J. [JOSÉ] FELIX
HENRIQUES NOGUEIRA
rev. e notas de Agostinho Fortes
Lisboa, s.d. [1914]
Edição da Typographia de Francisco Luiz Gonçalves
2.ª edição
197 mm x 126 mm
240 págs. + 20 págs. (publicidade)
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)
Acerca de Henriques Nogueira (1823-1858) diz-nos, a 3 de
Fevereiro de 1881, o periódico de Rafael Bordalo Pinheiro O António Maria: «[...] lavrador abastado, espirito cultivadissimo
em vastas leituras e em longas viagens em Hespanha, em França, na Belgica, na
Allemanha e em Inglaterra, elle foi em Portugal o mais puro representante das
idéas revolucionarias espalhadas na Europa de 1848 por Mazzini, por Kossuth,
por Mickiewicz e por Ledvu-Rollin. Foi elle que iniciou em Portugal as associações
operarias e a theoria politica da federação. [...] Os seus livros, o Almanach democratico e o Almanach do cultivador lembram a
vigorosa penna e rural de Paulo Luis Courrier, o escriptor com que elle tem
mais affinidades de espirito e de caracter. A sua obra intitulada Estudos sobre a Reforma em Portugal basta
para immortalisar o nome de Henriques Nogueira, revelando do modo mais
brilhante a sua profunda intelligencia como philosofo e como politico e o seu
magnanimo coração como democrata e como patriota. [...]»
Devemos acrescentar, referindo o vertente livro, que
Henriques Nogueira viu no municipalismo um meio pragmático para a consolidação
no terreno das suas ideias federalistas.

