sábado, abril 10, 2021

Carta ao Senhor Redactor do Diario do Governo

 

[JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO]

Lisboa, 1822
Impressão Liberal
1.ª edição
235 mm x 170 mm
14 págs.
subtítulo: E aos outros contadores de patranhas | D’ambas as Indias, d’ambas as Hespanhas
encadernação inteira em papel goufrado com rótulo na pasta anterior
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[…] José Agostinho de Macedo [1761-1831] foi o primeiro autor português a tecer uma crítica estruturada e sistemática ao jornalismo, apresentando, igualmente, alternativas para o desenvolvimento da comunicação social. Nesse sentido, ele pode considerar-se como um precursor da teorização crítica portuguesa do jornalismo. A crítica de José Agostinho de Macedo ao jornalismo político (e não só) do seu tempo permite, em segundo lugar, perceber que este autor tinha uma ideia clara sobre a influência do jornalismo na formação de correntes de opinião e sobre a repercussão das mesmas na ordem política e na governação. Macedo, sem empregar os conceitos que hoje em dia empregaríamos, percebeu que o espaço público se estava a politizar, não apenas por força dos jornais, mas também pela institucionalização da democracia representativa e pelo alargamento do direito de voto. Percebeu, também, que o jornalismo, ultrapassando o espaço interpessoal da comunicação directa, se tornava no mais importante agente de segmentação das opiniões a nível nacional. […]»
(Fonte: Jorge Pedro Sousa, O advento da crítica ao jornalismo em Portugal: O caso de José Agostinho de Macedo, Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação, Universidade da Beira Interior)
A vertente Carta insere-se nesse vasto conjunto de intervenções levadas a cabo pelo irascível padre José Agostinho de Macedo.

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