quinta-feira, agosto 08, 2019

Hoje, Ontem, Amanhã...



JOÃO DE BARROS

Lisboa, 1950
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
20 cm x 13 cm
288 págs.
subtítulo: Ensaios e Esquemas
encadernação da época com lombada e cantos em pele, gravação a ouro na lombada
por aparar
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de pequenos ensaios, acerca dos mais diversos assuntos de cultura literária e pedagógica.

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quarta-feira, agosto 07, 2019

O Amor na Renascença



JOAQUIM LEITÃO

s.l. [Lisboa], 1940
s.i. [ed. autor]
1.ª edição
22,8 cm x 14,8 cm
320 págs.
capitulares de entrada de capítulo impressas a sanguínea
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Deuses do Lar – O Maestro Miguel Angelo



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 1916
Edição do Autor
1.ª edição
19,4 cm x 12,5 cm
106 págs.
capa impressa a uma cor com cromo (retrato) colado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma conferência proferida a 15 de Maio de 1916 por Joaquim Leitão no Teatro Águia d’Ouro do Porto, no concerto de homenagem ao músico compositor.

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A Entrevista – Sem santo nem senha



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 30 de Outubro de 1913 a 8 de Maio de 1914
1.ª edição
20 números (completo)
24,5 cm x 17,5 cm
318 págs. (num. contínua) + 19 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação de amador inteira em tela com cromo colado na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, agosto 06, 2019

As Desvirtuosas Malfeitorias


JOAQUIM MADUREIRA [BRAZ BURITY]

Lisboa, 1930
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (filhos)
1.ª edição (1.º milhar)
19 cm x 12,3 cm
8 págs. + 312 págs. + 2 folhas em extra-texto (uma delas dupla)
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado, lombada gasta; miolo limpo, pontualmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«Crítico iconoclasta, panfletário anarquizante, e que veio a ser, em 1937, director de O Diabo fundado por Artur Inês, assinou com o seu nome e com o pseudónimo Brás Burity algumas das páginas mais sarcásticas que depois de Fialho se escreveram em português. Não poupou nenhuma instituição política, social ou cultural [...].»
O vertente livro não foge à regra.

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Ídolos, Homens & Bêstas


BRAZ BURITY [JOAQUIM MADUREIRA]
ilust. Abel Salazar

Porto, 1931
Edição de Maranus
1.ª edição
2 fascículos (completo)
25,4 cm x 17,1 cm
132 págs. (num. contínua) + 1 encarte no fascículo II
subtítulo: Depoimentos e impressões sôbre as gentes e as coisas da terra portuguesa: I – Fialho de Almeida; II – Columbano-Figueiredo & C.ª, L.da
ilustrados
exemplares estimados, restauros pontuais nas capas; miolo limpo
ostentam ambos no verso da capa o ex-libris do conhecido bibliófilo e ex-librista Aulo-Gélio Severino Godinho
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, agosto 04, 2019

Vida de S. António de Lisboa



ALOYSIO THOMAZ GONÇALVES, padre

Braga, 1931
Edição e Tipografia do Boletim Mensal
1.ª edição
20 cm x 13,3 cm
VIII págs. + 240 págs.
exemplar estimado, capa manchada e com assinatura e datação de posse; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Santo António de Lisboa



ALFREDO FERREIRA DO NASCIMENTO

Lisboa, 1963
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
18 cm x 12,3 cm
124 págs.
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Salomé




EUGENIO DE CASTRO
trad. e pref. Antonio Padula

Nápoles, 1899
Stab. Tip. Pierro e Veraldi nell’ Istituto Casanova
1.ª edição
texto em italiano
25,2 cm x 17,1 cm
16 págs.
encadernação inteira em sintético gravado a ouro na pasta
por aparar
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO TRADUTOR
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Salome



EUGÉNIO DE CASTRO
trad. Margarete Kühne

Coimbra, 1934
Universidade de Coimbra – Faculdade de Letras | Coimbra Editora, Limit.
1.ª edição
bilingue alemão – português
24,5 cm x 18 cm
32 págs. + 2 folhas em extra-texto
acabamento com laçada de cordão de seda
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, agosto 03, 2019

Nas Garras do Tigre



CELESTINO TESTORE, S. J.
trad. Martins Barata, S. J.

Braga, 1947
Procuradoria das Missões
s.i.
19 cm x 13 cm
128 págs.
subtítulo: Aventuras Índias
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Celestino Testore (1886-1973), padre-escritor jesuíta, prolífico em literatura exótica missionária à maneira de Emilio Salgari.

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Um Dó Li Tá



SOLEDADE MARTINHO COSTA
capa e ilust. Zé Manel

Lisboa – Porto, 1983
Figueirinhas
2.ª edição
20 cm x 21 cm
56 págs.
profusamente ilustrado
impresso a sépia
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, agosto 01, 2019

Alegria Breve



VERGÍLIO FERREIRA
pref. Robert Bréchon
capa de Manuel Dias

Lisboa, 1973
Editora Arcádia, S.A.R.L.
3.ª edição
21 cm x 14,5 cm
338 págs.
encadernação editorial inteira em tela impressa a prata, sobrecapa a duas cores directas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cartas a Sandra


VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1996
Bertrand Editora, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14 cm
156 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance inacabado, sob género epistolar, de publicação póstuma, em que o consagrado escritor dá seguimento romanesco a Para Sempre, servindo-se dalgumas das suas figuras literárias. É motivo próprio e ficcional de despedida – o escritor projecta nos personagens o seu próprio fim da vida –, interrogação acerca do sentido da morte e da existência humana. Mas, acima de tudo, é um livro em que o Amor se afirma como matéria-prima dessa existência.

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Historia das Religiões


[SALOMÃO] REINACH
[HENRI] BEUCHAT
HOLLEBECQUE
BARÃO D’OLBACH
org. e trad. Ribeiro de Carvalho

Lisboa, 1932
Edições do Jornal “Republica”
1.ª edição
22,3 cm x 14,4 cm
180 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, julho 31, 2019

A Grande Envenenadora




HENRIQUE DE KOCK
trad. Fernando Lacerda

Lisboa, 1874
Editor J. A. Xavier de Magalhães / Typ. de Salles
1.ª edição
3 volumes (completo)
19,8 cm x 12,5 cm
[256 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)] + [240 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)] + [220 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)]
ilustrado
encadernações coevas homogéneas em meia-inglesa elegantemente gravadas a ouro nas lombadas
aparados, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
carimbo de posse nos frontispícios
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do filho do conhecido escritor Paul de Kock, e, além de romancista no género erótico, foi dramaturgo e letrista para cançonetas populares.

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sábado, julho 20, 2019

Chegámos à Lua!



JOHN NOBLE WILFORD
trad. Eurico da Fonseca
capa de Alberto Gomes

Lisboa, s.d. [circa 1969]
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
21,8 cm x 15,3 cm
416 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[…] obra que se situa para além da técnica. É um documentário vivo de um dos maiores momentos da história da Humanidade – desde o desafio soviético até à decisão do presidente Kennedy sobre o envio de homens para a Lua. […]»

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quarta-feira, julho 17, 2019

Fanga

 

ALVES REDOL
capa do pintor Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
4.ª edição
161 mm x 109 mm
260 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, julho 16, 2019

Vida de D. Fr. Bertolameu dos Martyres





LUIS CACEGAS, frei
LUIS DE SOUSA, frei


Lisboa, 1842 e 1818
Na Typographia Rollandiana
s.i. [edição posterior à 4.ª edição]
2 tomos (completo)
15,4 cm x 10,4 cm
tomo I: 538 págs. + 6 págs. de «Livros que se vendem em casa de Rolland»
tomo II: 436 págs.
encadernações homogéneas de época inteiras em pele, com rótulos igualmente em pele e ferros a ouro, folhas-de-guarda marmoreadas
exemplares muito estimados; miolo limpo e muito fresco
assinaturas de posse nos frontispícios de ambos os volumes
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do relato da vida do dominicano, que foi arcebispo de Braga e preceptor de D. António, prior do Crato. A sua participação no Concílio de Trento em 1562-1563 não terá passado despercebida.

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domingo, julho 14, 2019

Os Quatro Cavaleiros




TOMAZ KIM
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1943
Ed. Autor (Livraria Portugália, deposit.)
1.ª edição
25 cm x 18,2 cm
48 págs.
encadernação inteira em sintético gravada a ouro na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capa da brochura manchada; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos volumes dos Cadernos de Poesia, de que o próprio Tomaz Kim (1915-1967) foi fundador.

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quarta-feira, julho 03, 2019

Os Poemas de [...]


ÁLVARO FEIJÓ
pref. João José Cochofel
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
2.ª edição [dos poemas reunidos]
20,4 cm x 14 cm
2 págs. + XXXII págs. + 176 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Álvaro Feijó (1917-1941) publicou em vida apenas um dos livros aqui reunidos – Corsário –, tudo o mais se deveu ao esforço editorial póstumo dos seus amigos, logo após o seu falecimento, na colecção coimbrã Novo Cancioneiro, com um volume que trazia não somente o referido título como também quase toda a sua produção inédita. A vertente edição retoma essa mesma primeira homenagem.

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A Amargura dos Contrastes


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
edição de Vasco Rosa
capa de André Carrilho

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
22,1 cm x 15,8 cm
176 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O trabalho editorial de escolha de textos representativos de um Autor e o seu alinhamento e respectivo enquadramento gráfico são um trabalho de respeito pela História passada, e precisão, em tudo similar ao de um relojoeiro: há que encaixar entre si todas as peças, sem atritos, sob pena de ficarmos perante um amontoado de tralha disfuncional. Vasco Rosa – por assim dizer, o compilador – é um caso no cumprimento de tais requisitos... e não unicamente no vertente livro, mas em todas as intervenções que dele conhecemos no vasto universo da edição literária por ele já tocado. Temos aqui, por exemplo, e para exemplo, uma recolha de materiais avulsos no lugar e no tempo deixados por Rodrigues Miguéis ao longo dos imensos anos de colaborações regulares ou pontuais, nas múltiplas publicações periódicas que lhe abriram as portas. Temos aqui algo que funciona como uma peça única linguística... de «amargura».

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Onde a Noite Se Acaba



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS

Rio de Janeiro, 1946
Edições Dois Mundos / Livros de Portugal, Ltda.
1.ª edição
21,6 cm x 14,6 cm
236 págs.
encadernação da época em tela encerada com elegante gravação a ouro na lombada
corte carminado à cabeça, sem capas de brochura
exemplar (n.º 1.016) naturalmente envelhecido pelo tempo mas bem conservado; miolo limpo
assinatura de posse na folha-de-guarda
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve o seu amigo e biógrafo, o jornalista Mário Neves (ver José Rodrigues Miguéis – Vida e Obra, Editorial Caminho, Lisboa, 1990):
«[...] As preocupações resultantes da conjuntura perturbavam naturalmente o sossego espiritual do escritor, prejudicando o rendimento do seu trabalho criador. [Miguéis já se encontrava radicado nos Estados Unidos, nessa altura em que a guerra assolava a Europa...]. Embora tendo sofrido uma curta pausa, não suspendeu, porém, completamente a actividade literária e aproveitou até esse período para reunir material já pronto ou para lhe introduzir alguns retoques com vista a publicação futura. Uma das obras que preparou então foi o livro de contos Onde a Noite Se Acaba, com o qual reatava a tradição interrompida com o seu primeiro volume Páscoa Feliz e que as Edições Dois Mundos se propuseram lançar no Rio de Janeiro, incluído na Colecção Clássicos e Contemporâneos, dirigida por Jaime Cortesão e sob a responsabilidade de Danton Coelho. Foi este que, dados os entraves provenientes da censura militar, obteve a remessa do manuscrito para o Brasil, por mala diplomática. Tal intervenção amiga justifica a carta do autor, publicada à laia de prefácio do livro, com algumas explicações interessantes que, a propósito de um dos trechos do volume, definem essa prosa como “resíduo de longos anos em que a acção e dificuldades objectivas, viagens e exílio, estudos e trabalhos, queimaram as asas de um sonho primordial... documento das torturas a que o espírito se sujeita para persistir”. Prosseguindo a sua justificação, esclarece: “Estas novelas estão longe, no seu conjunto, de reflectir a minha personalidade, as minhas ideias, a minha incontável experiência destes anos.” E acrescenta: “Algumas destas histórias têm, por certo, um mórbido sabor, flutuam num mundo de íncubos e sombras. Mas era mórbida, já o disse, doentia e sem esperança, a atmosfera desses anos portugueses. Respirava-se ilusão gorada, sonho putrefacto.” Prosseguindo, diz ainda: “Outras são inspiradas imediatamente do real. Já me têm chamado escritor subjectivo, proletário, impressionista, neo-realista, e não sei que outras coisas. Pouco importa. Não é o rótulo que me interessa, mas a substância. E dessa ainda eu não dei a prova definitiva.” [...]»

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Nossa Companheira Música

 

FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, s.d. [1964]
Portugália Editora
1.ª edição
194 mm x 140 mm
232 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Introdução à Música Moderna


FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
193 mm x 132 mm
128 págs.
ilustrado
composto manualmente em Elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um ensaio histórico-musicológico panorâmico sobre as quatro primeiras décadas do século XX, período que viu, sobretudo no Ocidente, o explodir de todas as artes em simultâneo, em todas as direcções experimentais. Lopes Graça, num reconhecimento pluridisciplinar, assinala essa transversalidade logo nas primeiras páginas do seu ensaio: «[...] A evolução da música moderna não foi mais rápida nem mais perturbadora do que a da técnica, do que a da ciência, do que a da política. A história é mais lógica e coerente do que a muitos parece. Se se deixou de andar de tipóia, se se pode comunicar ràpidamente de um continente para o outro, se é possível pôr um pulmão artificial a um fabiano, se se podem fazer explorações na estratosfera, se se descobriram os métodos de organizar racionalmente a produção, – ¿como havia a música de estar ainda a celebrar os deuses no Walhall [...] com o acorde de nona? [...]»

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Breve Ensaio Sôbre a Evolução das Formas Musicais


FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, 1940
Editorial “Inquérito”, L.da
[1.ª edição]
190 mm x 122 mm
88 págs.
composto manualmente em Elzevir, capitulares e títulos em Futura bold
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Lopes Graça bem sabe como são dúbios os conceitos de progresso ou de evolução na Arte, e portanto na Música. Prefere-lhes, à semelhança de Bekker, o «[...] têrmo transformação, menos ambíguo, menos sobrecarregado de significações, de subentendidos [...]», e vai mais longe no seu estudo da essência do devir musical. Assim, «filogenia das formas» surge como mais adequado ao interessante fenómeno criativo que, ao correr dos séculos e distribuindo-se por regiões geográficas ou por grupos humanos, proporcionou mais precisamente uma transição: «[...] Em certo momento da vida de uma determinada forma musical, geralmente naquele em que as fôrças que a trabalhavam chegaram ao máximo de tensão, a infiltração nela de elementos estranhos ao seu organismo, ou a hipertrofia de certas partes dêste, provocam uma ruptura do equilíbrio dessas fôrças, perturbam a pureza clássica dessa forma. Ora, é em geral destas alterações, destas aberrações que derivam as novas formas musicais. [...]»

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Bases Teóricas da Música


FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, 1944
Edições Cosmos
1.ª edição
19,4 cm x 13,2 cm
128 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Musicália



FERNANDO LOPES GRAÇA
capa de Espiga Pinto

Coimbra, 1967
Vértice
2.ª edição (1.ª edição: «edição portuguesa corrigida e aumentada»)
19,2 cm x 12,3 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra inicialmente publicada no Brasil sete anos antes, e que beneficia aqui do acréscimo de artigos entretanto escritos e publicados por Lopes Graça na imprensa periódica.

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terça-feira, julho 02, 2019

Amor, Vinho e Sonho [aliás, Robaiyat]



OMAR KHAYYAM
trad. e estudo biográfico de Gomes Monteiro
vinhetas de Ilberino dos Santos

Lisboa, 1927
Edição da Emprêsa Diário de Notícias [reencapamento e atribuição do novo título pela Portugália Editora]
1.ª edição
17,3 cm x 11,9 cm
144 págs.
subtítulo: Livro de Quadras
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais altos valores da poesia persa na segunda metade do século XI, época «completamente dominada pela tradição religiosa do misticismo sufi» (Jorge de Sena, Poesia de 26 Séculos, I vol., Editorial Inova, Porto, 1971), de que ele, na sua «irónica desilusão total» (ibidem), escarneceu tornando-se alvo de perseguições. Apresenta-o assim o tradutor, a este poeta de origem humilde, mas que chegou a ser conhecido como «matematico ilustre e astronomo insigne»: «[...] Proclamando a sua indiferença por todos os dogmas e o seu azedume por todos os preconceitos, cantou o vinho e concentrou na embriaguez a mais bela conquista da humanidade. [...]»

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segunda-feira, julho 01, 2019

Cintra Pinturesca, ou Memoria Descriptiva da Villa de Cintra, Collares, e seus arredores




[VISCONDE DE JUROMENHA]

Lisboa, 1839 [aliás, 1838]
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis
1.ª edição
23,6 cm x 15 cm
232 págs.
muito elegante encadernação da época, selada Manuel F.ra & Silva (Porto), meia-inglesa em pele e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel ocasionalmente acidulado
rubrica a tinta na capa de brochura indicando o nome do Autor da obra
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, João Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, visconde de Juromenha, segundo o dicionário de Inocêncio Francisco da Silva, «Nasceu a 25 de maio de 1807, n’uma casa da rua de S. Domingos, á Lapa em Lisboa, sendo filho primogenito do 1.º visconde de Juromenha, Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, tenente general, e de sua mulher D. Maria da Luz Willougby da Silveira. Depois dos primeiros estudos no collegio de S. Pedro e S. Paulo, vulgo Inglezinhos, passou para o collegio dos nobres, então dirigido pelo professor Ricardo Raymundo Nogueira, um dos governadores do reino na ausencia de el‑rei D. João VI, emquanto a côrte portugueza se conservou no Brazil; e d’ahi foi para Coimbra, onde fez o exame de preparatorios, em que incluiu os dos idiomas francez, inglez, latinidade e grego, matriculando‑se em seguida nos cursos de mathematica e philosophia, que teve que interromper por causa da guerra civil. Seguindo a causa do sr. D. Miguel, devidamente auctorisado por seu pae para deliberar e votar, assistiu á reunião dos tres estados do reino, em julho de 1828 [...].
Não tem, por sem duvida, devido á excessiva modestia do seu viver, e ao limitado de suas relações litterarias e scientificas, muitos titulos de academias ou corporações litterarias. Pertenceu ao antigo conservatorio dramatico, e ultimamente lhe conferiram, sem o solicitar e sob proposta do academico sr. Silva Tullio, o diploma de socio correspondente da academia real das sciencias de Lisboa.
A sua estreia, na carreira das boas letras, foi a publicação da obra [...] Cintra pinturesca, 1838‑1839, trabalho revisto por Alexandre Herculano, com quem estabelecêra relações por intermedio do seu antigo condiscipulo e brilhante escriptor, Ignacio Pizarro de Moraes Sarmento, conservando sem interrupção e sem azedume essas relações com o distincto historiador, apesar da profunda divergencia de opiniões politicas. [...]» (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo X [Brito Aranha], Imprensa Nacional, Lisboa, 1883)

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domingo, junho 30, 2019

In Memoriam de João Villaret


LOURENÇO RODRIGUES (org.)
et alli

Lisboa, s.d.
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
24,7 cm x 17,1 cm
176 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora se lhe deva ter sido um excelente actor e divulgador de poetas portugueses “arredados” do conhecimento geral do público – Régio, Pessoa, Torga ou Florbela –, como declamador dessa poesia acabou por instituir um estilo de dicção que, fazendo escola junto de outros como Ary dos Santos e Natália Correia, e até Mário Viegas, empurrava os versos para zonas de sentido algo duvidosas. José Régio, por exemplo, nunca achou graça à interpretação conferida por Villaret a alguns dos seus poemas, nomeadamente o sombrio poema Cântico Negro, razão pela qual aceitará gravar a sua própria interpretação em disco (fontes electrónicas: José Geraldo, Registos Sonoros Poesia Portugal – Portuguese Poetry Sound Records, e Jorge Cordeiro, Biografia de Arnaldo Trindade).

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Crónica da Vida Lisboeta – Ana Paula: Perfil duma Lisboeta | Ansiedade | O Caminho da Culpa | Tons Verdes em Fundo Escuro | Espelho de Três Faces | A Corça Prisioneira [junto com] História e Sentido da «Crónica da Vida Lisboeta»





JOAQUIM PAÇO D’ARCOS
capas de Stuart, José Rocha, et alii

Lisboa, 1938, 1943, 1958, 1947, 1950, 1956 e 1977
Parceria A. M. Pereira [1, 2, 4 e 5]
Guimarães & C.ª [3, 6 e 7]
1.ª edição [1, 5, 6 e 7], 2.ª edição [4], 3.ª edição [2], 4.ª edição [3]
19,4 cm x 13 cm
370págs. + 320 págs. + 320 págs. + [XII págs. + 396 págs.] + 498 págs. + 352 págs. + 80 págs.
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
assinaturas de posse em quase todos os volumes
valorizados pela assinatura do Autor no volume 2 e pela dedicatória manuscrita no História e Sentido...
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, junho 28, 2019

O Gigante Verde


MANUEL GRANGEIO CRESPO

Lisboa, 1965
Edições Ática
1.ª edição (em Portugal)
19,8 cm x 14,4 cm
XII págs. (inseridas entre as págs. 10 e 11) + 188 págs.
subtítulo: Liturgia Mágica em Sete Sequências e Outros Tantos Comentários
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
IMPORTANTE PARA A HISTÓRIA DO SURREALISMO
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro inicialmente publicado, três anos antes, em França nas Éditions du Seuil, pugna por uma dramaturgia próxima de Antonin Artaud ou de Adamov, que anteciparam um teatro de acção directa que obteve na rua, no Maio de 68, resultados menos “artísticos” que os do living de Julian Beck. Acerca da sua proposta teatral, diz Grangeio Crespo em entrevista a Urbano Tavares Rodrigues para o Jornal de Letras e Artes, e reproduzida na abertura do volume:
«[...] a arte não é, nem pode ser, gratuita. O acto artístico, na medida em que não intrìnsecamente económico, é sempre, duma maneira ou duma outra, um exorcismo. Todo o problema está em saber quais os mitos a invocar e qual a atitude a tomar perante esses mitos. Mas isso é um problema moral, e não um problema estético. É impossível elaborar uma estética sem pressupor uma moral. Eu não hesitaria em repetir a fórmula de Jan Vilar: o teatro (ou a arte tout court) deve ser um serviço público. Simplesmente, tal fórmula, se exprime uma certa atitude geral, não deixa de ser vaga, equívoca e insatisfatória. Ela não resolve nenhuma das questões primordiais, nem sequer exprime uma opção essencial. De facto, por exemplo, tanto o teatro nazi como o teatro de Brecht são concebidos, um e outro, como serviços públicos. A diferença reside na noção de serviço público. [...] a concepção do teatro é inseparável da concepção da civilização. Dito isto, uma definição provisória do teatro me parece todavia possível, e mesmo necessária, visto que o teatro é também uma arma, uma arma duma eficácia terrível e insuspeitada, e que pode ser decisiva para o advento duma nova civilização. Mas essa definição não pode ser senão negativa. Isto é, visto que o teatro é o expoente duma civilização, ele pode ser também o expoente da recusa duma civilização. [...]»
Maria de Fátima Marinho (vd. O Surrealismo em Portugal, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987) com muito acerto o traz para dentro da corrente literária portuguesa à época mais agressiva: «[...] Poderemos, talvez, dizer, com propriedade, que O Gigante Verde constitui um dos raríssimos casos de teatro surrealista em Portugal. [...]»

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