segunda-feira, outubro 10, 2022

Discours Pathétique au Sujet des Calamités Présentes, Arrivées en Portugal



LE CHEVALIER D’OLIVEIRA [FRANCISCO XAVIER DE OLIVEIRA]
posf. Joaquim de Carvalho

Coimbra, 1922
Impensa da Universidade
«nova edição» [2.º edição (1.ª edição: Londres, 1762)]
textos em francês e português
175 mm x 118 mm
4 págs. + 120 págs.
exemplar estimado, falhas de papel na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

 A casa editora frenesi publicou, em 2004, uma magnífica tradução deste texto para português, a primeira, que o tradutor Jorge Pereirinha Pires enquadra histórica e filosoficamente no seu incontornável posfácio.

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Cartas

 

CAVALEIRO DE OLIVEIRA
org., pref. e notas de Aquilino Ribeiro

Lisboa, 1942
Livraria Sá da Costa – Editora
1.ª edição
243 mm x 162 mm
XXXVI págs. + 244 págs.
impresso sobre papel superior avergoado Leorne
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
é o n.º 18 de uma tiragem especial de apenas 100 exemplares assinados pelo editor
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Caso da Mulher Suicida

 

ROSS PYNN

Venda Nova – Amadora, 1963
Editorial Ibis, Limitada
1.ª edição
181 mm x 105 mm
200 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um pseudónimo do prolífico e popular escritor Roussado Pinto (1926-1985).

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O Caso da Mulher Sádica

 

ROSS PYNN

Venda Nova – Amadora, 1963
Editorial Ibis, Limitada
1.ª edição
181 mm x 107 mm
200 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Mastigados

 

ROUSSADO PINTO
capa de Vasco Rocha


Lisboa, 1973
Portugal Press
1.ª edição
186 mm x 124 mm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, outubro 09, 2022

As Campanhas de Moçambique em 1895 Segundo os Contemporâneos

 

MARCELLO CAETANO, pref. e notas

Lisboa, 1947
Agência Geral das Colónias – Divisão de Publicações e Biblioteca
1.ª edição
222 mm x 162 mm
404 págs.
exemplar estimado, vinco na capa; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Da Singularidade e das Anomalias da Iconografia do Infante Dom Henrique

 

MÁRIO DE SAMPAYO RIBEIRO

Lisboa, 1962
Edição da Revista ‘Ocidente’ (separata)
1.ª edição
251 mm x 184 mm
84 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Castas Hindus de Goa

 

MARIANO FEIO

Lisboa, 1979
Junta de Investigações Científicas do Ultramar
1.ª edição
243 mm x 182 mm
172 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado, capa com sinais de lepisma; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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De Novo as Sombras e as Calmas


HELDER MOURA PEREIRA
capa de Lourdes Sendas

Lisboa, 1990
Contexto, Editora, Lda.
1.ª edição [da obra reunida]
18,5 cm x 12,1 cm
640 págs.
subtítulo: Poesia 1976-1990
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Pequeña Guía de la Historia de la Literatura Portuguesa (anónimo, Instituto Português do Livro, Lisboa, 1984):
«Se dio a conocer, junto a António Franco Alexandre, Joaquim Manuel Magalhães y João Miguel Fernandes Jorge, en una antología de poesía publicada en 1976. Una extrema sensibilidad hacia lo cotidiano destaca como línea de inspiración y aventura esencial de sus libros siguientes, donde la fluencia de la voz funde, en una originalidad de escritura creciente, los puntos iniciales  de referencia.»

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Um Raio de Sol


HELDER MOURA PEREIRA

Lisboa, 2000
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,5 cm x 14,6 cm
94 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, outubro 07, 2022

O Sinal da Sombra

 

ALBERTO OSORIO DE CASTRO

Lisboa, 1923
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
190 mm x 122 mm
344 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Secreto Adeus

 

BAPTISTA-BASTOS
sobrecapa de João Machado


Porto, 2001
Asa Editores II, S.A.
6.ª edição
203 mm x 133 mm
144 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA TOCANTE DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO JORNALISTA CARLOS PINTO COELHO
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Menina dos Olhos Castanhos

 

ARMANDO FERREIRA
capa de Fred Kradolfer [?]


Lisboa, 1936
Livraria Editora Guimarães & C.ª
3.ª edição
193 mm x 130 mm
120 págs.
subtítulo: Novela Alegre
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, outubro 06, 2022

O Pão e a Culpa


VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, 1955
Livraria Bertrand
1.ª edição
192 mm x 127 mm
120 págs.
subtítulo: Poemas seguidos de uma versão do Dies Iræ
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, outubro 05, 2022

Monarchicos e Republicanos


HOMEM CHRISTO
capa de Octavio Sergio

Porto, 1928
Livraria Escolar Progrédior
1.ª edição
192 mm x 123 mm
412 págs.
subtítulo: Apontamentos para a Historia Contemporanea
composto manualmente
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante livro de memória política de uma época. «Abrangem o periodo decorrido desde a morte de D. Luiz até o 31 de Janeiro», diz o autor na sua Advertência. «O que se vae ler é extrahido em grande parte do Banditismo Politico, publicado em 1912, em Hespanha, volume que não chegou a circular em Portugal. [...]»
Já nesse Banditismo Politico – A Anarchia em Portugal (Madrid, Imp. de Gabriel López del Horno) expressara Homem Christo o seu descontentamento, quer pela sua realização tipográfica quer pela feitura literária propriamente dita: «[...] é um livro escripto á pressa, muito á pressa, como, de resto, tudo quanto tenho escripto na minha vida. D’isso se ha de resentir na forma, sob todos os pontos de vista, e na essencia. Comtudo, creio bem que, já como obra de pamphletario já como obra de doutrinario, alguma coisa haverá n’elle de aproveitavel.» E para colmatar tal desgosto, na vertente obra ele revê e resume.

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Rei D. Carlos – O Martyrisado


RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1908
Typographia «A Editora»
[2.ª edição]
255 mm x 188 mm
20 págs. + 1 folha em extra-texto (reproduz o retrato do rei; com vegetal de protecção)
capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco sobre cartolina algodoada
exemplar estimado, com restauro no canto superior esquerdo da capa; miolo limpo, com o vegetal muito oxidado
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da advertência:
«Esta publicação foi mandada fazer, com permissão do auctor, a expensas de um grupo de portuguezes residentes no Rio de Janeiro, para ser distribuida gratuitamente nas suas terras.
O estudo do sr. Ramalho Ortigão, aqui transcripto, foi publicado na Gazeta de Noticias do Rio de Janeiro, a 11 de Março do corrente anno, em grande edição especial que se esgotou rapidamente. [...]»
Do profético pensamento político de Ortigão, a propósito daquele que, no exercício do governo «de um dos Estados mais pobres e mais humildes», acabou assassinado pelos seus súbditos:
«[...] Assim, por exemplo, o da Revolução Francesa, de que nitidamente se separou a parte declamativa, a parte lendaria e a parte philosophica.
A Revolução foi a ablação formidavel da gangrena que devorava o velho mundo; mas não passou de uma tentativa malograda como reconstituição social do mundo moderno.
A declaração dos direitos do homem, – uma utopia. A liberdade como alicerce fundamental de qualquer especie de governo, – um equivoco grosseiro e funesto. Só o principio da auctoridade technica, culta, esclarecida e honesta, prevalece e dirige. Os povos modernos não se governam por anachronicas constituições e por importunos codigos. Não se contentam com palavras. Governam-se por interesses. Integrar os interesses economicos com os interesses moraes e com os interesses estheticos, e pôr, quanto possivel, de accordo o interesse de cada um com o interesse de todos, eis a missão da politica. [...]»

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terça-feira, outubro 04, 2022

Livro de Horas


HIPPOLYTO RAPOSO

Coimbra, 1913
F. França Amado, Editor
1.ª edição
198 mm x 133 mm
XII págs. + 264 págs.
subtítulo: Escrito por [...] sendo escolar de Leis na Universidade – 1908-1911
impresso sobre papel superior avergoado, capa em papel vegetal impresso a duas cores
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo com ocasionais picos de oxidação nas primeiras páginas mas no geral limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de crónica culta acerca da vida em Coimbra, redigido por um dos mais destacados dirigentes do Integralismo Lusitano (director do jornal A Monarquia), tendo-se evidenciado aquando do pronunciamento monárquico de Monsanto em 1919.

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Menina Mansa

MARIA MANUELA COUTO VIANA
capa e ilust. Vaz Pereira
retrato da autora por Carlos Carneiro


Porto, 1950
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
172 mm x 115 mm
84 págs.
ilustrado
miolo impresso a duas cores directas
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, outubro 02, 2022

Tudo Isto É Fado

 

CARLOS SILVA
ilust. Frei Sousa


Lisboa, s.d.
Edição do Autor (distrib. Specil)
1.ª edição
171 mm x 124 mm
128 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

O capítulo «Galeria de Fadistas Célebres» é particularmente interessante e esclarecedor da verrina nacional por quem é bafejado por algum sucesso. No género humorístico, o seu estilo de reportagem de costumes completa-se numa gama vasta de outros géneros, que vão da biografia-relâmpago aos versos para fado.

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De Teatro Caricatural [estampas]





AMARELHE

Lisboa, Dezembro de 1924 a Maio de 1925
dir. Mario Duarte
Empreza da Revista “De Teatro, L.da” [adm. Guilherme P. de Carvalho Junior]
1.ª edição
336 mm x 252 mm (estojo)
18 cartolinas destacáveis impressas a cor (completo)
acondicionadas num elegante estojo próprio de fabrico recente forrado a tela
exemplares em bom estado de conservação
PEÇA DE COLECÇÃO
380,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lista das 18 caricaturas (publicadas em 6 séries de 3 cada) de personalidades ligadas à arte dramática: Eduardo Brazão, Adelina Abranches, Eduardo Schwalbach, José Ricardo, Júlio Dantas, Maria Mattos com Mendonça de Carvalho, Esther Leão, Chaby Pinheiro, Arnaldo Leite com Carvalho Barboza, Amélia Rey Colaço, Erico Braga, André Brun, Virgínia Dias da Silva, Augusto Rosa, Marcelino Mesquita, Palmira Bastos, Nascimento Fernandes e Laura Costa.
Acerca do desenhador, Amarelhe, ou Américo da Silva (1894-1946), disse Julieta Ferrão: «os desenhos […] – grafia pitoresca e humorística – revelam logo ao primeiro golpe de vista a perspicácia especial do artista que, sem deformar [?!], conseguia com verdade e síntese, definir e figurar as particularidades dos retratados». (Fonte: Osvaldo de Sousa, A Caricatura Política em Portugal, Ed. Salão Nacional de Caricatura, Lisboa, 1991)

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A Laranja Mecânica


ANTHONY BURGESS
trad. José Luandino Vieira

Lisboa, 1974
Edições 70
1.ª edição
180 mm x 125 mm
212 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra que esteve na origem de um dos mais prodigiosos e proféticos filmes de Stanley Kubrick, um retrato antecipador dos nossos actuais subúrbios infestados de gangs de desempregados entregues a um hedonismo malévolo, ao roubo, à extorsão, ao alinhamento arregimentado nas claques desportivas ou nos partidos de extrema-direita. A versão de Luandino é aquilo que pode classificar-se de um tour de force linguístico, como somente um escritor que dentro da sua própria obra soube entregar-se, ele também, a tais liberdades inventivas.

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Arte de Furtar […]

 

ANTONIO VIEIRA, padre [atribuído a]

Amsterdam, 1744 [aliás, 1745 (datação pela gravura)
Na Officina de Martinho Schagen
3.ª edição
205 mm x 154 mm
2 págs. + 1 folha em extra-texto (gravura) + 24 págs + 410 págs. [numeração errada depois da pág. 264, texto correcto]
subtítulo: […] espelho de enganos, | theatro de verdades, | mostrador de horas minguadas, | gazua geral | dos Reynos de Portugal. | Offerecida | a ElRey Nosso Senhor | D. Joaõ IV. | Para que a emende.
ilustrado com o retrato do padre António Vieira assinado por G. F. L. [Guilherme Francisco Lourenço] Debrie
elegante encadernação do século XIX inteira em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
muito pouco aparado
exemplar estimado, sinais de lepisma na lombada e primeiras e últimas folhas; miolo limpo, papel sonante
assinaturas de posse nas costas da gravura, no frontispício, na pág. 51 e na última folha-de-guarda
PEÇA DE COLECÇÃO
850,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vidas Novas



LUANDINO VIEIRA
desenhos de José Rodrigues

[Porto], 1975
Afrontamento
[2.ª edição] (1.ª edição ilustrada [única])
230 mm x 186 mm
116 págs.
profusamente ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da pág. 4:
«Informação sobre o livro:
estas narrativas foram escritas de 28/6 a 28/7/62, no Pavilhão Prisional da PIDE, em Luanda;
apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, Lisboa, foram distinguidas com o Prémio João Dias, 1962, por um júri de que faziam parte, entre outros, Urbano Tavares Rodrigues, Orlando da Costa, Lília da Fonseca, Noémia de Sousa e Carlos Ervedosa;
editadas pela primeira vez em Paris, por Edições Anti-Colonial, edição sem data.»

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Nítido Nulo


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1971
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 141 mm
320 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Todas as interrogações do livro [Nítido Nulo foi escrito durante o ano de 1969], que põem em causa Deus e o pecado original. Salazar e o regime. A revolução e a acção revolucionária. A liberdade e a prisão. Todas elas desembocam numa vontade de ver o horizonte, o eterno “nítido nulo” do horizonte, como única certeza. Porque a prisão do condenado não é só a prisão de um Estado. Tem algo a ver com a nossa condição humana. Mas a cela dessa “prisão” engana, porque “a sala é larga e limpa. As próprias grades são pintadas de branco para deixarem passar a alegria que puderem. Decerto entendeu-se que sofria mais assim”.
Em suma, há uma frase algures em Nítido Nulo que poderia dar o tom ideal para a leitura deste livro, para mim um dos mais importantes de Vergílio Ferreira: “Dizer ‘não’ é abrir um espaço para o homem se pôr de pé”. Dizer não.
(Fonte: João Carlos Santana da Silva, pág. electrónica «A Causa das Coisas», 13 de Janeiro, 2009)

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quinta-feira, setembro 29, 2022

Angola na África Deste Tempo



HORÁCIO DE SÁ VIANA REBELO

Lisboa, 1961
Edição do Autor
1.ª edição
233 mm x 163 mm
300 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do autor)
subtítulo: Pensamento e acção no governo da Província
exemplar estimado, capa com vincos; miolo limpo
carimbo de posse de uma câmara municipal
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na qualidade de ex-governador-geral de Angola, o então coronel Horácio de Sá Viana Rebelo (1910-1995) relata aqui algumas das suas preocupações políticas, sociais e económicas relativamente a essa província ultramarina do Estado Novo, em vésperas do início da longa guerra que acabou por levar à queda do regime fascista.

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Ele e o Outro

 

HERMANN HESSE
trad. Manuela de Sousa Marques
pref. Delfim Santos


Lisboa, 1952
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
192 mm x 123 mm
164 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, setembro 28, 2022

Uma Carta para Garcia


ELBERT HUBBARD
trad. Faria de Vasconcelos

Lisboa, 1957
«Seara Nova»
4.ª edição
162 mm x 117 mm
20 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Quem é que, administrando uma empreza de numeroso pessoal, não tenha ficado, por vezes, atonito ao notar a imbecilidade da maioria dos homens, a sua inaptidão ou preguiça para concentrar as suas faculdades de inteligencia em determinado objetivo e realiza-lo?!
A assistencia irregular, a desatenção ridicula, a indiferença vulgar e o trabalho sem gosto, – eis o lema geral. [...]» *
Neste excerto do breve texto de Hubbard se pode resumir o cerne das preocupações que o levaram a redigi-lo de uma penada, a 22 de Fevereiro de 1899, inicialmente para a revista norte-americana Philistine e que veio a ser, depois, em separatas, edititado e reeditado por todo o mundo, tornando-se dos mais populares escritos éticos de exemplo de obediência cega.
«[...] É essa incapacidade para agir independentemente, essa estupidez moral, essa deformidade da vontade, essa falta de disposição para encarar uma ideia e realiza-la, tudo isso é que tem afastado para longe o socialismo puro. Se os homens não atuam, por sua propria iniciativa, no seu unico interesse pessoal, que sucederá quando o produto do seu esforço coletivo haja de reverter em prol de todos? [...]
[...] emquanto toda a gente descança, eu quero consignar o testemunho da minha simpatia ao homem que marcha progressivamente com a sua empresa, até ao homem que, a despeito de grandes dificuldades, alcançado o triunfo, nada mais tem ganho que a sua subsistencia.
Tambem eu já carreguei a minha lata de comida para a oficina, tenho trabalhado pelo salario diario e tambem tenho sido petrão e sei o que se pode dizer em qualquer destas situações. Não ha perfeição na pobreza, por se ser pobre: os farrapos não servem de recomendação; nem todos os patrões são rapaces e tiranos, como nem todos os pobres são virtuosos.
Todas as minhas simpatias estão com o homem que faz um trabalho quando se encontra isolado. E o homem que, ao entregar-se-lhe uma carta para Garcia, a recebe tranquilamente, sem fazer perguntas idiotas e sem a minima intenção de a arrojar á primeira sargeta que encontre no seu caminho, ou proceder de outra forma que não seja entregar a missiva ao destinatario, – a esse homem nunca falta trabalho, nem precisa declarar-se em greve para que lhe seja aumentado o salario. [...]»
Enigmaticamente, estas palavras também por cá vieram a ter sucessivas reedições, nos anos 20, 40 e 60, sob o patrocínio editorial da “vermelha” Seara Nova... com tradução de um director do Instituto de Orientação Profissional!

* As citações foram colhidas na edição anteriormente publicada em 1920 pelo Jornal de Seguros (separata), versão de Wladimiro.

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Le Portugal de Salazar


ÉMILE SCHREIBER

Paris, 1938
Les Éditions Denoël
[1.ª edição]
18,8 cm x 12 cm
152 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Émile Schreiber, mais tarde também conhecido, nos meios literários e jornalísticos, por Émile Servan-Schreiber, foi um dos vários visitantes na época incumbidos de levar de Portugal à Europa uma imagem suavizada do regime autoritário dominante. Trata-se efectivamente de uma reportagem política, em que, no meio de elogios vários, não escapa ao autor «[...] l’importance des positions stratégiques portugaises en cas de conflit européan. Le Portugal lui-même, ses bases de Madère, des Iles du Cap-Vert et de la Guinée ont une importance exceptionnelle pour la liberté des relations maritimes entre l’Afrique et l’Europe, ainsi que pour celle de l’ancienne route des Indes en cas de bloquage de Suez.» Estava-se em 1938.


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El Pensamiento de la Revolución Nacional


OLIVEIRA SALAZAR
prólogo de José Maria Gil Robles

Buenos Aires (Argentina) [aliás, Lisboa], 1938
Editorial Poblet (composto e impresso na Sociedade Industrial de Tipografia, Ltd.ª – Lisboa, ao Carmo)
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
416 págs.
exemplar apenas ligeiramente manchado nas capa e contracapa; miolo irrepreensível e por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra que se insere num contexto de exportação da propaganda do fascismo português, tipograficamente executada em Portugal, com toda a probabilidade a expensas do Estado, isto é, do esforço produtivo nacional.

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terça-feira, setembro 27, 2022

Eugenio de Castro y la Literatura Portuguesa

 

RUBÉN DARÍO

Rio [de Janeiro], 1960
Publicaciones de la Embajada de Nicaragua en Brasil
1.ª edição
texto em castelhano
156 mm x 118 mm
2 págs. + 38 págs.
subtítulo: Conferencia leída en el Ateneo de Buenos Aires
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cartas de Torna-Viagem


EUGENIO DE CASTRO

Lisboa-Porto-Coimbra-Rio de Janeiro | Coimbra, 1926 [aliás, 1925] e 1927
«Lvmen» – Empresa Internacional Editora | “Atlântida” Livraria Editora
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
195 mm x 124 mm
312 págs. + 192 págs.
exemplares estimados, o primeiro volume tem a capa envelhecida; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lendas da Nossa Terra


GENTIL MARQUES
ilust. Luís de Campos

Lisboa, 1955
Editorial Lavores
1.ª edição
221 mm x 160 mm
252 págs.
ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gentil Esteveira Marques (1918-1991), o Estado Novo lhe ficou a dever a realização do filme-documentário de propaganda à Exposição do Mundo Português, mas, para além da sua longa presença na rádio com programas como Festa Brava, será este conjunto de lendas nacionais a obra que o notabilizou. Amigo do neo-realista Leão Penedo, com ele co-redigiu noveletas policiárias, que a editora de Romano Torres deu à estampa. Aliás, é nesta editora que mais constantemente se encontra a sua vasta obra literária, também como tradutor, prefaciador e coordenador de colecções.

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segunda-feira, setembro 26, 2022

Capim Verde


COCHAT OSÓRIO
capa de Israel de Macedo

Luanda, 1957
Livraria Lello
1.ª edição
202 mm x 142 mm
282 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Ernesto Cochat Osório (1917-2002) «[...] verte em algumas das suas histórias a demorada experiência da sua estadia em Portugal. Mas a ele se fica devendo a primeira tentativa literária de apropriação da linguagem oral popular (a norma do português padrão destruída) concretizada no seu conto “Aiué”, embora se reconheça que preferenciou, sobretudo, o nível fónico. [...]» (Manuel Ferreira, Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977)

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O Cantar da Tila


MATILDE ROSA ARAÚJO
desenhos de Maria Keil

Coimbra, 1967
Atlântida Editora
1.ª edição
211 mm x 151 mm
56 págs.
subtítulo: Poemas para a juventude
ilustrado a cor no corpo do texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poesia para a infância, que Maria Keil ilustra admiravelmente.

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quarta-feira, setembro 21, 2022

Apocalipse do Apóstolo João



[MARTIM AVILLEZ, ilust.]

Lisboa, 1972
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição [única]
207 mm x 207 mm
104 págs.
profusamente ilustrado
encadernação editorial com gravação a ouro na pasta anterior e sobrecapa impressa
conserva o polyester de protecção
exemplar muito estimado, sobrecapa com pequena esfoladela; miolo limpo
longa dedicatória de posse na pág. 6
é o n.º 178 da tiragem especial de apenas 200 exemplares assinados pelo ilustrador
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da mais interessante abordagem gráfica do texto bíblico, num estilo caricatural contemporâneo fortemente alegórico. Do falecido (2014) ilustrador, escreveu Manuel João Gomes no periódico & etc (vd. n.º 4, Lisboa, Fevereiro de 1973):
«[Martim Avillez] [...] reconstituiu iconograficamente o texto-fetiche e chamou-lhe seu; podemos designar a operação realizada como uma leitura de grau zero: vive a ilustração de uma tal inocência frente a escrita que isso acaba por imprimir violência e crueldade à leitura, criticando o texto como nenhuma ilustração das que conhecemos o conseguiu [...].»

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terça-feira, setembro 20, 2022

Viseu (Província da Beira)

 

MAXIMIANO [PEREIRA DA FONSECA E] ARAGÃO

Porto, 1928
Tipografia Sequeira, Limitada
1.ª edição
[tomo III, apenas este volume]
229 mm x 159 mm
520 págs.
subtítulo: Subsídios para a sua história desde fins do século XV – Instituïções políticas (I parte)
encadernação de amador inteira em sintético gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, setembro 12, 2022

O Drama da Sombra


FERREIRA DE CASTRO

capa de Jorje [sic] Barradas

Lisboa, 1926
Edição da Empresa Diário de Notícias
1.ª edição
195 mm x 130 mm
96 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequeno restauro na lombada; miolo limpo

40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Situa-se esta novela numa época de produção literária que o Autor veio a tentar apagar da memória dos leitores. Entre 1921 (data de Mas...) e 1928 (data do seu reconhecido romance Emigrantes) existem, embora voluntariamente obscurecidos, toda uma série de textos no ligeiro estilo magazinesco – o estilo do ABC de Rocha Martins e do Repórter X –, e que bem nos dão o retrato urbano dessa época e de problemas sociais como o crime, a afirmação pública da mulher, o racismo, a eutanásia, a boémia, etc. É também a época em que Ferreira de Castro mais próximo se encontra, até como colaborador, do anarco-sindicalismo professo nas páginas do jornal político A Batalha.

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sexta-feira, setembro 09, 2022

Diário da Manhã

dir. José Manuel da Costa
Lisboa, 23 de Fevereiro de 1957
«Número Especial Comemorativo da Visita de S. M. a Rainha Isabel II de Inglaterra»
360 mm x 280 mm
150 págs. (não num.)
profusamente ilustrado a negro e a cor
exemplar estimado, sinais de lepisma na capa; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
57,00 eur (IVA e portes incluídos)

Número de um órgão jornalístico da extrema-direita estado-novista celebrando a vinda da rainha de Inglaterra a Portugal. Visitava a rainha os seus súbditos e os seus interesses económicos por cá, como sejam companhias de transportes colectivos e de navegação marítima, produtores vinhateiros, seguradoras, indústria mineira, etc.

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quarta-feira, setembro 07, 2022

Homens e Factos

JOÃO CHAGAS

Coimbra, 1905
França Amado – Editor
1.ª edição
190 mm x 125 mm
368 págs.
subtítulo: 1902-1904
encadernação de amador em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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