FRANCISCO MANUEL ALVES
et alii
Chaves, 1931
Edição da Camara Municipal de Chaves
1.ª edição
241 mm x 168 mm
60 págs.
subtítulo: Conferencia lida em Chaves na noite de 22 de Novembro de 1930
impresso a duas cores directas sobre papel superior creme
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
é o n.º 28 de uma tiragem de apenas 50 exemplares numerados
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
«O Abade de Baçal, de seu nome Francisco Manuel Alves, nasceu a 9 de
abril de 1865 em Baçal, Bragança, onde veio a falecer a 13 de novembro de 1947.
Personalidade de grande relevo na cultura portuguesa da primeira metade do
século XX, foi historiador, arqueólogo e etnógrafo.
[…] Paralelamente às suas funções eclesiásticas, o Abade de Baçal destacou-se
na historiografia regionalista do nordeste transmontano.
Autodidata, o seu despertar para os estudos históricos surge ainda no
Seminário. Em 1917, foi nomeado Presidente do Instituto Científico
Literário de Trás-os-Montes e foi fundador do Instituto
Etnológico da Beira. Em reconhecimento à sua contribuição para o estudo da
região de Trás-os-Montes foi nomeado, em 1925, diretor do Museu Regional de
Bragança, ao qual esteve ligado desde a sua criação e onde criou o “Grupo de
Amigos dos Monumentos e Obras de Arte de Bragança”. Este grupo revelou ter um
papel decisivo, particularmente até finais da década de trinta, na organização
do museu, na aquisição de novos espécimes e na preservação do património
cultural da região. Em 1935, por ocasião da sua jubilação, recebeu o título de
Abade, nome pelo qual ficou conhecido e, em sua homenagem, o Museu passou a
designar-se Museu do Abade de Baçal.
A sua investigação histórica, que abarca a paleografia, a epigrafia e a
numismática, até ao conhecimento da arqueologia e etnografia e história geral
do Distrito de Bragança, foi baseada em transcrições de documentos e registos
originais, nas suas “excursões archeológicas”, iniciadas em 1907 a 1946 (num
total de oitenta), assinaladas nos seus Couseiros e na
correspondência partilhada com os seus colaboradores locais.
À luz das tendências dominantes da prática etnográfica do final do século XIX,
a sua produção centrou-se no estudo dos usos, costumes e tradições orais,
privilegiando a investigação da cultura popular da região de Bragança. O
trabalho desenvolvido pelo Abade de Baçal destaca-se pela importância dos
estudos relativos à literatura oral, incluídos em obras de outros autores,
designadamente, em o Romanceiro Português (1958 e 1960) e
o Cancioneiro Popular Português (1975-1983) da autoria de José
Leite de Vasconcelos, com quem manteve uma relação de amizade. […]»
(Fonte: página electrónica Matriz PCI – Inventário Nacional do Património Cultural
Imaterial)
pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]
