conserva a capa anterior da brochura
discreta rúbrica de posse no ante-rosto
livros antigos, raros & esgotados - NIF 116884860 - CAE 47910
VLADIMIR GALAKTJÒNOVIC’ KOROLENKO
trad. António Ramos Rosa
s.l., 1966
Edições Paulistas
1.ª edição
189 mm x 109 mm
136 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)
Vladimir Korolenko (1853-1921), nascido ucraniano, tendo sofrido a força da
pata do poder russo, antes e depois da revolução bolchevique, é, mesmo assim,
um notável representante da grande literatura russa na passagem do século
dezanove para o século vinte.
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VLADIMIRO KOROLENKO
trad. Natércia Caramalho
capa de Figueiredo Sobral
Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
161 mm x 110 mm
220 págs.
é o n.º 13 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)
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W. [VLADIMIR] KOROLENKO
«tardução do russo»
Lisboa, 1930
Edições Spartacus
1.ª edição
193 mm x 124 mm
128 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)
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[ANÓNIMOS, aa.vv.]
introd. e anexos de Miguel Amorós
org., trad. e pref. Júlio Henriques
capa de Michal Jankowski
grafismo de Paulo da Costa Domingos
Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
208 págs.
subtítulo: Da insânia nas ciências, nas artes & nos ofícios
ilustrado
corte das folhas carminado
exemplar novo
24,00
eur (IVA e portes
incluídos)
Uma passagem de Miguel Amorós:
«[…] Com vista a recuperar e desactivar a rebelião social, principalmente a
juvenil, contra as novas condições da dominação – as que obedecem ao mecanismo
de construção / desconstrução típico do desenvolvimentismo –, põe-se em marcha
uma versão degenerada da luta de classes, os chamados “movimentos sociais”,
inclusive as plataformas. Se não se pretender alcançar uma outra ordem social,
o mito do “cidadão” pode substituir comodamente o mito do proletariado nos
novos esquemas ideológicos. O cidadanismo é o filho mais legítimo do obreirismo
e do progressismo. Não aparece para os enterrar, mas para revitalizar o seu
cadáver. Quando não houver um diálogo mais autêntico do que aquele que possa
existir entre os núcleos rebeldes, o cidadanismo quererá apenas dialogar com os
poderes e arranjar um lugar. Mas a comunidade dos oprimidos não deverá tentar
coexistir pacificamente com a sociedade opressora, porque a sua existência só
se justifica na luta contra esta. Uma maneira diferente de viver não poderá
alicerçar-se no diálogo e na negociação institucional com a precedente forma
escrava. A sua consolidação não virá, portanto, nem de uma transacção nem de
uma qualquer crise económica, mas sim de uma secessão maciça, de uma
dissidência generalizada, de uma ruptura drástica com a política e com o
mercado. Por outras palavras, de uma revolução de novo tipo. […]»
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PIERRE BERGOUNIOUX
pref. Catherine Malabou
trad. Luís Lima
capa de Alessandro Grassi
grafismo de Paulo da Costa Domingos
Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
110 págs.
exemplar novo
20,00
eur (IVA e portes
incluídos)
Uma passagem do texto:
«[…] Por mais diversos que sejam os textos espalhados ao longo de quase
três milénios, todos eles partem do mesmo princípio. São obra de uma minoria
com um estatuto impreciso, pensionistas da bolsa real ou dos dízimos eclesiásticos,
antes de serem subsidiados, no Século das Luzes, em França, por empreendedores
ou soberanos estrangeiros, como Catarina da Rússia e Frederico da Prússia. Os
espíritos mais independentes viviam do trabalho remunerado, como Rousseau, que
copiava música, ou dos emolumentos da função pública, como Stendhal. Em nada
diminui a grandeza dos escritores dos últimos dois séculos o facto de terem
sido suficientemente burgueses para se dedicarem ao trabalho da pena sem
qualquer preocupação ou segunda intenção – Flaubert, Gide, Proust, Martin du
Gard, Roussel, Beckett, Claude Simon. O mesmo se aplica ao resto da Europa, com
Tolstói e Dostoiévski, na Rússia, os irmãos Mann, na Alemanha, e Joyce, no
Reino Unido.
Por mais atentos que estes homens estejam ao curso das coisas, são-lhe como que
exteriores. É nesta condição que, numa sociedade de classes, os acontecimentos
atingem a ordem segunda, facultativa e essencialmente indeterminada, da
expressão. A divisão do trabalho e, em particular, a separação das suas duas
componentes, material e intelectual, tem como efeito a exclusão do maior número
do acesso à expressão cumprida da vida concreta, transformando-a num
espectáculo para escritores. […]»
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PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa de Carlos Ferreiro
Lisboa, 2024
viúva frenesi
1.ª edição
220 mm x 155 mm
32 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)
Uns poemas:
«¡Ah, pois! O mundo opaco
da comunicação de massas
é a ágüa-forte desta época
sob chuva de ácido nítrico
sobr’ a Corrente Subterrânea.
E o horizonte move-se
no poço das pupilas, recua
para o fundo interior de
abismos pouco esclarecidos,
sem ponto de vista, ainda.
*
Mais para sublime do que belo
este dia inteiro ao terror votado
só a mim pertence, assombroso
nos gritos, asteróide cioso
de colisão. Poderei então
a cada passo buscar
o novo agir das palavras
no cenário da guerra social
e, tal como Kepler, nunca
trocarei minha descoberta
por algum principado.
*
O sono trouxe-me aqui e abandonou-me,
as grandes decisões chamam o assombro
de prosseguir na vibrante pura inutilidade.
O facto é que falo com a alfazema
como se fosse tudo, mas não é tudo,
tudo, é um modo de dizer estou aqui,
alfazema, para o que der ou vier.
[…]»
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PAULO DA COSTA DOMINGOS
ilust. James Whistler
Lisboa, 2024
viúva frenesi
1.ª edição
220 mm x 155 mm
48 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
10,00 eur (IVA e portes incluídos)
Um poema… de passagem:
«[…]
dos que procuram comunicar
o nenhum-sentido; qüando desapareceu
que comunicar aos que
bebem por sondas
de sombras mediáticas
resta o toque o corte o espasmo
enxerto na carne na pele
num desenho a tinta-desejo
que rasura premissas
porém, sim: porém, escapa o Único,
reconfigura as tragédias do século
a seu fervor substantivo e
verbal
da parte de fora do poema
a tod’ a hora morre alguém
no frio
da fria montanha das
frias dúvidas
a tod’ a hora um arrepio fend’ a
certeza de que Tudo
vem acontecendo; nunca nada
terá acontecido
prata emocionável, vibrante
(o crime fútil, ou a batalha),
folha em sofrimento: nada se passou
no gelo da Grande Escala
o ô-dor da paixão
é a miragem robusta
do lôgro bem sucedido
num conto de fadas
que a si puxa em vão
lugar onde
anteriormente
falava alto
uma árvore
o estilhaço de vidro em rewind
a usura do Tempo (em espelho)
no auge do cinismo
diz-se «é a vida»
o vagabundo, que casou com
a ambulância zumbindo
mentiras subúrbio em trânsito
congestionado como um rumor
pelas costas, falece de Lua
os drogados, é o Sol o cimento
distantes estames como bruma
nas veias cérebros de Estado
em lama, corrigem o prumo
a dama d’ oiros, a infecta carne
coração na boca pouca ou nenhuma
decência com o dinheiro que
lava, faz-se de morta
[…]»
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PAUL CHOFFAT
Lisboa, 1898
Imprimerie de l’ Académie Royale des Sciences
1.ª edição
texto em francês
252 mm x 161 mm
56 págs. [num. 145 a 198 (separata)]
exemplar estimado, capa acidulada; miolo irrepreensível
ostenta no canto superior direito da capa a indicação não assinada «Hommage de
l’ auteur»
22,00 eur (IVA e portes incluídos)
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PAUL CHOFFAT
Lisboa, 1904
Service Geologique du Portugal
1.ª edição
texto em francês
250 mm x 162 mm
28 págs. [num. 279 a 306 (separata)] + 1 desdobrável (mapas)]
ilustrado
exemplar estimado, capa acidulada; miolo irrepreensível
ostenta no canto superior direito da capa a indicação não assinada «Hommage de
l’ auteur»
22,00 eur (IVA e portes incluídos)
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EDUARDO DE AGUILAR, versos
Alfredo de Moraes, capa e
ilust.
Lisboa, 1924
Casa Portuguesa [ed. autor]
1.ª edição
212 mm x 146 mm
60 págs.
profusamente ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior marfim
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
47,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se de um livro essencialmente com desenhos de Alfredo de Moraes
(1872-1971), para os quais Eduardo de Aguilar (1875-1942) criou uns
versinhos-legendas.
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EDUARDO DE AGUILAR
capa e ilust. Rocha Vieira
Lisboa, 1927
Livraria Universal de Armando J. Tavares
1.ª edição
191 mmm x 123 mm
186 págs.
subtítulo: Romance-«charge»
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Pouco nos diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994) acerca do prolífico escritor, que foi Eduardo Aguilar (1875-1942):
«Jornalista, crítico tauromáquico, romancista e autor dramático de estirpe neo-romântica, a sua vasta obra literária compreende várias peças em verso […], dramas […], romances de feição popular […].»
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MANUEL RÉCIO
DOMINGOS S. DE FREITAS
Lisboa, 1933
Casa Ventura Abrantes – Livraria Editora
1.ª edição
192 mm x 123 mm
256 págs.
exemplar estimado, pequenos restauros na capa e na lombada; miolo limpo,
parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
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CAMILLO CASTELLO BRANCO
Porto, 1874
Em Casa de A. R. da Cruz Coutinho – Editor
3.ª edição
206 mm x 133 mm
180 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida com restauros periférico e na lombada;
miolo limpo, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata Camilo da «[…] romantisação da descendencia do Arcediago de Barroso,
Leonardo Taveira, na pessoa de sua neta, Açucena, que sua filha tivera do primeiro
matrimonio.
Açucena, pelo titulo do romance, é a protagonista d’ elle, mas pelos factos não
o devia ser. O heroe – heroe de perversão humana – é Luiz da Cunha, que o
fidalgo João da Cunha houvera de uma mulata dengue, que em Coimbra roubara a um
seu contemporaneo brazileiro, que da America viera com ella, cheio de amor e de
muitos cabedaes. […]
O verdadeiro heroe é, de facto, Luiz da Cunha: mau filho, mau marido, mau
amigo, amante mau; jogador, rufião, pirata, escrivão do juizo ordinario,
contrabandista e ladrão de estrada…
Toda a escala, sendo na qualidade de ladrão, morto n’ um assalto, que elle pela
ultima vez se aproxima de Açucena, no intento de lhe roubar a casa,
arregimentado na quadrilha de José do Telhado. […]»
(Fonte: Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua
Galeria, vol. I, Parceria António Maria Pereira, Lisboa 1914)
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ANTÓNIO QUADROS
capa de Leonor Lopes Ferreira
Lisboa, 1986
Guimarães Editores, Lda.
1.ª edição
209 mm x 148 mm
216 págs.
subtítulo: Livro I – Uma arqueologia da tradição portuguesa: Introdução ao
Portugal arquétipo – A Atlântida desocultada – O país templário
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
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JOÃO ALVES DAS NEVES, org. e pref.
capa de Edgar Koetz
São Paulo (Brasil), 1963
Editôra Brasiliense
1.ª edição
209 mm x 140 mm
8 págs. + 216 págs.
subtítulo: Cabo Verde – Guiné – São Tomé e Príncipe – Angola – Moçambique
exemplar estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
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ALEXANDRE CABRAL
ilust. Rogério Ribeiro
Algés – Lisboa, 1956
Orion – Editorial-Distribuidora
1.ª edição
195 mm x 128 mm
192 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
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AFFONSO LOPES VIEIRA
Lisboa, 1911
s.e. (Typ. «A Editora») [ed. autor]
1.ª edição
201 mm x 136 mm
4 págs. + 174 págs.
impresso sobre papel superior algodoado
modesta encadernação inteira em tela com as capas de brochura espelhadas
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de oferta no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
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ANTÓNIO MANUEL PEREIRA
Porto, 1949 e 1951
Livraria Fernando Machado & C.ª, L.da
1.ª edição
1 volume + 1 folheto (completo)
242 mm x 167 mm
[2 págs. + XXXII págs. + 2 págs. + 352 págs.] + 16 págs.
subtítulo do volume: Bases gerais
exemplares estimados; miolo limpo, parcialmente por abrir em ambos
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MARIA MICAELA SOARES
Vila Franca de Xira, 1985
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
1.ª edição
255 mm x 190 mm
96 págs. (texto) + 6 págs. (imagens)
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)
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CELESTINO DE SOUSA, general
Lisboa, 1911
Livraria Internacional – Almeida, Carvalho & C.ª
1.ª edição
191 mm x 125 mm
172 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada gravada a negro e branco nas
pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais assinaturas de posse
22,00 eur (IVA e portes incluídos)
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