sábado, maio 16, 2026

O Surrealismo na Poesia Portuguesa


NATÁLIA CORREIA, org., pref. e notas
capa de Vespeira


s.l., 1973
Publicações Europa-América, L.da
1.ª edição
185 mm x 133 mm
424 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da série de colectâneas organizadas pela escritora Natália Correia será a viagem pelo surrealismo em português a menos consensual, aquela que suscitou venenosos rumores, os possíveis durante o cair da folha no Outono marcellista. Uns, porque viam surrealistas a mais para país já de si tão absurdo e tão exíguo; outros, porque os seus próprios ares de boémia amalucada não tinham sido contemplados. Nenhuns por conseguirem reparar então que o que este livro delimitava era já uma linha divisória, um acinte: a fronteira entre a linguagem antecipadora do futuro e os primórdios do “regresso ao sentido”. Mas nojo e censura pela cultura foram sempre a mais alta legitimação da modernidade. Afinal, que palavra liga a palavra que liga à palavra, e assim sucessivamente, numa travessia dos séculos protagonizada pelos homens que os marcaram? Ou, como, numa das suas notas, nos diz Natália Correia:
«Não basta alterar as estruturas verbais mas também modificar a atitude fundamental da consciência, libertar o espírito das cadeias das normas racionais. Só assim pode o surrealismo alcançar aquilo que tem como alvo permanente: subverter e desprestigiar o mundo, tal como ele se apresenta com o seu cortejo de regras sufocantes e deformadoras.»

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