sábado, fevereiro 28, 2026

O Bebedor Nocturno


[HERBERTO HELDER, versões]
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1968
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 123 mm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um extenso conjunto de “traduções” – ou de poemas vertidos das mais variadas línguas para o português, o idioma português tal como HH maravilhosamente o tratou em toda a sua obra escrita. Claro que os pressurosos funcionários da metodologia universitária, que tanto se têm esforçado por vender a alma a um qualquer sotaque dominante, nunca puderam suportar palavras como as que este “tradutor” emprega no seu curto prefácio:
«[...] Quanto a mim, não sei línguas. Trata-se da minha vantagem. Permite-me verter poesia do Antigo Egipto, desconhecendo o idioma, para o português. Pego no Livro dos Mortos, em inglês ou francês, e, ousando, ouso não só um poema português como também, e sobretudo, um poema meu. [...] O meu labor consiste em fazer com que eu próprio ajuste cada vez mais, ao meu gosto pessoal, o clima geral do poema já português: a temperatura da imagem, a velocidade do ritmo, a saturação atmosférica do vocábulo, a pressão do adjectivo sobre o substantivo.
Uma pessoa pergunta: e a fidelidade? Não me sinto infiel. É que procuro construir o poema português pelo sentido emocional, mental, linguístico que eu tinha, sub-reptìciamente, ao lê-lo em inglês, francês, italiano ou espanhol. Como fidelidade, convenhamos, é bizarramente pessoal. Mas não há fidelidade que não seja pessoal. [...]»

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