quinta-feira, outubro 04, 2018

Ensaio sobre os Principios Geraes de Strategia, e de Grande Tactica



FORTUNATO JOSÉ BARREIROS

Lisboa, 1837
Na Typographia da Mesma Academia [Escola do Exercito]
1.ª edição
19 cm x 13 cm
8 págs. (não num., a primeira colada à folha [capa] de protecção) + IV págs. + 4 págs. (não num. [índice]) + 192 págs. + 4 págs. (não num., a última colada à folha [contracapa] de protecção)
subtítulo: Escriptos para instrucção dos alumnos da Escola do Exercito
exemplar em muito bom estado de conservação, folha de protecção ratada; miolo irrepreensível, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fortunato José Barreiros (1797-1885) foi alta patente militar e administrador colonial de Cabo Verde.

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telemóvel: 919 746 089


Memoria sobre o Corpo d’Engenharia em Portugal e sobre a nova organisação de que carece para os melhoramentos sociaes do paiz


JOÃO LUIZ LOPES

Lisboa, 1846
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
22,5 cm x 16,3 cm
8 págs. (não num.) + 48 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, outubro 02, 2018

Teoria da Indiferença


ANTONIO FERRO
capa de Armando de Basto

Lisboa | Rio de Janeiro, 1921
H. Antunes Editor
2.ª edição
13 cm x 9,5 cm
208 págs. [não num.]
exemplar estimado, falhas de papel na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição substancialmente ampliada por comparação com a anterior.

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Mar Alto


ANTONIO FERRO
prefácio do Autor

Lisboa, 1924
Livraria Portvgalia Editora
1.º milhar
19,5 cm x 13,1 cm
208 págs.
subtítulo: Peça em 3 actos
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça inicialmente representada sem contratempos no Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) no ano anterior à proibição da encenação lisboeta, a 10 de Julho de 1923, com escândalo e repúdios, por desabrida imoralidade a que a então popular actriz Lucília Simões dera voz. Ferro conta com pormenor, num longo Prefácio, o sucedido, tendo acrescentado no fim do livro não só uma carta de desculpas à referida mulher de teatro, como também o texto do protesto público a que se associaram, entre outros, os seguintes homens de letras: Raul Brandão, António Sérgio e Fernando Pessoa. Resta sublinhar que este manifesto perdeu ab initio o seu efeito, dado, entretanto, o levantamento da proibição.
Mas nem todos os “homens de letras” foram na época consensuais neste apoio; Victor Falcão, por exemplo, numa sua colectânea de artigos para a imprensa periódica, Páginas de Crítica (Casa do Globo Editora, Braga, 1927), exibe uma opinião independente acima de qualquer suspeita:
«[...] Se venho hoje colocar mais algumas letras no cartaz espalhafatoso de António ferro, é porque estou farto de ouvir dizer asnidades àcêrca da sua peça Mar alto, sôbre a qual caíu, provadamente, o mau olhado de todos os ciganos da crítica. O que na mór parte dos jornais se escreveu sôbre essa peça ingènuamente imoral, onde a perversidade tirita aqui e àlém, envergonhada, não é justo nem injusto – é ridículo. Rimbombam ainda os clamores contra o Mar alto, considerado uma obra libertina, com indecências psicológicas abomináveis, e eu aposto que os protestantes ficam em palpos de aranha se eu lhes pedir para me indicarem que bitola usaram para a classificação. Neste país excêntrico, habitado por um povo que adora o pagode; neste país sem igual, onde a obscenidade é alimentada nos salões; num país, como o nosso, onde o deboche asfixia impunemente as energias individuais; num país assim, sem uma élite capaz de o arrancar do lôdo, ¿quem tem o direito de considerar imoral a peça de António Ferro? Ninguém, nem mesmo o próprio António Ferro... [...]
¿É a peça de António Ferro uma obra de Arte? Não é. O Mar alto não passa de uma asneira literária, rufada inconscientemente no tambor do escândalo. As personagens são inverosímeis e devem ter sido inventadas num momento de loucura do autor. A trama da peça, feita de côres berrantes, não resiste à traça da análise do mais obscuro sapateiro de escada. A acção é uma espécie de foguetes de três respostas, com chuva de lágrimas luminosas nos intervalos. O desfecho é de uma ingenuïdade infantil, imprevista e risonha. [...]
A cultura literária de António Ferro é totalmente boulevardière. D’Annunzio deslumbrou-o, não pela sua formidável potência criadora, não pela sua assombrosa interpretação do belo e do trágico, não pelo seu saber tão feiticeiramente diluído na sua prosa principesca, mas pelo esplendor, pelo inèditismo, pela boa-fortuna dos seus processos de reclamo. Entre D’Annunzio e Colette – entre um homem de génio e uma mulher fútil – António Ferro não hesita – segue na peugada de Colette. É mais fácil e cansa menos. Colette pára muitas vezes no caminho a pôr pó de arroz na cara e carmim nos lábios. Gabriel D’Annunzio é um touriste insaciável de beleza; procura-a por toda a parte, quási sem descanso. É muito difícil acompanhá-lo, porque anda muito depressa. Por isso, António Ferro prefere seguir Colette, que dá passos miüdinhos, pára diante das montras e assobia, de vez-em-quando, para que os transeuntes a observem com espanto... De resto, António Ferro seguiu o seu caminho – instintivamente. Não sendo um combativo, não sendo um estudioso, não sendo mesmo um homem de audácia (porque a sua audácia é tão artificial como a sua imoralidade), êle só podia ser o que é realmente – uma pessoa de bom-humor, pachorrenta e teimosa, que faz paciências com as palavras, como os vèlhotes, aos serões, as fazem com as cartas de jogar... [...]»

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domingo, setembro 23, 2018

Cidade Solitária


FERNANDO NAMORA
capa e sobrecapa de V. Palla

Lisboa, 1959
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
19,9 cm x 12,3 cm
300 págs.
encadernação editorial impressa com sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, setembro 21, 2018

Viagens na Minha Terra


ALMEIDA GARRETT
pref. e notas de José Pereira Tavares

Porto, 1974
Livraria Sá da Costa Editora
3.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
XXXIV págs. + 334 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
carimbo de oferta da Secretaria de Estado da Cultura no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência, da autoria de um liberal bem intencionado. Uma passagem de um dos primeiros capítulos:
«[...] Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. – No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas de dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? [...]»
É pacífico concluir que a eficácia narrativa das Viagens consiste tanto no novo modelo verbal, inspirado na coloquialidade da fala «vulgar e corriqueira» (disse Aquilino Ribeiro), como no impressionismo pictórico que caracteriza o esboço de locais e horizontes. De facto, ele provou que a relação física do escritor com o espaço, com um ver deambulatório, com um trabalho de campo quase etnográfico e arqueológico, traz resultados positivos, sobremaneira naqueles períodos em que a escrita se converteu num estendal de truques retóricos e chavões estilísticos.

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Frei Luiz de Sousa




VISCONDE DE ALMEIDA-GARRETT
posf. L. A. Rebello da Silva

Lisboa, 1860
Imprensa Nacional
3.ª edição
158 mm x 114 mm
VIII págs. + 236 págs.
encadernação da época inteira em tela encerada com gravação a ouro na lombada e em relevo seco nas pastas
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar envelhecido, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Frei Luiz de Sousa

 

VISCONDE DE ALMEIDA-GARRETT
posf. L. A. Rebello da Silva

Lisboa, 1856
Na Imprensa Nacional
2.ª edição
170 mm x 115 mm
VIII págs. + 236 págs.
encadernação inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Frei Luís de Sousa



ALMEIDA GARRETT
pref. Pedro Calmon
ilust. Antonio Valverde

Porto, 1965
Livraria Tavares Martins
[1.ª edição ?]
15,4 cm x 10,7 cm
2 págs. + 246 págs. + 7 folhas em extra-texto (policromias)
ilustrado
impresso sobre papel superior a duas cores
encadernação editorial em plástico relevado e gravado a ouro nas pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
conserva as capas de brochura
capa anterior de brochura impressa a cor e relevo seco
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na contracapa da brochura
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Se a corrente literária designada por romantismo chegou a Portugal, em finais do século XVIII, principalmente por intermédio da marquesa de Alorna, é com o Catão de Garrett e, sobretudo, com a sua obra-prima Frei Luís de Sousa que, não só ele “inventa” o moderno teatro português, um género pedagógico eivado de nacionalismo, como firma a sua visão de homem político derrotado por um país cabralista de barões. «[...] Porque no Frei Luís de Sousa, e isto é muito importante, Garrett [...] faz também o processo do “sebastianismo”, demonstrando pelo absurdo os seus efeitos catastróficos. [...] Nenhum clarão de esperança brilha no fim solene do Frei Luís de Sousa: o mundo antigo esmaga o mundo novo quando este se constrói sobre um equívoco – quer dizer, quando não chega a criar as suas próprias estruturas. [...]» (José-Augusto França, O Romantismo em Portugal, vol. 1, Livros Horizonte, Lisboa, 1974)

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Morte di Camoens


ALMEIDA-GARRETT
trad. Domenico Perrero
pref. Joaquim de Araújo

Parma, 1898
Tipographia L. Battei
s.i. [1.ª edição em livro]
texto em italiano
18,3 cm x 12 cm
16 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO PREFACIADOR «AO DISTINCTO BIBLIOGRAPHO MARTINHO DA FONSECA»
ostenta no rosto o selo-branco de José Caetano Mazziotti Salema Garção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Domenico Perrero (1820-1899), conhecido historiador italiano, foi também um admirador da cultura portuguesa, embora haja vertido para italiano esta obrinha de Garrett (que a publicou sob anonimato) no puro desconhecimento da respectiva autoria. Joaquim de Araújo (1858-1917) esclarece num sucinto prefácio a circunstância e elogiando-lhe o estilo.

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quinta-feira, setembro 13, 2018

Bases Regulamentares do Instituto Superior Technico



MINISTERIO DO FOMENTO

Lisboa, 1911
Imprensa Nacional
«edição rectificada»
23,3 cm x 14,7 cm
40 págs.
subtítulo: Decreto de 14 de Julho de 1911
exemplar estimado, capa frágil; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Homem e a Cidade


HENRI LABORIT
trad. Wanda Ramos
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1973
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
20,5 cm x 15 cm
280 págs.
subtítulo: O urbanismo, problema de interesse geral
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial na contracapa:
«A finalidade de qualquer estrutura viva é a manutenção da própria estrutura: um grupo social representa uma estrutura viva de um certo nível de complexidade. Henri Laborit demonstra neste livro que a cidade é um dos meios utilizados pelo grupo social com o fim de manter a sua estrutura. Com efeito o homem, que até uma época recente apenas descobrira a Física utilizando-a para aumentar uma potência técnica capaz de permitir o domínio de certos indivíduos ou grupos humanos sobre outros (frequentemente por intermédio do lucro), utilizou a cidade com este mesmo objectivo. Nela tudo se conjuga para assegurar a defesa da propriedade dos objectos, dos seres, dos meios de produção, dos níveis hierárquicos.
A destruição progressiva do meio ambiente e o desaparecimento da espécie humana (aos quais poderá conduzir este tipo de comportamento de poder) serão talvez o fundamento de um grande receio, que levará o homem à transformação da finalidade dos grupos sociais, em “benefício” apenas da espécie humana. A participação da cidade no todo desta evolução demonstra que o urbanismo não é somente um problema de especialistas, mas o problema da vida humana no seu conjunto.»

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telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Curso de Linguística Geral


FERDINAND DE SAUSSURE
org. Charles Bally, Albert Sechehaye e Albert Riedlinger
trad. José Victor Adragão
capa e grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1976
Publicações Dom Quixote
2.ª edição
21 cm x 13,5 cm
396 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mal sabiam os alunos que resgataram os apontamentos colhidos nas aulas ministradas pelo suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913) como iria esse corpo único de textos fundamentar o que veio a ser, nessa época, o estruturalismo. Nem sonharam eles a sua responsabilidade nas fortes limitações filosóficas e analíticas lançadas, a partir daí, um pouco por todo o mundo académico.

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terça-feira, setembro 11, 2018

Londres et Ses Environs


KARL BÆDEKER

Leipzig – Paris, 1913
Karl Bædeker / Librairie Ollendorff
12.ª edição
texto em francês
16,2 cm x 11,2 cm
XXXVIII págs. + 408 págs. + 64 págs. + 26 folhas em extra-texto + 16 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Manuel du Voyageur
ilustrado no corpo do texto e em separado
cartonagem editorial semiflexível em tela encerada elegantemente gravada a seco e ouro nas pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
corte das folhas marmoreado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Karl Ludwig Johannes Bædeker (1801-1859), editor alemão, é considerado um modelo de referência para toda a literatura turística. Os seus inúmeros guias portáteis, sucessivamente actualizados, são ainda hoje preciosos auxiliares de viagem, sendo as edições primitivas igualmente importantes como documento para acompanhar a evolução histórica e urbana dos respectivos lugares. O vertente, por datar de 1913, patenteia-nos uma cidade que veio a ser arrasada pelos bombardeamentos aéreos da II Guerra Mundial.

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Guia do Exportador e do Importador



BANCO PORTUGUÊS DO ATLÂNTICO

Lisboa, 1965
Banco Português do Atlântico
[1.ª edição]
25,3 cm x 17,3 cm
172 págs.
luxuosa encadernação inteira em pele com gravação a ouro nas pastas, na lombada e nas seixas
conserva as capas de brochura e a respectiva lombada
corte das folhas carminado somente à cabeça
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Boletim da Federação Nacional dos Industriais de Moagem




Número Comemorativo do XXV Aniversário da F.N.I.M.

Lisboa, Ano II - n.º 8, Outubro de 1959
dir. e ed. A Direcção da F.N.I.M.
[edição única]
28 cm x 20 cm
106 págs. + 38 págs. em extra-texto com fotografias a preto e branco, e 1 folha a cor em extra-texto com o retrato de Américo Thomaz (almirante), imagem protegida por cortina inteira em papel de cristal
encadernado em inteira de pele com ferros dourados nas duas pastas, guardas em seda com charneira também em pele, e bordadura dourada com florália; dourado à cabeça; com estojo de protecção em sintético
encadernação assinada «João César, Ld.ª – Encadernadores e Douradores»
exemplar literalmente novo, irrepreensível de conservação
com enorme interesse para a história industrial e agrícola, e jurídica, no Estado Novo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, dos engenheiros-agrónomos F. Santos Nunes, António Cunha Monteiro, Pedro Bello e Fernando Costa. Inclui a legislação em vigor relativa às indústrias de moagem e de panificação, assim como a doutrina de política cerealífera. As fotos, num leque que vai de 1934 a 1959, documentam comparativamente a evolução das unidades industriais de moagem espalhadas pelo país.

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segunda-feira, setembro 10, 2018

Sísifo – Fascículos de Poesia e de Crítica



Coimbra, 1951-1952
dir. Manuel Breda Simões
Atlântida, Livraria Editora, L.da
colecção completa (4 números em 3 fascículos)
22,1 cm x 15,3 cm
16 págs. + [32 págs. + 1 extra-texto (reprodução a preto e branco de um óleo de Júlio Resende)] + 16 págs.
exemplares em excelente estado de conservação, o segundo fascículo encontra-se por abrir
tiragem não declarada mas numerada, sendo: fascículo 1 é o «Exemplar n.º 77», fascículo duplo 2-3 é o «Exemplar n.º 129» e o fascículo 4 é o «Exemplar n.º 183»
peça de colecção
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Capas desenhadas por A. Alves Martins, Júlio Resende e Mário Soares (pintor). Reúne colaboração, entre outros, do próprio Breda Simões e de Lêdo Ivo, Aureliano Lima, António Ramos Rosa (que só se estreará em livro sete anos depois), Eugénio de Andrade, Tomás Ribas, Sebastião da Gama, Carlos Wallenstein, António Manuel Couto Viana, José Bento, etc.
O fascículo 4, num sentido artigo, regista a recente morte de Sebastião da Gama e inclui-lhe dobrada colaboração.

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domingo, setembro 09, 2018

Armamento Maritimo | Questões de Direito – Marinha Mercante


GUILHERME A. VIDAL J.OR

Couto de Cucujães, 1929
Escóla Tip. do Colégio das Missões
1.ª edição
20,2 cm x 14,8 cm
376 págs.
subtítulo: Nacionalisação e segurança da navegação – Inscripção maritima – Capitão, ofociaes e tripulantes nos seus deveres e direitos – Armamento maritimo – Seguros – Irresponsabilidade do armamento – Apolices de seguros – Sociedades de classificação de navios – Do abandono – Barataria – Diversas sentenças dos tribunaes estrangeiros – Sobre afretamentos, avarias na carga, abalroamentos, etc. | Socorros, Assistencias e Abalroações
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, setembro 04, 2018

A Acção Financeira do Govêrno Alvaro de Castro


[ANÓNIMO]

Lisboa – Porto – Coimbra – Rio de Janeiro, 1925
“Lvmen” – Empresa Internacional Editora
1.ª edição
27,1 cm x 19,2 cm
VIII págs. + 112 págs. + 1 desdobrável em estra-texto
subtítulo: Conferência realizada no Ateneu Comercial do Porto em 25 de Outubro de 1924
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris do escritor Octaviano Sá
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória:
«[...] O govêrno Alvaro de Castro apresentou-se ao Parlamento em 21 de Dezembro de 1923 e foi derrubado na sessão de 26 de Junho do ano seguinte, sendo substituido, depois duma longa crise, em 8 de Julho, pelo ministério Rodrigues Gaspar. [...]
Da leitura dos relatórios, discursos e conferências do ministro das Finanças Alvaro de Castro deduz-se que a sua orientação se firmou no duplo princípio da necessidade do equilíbrio orçamental e da renúncia à inflação. Essa orientação foi coroada de êxito, analisada à face dos factos a que assistimos. [...]»
São os últimos meses da República, agora corroída por uma gratuita luta pelo poder a qualquer preço, enquanto a extrema-direita se ia organizando na sombra.

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Fernão Mendes Pinto, Excerptos [de Peregrinação]




FERNÃO MENDES PINTO
José Feliciano de Castilho, org. e posf.

Rio de Janeiro / Paris, 1865
Livraria de B. L. Garnier, Editor
1.ª edição (nesta forma)
2 vols. (completo)
2 x [21,7 cm x 14,2 cm]
[VIII págs. + 316 págs.] + [VIII págs. + 288 págs.]
subtítulo: Seguidos de uma noticia sobre sua vida e obras[,] um juizo critico[,] apreciações de bellezas e defeitos e estudos de lingua por José Feliciano de Castilho
elegantes encadernações editoriais em tela gravada a ouro e relevo seco em ambas as pastas e na lombada
impressos sobre papel superior
exemplares estimados; miolo limpo, com o papel por vezes oxidado
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Especial atenção para o ensaio de José Feliciano de Castilho, que ocupa praticamente metade do segundo volume.

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sexta-feira, agosto 31, 2018

Dizimar


PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa de Carlos Ferreiro

Lisboa, 2018
ed. viúva frenesi
1.ª edição
190 mm x 130 mm
20 págs.
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de apenas 150 exemplares
9,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Este lugar existe, fica
onde as soluções novas
se assemelham ao deserto
dos antigos problemas.

Diz-se: malha urbana,
o que desde logo
diz tudo; aí sorri-se
para as câmaras,

ou muito muito parvo
ou um pouco amedrontado:
¿será que esta camisa-de-forças
me assenta bem?... ¿e a cor?

A pista arrefeceu, estetize-s’o delírio,
neste baldio que as forças-da-ordem
nos deixaram à sua vil passagem:
o Vale das Artes, o Jardim dos Poetas.»

Paulo da Costa Domingos (nasc. 1953), autodidacta, escritor, editor, livreiro-antiquário. Vasta é a sua obra (consulte-se):

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quinta-feira, agosto 30, 2018

Jocasta


PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa sobre fotografia de Rui Baião

Lisboa, 2018
ed. viúva frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
16 págs.
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de apenas 150 exemplares
9,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do mais recente livro de versos do autor, que lhes acrescentou uma Nota Marginal:
«Alguns viram em Antígona a rebelde exemplar, que, ao opor-se à lei do tio, o expõe e à tirania do seu poder. É mentira. Trata-se de uma daquelas avaliações precipitadas, parcas de informação e discernimento, não raro germinadas nas mentes marxistas pós-leninismo. André Bonnard, o principal causador disso, foi ele mesmo um obediente propagandista de Estaline, admirando-lhe a sociedade ferreamente hierarquizada, totalitária, edificada em cima do cadáver dos sovietes.
Jocasta – mãe de uma Antígona filha do incesto – foi a autêntica figura subversora de uma ordem, não meramente no que é político, mas invertida, rasgada pelo ataque radical à estrutura da família enquanto átomo do corpo social. Jocasta, a inconveniente segundo os padrões morais vigentes nas sociedades ditas civilizadas, acabará morrendo, também, de certo modo emparedada, como a filha, sem fuga possível, enforcando-se. Dizem uns que sob o peso da culpa, dizem outros que por morte inglória de seus dois filhos.
Semelhantemente à Jocasta grega, até na desordem disseminada por amor a um jovem poeta, a Jocasta portuguesa morre solitária, num campo onde grassa o suicídio barbitúrico, o cancro, a corrupção e o alcoolismo da sua prole. Solitária e destroçada pelo veneno continuamente inalado das drogas que toda a vida facultou aos doentes e aos doridos.»

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Eléments d’une Sociologie du Spectacle


RICHARD DEMARCY
capa de Pierre Bernard

Paris, 1973
Union Générale d’Éditions
1.ª edição
texto em francês
17,7 cm x 10,6 cm
448 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre Brecht e Brook, o dramaturgo, encenador e teórico Richard Demarcy (1942-2018), cunhado de João Mota (Teatro da Comuna), com outras fortes ligações à contracultura portuguesa, faz no vertente estudo a história de uma arte que tudo tinha a ver com a transformação do mundo. Trata-se de um livro operativo – não de um cemitério de ideias.

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Salomé e O Leque de Lady Windermere


ÓSCAR WILDE
trad. Manuel Cabral Machado e Ersílio Cardoso

Lisboa, s.d.
Editorial Gleba, L.da
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
224 págs.
exemplar estimado, discretos restauros na lombada; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poètes Contemporains


LÉON-GABRIEL GROS
capa de René Dessirier

Paris, 1951
Cahiers du Sud
1.ª edição
texto em francês
22,7 cm x 14,4 cm
256 págs.
subtítulo: Deuxième Série
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

André Breton, René Char, Henri Michaux, Audiberti, Henri Thomas, Jacques Prévert, são alguns dos poetas estudados nestes ensaios do também poeta Léon-Gabriel Gros (1905-1985).

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terça-feira, agosto 28, 2018

Amori di Dafni e Cloe [junto com] Gli Efesiaci








LONGO SOFISTA
SENOFONTE
trad. Annibal Caro [a] e versão de Anton M. Salvini [b]

Firenze (Itália), 1828 e 1829
Presso P. Borghi e C.
s.i.
2 volumes (vols. I e II da colecção Delizie Letterarie)
textos em italiano
9,3 cm x 6 cm
[2 págs. + 216 págs. + 1 folha em extra-texto (gravura)] + [136 págs. + 1 folha em extra-texto (gravura) + 8 págs. (catálogo editorial)]
encadernações editoriais em pele e papel marmoreado, elegante gravação a ouro nas lombadas
corte das folhas marmoreado a condizer com os papéis de fantasia das pastas e das folhas-de-guarda
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
LOTE DE COLECÇÃO
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se dos livros-miniatura Dafne e Cloé, de Longus, e Efesíaca ou Habrócomes e Ântia, de Xenofonte de Éfeso, ambos escritores clássicos gregos.

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Libelo Contra a Arquitectura Orgânica


PIERO BARGELLINI
trad. e pref. Fernando Amado

Lisboa, 1948
Edições Gama
1.ª edição
19 cm x 13 cm
176 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Deposito de Beton Armado para Agua



AUGUSTO VIEIRA DA SILVA

Lisboa, 1920
Tipografia do Comercio
1.ª edição
26,5 cm x 18,2 cm
32 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (grande formato)
subtítulo: Capacidade 350 m3
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Na adaptação do extincto Collegio de Campolide, em Lisboa, a hospital militar» – diz-nos Vieira da Silva na vertente memória descritiva –, «foi necessario, para a distribuição d’agua sob pressão para tratamentos therapeuticos, lavagens e outros fins, construir no ponto mais alto da cerca da propriedade, um deposito cylindrico com 350m3 de capacidade, assentando em 8 pilares que o elevam a cerca de 10m de altura sobre o nivel do solo, e tendo inferiormente ao terreno uma cisterna com 55m3,40 de capacidade, tudo de beton armado. [...]»

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Breve História da Arquitectura


A. MATOS

Porto, 1955
Sociedade Editora Norte
1.ª edição
14,8 cm x 16,6 cm (oblongo)
2 págs. + 62 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Arquitectura


JOSÉ MANUEL FERNANDES
capa de Lígia Pinto

Lisboa, 1991
Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Comissariado para
a Europália 91
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
168 págs.
colecção Sínteses da Cultura Portuguesa
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Arquitecto e doutorado em História da Arquitectura, José Manuel Fernandes, para quem o urbanismo e a habitação em Portugal estiveram sempre no centro das suas investigações, junta nesta síntese os estilos e os exemplos mais óbvios da construção oficial através dos séculos, caldeando-os vagamente numas leituras de Orlando Ribeiro para referir-se muito de passagem – oito páginas – àquilo que designa por «arquitectura popular» ou «regional». No geral, o livro serve o fim a que se destinava: dar uma ideia do país aos estrangeiros, cativá-los a interessarem-se.

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Introdução à Arquitectura Moderna


J. M. RICHARDS
trad. Maria Manuela Ramos
capa do arquitecto Viana de Lima [sobre reprodução fotográfica de edifício projectado por Óscar Niemeyer]

Porto, 1961
Livraria Sousa e Almeida – Edições Sousa & Almeida, Lda.
1.ª edição
23,1 cm x 15,6 cm
148 págs. + 48 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas)
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, sir James Maude Richards, sendo arquitecto, notabilizou-se todavia pelos seus muitos escritos versando a arquitectura. Desempenhou, igualmente, o trabalho de edição na prestigiada revista inglesa Architectural Review. O vertente livro, do ponto de vista histórico, ainda hoje poderá constituir um excelente manual de trabalho para estudantes da disciplina.

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O Segredo da Aurora



JOEL SERRÃO
gravura de Rafael Bordalo Pinheiro (alusiva ao aparecimento da iluminação pública)

Lisboa, 1957
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,2 cm x 12,8 cm
44 págs.
subtítulo: Noite Natural e Noite Técnica
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante reflexão ensaística em torno do aparecimento da iluminação artificial e de como esta influiu nos comportamentos das sociedades (urbanas, nomeadamente, mas não apenas), do mesmo modo que dá nota do seu registo nas artes e ofícios. Se os antigos viviam nos limites do nascer e pôr do Sol, «Nos fins do século XVIII, Murdock (1754-1839) e Lebon (1769-1804) inventaram a iluminação a gás que faz a sua tímida aparição pública em Londres (1814), em Baltimore (1817), em Paris (1829). Na época, apesar do mau cheiro e dos perigos reais e imaginários que o gás trazia consigo, que revolução!»

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Vin de Porto – Exposition Internationale de Paris 1937



Porto, 1937
Instituto do Vinho do porto
1.ª edição
texto em francês
18 cm x 8,5 cm (fechado) [24,2 cm x 33,9 cm (aberto)]
1 folha impressa retro e verso dobrada em harmónio
subtítulo: Carte de la Région du Douro
impresso em retrogravura, monocromia e policromia
exemplar como novo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma breve apresentação turística e agrícola da zona do rio Douro, editada aquando da presença de Portugal na Exposição de Paris em 1937.

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