domingo, março 15, 2026

Cantos de Maldoror

 

CONDE DE LAUTRÉAMONT [ISIDORE DUCASSE]
trad. Pedro Tamen
pref. Jorge de Sena
capa de Mendes de Oliveira


Lisboa, 1969
Moraes Editores
1.ª edição
200 mm x 140 mm
304 págs.
subtítulo: Seguidos de Poesias
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Com Lautréamont (Isidore Ducasse, 1846-1870), na força da sua afirmação do mal, não restam dúvidas nem ambiguidades – é o Mundo, claustrofóbico, que nos rodeia, o que está a mais. Até no contraste que as breves Poesias exercem sobre a exuberância dos Cantos, até aí podemos observar a blandícia nos lábios da fera. Cesariny é da mesma opinião (ver As Mãos na Água a Cabeça no Mar, ed. Autor, Lisboa, 1972):
«[...] Se de algum modo os Cantos são a parte do homem erguido a corpo inteiro contra a opressão – a filosófica, a literária, a religiosa, a científica, e a outra – o Prefácio às Poesias anunciaria o reino da humildade absoluta, da integração maciça numa ordem autorizada a impor-se e a impor. Mas em breve algo extremamente violento, de rotundamente árido põe de sobreaviso contra a vasta possibilidade de estarmos assistindo à pura e simples desbobinagem da obra anteriormente projectada e de seguirmos uma corrente de humor tão ácida e hiperbólica como a dos Cantos. [...]»
Falecido apenas com 24 anos de idade, legou-nos esse enigmático franco-uruguaio aquilo que ainda hoje pode ser tido na conta de obra-prima da literatura francesa do século XIX.


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