domingo, março 06, 2016

Breves | instrucções | sobre | os partos | a favor das parteiras | das provincias, | feitas por ordem do ministerio




[JOSEPH] RAULIN, Mr.
trad. do francês por M. R. D. A.

Lisboa, 1772
Na Regia Officina Typografica *
1.ª edição
14,3 cm x 9,8 cm
12 págs. (não numeradas) + X págs. + 210 págs.
brochura apenas coberta pelo papel de protecção da época
carminada no corte
não inclui as gravuras referidas no fim do volume na «EXPLICAÇÃO DAS FIGURAS. Cada huma das doze Figuras feguintes reprefenta [...]» *
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante, discreto restauro no frontispício
225,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joseph Raulin (1708-1784), obstetra formado pela Faculdade de Medicina de Bordeaux, foi médico de Luís XV. A vertente obra, datada de 1769 com o título original Instructions succintes sur les accouchements en faveur des sages-femmes de province, e posta a circular por cá sob os auspícios do médico português Ribeiro Sanches, trata da formação moral e prática das parteiras, no sentido de estabelecer parâmetros científicos que enformassem a decisão de levar um parto por diante, ou, pelo contrário, de se optar pelo aborto. O texto é particularmente crítico do negócio inerente à actividade médico-cirúrgica.

* Gonçalves Rodrigues, in A Tradução em Portugal (vol. primeiro, 1495-1834, n.º 1.188, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1992), refere, para o mesmo ano, uma edição na Off. José de Aquino Bulhões, cuja autoria ele atribui (erradamente) a Jean Raulin. Por seu turno, Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo X, n.º 379, Imprensa Nacional, Lisboa, 1883) refere o conhecimento de apenas 2 estampas, o que, na realidade, seriam 2 folhas desdobráveis com as 12 figuras.

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quarta-feira, março 02, 2016

Anais da Ilha Terceira [junto com] Apontamentos Topográficos, Políticos, Civis e Ecclesiásticos para a História das nove Ilhas dos Açores servindo de suplemento aos Anais da Ilha Terceira




FRANCISCO FERREIRA DRUMOND
pref. e notas de José Guilherme Reis Leite

Angra do Heroismo, 1981 e 1990
Governo Autónomo dos Açores – Secretaria Regional de Educação e Cultura / Instituto Histórico da Ilha Terceira
2.ª edição (fac-similada da 1.ª edição de 1850)
4 vols. + 1 vol. (completo)
[21 cm x 15 cm] + [24,5 cm x 18,5 cm]
[6 págs. + 2 págs. + VIII págs. + VI págs. + 716 págs. + 6 págs.] + [6 págs. + 6 págs. + 358 págs.] + [6 págs. + 4 págs. + 324 págs. + 150 págs.] + [6 págs. + 4 págs. + 384 págs. + 2 págs.] + [6 págs. + XXIV págs. + 2 págs. + 650 págs.]
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco Ferreira Drumond (1796-1858) é considerado uma referência na historiografia açoreana, mas também se notabilizou como organista contribuindo largamente para a divulgação de música sacra.

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Versos do Reyno


ALBINO FORJAZ DE SAMPAIO

Lisboa, 1903
Empreza da Historia de Portugal Sociedade Editora – Livraria Moderna
1.ª edição
15,9 cm x 9,7 cm
64 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo livro de Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949), escritor que «[...] cultivou um naturalismo na linha de Fialho ou de Raul Brandão, onde desponta uma amarga sabedoria e um desencantado pessimismo, colhidos quer na filosofia de Nietzsche, quer na divulgação que na época foi dada a autores como o Schopenhauer de Dores do Mundo. Sobre uma base de amoralismo e cinismo vazados em formas convencionais, Forjaz de Sampaio consegue algumas páginas em que dá veemente testemunho de ambientes de grande miséria física e moral da cidade (sobretudo da cidade de Lisboa), salientando-se a sua grande capacidade para reproduzir do modo mais natural e espontâneo o linguajar desses mesmos meios. [...]» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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Enseada Amena


AUGUSTO ABELAIRA
capa de José Cândido

Lisboa, s.d. [1966]
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Abelaira seria um autor a redescobrir e a ser estudado se a nova geração de “narrativistas” mostrasse alguma curiosidade em ler os escritores nacionais que lhes prepararam o terreno para os todo-o-terreno das suas escritas de sucesso.

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Anfitrião Outra Vez


AUGUSTO ABELAIRA
capa de Vitorino Martins
grafismo de J. Matos

Lisboa, 1980
Moraes Editores
1.ª edição
18 cm x 11,6 cm
84 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Quatro Paredes Nuas


AUGUSTO ABELAIRA

Amadora, 1972
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
204 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de L. Graça
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Patria



GUERRA JUNQUEIRO

s.l., 1896
s.i. [também não indica tipografia] [ed. Autor ?]
1.ª edição
20,7 cm x 14,2 cm
188 págs. + XXVIII págs.
encadernação modesta de amador com elegantes vinhetas e lettering gravados a ouro na lombada
aparado e sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no canto superior esquerdo da folha de ante-rosto
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

António José Saraiva e Óscar Lopes, na sua História da Literatura Portuguesa (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989), apontam esta fase poética de Junqueiro como o ponto charneira na abordagem do real:
«[...] A nebulosidade [da sua] ideologia anticlerical permitia que, entretanto, prosseguisse até à crise política de 1890 a sua carreira de deputado monárquico, gravitando na órbita de Oliveira Martins e na do grupo de literatos e aristocratas dos Vencidos da Vida.
Com o Ultimato assiste-se, porém, à sua rotura com Martins e à passagem para as fileiras republicanas. Datam de 91 Finis Patriæ e Canção [sic] do Ódio, violentas sátiras à dinastia brigantina e à Inglaterra, das quais ainda é sequência Pátria (1896), poema já, no entanto, repassado de um patriotismo elegíaco a condizer com as tendências saudosistas do tempo. [...]»

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Evocação de Guerra Junqueiro


JOÃO DE BARROS

Rio de Janeiro / Lisboa, s.d. [circa 1950]
Livraria Editora da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
15,9 cm x 11,9 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente em elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Leitura panorâmica da vasta obra de Junqueiro, mas leitura de acerto. Uma passagem:
«[...] entre o Junqueiro da Morte de D. João, da A Velhice do Padre Eterno e o de Os Simples, da Pátria e das Orações. Não há, a meu ver, porém, nenhuma discontinuidade. Sempre o amor da Justiça e da Liberdade o guiou, sempre um idealismo superior o inspirou. “Muitos outros poetas”, explica ele no final da Morte de D. João, “têm cantado D. João, mas todos eles num ponto de vista contrário ao meu. Prestigiam-no, engrandecem-no, e quando, no fim duma vida impunemente devassa, se torna necessário castigá-lo, então abrem-se as gargantas do inferno e sorvem o condenado. Para um malandro é épico demais. Eu segui um caminho diferente. D. João, na sua qualidade de parasita, morre como deve morrer: de fome. Quem não trabalha não tem direito à vida. Apelar para a Justiça de Deus, como no quinto acto dos dramas morais, é o supremo cinismo, porque é negar a justiça dos homens, mostrando que a sociedade é impotente para castigar os culpados.”
Esta preocupação, não de negar a justiça de Deus mas de querer também a justiça dos homens que, subentende-se, é uma das altas manifestações da dignidade humana, com ela deparamos também na «Nota» de A Velhice do Padre Eterno [...].»

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sábado, fevereiro 27, 2016

Quarenta Anos de Vida Literária e Política


ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA
prefs. Caetano Gonçalves, Joaquim de Carvalho e Hernâni Cidade

Lisboa, 1933-1934
J. Rodrigues & C.ª
1.ª edição
4 volumes (completo)
195 mm x 130 mm
[320 págs. + 5 folhas em extra-texto] + [XX págs. + 336 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [XXIV págs. + 292 págs. + 4 folhas em extra-texto] + [332 págs. + 5 folhas em extra-texto]
ilustrado em separado
volumes dissemelhantes: vol. 1 em brochura; vols. 2, 3 e 4 encadernações editoriais, dois deles azul-cinza e o outro em castanho
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
edição autenticada com o carimbo da esposa do então já falecido ex-presidente da República: M. J. d’Almeida [Maria Joana Perdigão Queiroga de Almeida]
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Destacado presidente durante a I República, a vertente obra reúne intervenções suas deixadas em periódicos ao longo da sua carreira cívica, assim como alguns dos seus discursos de referência.

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Alma Nacional


Lisboa, 10 de Fevereiro a 29 de Setembro de 1910
dir. Antonio José d’Almeida
colecção completa (34 números)
26,7 cm x 19,5 cm
544 págs. (numeração contínua) + 1 desdobrável (desenho de Francisco Valença) inserido entre as págs. 152-153 (outro desenho de Valença surge impresso no corpo da revista a págs. 184-185)
encadernação recente modesta de amador em sintético, lombada com rótulos e discretos ferros a ouro
exemplar estimado, com pequena falha de papel nas últimas três linhas de texto na pág. 213 e restauros sem afectar o texto nas págs. 1-2 e 199-200; miolo muito limpo
sem as capilhas de protecção dos fascículos
dedicatória de Francisco Almeida Henriques e António Paulo Cordeiro na pág. 321
240,00 eur (IVA e portes incluídos )


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domingo, fevereiro 14, 2016

Cinco Noites de Tormenta


FERREIRA DA COSTA
capa e ilust. Sant’Ana

Lisboa, 1945
Editorial do Povo
1.ª edição
19,5 cm x 13,9 cm
160 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Modernos Poetas Cabo-verdianos


JAIME DE FIGUEIREDO, org. antol.

Praia (Cabo Verde), 1961
Edições Henriquinas – Achamento de Cabo Verde
1.ª edição [única]
23,4 cm x 16,4 cm
XLII págs. + 200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse no verso da cortina do texto de abertura
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

São antologiados e sucintamente biografados os poetas ilhéus Jorge Barbosa, Manuel Lopes, Osvaldo Alcantara, Pedro Corsino Azevedo, António Nunes, Aguinaldo Fonseca, Guilherme Rocheteau, Nuno Miranda, Arnaldo França, Tomaz Martins, Yolanda Morazzo, Ovídio Martins, Virgínio Nobre de Melo, Gabriel Mariano, Terêncio Anahory, Corsino Fortes, Jorge Pedro Barbosa, Onésimo Silveira, João Vário e António Mendes Cardozo.

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quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Pequena História da Imprensa Portuguesa


ROCHA MARTINS

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
120 págs.
exemplar estimado; miolo por abrir
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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Manual del Operador Fotograbador


L. VILLEMAIRE
trad. J. M. Llovet
pref. Charles Féry
apêndice de Juan Oller Xaus

Barcelona, 1946
José Montesó – Editor
2.ª edição
texto em castelhano
22,3 cm x 15,8 cm
280 págs.
subtítulo: Ampliada con un Apéndice sobre impresión de fotograbados en minerva, máquina plana y rotativa, fotolito offset, huecograbado y fototipia
profusamente ilustrado
encadernação editorial em tela gravada a negro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa polícroma
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Tratado de Versificação Portuguesa


AMORIM DE CARVALHO

Lisboa, 1965
Portugália Editora
2.ª edição («refundida»)
19,3 cm x 13,1 cm
172 págs.
subtítulo: Teoria Moderna da Versificação
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tratado de Versificação Portuguesa


AMORIM DE CARVALHO
capa de Vítor Simões

Lisboa, Agosto de 1974
Edições 70
3.ª edição
21 cm x 14,2 cm
184 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Teoria Moderna da Versificação
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Problemas de Versificação


AMORIM DE CARVALHO

Lisboa, 1981
CLB – Centro do Livro Brasileiro
1.ª edição
20,8 cm x 14,3 cm
136 págs.
exemplar estimado, pequeno rasgão na capa; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita de Ester Rodrigues Amorim de Carvalho, viúva do autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 07, 2016

Os Vellos Non Deben de Namorarse


ALFONSO R. CASTELAO
capa de Xohan Ledo
ilust. Autor

Vigo, 1953
Editorial Galaxia, S. A.
1.ª edição
texto em galego
22,5 cm x 16 cm
88 págs.
subtítulo: Farsa en tres actos con un prologo e un epilogo
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, capa com restauros; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor nacionalista galego, Alfonso Daniel Rodriguez Castelao (1886-1950) sempre defendeu a ideia de uma ibéria federalista, mas em que a Galiza, dadas as afinidades de ambos os povos, linguísticas até, deveria progressivamente fundir-se com Portugal. No vertente livro, escrito nos anos 40 mas só publicado postumamente, estamos perante uma das mais populares peças de teatro galego.

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Os Vellos Non Deben de Namorarse



ALFONSO R. CASTELAO
[capa de Xohan Ledo]
ilust. Autor

Vigo, 1968
Editorial Galaxia
2.ª edição
texto em galego
20,4 cm x 13,9 cm
116 págs.
subtítulo: Farsa en tres actos con un prólogo e un epílogo
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, fevereiro 04, 2016

L’Espagne



DORÉ OGRIZEK
Suzanne Chantal
et alii
pref. Joseph Peyré
ilust. Beuville, A. Brenet, Paulo Ferreira, Lorenzo Goñi, Jacques Liozu, Pierre Noël, Marianne Peretti e R. de Villepreux

Paris, 1951 [aliás, 1952]
Éditions Odé
1.ª edição
texto em francês
17,3 cm x 12,5 cm
416 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
folhas-de-guarda impressas em policromia
com falta da sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Trampolim


AFONSO RIBEIRO
capa de Vítor Pala

Porto, 1944
Editora – Livraria Progredior
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
312 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Aldeia


AFONSO RIBEIRO
capa de António Sampaio

Porto, 1943
Editora Livraria Progredior
1.ª edição
20 cm x 13,2 cm
304 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Aldeia


AFONSO RIBEIRO
capa de Rui Knopfli

Lourenço Marques, 1958
s.i. [ed. Autor]
2.ª edição
19,7 cm x 13,8 cm
288 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Plano Inclinado


AFONSO RIBEIRO

Porto, 1941
Livraria Progredior, deposit.
1.ª edição
20,1 cm x 13,7 cm
236 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Amarante


FRANÇOIS GUICHARD

Lisboa, 1980
Instituto Nacional de Investigação Científica
1.ª edição
18,6 cm x 13,4 cm
208 págs. + 60 págs. em extra-texto
subtítulo: Structures socio-économiques et liens de dépendance dans un «concelho» du nord-ouest portugais
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

François Guichard (1946-2002) foi geógrafo, tendo leccionado em Portugal, país de que foi amigo e cuidadoso investigador. Toda a intelectualidade portuense lhe reconhece o mérito. Mesmo na cidade francesa onde nasceu, Bordéus, o designavam carinhosamente por Messieur le Portugal. No mais, destacou-se como democrata fundador, em 1996, da associação Front Citoyen, que tinha o objectivo de se opor às teses nazis da Front Nationale de Le Pen. (Fonte: Luís Miguel Queirós, Público, 26 de Março, 2002)

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Ruas de Lisboa (1826)



[MANUEL DA SILVA GODINHO *]
pref. Martim de Albuquerque e Maria da Graça Garcia

Lisboa, 1994
Edições Inapa
5.ª edição (1.ª edição fac-similada)
29,4 cm x 23,6 cm (álbum)
92 págs. (não num.) + 4 gravuras em extra-texto
título e subtítulo primitivos: Coleçaõ de Estampas intitulada Ruas de Lisboa – Contem figuras iluminadas que representaõ os diversos trajes, e maneiras mais constantes das gentes que servem, e habitaõ a Cidade
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa polícroma, acondicionada em estojo próprio
conserva a cinta de origem
exemplar como novo
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Segundo Ernesto Soares, História da Gravura Artística em Portugal, tomo I, n.º 1.142, Lisboa, 1940.

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quinta-feira, janeiro 28, 2016

Inde, Péninsule des Dieux


JOSEPH KESSEL
fotografias de Arnaud de Monbrison


[Paris], 1960
Librairie Hachette
[1.ª edição]
23,5 cm x 18,7 cm (álbum de pequeno formato)
96 págs. + 12 extra-textos a cor
impressão do miolo em rotogravura, extra-textos em cromotipia
cartonagem editorial
folhas de guarda impressas
exemplo em muito bom estado de conservação
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romancista e repórter com vastíssima obra editada, herói de referência na Resistência francesa – é o co-autor do hino Chant des Partisans –, para nós, portugueses, é nomeadamente o autor do célebre romance Os Amantes do Tejo, que nos chegou sob a forma de um filme de Henri Verneuil marcado pela voz de Amália em Barco Negro. O vertente livro de viagem, uma das muitas que Kessel reportará, mostra um olhar atento não só àquilo que a paisagem e o passado monumental oferecem em silêncio como àquilo que palpita, gritante, na multidão de pobres, que são o grosso da população indiana.

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quarta-feira, janeiro 27, 2016

Lisboa e os Curiosos Fastos do Seu Porto



FONSECA MENDES

Lisboa, 1951
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 16,1 cm
116 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado em separado a preto
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho de estudo e investigação realizado em torno da figura setecentista de Carlos Mardel, um dos responsáveis pela construção da Baixa pombalina após o terramoto de 1755.

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Diccionario dos Termos de Architectura


T. [TOMÁS] LINO D’ASSUMPÇÃO

Lisboa, s.d. [1895, seg. BNP]
Antiga Casa Bertrand – José Bastos
1.ª edição
20,8 cm x 13,4 cm
XIV págs. + 162 págs. + XXVIII págs.
subtítulo: Suas definições e noções históricas – Com um indice remissivo dos termos correspondentes, em francez
encadernação recente de amador em seda com as capas espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, pequenos restauros na primeira folha, papel no geral oxidado
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, janeiro 21, 2016

Ensaios de Crítica


[GUILHERME] MONIZ BARRETO
prefácio de Vitorino Nemésio
capa de Couto Tavares


Lisboa, 1944
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
XLII págs. + 2 págs. + 360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importantíssimo ensaio de abertura, em forma de prefácio, em que Nemésio nos dá uma apurada lição literária, para além de situar o goês Moniz Barreto no contexto da deficiente propensão dos portugueses para a reflexão crítica por escrito. Cabe, assim, a este Autor ter sido o primeiro grande crítico literário português. O seu convívio parisiense com Eça de Queirós, e a sua colaboração na Revista de Portugal, que este último dirigia, estarão na origem de um dos mais importantes textos do século XIX: «A Literatura Portuguesa Contemporânea» (que o presente volume inclui).
Desejável é que os candidatos a jornalistas culturais de hoje o procurem ler... E já agora, também Nemésio.


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sábado, janeiro 16, 2016

Apelo da Noite


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,4 cm
280 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do notável Posfácio do autor:
«[...] E eis que a arte conquista assim, no mundo de hoje, uma necessidade imprevista, uma viru­lência única. Por sobre todos os terrorismos, no silêncio final de cada hora que nos espera a todos, se nos não esquecemos, ela ergue a sua voz da vitória de nós próprios, da vitória da verdade que os “astros” para nós “conjugaram”, da iluminação da certeza que nenhuma estratégia pode disfarçar. Mundo da liberdade, porque da criação, da autenticidade, mundo da evidência, porque da convicção, mundo da conquista, porque da invenção das origens – ela revela-se ainda, quantas vezes na dor, o mundo da moralidade, ou da santidade, porque da assunção iluminada de nós próprios, e dos graves riscos disso. Que a arte seja para o artista um “ponto de chegada” [...], e um “ponto de partida” quando muito para os outros – é uma questão que fica à margem da própria arte. Que um homem actue depois de ver, é um problema do homem, não um impedimento da arte. E no entanto, sim, alguma coisa na arte se transcende do imediato para lhe descobrir a verdade primeira e para assumir esse imediato no que lhe é humano. Um crime em arte não é menos crime. Somente pode acontecer, sim, que deixe aí de nos falar ao ódio, para nos falar ao remorso e à piedade; somente pode acontecer que em vez de odiarmos aí os homens, tenhamos pena do Homem. Mas será então longa a distância que vai da arte à justiça, ao amor, à fraternidade? Se o fosse, seria fácil construir uma grande obra de arte sobre a injustiça. Mas ninguém a construiu ainda – alguém já no-lo lembrou...»

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Para Sempre



VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1983
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
21 cm x 13,9 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma entrevista concedida pelo Autor ao jornalista Francisco José Viegas para a revista Ler (Primavera de 1988):
«[...] P. — Que significado dá à expressão “para sempre”?
R. — Não sei. Você faz-me uma pergunta agora, e agora é que eu tenho de pensar...
P. — Claro...
R. — Não sei... é uma certa dose de nostalgia, de fim de vida que se realizou completamente. É isso. Completamente. É a historia de um homem que fechou o ciclo da vida e que rememora, procurando cortar um pouco o mel e a doçura desse prazer da evocação com acidez e ironia.
P. — Por que razão insistiu nessa versão da vida com este novo título, Até ao Fim?
R. — Porque eu queria dizer, de algum modo, que a destruição dos valores (que é o que marca de um modo geral, os actos que hoje dominam certas áreas da juventude) é uma coisa terrível. E queria, por uma razão de amizade para com o António Ramos Rosa, encontrar um verso dele que significasse isso, que dissesse isso. E foi: “perseguido até ao fim, acho o mar”. Este verso resume o meu objectivo. Achar o mar como um símbolo, como uma metáfora dessa alegria, que é a alegria da pacificação, da eternidade, da plenitude, da juventude plena. Depois há outra coisa, evidentemente: eu quis sempre que os títulos dos meus livros tivessem alguma coisa de si próprios, um certo valor estético. Não me interessam os títulos puramente designativos, como o rótulo de um frasco. Quero que o título seja em si mesmo um sinal e um valor estético e poético. Que fosse uma abertura, um começo de um poema. [...]»

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Rápida, a Sombra


VERGÍLIO FERREIRA
capa e grafismo de Luiz Duran

Lisboa, 1975
Arcádia
1.ª edição
21,2 cm x 14,2 cm
276 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar como novo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

A data de fecho desta obra é Dezembro de 1973, podemos considerá-la, pois, a última que o escritor congeminou antes da mudança do regime. É interessante pô-la em confronto, pela leitura, com as que se lhe seguem, para se fazer uma ideia do pouco desanuviamento que os novos tempos produziram na consciência histórica e estética do autor.

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domingo, janeiro 10, 2016

Pintura Portuguesa do Séc. XX | 20th Century Portuguese Painting


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1990
Correios de Portugal
1.ª edição [única]
bilingue (português / inglês)
24,5 cm x 24,5 cm
92 págs.
design gráfico de Quadrícula – António Magalhães
álbum profusamente ilustrado a negro e a cor
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda
impresso em papel superior Inagloss
exemplar como novo
edição numerada, n.º 275
75,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Para além do sucinto estudo do crítico de artes plásticas, inclui a emissão dos respectivos 18 selos, que reproduzem pinturas dos seguintes artistas: Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Eduardo Viana, Mário Eloy, Carlos Botelho, António Pedro, António Dacosta, Júlio Pomar, Marcelino Vespeira, Fernando Lanhas, Nadir Afonso, Carlos Calvet, Joaquim Rodrigo, Noronha da Costa, Vasco Costa, Costa Pinheiro, Paula Rego e José de Guimarães. Escolha, cuja ausência, por exemplo, de uma Vieira da Silva ou de um Cesariny, denota bem as idiossincrasias de França...

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Amadeo de Souza-Cardoso – A Primeira Descoberta de Portugal na Europa no Século XX [catálogo]


PAULO FERREIRA
et alii

Lisboa, 1983
Centro de Arte Moderna / Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
29,6 cm x 20,9 cm (álbum)
122 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a preto e a cor
impresso sobre papel superior
design de Fernando Libório
exemplar novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

O comissário da exposição lembra-nos no seu texto a violência física com que os portuenses rejeitaram a primeira mostra de Amadeo. Agredido e enxovalhado publicamente no Porto de 1916, mas reconhecido entre os seus pares – como Eduardo Viana e Almada Negreiros –, é hoje pedra-de-toque para a compreensão das vanguardas artísticas da época.

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Botelho [catálogo]



MANUEL BOTELHO
SENA DA SILVA

et alii

Lisboa, 1989
Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
28 cm x 24 cm (álbum)
196 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a preto e branco e a cor
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Botelho, importante caricaturista e pintor dos costumes e da cidade de Lisboa. O suave leque cromático da sua paleta influenciará pintores menores como Tom, assim como da sua grelha estrutural do casario sairá uma Maluda. No vertente catálogo, que está longe de ser representativo do legado da sua obra, encontramos, por outro lado, uma imprescindível cronologia biográfica.

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Bernardo Marques – Obras de 1950 a 1960 [catálogo]



aa.vv.
fotografias de Mário Novais
grafismo de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1966
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
23,8 cm x 24,2 cm
94 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
impresso em rotogravura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diogo de Macedo, António Pedro, Luís Teixeira, Jorge Segurado, Fernando de Azevedo, são os nomes dos que aqui celebram, de algum modo, o legado do grande artista gráfico que foi Bernardo Marques.

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Bernardo Marques – Période 1934-1962 [catálogo]


[JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
PAULO FERREIRA]

Paris, 1982
Fondation Calouste Gulbenkian
1.ª edição
texto em francês
25,9 cm x 19,4 cm
60 págs. [não numeradas]
profusamente ilustrado
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bernardo Marques – Desenho e Ilustração, anos 20 e 30 [catálogo]


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1982
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
24 cm x 22 cm
64 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior de off set
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

A influência de George Grosz, não só estilística mas também no que continha de crítica violenta às assimetrias sociais, é a sua mais impressionante característica. Talvez fazendo uso de uma paleta cromática menos agreste, mas seguramente o seu poder de observação dos tiques arrogantes dos frequentadores de bares, cafés e teatros da Baixa lisboeta não desmerece o que Marques foi “aprender” a Berlim nesses anos.

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Bernardo Marques


SALLÉS PAES

Lisboa, s.d. [circa 1963]
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
18,5 cm x 12,8 cm
20 págs. + 8 folhas em extra-texto (cor) + 48 págs. (preto e branco)
profusamente ilustrado
impresso em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequena monografia editada pouco tempo após a morte do pintor, em Setembro de 1962.

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Paragone



LEONARDO DA VINCI
trad. e introd. Irma A. Richter

Londres / Nova Iorque / Toronto, 1949
Geoffrey Cumberlege – Oxford University Press
[1.ª edição]
bilingue italiano / inglês
25 cm x 17 cm
2 págs. + XIV págs. + 112 págs. + 12 folhas em extra-texto
subtítulo: A Comparison of the Arts
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela encerada gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação, com pequenos restauros na sobrecapa; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio:
«[...] The Paragone forms an important contribution to the literature on the comparison of the arts. The discussion, which in Leonardo’s time was prompted by a rivalry among artists, foreshadows the beginning of comparative criticism. [...]»
Assim, vamos encontrar aqui os primórdios da compreensão de uma transversalidade artística que estabelece pontes da pintura à ciência, à poesia, à música e à escultura, sistematizando as suas diferenças e semelhanças.

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sábado, janeiro 09, 2016

Originalidade da Literatura Portuguesa


JACINTO DO PRADO COELHO

Lisboa, 1977
Instituto de Cultura Portuguesa / Secretaria de Estado da Investigação Científica / Ministério da Educação e Investigação Científica
1.ª edição
19,2 cm x 11,7 cm
92 págs.
é o n.º 1 da prestigiada colecção Biblioteca Breve
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do acutilante ensaio:
«[...] Se é “temperado” o nosso carácter, como pretendia Oliveira Martins, talvez pudéssemos associar à discrição afectiva a moderação do bom-senso. Diz-se que o Português é um romântico, define-se o Português pela emotividade, pela impulsividade. Mas serão tais atributos que o distinguem de outros povos meridionais? Ou ficar antes num meio-termo, corrigindo a emotividade pela cautela e o entusiasmo da novidade pelo apego à tradição? Um misto de “aventura e rotina”, para repetir a fórmula de Gilberto Freyre? Pelo menos na esfera da cultura, não fomos tantas vezes vagarosos e prudentes no modo como seguimos os grandes movimentos de renovação? Não balizámos com firmeza o Renascimento, tentando conciliá-lo com uma Idade Média ainda vivaz no Portugal quinhentista? Não é mitigado e bastante razoável o nosso Romantismo, alheio a voos místicos ou de solta fantasia? Não se mostram, em certo sentido, anti-românticos os mentores do Romantismo português? Não foi necessário esperar pelos fins do século XIX ou até pelo século XX para assistir, na literatura portuguesa, a mais estremes manifestações de romantismo, em poetas como António Nobre e Pascoaes, em ficcionistas como Raul Brandão ou Agustina Bessa-Luís? E não tem sido um trabalho de Hércules libertar a nossa prosa literária do sensato e do retórico? [...]»

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