sexta-feira, setembro 13, 2024

Pátria Portuguesa


JÚLIO DANTAS
ilust. Alberto Sousa

Lisboa, 1915
Parceria António Maria Pereira
2.ª edição [em livro]
247 mm x 177 mm
316 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
impresso sobre papel superior creme
encadernação editorial em tela encerada, lombada e cantos em pele, gravação a ouro nas pastas e na lombada, folhas-de-guarda em luxuoso papel com motivos florais
aparado e dourado somente à cabeça
conserva a capa anterior da brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
discreta rúbrica de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

No pórtico:
«Obra publicada em folhetins no jornal de Lisboa “A Capital” e louvada em portaria do govêrno da República Portuguesa, de 20 de dezembro de 1913 (“Diario do Govêrno”, n.º 301 de 26 do mesmo mês e ano).»

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Êles e Elas


JÚLIO DANTAS

Porto, 1918
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, Editores
1.ª edição
184 mm x 125 mm
256 págs.
subtítulo: Na vida - Na arte - Na História
encadernação editorial inteira em tela encerada, elegante gravação Arte Nova em relevo seco nas pastas e a ouro na pasta anterior e na lombada
folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado, lombada um pouco envelhecida; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, setembro 12, 2024

Em Má Companhia

 

VLADIMIR GALAKTJÒNOVIC’ KOROLENKO
trad. António Ramos Rosa

s.l., 1966
Edições Paulistas
1.ª edição
189 mm x 109 mm
136 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vladimir Korolenko (1853-1921), nascido ucraniano, tendo sofrido a força da pata do poder russo, antes e depois da revolução bolchevique, é, mesmo assim, um notável representante da grande literatura russa na passagem do século dezanove para o século vinte.

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O Músico Cego

 

VLADIMIRO KOROLENKO
trad. Natércia Caramalho
capa de Figueiredo Sobral


Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
161 mm x 110 mm
220 págs.
é o n.º 13 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sonho de Macar


W. [VLADIMIR] KOROLENKO
«tardução do russo»


Lisboa, 1930
Edições Spartacus
1.ª edição
193 mm x 124 mm
128 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Encyclopédie des Nuisances

 

[ANÓNIMOS, aa.vv.]
introd. e anexos de Miguel Amorós
org., trad. e pref. Júlio Henriques
capa de Michal Jankowski
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
208 págs.
subtítulo: Da insânia nas ciências, nas artes & nos ofícios
ilustrado
corte das folhas carminado
exemplar novo
24,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem de Miguel Amorós:

«[…] Com vista a recuperar e desactivar a rebelião social, principalmente a juvenil, contra as novas condições da dominação – as que obedecem ao mecanismo de construção / desconstrução típico do desenvolvimentismo –, põe-se em marcha uma versão degenerada da luta de classes, os chamados “movimentos sociais”, inclusive as plataformas. Se não se pretender alcançar uma outra ordem social, o mito do “cidadão” pode substituir comodamente o mito do proletariado nos novos esquemas ideológicos. O cidadanismo é o filho mais legítimo do obreirismo e do progressismo. Não aparece para os enterrar, mas para revitalizar o seu cadáver. Quando não houver um diálogo mais autêntico do que aquele que possa existir entre os núcleos rebeldes, o cidadanismo quererá apenas dialogar com os poderes e arranjar um lugar. Mas a comunidade dos oprimidos não deverá tentar coexistir pacificamente com a sociedade opressora, porque a sua existência só se justifica na luta contra esta. Uma maneira diferente de viver não poderá alicerçar-se no diálogo e na negociação institucional com a precedente forma escrava. A sua consolidação não virá, portanto, nem de uma transacção nem de uma qualquer crise económica, mas sim de uma secessão maciça, de uma dissidência generalizada, de uma ruptura drástica com a política e com o mercado. Por outras palavras, de uma revolução de novo tipo. […]»

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Agir Escrever

 

PIERRE BERGOUNIOUX
pref. Catherine Malabou
trad. Luís Lima
capa de Alessandro Grassi
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
110 págs.
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[…] Por mais diversos que sejam os textos espalhados ao longo de quase três milénios, todos eles partem do mesmo princípio. São obra de uma minoria com um estatuto impreciso, pensionistas da bolsa real ou dos dízimos eclesiásticos, antes de serem subsidiados, no Século das Luzes, em França, por empreendedores ou soberanos estrangeiros, como Catarina da Rússia e Frederico da Prússia. Os espíritos mais independentes viviam do trabalho remunerado, como Rousseau, que copiava música, ou dos emolumentos da função pública, como Stendhal. Em nada diminui a grandeza dos escritores dos últimos dois séculos o facto de terem sido suficientemente burgueses para se dedicarem ao trabalho da pena sem qualquer preocupação ou segunda intenção – Flaubert, Gide, Proust, Martin du Gard, Roussel, Beckett, Claude Simon. O mesmo se aplica ao resto da Europa, com Tolstói e Dostoiévski, na Rússia, os irmãos Mann, na Alemanha, e Joyce, no Reino Unido.
Por mais atentos que estes homens estejam ao curso das coisas, são-lhe como que exteriores. É nesta condição que, numa sociedade de classes, os acontecimentos atingem a ordem segunda, facultativa e essencialmente indeterminada, da expressão. A divisão do trabalho e, em particular, a separação das suas duas componentes, material e intelectual, tem como efeito a exclusão do maior número do acesso à expressão cumprida da vida concreta, transformando-a num espectáculo para escritores. […]»

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quarta-feira, setembro 11, 2024

Caderno 37

 

PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa de Carlos Ferreiro


Lisboa, 2024
viúva frenesi
1.ª edição
220 mm x 155 mm
32 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uns poemas:

«¡Ah, pois! O mundo opaco
da comunicação de massas
é a ágüa-forte desta época
sob chuva de ácido nítrico
sobr’ a Corrente Subterrânea.


E o horizonte move-se
no poço das pupilas, recua
para o fundo interior de
abismos pouco esclarecidos,
sem ponto de vista, ainda.

*

Mais para sublime do que belo
este dia inteiro ao terror votado
só a mim pertence, assombroso
nos gritos, asteróide cioso
de colisão. Poderei então

a cada passo buscar
o novo agir das palavras
no cenário da guerra social
e, tal como Kepler, nunca
trocarei minha descoberta

por algum principado.

*

O sono trouxe-me aqui e abandonou-me,
as grandes decisões chamam o assombro
de prosseguir na vibrante pura inutilidade.

O facto é que falo com a alfazema
como se fosse tudo, mas não é tudo,
tudo, é um modo de dizer estou aqui,
alfazema
, para o que der ou vier.
[…]»

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1.2.3.4.5.6.7.8.9

PAULO DA COSTA DOMINGOS
ilust. James Whistler

Lisboa, 2024
viúva frenesi
1.ª edição
220 mm x 155 mm
48 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
10,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um poema… de passagem:

«[…]
dos que procuram comunicar
o nenhum-sentido; qüando desapareceu
que comunicar aos que
bebem por sondas
de sombras mediáticas

resta o toque o corte o espasmo
enxerto na carne na pele
num desenho a tinta-desejo
que rasura premissas

porém, sim: porém, escapa o Único,
reconfigura as tragédias do século
a seu fervor substantivo e
verbal


da parte de fora do poema
a tod’ a hora morre alguém
no frio
da fria montanha das
frias dúvidas

a tod’ a hora um arrepio fend’ a
certeza de que Tudo
vem acontecendo; nunca nada
terá acontecido

prata emocionável, vibrante
(o crime fútil, ou a batalha),
folha em sofrimento: nada se passou
no gelo da Grande Escala


o ô-dor da paixão
é a miragem robusta
do lôgro bem sucedido
num conto de fadas
que a si puxa em vão

lugar onde
anteriormente
falava alto
uma árvore

o estilhaço de vidro em rewind
a usura do Tempo (em espelho)
no auge do cinismo
diz-se «é a vida»


o vagabundo, que casou com
a ambulância zumbindo
mentiras subúrbio em trânsito
congestionado como um rumor
pelas costas, falece de Lua

os drogados, é o Sol o cimento
distantes estames como bruma
nas veias cérebros de Estado
em lama, corrigem o prumo

a dama d’ oiros, a infecta carne
coração na boca pouca ou nenhuma
decência com o dinheiro que
lava, faz-se de morta
[…]»


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segunda-feira, setembro 09, 2024

Les Eaux d’ Alimentation de Lisbonne

 

PAUL CHOFFAT

Lisboa, 1898
Imprimerie de l’ Académie Royale des Sciences
1.ª edição
texto em francês
252 mm x 161 mm
56 págs. [num. 145 a 198 (separata)]
exemplar estimado, capa acidulada; miolo irrepreensível
ostenta no canto superior direito da capa a indicação não assinada «Hommage de l’ auteur»
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Les Tremblements de Terre de 1903 en Portugal

 

PAUL CHOFFAT

Lisboa, 1904
Service Geologique du Portugal
1.ª edição
texto em francês
250 mm x 162 mm
28 págs. [num. 279 a 306 (separata)] + 1 desdobrável (mapas)]
ilustrado
exemplar estimado, capa acidulada; miolo irrepreensível
ostenta no canto superior direito da capa a indicação não assinada «Hommage de l’ auteur»
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cantigas á Bandurra

 

EDUARDO DE AGUILAR, versos
Alfredo de Moraes, capa e ilust.


Lisboa, 1924
Casa Portuguesa [ed. autor]
1.ª edição
212 mm x 146 mm
60 págs.
profusamente ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior marfim
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um livro essencialmente com desenhos de Alfredo de Moraes (1872-1971), para os quais Eduardo de Aguilar (1875-1942) criou uns versinhos-legendas.

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O Ilustre Bernardo

 

EDUARDO DE AGUILAR
capa e ilust. Rocha Vieira


Lisboa, 1927
Livraria Universal de Armando J. Tavares
1.ª edição
191 mmm x 123 mm
186 págs.
subtítulo: Romance-«charge»
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pouco nos diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994) acerca do prolífico escritor, que foi Eduardo Aguilar (1875-1942):
«Jornalista, crítico tauromáquico, romancista e autor dramático de estirpe neo-romântica, a sua vasta obra literária compreende várias peças em verso […], dramas […], romances de feição popular […].»
 
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Fortunas d’ África

 

MANUEL RÉCIO
DOMINGOS S. DE FREITAS


Lisboa, 1933
Casa Ventura Abrantes – Livraria Editora
1.ª edição
192 mm x 123 mm
256 págs.
exemplar estimado, pequenos restauros na capa e na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesias do Povo Goês


MARIA DA PAZ CABRITA DE BARROS SANTOS
JESUINO DE NORONHA
pref. António Mascarenhas

Lisboa, s.d. [circa 1950, seg. BNP]
Centro Cultural Goês
1.ª edição
183 mm x 123 mm
96 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Neta do Arcediago


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1874
Em Casa de A. R. da Cruz Coutinho – Editor
3.ª edição
206 mm x 133 mm
180 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida com restauros periférico e na lombada; miolo limpo, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata Camilo da «[…] romantisação da descendencia do Arcediago de Barroso, Leonardo Taveira, na pessoa de sua neta, Açucena, que sua filha tivera do primeiro matrimonio.
Açucena, pelo titulo do romance, é a protagonista d’ elle, mas pelos factos não o devia ser. O heroe – heroe de perversão humana – é Luiz da Cunha, que o fidalgo João da Cunha houvera de uma mulata dengue, que em Coimbra roubara a um seu contemporaneo brazileiro, que da America viera com ella, cheio de amor e de muitos cabedaes. […]
O verdadeiro heroe é, de facto, Luiz da Cunha: mau filho, mau marido, mau amigo, amante mau; jogador, rufião, pirata, escrivão do juizo ordinario, contrabandista e ladrão de estrada…
Toda a escala, sendo na qualidade de ladrão, morto n’ um assalto, que elle pela ultima vez se aproxima de Açucena, no intento de lhe roubar a casa, arregimentado na quadrilha de José do Telhado. […]»
(Fonte: Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. I, Parceria António Maria Pereira, Lisboa 1914)

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domingo, setembro 08, 2024

Apontamentos sobre Os Lusiadas





UM CURIOSO OBSCURO [ANTÓNIO AYRES DE GOUVEIA]

Porto, s.d. [1910]
Depositaria Livraria Magalhães & Moniz
1.ª edição
251 mm x 194 mm
4 págs. + 332 págs.
subtítulo: Ensaio de crítica ás críticas do poema nacional
encadernação de amador inteira em sintético gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, papel machado à cabeça nas últimas vinte e cinco folhas
VALORIZADO PELA PRECIOSA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO SOBRINHO-NETO DO AUTOR, IDENTIFICANDO ESTE PELA PRIMEIRA VEZ SEM SOMBRA DE DÚVIDA COMO SENDO D. ANTÓNIO AYRES DE GOUVEIA, ARCEBISPO DE CALCEDÓNIA
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal, Razão e Mistério

 

ANTÓNIO QUADROS
capa de Leonor Lopes Ferreira


Lisboa, 1986
Guimarães Editores, Lda.
1.ª edição
209 mm x 148 mm
216 págs.
subtítulo: Livro I – Uma arqueologia da tradição portuguesa: Introdução ao Portugal arquétipo – A Atlântida desocultada – O país templário
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Teoria da História em Portugal




ANTÓNIO QUADROS, org., pref. e notas
PINHARANDA GOMES, notas bio-bibliográficas
et alii

Lisboa, s.d.
Espiral
1.ª edição
2 volumes (completo)
205 mm x 165 mm
192 págs. + 256 págs.
subtítulos: I – O Conceito de História; II – A Dinâmica da História
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem introdutória no primeiro volume:
«[…] Por inaptidão filosófica a escola não encontrou melhor forma de afirmar e descrever a personalidade nacional, do que reduzir o ser da pátria ao sido, ao acontecido, ao feito ou aos feitos. A nossa linguagem mitificou os feitos (que são factos), conferindo-lhes substância fabulosa.
Os feitos dos nossos maiores foram-nos exaustivamente apontados como exemplos, sem o cuidado de mostrar que os actos de hoje têm de radicar em condicionalismo, atitudes psicológicas e níveis culturais inteiramente diferentes. […]»

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Poetas e Contistas Africanos de Expressão Portuguêsa

 

JOÃO ALVES DAS NEVES, org. e pref.
capa de Edgar Koetz


São Paulo (Brasil), 1963
Editôra Brasiliense
1.ª edição
209 mm x 140 mm
8 págs. + 216 págs.
subtítulo: Cabo Verde – Guiné – São Tomé e Príncipe – Angola – Moçambique
exemplar estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Histórias do Zaire

 

ALEXANDRE CABRAL
ilust. Rogério Ribeiro


Algés – Lisboa, 1956
Orion – Editorial-Distribuidora
1.ª edição
195 mm x 128 mm
192 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Catálogo da Exposição Bibliográfica, Iconográfica e Documental Relativa à Estátua Eqüestre



Lisboa, 1938
Câmara Municipal de Lisboa
182 mm x 142 mm
180 págs. + 8 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Mulheres e as Cidades


AUGUSTO DE CASTRO
capa de F. Beltran Masses

Lisboa, s.d. [1928, seg. BNP]
Emprêsa Literária Fluminense, Lda
1.ª edição
186 mm x 117 mm
200 págs.
capa impressa a negro com cromo polícromo colado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Mulheres e as Cidades


AUGUSTO DE CASTRO
ilustrações de Júlio Gil

Lisboa, 1958
Empresa Nacional de Publicidade
2.ª edição
255 mm x 176 mm
152 págs. + 10 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
linotipado num correctíssimo Garamond e impresso sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 211 de uma tiragem assinada pelo Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que o próprio Autor assina:
«[...] Há certamente quem viaje pelo simples prazer de catalogar estações de caminho de ferro, catedrais, praças, álbuns, paisagens e quartos de hotel. Como há pessoas que supõem ter amado – só porque, na vida, murmuraram ao ouvido de cem mulheres a mesma fria e estúpida palavra. Há certamente cada vez mais gente que, com frenesi e prodigalidade, se desloca; há cada vez menos sente que viaja. E paralelamente, se, no jaz-band da vida de hoje, o prazer banal e fácil da aventura faz de cada homem um enfastiado coleccionador de fraquezas femininas – mais rara, cada dia, se torna na alma humana, a flor doce e dolorosa do amor. O Baedeker, a caravana, o turismo transformaram a civilização em todo o Mundo na mesma pardacenta e fonográfica monotonia. O tango, a garçonnière, o impudor e a facilidade do flirt tiraram à paixão humana toda a aventura, toda a fantasia, toda a sublime ilusão da impaciência, do perigo e da conquista. [...]
Há cidades, como certas mulheres, que respiram um misterioso fluido de encanto e sedução. [...]
Sempre que chego a uma cidade que não conheço, procuro surpreender o seu sono, errando de noite pelas ruas ermas, sentindo-a respirar e palpitar. A noite é a hora furtiva do abandono e da posse. Há cidades que têm o sono ligeiro e sensual, como Paris; cidades que ressonam, como Londres; cidades que têm insónias, como Madrid. Mas nunca vi dormir uma cidade como Córdova – nua e branca, ao luar. [...]
São os homens que fazem a cultura duma raça – mas são as mulheres que fazem a civilização dum povo. A alma das cidades é sempre uma alma feminina. [...]»

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Bartolomeu Marinheiro




AFONSO LOPES VIEIRA
ilustr. de João Carlos

Lisboa, 1955
Livraria Bertrand
2.ª edição (emendada)
257 mm x 205 mm
48 págs.
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel superior algodoado
cartonagem editorial
exemplar estimado, sujidade na capa; miolo irrepreensível
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Bartolomeu entrou na Flor do Mar
e abriu as velas – asas para voar.

Deu-lhes um beijo logo a fresca aragem
e o Tejo desejou-lhes – Boa viagem!

Oh! que lindo que vai esse navio
a largar pelo azul do belo rio! [...]»

E lá foi Bartolomeu Dias, que – diz a lenda pátria – viu e venceu o tenebroso gigante Adamastor, ou, pelo menos, dobrou o Cabo das Tormentas, como tal rebaptizado Cabo da Boa Esperança. Lopes Vieira, no seu estilo doce, conta aqui em versos para jovens leitores esse episódio dos Descobrimentos. Edição particularmente atraente devido à mestria gráfica do ilustrador.

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Canções do Vento e do Sol

 

AFFONSO LOPES VIEIRA

Lisboa, 1911
s.e. (Typ. «A Editora») [ed. autor]
1.ª edição
201 mm x 136 mm
4 págs. + 174 págs.
impresso sobre papel superior algodoado
modesta encadernação inteira em tela com as capas de brochura espelhadas
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de oferta no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, setembro 07, 2024

Catalogo das Obras de J. Leite de Vasconcellos



[JOSÉ LEITE DE VASCONCELOS]

s.l. [Lisboa], 1898 e 1903
Typ. do Dia
1.ª edição (ambos)
2 folhetos (completo)
232 mm x 165 mm
16 págs. + 12 págs.
subtítulos: Livros – Folhetos – Revistas (1879-1897); e Livros – Folhetos – Revistas (1898-1902)
acabamentos com um ponto em arame
acondicionados numa elegante pasta em cartolina
exemplar I envelhecido e sem capa mas aceitável, o exemplar II está em muito bom estado de conservação; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

São catalogadas 155 espécies, entre «poesia», «ethnologia portugueza», «philologia», «assumptos diversos» e «publicações periodicas»… e nem é tudo, como mais tarde, em 1924, se verá por um Indículo elaborado por Moses Bensabat Amzalak.

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sexta-feira, setembro 06, 2024

Organização Política e Administrativa de Portugal desde 1820 [junto com] Suplemento

 

ANTÓNIO MANUEL PEREIRA

Porto, 1949 e 1951
Livraria Fernando Machado & C.ª, L.da
1.ª edição
1 volume + 1 folheto (completo)
242 mm x 167 mm
[2 págs. + XXXII págs. + 2 págs. + 352 págs.] + 16 págs.
subtítulo do volume: Bases gerais
exemplares estimados; miolo limpo, parcialmente por abrir em ambos
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, setembro 05, 2024

Cancioneiro do Tejo

 

MARIA MICAELA SOARES

Vila Franca de Xira, 1985
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
1.ª edição
255 mm x 190 mm
96 págs. (texto) + 6 págs. (imagens)
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal Militar


CARLOS SELVAGEM

Lisboa, 1931
Imprensa Nacional
1.ª edição
24,3 cm x 16,8 cm
XL págs. + 688 págs.
subtítulo: Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as origens do Estado Portucalense até ao fim da dinastia de Bragança
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma obra de militária, nascida «[...] da necessidade instante de fornecer às gerações novas de oficiais um compêndio de estudo que abrangesse na mesma clara síntese a visão panorâmica do génio militar dos portugueses, quer no tipo tradicional das suas instituïções orgânicas, quer na história integral da sua actividade combativa [...]» O seu autor, o capitão de cavalaria Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (1890-1973), que o mundo literário conheceu sob o pseudónimo Carlos Selvagem, notabilizou-se como dramaturgo.

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A Revolução Franceza

 

CELESTINO DE SOUSA, general

Lisboa, 1911
Livraria Internacional – Almeida, Carvalho & C.ª
1.ª edição
191 mm x 125 mm
172 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada gravada a negro e branco nas pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais assinaturas de posse
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, setembro 01, 2024

Estrela Polar


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d. [1962]
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 132 mm
320 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo declaração do próprio autor, na página biográfica, este livro continua um seu romance anterior, Aparição. Cite-se: «[...] Com efeito, à revelação da “pessoa” humana (não a física, nem a psíquica, mas a metafísica) sucede agora a obsessão de transmiti-la a outrem e de aceder à desse outrem. [...]»

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Carta ao Futuro


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1966
Portugália Editora
2.ª edição
191 mm x 140 mm
104 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana, acerca deste ensaio-manifesto:
«[...] Se é fácil determinar as linhas gerais da obra de Vergílio Ferreira, é-o particularmente [...] através de Carta ao Futuro, no que se refere aos problemas evidenciados nas suas obras de ficção, exemplificando-se assim a afirmação de Camus segundo a qual todo o artista exprime ùnicamente “uma só coisa sob aspectos diferentes”.»

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Porto Manso


ALVES REDOL
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1946
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
193 mm x 123 mm
416 págs.
exemplar estimado, capas com vagos sinais de foxing; miolo limpo, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Adolfo Simões Müller (fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), o vertente livro «[...] dá-nos, de facto, o drama do homem do Douro, vivendo pràticamente a bordo do rabelo e assistindo, revoltado, à chegada do comboio, o cavalo de ferro. Cada capítulo deste romance, à excepção do primeiro, é antecedido de uma página sobre um aspecto da paisagem envolvente. É como que a descrição do cenário, antes da acção do drama, uma espécie de contraponto para o choque das almas e dos corpos. Algumas dessas páginas de introdução – processo, aliás, não inédito [...] – têm um belo recorte literário, do melhor que conheço do autor. Quanto ao romance pròpriamente dito, revela por vezes certa ingenuidade na edificação social que vai esboçando. A verdadeira força do livro está no drama rural que se desenvolve ao longo dos seus capítulos. [...]»

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Introdução à História da Agricultura em Portugal



A. H. DE OLIVEIRA MARQUES

Lisboa, 1968
Edições Cosmos
2.ª edição
225 mm x 170 mm
352 págs. + 2 folhas em extra-texto, uma das quais desdobrável
subtítulo: A Questão Cerealífera Durante a Idade Média
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Minucioso estudo relativo ao cultivo, transformação e comercialização dos cereais ditos «para a produção de grão», a saber, no caso específico português, e por ordem de importância relativa à época referida: trigo, cevada, milhos miúdo e painço, centeio e aveia.

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Diário de Peniche


HENRIQUE GALVÃO
pref. Vasco da Gama Fernandes
capa de J. Ribeiro

Lisboa, s.d. [1975, seg. BNP]
Livraria Popular de Francisco Franco
s.i. [1.ª edição]
210 mm x 148 mm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Documento pungente redigido circa 1953-1959, durante o período em que Henrique Galvão (1895-1970) esteve preso na fortaleza.

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Páginas Inoportunas


MARCELO CAETANO

Lisboa, s.d. [1959 ?]
Livraria Bertrand
[1.ª edição]
190 mm x 126 mm
XVI págs. + 348 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinaturas de posse nos ante-rosto e frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que reúne ideias políticas que importa conhecer, até porque o ideólogo, na década seguinte, substituiu Salazar dando-lhe continuidade.

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Minhas Memórias de Salazar


MARCELLO CAETANO

Lisboa, 1977
Editorial Verbo
1.ª edição
210 mm x 147 mm
6 págs. + 602 págs.
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Livre Câmbio e Desenvolvimento Económico


MIRIAM HALPERN PEREIRA

Lisboa, 1971
Edições Cosmos
1.ª edição
226 mm x 164 mm
444 págs. + 15 desdobráveis em extra-texto + 1 folha encarte (errata)
subtítulo: Portugal na segunda metade do século XIX
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbos de posse de Adriano Trigo de Sousa na primeira folha-de-guarda e na primeira página, assinatura do mesmo no ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem da Introdução:
«[...] Nas obras de economistas e políticos surge após a crise [de 1876] um desencantamento equivalente ao da geração literária de 1870 [os vencidos da vida]. Multiplicam-se as críticas à política fontista, a Regeneração é definida como uma política económica exclusivamente absorvida pelo melhoramento dos meios de transporte, com desprezo pelo desenvolvimento da agricultura e da indústria do país. Desperdícios de dinheiro em trabalhos públicos, actividades especulativas e corrupção dos governos bastariam para explicar a falência de uma política assente em empréstimos externos.
Este conceito de Regeneração, difundido em seguida pela propaganda republicana, persistiu até aos nossos dias. [...]»
No mais, o profundo ensaio de Halpern Pereira estuda, no período histórico em epígrafe, naquilo em que ela falhou, uma economia nacional proeminentemente agrária.

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