sábado, agosto 30, 2025

Sidónio Pais


AUGUSTO CASIMIRO


Porto, 1919
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, Ld.ª, editores
1.ª edição
185 mm x 124 mm
348 págs.
subtítulo: Algumas notas sobre a intervenção de Portugal na Grande Guerra
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, gravação a seco na pasta posterior
exemplar estimado, contracapa um pouco manchada; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Casimiro, notório opositor político ao Estado Novo, estivera intelectualmente ligado à revista Águia e, depois, à Seara Nova, de que chegou a ser director. Corroborando os seus relatos, diz-nos o republicano António Granjo:
«O sidónismo baldeou a Nação como uma tempestade baldeia uma fôlha.
As prisões atulharam-se; fez-se o espírito de ódio e retaliação; dividiram-se as classes e os homens; reduziu-se a opinião pública ao critério policial; consagrou-se a delação; cultivou-se a violência; animaram-se os sentimentos de cobardia e defecção; e, quando estávamos em guerra com país estrangeiro, refreou-se a impulsividade heróica da raça. O sidónismo foi, sob o ponto de vista interno, a aliança com os monárquicos; sob o ponto da guerra, a aliança com os germanófilos. A primeira aliança só podia conduzir-nos a êste resultado – a restauração monárquica; a segunda só nos podia trazer esta consequência – a derrota.
Efectivamente, a monarquia foi restaurada no Pôrto; efectivamente, sofremos o desbarato de La Lys.
Não são, porventura, estes os factos? A restauração monárquica no Pôrto será uma invenção dos demagogos? O combate de Monsanto será porventura uma velha lenda que os cegos cantem pelas feiras?»

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