. Se Rimbaud tivesse sido mãe, se tivesse chegado aos
cinquenta. (...). É nessa ambiência que Clarice Lispector escreve. Lá onde
respiram as obras mais exigentes, ela avança. Lá, mais à frente, onde o
filósofo perde fôlego, ela continua, mais longe ainda, mais longe do que todo o
saber.»
Este seu primeiro romance, de
1943, amplamente aplaudido e premiado, surge num contexto literário brasileiro
de uma escrita propensa para o regionalismo ficcional. Aqui, pelo contrário,
temos uma modernidade existencialista, romance de introspecção, fragmentário,
labiríntico, abordagem por tentativas, em que passado e presente reciprocamente
se iluminam.
