quarta-feira, março 18, 2026

Chaves – Apontamentos Arqueológicos

 

FRANCISCO MANUEL ALVES
et alii

Chaves, 1931
Edição da Camara Municipal de Chaves
1.ª edição
241 mm x 168 mm
60 págs.
subtítulo: Conferencia lida em Chaves na noite de 22 de Novembro de 1930
impresso a duas cores directas sobre papel superior creme
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
é o n.º 28 de uma tiragem de apenas 50 exemplares numerados
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

«O Abade de Baçal, de seu nome Francisco Manuel Alves, nasceu a 9 de abril de 1865 em Baçal, Bragança, onde veio a falecer a 13 de novembro de 1947. Personalidade de grande relevo na cultura portuguesa da primeira metade do século XX, foi historiador, arqueólogo e etnógrafo.
[…] Paralelamente às suas funções eclesiásticas, o Abade de Baçal destacou-se na historiografia regionalista do nordeste transmontano.
Autodidata, o seu despertar para os estudos históricos surge ainda no Seminário. Em 1917, foi nomeado Presidente do Instituto Científico Literário de Trás-os-Montes e foi fundador do Instituto Etnológico da Beira. Em reconhecimento à sua contribuição para o estudo da região de Trás-os-Montes foi nomeado, em 1925, diretor do Museu Regional de Bragança, ao qual esteve ligado desde a sua criação e onde criou o “Grupo de Amigos dos Monumentos e Obras de Arte de Bragança”. Este grupo revelou ter um papel decisivo, particularmente até finais da década de trinta, na organização do museu, na aquisição de novos espécimes e na preservação do património cultural da região. Em 1935, por ocasião da sua jubilação, recebeu o título de Abade, nome pelo qual ficou conhecido e, em sua homenagem, o Museu passou a designar-se Museu do Abade de Baçal.
A sua investigação histórica, que abarca a paleografia, a epigrafia e a numismática, até ao conhecimento da arqueologia e etnografia e história geral do Distrito de Bragança, foi baseada em transcrições de documentos e registos originais, nas suas “excursões archeológicas”, iniciadas em 1907 a 1946 (num total de oitenta), assinaladas nos seus Couseiros e na correspondência partilhada com os seus colaboradores locais.
À luz das tendências dominantes da prática etnográfica do final do século XIX, a sua produção centrou-se no estudo dos usos, costumes e tradições orais, privilegiando a investigação da cultura popular da região de Bragança. O trabalho desenvolvido pelo Abade de Baçal destaca-se pela importância dos estudos relativos à literatura oral, incluídos em obras de outros autores, designadamente, em o Romanceiro Português (1958 e 1960) e o Cancioneiro Popular Português (1975-1983) da autoria de José Leite de Vasconcelos, com quem manteve uma relação de amizade. […]»
(Fonte: página electrónica Matriz PCI – Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial)

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