quinta-feira, agosto 15, 2013

Chopin et George Sand à Majorque


BARTOMEU FERRÁ

Palma de Maiorca, 1936
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
texto em francês
20,1 cm x 13,5 cm
90 págs. + 10 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Precédé d’un extrait des “Souvenirs d’Aurore Sand”
ilustrado no corpo do texto e em separado, vinhetas impressas a sépia
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, agosto 09, 2013

As Pombas São Vermelhas


URBANO TAVARES RODRIGUES
capa de Henrique Ruivo

Amadora, 1977
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
19,1 cm x 12 cm
168 págs.
exemplar estimado, com um vinco na capa; miolo limpo
valorizado pela assinatura do Autor no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Eduardo Lourenço foi um dos muitos intelectuais, desde sempre, a render-lhe homenagem sem rebuço:
«Ninguém na nossa geração escreveu mais à flor do tempo do que Urbano Tavares Rodrigues. (...) Não houve metamorfose da sensibilidade ocidental dos últimos trinta anos, ética, artística, ideológica, curiosidade real ou suporte que não tivesse encontrado eco fascinado, espasmódico ou aflito no homem de espírito romântico e romanesco que é Urbano Tavares Rodrigues. (...)
A um público que nos anos cinquenta das suas novelas cosmopolitas não saía de casa senão para voltar excitado às doçuras arcaicas de um mundo estofado em pele maternal, Urbano comunicou o frisson nouveau de visões, experiências, encontros, notícias, sonhos (...). Com o mesmo fervor e exaltação, com a mesma equívoca fascinação com que se moveu nas atmosferas onde a pulsão de morte se oferece os refinamentos do desejo ou dos seus simulacros, Urbano Tavares Rodrigues se fará em casa, na plácida e silenciosa casa portuguesa dos anos sessenta, o novelista da subversão nocturna, da revolução marginal (...).» (Fonte: Urbano Tavares Rodrigues – 50 Anos de Vida Literária, aa.vv., Edições Asa, Porto, 2003)

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Bastardos do Sol


URBANO TAVARES RODRIGUES
capa de Victor Palla

Lisboa, 1959
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,9 cm
148 págs.
exemplar n.º 108 de uma tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores (que será encerrada em 1965 após assalto policial)
exemplar estimado; miolo limpo
inclui a cinta editorial
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do prefácio à 4.ª edição, que João de Melo assina em 1987:
«No ponto em que o seu ideário pugna e procede à retomada dos princípios ideológicos do chamado realismo socialista, consideram-no, alguns, como herança (embora reformulada) do quadro estabelecido pelos romancistas de 40, a maioria dos quais pontifica ainda na década seguinte: a sociedade camponesa como cenário, o prenúncio, ainda que já diluído, do herói colectivo, a problematização do mundo rural e operário enquanto base determinista de uma superestrutura social, política e ideológica muito mais ampla. Mas naquele sentido em que a acção deste romance se desloca ao encontro de outros sujeitos e paradigmas da hierarquia social (...) e quando, sobretudo, Bastardos do Sol implica uma nova estrutura, uma utilização problemática de um novo tempo narrativo e uma re-codificação do espaço até aí pouco experimentada – então, sim, está-se perante uma obra de viragem realista e perante uma proposta que prepara o advento do existencialismo, numa prova já fundamental e não necessariamente teórica.» (Urbano Tavares Rodrigues – 50 Anos de Vida Literária, aa.vv., Edições Asa, Porto, 2003)

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Romanceiro Português


URBANO TAVARES RODRIGUES
[escolha, notas e prefácio]

capa de Marcelo de Morais
ilustrações de Maria Judite
epígrafe de Salazar


Lisboa, 1955 (aliás, 1956)
Campanha Nacional de Educação de Adultos
[1.ª edição ?]
16,4 cm x 11,4 cm
6 págs. + 122 págs. + 6 folhas em extra-texto impressas a cor
exemplar estimado, contracapa um pouco suja; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

No quadro de uma colecção educativa, propõe o antologiador – inspirado no Romanceiro de Almeida Garrett – «[...] restituir ao povo as suas canções como coisa viva, aproximando-as apenas, quanto possível, por matérias – o mar, o amor e o sentimento religioso, a luta da virtude com o vício, a guerra, o maravilhoso lendário – e fazendo-as preceder, quando necessário, de introduções explicativas, para facilitar a leitura. [...]»

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Viamorolência


URBANO TAVARES RODRIGUES
capa de Henrique Ruivo

Lisboa, Abril de 1976
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
156 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro apostado em avisar-nos contra os perigos do sectarismo, «[...] apelo à unidade perante a ameaça sempre presente do regresso do fascismo. [...]»

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terça-feira, agosto 06, 2013

Touring in Portugal



A. OLIVEIRA BELO

Lisboa, s.d. [circa 1942-1950]
Ministério dos Negócios Estrangeiros – Comissão de Propaganda de Turismo de Portugal no Estrangeiro
s.i. [1.ª edição ?]
texto em inglês
22,3 cm x 12,6 cm
24 págs. desdobráveis
impressão do miolo em rotogravura sobre papel azul
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal – Notes et Images


Lisbonne, 1952
Editions SNI
[1.ª edição]
22,6 cm x 15,1 cm
2 págs. + 52 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do então Presidente da “República”, o general Craveiro Lopes) + 126 págs. em extra-texto + 3 folhas desdobráveis em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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sexta-feira, agosto 02, 2013

Tal e Qual o Que Era



DAVID MOURÃO-FERREIRA

Lisboa, 1963
Editorial Organizações, Lda. / Col. Antológica Best-Sellers
2.ª edição («corrigida, e em certos passos abreviada»; 1.ª edição autónoma, extraída do livro Gaivotas em Terra)
18,2 cm x 11,2 cm
64 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Gaivotas em Terra terá sido, seguramente, o seu melhor livro de prosa narrativa, o que a vertente novela daí extraída comprova com uma esmerada técnica de flash-back, «[...] monólogo coloquial de um narrador, que vai em busca das suas recordações de comparsa para redescobrir e tentar explicar a grande figura dramática da mulher que preenche a narrativa. [...]» (Álvaro Salema, na nota de badana).

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quinta-feira, agosto 01, 2013

Os Maganjas da Costa


MARGOT DIAS
prefácio de Jorge Dias

Lisboa, 1965
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
24,6 cm x 18,4 cm
48 págs. + 2 folhas desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Contribuição para o estudo dos sistemas de parentesco dos povos de Moçambique
exemplar como novo; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Ensaio de antropologia cultural, que complementa investigações de igual rigor que Margot Dias levou a cabo para o caso do grupo tribal Maconde.

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De Lisboa a Moçambique


ALFREDO BRANDÃO CRÓ DE CASTRO FERRERI
prefácio de Celestino de Sousa

Lisboa, 1884
Typographia Mattos Moreira
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
2 págs. + X págs. + 156 págs.
subtítulo: Cartas a M. M. de Brito Fernandes sobre uma viagem á Costa Oriental d’Africa
exemplar estimado com restauros antigos na capa e falha de papel nas duas últimas folhas sem afectar o texto; miolo limpo
discreta assinatura no topo da capa
85,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Governador de Sofala e colaborador da Sociedade de Geografia de Lisboa, co-autor dos Elementos para um Dicionário Corográfico da Província de Moçambique, descreve-nos Castro Ferreri as suas cultas e informadas impressões da viagem que o levou a Moçambique via canal do Suez e Mar Vermelho.

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segunda-feira, julho 22, 2013

Cem Anos em Defesa da Economia Nacional, 1834-1934



JOAQUIM ROQUE DA FONSECA
capa do pintor Martins Barata
fotos de Mário Novais

Lisboa, 1934
s.i. (Associação Comercial de Lisboa ?)
1.ª edição
volume I [único publicado] (completo)
23,6 cm x 16,8 cm
400 págs. + 18 folhas em extra-texto
subtítulo: História da Associação Comercial de Lisboa
impresso sobre papel superior avergoado, ilustrações impressas em rotogravura a sépia
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir, com sinais de antiga mancha húmida no bordo inferior das últimas folhas
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fundada em 1834 sob o nome Associação Mercantil Lisbonense, tendo sido a primeira corporação económica do país (segundo Roque da Fonseca, que todavia refere o reinado de D. Dinis como data da «primeira manifestação de princípio associativo entre comerciantes»...), aqui se faz o historial de uma «[...] vida, ininterruptamente consagrada à defesa do Comércio e da Economia Nacional [...]».

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segunda-feira, julho 01, 2013

A Feira da Ladra no Séc. XVI e na Actualidade



LUIZ ROBERTO DE BARROS MOTT

Lisboa, 1973
Ocidente
1.ª edição
24 cm x 17,6 cm
48 págs.
exemplar como novo
20,00 eur

Separata da revista Ocidente, fundada por Manuel Múrias e Álvaro Pinto e então dirigida por Maria Amélia de Azevedo Pinto. Periódico que «[...] Deu à luz inéditos de autores consagrados, organizou dossiers de relevo [entre os quais o vertente é de crucial importância, por levar em conta o estudo histórico de um dos mais relevantes e genuíno ponto de encontro do pequeno comércio popular que os pobres destinam, afinal, a outros pobres], ilustrou as suas páginas com iconografia notável. Foi, porém, insensível aos movimentos literários seus contemporâneos [facto que se deveu ao conservadorismo dos seus colaboradores e à sua respectiva pretensão ao estatuto de “alta cultura”] – o neo-realismo e, especialmente, o surrealismo, por exemplo, foram silenciados, devido à sua postura estético-política, de sinal contrário ao dos responsáveis pela revista. [...]» (fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX – 1941-1974, vol. II, 1.º tomo, Grifo, Lisboa, 1999).

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domingo, junho 30, 2013

Da Democracia em França



[FRANÇOIS] GUIZOT
trad. Marianno José Cabral

Lisboa, 1849
Typographia de Silva
«nova edição» [2.ª edição ?]
19,7 cm x 12,8 cm
60 págs.
encadernação da época, modesta, em pele e papel de fantasia, gravação de filetes decorativos cegos na lombada e apenas uma discreta vinheta ao baixo
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, superficialmente gasto nas pastas; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 3
30,00 eur

O tradutor foi um conhecido jornalista e bibliotecário da Biblioteca Pública de Ponta Delgada.
Quanto a Guizot, tem no vertente texto o seu momento alto de ataque ao poder popular, denegrindo todas as virtudes da democracia.

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Praça de Jorna



SOEIRO PEREIRA GOMES
capa e desenhos de Álvaro Cunhal

Lisboa, 1976
Organização dos Técnicos Agrícolas da Direcção da Organização Regional de Lisboa do Partido Comunista Português
[2.ª edição ? (1.ª edição ilustrada)]
20,9 com x 14,1 cm
24 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Para além dos notáveis romances e contos que escreveu, Soeiro Pereira Gomes produziu também textos políticos, em forma de cartas, folhetos ou artigos.
As questões abordadas eram variadas, como o foram as tarefas partidárias que desempenhou, particularmente na clandestinidade: o papel dos intelectuais na luta antifascista, a construção da unidade nacional contra a ditadura ou a utilização das praças de jorna para a conquista de direitos e para a luta pelo derrubamento do fascismo.
Neste último caso, escreveu em Agosto de 1946 Praça de Jorna. Nesse folheto, começa por clarificar o que eram as praças de jorna: “um mercado de mão-de-obra, a que vão assalariados e proprietários rurais (ou os seus delegados: os capatazes), e em que os primeiros, como vendedores, oferecem a sua força de trabalho, e os segundos, como compradores, oferecem o salário ou jorna, que é a paga de um dia de trabalho”.
Soeiro Pereira Gomes, que trabalhava então com os camponeses e operários agrícolas do Alto Ribatejo, rejeita a visão de alguns, segundo os quais as praças eram, ainda, “restos do antigo mercado de escravos e, portanto, desumanas e inteiramente condenáveis”. Afirmando, pelo contrário, que estas eram instituições capitalistas, realçava que as praças eram um processo mais “progressivo e mais útil de contratar trabalho do que o processo individual de contrato”. E insistia mesmo na ideia de que, nas condições do fascismo, poderiam ser úteis para a unidade camponesa e mesmo para a sua libertação do jugo fascista.
Que assim é provava-o, por exemplo, a resistência constante que o patronato opunha ao seu regular funcionamento. [...]
No entanto, prosseguia, “não basta lançar a palavra de ordem de formação de novas praças e defesa das que existem. É preciso organizar as praças de jornas para a luta”.  [...]» (Avante!, n.º 1.846, Lisboa, 16 de Abril, 2009)

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quinta-feira, junho 27, 2013

Trovas Populares Portuguesas


MANOEL JOSÉ DE MEDEIROS DE AZEVEDO E LIMA (SOBRAL), compilador

Lisboa, 1925
Oficinas da Secção de Publicidade do Museu Comercial [ed. Autor ?]
1.ª edição [única]
17,8 cm x 11,3 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Recolha provavelmente da tradição oral, que o jovem Azevedo e Lima se limita a coligir sem qualquer enquadramento teórico ou documental, mas que, mesmo assim, são interessante testemunho da ingenuidade expressiva do povo.

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Subsídio para o Cancioneiro Popular do Baixo Alentejo


MANUEL JOAQUIM DELGADO, coment., rec. e notas
capa de Vasco Grácio

Lisboa, 1980
Instituto Nacional de Investigação Científica
2.ª edição
2 volumes (completo)
25 cm x 18 cm
[544 págs. + 1 folha desdobrável em extra-texto] + 176 págs.
exemplares bem conservados; miolo limpo (ambos)
assinatura de posse na primeira página (ambos)
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho anteriormente publicado, em 1955, na Revista de Portugal de Álvaro Pinto, a sua importância é incontornável para os estudos etnográficos, dividindo-se por dois grandes temas, as “cantigas” (da tradição, mais antigas, portanto) e as “modas” («A razão desta denominação baseia-se no facto de passar a ser cantado por toda a gente, como coisa nova, isto é, como moda, qualquer cantar que aparece no folclore da região»). Do prefácio do Autor:
«[...] Mais de dois terços das poesias aqui coligidas foram por mim próprio recolhidas directamente da boca do povo, não só em Beja, senão também noutras localidades do Baixo Alentejo. As restantes foram-me enviadas por pessoas amigas de vários pontos da Província. [...]»

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quarta-feira, junho 19, 2013

Londres Maravilhosa e Outras Páginas Dispersas


M. TEIXEIRA-GOMES
posfácio de Castelo Branco Chaves


Lisboa, 1942
Seara Nova
1.ª edição
19,3 cm x 13 cm
144 págs. + 4 págs. em extra-texto + XX págs.
composto manualmente
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
dedicatória de posse na página de ante-rosto
25,00 eur

Do posfácio:
«[...] tôdas as suas obras são como um políptico de pequenos quadros em volta de um imaginário painel central onde Vénus e Apolo se apresentassem unidos tal como no Parnasso de Mantegna Marte enleia o braço de Vénus. [...]»

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domingo, junho 16, 2013

Antígona


SÓFOCLES
[António Pedro]

Porto, 1956
Círculo de Cultura Teatral – Teatro Experimental Porto
1.ª edição
19,9 cm x 13,8 cm
64 págs.
subtítulo: Glosa nova da tragédia de Sófocles
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Re-criação cénica do clássico grego de Sófocles, um símbolo de altivez e recusa radical da opressão. Lembremos a análise incisiva que André Bonnard lhe faz num capítulo do seu monumental ensaio Civilization Grecque, o capítulo «A Promessa de Antígona»:
«[...] Antígona é o garante da primazia da alma livre sobre as forças de servidão que a sitiam.
Antígona é uma alma livre, e recebeu o dom da liberdade através do compromisso no amor. A cada passo do drama partilhamos do seu irresistível voo para um infinito de liberdade. Na essência, ela parece anárquica. E é-o; Creonte [o tio, que simboliza a ordem e, no limite, o fascismo] não está enganado [ao condená-la] – pelo menos numa sociedade em que o poder já não reconhece nem terreno nem limites. O mesmo será dizer que Antígona é “anarquista” numa sociedade anárquica. De resto, em todas as sociedades históricas sempre a liberdade da pessoa esteve em conflito com a autoridade do Estado. [...]» (trad. Paulo da Costa Domingos, in A Promessa de Antígona – Dez Anos, Edições Antígona, Lisboa, 1989)

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terça-feira, junho 11, 2013

Arte de Amar y Las Metamorfosis


[PUBLIO] OVIDIO [NASÓN]
trad. [do latim], prólogo e notas de F. C. S. de R.


Barcelona, s.d. [1955 ?]
Editorial Iberia
[s.i.]
texto em castelhano
19 cm x 12,5 cm
328 págs.
encadernação editorial em tela com ferros a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)



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domingo, maio 26, 2013

Giovanna


TOMAZ RIBAS
nota de badana por Armando Ventura Ferreira
capa de José Roby

Lisboa, 1965
Início
1.ª edição
19,3 cm x 14,1 cm
268 págs.
exemplar como novo, por abrir
25,00 eur


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O Primeiro Negócio


TOMAZ RIBAS
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, s.d. [1956]
Editorial Organizações, Lda.
1.ª edição
16,5 cm x 11,5 cm
48 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur

De seu nome inteiro Tomaz Emídio Leopoldo de Carvalho Cavalcanti de Albuquerque Schiappa Pectra Sousa Ribas, foi um autor querido entre os neo-realistas, para além da sua actividade como crítico de dança.

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segunda-feira, maio 13, 2013

Portugal, the Land and Its People



SUZANNE CHANTAL
versão inglesa de F. R. Holliday

[Lisboa,] s.d. [1959]
Shell Portuguesa, S. A. R. L. / SNI – Secretariado Nacional de Informação
s.i.
16,5 cm x 12 cm
240 págs. + 1 desdobrável (mapa) em extra-texto
profusamente ilustrado
imagens impressas em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apropriando-se de um modelo de guia turístico já existente – levado a cabo por escritores como Gustavo de Matos Sequeira, Diogo de Macedo, Luís Chaves e outros – Chantal assina aqui o texto que acompanha um vasto leque de fotografias das várias regiões do país, imagens essas atribuídas a Joaquim de Matos Sequeira na edição original portuguesa em cadernos autónomos.

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Portugal, Terres et Gens


SUZANNE CHANTAL

[Lisboa,] s.d. [1959, datação pelo mapa]
Shell Portuguesa, S. A. R. L. / SNI – Secretariado Nacional da Informação
s.i.
texto em francês
16,4 cm x 12 cm
240 págs. + 1 desdobrável (mapa) em extra-texto
profusamente ilustrado
imagens impressas em rotogravura
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, abril 18, 2013

Memorias Escriptas pelo Conselheiro [...]



JOAQUIM DA COSTA E SILVA

Lisboa, 1823
Na Typograf. de Antonio Rodrigues Galhardo
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
32 págs.
acabamento em cadernos soltos com com duas laçadas de linha, tal como circulou na época
acondicionado numa modesta pasta de cartolina
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur

Rol curricular dos serviços públicos prestados pelo autor (Costa e Silva foi tesoureiro-mor do Erário Régio), que, não se servindo dos «adornos da Eloquencia, naõ poucas vezes enganosos», mas sim da fria inumeração factual, vem reclamar justiça para a sua pessoa: «Os Serviços feitos ao Estado nunca prescrevem, seja qual for o tempo em que se praticáraõ. A Razaõ o dicta, o Interesse Publico o aconselha, para o exemplo. [...]
Se o esquecimento, e a desattençaõ fossem a recompensa de tantas fadigas, seguir-se-hia, ficar sujeito ás tristes, e deploraveis Leis da Indigencia, quem teve ao seu alcance repetidos, e abundantes meios de ser rico, ficando pobre; ou a dirigir supplicas (productos de indifferença) á Generosidade Estrangeira, que antes rejeitou, e que ainda detesta. [...]»

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domingo, abril 14, 2013

As Dictaduras (I) – O Regimen Revolucionario (II) [junto com] A Constituição (III) – Finanças (IV)



BAZILIO TELLES

Famalicão, 1911 / Porto, 1911
Typographia Minerva – Editora / Livraria Moreira – Editora
1.ª edição (ambos)
[18 cm x 11,6 cm] + [18,3 cm x 11,8 cm]
88 págs. + 72 págs.
exemplares estimados, com pequenos restauros nas capas; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa em ambos
assinatura de posse do professor Agostinho de Campos (1870-1944) na capa do primeiro volume
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Dictaduras (I) – O Regimen Revolucionario (II)



BAZILIO TELLES

Famalicão, 1911
Typographia Minerva – Editora
1.ª edição
17,7 cm x 11,5 cm
88 págs.
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Consta a parte II do volume de uma proposta de medidas revolucionárias de emergência («Summula dos Decretos») pelo autor enviada a Teófilo Braga na manhã de 8 de Outubro de 1910. Nunca ele obteve do Governo Provisório de então a mínima concordância; aí consta o célebre parágrafo 12 a sugerir um «Decreto punindo com a pena de morte summaria quem quer que seja surprehendido a roubar, a matar ou a forçar a casa alheia».

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quarta-feira, abril 03, 2013

As Mãos de Abraão Zacut



LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa de Alberto Gomes

Lisboa, Fevereiro de 1968
Edições Ática, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 13,7 cm
192 págs.
subtítulo: Peça em 2 actos
exemplar estimado, contracapa com alguma sujidade; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mesmo em 1968, num país europeu (Portugal) sob a pata de uma ditadura de inspiração germanófila que tardava em ser derrubada, não era despropositado insistir que tinha havido um holocausto lá onde o capitalismo resolvia a sua crise expropriando e matando os judeus.

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segunda-feira, março 25, 2013

O Sol e a Lua



CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE
pref. Salles Filho, J. P. Porto-Carrero e Georges Dumas

Rio de Janeiro, 1934
Imprensa Nacional / Livraria H. Antunes (dep.)
1.ª edição
19 cm x 14,3 cm
XX págs. + 88 págs.
exemplar estimado, contracapa com pequena falha ao rés da lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Porto-Carrero:
«[...] A poesia de Catullo da Paixão Cearense, impar em a nossa literatura, tem um sabor acre de primitivo, sob a casca de uma civilização que mal encobre o cerne sertanejo da alma do poeta. [...]»

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Meu Brasil



CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE

Rio de Janeiro, 1928
Edição do Annuario do Brasil
1.ª edição
18,8 cm x 12,8 cm
216 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Novos Cantares [junto com] Lyra dos Salões




CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE
prefs. Rocha Pombo, Luiz Murat, Egas Moniz e Alberto de Oliveira
pref. Luciano Braga

Rio de Janeiro, 1909 e 1926
Livraria do Povo – Quaresma & C. / Livraria Quaresma Editora
1.ª edição e [2.ª edição ? (aumentada)]
2 livros encadernados em 1 volume
18,8 cm x 13,9 cm
256 págs + 240 págs.
encadernação antiga muito modesta de amador com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta no ante-rosto do primeiro título o ex-libris de Adalberto Simões de Carvalho
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filho de ourives, foi principalmente boémio no sertão do Ceará e no Rio, embora tivesse conhecido tanto a estiva como o professorado. Tocava violão, pois claro!... e morreu pobre. A sua cultura atraiu-o para a recolha sistemática de versos populares para modinhas, lundus e cançonetas de época. Teve grande amigo editor: Pedro da Silva Quaresma, que nunca o deixou ficar mal na arrumação em livro da sua vasta obra.

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Meu Sertão



CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE
prefs. Afranio Peixoto, Alberto d’Oliveira e Roquette Pinto

Rio de Janeiro, 1932
Officina Industrial Graphica – Americo Bedeschi, editor
nova edição («augmentada e corrigida pelo auctor»)
19 cm x 13 cm
280 págs.
exemplar muito manuseado, com restauros na capa e na lombada, mas aceitável; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do poema «O Passador de Gado» (para os defensores do “acordo” ortográfico):

«[...] Se a gente sae da Avinida,
tópando pulos caminho
uns hôme pidindo ismola,
prá levá pão prôs fiínho!...

Mais adiante, outros hôme,
nas carçada, quáge nú,
amostrando umas firída,
cuberta de tapurú!...

Se nessa idade im que ainda
não namora uma cabôca,
eu vi uns anjo perdido!...
Seu doutô!... Cala-te, boca!...

Se os hôme, cumo o cumpadre
leu na porta d’um jorná,
táva insanguentando a terra,
na bestêra d’uma guerra,
lá prá outras banda do Má!!!...
vale mais do que as Ôrópa,
do que a Avinida Cintrá,
[...]

vale mais que os mata-gente
dos bonde, sem pangaré,
e os ôtrômove bufando
cum os mardito dos chôfé...

vale mais que essa porquêra
da tá Cirvilização,
– um carro de boi, cantando
pulos mato do sertão!!!»

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Sertão em Flor


CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE
pref. Mario de Alencar

Rio de Janeiro, 1950 [aliás, 1951]
Bedeschi
11.ª edição
19 cm x 13 cm
256 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, março 15, 2013

De l’Obésité



WILLIAM BANTING

Paris, 1868
P. Asselin, successeur de Béchet Jeune et Labé, Libraire de la Faculté de Médecine
4.ª edição
texto em francês
22,9 cm x 14,3 cm
32 págs.
texto em francês
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo, com sinais de oxidação
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O médico londrino William Banting (1796-1878) notabilizou-se pela recomendação de dietas baseadas na redução do consumo de hidratos de carbono. Trata-se, o vertente folheto, da versão francesa da então popularíssima Letter on Corpulence, Addressed to the Public, de 1863.

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quinta-feira, março 07, 2013

Tudo Amor



ARTUR PORTELA
prefácio de Joaquim Leitão


Lisboa, s.d. [1923]
Ottosgrafica, Ld.ª – Editora
[1.ª edição]
19,6 cm x 13,2 cm
240 págs.
subtítulo: Prosas e Tanagras
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da mesma data do seu breve texto Divina na colecção Novela de Sucesso, o vertente livro terá então confirmado o jornalista Artur Portela (pai) entre os prosadores de obra impressa em livro. Sublinha-o o prefaciador: «[...] O escriptor, que nele ha, sairá do jornalismo apetrechado de experiencia, os olhos acostumados á vida, ou os jornaes não fossem os bastidores da vida. [...]»

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Como Elas São


ARTUR PORTELA
capa do pintor Eduardo Malta

Lisboa, 1949
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,4 cm x 13,2 cm
216 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Grande repórter, crítico e novelista. Um dos nomes maiores do jornalismo português, integra a primeira equipa de Joaquim Manso no Diário de Lisboa (fundado em 5 de Julho de 1921) [...]. Partícipe de obras colectivas, prefaciou José Vilhena e Reinaldo Ferreira (Repórter X). [...]» Assim o apresenta, muito sucintamente, o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998), mas, para além da imprensa periódica, vasta bibliografia ficcional nos deixou.

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Tumulto


ARTUR PORTELA

[Lisboa], 1936
Edições Momento
1.ª edição
19,4 cm x 12,3 cm
224 págs.
exemplar como novo e por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 17, 2013

A Paróquia de S. Jorge da Cidade de Lisboa



ROBERTO DIAS COSTA

Lisboa, 1939
[Sociedade Industrial de Tipografia, Lda.]
1.ª edição
23,7 cm x 16,8 cm
120 págs.
subtítulo: Subsídios para a sua história
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar manuseado mas aceitável, com restauro na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Sôbre o Romance Contemporâneo



ADOLFO CASAIS MONTEIRO
[capa de Fred Kradolfer]

Lisboa, 1940
Editorial “Inquérito”, Ld.ª
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998):
«[...] Como ensaísta, se, por um lado, os seus textos foram importante e oportuno alimento informativo e formativo numa época marcante para o meio cultural português, [...] traziam, por outro, uma renovada e assumida resposta às inquietações das camadas intelectuais então nascentes. [...]»

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O Romance e os Seus Problemas



ADOLFO CASAIS MONTEIRO

Lisboa / Rio de Janeiro, 1950
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
19,4 cm x 13,8 cm
328 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Revendo, ordenando e recompondo ensaios, artigos e notas de critica escritos quase todos ao sabor da ocasião, entre 1928 e 1949, terá apenas a unidade que lhe possa conferir certo número de ideias que por força afloram constantemente. [...]» (do prefácio). E assim, depois de nos pôr a par das grandes generalidades que norteiam o seu pensamento ensaístico e de o aplicar na reflexão acerca de obras dalguns escritores universais de referência, como Tolstoi, Dostoievski, Tchekov, Proust, D. H. Lawrence ou Aldous Huxley, é a vez de juntar a essa lista contemporâneos brasileiros e portugueses, cujos livros lidos se tornam para nós mais claros de situar no tempo e no modo: Lins do Rego, Jorge Amado, Ciro dos Anjos, Régio, Rodrigues Miguéis, Torga, Branquinho da Fonseca, Almada, Redol, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, Castro Soromenho, Soeiro Pereira Gomes, e outros.

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Poesia: Programa para o Concreto


ALEXANDRE PINHEIRO TORRES

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
18 cm x 10 cm
216 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 10 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
em estado muito aceitável, com ligeira falta de papel no canto superior direito da folha branca que antecede o ante-rosto
obra importante para a história do neo-realismo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne ensaios acerca das obras de Murilo Mendes, Sophia de Mello Breyner Andresen, João Cabral de Melo Neto, Alexandre O’Neill, João José Cochofel, António Reis, Afonso Duarte, José Gomes Ferreira e António Ramos Rosa.

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Germinal



ÉMILE ZOLA

Paris, 1885
1.ª edição
Charpentier et Cie, Éditeurs
17,8 cm x 12,2 cm
4 págs. + 592 págs.
encadernação modesta da época em meia-inglesa com discretos ferros a ouro, com algum desgaste no papel de fantasia
sem capas de brochura
miolo em bom estado de conservação, apenas marcado pelo envelhecimento natural do papel
ostenta o selo de venda da Livraria Ferin no canto superior esquerdo do verso da pasta anterior; e o elegante carimbo de posse, também da época, no canto superior direito da folha de ante-rosto
invulgar peça de colecção
220,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da autêntica primeira edição desta obra de referência para o século XIX europeu, dado ainda não ter impressa no frontispício qualquer referência aos milhares da tiragem.
Num momento em que os ideais comunistas, anarquistas e socialistas, amplamente debatidos em Londres no primeiro congresso da Associação Internacional dos Trabalhadores, começavam a entrar na vida quotidiana do operariado ocidental, um escritor francês já então de renome, Zola, entrega-se ele próprio à vida numa mina de carvão onde as condições infra-humanas de existência de toda a comunidade mineira, e consequente revolta e greve geral selvagem, darão origem à obra-prima do realismo naturalista.

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