quarta-feira, julho 10, 2024

Uma Carta


ANTÓNIO MARIA LISBOA

Lisboa, [1958]
Colecção A Antologia em 1958 – Série Negra [ed. Mário Cesariny]
1.ª edição
22,8 cm x 17,2 cm
8 págs. [não num.]
dístico: Estrela da Ilha de Puros Ministros do Amor Estrela do Meio Dia Antes e Depois da Nossa Época
folha-volante dobrada in 4.º
não aparada
exemplar muito estimado; miolo limpo
RARÍSSIMA PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem desta admirável carta dirigida a Mário Cesariny em 1950:
«[...] A bordo do nosso navio fantasma SOMOS O QUE SOMOS e ao nosso redor apenas o chapinhar das águas misteriosamente calmas de encontro ao casco nos impressiona e informa. Nele nos unimos expontâneamente para procurarmos a forma mais eficaz para a destruição da sociedade, para a subversão dos valores que a sustentam – o capital e o trabalho. Como dizia no meu Manifesto Erro Próprio por outras palavras: Não se tratava em mim (em nós) de negar o Surrealismo e os seus princípios, mas ilibava-me eu de tomar lugar na querela do eu sou, tu não és. Serei ou não surrealista de hoje para o futuro com a minha METACIÊNCIA e o NOSSO ABJECCIONISMO – eu não me pronunciarei sobre tal.
– A Anarquia e a Poesia são uma obra de séculos e errompe expontâneamente ou não errompe! [...]»

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terça-feira, julho 09, 2024

Esteiros


[SOEIRO] PEREIRA GOMES
[capa de João Carlos
ilustrado por Álvaro Cunhal *]

Lisboa, 1946
Editorial Gleba, Lda.
3.ª edição
19,6 cm x 13,5 cm
300 págs.
ilustrado
exemplar manuseado, capa empoeirada; miolo limpo
rúbrica de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Esta edição, apesar de introduzir um novo capista, recupera no miolo os desenhos de Álvaro Cunhal para a edição princeps.

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segunda-feira, julho 08, 2024

A Roseira de Espinho

 

NUNO JÚDICE
capa de Rogério Petinga


Lisboa, 1994
Quetzal Editores
1.ª edição
204 mm x 126 mm
80 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma evocação do malogrado Manuel Laranjeira (1877-1912).

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Pessimismo Nacional



MANUEL LARANJEIRA
precedido de duas cartas a Miguel de Unamuno
capa de António Carneiro
Lisboa, 2009
frenesi
3.ª edição [reed. da edição Contraponto (de Luiz Pacheco)]
19 cm x 13 cm
48 págs.
exemplar novo
10,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] Incapaz de receber e transmitir ideias e sentimentos, o cérebro da grande massa da sociedade portuguesa, em virtude daquele impiedoso princípio lamarkeano que condena à morte o órgão que não trabalha, definha-se, atrofia-se, lenhifica-se, e a alma portuguesa estagna na tranquilidade morta das águas paludosas. Acrescente-se a esta lenta agonia do espírito nacional a influência corruptora e secular da educação jesuítica, sinistra e deprimente, e a única coisa que espanta verdadeiramente é a pasmosa resistência deste desgraçado povo, que tudo tem sofrido e que ainda não sucumbiu totalmente ao peso do seu mau destino. [...]»

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Desastre Nu

 

ANTÓNIO ARAGÃO
capa de Vitorino Martins
grafismo de J. Matos


Lisboa, 1981
Moraes Editores | Secretaria de Estado da Cultura
1.ª edição
179 mm x 116 mm
104 págs.
subtítulo: Peça em quatro episódios
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nem parece obra de um autor dito «experimentalista» (E. M. de Melo e Castro dixit). Mas concorreu a prémio literário, e pronto!... Ficou em segundo lugar.

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domingo, julho 07, 2024

Memórias do Capelão dos Marialvas



JÚLIO DE SOUSA E COSTA

Lisboa, 1940
João Romano Torres & C.ª – Livraria Editora
1.ª edição
192 mm x 123 mm
272 págs.
subtítulo: Frei João do Espírito Santo, franciscano
exemplar estimado; miolo limpo, frontispício com falta de papel no canto superior direito
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Momentosa Questão dos “Touros de Morte” em Portugal


JÚLIO EDUARDO DOS SANTOS
ALFREDO VIDIGAL DAS NEVES E CASTRO
RODRIGO GUERRA ÁLVARES CABRAL

Lisboa, 1933
Edição das Sociedades Protectoras dos Animais, de Lisboa e Pôrto, e Liga Nacional de Defesa dos Animais
1.ª edição
222 mm x 164 mm
48 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, capa com sinais de foxing; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Epígrafe impressa na capa:
«As campanhas pró “touros de morte” representam, sobretudo, um grande jôgo de interêsses, o que desassombradamente deve ser posto em destaque pelos que as combatem.»

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Toiros de Morte – Relatório

 

BERNARDO DA COSTA (MESQUITELLA)

Lisboa, 1935
s.e. [ed. autor]
1.ª edição
201 mm x 143 mm
128 págs.
subtítulo: Relatório apresentado por […] e aprovado pela Comissão nomeada pela Portaria de 6 de Maio de 1933, nos termos do art. 1.º do decreto-lei n.º 22.482
exemplar estimado, sinais de foxing na capa; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Habitação


FERNANDO PERFEITO DE MAGALHÃES
pref. Agostinho de Campos

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
2.ª edição
247 mm x 168 mm
66 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto a negro e a cor em separado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas (1880-1958), filho de Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas, foi reconhecido arquitecto e aguarelista. A sua ligação ao Estado Novo e aos caminhos-de-ferro permitiu-lhe deixar o seu nome ligado não só directamente à construção da linha entre a Régua e Lamego como aos projectos de mais de trezentas estações, à construção de bairros para ferroviários e mineiros, postos sanitários, etc. Basicamente, a sua ideia de urbanismo era a ideia anticosmopolita que Salazar fazia da casinha portuguesa, uma espécie de gigantesca aldeia medieval espalhada pelo território, de praticamente nulo crescimento em altura.
Uma significativa passagem do Prefácio de Agostinho de Campos:
«[...] O grande prédio de rendimento é incómodo, apesar do seu feitio de “cómoda” com uma, ou até meia gaveta para cada família. No dia em que pudermos dar a cada Lar os seus confins bem nítidos, estaremos a bom caminho de organizar uma sociedade melhor: aquela em que as famílias não precisam de se acotovelar para se constituírem em Pátria [...]»

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Apenas uma Narrativa


ANTÓNIO PEDRO
ilust. do autor
capa de Soares Rocha

Lisboa, 1978
Editorial Estampa, Lda.
2.ª edição
185 mm x 134 mm
96 págs.
ilustrado
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para a ensaísta Maria de Fátima Marinho (O Surrealismo em Portugal, IN-CM, Lisboa, 1987), António Pedro «atinge o auge da sua produção com características surrealistas» precisamente na vertente obra, comparável – ou pelo menos sob influência – à Nadja e a O Amor Louco, ambas de André Breton, mentor do género.

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O Mundo dos Outros


JOSÉ GOMES FERREIRA
capa do pintor António Domingues

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
2.ª edição
181 mm x 117 mm
176 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro notável, que até um político da barricada oposta – Franco Nogueira – reconhece:
«[...] penso que o título do volume nos pode induzir em erro. J. G. F., é facto, mostra-se-nos debruçado sobre uma determinada paisagem humana: é “esse conjunto de desgraçados que há anos colecciona para se entreter: mendigos, velhôrros, prostitutas, músicos ambulantes, trapeiros”. Para José Gomes Ferreira, “descobrir as tragédias e as farsas dessa multidão diária é uma das mais deleitosas ocupações do seu destino”. Isto poderia levar-nos a acreditar que J. G. F. nos faria uma reportagem (poética, sim, mas reportagem apesar de tudo) de algumas das figuras que compõem essa humanidade. Talvez tenha sido essa a sua intenção. Em mais de um passo assistimos, com efeito, a retalhos dessas vidas. Todavia, o que se destaca, o que se impõe e está sempre ante os nossos olhos, através de desabafos autobiográficos, é a personalidade de J. G. F. O Mundo dos Outros é uma reportagem poética, sim, mas é também – e principalmente – uma confissão poética. [...]»

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Ripanso ou Officio da Semana Santa em Portuguez [encadernação]




s.l. [Lisboa], s.d. [1820, seg. Gazeta de Lisboa, n.º 61, 11 de Março, 1820]
Com Licença da Meza do Dezembargo do Pafso
s.i.
134 mm x 77 mm
2 págs. (rosto) + 1 folha em extra-texto (gravura) + 516 págs.
subtítulo: Com Oraçoéns para a Confifsão e Sagrada Communhão, vesitas das Igrejas em Quinta feira Santa e novena das Almas
luxuosa encadernação coeva inteira em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
corte das folhas dourado
exemplar estimado; miolo limpo
ASSINATURAS DE POSSE DO HISTORIADOR ISAÍAS [DA] R. [ROSA] PEREIRA
peça de colecção
230,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fernando Pessoa (Tempo | Solidão | Hermetismo)


Y. K. CENTENO
STEPHEN RECKERT
capa de Luis Duran sobre serigrafia do pintor Costa Pinheiro

Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
228 mm x 160 mm
180 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, julho 06, 2024

O Outro Que Era Eu

RUBEN A.
capa de Ângelo [de Sousa]

Lisboa, 1966
Livraria Portugal
1.ª edição
216 mm x 152 mm
136 págs.
exemplar estimado, miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apenas um apontamento genérico acerca das obras de Ruben A. inscrito por Óscar Lopes / António José Saraiva na História da Literatura Portuguesa (Porto Editora / Livraria Arnado / Emp. Lit. Fluminense, Porto-Coimbra-Lisboa, 10.ª ed., 1978) que durante décadas serviu ao “ensino público”:
«[...] A experiência surrealista repercute-se [...] nas alternativas de autobiografia romanceada e fantasia livre com que Ruben A. pouco a pouco se ergueu até à originalidade orgânica. [...]»... – Ignora-se o que deva entender-se por «originalidade orgânica», mas soa bem e, assim como assim, ninguém lê um manual escolar de fio a pavio.

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Silêncio para 4

RUBEN A.

Lisboa, 1973
Moraes Editores
1.ª edição
200 mm x 140 mm
272 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acertadas palavras de Nelly Novaes Coelho (In Memoriam Ruben Andresen Leitão, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1981):
«[...] Rúben A. soube ultrapassar o conceito e agarrar diretamente a coisa, revelando-a de novo, descobrindo-lhe frestas insuspeitadas. Alterou a sintaxe, a situação normal dos vocábulos, grafias habituais, desorganizou a ordem impondo ao pensamento e à linguagem uma nova ordenação. [...]
Leia-se, por exemplo, o seu último Silêncio para 4, onde falando do amor, da palavra, da liberdade (individual, política ou social), do mistério da vida, do desgaste do quotidiano; da mediocridade, da esperança, da procura do “eu” no “outro”, etc. – o caudaloso e caótico diálogo (ou monólogo) que constrói o romance, se, por um lado, denuncia o abismo que separa os seres (e transforma a comunicação verbal em uma espécie de “conversa de surdos”), por outro lado, instaura uma nova realidade: a vida redescoberta em novas e insólitas facetas. Através de um corpus verbal eminentemente criativo, Rúben A. reafirmou-se, nesse seu último livro publicado, como o escritor que desde o início recusou visceralmente aquela “escrita artesanal” analisada por Barthes em Grau Zero da Escrita e por ele situada “no interior do património burguês”. Recusou sempre aquela linguagem literária que “não perturba nenhuma ordem” e assim já não informa nada. Só faz ruído. Toda a obra de Rúben A. traz implícita essa nova consciência ficcional fundida a uma nova consciência de mundo – a de quem vê e admira e detesta com todos os sentidos, num verdadeiro corpo-a-corpo com as realidades. Num corpo-a-corpo de quem não aceita a derrota, nem em si, nem nos outros. Numa luta sem esmorecimentos, de quem embora tendo consciência de que carrega consigo um mundo precioso, todo seu, não aceita o isolamento e tenta, por todos os modos ao seu alcance, introjetar esse microcosmo no macrocosmo, sem o que sua realização de Homem não poderia ser integral. Essa comunhão essencial com o Todo parece-nos ser o sentido mais profundo de toda a sua obra.
Por outro lado, ao escalpelar impiedosamente a realidade portuguesa, atacando-a fundamente, como o fez, em sua dimensão rasteira, medíocre, alicerçada em medos e invejas... ao fim e ao cabo, foi à comunidade humana em crise, espalhada pelas “sete partidas do mundo”, que Rúben A. atingiu com a sua lucidez satírica, com sua crítica severa e inteligente, agudizada por uma aparente frivolidade (que enganou muita gente...), e que no entanto não conseguiu esconder a funda amargura que a alimentava: aquela amargura que procede de um imenso amor, frustrado em seus mais legítimos anseios. [...]»

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quinta-feira, julho 04, 2024

Asfalto

 

PAULO DA COSTA DOMINGOS
pref. Jorge Fallorca
posf. Vitor Silva Tavares
capa, sobrecapa e ilust. Carlos Ferreiro


Lisboa, 1977
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição
175 mm x 153 mm
84 págs. + 1 cromo em extra-texto (colado na pág. 2)
ilustrado
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DO ESCRITOR

75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo livro de Paulo da Costa Domingos (n. 1953), quase integralmente excluído nas sucessivas edições da sua obra reunida, tendo-se por princípio que o psicadelismo é, afinal, muito mais interessante na ressaca.

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Do Outro Lado

 

ALFREDO DE MORAES PINTO (PAN-TARANTULA)
ilust. Raphael Bordallo Pinheiro

Lisboa, 1885
Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão
1.ª edição [única]
181 mm x 124 mm (estojo)
16 págs.
subtítulo: Cançoneta comica
brochura acondicionada numa modesta pasta em cartolina e papel de fantasia
exemplar estimado, dobra da capa muito frágil; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tam-Tans

 

ANTONIO DE MENEZES (ARGUS)
pref. Julio de Menezes, e Julio Cesar Machado

capas de brochura de Raphael Bordallo Pinheiro

Lisboa, 1885
Typ. da Empreza Litteraria Luso-Brazileira
1.ª edição
201 mm x 135 mm
XVIII págs. + 360 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Á memoria de […]
elegante encadernação em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Liberdade e Eu

 

MARIA NATÁLIA LIMA
capa de José Antunes


Lisboa | São Paulo, 1977
Editorial Verbo
1.ª edição
190 mm x 133 mm
264 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma entrevista de Maria Natália Lima (1926-2006) a Alice Vieira (supl. infantil «O Catraio», Diário de Notícias, Fevereiro de 1985):
«[…] Os dois livros que escrevi [Os Outros e Eu e A Liberdade e Eu] não foram propriamente para crianças, mas para adolescentes – embora crianças os tenham lido, parece que com gosto. Surgiram da minha relação com gente nova em casa (filhos), na escola (alunos) e em movimentos de campos de férias em que participei activamente.
O último, A Liberdade e Eu, foi uma tentativa de reflectir com gente nova algumas das mudanças que o 25 de Abril trouxe à sociedade portuguesa. […]»

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Historia das Religiões

 

SALOMÃO REINACH
[HENRI] BEUCHAT
[MARIE LAHY-]HOLLEBECQUE
[PAUL-HENRI THIRY] BARÃO D’ OLBACH
trad. e org. Ribeiro de Carvalho


Lisboa, s.d.
Livraria Internacional – Almeida, Carvalho & C.ª
1.ª edição
178 mm x 116 mm
180 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a branco e a negro nas pastas e na lombada
exemplar estimado, contracapa um pouco manchada; miolo limpo
assinaturas de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Batalha do Somme

 

JOHN BUCHAN

Edimburgo – Nova Iorque – Londres,
Thomas Nelson & Sons
1.ª edição
180 mm x 121 mm
100 págs. + 40 págs. em extra-texto (reprod. fotog.) + 1 desdobrável (mapa militar)
subtítulo: Segunda phase
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reportagem de uma batalha da Primeira Guerra Mundial que envolveu, entre Julho e Setembro de 1916, no nordeste de França, tropas franco-britânicas contra o invasor alemão. Saldou-se num fracasso: cerca de um milhão de baixas, de ambos os lados, e o avanço de uns meros dez quilómetros sem romper as linhas inimigas.

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quarta-feira, julho 03, 2024

Algumas Palavras


EDUARDO GUERRA CARNEIRO

Tomar, 1969
Nova Realidade – Júlio Estudante, Livreiro (edição do autor)
1.ª edição
208 mm x 115 mm
80 págs.
capa em cartolina negra coberta por sobrecapa a cor
exemplar estimado, sobrecapa com restauro no topo; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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É Assim Que Se Faz a História


EDUARDO GUERRA CARNEIRO
capa de Dorindo Carvalho

Lisboa, 1973
Assírio & Alvim
1.ª edição
206 mm x 121 mm
92 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palavras do poeta:
«[...] E o terror habite as vogais. O medo
o ignore. E a timidez. E o orgulho.
Uma só palavra na inocência de múltiplas palavras.
Que o poema seja lido como quem bebe. Um plano
de longa data pensado. E esquecido. [...]»

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Antologia da Novíssima Poesia Norte-Americana

 

MANUEL DE SEABRA, org., pref. e notas
grafismo de Fernando Silva

Lisboa, 1973
Editorial Futura – Carlos & Reis, Lda.
1.ª edição
167 mm x 164 mm
176 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Humberto Delgado

 

MARIANO ROBLES ROMERO-ROBLEDO
JOSÉ ANTÓNIO NOVAIS
pref. Raúl Rêgo
capa e grafismo de José Faria


s.l. [Lisboa], s.d. [1974, seg. BNP]
Liber [Editorial e Publicidade Portugal Brasil, Lda.]
[1.ª edição]
210 mm x 148 mm
272 págs.
subtítulo: Assassinato de um herói
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Como Se Compra um Cavalo

 

JOSÉ MIRANDA DO VALE

Porto, Fevereiro de 1929
Edição da Enciclopédia da Vida Rural
1.ª edição
191 mm x 135 mm
68 págs.
ilustrado
é o folheto no n.º 2 da colecção Cartilhas do Lavrador
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Raças Cavalares e Marcas a Ferro

 

DOMINGOS AUGUSTO ALVES DA COSTA OLIVEIRA, general
pref. José Miranda do Vale


Lisboa, 1931
Editores Fernandes & C.ª L.da
2.ª edição («correcta e augmentada»)
245 mm x 175 mm
IV págs. + 484 págs. + 5 desdobráveis em extra-texto + 2 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior direito do frontispício
pertinente apontamento a lápis relativo à marca a ferro de Menezes & Irmão (pág. 249)
PEÇA DE COLECÇÃO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incluiu-se, a título de curiosidade, um programa da Exposição Pecuaria em Salvaterra de Magos, datado de 1934, e duas tabelas de pontuação do respectivo Concurso Distrital de Gado Ovino.

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domingo, junho 30, 2024

Amelia[,] Raínha de Portugal[,] Princesa de França [ou] Duas Visitas a Versalhes[,] 1938-1951

 

LEITÃO DE BARROS

Lisboa, 1951
Editores – Neogravura, Lda.
1:ª edição
275 mm x 191 mm
68 págs.
profusamente ilustrado
impresso a rotogravura sobre cartolina Tourchon
exemplar muito estimado, pequenos sinais de “ferruguem” do papel na contracapa; miolo irrepreensível
é o n.º 221 de uma tiragem especial de apenas 250 exemplares assinados pelo autor
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DO ESCRITOR E CINEASTA
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma obra que, para além do valor documental monárquico, tem grande interesse para a história das artes tipográficas. Os testemunhos impressos da execução em rotogravura tornaram-se dignos de coleccionismo, dado o desaparecimento destas máquinas nos anos de destruição industrial que se seguiram ao 25 de Abril.

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Outra Rainha


CONDE DE SABUGOSA

Lisboa, 1922
Portvgalia Editora
1.ª edição
29,2 cm x 20,5 cm
24 págs. + 1 extra-texto com retrato de D. Amélia
subtítulo: Palestra realisada na Liga da Acção Social Christã em 3 de Abril de 1922
impresso sobre papel Whatman não aparado
exemplar estimado, restauros na capa; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Últimos Dias da Rainha D. Amélia

 

MARQUES GASTÃO

Lisboa, Novembro de 1951
s.e. [ed. autor ?]
1.ª edição
227 mm x 173 mm
48 págs. + 8 págs. em extra-texto (reprod. fotog.)
subtítulo: Reportagem
ilustrado
exemplar estimado, contracapa com sinais de foxing; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Grande Cidadão


VIRGÍLIO MARTINHO
capa de Mário Henrique Leiria
posf. Ricarte-Dácio e Joaquim Benite

Lisboa, 1976
Plátano Editora
1.ª edição
180 mm x 110 mm
180 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Versão teatral do romance homónimo.

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Cartas de Heloísa e Abelardo

 

[HÉLOÏSE D’ARGENTEUIL
PIERRE ABÉLARD]
trad. e pref. Franco de Sousa
capa de Manuel Correia


Lisboa, s.d.
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
198 mm x 121 mm
206 págs.
capa impressa a duas cores directas e relevo seco
exemplar estimado, contracapa empoeirada; miolo irrepreensível, por abrir
inclui o marcador original
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Breves | discursos

 

PIERRE ALFERI
trad. Jorge Pereirinha Pires
capa, paginação e grafismo de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 131 mm
184 págs.
ilustrado
capa impressa a uma cor directa sobre cartolina branca, sobrecapa impressa a prata e recorte de onda no papel goufrado
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como foi possível meia dúzia de casas editoras, com intuitos de ser uma referência em colecções de poesia, não terem publicado, nos últimos 50 anos, um único livro de ensaio que historiasse ou referisse explicitamente a arte poética, enquanto técnica literária ou filosofia da linguagem?! Gerou-se, então, um monstro no sono dessa nula Razão: a besta-fera do vale tudo verbal, inclusive atirar poeira suja para os olhos dos leitores, servindo-lhes como poemas aquilo que nada é senão verborreia débil de sentido e de Vida vivida. Impera, assim, uma completa ausência de informação teórica, vertida para português ou, ainda menos, com origem na língua portuguesa. Mas não quer isto dizer que rareie o atrevimento de “escritores” nos caminhos pedregosos do género. E são, enxameadamente, ecrãs sobre ecrãs internéticos, espaço privilegiado e sem juízo nem controlo, de diarreias tendo-se na conta de versos, de poesia, e que acabam por fazer o seu caminho até aos catálogos de editores gemeamente ignorantes.
A jovem casa Barco Bêbado, para além das pérolas culturais a que já habituou os seus leitores, dá agora a conhecer, ao 51.º título publicado, o seminal Breves | discursos, do falecido poeta e ensaísta francês Pierre Alferi (e letrista de canções, pelo menos no primeiro disco da cantora e actriz Jeanne Balibar), vindo deste modo preencher a supra-mencionada lacuna teórica.
Uma passagem apenas, do texto de Alferi:
«[…]
O que é um verso? Sobre esta noção pesa hoje em dia um equívoco grave, e que tem a sua importância na presente situação da poesia. A antiga concepção do verso como unidade (não gramatical) estava ligada ao repertório dos tipos de versos (antigos, modernos). Se continuarmos a fazer prevalecer esta concepção, a poesia identifica-se com o verso, e escrever poesia com fazer versos (caricatura na estética do “belo verso”). Ora, da maioria dos poetas que contaram desde há cinquenta anos não se pode dizer que eles faziam versos. Nem Pound, nem Celan, por exemplo. Porquê? Por causa da história geral da passagem para segundo plano dos tipos de versos perante uma prosódia dinâmica mais flexível (a do verso projectivo de Olson, por exemplo). […] É portanto uma outra concepção do verso que vem à luz, ainda que implicitamente. Ela já não coloca a ênfase na unidade do verso (nem semântica nem gramatical, nem mesmo prosódica como a que se achava pressuposta na poesia que desposava tipos de versos), mas no próprio corte, que é essencialmente agramatical, e no encavalgamento que marca esse carácter não gramatical da organização verbal. O corte já não é portanto o encerramento da unidade-verso, mas um sinal de pontuação especificamente poético cuja força aparece no encavalgamento. O verso, reduzido à acção de cortar e, muitas vezes, de encavalgar, não é então mais do que um instrumento de trabalho rítmico sobre a frase. Do ponto de vista da unidade, um verso não é mais do que um pedaço ou pedaços de frases. Escrever poesia já não é fazer versos, mas fazer frases talhadas ritmicamente por meio, entre outras coisas, do corte. […] Parece-me que só esta concepção do verso tem sentido hoje em dia, e que o recurso aos antigos tipos de versos, tal como à contagem isossilábica, dificilmente poderá ser outra coisa, para o dizer brutalmente, senão o efeito da ignorância ou de uma reacção.
[…] A poesia, é ritmo, nada mais do que ritmo. Tudo o resto são maneirismos. […]»

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segredos d’ estado

 

RUI BAIÃO, texto
ANDERS PETERSON
, fotografias
grafismo de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
267 mm x 185 mm
154 págs.
profusamente ilustrado
encadernação editorial
exemplar novo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem breve do texto:
«[…]
Sobr’estes pântanos — películas finas de um gesto
: espuma, à clareira das magnas superfícies : pneus usados,
tapados por uma lona. Alguns tijolos, a fazer de peso.
Louvados campos, talvez nenhumas moléculas famintas
— um abrunheiro, tombado ao comprido.
Um rafeiro a ladrar ao homem d’anorak turquesa.
Outro cão, sob a pele de um mais monstro que Ele
— prados & valas, ao quase-limite restrito das sebes
: casebres que não hibernam : cubos de toucinho,
usados como isco. No arame da ratoeira
[…]»

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Cronotopia Desatada

 


KENJI SIRATORI
trad. Manuel João Neto
ilust. do autor
grafismo de PCD


Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
177 mm x 107 mm
100 págs. (não num.)
profusamente ilustrado
exemplar novo
13,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, junho 28, 2024

Quando os Lôbos Uivam [junto com] Quando os Lobos Julgam a Justiça Uiva


AQUILINO RIBEIRO
prefácios de Adolfo Casais Monteiro
capa de Fernando Lemos [a]


São Paulo, 1959 / s.d.
Editôra Anhambi S. A. [a] / Editora Liberdade e Cultura [b]
1.ª edição (ambos)
[211 mm x 143 mm] + [155 mm x 114 mm]
264 págs. + 112 págs.
subtítulo do espécimen b: Texto integral da acusação e defesa no processo de Aquilino Ribeiro
exemplares muito estimados; miolo limpo
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição portuguesa apreendida e em parte destruída pela PIDE às ordens de Salazar, tinha então o Autor setenta e quatro anos de idade, da qual poucos exemplares se encontrarão hoje em dia. A Biblioteca Nacional de Lisboa fez reproduzir, na monografia Aquilino Ribeiro, 1885-1963 (Lisboa, 1985), cópia do mandado de captura do escritor emitido pelo Tribunal da Comarca de Lisboa. A vertente edição, a brasileira, realizada no imediato à apreensão em Portugal, faz-se aqui acompanhar da defesa do autor. Esse requerimento de defesa constitui um dos mais veementes libelos acusatórios das infâmias do Estado Novo. Porque – como aí se diz – Aquilino «[...] tem 74 anos. Quando a atual situação se guindou revolucionàriamente ao Poder, já o requerente tinha 41 anos. Já êle cá estava com a sua lealdade ao passado, às suas idéias, às suas convicções arreigadas, às suas simpatias políticas, ao seu caráter de cidadão.
Não nasceu sob o signo do novo Zodíaco, de modo que, se como escritor tivesse personalidade, ficava onde sempre estivera, e, como personalidade tinha, ficou.
O escritor, que tem de ser um intelectual e um homem de caráter, não muda de credo como quem muda de camisa. Tampouco muda de idéias a não ser um troca-tintas, salvo se se trata duma conversão depois de profundo e doloroso exame mental e psíquico. O requerente não tinha que fazer êsse exame. Julgava-se e julga-se no bom caminho e apraz-lhe continuar no arraial, religião, política, conceito geral da vida e do homem, em que sempre se achou. Por isso se não passou nem podia passar – como tantos ou alguns – para o Estado Novo. O requerente preza a sua consciência como uma dignidade. Portanto, o Estado Novo, que veio quando êle já era homem para além do seu meio-dia, deixasse-o em paz. [...]»

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Fernando Pessoa – A Obra e o Homem


ANTÓNIO QUADROS
capa e plano gráfico de Victor Santos e Gina Martins Calado

Lisboa, 1981 e 1982
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
205 mm x 140 mm
[320 págs. + 20 págs. em extra-texto] + [328 págs. + 12 págs. em extra-texto]
subtítulos:
I volume (nova versão*): Vida, Personalidade e Génio
II volume: Iniciação Global à Obra
exemplares em muito bom estado, sem quebras nas lombadas; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto do 2.º vol.
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudo particularmente incisivo na vida e na obra literária do poeta.

* Este primeiro volume teve anteriormente uma redacção diversa, que se já conhecia, nesta mesma editora, desde 1960.

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