DAVID WOJNAROWICZ
trad. e pref. Ana Isabel Soares
polaroides de José Francisco Azevedo
grafismo e paginação binária de Paulo da Costa Domingos
Lisboa, 2023
Barco Bêbado
1.ª edição
218 mm x 156 mm
68 págs.
ilustrado a cor
encadernação editorial inteira em tela gravada a bronze na pasta anterior,
folhas-de-guarda impressas a cor
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Da introdução da tradutora:
«[…] No seu livro derradeiro, Memórias com Cheiro a
Gasolina, David Wojnarowicz reuniu quatro narrativas breves sobre encontros
sexuais entre anónimos, sobre o prazer e os perigos desse anonimato. […]
O último conto que aqui aparece, “Espiral”, foi também a última obra escrita
por Wojnarowicz, que morreria em julho desse ano [1992], praticamente quando o
livro foi dado à estampa. Não é estranha, portanto, esta proximidade entre
decadência e morte, o retrato tão a frio de um abandono: o abandono do
indivíduo aos seus impulsos mais abjetos (na ilusão de que ceder-lhes trará o
conforto de uma companhia humana); o abandono a que a sociedade vota aqueles que
não encontram nela um lugar pré-estabelecido e vagueiam nas margens da ordem; o
abandono dos seres vivos aos ciclos que a morte montou.
A leitura de Memórias com Cheiro a Gasolina é pelo menos tão perturbante
como a experiência do odor a gasolina: um fedor que se agarra à pele, que
repugna, mas que pode exercer uma espécie de sedução, o fascínio daquilo que é
extremo. Há um extremar da intimidade (de um indivíduo, mas também de uma comunidade)
que tem o potencial de perturbar o leitor: damos por nós a ler sobre momentos
que não nos deveria ser permitido ler, a assistir a cenas que entendemos não
deverem sequer existir. Mas não é só esse excesso de intimidade que incomoda: é
perturbante, também, perceber que o próprio narrador se vê a si mesmo naquele
papel; que, no fundo, ele assiste à exposição de si mesmo como se estivesse no
nosso lugar. Esta cisão – duplicidade e fusão – desassossega-nos de maneira
profunda. […]»
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segunda-feira, julho 17, 2023
Memórias Com Cheiro a Gasolina
domingo, julho 16, 2023
Irène
[LOUIS ARAGON]
pref. Jean-Jacques Pauvert
Paris, Janeiro de 1968
L’Or du Temps * – Régine Deforges
s.i. **
texto em francês
210 mm x 133 mm
XIV págs. + 130 págs.
impresso a duas cores sobre papel algodoado, capa a uma cor sobre papel avergoado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)
Texto publicado em português pela casa & etc de Vitor Silva Tavares, em
1983, com tradução e prefácio de Aníbal Fernandes, sob o título A Cona de
Irène, aí esclarece este tradutor (que é, e será sempre, uma referência
para a cultura para cá importada desde os anos 60 do século XX):
«[…] Ao cheiro de eventos não parece mal avisar o país que não lerá aqui nenhum
livro pornográfico, antes o ponto alto da carreira surrealista de Louis Aragon.
Mas… Louis Aragon? A glória sisuda dos anos 60/80? O comunista dos cinco, dos
seis costados, plus vrai que nature, acompanhado a balalaikas?
A este espanto distraído cabe recordar que sim, […] Surrealista da primeira
hora e dessa desenvoltura[,] deixou à mostra coisas como Le Libertinage,
Le Paysan de Paris, Traité du Style, e três outras coisas […]
publicadas sous le manteau, Le Con d’Irène, Voyageur e 1929,
este último em colaboração com Man Ray e Benjamin Péret.
[…] Louis Aragon não quis nunca a coragem de perfilhar, a nome posto, um dos
seus grandes momentos literários. Jean-Jean Pauvert relata […] o diálogo de
surdos que teve com ele ao pretender dar corpo a um dos seus grandes sonhos
irrealizados de editor, publicar A Cona de Irène como filho registado,
com o nome de Aragon na capa. […]»
* No Porto, julgando-se únicos com passaporte até França, e primando pela
esperteza da “originalidade”, os da Inova deram nome de O Oiro do Dia a uma
colecção poética, mais tarde transformado em nome de editora…
** A edição primitiva data de 1928, sob título correcto Le Con d’Irène,
e circulou sempre de forma clandestina até à Primavera que 1968 trouxe sobre
toda a Europa.
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Coisas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
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sábado, julho 15, 2023
Ares da Minha Serra
CAMPOS MONTEIRO
capa de ARS *
Porto, 1933
Civilização, L.da
1.ª edição («1.º milhar»)
190 mm x 125 mm
308 págs.
subtítulo: Novelas trasmontanas
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
* «[…] A assinatura ARS, bem visível nas capas da Civilização é a do
atelier que Adalberto Sampaio (Porto, 1910-1998), autor confesso de algumas
destas capas e suspeito das restantes, criou com três companheiros de tertúlia,
ainda estudantes de arquitetura, Cunha Leão, Morais Soares e Fortunato Cabral.
Todos eles pertenciam ao grupo artístico portuense Mais Além, que consta também como assinatura de algumas
fantásticas capas do magazine Civilização, também da autoria presumida de Sampaio. […]»
(Fonte: [Jorge Silva], Almanak Silva, «Ceci n’est pas un livre», Julho
5, 2012 [pág. electr.])
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sexta-feira, julho 14, 2023
Constantino Jose de Brito
[HENRIQUE CARLOS HENRIQUES]
Lisboa, 1879
Imprensa de J. G. de Sousa Neves
1.ª edição
230 mm x 163 mm
112 págs.
subtítulo: Fidalgo da Casa Real condecorado com o Habito d’ Aviz e com a
medalha de Comportamento Exemplar
exemplar estimado, capa e lombada com pequenas falhas; miolo limpo, papel
sonante, parcialmente por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)
Extenso e detalhado testemunho de um profundo e azedo conflito, denunciando, na
qualidade de familiar do oficialmente condecorado Constantino José de Brito, a
falta de escrúpulos e desonestidade do mesmo em contenda envolvendo dinheiros e
partilhas. «Famoso indigno intrujão», são as palavras que Henrique Carlos
Henriques reservou para qualificar o “comportamento exemplar” do fidalgo da
Casa Real. A importância do vertente documento prende-se com o facto de Constantino
José de Brito estar ligado à construção da igreja de Nossa Senhora do Monte
Carmelo, inaugurada no ano de 1885, na ilha da Taipa em Macau, onde ele, como
engenheiro, foi Director das Obras Públicas.
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quinta-feira, julho 13, 2023
Vida de José Agostinho de Macedo e Noticia de Seus Escriptos
M. J. MARQUES TORRES
Lisboa, 1859
Typ. – Portas de Santo Antão n.º 9
1.ª edição
173 mm x 119 mm
102 págs. + 1 folha em extra-texto (gravura)
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
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Refutação do Monstruoso, e Revolucionario Escripto Impresso em Londres Intitulado [«]Quem He o Legitimo Rei de Portugal? Questão Portugueza Submetida ao Juizo dos Homens Imparciais[»]
JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO
Lisboa, 1828
Na Imprensa Regia
[1.ª edição]
210 mm x 149 mm
80 págs.
elegante encadernação inteira em tela com rótulo gravado a ouro e colado na
pasta anterior
pouco aparado, corte das folhas carminado
[sem capas de brochura ?]
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, papel
sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)
Segundo Inocêncio Francisco da Silva, no tomo
IV do seu Diccionario Bibliographico Portruguez (Imprensa Nacional,
Lisboa 1860):
«P. José Agostinho de Macedo, foi primeiramente Eremita Augustiniano, e
professou este instituto no convento de N. S. da Graça de Lisboa a 15 de
Novembro de 1778, tomando o nome de Fr. José de Sancto Agostinho. Falto de
vocação para a vida claustral, suas travessuras, relaxação de costumes e actos
reprehensiveis practicados com escandalo publico, e infracção das regras
monasticas, o trouxeram em continua lucta com seus confrades, durante mais de
doze annos, boa parte dos quaes passou em successivas reclusões nos carceres da
ordem, e transferencias de uns para outros conventos, até que aos trinta annos
d’edade foi solemnemente expulso por sentença conventual, confirmada pelo
Definitorio, segundo as constituições e usanças fradescas, sendo-lhe despido o
habito em acto de communidade, e fechadas sobre elle as portas do convento da
Graça a 18 de Fevereiro de 1792. Os effeitos d’esta sentença caducaram comtudo,
por effeito de recursos que o expellido interpoz, tanto para os tribunaes
civís, como perante a Sé apostolica, da qual obteve breve de secularisação para
passar ao estado de Presbytero secular, como effectivamente passou, mediante a
sentença executorial do mesmo breve, dada pelo Ordinario a 20 de Março de 1794.
Exerceu por longos annos em Lisboa o ministerio do pulpito, levando a primazia
aos prégadores do seu tempo, e colhendo d’elle meios sufficientes para
sustentação, sem que jámais solicitasse emprego, ou beneficio ecclesiastico,
posto que se affirmou, e talvez com bom fundamento, que a sua ambição se
elevava até o episcopado. Homem de innegavel talento, e de vasta erudição,
escriptor fecundissimo, como bem se deixa vêr de tantas e tão variadas
producções, seria talvez mais querido dos contemporaneos, e a sua memoria
melhor apreciada da posteridade, se o temperamento atrabiliario que n’elle
predominava, um amor proprio excessivo, ainda que justificavel até certo ponto
pela reconhecida inferioridade dos seus competidores, e mais que tudo os odios
suscitados pelas querelas politicas, em que tomou com a penna tão activa parte
nos seus ultimos annos, lhe não alienassem as sympathias de muitos,
impossibilitando-os de assentarem a seu respeito um juizo recto e imparcial. Foi
Prégador Regio nomeado em 1802, Censor do Ordinario nos de 1824 a 1829, Socio
da Arcadia de Roma, e da ephemera Academia de Bellas-letras de Lisboa, com o
nome de Elmiro Tagideo; Deputado substituto ás Côrtes ordinarias de 1822 pelo
circulo de Portalegre; e finalmente nomeado pelo sr. D. Miguel substituto
Chronista do reino em 21 de Junho de 1830. – N. na cidade de Beja a 11 de
Septembro de 1761, e foi baptisado na egreja parochial do Salvador no 1.º de
Outubro, data que alguns biographos tomaram erradamente pela do nascimento. M.
em Pedrouços a 2 de Outubro de 1831, e jaz na egreja do convento de N. S. dos
Remedios de religiosas trinitarias, sito no largo do Rato. […]
Este opusculo* foi-lhe encommendado pelo Intendente geral de Policia, de ordem
do governo, para ser, como foi, distribuido gratis por todas as comarcas
e concelhos do reino. […]»
* O texto responde a
uma publicação liberal anónima, na altura julgada da autoria de Almeida
Garrett, e mais tarde consignada a Paulo Midosi.
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Reforço ao Cordão da Peste
[JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO]
Lisboa, 1821
Na Officin. da Viuva de Lino da Silva Godinho
1.ª edição
158 mm x 112 mm (estojo)
32 págs.
acabamento cosido à linha recentemente
brochura não aparada e acondicionada num elegante estojo inteiro em seda com rótulo
gravado a ouro
exemplar estimado; miolo limpo, folha externa suja
frontispício com sinais de posse antiga a tinta ferrogálica
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)
Folheto de polémica referido por Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario
Bibliographico Portuguez (tomo IV, ref. 2.317, Imprensa Nacional, Lisboa 1860),
e insere-se no vasto ciclo de ataques, do conhecido por «padre lagosta», à imprensa
periódica. Mais propriamente, o vertente texto dá continuação aos folhetos Exorcismos
Contra Periodicos e Outros Maleficios, e Cordão da Peste, ou Medidas
Contra o Contagio Periodiqueiro, ambos também de 1821.
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Carta ao Senhor Redactor do Diario do Governo
[JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO]
Lisboa, 1822
Impressão Liberal
1.ª edição
235 mm x 170 mm
14 págs.
subtítulo: E aos outros contadores de patranhas | D’ambas as Indias,
d’ambas as Hespanhas
encadernação inteira em papel goufrado com rótulo na pasta anterior
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)
«[…] José Agostinho de Macedo [1761-1831] foi o primeiro autor português a
tecer uma crítica estruturada e sistemática ao jornalismo, apresentando,
igualmente, alternativas para o desenvolvimento da comunicação social. Nesse
sentido, ele pode considerar-se como um precursor da teorização crítica
portuguesa do jornalismo. A crítica de José Agostinho de Macedo ao jornalismo
político (e não só) do seu tempo permite, em segundo lugar, perceber que este
autor tinha uma ideia clara sobre a influência do jornalismo na formação de
correntes de opinião e sobre a repercussão das mesmas na ordem política e na
governação. Macedo, sem empregar os conceitos que hoje em dia empregaríamos,
percebeu que o espaço público se estava a politizar, não apenas por força dos
jornais, mas também pela institucionalização da democracia representativa e
pelo alargamento do direito de voto. Percebeu, também, que o jornalismo,
ultrapassando o espaço interpessoal da comunicação directa, se tornava no mais
importante agente de segmentação das opiniões a nível nacional. […]»
(Fonte: Jorge Pedro Sousa, O advento da crítica ao jornalismo em Portugal: O
caso de José Agostinho de Macedo, Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação,
Universidade da Beira Interior)
A vertente Carta insere-se nesse vasto conjunto de intervenções levadas
a cabo pelo irascível padre José Agostinho de Macedo.
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terça-feira, julho 11, 2023
Sapateia Açoriana
VITORINO NEMÉSIO
capa e plano gráfico de Manuel Dias e Gina Calado
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
205 mm x 134 mm
96 págs.
subtítulo: Andamento Holandês e outros poemas
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Este conjunto de poemas recupera, por acréscimo, a edição a stencil fora do mercado de Andamento Holandês e Poemas Graves, datada de 1964, e acerca do qual conjunto avalia o Autor em nota introdutória: «[...] resultando o todo um pouco compósito, “a la buena de Dios”, a sua unidade estilística o salvará talvez aos olhos do leitor benévolo.»
Escreveu Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos – Sobre Poesia Portuguesa Actual e Outras Crónicas, A Regra do Jogo, Porto, 1981): «[...] Deste “Andamento Holandês”, mais uma afirmação: seja quem for que fale da poesia portuguesa do século XX sem ter em conta estes catorze poemas não saberá falar dela. [...]»
segunda-feira, julho 10, 2023
Johnny Got His Gun
DALTON TRUMBO
Nova Iorque, 1979
Bantam Books Inc.
49.ª edição
texto e som em inglês
[177 mm x 106 mm (livro)] + [190 mm x 135 mm (dvd)]
[12 págs. + 244 págs. (livro)] + [1 dvd região 2 + booklet (32 págs.)]
exemplares em muito bom estado de conservação
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se da novela que serviu de suporte ao filme homónimo, ambos da autoria de
Dalton Trumbo (1905-1976). Violenta crítica antibélica, cuja acção decorre
durante os últimos dias da Primeira Guerra Mundial, mas escrito e publicado em
1939, vésperas do início da Segunda Guerra Mundial.
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A Pista do Tesouro
ADOLFO SIMÕES MÜLLER
capa e ilust. Fernando Bento
Porto, 1975
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
220 mm x 160 mm
164 págs.
subtítulo: Baden-Powell e o escutismo
profusamente ilustrado a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
A Primeira Volta ao Mundo
ADOLFO SIMÕES MÜLLER
capa e ilust. Fernando Bento
Porto, 1971
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
219 mm x 160 mm
200 págs.
subtítulo: Fernão de Magalhães e as Viagens de Circum-Navegação
ilustrado a duas cores directas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
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Costumes Académicos de Antanho
DIAMANTINO CALISTO
Porto, 1950
Imprensa Moderna, L.da
2.º milhar
240 mm x 178 mm
320 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: 1898-1950
ilustrado
exemplar estimado, pequenos defeitos na capa; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
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[chamada para rede móvel nacional]
domingo, julho 09, 2023
Manual do Charadista
folhas-de-guarda impressas (pub. ed.)
sábado, julho 08, 2023
Fragmentos de uma Composição Medieval
JOSÉ MATTOSO
capa de Soares Rocha
Lisboa, 1987
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
210 mm x 146 mm
312 págs.
ilustrado
capa impressa em policromia e relevo seco
exemplar em muito bom estado de conservação, sem quebras na lombada; miolo
irrepreensível
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sexta-feira, julho 07, 2023
Os Pobres
assinatura de posse no ante-rosto
quinta-feira, julho 06, 2023
Forte da Berlenga
[ANÓNIMO]
grav. Oficinas Marques Abreu
(Porto)
s.l. [Lisboa], Dezembro de 1953
Ministério das Obras Públicas e Comunicações – Direcção Geral dos Edifícios e
Monumentos Nacionais
1.ª edição
boletim n.º 74
265 mm x 207 mm
30 págs. + 13 desdobráveis em extra-texto (plantas e alçados da edificação) + 36
págs. em extra-texto (reproduções fotográficas)
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
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terça-feira, julho 04, 2023
Minas de San Francisco
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
ocasionais carimbos de «Oferta do Glucol Vitaminado Bial»
segunda-feira, julho 03, 2023
O Ângulo Raso
FERNANDA BOTELHO
[capa de Carlos Botelho ?]
Venda Nova – Amadora, 1957
Livraria Bertrand
1.ª edição
188 mm x 128 mm
336 págs.
exemplar estimado, lombada muito oxidada; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
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Xerazade e os Outros
subtítulo: Romance (Tragédia em forma de)
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As Imagens Destruídas
FAURE DA ROSA
capa de João da Câmara Lemos
Lisboa, 1966
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 131 mm
244 págs.
exemplar muito estimado, vagas manchas na contracapa; miolo irrepreensível
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domingo, julho 02, 2023
Gente da Terceira Classe
260 págs.
Teatro de Outros Tempos
dedicatória de posse no ante-rosto
sexta-feira, junho 30, 2023
Sala Hipóstila
JOSÉ ALBERTO MARQUES
capa e grafismo de Dorindo Carvalho
Lisboa, 1973
Assírio & Alvim, Sociedade Editorial e Distribuidora, Lda.
1.ª edição
206 mm x 122 mm
128 págs. + 1 folha de papel metalizado em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DO ESCRITOR
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Poesias Eroticas, Burlescas e Satyricas
[MANUEL MARIA BARBOSA DU] BOCAGE
Londres, 1926
s.e.
s.i. [3.ª edição ? (clandestina)]
221 mm x 155 mm
224 págs.
sobrecapa impressa a duas cores directas e relevo seco
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 53 de uma tiragem de apenas 510 exemplares
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
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Assombros
MANUEL MENDES
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
186 mm x 122 mm
232 págs.
modesta encadernação inteira de papel goufrado gravada o ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DO ESCRITOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)
Nas fichas de leitura destinadas à aquisição (ou não...) de livros para as bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, António Quadros afirma:
«Nestes contos, Manuel Mendes mais uma vez descreve simples histórias da vida quotidiana, ora com um sentido irónico, ora com um sentido humaníssimo, ora com um leve humor, ora com melancolia. Apenas o conto Gertrudes, pelo seu tema – a história de uma mulher que não recua diante de nada para chegar aos seus fins, isto é, à fortuna e ao poder, sendo no final castigada – é susceptível de reservas, pelo que o livro é recomendável para adultos de sólida formação.»
E disse! Era assim, nessa época prodigiosa em que os editores encaminhavam parte da sua produção para as bibliotecas públicas... com reserva do direito de admissão, claro!
A Vida Verdadeira de Domingos Xavier
JOSÉ LUANDINO VIEIRA
capa de José Soares
Lisboa, Setembro de 1974
Edições 70
1.ª edição (em português)
183 mm x 125 mm
132 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
inclui o flyer promocional das obras do autor, et alii
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
De seu nome próprio José Vieira Mateus da Graça, o angolano
Luandino representa a vanguarda da luta anti-colonial em Angola.
Da notícia na contracapa da edição original, La Vraie
Vie de Domingos Xavier suivi de Le Complet de Mateus (Présence
Africaine, Paris 1971):
«[...] Cet ouvrage jette une lumière brutale sur les
prisons d’Angola. Il s’agit surtout d’une peinture sociologique de la
résistance que les Angolais de Luanda, à la veille du déclenchement de la lutte
armée, opposent à la domination portugaise.
Domingos Xavier et Mateus – deux personnages exemplaires,
parmi ces militants anonymes de la nuit coloniale qui forgent l’avènement de
l’espérance révolutionnaire.
Le complet de
Mateus, récit de l’absurdité de la torture, a été porté à l’écran
par Sarah Maldoror sous le titre Monangambééé.
Le sort de Luandino Vieira ainsi que les thèmes de ses
nouvelles rappellent nos devoirs de solidarité avec un peuple qui, depuis
l’aube du 4 février 1961, poursuit courageusement une guerre de libération
nationale, sous la conduite du M.P.L.A.»
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segunda-feira, junho 26, 2023
Húmus
domingo, junho 25, 2023
Os Filhos do Pai Tomás
RICHARD WRIGHT
trad. de Manuel de Seabra
capa e sobrecapa de Victor Palla
Lisboa, 1958
Editora Arcádia
[1.ª edição]
195 mm x 123 mm
260 págs.
cartonagem editorial com sobrecapa impressa
exemplar muito estimado, pequenas falhas de papel na sobrecapa; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)
Reunião de cinco novelas de um escritor negro da esfera do Partido Comunista Americano, libelos de denúncia radical dos linchamentos levados a cabo pela extrema-direita sulista.
quinta-feira, junho 22, 2023
Uma Exposição
JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE, poemas
JORGE MOLDER, fotografias
JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES, poemas
Lisboa – Porto – Rio de Janeiro, 1980
A Regra do Jogo, Lda.
1.ª edição [única]
211 mm x 161 mm
88 págs.
ilustrado com reproduções fotográficas impressas em rotogravura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
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Crónica
JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE
pref. Joaquim Manuel Magalhães
[capa de José Escada]
grafismo de Julieta Matos
Lisboa, 1977
Moraes Editores
1.ª edição
200 mm x 155 mm
104 págs.
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
Do Prefácio do, também poeta, ensaísta Joaquim Manuel Magalhães, a
contextualização deste livro escrito ao invés da revolução social que estava,
na altura, em curso:
«[…] Sem nunca o dizer, este livro aparentemente cantando um reinado [o de D.
Pedro I] fala-nos sobretudo de uma situação política: Portugal voltando à
primeira dinastia, regressando a antes das descobertas. Mais do que essa
referência a um reinado ou à sua crónica, é a referência a um estádio histórico
recuperado, com as cicatrizes das experiências passadas e o alívio dos
massacres despedidos. […]»
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Vinte e Nove Poemas
sábado, junho 17, 2023
Um Punhado de Amoras
trad. de Branquinho da Fonseca
capa de António Garcia
Lisboa, 1955
Editora Ulisseia, limitada
[1.ª edição]
185 mm x 132 mm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)
Pseudónimo de Secondino Tranquilli, notabilizou-se como anti-estalinista ao serviço do Partido Socialista Italiano, depois de ter passado a II Guerra Mundial a organizar a resistência ao nazi-fascismo como agente secreto. Esta obsessão criou nele a tolerância para chegar a receber “apoios” da CIA, o que não sendo da melhor política, certamente faz de qualquer um o pior intelectual. Outras vergonhas vieram recentemente a lume: e que fazem dele até um agente duplo... um espião, portanto, em todas as frentes.
O vertente romance, de 1952, é exactamente uma arma apontada aos perniciosos métodos de funcionamento no seio do partido marxista...
Discurso de António Champalimaud em reunião de trabalho do Banco Pinto & Sotto Mayor
Lisboa, 1978
Banco Pinto & Souto Mayor
1.ª edição
208 mm x 149 mm
16 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
22,00 eur (IVA e portes incluídos)
A lição que deve tirar-se desta breve intervenção do banqueiro Champalimaud na reunião trimestral da direcção do referido banco constitui menos a expressão de um visionário do que o alerta frio e acutilante para aquilo com que a banca em geral veio, posteriormente, fazer escola. Quem hoje vê o estado selvagem a que chegou a finança, à escala planetária, certamente encontrará ressonâncias assustadoras nas palavras a seguir transcritas:
«[...] Dentro do estatuto legal que nos rege, de banco comercial, seria puro jogo de azar recolher depósitos sob a sua égide e lançá-los por forma generalizada no mercado do financiamento que está protegido por outro estatuto que é aquele que rege os bancos de investimento, até aqui monopólio do Estado.
Proceder por forma diferente conduziria necessariamente a praticar lances de fortuna. Ora, recordo, meus senhores, que um banco não é um casino.»
sexta-feira, junho 16, 2023
Sobre o Conceito de Reforma Agrária
HENRIQUE DE BARROS
Porto, 1949 [aliás, 1950]
Biblioteca Fenianos
1.ª edição
198 mm x 134 mm
48 págs.
subtítulo: Conferência lida em 21 de Abril de 1949, no Salão Nobre do Clube
Fenianos Portuenses
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)
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Os Grão-Capitães
JORGE DE SENA
capa de Câmara Leme
Lisboa, 1976
Edições 70
1.ª edição
200 mm x 140 mm
256 págs.
subtítulo: Uma sequência de contos
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
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