AMÉRICO BARREIROS
Carmona [Angola], 1961
s.e. [ed. autor]
7.ª edição
227 mm x 148 mm
160 págs.
2 volumes em 1 (completo)
subtítulo do 2.º volume: O clarim da resistência
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo (as págs. 6 e 10 apresentam um acidente
tipográfico de sobreposição de texto tecnicamente designado por repintagem)
120,00 eur (IVA e portes incluídos)
Panfleto de denúncia dos acontecimentos que, no início de 1961, desencadearam a
guerra colonial em Angola. Irene Flunser Pimentel, na sua página electrónica,
historia os acontecimentos assim:
«[...] Em 15 de Março, a partir da fronteira e da região dos Dembos, membros
das tribos Bakong empreenderam uma insurreição que alastrou aos distritos de
Luanda, Cuanza-norte, Malange, Uíge e Zaire, tendo sido massacrados dezenas de
colonos brancos. Os acontecimentos relatados pela imprensa nacional e
internacional causaram profunda emoção na opinião pública portuguesa, sendo
atribuída a responsabilidade dessas acções à União dos Povos de Angola (UPA),
de Holden Roberto. [...]»
O vertente documento mostra como a dita matança contemplou brancos e negros
aliados do homem branco (ou de outras tribos), mulheres (grávidas,
inclusivamente), novos, velhos e crianças, numa profusão de carnificina
gratuita, somente possível num lugar do mundo onde o ajuste de contas rácico há
muito se fazia esperar. Percebe-se que o país dos “brandos costumes” não
estivesse preparado para um afrontamento desta natureza guerrilheira; não se
percebe a ignorância do governo central quanto às reais condições de vida dos
colonos no terreno, fora do paraíso urbano costeiro, a Luanda de então. Era
ministro do Ultramar, no Continente, o senhor Adriano Moreira...
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